Boletim de Saúde

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Odontologia
São Paulo, 17 de outubro de 2013
Equipe Responsável:
Cárie dental: uma doença
transmissível
Dra. Eliane Santoro – CRO 38.206
Dra. Maristela Azevedo – CRO 45.437
Caio Pires – Assistente em Odontologia
A cárie dental é uma doença infectocontagiosa que resulta da desmineralização da superfície dental causada
por ácidos secretados por bactérias por meio da fermentação dos carboidratos provindos da dieta. Vários
fatores estão envolvidos nesse processo:
• Suscetibilidade genética do hospedeiro;
• Alimentação rica em sacarose (carboidratos);
• Presença de estreptococos do grupo mutans
(Streptococcus mutans), principal bactéria envolvida
no desenvolvimento da cárie, no ambiente bucal.
Após as primeiras 18 horas de vida já é possível encontrar na boca dos bebês certos tipos de bactérias. Estas,
geralmente, não são causadoras de doenças. A colonização bucal por Streptococcus mutans, o causador da
cárie, inicia-se logo depois da erupção (nascimento) dos primeiros dentes “de leite” (por volta dos 7 meses de
idade). A transmissão ocorre predominantemente da mãe para o filho, pelo contato físico, por gotículas de saliva
ao falar, ao tossir, ao espirrar, etc.
Existem dois períodos em que as crianças são mais suscetíveis a adquirir as bactérias
causadoras da cárie. São as chamadas janelas de infectividade:
• Entre os 19 e 21 meses de idade;
• Por volta dos 5 e 6 anos.
Se, nessas fases, o contato com as bactérias cariogênicas for evitado, o indivíduo terá menos
chance de desenvolver a doença ao longo da vida. Diante disso, alguns cuidados devem ser
tomados com as crianças, principalmente nessas épocas:
• Evitar beijá-las na boca;
• Não tossir nem espirrar próximo a elas;
• Evitar o compartilhamento de copos e talheres.
Os pais também devem sempre seguir os cuidados rotineiros:
• Realizar a higiene bucal do bebê antes mesmo da erupção dos primeiros dentes, utilizando-se unicamente de
uma gaze umidificada com água filtrada;
• Após o nascimento dos primeiros dentes, iniciar a escovação com uma escova pequena e macia, com quantidade
mínima de pasta de dente (do tamanho de um grão de alpiste);
• Levar a criança ao odontopediatra pela primeira vez assim que ocorrer o nascimento dos primeiros dentes
(geralmente por volta dos 7 meses); a partir daí, a visita deve ser repetida a cada 6 meses ou no máximo um ano;
• Evitar o consumo excessivo de açúcares.
Além disso, principalmente as mães devem manter a boa saúde bucal, para controlar os níveis de Streptococcus
mutans na saliva e reduzir assim a chance de contágio e desenvolvimento de cárie em seus filhos.
Fontes:
ALENCAR, C. R. B. et al. Perda precoce de dentes decíduos: etiologia, epidemiologia e consequências ortodônticas.
Publ. UEPG Ci. Biol. Saúde, Ponta Grossa, 13(1/2):29-37, mar.-jun. 2007.
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ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ODONTOPEDIATRIA.
FAUSTINO-SILVA, D. D. F. et al. Cuidados em saúde bucal na primeira infância: percepções e conhecimentos de pais
ou responsáveis de crianças em um centro de saúde de Porto Alegre, RS. Rev. Odonto. Ciênc., 23(4):375-9, 2008.
FIGUEIREDO, M. C. et al. A cárie dentária como uma doença infecciosa transmissível. RFO UPF, Passo Fundo,
2(1):23-32, jan.-jun. 1997.
POLITANO, G. T. et al. Avaliação da informação das mães sobre cuidados bucais com o bebê. Rev. Ibero-am.
Odontopediatr. Odontol. Bebê, (36):138-48, 2004.
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