Aquecimento Global

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Aquecimento Global
Porque devemos nos
preocupar?
O que é aquecimento global?
Aumento da temperatura
média global, ocasionado pelo
acréscimo de Gases Efeito Estuda (GEEs)
na atmosfera, gerando a intensificação do
Efeito Estufa.
Aquecimento Global
“O Aquecimento Global
é o grande responsável pelo aumento
da temperatura do globo em 0,6°C
desde 1860.”
IPCC – Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas
Efeito Estufa
• Fenômeno natural que garante que a
dispersão da energia solar pelo planeta
seja mais lenta que a absorção,
mantendo a Terra aquecida e garantindo
a vida no planeta.
• A intensificação deste fenômeno é
gerada, principalmente, por atividades
que utilizam combustível fóssil, uma vez
que estes emitem GEEs.
Mecanismo de Efeito Estufa
2. A maior fração passa pela atmosfera para
aquecer a Terra, sendo depois devolvida ao
espaço
1. A energia solar
chega à Terra;
3. Uma parcela do que é devolvido reflete na
atmosfera e volta para a Terra, mantendo o
calor - Efeito Estufa.
Mecanismo de Efeito Estufa
• Alguns gases, como o CO2, presentes no ar podem
absorver temporariamente luz IR térmico, assim, nem
toda a energia é dissipada diretamente para o espaço;
• Logo após sua absorção, a radiação infravermelha
térmica é re-emitida em diversas direções de maneira
completamente aleatória;
• Dessa forma, uma parte dessa radiação retorna à
superfície sendo novamente absorvida pela Terra,
gerando, em decorrência disso, aquecimento tanto da
superfície como do ar;
• O redirecionamento do IR térmico em direção ao globo é
responsável pela manutenção da temperatura média da
Terra de aproximadamente +15°C. Caso esses gases
não se fizessem presentes na atmosfera essa
temperatura seria de -15ºC.
Mecanismo de Efeito Estufa
• A atmosfera atua assim, como um cobertor que retém
em seu entorno uma parte do calor liberado pela
superfície, garantindo a regulação da temperatura
terrestre.
• A preocupação dos cientistas reside no aumento da
concentração de gases capazes de absorver luz IR
térmico, do que resultaria o redirecionamento de maior
quantidade de energia fazendo a temperatura elevar-se
acima da média de 15°C.
• A esse fenômeno dá-se o nome de AQUECIMENTO
GLOBAL, distinguindo seus efeitos daquele que vem
atuando naturalmente por milênios
Efeito Estufa
• Gases Efeito Estufa:
Contribuição para o Efeito Estufa
– Dióxido de Carbono (CO2)
– Metano (CH4)
– Óxidos Nitrosos (NOx)
– Halogênios
– Clorofluorcarbonetos (CFCs)
– Hidroclorofluorcarbonetos (HCFCs)
Com o aumento populacional e a
possibilidade de industrialização, as
emissões de gases efeito estufa aumentaram
muito desde o começo do século e tendem a
aumentar mais.
Gás
Carbô
nico
(CO2)
Metano
(CH4)
(N2O)
CFCs
Ozônio
(O3)
Monóxid
o de
Carbono
(CO)
Vapor
d´água
(H2O)
Principal
fonte
antrópica
Combu Cultivo de Fertili Refrigera Hidrocar Combust
stíveis
arroz
zante
dores,
bonetos
íveis
fósseis inundado,
s,
aerossói
(com
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de
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queima de
uso industriai biomass
a
biomassa
da
s
a
terra
Convers
ão
de uso
da terra,
irrigação
Tempo de
vida na
atmosfera
50-200
anos
10 anos
150
anos
60-100
anos
semana
sa
meses
meses
dias
Taxa anual
atual de
aumento
0,5%
0,9%
0,3%
4%
0,52,0%
0,7-1,05
desconh
ecido
Contribuiçã
o relativa
ao efeito
estufa
antrópico
60%
15%
5%
12%
8%
-
desconh
ecido
KRUPA, 1999
Dióxido de Carbono (CO2 )
• 55% das emissões de GEE de origem antrópicas são CO2;
• Assim, das emissões ditas recentes de CO2 – ocorridas
nas últimas décadas – apenas 50% já foi removida de
modo efetivo;
• Portanto o dióxido de carbono emitido hoje estará ainda
absorvendo energia térmica pelos próximos séculos,aquilo
que é emitido hoje afetará diretamente as futuras
gerações.
• A queima de combustíveis fósseis e a produção de cimento
aporta no ar cerca de 5,5 Gt C/ano, das quais cerca de
60% - cerca de 3,3 Gt – não encontram qualquer
sumidouro.
Em termos estatísticos um
habitante de país industrializado
gera em média todos os anos 5t
CO2; já para os países em
desenvolvimento esse valor
raramente supera 0,5t CO2 –
décima parte.
Uma família de classe média, por exemplo,
com dois filhos e dois carros, precisaria
plantar 63 árvores por ano, para mitigar
suas emissões.
Uma multinacional como a Unilever, que
emite por ano 3,6 milhões de toneladas de
CO2, precisaria plantar 20 milhões de
árvores ao ano - o suficiente para
preencher nada menos que 26.666
campos de futebol.
Green Initiative
Dióxido de Carbono (CO2)
• Contribuição Antrópica:
• Transporte;
• Indústria;
• Domiciliar;
• Agricultura.
• Mineração de carvão;
• Extração e transporte de petróleo e gás
natural;
• Mudança no Uso da Terra e Florestas;
Metano CH4
• Um aumento de CH4 no ar provoca, em
termos de intensidade, um efeito
equivalente à 21 vezes aquele
proporcionado pelo CO2
• A vida média do CH4 na atmosfera varia
entre 10 e 15 anos.
Óxidos nitrosos
• No nível molecular, o N2O é cerca de
206 vezes mais impactante que o CO2
no que se refere ao Aquecimento
Global
• Desde a era pré-industrial até a
década de 1980 a taxa de crescimento
deste composto foi de 13%.
CFC
• Os CFCs têm elevada persistência no ar e
alta taxa de absorção de energia, fazendo
com que sua moléculas tenham potencial
de Aquecimento Global equivalente ao de
10000 moléculas de CO2
• Mesmo assim o efeito final provocado pelos
CFCs sobre a temperatura do globo é
pequeno. Isso porque o aquecimento
causado pelo CFCs em função do
redirecionamento de energia é
compensado pelo resfriamento que estes
compostos induzem na estratosfera ao
destruírem a Camada de Ozônio.
IPCC
Impactos do
Aquecimento Global
“A concentração de GEE na
atmosfera pode atingir o dobro
do seu nível pré-industrial já em
2035, significando um aumento
de temperatura de 2º C”
Stern, 2006
Impactos
• BIODIVERSIDADE
– Deterioração de ecossistemas únicos e ameaçados
– Diminuição da biodiversidade -migração ou até
extinção de espécies
– Êxodo de espécies do mangue por permanente
elevação do nível do mar
– Mudanças nos ciclos de migração e reprodução
• AGRICULTURA
– Perda da produtividade na agricultura
– Ameaça a segurança alimentar
Impactos
• OCEANOS
– Desgelo das calotas polares
– Aumento do nível dos oceanos
– Perda de regiões costeiras – deslocamento
populacional e menor área de cultivo
– Aquecimento das águas superficiais – alteração das
correntes marítimas e propicia proliferação de algas
– Deterioração do recifes de corais pela elevação do
nível do mar e da temperatura
– Perda da qualidade da água pela entrada de água
marinha
Derretimento das calotas polares
Impactos
REGIME HÍDRICO
– Mudanças nos regimes de precipitações
– Eventos extremos – secas, enchentes e estações
mais intensas
SAÚDE
- Falta de água potável
- Expansão e desenvolvimento de novas pestes
- Epidemias – dengue , malária, cólera entre outras
doenças
- Pandemias devido ao aumento dos vetores de
doenças mais comuns
Mortes estimadas devido ao
Aquecimento Global em 2000
Mortalidade por Milhões
de Pessoas
0–2
2–4
4 – 70
70 – 120
University of Wisconsin - Madison
Impactos
SOCIO-ECÔNOMICOS
• Prejuízos econômicos devido a desastres ambientais
como furacões, secas, enchentes
• Submersão de ilhas oceânicas – êxodo populacional e
diminuição do turismo (Ilhas do Pacífico)
• Conflitos entre países – além da busca por recursos
naturais, também por causa do deslocamento
populacional
• Pressão na infra-estrutura dos órgãos públicos,
principalmente dos paises em desenvolvimento
2006 – Relatório Stern
Aspectos Econômicos das Mudanças Climáticas
•
Analisa os custos econômicos das mudanças
climáticas;
•
“As alterações climáticas são a maior falha de
mercado jamais vista no mundo e interagem
com outras imperfeições do mercado.”
•
Conclusão: os benefícios de uma ação
rigorosa e antecipada ultrapassam os
custos econômicos da falta de ação.
Aspectos econômicos das
Mudanças Climáticas
• Os riscos dos impactos das mudanças climáticas pode
ser reduzido pela estabilização da concentração de
CO2e atmosférico entre 450 e 500 ppm CO2e.
• Nível atual é de 430 ppm, o qual aumenta em média 2
ppm por ano.
• Tal estabilização necessitaria que as emissões fossem
pelo menos 25% inferiores aos níveis atuais, até 2050.
• Para a estabilização da concentração de CO2e entre
500 e 550 ppm seria gasto anualmente cerca de 1% do
PIB global.
Quão vulnerável nós somos?
• A questão é: Qual a vulnerabilidade da Terra?
Da vida na Terra? De cada uma das espécies
que hoje habita este planeta? Da espécie
humana?
• Quanto e como somos susceptíveis ao
aquecimento global ainda não é certo. Mas
atualmente já se pode sentir os inúmeros
impactos.
• Mas estamos adaptados à tais mudanças?
Vulnerabilidades - conceitos
• No contexto das mudanças climáticas é definido como o
grau em que um sistema natural ou social é capaz de
lidar com os estragos decorrentes da mudança do clima.
• É considerado um Indicador de Sensibilidade de um
sistema às mudanças climáticas e da habilidade deste
se adaptar a elas.
• A capacidade de responder aos efeitos positivos e
negativos das mudanças climáticas, bem como o quanto
ajustes em práticas cotidianas, processos e estruturas
serão capazes de moderar ou eliminar o potencial de
destruição ou ainda aproveitar oportunidades criadas
pela mudança no clima global.
Vulnerabilidades
A vulnerabilidade é algo inerente a uma
população determinada, e variando de
acordo com suas possibilidades culturais,
sociais e econômicas. Assim, os países que
possuem menos recursos serão os os mais
vulneráveis e com maior dificuldade de
adaptação;
Vulnerabilidades
• Os danos causados pelas mudanças climáticas ainda
são pouco conhecidos.
• Para os países em desenvolvimento, é fundamental o
aprofundamento dos estudos em torno da
vulnerabilidade dos ecossistemas e das medidas de
adaptação que se mostram necessárias
• A ampliação do diálogo existente entre o Governo, a
sociedade e as empresas, sobre as mudanças
climáticas é primordial para o sucesso das políticas que
almejam diminuir a vulnerabilidade do País e aumentar
nossa capacidade de adaptação ao problema.
Brasil
• Tendo em vista que os ecossistemas naturais não
apresentam grande capacidade de adaptação à
magnitude das mudanças climáticas se estas ocorrerem
no curto intervalo de tempo, é claro que o Brasil, país
megadiverso, deverá sofrer graves alterações em seus
biomas.
• Somando o aquecimento global às mudanças no uso do
solo, é quase certo que em um futuro breve,
acontecerão rearranjos importantes nos ecossistemas e
até mesmo na redistribuição dos biomas brasileiros.
Brasil
• O número de estudos sobre a resposta de
espécies da flora e da fauna Amazônica e do
Cerrado às mudanças climáticas é ainda
pequeno, mas estes indicam que para um
aumento de 2° a 3°C na temperatura média, até
25% das árvores do cerrado e 40% de árvores
da Amazônia poderiam desaparecer.
Setor Agrícola
Brasil
– Aumento nas taxas evapotranspirativas,
promovendo maior consumo de água das plantas e
portanto, esvaziando o reservatório “solo” mais
rapidamente;
– Redução do ciclo das culturas, tornando-as mais
eficientes em termos de assimilação e
transformação energética, porém mais sensíveis à
deficiência hídrica;
– Redução da área potencial de produção agrícola
para alguns tipos de culturas que não se adaptam
em ambientes com baixo regime hídrico.
Brasil
INPE
Brasil
• Não obstante, alterações no regime hídrico são certas,
porém os estudos que trabalham com tal vulnerabilidade
apresentam informações controversas, expondo tanto o
aumento quanto a diminuição nos índices de chuva;
• A despeito, as mudanças climáticas afetarão no projeto,
construção e operação de empreendimentos relacionados
aos recursos hídricos devido a sua susceptibilidade.
– Nesse sentido, a área de energia no Brasil apresenta-se
altamente vulnerável às mudanças climáticas, graças a
importância da geração hidrelétrica na matriz energética
do país.
Brasil
No que diz respeito a saúde, serão favorecidas
doenças cuja proliferação se dê em ambientes
quentes e úmidos, tais como: malária, dengue,
cólera, leishmaniose, leptospirose e
hantovirose.
Mitigação
Qualquer atividade antrópica
que reduza as fontes ou seja capaz de
capturar gases efeito estufa da
atmosfera.
Adaptação
“Já não é possível deter as mudanças climáticas que
irá ter lugar nas próximas duas ou três décadas,
mas é possível proteger, de certo modo, nossas
sociedades e economias dos seus impactos - por
exemplo prestando melhor informação, melhor
planejamento e infra-estrutura. Nos países em
desenvolvimento a adaptação custará dezenas de
milhões de dólares por ano, colocando ainda mais
pressão nos recursos naturais”
Stern, 2006
Adaptação
Segundo o IPCC (2001), os países que
possuem menos recursos serão os que mais
dificilmente se adaptarão e portanto, os mais
vulneráveis. A capacidade de adaptação é
dada pela “riqueza, tecnologia, educação,
informação, habilidades, infra-estrutura,
acesso a recursos e capacidade de gestão.
O que deve ser feito…
• Substituição de combustíveis fósseis;
• Uso de energia renovável e aumento da eficácia
energética;
• Manejo adequado na agropecuária;
• Controle de queimadas e desmatamento;
• Métodos de captação e armazenamento de
Carbono;
• Planejamento para a adaptação das nações;
• Visão internacional partilhada de objetivos a serem
atingidos;
• E principalmente mudanças no padrão de
consumo!
• “São necessários 3 elementos de política
para um resposta global eficaz:
- A fixação do preço do carbono,
implementado através de impostos, do
comércio ou de regulamentos;
- Política de apoio à inovação e à utilização
de tecnologias mais limpas;
- Ações para remover barreiras à eficácia
energética, e informar, educar e persuadir
as pessoas sobre o que elas podem fazer
individualmente.”
Stern, 2006
“O mundo não precisa escolher entre
evitar as alterações climáticas e
promover desenvolvimento. As
mudanças nas tecnologias de energia,
no mercado e na estrutura das
economias criaram oportunidades para
negócios.”
Stern, 2006
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