a contribuição do enfermeiro no cuidado à criança portadora de

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Raquelaine Padilha [[email protected]]
A CONTRIBUIÇÃO DO ENFERMEIRO NO CUIDADO À CRIANÇA
PORTADORA DE SÍNDROME DE DOWN COM DEFEITO DO SEPTO
ATRIOVENTRICULAR TOTAL
Adriana Kaufmann Jeanine1
Raquelaine Aparecida Padilha2
Shirley Regina Pires3
Simone Leal Rygielski4
Anna Beatriz Naumes5
Patrícia Julimeire Cunha6
RESUMO
O cuidado a criança portadora de cardiopatia congênita e a sua família é um
desafio constante para a enfermagem, que se redobra ainda mais quando está
associada a Síndrome de Down. Essas crianças apresentam características
únicas e específicas. Atender a complexidade que esses pacientes exigem,
requer do profissional enfermeiro postura de respeito diante da criança e da
família atendendo-a em suas necessidades como ser humano e também
conhecimento técnico-científico, que é garantido pelo aperfeiçoamento constante.
Vários problemas físicos estão associados à Síndrome de Down. Muitas destas
crianças apresentam malformações cardíacas congênitas, sendo a mais comum
os defeitos septais.1 O defeito do septo atrioventricular (DSVA) trata-se do
distúrbio cardíaco mais comum em crianças acometidas pela Síndrome de Down.
É uma malformação relativamente frequente, cuja prevalência é, em geral, cerca
de 3% das cardiopatias congênitas. Das crianças acometidas pela síndrome, 40%
delas são cardiopatas e 33% destas são portadoras de DSAV. O
comprometimento do septo atrioventricular implica no fechamento incompleto do
septo, o que permite ampla comunicação entre as cavidades cardíacas. O defeito
de septo atrioventricular total (DSAVT) é caracterizado pela presença
concomitante de uma comunicação interatrial (CIA) e uma comunicação
interventricular (CIV), além de apresentar válvula atrioventricular única. 2 Este
estudo teve por objetivos: aplicar o Processo de Enfermagem a uma criança
portadora de Síndrome de Down com DSAVT, aprofundar os conhecimentos
científicos relacionados a temática partindo da observação realizada em ensino
clínico e correlacionar os conhecimentos teórico-científicos com o cuidado do
enfermeiro à criança com DSAVT na realidade encontrada. Trata-se de uma
abordagem qualitativa de caráter descritivo-explortatório efetivada por meio de um
levantamento bibliográfico e a realização de um estudo de caso, cujo sujeito é
Acadêmica de Enfermagem da Faculdades Pequeno Príncipe - FPP.
2
Acadêmica de Enfermagem da Faculdades Pequeno Príncipe - FPP.
3
Acadêmica de Enfermagem da Faculdades Pequeno Príncipe - FPP.
4
Acadêmica de Enfermagem da Faculdades Pequeno Príncipe - FPP.
5
Enfermeira. Mestre. Docente da Disciplina Momento Integrador VI da FPP.
6
Enfermeira. Mestre.
Docente da Disciplina Processo de Cuidar em Enfermagem IV da FPP.
[email protected]
uma criança com 1 ano e 5 meses de idade, chamada IVS, portadora de
Síndrome de Down com DSAVT, acompanhada num hospital de grande porte na
cidade de Curitiba – PR. A paciente foi internada para realização de cirurgia
cardíaca na tentativa de corrigir o distúrbio no septo atrioventricular, encontravase acompanhada pela mãe adotiva. A coleta de dados foi realizada em dois
momentos, no pré-operatório e no pós-operatório com o auxílio de um roteiro para
a entrevista e o exame-físico. Utilizou-se a primeira etapa do Processo de
Enfermagem - histórico - para a efetivação da coleta de dados e as etapas
subsequentes para a análise dos mesmos, sendo elas: diagnósticos de
enfermagem, planejamento, implementação e avaliação de enfermagem. A partir
da análise foi possível perceber a importância de se atentar para as
particularidades que a criança cardiopata com Síndrome de Down apresenta,
particularidades estas que devem ser consideradas constantemente enquanto o
cuidado estiver sendo ofertado. Cabe lembrar que as características da síndrome
representam problemas de enfermagem, como por exemplo, maior incidência de
infecções, distúrbios alimentares e físicos e dificuldade cognitiva. Além disso, a
presença de uma cardiopatia, tal como é o DSAVT, pode gerar um estresse
adicional a família, principalmente por acometer um órgão vital do indivíduo – o
coração.3 Dessa forma a equipe de enfermagem deve enfocar as reais
necessidades da criança, atentando para as suas especificidades e a redução da
ansiedade através do preparo antecipado, comunicação frequente com o pai e a
mãe do que se refere ao progresso da criança e a reafirmação constante de que
todo o possível está sendo feito. Concluiu-se que a promoção do cuidado de
enfermagem de qualidade a essas crianças é sem dúvida, ação diferencial no seu
processo saúde-doença. Tranquilizar, estar disposto a tirar dúvidas, informar
quanto às potencialidades da criança portadora de Síndrome da Down com
cardiopatia congênita são meios que contribuem para o enfrentamento da
situação, do preconceito, da falta de confiança, do medo, da insegurança. Chamase a atenção para o preparo dos profissionais em lidar com esses pacientes, que
muitas vezes não estão preparados. O aprendizado contínuo e a observância dos
aspectos éticos na prática profissional são elementos essenciais para a
consistência do cuidado humanizado e sistematizado.
Descritores: Criança, Síndrome de Down, Defeito Septal Cardíaco
REFERÊNCIAS
; WONG, DL. Enfermagem Pediátrica – Elementos essenciais à intervenção
afetiva. 5. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1999
2TIMERMANN A.; CESAR, LAM. Manual de Cardiologia: SOCESP – Sociedade de Cardiologia
do Estado de São Paulo. São Paulo: Atheneu, 2000.
3SILVA, N. L. P. DESSEN, M. A. Síndrome de Down: etiologia, caracterização e impacto na
família. Revista Interação em Psicologia. Julho/ dezembro.
Pág 167-176. Universidade de Brasília, 2002. Disponível em: <ufpr.br /index.php/psicologia>
Acesso em 15/09/2010
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