roteiro 3 - UNEMAT Sinop

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Roteiro - Aula Experimental
CURSO DE ENGENHARIA ELÉTRICA
DISCIPLINA: ELETRÔNICA I
PROFESSOR: VLADEMIR DE J. S. OLIVEIRA
ENCONTRO 3 – AMPLIFICADORES EM CASCATA (ESTUDO DOS
PRÉ-AMPLIFICADORES)
1. COMPONENTES DA EQUIPE
Alunos
Nota:
Data:
2. OBJETIVOS
• Verificar a operação dos amplificadores a pequenos sinais nas configurações de
emissor comum e seguidor de emissor.
•
Verificar o comportamento da saída para um amplificador de dois estágios com estágios
isolados e conectados (acoplamento RC).
•
Verificar a variação em ganho quando se conecta um segundo estágio.
3. AMPLIFICADORES EM CASCATA
A conexão em cascata é basicamente uma conexão série em que a saída de um estágio é o
sinal de entrada do estágio seguinte. Esta conexão oferece uma multiplicação de ganho de cada
estágio, levando a um ganho global maior. O ganho global do amplificador é o produto dos ganhos
dos estágios, considerando-se o casamento de impedâncias entre os estágios e que a resposta em
frequência global se altera.
Existem várias métodos de se realizar o acoplamento de estágios. O acoplamento
(RC) é bastante simples e obtém uma boa resposta em frequência. O capacitor de
acoplamento possibilita a isolação CC entre estágios e, portanto, mantém as condições de
polarização inalterada. A reatância capacitiva do capacitor de acoplamento em freqüências
médias deve ser suficientemente baixa a fim de que a transferência do sinal se faça sem
perda e sem distorção de fase.
No acoplamento por transformador, o resistor de coletor é substituído pelo primário
do transformador e o sinal é transferido para o próximo estágio pelo secundário do
transformador. O transformador de acoplamento possibilita a isolação CC entre estágios e
também permite o casamento de impedância entre estágios, mas apresenta desvantagens em
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termos de resposta em frequência e fase. Além disso, os transformadores são relativamente
grandes e caros.
No acoplamento direto, a saída do primeiro estágio é diretamente conectada à entrada do
próximo estágio, sem utilizar elementos de acoplamento. Este método apresenta a vantagem do
amplificador precisar de poucos componentes e a resposta em frequência não ser afetada pelos
elementos de acoplamento. No entanto, torna-se mais difícil estabelecer o ponto de polarização
estático para cada estágio, porque a tensão de saída CC de um estágio determina a tensão de entrada
CC do estágio seguinte. Este tipo de acoplamento é utilizado em circuitos integrados onde não
existe espaço disponível para capacitores ou outros elementos de acoplamento.
4. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL
4.1 Amplificador Emissor Comum
4.1.1 Monte o circuito de polarização do transistor conforme Figura 1.
Figura 1: Circuito Amplificador Emissor Comum.
4.1.2 Utilizando o multímetro meça os valores quiescentes: IBQ, ICQ, VCEQ e anote na Tabela 1.
4.1.3 Ajuste o gerador de funções para uma amplitude de 10 mVp e com frequência de 1 kHz.
Caso o gerador não consiga fornecer uma amplitude tão baixa use um divisor de tensão
(sugestão: Resistor 100 Ω, 10 kΩ, entrada em 1,0 Vp).
4.1.4 Complete o circuito inserindo o gerador de sinais e os capacitores.
4.1.5 Usando o osciloscópio, meça e anote na Tabela 2 a amplitude das tensões de entrada vi,
na base vb, no coletor vc no emissor ve e a tensão de saída vo. Anotar os valores de pico.
4.1.6 Monitore utilizando dos dois canais do osciloscópio simultaneamente os sinais de entrada
vi e de saída vo e desenhe na Figura 2. Qual a defasagem entre eles?
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Figura 2: Tensão de Entrada e Saída do Amplificador Emissor Comum.
Tabela 1: Valores quiescentes (DC).
IBQ
ICQ
VCEQ
Tabela 2: Valores das tensões AC.
vi
vb
vc
ve
vo
4.1.7 Calcule o ganho deste amplificador. Observe que se trata do ganho de tensão sem carga.
4.1.8 Coloque um resistor de 1 kΩ entre o gerador e o capacitor de entrada e verifique com o
osciloscópio (simultaneamente) os sinais vi e vb. Observar que o sinal na base deve ter
caído (aproximadamente pela metade) em relação ao medido anteriormente. Que
afirmação pode ser feita com relação à impedância de entrada deste amplificador?
4.1.9 Retirar o resistor do item anterior voltando o circuito a sua configuração original. Inserir
um resistor de carga de 3,9 kΩ (entre o ponto vo e o terra). Meça novamente a tensão vo.
Compare os valores com e sem o resistor de carga. Que afirmação pode ser feita com
relação à impedância de saída deste amplificador?
4.2 Amplificador em Cascata
4.2.1 Monte o circuito da Figura 1 conforme os valores da Tabela 1.
4.2.2 Meça os seguintes valores: Ib1, Ic1, Vce1, Ib2, Ic2, Vce2, com o multímetro.
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4.2.3 Ajuste o gerador de funções para uma amplitude de 1m Vp e com uma frequência de 500
Hz. Use um divisor de tensão para obter esse sinal (sugestão: Resistor 100 Ω, 10 kΩ,
entrada em 0,1 Vp – ajuste o gerador para garantir um sinal de 1mVp como sinal de
entrada do amplificador).
4.2.4 Determine o ganho de tensão para o primeiro estágio isolado (Av1) e quando conectado ao
segundo estágio.
4.2.5 Determine o ganho de tensão para o segundo estágio isolado (Av1), e quando conectado à
resistência de carga. Qual o significado da diferença entre os valores.
4.2.6 Determine o ganho de tensão do circuito em cascata (Avt), Avt = vo /vb1, com e sem carga.
Figura 1 – Amplificador em cascata.
Tabela 1 – Valores dos componentes
Componente
Vcc
Rc1 = Rc2
Re1 =Re2
R 1 = R3
R 2 = R4
RL
C 1 = C2 = C3
Ce1 = Ce2
T1 = T2
R
4
Valor
10 V
3,9 kΩ
2,2 kΩ
10 kΩ
2,2 kΩ
4,7 kΩ
10 µF
100 µF
BC548
100
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4.2.7 Aumente a amplitude da tensão de entrada até ocorrer saturação na tensão de saída do
amplificador em cascata. Anote o valor dessa amplitude.
4.2.8 Meça o valor da resistência da fonte de sinal (gerador de funções). Para isto proceda da
seguinte forma: Faça a leitura com o osciloscópio do valor da tensão nos terminais do
gerador (sem carga). Posteriormente coloque uma resistência de 100Ω como carga para
esta fonte e determine a tensão na carga. Com estes dados é possível obter a resistência
interna da fonte.
Tabela 2 – Leitura do valor da resistência da fonte de sinal
Sem carga
Com carga 100 Ω
V gerador
V carga
Resistência da fonte
4.2.9 Substitua os resistores R3 e R4 no circuito original por R3 = 100 kΩ e R4 = 22 kΩ.
4.2.10 Repita os passos 4 e 5 com o circuito original. O que aconteceu?
5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
[1] BOYLESTAD, Robert; NASHELSKY, Louis. Dispositivos eletrônicos e teoria de
circuitos. 8. ed. São Paulo: Prentice Hall, 2004, 672 p. : ISBN 8587918222
[2] SEDRA, Adel S.; SMITH, Kenneth C. Microeletrônica. 4. ed. São Paulo: Makron Books,
2000. 1270 p.
[3] CIPELLI, Antonio Marco V.; MARKUS, Otávio; SANDRINI, Waldir João. Teoria e
desenvolvimento de projetos de circuitos eletrônicos. 19. ed. São Paulo: Érica, 2002. 445 p.
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6. MATERIAL NECESSÁRIO
Resistor 100 Ω
1
Resistor 1 kΩ
1
Resistor 3,9 kΩ
3
Resistor 2,2 kΩ
2
Resistor 10 kΩ
3
Resistor 2,2 kΩ
3
Resistor 4,7 kΩ
Resistor 100 kΩ
Capacitores 10 µF
Capacitores de 100 µF
Transistor NPN BC548
Conectores
Gerador de funções
Osciloscópio
Protoboard
1
1
3
2
2
diversos
http://www.datasheetcatalog.net/pt/datasheets_pdf/B/C/5/4/BC548.shtml
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