Vol. 3, Número 1 - jan.jun. 2017

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Volume 3, Número 1, 2017
Almanaque de Medicina Veterinária e Zootecnia – AMVZ
v. 2, n. 2 - (jul./dez. 2016)
Ourinhos, SP - Brasil - 2016 - semestral
1. Medicina Veterinária - 2. Zootecnia - 3. Saúde Animal - 4. Periódico/Científico
Faculdades Integradas de Ourinhos - Curso de Medicina Veterinária
Rodovia BR-153, Km 338+420m - Água do Cateto, CEP: 19909-100
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Prof. Dr. Guilherme Augusto Marietto Gonçalvez
Prof.ª Dr.ª Isabela Bazzo da Costa
Prof. Dr. Izidoro Francisco Sarto
Prof. Dr. Luiz Daniel de Barros
Prof.ª Dr.ª Márcia Regina Coalho
Prof. Me. Marco Aurélio Torrecillas Sturion
Prof. Me. Mariana Tiai Kihara
Prof. Me. Nazilton dos Reis Filho
Prof.ª Dr.ª Raquel de Queiroz Fagundes
Prof.ª Me. Renata Bello Rossetti
Prof. Me. Tiago Torrecillas Sturion.
ISSN 2447-0716
Alm. Med. Vet. Zoo. 1
PIOMETRA EM GATA - REVISÃO DE LITERATURA
PYOMETRA IN YOUNG CAT - LITERATURE REVIEW
Isabela Ribeiro de Carvalho Oliveira* Nazilton de Paula Reis Filho† Beatriz Perez Floriano†
Fernanda Saules Ignácio† Guilherme Coutinho Vieira‡ Freddi Bardela de Souza† Sandra Lúcia
Simão Bordolini§
RESUMO
A piometra é uma enfermidade grave do útero, que ocorre principalmente na fase de diestro
do ciclo estral e apresenta maior ocorrência em animais de meia-idade à idosos, sendo a
incidência de 66% em fêmeas com idade acima de nove anos. Esta enfermidade é comum em
cadelas, porém incomum em gatas, pois estas necessitam do coito para que ocorra o
desenvolvimento do tecido lúteo e subsequente secreção de progesterona, cuja ação sobre o
útero favorece a ocorrência de piometra. Portanto, nesta espécie o desenvolvimento desta
enfermidade está relacionado principalmente com terapias exógenas de estrógeno e
progesterona. O objetivo deste trabalho é realizar uma revisão de literatura sobre o ciclo
reprodutivo das gatas, e enfatizar a ocorrência de piometra nesta espécie, bem como os sinais
clínicos, diagnóstico e tratamentos para esta enfermidade.
Palavras-chave: infecção, útero, hormônios, felino
ABSTRACT
Pyometra is a serious disease of the uterus, which occurs mainly in the diestrus phase of the
estrous cycle and presents a higher occurrence in middle-aged animals in the elderly, with a
66% incidence in females aged over nine years. This disease is common in bitches, but
unusual in cats, because they require intercourse to occur the development of the luteal tissue
and subsequent secretion of progesterone, whose action on the uterus favors the occurrence of
pyometra. Therefore, in this species the development of this disease is mainly related to
exogenous therapies of estrogen and progesterone. The objective of this work is to perform a
literature review on the reproductive cycle of cats, and to emphasize the occurrence of
pyometra in this species, as well as clinical signs, diagnosis and treatments for this disease.
Keywords: infection, uterine, hormones, feline
INTRODUÇÃO
Com o aumento do interesse relacionado à superlotação e controle de natalidade dos
animais de companhia a partir da conscientização sobre a posse responsável de animais, os
métodos de prevenção da gestação têm sido muito utilizados visando o controle populacional
de cães e gatos. Essas medidas incluem principalmente ovariohisterectomia e a terapia
hormonal. Como o procedimento cirúrgico é um método de maior custo, a terapia hormonal
tem se tornado uma opção de custo reduzido bastante utilizada, porém, apresenta riscos de
efeitos colaterais, especialmente com relação às afecções uterinas, como a piometra (1).
*
Aluna do curso de Medicina Veterinária - Faculdades Integradas de Ourinhos - FIO/FEMM, Ourinhos, SP,
Brasil. E-mail: [email protected]
†
Docente do curso de Medicina Veterinária - Faculdades Integradas de Ourinhos - FIO/FEMM, Ourinhos, SP,
Brasil.
‡
Aprimorando em Clínica Cirúrgica - Faculdades Integradas de Ourinhos - FIO/FEMM, Ourinhos, SP, Brasil.
§
Médica Veterinária. Serviço de Clínica Cirúrgica - Faculdades Integradas de Ourinhos - FIO/FEMM, Ourinhos,
SP, Brasil.
Oliveira IRC, Reis Filho NP, Floriano BP, Ignacio FS, Vieira GC, Souza FB, Bordolini SLS. Piometra em gata revisão de literatura. Alm. Med. Vet. Zoo. 2017 abril 3 (1): 1-13.
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A piometra é uma enfermidade grave do útero, que pode ocorrer em qualquer estágio
do ciclo estral, sendo mais frequentemente observada na fase de diestro (2,3). Acomete
pincipalmente animais de meia-idade à idosos, sendo a incidência de 66% em fêmeas com
idade acima de nove anos, porém, animais jovens também podem apresentar essa doença,
principalmente em decorrência de tratamentos hormonais (4,5,6,7). O risco do
desenvolvimento dessa afecção se eleva em nulíparas quando comparado a primíparas ou
pluríparas e em fêmeas que apresentam pseudogestação e irregularidade de ciclo estral (5).
Sua ocorrência é relativamente comum em cadelas, porém incomum em gatas, pois
estas são classificadas como animais ovuladores induzidos, ou seja, necessitam do estímulo
vaginal para que ocorra o desenvolvimento do tecido lúteo e a subsequente secreção de
progesterona (5,8). No entanto, a subestimação da incidência da doença é provável porque as
gatas muitas vezes não expressam sinais clínicos evidentes da doença como as cadelas. (9).
Na espécie felina, a ocorrência de piometra está relacionada principalmente a terapias
exógenas de estrógeno e progesterona (10,11). Porém, apesar de serem ovuladoras induzidas,
a ovulação espontânea não é incomum em gatas. Há relatos de ovulação espontânea em gatas
com incidência média de 35%. Apesar de muitas hipóteses, as causas de ovulação espontânea
nas gatas ainda são desconhecidas, mas podem ser influenciadas pela raça, o aumento da
idade e número de partos (12).
O objetivo deste trabalho é realizar uma revisão de literatura sobre o ciclo reprodutivo
das gatas, e enfatizar a ocorrência de piometra nesta espécie, bem como os sinais clínicos,
diagnóstico e tratamentos para esta enfermidade.
REVISÃO DE LITERATURA
CICLO ESTRAL E PRINCIPAIS HORMÔNIOS EM GATAS
A gata é poliéstrica estacional e apresenta seu ciclo reprodutivo estimulado nos
períodos de maior incidência de luz natural. Desse modo, os ciclos estrais geralmente são
concentrados de setembro a janeiro, sendo o anestro percebido a partir do fim de janeiro até
inicio de setembro (13, 14).
Gatos machos parecem ter pelo menos dois ferormônios sexuais, que são substâncias
secretadas por um animal e modificam o comportamento de outro. O odor destes ferormônios
estimula o cio nas gatas. As fêmeas, por sua vez, possuem um ferormônio que também auxilia
na indução do cio de outras fêmeas, além da função de atrair machos. Desta forma, em
ambientes como gatis, várias gatas podem manifestar cio ao mesmo tempo (8).
É possível então dividir o ciclo estral felino em cinco fases distintas: proestro, estro,
diestro, interestro e anestro (1).
Proestro
O proestro caracteriza-se pelo desenvolvimento dos folículos ovarianos sob a
influência do FSH (Hormônio folículo estimulante) produzido pela hipófise, e produção de
estrógeno pelas células foliculares. Esta fase pode durar de 1 a 2 dias e clinicamente a fêmea
exibe pouco ou nenhum edema vulvar, além de mínima descarga vaginal fluida e transparente.
As gatas podem apresentar comportamento de estro, aceitando o acasalamento e dessa forma,
ao contrário da cadela, é difícil distinguir o proestro do estro (8).
Estro
Durante o estro, que dura em média 6 a 10 dias, o comportamento da gata se altera e
ela passa a ser receptiva ao macho (1). O estrógeno nesta fase encontra-se em evidência e está
envolvido no aumento da vascularização, crescimento e edema do endométrio, útero e cérvix.
Promove ainda relaxamento e dilatação da cérvix, aumento da intensidade de contração do
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miométrio, promovendo drenagem do conteúdo uterino. O estrógeno também possui um
efeito bactericida sobre o útero uma vez que aumenta a taxa de migração de neutrófilos para
dentro do lúmen uterino (15, 16).
Nessa fase, a gata não apresenta sangramento, nem corrimento, mas pode apresentar
mínimas alterações na genitália externa como pequena vermelhidão, amolecimento ou edema
de vulva. No estro, independente de ocorrer ou não acasalamento, poderão ser observadas
mudanças de comportamento como: flexão lateral da cauda, ato de esfregar o corpo contra
objetos, posição de lordose e rolamento sobre si mesma. Além disso, a fêmea se torna mais
afetuosa, urina com maior frequência para atração dos machos, podendo haver perda de
apetite, vocalização e aceita da cópula (8). Uma particularidade da fêmea felina é o fato de a
ovulação ser induzida pelo coito (5). Durante a cópula, a estimulação vaginal desencadeia
sinais nervosos na zona médio ventral do hipotálamo com consequente liberação de GnRH
(Hormônio gonadotrófico) que induz a liberação de LH (Hormônio luteinizante) pela
hipófise, culminando na ovulação de 24 a 30 horas depois (17).
Em 35% dos casos, pode ocorrer ovulação espontânea, principalmente nos locais em
que as fêmeas convivem em um mesmo ambiente que os machos, mesmo não havendo
contato físico e visual (8, 13, 17).
Interestro
Na ausência da ovulação, inicia-se a fase chamada de interestro, que corresponde a
uma aparente quiescência ovariana e uterina. Essa etapa sucede o estro e pode preceder um
novo estro ou o anestro. Sua duração varia de 8 a 10 dias, em que a fêmea não exibe sinais
físicos ou comportamentais de atividade sexual. Apesar disso, o ovário está se preparando
para um novo crescimento folicular e, subsequentemente, novo ciclo estral (17).
Em algumas gatas, ondas sequenciais de crescimento folicular podem sobrepor-se e as
concentrações de estrógeno podem não declinar fazendo com que a gata permaneça em cio
constante, denominado de “ninfomania” ou estro prolongado (1).
Diestro
O diestro é marcado pelo fim do estro, em que ocorre a ovulação e se inicia o
desenvolvimento luteal. Compreende um período médio de 60 dias na fêmea prenhe (2). Se
houver ovulação sem fecundação, resultará em uma pseudoprenhez de aproximadamente 40
dias (18).
Durante essa fase, observa-se alta secreção de progesterona pelo corpo lúteo (3). A
progesterona possui vários efeitos sobre o útero. Uma das ações fisiológicas desse hormônio é
preparar o ambiente uterino para receber uma possível gestação, reduzir a resposta
imunológica, inibir a atividade contrátil do miométrio e realizar o fechamento da cérvix. Esse
hormônio ainda aumenta a atividade secretória das glândulas endometriais, resultando na
produção e no acúmulo de grandes quantidades de fluidos no interior do útero (3,6). Além
disso, sua ação sobre o fechamento da cérvix e a inibição da atividade contrátil do miométrio,
impede a drenagem do fluido intrauterino acumulado, o que torna o útero mais susceptível à
infecção bacteriana, favorecendo a ocorrência da piometra (8, 11, 19).
Anestro
O anestro é considerado a fase de inatividade reprodutiva em relação ao
comportamento e aos sinais clínicos. Essa fase ocorre quando há diminuição das horas de luz,
que também se caracteriza pela elevação dos níveis de melatonina e de prolactina e pela
presença de níveis basais de estrógeno e de progesterona (1, 17, 20).
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FISIOPATOGENIA DA PIOMETRA
A piometra é um acúmulo de secreção purulenta no interior do útero resultante da
interação entre o estrógeno e a progesterona, complicada pela infecção bacteriana ascendente
(5, 21, 22).
Tendo em vista que as gatas necessitam do coito antes que ocorra o desenvolvimento
do tecido lúteo e a subsequente secreção de progesterona, os contraceptivos a base de
progestágenos, bem como medicações que tem como base esse grupo de hormônios são
considerados os principais responsáveis pela alta incidência de piometra em gatas nãofecundadas (23, 24). Sob influência estrogênica, a cérvix se abre, o que permite a entrada de
bactérias da flora normal da vagina para dentro da luz uterina, além de um estímulo ao
aumento do número de receptores de progesterona no endométrio. A progesterona, por sua
vez, estimula a atividade secretória das glândulas endometriais, o que resulta no
desenvolvimento de uma hiperplasia endometrial cística com consequente acúmulo de
líquidos nas glândulas endometriais e na luz uterina (3, 6). A interação das ações desses
hormônios favorece a infecção bacteriana secundária do útero, onde as bactérias colonizam o
útero anormal por via ascendente. Aliado a isso, a resposta inflamatória é reduzida e o
produto da secreção das glândulas endometriais contém nutrientes e pH favoráveis ao
crescimento bacteriano, o que facilita a instalação de um processo infeccioso resultando em
piometra (8, 11, 19).
APRESENTAÇÃO CLÍNICA
As manifestações clínicas tornam-se evidentes após a administração hormonal
exógena. As gatas podem demonstrar discreta anorexia e depressão, até que a doença esteja
bem avançada (25). Outros sinais menos comumente observados são descarga vaginal,
letargia, apatia, depressão, inapetência ou anorexia, poliúria, polidipsia, diarreia e vômito (3,
8). A temperatura corporal é variável, encontrando-se normal, mas podendo apresentar um
aumento devido à infecção bacteriana (26).
A severidade dos sinais clínicos é dependente da condição da cérvix, do tempo desde a
observação dos sinais clínicos até o diagnóstico da enfermidade, da severidade das lesões
uterinas e do comprometimento de outros órgãos (3, 5).
Quando a cérvix está aberta, há secreção vaginal, com quantidade variável
dependendo do grau de abertura, podendo ser intensa, moderada ou ausente. A coloração
dessa secreção também é distinta, variando desde amarela-acinzentada até amarronzada com
odor fétido (3, 8, 26).
Se a cérvix estiver totalmente ou parcialmente oclusa, ocorre um acúmulo mais
acentuado de secreção no lúmen uterino, conduzindo a um quadro clínico geralmente mais
grave, com depressão e toxemia (22). Os principais sinais decorrentes da endotoxemia
incluem desorientação, taquicardia, preenchimento capilar prolongado, pulso femoral fraco;
hipotermia e choque (19, 24).
DIAGNÓSTICO
O diagnóstico de paciente com piometra baseia-se nos sinais clínicos, entretanto, a
cultura vaginal e antibiograma, exames laboratoriais, exames de imagem e a histopatologia
são fundamentais para se concluir o diagnóstico e estabelecer um prognóstico (22, 27).
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Citologia e cultura vaginal
A citologia do útero ou corrimento vaginal revela um grande número de neutrófilos
degenerados e bactérias fagocitadas. A partir da amostra coletada, é recomendada a realização
da cultura bacteriana e antibiograma (12, 28).
A cultura bacteriológica é realizada para identificação dos micro-organismos
causadores dessa infecção. Escherichia coli constitui o microorganismo mais comumente
identificado na piometra felina (2, 28), mas outros microorganismos aeróbicos podem ser
isolados e descritos, em ordem decrescente de ocorrência: Streptococcus sp, Streptococcus
canis, Staphylococcus sp, aureus e intermedius, Klebisiella sp, Proteus sp, Pseudomonas sp,
Corynebacterium sp, Enterococcus sp, Pasteurella sp, Serratia sp, Haemophilus sp e Bacillus
sp (16, 19, 28, 29).
O antibiograma é realizado para detectar a sensibilidade da bactéria ao agente
antimicrobiano, facilitando assim o tratamento. Os medicamentos mais utilizados no combate
a esta infecção incluem principalmente amoxicilina, cefalosporinas, amicacina, enrofloxacina,
sulfametoxazol associado ao trimetropim, metronidazol, clindamicina e penicilinas (30).
Exames laboratoriais
No hemograma completo em 70 a 90% dos casos, pode ser observada leucocitose por
neutrofilia com desvio à esquerda (>35 x 109/L) (19, 28, 31).
É encontrada uma anemia normocítica normocrômica não regenerativa que se dá pela
perda de eritrócitos por diapedese para o lúmen uterino ou por, depressão toxica da
eritropoiese. (2, 19, 25).
As alterações bioquímicas mais frequentes incluem hiperproteinemia,
hiperglobulinemia e azotemia que resultam da desidratação e/ou estimulação antigênica
crônica do sistema imune (2, 19, 24, 31). As taxas de uréia e de creatinina podem estar
aumentadas devido à desidratação e à uremia pré-renal presentes (19, 24).
A diminuição das atividades da alamina-aminotransferase- ALT e da fosfatase alcalina
(FA) são anormalidades menos comuns, secundárias ao dano hepatocelular induzido pela
septicemia e/ou circulação hepática reduzida (24).
Na urinálise, são muitas as variáveis que podem afetar os resultados (24). Geralmente
são reveladas isostenúria ou hipostenúria, proteinúria, e bilirrubinúria (2,19).
Segundo Feldman e Nelson (24) no início do curso da doença, a densidade urinária
pode ser aumentada em decorrência da desidratação e da resposta fisiológica para conservar
os líquidos mas, com uma infecção bacteriana secundária, há a interferência na reabsorção de
sódio e cloro na alça de Henle, reduzindo assim a hipertonicidade medular renal, o que
dificulta a capacidade dos túbulos renais de absorverem água livre.
Ultrassonografia
O ultrassom é o exame diagnóstico de escolha no caso de uma suspeita de piometra,
pois, com ele, pode-se avaliar o tamanho e a espessura do útero e muitas vezes também é
possível diagnosticar o tipo de secreção acumulada no lúmen uterino (5, 25, 32, 33).
Ademais, esse exame permite ainda diferenciar um aumento de volume uterino decorrente de
uma gestação em fase inicial e neoplasias que são consideradas os principais diagnósticos
diferenciais dessa enfermidade (8). O útero dilatado apresenta uma imagem ultrassonográfica
de uma estrutura tubular com tamanho aumentado, preenchido com fluido anecoico ou
hipoecoico. A ecogenecidade do fluido intrauterino é variável dependendo da celularidade
local, o que permite a diferenciação de mucometra da piometra propriamente dita (3, 24, 34).
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Radiografia
A visualização do útero no exame radiográfico restringe-se ao tamanho, às formas
uterinas e às mineralizações (35).
Nas radiografias, estruturas tubulares homólogas com densidade de material fluido
podem ser vistas na região abdominal caudal (25).
A maior limitação desse exame é a sua incapacidade de distinguir aumentos
patológicos como piometra de gestação inicial e involução uterina pós-parto (24, 28, 35).
Dessa forma, considerando os exames complementares de imagem, a ultrassonografia
apresenta vantagens quando comparada à radiografia. Portanto, para confirmação dessa
enfermidade, o exame de imagem de escolha seria a ultrassonografia (5).
Histopatologia
Na histopatologia é comum observar um espessamento da parede uterina, causado pela
proliferação e dilatação de glândulas endometriais, que ocorre ao longo do endométrio. Essas
glândulas contêm exsudato mucopurulento com grande número de leucócitos
polimorfonucleares. Essa infiltração densa de neutrófilos também pode ser vista no estroma
superficial sob a superfície do endométrio. Em alguns casos, há evidência de inflamação
crônica com infiltrações predominantemente de células plasmáticas e histiócitos no estroma
em torno das glândulas. Os ovários geralmente são encontrados na fase progesterônica, ou
seja, contém corpos lúteos ativos (4, 12).
DIAGNÓSTICOS DIFERENCIAIS
As principais causas de aumento do útero e / ou descarga vulvar incluem uma gestação
em fase inicial (excluída com ultra-sonografia 25 dias após o pico de LH ou por radiografia
40 dias após o pico de LH), e processos neoplásicos. Além de metrite e vaginite devido à
massa vaginal corpo estranho ou anomalias anatômicas (28). Outras doenças como
mucometra, hemometra e hidrometra também devem ser consideradas, porém podem ser
diferenciadas da piometra por não estarem associadas com sinais clínicos sistêmicos e
neutrofilia (8, 12, 28).
TRATAMENTO
A piometra pode ser tratada clínica ou cirurgicamente. A escolha é feita com base na
gravidade do quadro clínico do animal, da condição da cérvix (aberta ou fechada), do grau de
distensão do útero e do interesse do proprietário no uso do animal da reprodução (8, 5, 22).
Entretanto, o tratamento deve ser imediato e eficaz, pois o agravamento do quadro pode
resultar em septicemia e endotoxemia, podendo levar o animal à morte (19, 31).
A ovariohisterectomia é considerada como tratamento de escolha, por ser
potencialmente curativa, enquanto que o tratamento conservativo só deve ser considerado
para animais com interesse reprodutivo e sem quadro clínico grave (22, 26, 27, 33).
Tratamento clínico
Os objetivos do tratamento clínico visam recuperar a capacidade reprodutiva dos
animais, abertura da cérvix, drenagem, limpeza e eliminação da infecção bacteriana
secundária do útero, bem como eliminar a fonte produtora de progesterona que desencadeia
essa enfermidade (25).
As opções terapêuticas são dadas através da administração de estrógeno,
prostaglandina, andrógenos, quinino, ocitocina e alcalóides derivados do ergot (24).
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A administração de hormônios tem como objetivos alterar as condições do útero, na
tentativa de retorná-lo à sua forma original (24). O estrógeno promove o relaxamento da
cérvix e aumenta o tônus muscular, favorecendo assim a drenagem do fluido intrauterino. Do
mesmo modo age a testosterona, que faz a atrofia ovariana. A ocitocina e os alcaloides do
Ergot promovem o aumento da contratilidade uterina e consequente expulsão do conteúdo
uterino (5).
A prostaglandina F2α (PGF2α) é o fármaco preferido para o tratamento da piometra,
porém seu uso é controverso pelo riso de ocasionar sepse, ruptura uterina ou extravasamento
intrauterino (5, 16, 25).
A PGF2α promove lise do corpo lúteo, aumenta a contratilidade do miométrio,
contribuir para a liberação do conteúdo séptico uterino e pode contribuir para o relaxamento
cervical (5, 8, 29). Sendo assim, ao promover a lise do corpo lúteo, a PGF2α diminui as
concentrações séricas de progesterona, minimizando gradativamente as alterações
hipertróficas causadas por esse hormônio no endométrio e nas glândulas endometriais (5).
Há duas formas de PGF2α, a sua forma natural (Dinoprost-trometamina) ou derivados
sintéticos (por exemplo, Cloprostenol). O Cloprostenol apresenta menores efeitos colaterais e
meia-vida mais longa. Contudo, PGF2 α naturais induzem maiores contrações do miométrio
e, portanto, mais rápida eliminação de material purulento do útero comparadas à PGF2α
sintética. Por essa razão, é recomendado o tratamento utilizando PGF2α natural na piometra
felina (12, 28).
É importante ressaltar que o corpo lúteo da gata é mais resistente ao efeito luteolítico
de PGF2α do que o da cadela. Além disso, se o tratamento for iniciado logo depois da
ovulação, o corpo lúteo pode ser refratário aos efeitos de PGF2α. Desta forma, doses mais
elevadas de PGF2α com durações mais longas são necessárias para obter a resolução da
piometra, especialmente se o diagnóstico for realizado no início diestro. Durante este tempo,
baixas doses de PGF2α são ineficazes na indução completa e definitiva da luteólise (9, 12).
A duração do tratamento pode variar de cinco a sete dias, mas a melhora clinica
começa a ser observada somente após dois dias do inicio do tratamento
(5).
O protocolo de tratamento com aplicações de PGF2α deve ser realizado por cinco a
sete dias, por via subcutânea, com dose de 0,1 mg/kg no primeiro dia, no segundo dia 0,2
mg/kg, e, do terceiro ao sétimo dia, a dose é de 0,25 mg/kg. A antibioticoterapia deve ser
realizada durante e após 14 dias do tratamento com a PGF2α. É necessária a reavaliação do
paciente após sete e 14 dias do final do tratamento com esse hormônio (24).
Na atualidade, antiprogestágenos vêm sendo utilizados para indução do parto,
interrupção da gestação e para o tratamento de piometra aberta ou fechada. Esses
medicamentos promovem supressão da ação da progesterona sobre o endométrio. Esse antihormônio fixa-se sobre os receptores de progesterona com uma intensidade três vezes maior
do que a própria progesterona. O principal exemplo desta classe é o aglepristone. Sua dose é
de 15 mg/kg em gatas, e ele deve ser aplicado por via subcutânea nos dias 1, 2, 8 e 15 do
tratamento. Sua eliminação é por via fecal, e não há relatos de efeitos adversos associados à
sua administração, sendo que o estro subseqüente ao tratamento pode ser fértil (16). O
aglepristone apresenta efeitos colaterais mínimos e é considerado uma boa escolha para o
tratamento de piometra fechada de gatas, pois resulta na abertura cervical com o mínimo de
contrações uterinas, reduzindo o risco de ruptura. Esse fármaco também induz a luteólise (1,
2). No entanto, gatas que apresentam hepatopatias e comprometimento da função renal não
devem ser tratadas com aglepristone. Quando utilizado em combinação com PGF2α natural
durante 5 a 10 dias, o aglepristone potencializa e aumenta a luteólise. Isso é particularmente
importante em gatas por serem notoriamente resistentes à luteólise e à remoção dos efeitos da
progesterona no útero (12).
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Oliveira e colaboradores (22) indicam outra opção de tratamento para piometra, o uso
da cabergolina que é um potente agonista dopaminérgico cuja associação com a
prostaglandina pode resultar em sinergia na indução da luteólise, tornando possível a redução
das doses de prostaglandina administrada, minimizando, assim, seus efeitos colaterais sem
prejudicar o efeito estimulador sobre a contratilidade uterina. A dose recomendada de
cabergolina é de 5 ug / kg a cada 24horas com duração de tratamento de sete dias (12). A
bromocriptina também é um agonista dopaminérgico que pode ser utilizado no tratamento da
piometra, no entanto, possui uma série de efeitos colaterais, incluindo vómitos, anorexia,
depressão e algumas mudanças de comportamento. Além disso, requer administração de 2-3
vezes por dia, dificultando assim o seu uso (9).
Aliada à terapia com os fármacos supracitados, é necessária a reposição
hidroeletrolítica e o tratamento antimicrobiano com antibióticos de amplo espectro como
amoxicilina associado ao ácido clavulânico, sulfonamidas, quinolonas ou cefalosporinas é
imprescindível (3, 12, 22).
Tratamento cirúrgico
O tratamento de escolha para cadelas com piometra é a ovário-histerectomia (OHE). A
técnica cirúgica é a mesma da OHE eletiva, porém, nesse procedimento, o útero deve ser
manuseado com cuidado, uma vez que ele pode estar distendido e friável, rompendo-se com
facilidade (25). Em todos os casos, a terapia corretiva para os distúrbios hidroeletrolíticos
existentes deve ser iniciada antes da cirurgia e mantida durante e após o procedimento,
conforme a necessidade do paciente (24, 25). A antibioticoterapia adjuvante com fármacos de
amplo espectro deve ser instituída antes, durante e também de sete a 10 dias após o
procedimento cirúrgico (24, 25).
Vale ressaltar que o débito urinário deve ser monitorado durante a cirurgia através da
observação do tamanho da bexiga. Não é recomendada a utilização de cateter urinário, a fim
de prevenir a contaminação bacteriana da bexiga (25).
Nos casos de ruptura do útero com consequente peritonite, a cavidade abdominal deve
ser lavada rigorosamente, com solução de cloreto de sódio a 0,9% (50mL/kg) previamente
aquecida. Para o tratamento antimicrobiano torna-se necessária a associação de mais de um
fármaco (5, 25).
O sucesso da OHE como tratamento da piometra é alto e as complicações pósoperatórias são semelhantes às de OHE eletiva, salvos os casos que apresentem septicemia pré
ou pós-cirúrgica (25).
COMPLICAÇÕES
Quando não tratada, a piometra passa a ter uma evolução local crônica ocasionando o
comprometimento progressivo do estado geral da paciente. O quadro pode evoluir para uma
insuficiência renal, como consequência do desenvolvimento de glomerulonefrite de origem
imunológica, por depósito de complexos imunes (antígeno-anticorpo) ou células endometriais
modificadas pela inflamação, que não são reconhecidas pelo sistema imune. A doença é
agravada ainda pela azotemia pré-renal devido à desidratação associada ao choque séptico
(22).
Quando tratada cirurgicamente, a paciente pode apresentar complicações, como
peritonite (13% dos casos), infecção do trato urinário (5%), infecção da ferida (2%), uveíte
(2%), arritmia cardíaca (1%), poliúria / polidipsia persistente (0,3%), doença hepática
associada a ascite (0,3%) e mau funcionamento renal (0,3%) (36). Fatores como febre,
hipotermia, depressão e palidez de mucosas e/ou hospitalização prolongada, podem agravar o
risco de complicações da piometra, principalmente a ocorrência de peritonite (36, 37).
Oliveira IRC, Reis Filho NP, Floriano BP, Ignacio FS, Vieira GC, Souza FB, Bordolini SLS. Piometra em gata revisão de literatura. Alm. Med. Vet. Zoo. 2017 abril 3 (1): 1-13.
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PROGNÓSTICO
O prognóstico da piometra é dado através do tempo decorrido entre o diagnóstico e o
início do tratamento. Dependerá do estado geral do animal e, principalmente, do
comprometimento da função renal (12). Em animais sem evidência de insuficiência renal e/ou
endotoxemia, o prognóstico pode ser reservado a bom. Porém, o prognóstico é considerado
desfavorável nos casos com acentuado comprometimento da função renal, presença de
leucócitos degenerados e/ou outras afecções concomitantes (12, 16).
No geral, a taxa de mortalidade de gatas com piometra varia entre 6-8%. Se houver
ruptura uterina, a taxa de mortalidade se eleva, alcançando taxas entre 30-50% (7, 28 ). Essa
taxa relativamente alta pode estar relacionada ao fato de que as gatas com piometra
geralmente demonstram sinais clínicos inespecíficos, dificultando o diagnóstico precoce da
doença, o que pode acarretar em um prognóstico desfavorável (12).
Após o tratamento médico, o prognóstico para a fertilidade futura e o risco de recidiva
da piometra dependerá de alguns fatores, incluindo idade, número de partos e tempo de
resposta ao tratamento e resolução da piometra. Fêmeas com idade superior a seis anos,
nulíparas e que respondem à terapia lentamente, necessitando de tratamento prolongado (> 2
semanas), geralmente têm um mau prognóstico (12).
CONCLUSÃO
O ciclo reprodutivo das gatas tem suas peculiaridades e não deve ser assemelhado ao
das cadelas.
A ocorrência de piometra nesta espécie é incomum, e está associada principalmente à
terapias hormonais. Uma anamnese e exame físico minucioso, aliado à exames laboratoriais e
ultrassonografia, facilitam o diagnóstico desta infecção.
O tratamento recomendado para esta enfermidade é a ovariohisterectomia, por ser
potencialmente curativa, já que o tratamento clínico apresenta controvérsias e risco elevado de
recidivas.
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Recebido em 12 de janeiro de 2017
Aceito em 28 de março de 2017
Oliveira IRC, Reis Filho NP, Floriano BP, Ignacio FS, Vieira GC, Souza FB, Bordolini SLS. Piometra em gata revisão de literatura. Alm. Med. Vet. Zoo. 2017 abril 3 (1): 1-13.
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CHRONIC SALPINGITIS IN COLLARED FOREST-FALCON (MICRASTUR
SEMITORQUATUS - VIEILLOT, 1817)
SALPINGITE CRÔNICA EM GAVIÃO-RELÓGIO (MICRASTUR SEMITORQUATUS
- VIEILLOT, 1817)
Guilherme Augusto Marietto-Gonçalves * Ewerton Luiz de Lima†, Alexandre Alberto Tonin‡
RESUMO
O presente artigo notifica a ocorrência de salpingite crônica em um exemplar de Micrastur
semitorquatus cativo, com sete anos de idade, ocorrido no período de seis meses após a
submissão de um procedimento emergencial de ovocentese. Devido a apresentação constante
de apatia e dificuldade respiratória e de um aumento de volume abdominal a ave seria
analisada para a realização de uma laparotomia exploratória. No início de um procedimento
anestésico, durante a indução anestésica a ave veio a óbito e no exame necroscópico
encontrou-se o oviduto com aumento de tamanho e com deformação anatômica e ao analisar
órgão viu-se que estava repleto de conteúdo caseoso e com duas massas ovais de aspecto
pútrido. O exame histopatológico revelou um quadro de metrite no terço proximal do oviduto.
Apesar de não ter sido realizado uma avaliação microbiológico o quadro observado é
compatível com salpingite por colibacilose ascendente. A realização de procedimentos de
ovocentese deve ser restrita devido ao risco de lesões iatrogênicas que expõem o trato
reprodutivo de aves fêmeas a infecções ascendentes que ofereçam risco de vida para os
animais.
Palavras chave: distúrbios reprodutivos, rapinantes, Micrastur, patologia aviária
ABSTRACT
This scientific report notifies the occurrence of chronic salpingitis in a captive Micrastur
semitorquatus, ten years old. Salpingitis occured six months after an emergency procedure
(ovocentesis). Due to the persistent apathy, difficulty breathing and an increase in abdominal
volume, the bird was clinically evaluated in order to perform an exploratory laparotomy.
However, during the anesthesia induction the bird died. During necropsy it was observed that
the oviduct had increase of size, characterizing an anatomical deformation. Additionally, it
was observed the oviduct filled with caseous content and with two oval masses with putrid
appearance. The histopathological evaluation revealed metritis in the proximal third of the
oviduct. Despite not having been undertaken a microbiological evaluation, the clinic
presentation is compatible with salpingitis by ascending colibacillosis. Therefore, it is
important to emphasize that once decided by ovocentesis, it must be performed with full
attention and care, due to the elevated risk of iatrogenic lesions that can exposes the
reproductive tract of birds to ascending infections, offering life-threatening to the animals.
Keywords: reproductive disorders, birds of prey, Micrastur, avian pathology
*
Médico Veterinário, Professor Doutor, Faculdades Integradas de Ourinhos - FIO, Ourinhos, SP, Brazil. Email:
[email protected]
†
Médico Veterinário Autônomo, Foz de Iguaçu, PR, Brazil.
‡
Médico Veterinário, Professor Doutor, Universidade do Oeste de Santa Catarina - UNOESC, Xanxerê, SC,
Brasil.
Marietto-Gonçalvez GA, Lima EL, Tonin AA. Chronic salpingitis in Collared forest-falcon (Micrastur
semitorquatus - Vieillot, 1817). Alm. Med. Vet. Zoo. 2017 abril 3 (1): 12-18.
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INTRODUCTION
Micrastur semitorquatus (Ciconiiformes Order: Falconidae family), commonly known
as Collared forest-falcon (Gavião relógio in Brazil). It is the largest representative of
Micrastur genus, inhabiting dense forest areas, priority being a predator of large birds like
curassows, guan, nhambus, toucans, magpies and even owls; it may also hunts squirrels, bats,
snakes and lizards, catching its preys in the branches of trees and also on the ground (1,2). It
is a bird not yet classified as threatened by the Red List of Threatened Animals Extinction,
because it is found in almost all of America; however, the population is declining due to the
degradation of forest areas (3).
Reproductive problems are well described in domestic birds; but, they are uncommon
in wild birds, without susceptibility related to the order, family or species; however, there is a
correlation with senility (4). Salpingitis, or inflammation of the uterine tubes, is a common
result of bacterial infection. It is usually followed by endometritis, metritis or pyometra by
ascending infection. In this case, macroscopically, it is possible to observe hyperemia,
mucosal thickening and small amount of luminal exudate. Microscopically it is possible to
detect inflammation variating from mild to chronic. In some acute cases, there is loss of cilia
and epithelial desquamation of mucosal folds; however, in chronic conditions, there are the
involvement of other mucosa parts and, sometimes, even the muscle layer (5).
The main causes of salpingitis in birds are mostly by systemic ascendant infections,
occurring occasionally secondary to dystocia, obstruction or impaction, causing death due to
septicemia, peritonitis or rupture of the oviduct (6).
CASE REPORT
An female captive exemplary of Micrastur semitorquatus, 10 years old, 900 g, from
the Centro de Recuperacion y Recreates of Güira Oga Birds (Puerto Iguazu-Argentina) was
subjected to radiologic evaluation. Clinical evaluation showed breathing difficulty
(hyperventilation) and crackles sounds by stressful situations and during induction of
exercise. Radiographic images showed two radiodense celomic masses (Figure 1). In addition
to the celomic masses, it was also observed loss of contrast with increase of radiopacity in the
intra-celomic fluid, opacification of radiopacity in fluid of air sacs and fluid luminal in
intestines and ventricle.
Based in these findings, it was decided to perform an exploratory laparotomy.
Anesthetic induction procedure was carried out with isoflurane 5% (7), however, few minutes
after anesthesia, the bird developed apnea, forcing us to stop immediately the anesthetic
supply. The bird was kept only with oxygen supply and doxapram (IM via) was used (7).
Unfortunately, the bird did not respond to our protocol, dying by cardiac arrest.
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Figure 1. Radiological evaluation revealed the presence of two
coelomic and radiodense masses (white arrow) into the abdominal
area.
Immediately after death, the necropsy was conducted. The external examination
revealed an abdominal bulging and, during palpation, was detected a region of rigid
consistency (Figure 2A). When accessing the coelomic cavity, it was observed the presence of
Marietto-Gonçalvez GA, Lima EL, Tonin AA. Chronic salpingitis in Collared forest-falcon (Micrastur
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coelomic exudate, adhesion and visceral displacement due to the presence of two oval mass
occupying most of the abdominal cavity of the bird. The anatomical evaluation allowed the
observation of intestines dorsally displaced to right side, ventricle occupied a more dorsal
position and liver and heart were cranially displaced.
There were visceral adherence, initially making difficult the dissection; however, it
was possible to set that the masses found were originated in the oviduct. Despite the
compression and adhesion to other viscera, macroscopically there were no changes; but, the
oviduct presented its proximal third (the region corresponding to magnum) completely
changed (Figure 2B). By opening the oviduct it was visualized edema, congestion and the
lumen filled with mucopurulent content with fetid odor (hydrogen sulfide-like). Within each
mass, there was a caseous body (oval) with approximately 4 cm long and 2.5 cm wide (Figure
2C and 2D). Ovarian was congested and flaccid, while the uterus was only congested.
Figure 2. Necropsy evaluation of Micrastur semitorquatus with salpingitis. A - Presence of
an abdominal bulging (white arrow) of rigid consistency. It was recognized after palpation,
during the external examination of bird body; B - Oviduct presenting two masses in the region
of magnum; C - Presence of mucopurulent content of fetid odor (uterine lumen); D - At the
center of caseous content, it was found a mass of caseous constitution.
Microscopically, we observed the magnum region with intense edema in
endometrium, inflammatory infiltrate and area of oviduct lumen filled with an amorphous
mass of cell in degeneration, as well as inflammatory infiltration of heterophilic character
(Figure 3). Isthmus and uterus were congested. Macroscopically and microscopically, the
findings pointed out to a clinical manifestation compatible with salpingitis.
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semitorquatus - Vieillot, 1817). Alm. Med. Vet. Zoo. 2017 abril 3 (1): 12-18.
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Figure 3. Histological evaluation revelated endometrium edema (E) with cells in
degeneration on the epithelial edge and; oviduct lumen was filled with an amorphous mass
(C) of degenerated cells and intense inflammatory cells in the periphery (HE, 40x).
Reviewing the bird history, it was previously reported that in the last breeding season
the bird presented dystocia and, for this reason, it was performed ovocentesis (aspiration of
internal content and manual removal of the shell fragments).
DISCUSSION AND CONCLUSION
Our case reports a female captive exemplary of Micrastur semitorquatus showing
breathing difficulty (hyperventilation) and crackles sounds by stressful situations and during
induction of exercise. Radiographic images showed two radiodense celomic masses. In
addition to the celomic masses, it was also observed loss of contrast with increase of
radiopacity in the intra-celomic fluid, opacification of radiopacity in fluid of air sacs and fluid
luminal in intestines and ventricle.
The natural occurrence of avian salpingitis is usually associated with ectopic ovulation
or peritonitis by egg, typically being an extension of the inflammatory reaction of the
coelomic cavity. In cases in which the bird does not die immediately salpingitis is related to
the occurrence of obstruction of the oviduct, usually associated with the presence of retained
eggs (4). The oviduct obstruction combined with suppurative inflammation results in
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piossalpingitis, characterized by oviduct dilation, and the presence of purulent content (5), as
seen in this case. In general, simple salpingitis cases, without obstruction, are uncommon (4).
Cases of egg retention should first be treated by mechanical removal and / or by
pharmacological induction, according to the case (8); if no satisfactory response,
hysterectomy is the technique of choice for egg removal (9). The ovocentese is a method that
can be used when these procedures are not possible or recommended (10). However, the use
of it can predisposes the occurrence of immediate complications, such as rupture of the
oviduct and peritonitis by yolk, as well as late ectopic egg and metritis by eggshell break (6).
One of the biological agents frequent involved in the setting of ovarian-uterine
infections in birds is Escherichia coli (11). Salpingitis by E. coli is characterized by the
formation of caseous mass composed by heterophile and bacteria in the oviduct, progressively
increases its size and may it persists for months. Birds presenting this clinical complication
generally do not live more than six months; surviving cases are accompanied by reproductive
problems due to follicular degeneration (12).
Due to the previous historic of ovocentesis and by the alterations observed during the
necropsy, we assume that it was a clinical case of salpingitis. It possibly occurred due to
iatrogenic lesions during the procedure. In addition, the inflammatory and caseous
characteristics are compatible with chronic ascending salpingitis by E. coli, despite not having
been conducted microbiological examination.
The realization of ovocentesis should be restricted to some very specific situations,
such as small or micro sized birds whose use of drugs, mechanical induction or hysterotomy
are anatomically impossible, at great risk of deleterious consequences for the birds.
Due to the clinical history of the bird and the changes found at post-mortem exam, we
concluded that our bird patient (Micrastur semitorquatus) developed an iatrogenic chronic
salpingitis, due to an ovocentesis procedure.
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Recebido em 29 de março de 2017
Aceito em 27 de abril de 2017
Marietto-Gonçalvez GA, Lima EL, Tonin AA. Chronic salpingitis in Collared forest-falcon (Micrastur
semitorquatus - Vieillot, 1817). Alm. Med. Vet. Zoo. 2017 abril 3 (1): 12-18.
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