TOSSE CRÔNICA: ADULTO NÃO-FUMANTE GOTEJAMENTO PÓS

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Dr. Luiz Carlos Bertoni - CRM-PR 5779
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TOSSE CRÔNICA: ADULTO NÃO-FUMANTE
Muitas doenças são responsáveis por quadros de tosse; portanto, é muito
importante diferenciar tosse aguda de tosse crônica e assim fazer uma
abordagem diagnóstica mais adequada. Vamos abordar, neste artigo, a tosse
crônica.
A tosse geralmente é um sintoma que aparece em distúrbios simples,
mas também pode estar associada a doenças graves. A tosse é um mecanismo
normal e responsável pela limpeza das vias respiratórias. A tosse também serve
para eliminar corpos estranhos, gás irritativo, fumaça, poeira e excesso de
catarro. Mas, quando a tosse ultrapassa a duração acima de 3 semanas, é
considerada crônica.
A tosse crônica não é uma doença, mas sim um sintoma indicador de
uma doença que precisa ser diagnosticada e tratada. O afetado reclama que a
tosse persistente leva ao esgotamento físico; impõe mudanças no seu estilo de
vida; provoca insônia, rouquidão, dores de cabeça e dores musculares; e nos
esforços exagerados pode fazê-lo urinar nas calças ou mesmo desmaiar.
A tosse crônica, que é a 5ª causa da procura de assistência médica no
mundo, pode estar associada, na maioria dos casos (95%), a uma tríade
sintomática em pacientes não-fumantes, não-usuários de medicamentos
inibidores da enzima conversora da angiotensina (IECA) e com RX de tórax
normal. Essa tríade é formada pelo gotejamento pós-nasal (rinorréia)
provocado por rinite e/ou sinusite, pela asma brônquica e pelo refluxo
gastresofágico. A tosse crônica afeta em torno de 20% dos adultos nãofumantes, ou seja, 1 em cada 5 adultos.
GOTEJAMENTO PÓS-NASAL ou RINORRÉIA POSTERIOR
É a causa mais importante de tosse crônica. A história clínica e a
avaliação física são fundamentais para esclarecer o diagnóstico. Geralmente as
principais queixas são a sensação de que algo está escorrendo pela garganta do
paciente ou de que este está engolindo catarro (rinorréia) ou com congestão
nasal (nariz entupido). Um número pequeno de pacientes não apresenta
nenhuma queixa, só a tosse crônica. As causas mais comuns são as rinites
alérgicas, as rinites vasomotoras, as rinites pós-virais, a nasofaringite aguda, a
sinusite crônica e as rinites medicamentosas ou provocadas por irritantes.
Os testes alérgicos são importantes no diagnóstico de alergia, assim
como de asma e de rinite. Os exames radiográficos e a visualização por meio
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da endoscopia (nasofibroscopia) ajudam a esclarecer os processos encontrados
na cavidade nasal, na faringe e na laringe, pois mostram as alterações
anatômicas e a extensão das doenças que cursam com a obstrução nasal, a
drenagem de secreções e os processos inflamatórios.
ASMA BRÔNQUICA (BRONQUITE ASMÁTICA)
Esta é outra causa importante de tosse crônica. A asma é caracterizada
por “chiado de peito”, falta de ar e sensação de aperto no peito. As crises de
obstrução são recorrentes nas vias respiratórias. Existe uma variante da asma
em que o afetado, em vez de “chiar o peito”, tosse cronicamente. Esse
diagnóstico é feito pela história clínica, pelos testes alérgicos e pelo exame do
fluxo respiratório (espirometria).
REFLUXO GASTRESOFÁGICO
O refluxo gastresofágico é a terceira causa mais freqüente de tosse crônica,
e seu diagnóstico é feito com auxílio do gastrenterologista. A maioria dos
pacientes não apresenta sintomas gástricos, e o RX do esôfago constratado
com bário é normal. O diagnóstico pode ser realizado pela endoscopia ou pelo
acompanhamento do pH esofágico por 24 horas. Sintomas de rouquidão e dores
de garganta podem ser referidos pelo tossidor crônico.
OUTRAS CAUSAS MENOS FREQÜENTES
A bronquite crônica (fumante), as bronquiectasias (alterações dos
brônquios), o carcinoma broncogênico (câncer), o uso de medicamentos para a
pressão alta, as doenças cardiovasculares e corpos estranhos nas vias aéreas
podem ser responsáveis por quadros de tosse crônica.
A tosse após infecções, embora seja causa mais comum de tosse aguda,
pode prolongar-se e se tornar responsável por quadro de tosse crônica. A
história clínica e o RX de tórax ajudam a esclarecer essa condição.
A maioria dos casos de tosse crônica é provocada por uma causa,
embora duas ou mais causas possam estar associadas ao mesmo tempo.
Nos casos de tosse crônica com muito tempo de evolução, em que não
se encontra nenhuma causa orgânica que justifique tanta tosse, podemos estar
diante de uma tosse psicogênica. A tosse psicogênica ou “emocional” pode ser
tratada com bons resultados.
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CONCLUSÃO
Dependendo da intensidade das crises, a tosse provoca alterações
importantes na vida do portador e também das pessoas que com ele convivem.
Muitas vezes é a família que o pressiona a procurar ajuda médica e solucionar
seu problema, pois o afetado de certa forma se acostuma com a tosse.
A tosse crônica só aparentemente é de fácil diagnóstico. A tosse crônica
exige muita paciência do afetado, pois muitas vezes o diagnóstico demanda
tempo e dinheiro, por isso a colaboração do paciente é fundamental para o
diagnóstico e a resolução de seu problema.
AS DÚVIDAS E PERGUNTAS DEVERÃO SER LEVADAS AO SEU ALERGISTA PARA ESCLARECIMENTO.
IMPORTANTE
As informações disponíveis no site www.alergiarespiratoria.com.br possui
caráter informativo e educativo. No caso de consulta procurar seu médico de
confiança para diagnóstico e tratamento.
Dr. Luiz Carlos Bertoni
Bertoni
Alergista - Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia (ASBAI)
Membro - World Allergy Organization (WAO)
CRM-PR 5779
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