CAPÍTULO 6: O MUNDO ENTREGUERRAS: A CRISE DE 1929

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CAPÍTULO 6: O MUNDO ENTREGUERRAS: A CRISE DE 1929
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Economia norte-americana após a I Guerra: durante o conflito, os EUA tornaram-se um
importante parceiro comercial dos europeus. Após a I Guerra o crescimento econômico norteamericano continuou por meio do financiamento dos países destruídos pela guerra e pelo
investimento dos lucros internamente na industrialização, gerando um aumento do consumo
interno. No entanto, o otimismo econômico chegou ao fim com a quebra da bolsa de Nova
Iorque em 1929.
Crise econômica: o otimismo gerado pelo grande desenvolvimento econômico nos EUA na
década de 1920 fez com que muitas pessoas colocassem seu dinheiro na bolsa de valores.
No entanto, dois fatores ameaçavam esse otimismo:
1º) Fim da dependência dos países europeus do capital norte-americano: os europeus
foram, aos poucos, reconstruindo suas economias e diminuindo a compra de produtos
industrializados dos EUA.
2º) Enfraquecimento do mercado interno: apesar do grande consumo da classe média, os
trabalhadores, pequenos agricultores e pequenos comerciantes não consumiam na mesma
velocidade.
Quebra da bolsa: as indústrias americanas, mesmo com a redução do consumo,
continuavam a produzir no mesmo ritmo. Mercadorias começaram a se acumular nas lojas
e empresas começaram a demitir seus funcionários. O consumo caiu ainda mais e as ações
das empresas passaram a se desvalorizar. Em 24 de outubro de 1929, um grande lote de
ações foi colocado à venda na Bolsa de Valores de Nova Iorque, mas não encontrou
compradores. Todo o dinheiro investido na bolsa foi perdido e muitas pessoas e empresas
faliram. Foi a chamada Quebra da Bolsa de Nova Iorque.
A Grande Depressão: com a crise, as fábricas pararam de produzir e, no campo, animais
eram sacrificados, pois não havia possibilidade de sustentá-los. Faltavam alimentos nas
cidades, enquanto no campo a produção apodrecia sem ser colhida.
Crise do “american way of life”: o “estilo de vida americano, popularizado na década de
1920 pela posse de bens de consumo como veículos, aparelhos de televisão, refrigerantes e
pela preservação da moral, entrava em decadência com a crise. A crise de 1929 serviu para
mostrar que esse estilo de vida beneficiava apenas parte da população, uma vez que vários
grupos estavam excluídos dele.
Expansão da crise: uma das características da economia capitalista é sua globalização, ou
seja, a crise em um país acaba sendo sentida em todo o mundo capitalista. Calcula-se que
em 1932, como consequência direta da crise norte-americana, existiam no mundo cerca de
30 milhões de desempregados.
New Deal: o plano de recuperação: a crise de 1929 colocou em xeque o liberalismo
econômico, que defende a não intervenção do Estado na economia. Para muitos, se o
Estado tivesse tomado providências intervencionistas enquanto havia tempo, a crise não teria
chegado a um nível tão alto. Após a vitória de Franklin Delano Roosevelt em 1932, o
presidente colocou em prática uma política conhecida como “New Deal” (Novos Rumos), que
tinha por objetivo movimentar a economia, retomando a produção de forma controlada
pelo Estado, com o objetivo principal de diminuir o desemprego.
Medidas do New Deal: Roosevelt estabeleceu regras para a produção (afim de não gerar
excedentes em alguns setores); estabeleceu empréstimos para produtores, para mantêlos no campo; criou um sistema de previdência e novos benefícios trabalhistas. No final
da década de 1930 a economia norte-americana estava se recuperando, ajudada também por
um novo conflito mundial que estava se desenhando na Europa: a II Guerra.
Brasil: a crise do café: com a crise de 1929, os principais consumidores do café brasileiro,
sobretudo os EUA interromperam a compra. Com isso, milhares de toneladas de café ficaram
disponíveis no mercado, desvalorizando seu preço. Geralmente em situações de
desvalorização como essa, o governo brasileiro comprava o excedente do café para estocálo. Essa compra se dava por meio de empréstimos estrangeiros, principalmente dos EUA, que
com a crise deixaram de realizar esses empréstimos, levando o Brasil a uma crise econômica
e política (crise da política oligárquica).
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