Avaliação Microbiológica Em Secreção Vulvar De SuÃ-nas

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XXV CONGRESSO BRASILEIRO DE ZOOTECNIA
ZOOTEC 2015
Dimensões Tecnológicas e Sociais da Zootecnia
Fortaleza – CE, 27 a 29 de maio de 2015
Avaliação Microbiológica Em Secreção Vulvar De Suínas1
Microbiological Evaluation In Vulvar secretion of swine
Glaudérica Queiroz Gomes2, Vanessa de Souza Caldas3, Andréa do Nascimento Barreto3, Carissa
Michelle Goltara Bichara4
1
Trabalho elaborado para submissão no XXV Congresso Brasileiro de Zootecnia
Graduanda em Zootecnia da Universidade Federal Rural da Amazônia – UFRA, Belém-PA, E-mail:
[email protected]
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Graduanda em Zootecnia da Universidade Federal Rural da Amazônia – UFRA, Belém-PA
4
Professora, UFRA, Belém-PA
2
Resumo: O objetivo deste estudo foi determinar os aspectos microbiológicos presente em uma suína com
suspeita clínica de infecção e estabelecer o perfil de sensibilidade a antibióticos que podem acometem as
fêmeas de uma estação de Suinocultura Experimental, localizada na Universidade Federal Rural da
Amazônia (UFRA). Utilizou-se técnicas laboratoriais de inoculação em meio de cultura de semeadura
líquido e sólido, microscópio, catalase e coloração de Gram. As análises laboratoriais de coloração
(observada em microscopia) e catalase, deram positivos para a bactéria Staphylococcus sp. gram positivo,
onde posteriormente foi realizado o antibiograma mostrando sensibilidade para os antibióticos
Gentamicina e Norfloxacim.
Palavras–chave: antibiótico, agentes bacterianos, infecção, Staphylococcus sp.
Abstract: The objective of this study was to determine the microbiological aspects present in a swine
with clinical suspicion of infection and establish the sensitivity profile to antibiotics that may affect
females of Experimental Swine station , located at the Federal Rural University of Amazonia ( UFRA ) .
Was used laboratory techniques inoculated in a medium of liquid and solid seeding culture, microscopy,
catalase and gram color. Laboratory analyzes staining (observed on a microscope ) and catalase were
positive for the bacteria Staphylococcus sp . gram positive, which was later performed antibiogram
showing sensitivity to gentamicin and Norfloxacim antibiotics.
Keywords: antibiotic, bacterial agents, infection, Staphylococcus sp
Introdução
Em geral, os microrganismos envolvidos, com maior frequência, nas infecções urinárias em suínas
são Escherichia coli, Proteus mirabilis, Staphylococcus sp., Streptococcus sp., Aeromonas hydrophila e
Actinobaculum suis (Menin, 2008), e a condições inadequadas de higiene, principalmente nos locais onde
os animais habitualmente sentam, promove uma alta pressão infectiva ambiental, possibilitando maior
ocorrência deste tipo de infecção. A presença dessas infecções podem indicar endometrites em suínas,
sendo eliminadas por falha reprodutiva (grau grave). E segundo Girotto et al. (2002), a endometrite pode
ser caracterizada como uma inflamação do revestimento interno uterino, o que prejudica o retorno ao cio
e alguns casos, se mal cuidado, pode ocorrer abortos, as infecções por microrganismo são as principais
causas de falhas reprodutivas que influem na produtividade do rebanho por afetarem, principalmente, a
saúde geral das matrizes e aumentarem consideravelmente a taxa de reposição. A infecção urinária
mantém elevada relação com a ocorrência de problemas puerperais, se caracterizando como um grande
fator de risco para as patologias puerperais. Assim, reforça-se a recomendação para a realização de um
monitoramento das porcas à entrada da maternidade, através de um teste rápido para diagnostico de
infecções. Nos animais positivos recomenda-se sua medicação, por exemplo, com antibiótico de longa
ação no dia do parto. O combate às infecções urinárias só será possível, quando associadas várias
medicações de controle e tratamento. Como a correção dos fatores de risco envolvendo simultaneamente
a utilização de quimioterápicos (Pôrto et al., 2003). O objetivo deste trabalho foi aprofundar os
conhecimentos na área de microbiologia com vistas à identificação de bactérias de espécimes clínicos,
inoculando-o em meio de cultura líquido e sólido, para identificação de bactérias patogênicas que
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acometem os suínos, assim como a realização de um antibiograma para verificar quais medicamentos são
mais indicados para tal infecção.
Material e Métodos
O experimento foi conduzido no setor de suinocultura experimental da Universidade Federal
Rural da Amazônia (UFRA), campus Belém, onde escolheu se uma fêmea com secreção vulvar. Fez-se a
antissepsia da região com soro e coletou-se com um tubo de ensaio a secreção da região vulvar,
inoculando-o em meio de cultura de semeadura líquido (caldo BHI- Brain Heart Infusion), depois de
incubado por 24 horas, foi retirado uma alíquota e inoculado em meio de cultura de semeadura sólido
contendo Ágar MacConkey (meio seletivo e diferencial para detecção de bacilos entéricos gramnegativos, fermentadores ou não da lactose) e Ágar sangue (isolamento de microrganismos não
fastidiosos, verificação de hemólise dos Streptococcus sp. e Staphylococcus sp. e usado na prova de
satelitismo - para identificação presuntiva de Haemophilus sp.), em placas de Petri e incubado por 24
horas à 35 ºC. No final da semeadura, fez-se uma picada do meio com a alça para verificar hemólise em
profundidade e em posteriormente espalhou-se numa lâmina para fazer a técnica de coloração de Gram e,
em seguida, visualização em microscópio óptico. A técnica faz a diferenciação de microrganismos através
das cores, onde por observação em microscópio óptico, as bactérias Gram-positivas, que têm a parede
celular composta por mureína (peptídeoglicano - peptídeo de ácido n-acetil murâmico), durante o
processo de descoloração com álcool etílico, retém o corante, permanecendo com a coloração conferida
pelo corante primário (roxo). Já as bactérias Gram-negativas, com parede celular composta
predominantemente por ácidos graxos (lipopolissacarídeos e lipoproteínas), perdem o complexo iodopararosanilina, são incapazes de reter o violeta de Genciana, assumindo a cor do corante de fundo
(vermelha). Depois foi realizado o teste da catalase, que é utilizado para identificação dos gêneros
Staphylococcus, Streptococcus, Enterococcus, Listeria, Corynebacterium, Micrococcus, Bacillus,
Moraxella catarrhalis. E por último foi feito o antibiograma no qual escolheu-se 12 antibiótico
aleatoriamente para verificar a sensibilidade e resistência das bactérias aos antibióticos determinados.
Resultados e Discussão
Conforme as técnicas laboratoriais, o meio de cultura líquido, com a secreção vulvar no tubo,
apresentou turvação, o que indica o crescimento bacteriano, e o meio de cultura sólido em Placa de Petri
apresentou crescimento da bactéria em meio Ágar sangue onde verificou-se a hemólise dos gêneros
Streptococcus sp. e Staphylococcus sp. e para diferenciação das bactérias foi utilizado a técnica de Gram,
juntamente com o microscópio óptico e a catalase que deram como resultado o Staphylococcus sp. (Gram
– Positivos). Então foi feito o antibiograma saber a qual antibiótico o Staphylococcus sp. era sensível ou
resistente, como mostra a tabela 1 abaixo.
Tabela 1. Resposta do Staphylococcus sp. aos antibióticos.
Antibiótico
Resultado
Amicacina
Resistente
Cefalotina
Resistente
Cloranfenicol
Resistente
Gentamicina
Sensível
Nitrofurantoina
Resistente
Sensível
Norfloxacim
Rifampicina
Resistente
Sulfonamidas
Resistente
Tetraciclina
Resistente
Oxacilina
Resistente
Sulfazotrim
Resistente
Cefotaxina
Resistente
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Conclusão
A amostra da secreção vulvar da suína após métodos de identificação de microrganismos
patogênicos revelou que continha a bactéria do gênero Staphylococcus sp., sendo sensível a dois
antibióticos: Gentamicina e Norfloxacim. E como as vias urinárias da fêmea suína são naturalmente mal
protegidas, a distância da vulva até a uretra é relativamente curta. Estes tornam a bexiga a suína mais
predisponente à ascensão de bactérias particularmente, aquelas da flora retal ou vulvar.
Literatura citada
GIROTTO, A. F.; SOBESTIANSKY, J.; DALLA COSTA, O.A.; MATOS, M.P.C. Avaliação econômica
de alta incidência de infecção urinária em fêmeas suínas em produção. Acta Scientiae Veterinariae. v.
30, n. 2, p. 87-92, 2002.
PÔRTO, R. N. G.; SOBESTIANSKY, J; MATOS, M.P.C. GAMBARINI, M.L. Aspectos físicos
químicos e microbiológicos da urina de matrizes suínas descartadas. Ciência Rural, v.33, n.2, p.319-324,
2003.
MENIN, A.; RECK, C.; CAPELLI, J.C.; FERRAZ, S.M.; VAZ, E.K. Diagnóstico de Infecção Urinária
Em Fêmeas Suínas Produtivas em Granjas Comerciais no Sul do Brasil. Ciência Animal Brasileira, v. 9,
n. 1, p. 199-206, 2008.
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