Unidade 1 – Reprodução e Embriologia animal: do zigoto ao desenvolvimento Reprodução animal: pode ser assexuada ou sexuada. ASSEXUADA: ocorre por divisões celulares (mitoses). Há participação de apenas um indivíduo e não ocorre variabilidade genética. É uma forma rápida de reprodução e produz indivíduos geneticamente idênticos. Ex.: bactérias, algas, protozoários, fungos, esponjas. SEXUADA: ocorre mistura de material genético e participação de gametas. Aumenta a variabilidade genética. Seres monoicos (hermafroditas): possuem gônadas masculinas e femininas no mesmo corpo. Geralmente não produzem os dois tipos de gametas ao mesmo tempo para evitar a autofecundação. Ex.: minhocas, sanguessugas e caracóis. Seres dioicos: possuem sexos separados (gônadas femininas OU masculinas). Ex.: maior parte dos animais (insetos, peixes, mamíferos). A fecundação: junção do óvulo com o espermatozoide que representa o início de todo o desenvolvimento. Apenas um espermatozoide consegue atravessar a zona pelúcida (membrana externa do ovócito), pois segundos após a fecundação a membrana do ovócito começa a se expandir e endurecer, impedindo a penetração de outros espermatozoides. O núcleo do óvulo e do espermatozóide se fundem e darão origem ao embrião. Tipos de fecundação: Autofecundação: o gameta masculino fecunda o gameta feminino do mesmo individuo. Ocorre apenas em seres monoicos. Ex.: tênias e algumas plantas. Fecundação cruzada: ocorre com dois parceiros sexuais. Ex.: minhoca, sapos, peixes e mamíferos. Fecundação externa: a união dos gametas ocorre fora do corpo do individuo. Ex.: sapos, peixes e estrela-do-mar. Fecundação interna: ocorre dentro do indivíduo. Ex.: insetos, aracnídeos, tubarões, repteis, aves e mamíferos. Embriologia animal: são as diversas fases de desenvolvimento até formar os tecidos e órgãos. Tipos de ovo: (após a fecundação, a célula originada é chamada de célula ovo) Oligolécito – Pouco vitelo de forma homogênea. Ex.: Mamíferos placentários, anfioxo e equinodermos. Heterolécitos – Vitelo distribuído de forma desigual (maior quantidade no pólo vegetativo) – Ex.: Anfíbios, moluscos e anelídeos. Telolécito - Grande quantidade de vitelo totalmente no pólo vegetativo. Ex.: Peixes, aves, répteis e mamíferos ovíparos. Centrolécitos – Vitelo na região central do ovo. Ex.: Artrópodes. Segmentação holoblástica (total) e igual: dividida em três etapas 1 – segmentação 2- gastrulação 3- organogênese 1. Após fecundação o zigoto se divide em duas células iguais: os blastômeros. Após sucessivas clivagens, forma-se a mórula que possui aproximadamente 64 células aparentemente iguais e unidas. Depois que a mórula é formada suas células iniciam uma migração dando origem à blástula/blastocisto, que é dividida em duas partes (trofoblasto: que delimita o blastocisto e dará origem a parte fetal da placenta; e embrioblasto: que dará origem aos tecidos e órgãos). As células do embrioblasto são conhecidas como células tronco embrionárias. Possuem grande capacidade de diferenciação. 2. Ocorre a transformação da blástula em gástrula. Nessa etapa ocorre a formação dos folhetos embrionários (ectoderme, mesoderme e endoderme), nesse período também ocorre a formação do celoma (cavidade responsável pela separação dos órgãos internos da parede do corpo). Ocorre também a formação do arquêntero (cavidade que dará origem ao sistema digestório) que se comunica com o meio exterior por uma abertura chamada blastóporo. Animais protostômios (o blastóporo origina a boca). Animais deuterostômios (o blastóporo origina o ânus). 3. A gástrula se desenvolve ainda mais e se transforma em nêurula. Nessa etapa ocorre a formação da notocorda (estrutura que serve como molde para onde migrarão as células que formarão a coluna) e do tubo neural (que dará origem ao sistema nervoso). Ocorre a organogênese (formação dos órgãos): Ectoderme origina sistema nervoso, órgãos dos sentidos e epiderme. Mesoderme origina esqueleto, músculos, sistema cardiovascular, excretor e reprodutor. Endoderme origina sistema respiratório, fígado e pâncreas. Anexos embrionários: não fazem parte do corpo do embrião mas possibilitam seu desenvolvimento Saco ou vesícula vitelina: armazena substancias nutritivas para o desenvolvimento do embrião. Presente em peixes, aves repteis e mamíferos ovíparos. Nos placentários tem função de produzir as primeiras hemácias. Âmnio ou bolsa amniótica: contem o liquido amniótico, que tem função de protegem contra choques mecânicos e evitar desidratação. Presente em repteis aves e mamíferos. Importante adaptação dos vertebrados a vida terrestre, pois não dependem mais da água para que o embrião não desidrate. Cório: película que envolve todo o embrião e seus anexos. Nos répteis, aves e mamíferos ovíparos tem função protetora e respiratória. Alantoide: em répteis, aves e mamíferos ovíparos armazena excreções urinárias e transfere parte do cálcio presente na casca do ovo para o esqueleto. Nos mamíferos placentários auxilia a formação da placenta. Placenta: permite trocas fisiológicas do feto com a mãe. Tem função de passar anticorpos, nutrientes, hormônios, troca de gases e remoção de excreções do metabolismo do feto. Cordão umbilical: é a via de transporte entre o embrião e a mãe que se liga a placenta. Possui duas artérias umbilicais que levam sangue rico em gás carbônico e excreções do feto para a placenta e uma veia que leva nutrientes, oxigênio e anticorpos da placenta pra o feto.