A filosofia que se torna clínica

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RICARDO GIUSTI
CORREIO DO POVO
Sábado, 24 de fevereiro de 2001
7
MAURO SCHAEFER
Carmen Barros trouxe o livro dos Estados Unidos
A publicação ensina
a prática do reiki
“Reiki, Cure a si Própria” (editora Larimar), de Marsha Burack, será lançado no
dia 1O de março. A tradução é de Carmen
Heller Barros e Cinara Elisa Petrini. A idéia
de trazer a obra aos leitores brasileiros surgiu a partir da visita de Carmen a uma livraria de Nova Iorque. Depois de conhecer o
trabalho da autora norte-americana, Carmen entrou em contato com Marsha. Nos
Estados Unidos, ela realizou o treinamento
Seichim, tornando-se mestre no assunto.
Conforme a autora, o Seichim é um sistema
de cura do antigo Egito. “Através de uma série de iniciações, sons e símbolos, a sua prática nos direciona para a energia borbulhante de um coração aberto e livre.”
Com ilustrações coloridas e de fácil leitura, o trabalho ensina o autotratamento através das técnicas de reiki. Também acompanha a publicação um CD, no qual a própria
Carmen conduz uma sessão de reiki. De forma didática, ela explica, na gravação, quais
os locais corretos para colocação das mãos.
Maiores informações podem ser obtidas pelo
telefone (51) 328-8168.
Margarida Nichele Paulo, Maria Luiza Nascimento e Mariza Niederauer são filósofas clínicas em Porto Alegre
A filosofia que se torna clínica
P
or iniciativa de um gaúcho, o filósofo Lúcio
Packter, a filosofia deixa de ser matéria apenas teórica no banco das universidades para
tornar-se tema de conversas de consultório.
Lúcio Packter estruturou no Brasil uma metodologia de dialogar com as pessoas de forma que elas
possam se encontrar e também compreender melhor a
sua relação com o mundo, como uma forma de terapia.
Sistematizada nos anos 80, a partir
de experiências observadas na Europa e
nos Estados Unidos, a filosofia clínica
diferencia-se de outras terapias. Os praticantes fundamentam suas idéias em filósofos como Sócrates, Platão, Aristóteles, Wittgenstein e Searle.
Os profissionais que aplicam o método são filósofos formados que fazem curso de especialização no Instituto Packter
(rua Lucas de Oliveira, 1937/302) e em
outras entidades afins, que começam a
despontar no Brasil. Já existe, inclusive,
uma Associação Gaúcha de Filósofos
Clínicos, da qual participam Margarida
Nichele Paulo, Maria Luiza Nascimento e
Mariza Niederauer, que atendem pessoas que estejam dispostas a conhecer
esse método.
A filosofia clínica tem uma linguagem própria, como
por exemplo: as pessoas que procuram o método são
chamadas de “partilhantes”. Tampouco se usam conceitos como “cura” ou “normal” x “patológico”. Em uma
primeira fase, os partilhantes contam a sua história de
vida ao filósofo e, posteriormente, é incentivado o diálogo. O objetivo é levar a pessoa a ter consciência de seu
funcionamento interno, visando atenuar
ou eliminar choques de estrutura de
pensamento. O atendimento pode ser
feito em vários locais, como parques, casa ou consultório.
O fundador do método, Lúcio Packter, defende a filosofia clínica como mais
uma opção para ajudar as pessoas. Ele
já lançou diversos livros, entre eles “Passeando pela Vida – Lições de Filosofia”,
no qual reflete sobre a obra de vários
pensadores. Formado pela Faculdade de
Filosofia Nossa Senhora da Imaculada
Conceição (RS), Pakter realizou pós-graduação em Filosofia e em Psicanálise na
Universidade Tuiuti, no Paraná, e em
Psicologia nas Faculdades Metropolitanas Unidas, em São Paulo.
Mantendo o corpo em forma com a cromoterapia
A cromoterapia promete ajudar as pessoas que
pretendem emagrecer ou engordar. A afirmação é da
especialista no assunto Lyzandra Alves, que sustenta
que, para manter o corpo em forma, é necessário equilibrar os raios azuis e os vermelhos no organismo.
“Partindo desse princípio, pode-se dizer que um indivíduo excessivamente obeso apresenta falta de raios
azuis ou um maior agrupamento de raios vermelhos.
O processo contrário irá acontecer com as pessoas
muito magras”, informa a terapeuta.
Para obter resultados, a pessoa deve se posicionar
num lugar em que receba a claridade do dia. A seguir,
deve relaxar e respirar profundamente, imaginando
que uma luz branca está penetrando seu corpo, retirando impurezas. Se o desejo for emagrecer, o praticante visualizará a luz azul saindo do solo e penetrando em seus pés, subindo até a cabeça. Para engordar,
a técnica é a mesma, substituindo a luz azul pela vermelha. Lysandra realiza sistematicamente palestras
sobre o assunto. Detalhes: 471-8108 ou 9961-3477.
A cientologia
(em inglês
scientology),
fundada nos
anos 50 pelo
escritor L. Ron
Hubbard, é a
seita do
momento
entre as
estrelas de
Hollywood.
Entre os
adeptos estão
John Travolta,
Tom Cruise,
Michael
Jackson,
Juliette Lewis e
outros.
✿
A religião
aplica técnica
para eliminar
traumas de
vidas passadas
e dá energia
mental aos
praticantes.
Mas, para ter
acesso aos
cultos e
ensinamentos,
os seguidores
precisam
desembolsar
dinheiro. O
livro que deu
origem à
religião é
“Dianética: a
Ciência
Moderna e a
Saúde Mental”
(Record).
Atriz Ângela Viera, exemplo de equilíbrio
REBANHÃO
Para quem pretende se manter longe das folias
momescas e quer fazer um retiro espiritual durante
o carnaval, a Paróquia São Martinho (rua Coronel
Claudino, 220, bairro Cristal, telefone 249-9957)
oferece em Porto Alegre um encontro que começa
amanhã e segue até terça-feira. O “Rebanhão”,
que funcionará das 8h30min às 18h, é o mais antigo evento do gênero do Rio Grande do Sul. Há 19
anos o encontro é programado para ocorrer no período do carnaval. Entre as atividades constam
orações de cura interior, palestras, missas de duas
em duas horas e apresentações de bandas musicais. O participante pode ficar o tempo que desejar
e não é necessário participar em tempo integral. Ao
meio-dia, haverá possibilidade de um almoço no local. Na próxima segunda-feira, a missa das 16h deverá ser oficiada pelo bispo auxiliar da Arquidiocese de Porto Alegre, dom Antônio Cheuiche. O arcebispo da Capital, dom Dadeus Grings, celebrará a
missa de encerramento, na terça-feira. A entrada é
franca.
MEDIUNIDADE
A mediunidade começou a ser estudada no século
XIX pelo pedagogo francês Hyppolite Leon Denizard Rivail, conhecido como Allan Kardec, o criador do espiritismo. Além das religiões afro-brasileiras, apenas a doutrina espírita incentiva a comunicação direta com os mortos. O médium é assim
chamado porque atua como mediador entre o
mundo dos vivos e o dos mortos. Os princípios
dessa comunicação foram lançados em 1857,
quando Kardec escreveu “O Livro dos Espíritos”.
Kardec não era médium, mas contou com a colaboração de alguns deles para escrever sua obra.
Para os espíritas, todo mundo tem um pouquinho
de mediunidade. Mas a maioria das pessoas só faz
contato com o outro mundo na hora das orações. A
fé espírita diz que as crianças são médiuns até os
8 anos. Nessa fase, elas ainda não estão totalmente desligadas do mundo espiritual, de onde vieram,
e por isso conseguem manter contato com os seres de lá. Essa seria a explicação para os amigos
imaginários que muitas crianças vêem.
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