Ocorrência natural de Trichogramma sp. e vírus em populações de

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Ocorrência natural de Trichogramma sp. e vírus em populações
de Chrysodeixis includens (Lepidoptera: Noctuidae) em soja no
cerrado da Bahia, safra 2013/14
Marco A. Tamai1; Marina Formentini2; Márcio L. Badaró2; Mônica C. Martins3;
Bruno L. Godoy1; Cinara R. Sales1; Tarcizio F. Cruz1; Pamela P. Lemos1;
Queline S. Vieira1; Eumar G. Junior1; Iara R. Gonçalves1; Rafael S. Batista1
1
Universidade do Estado da Bahia, 47800-000 Barreiras, BA, Brasil. Email: [email protected]
3
Koppert do Brasil Ltda, 13400-970 Piracicaba, SP, Brasil. Círculo Verde Assessoria Agronômica
e Pesquisa, 47850-000 Luís Eduardo Magalhães, BA, Brasil.
2
Chrysodeixis includens foi o lepidóptero-praga que ocorreu em maior infestação
nas lavouras de soja no Oeste da Bahia, na safra 2013/14. Foi estudada a
ocorrência natural de Trichogramma em ovos de C. includens na Fazenda Ilha
Bela, Luís E. Magalhães-BA, de 06/fevereiro a 10/março/2014, em lavoura de
soja. Para a determinação do parasitismo, as folhas contendo os ovos (3
plantas/ponto e 15 pontos/talhão) foram acondicionadas em sacos plásticos,
levados ao laboratório em caixa de isopor, onde os ovos foram classificados,
individualizados em cápsulas transparentes, mantidos em câmara BOD (25oC e
12 horas de fotofase), e avaliados por 10 dias para determinação da eclosão de
lagartas e emergência de Trichogramma. A ocorrência natural de doença virótica
em C. includens foi avaliada na Faz. Buritirama, Barreiras-BA, em
14/fevereiro/2014, em um talhão de soja, em 15 pontos/talhão. A quantidade de
ovos de C. includens com emergência de Trichogramma no laboratório foi de 48%
(06/fevereiro), 29,4% (15/fevereiro), 16% (25/fevereiro) e 15% (10/março). Já os
ovos escuros vindo do campo com orifício de emergência do parasitóide foi de
26,9% (06/fev.), 33,1% (15/fev.), 68,3% (25/fev.) e 73,6% (10/mar.). Com a
redução nas posturas pelas mariposas entre 25/fevereiro e 10/março, os ovos
escuros com orifício de emergência passaram a ser predominantes. No período
que precedeu a primeira avaliação (06/fevereiro), a área de estudo recebeu três
aplicações de inseticidas, sendo Dipel® (B. thuringiensis = 28/dez.), Nufos® 480CE
(clorpirifós = 12/jan.) e Nomolt® 150 (teflubenzurom = 31/jan.). A área com o
entomopatógeno apresentava em média, 4,3 lagartas mortas por vírus/m linear,
presas as plantas, distribuídas em lagartas pequenas (7,7%), lagartas médias
(16,9), lagartas grandes (66,2%) e pupas (9,2%). Uma quantidade muito elevada
de lagartas mortas pelo entomopatógeno encontrava-se sob o solo, contudo não
foram quantificadas.
Palavras-chave: Falsa-medideira; inimigos naturais; conservação.
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