Ambitions #17 - Sika Portugal

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AMBIÇÕES
© Mau Horng
UM MERGULHO NO MUNDO SIKA
PONTE PENANG
Percorra a maior ponte
do sudeste Asiático.
4
AMBIÇÕES Nº 17
SOLUÇÃO
INTELIGENTE
A MAIOR
ECONOMIA
AUTOMÓVEIS
SEM CONDUTOR
Um Centro Educacional
em Portugal fica mais
confortável.
Conheça a "terra das
oportunidades". Venha
connosco aos EUA.
Uma viagem ao
futuro: a condução
automatizada será uma
realidade para viajar
tranquilamente.
36
13
18
CRESCIMENTO
4
Directora de Marketing e
Comunicação de Produtos
Sika Services
4
10 ASTRID SCHNEIDER
13
COLABORADORES
DANIELA SCHUHMACHER
INGERLISE BULLOCH
SEBASTIEN GODARD
LUIS DUARTE
Chefe adjunta Automotive,
Sika Suiça
Responsável de RP e Comunicação,
Sika UK
Marketing, Reabilitação – C
­ olagem
e Selagem, Sika US
Gestor de desenvolvimento de
mercado alvo pavimentos, Sika
Portugal
Há 12 anos que trabalho na Sika
Automotive, é óptimo saber que
contribuimos para carros mais
seguros e mais ecológicos com os
nossos produtos e tecnologias.
2
AMBIÇÕES
Edição nº 17 — Editorial
A Sika UK tem um ritmo acelerado
e dinâmico, com um foco
estratégico e claro. Tendo entrado
apenas em Abril, ainda estou a
aprender sobre o negócio, mas
o seu espirito empreendedor é
revigorante.
Construir confiança é o nosso
oxigénio. Temos sempre em
mente o compromisso entre a
confiança e as soluções reais para
projectos. Neste projecto (12 p.)
fomos desafiados pelo arquitecto
a definir uma solução para o
conforto, sem juntas e a construir
confiança!
PROTECÇÃO
INTELIGÊNCIA
Os jogos do Mundial de Futebol de 2014 feitos de areia
PAVIMENTOS COM CONFORTO
43 FACHADAS DE VIDRO ESTRUTURAL
Dois novos marcos para a “Cidade
Máxima”
46 ENTREVISTA
A importância da durabilidade
Educação para os mais novos
VISÕES MUNDIAIS
E que tal os Estados Unidos?
26 INVESTIMENTO
Sika investe 60 ­milhões de francos
suíços na expansão da sua fábrica em
Altstetten, Zurique
Ponte para durar 120 anos
18 30 Depois da França, Vietname,
agora integrei a Sika US. É um país
fantástico, e um desafio para a
nossa equipa de marketing, com
tantas oportunidades dentro
desta enorme geografia. É uma
experiência incrível.
30
ASTRID SCHNEIDER
Atenciosamente,
Tão fascinante - carros que se
conduzem sozinhos - é uma
loucura!
13
© Mau Horng
O crescimento refere-se normalmente a uma mudança positiva de tamanho, muitas vezes ao longo de um
período de tempo. O crescimento pode ocorrer como uma fase de maturação ou um processo em direcção à
plenitude ou à satisfação. Como o estudo científico das mudanças que ocorrem nos seres humanos ao longo
da sua vida, a psicologia do desenvolvimento diz-nos muito sobre o crescimento. Originalmente preocupado
com bebés e crianças, o tema crescimento expandiu-se passando a incluir a adolescência, o desenvolvimento
adulto, o envelhecimento e todo o plano de vida. Esta questão examina a mudança através de uma ampla
gama de tópicos, incluindo o desenvolvimento de competências motoras e cognitivas, tais como a resolução
de problemas, a compreensão moral e a compreensão conceptual. E ao longo das nossas vidas, muitos de nós
tentamos não só evoluir pessoalmente, mas também mudar e desenvolver o nosso ambiente. Precisamos
dos recursos adequados para a construção do crescimento. Os produtos químicos para construção são um
recurso fundamental, mas é importante ambicionar um crescimento sustentável mais qualitativo do que
quantitativo. Os tratamentos aplicados à recém inaugurada Ponte Penang, na Malásia (p.4) irão protegê-la pelos próximos 120 anos. Ela pode resistir a terramotos até uma magnitude de 7,5 na escala de Richter.
Se quiser criar mais espaço na sua casa, mas não a consegue aumentar para cima ou para os lados, então
por que não construir de forma subterrânea? O betão à prova de água é essencial para a construção de uma
protecção abaixo do solo (p.30). Mas a construção não é o único segmento a ter avanços significativos com
produtos químicos; também tem sido feito um progresso considerável no sector automóvel. Os carros sem
condutores tornam-se rapidamente uma realidade (p.36). Qualquer um de nós poderá, um dia, desfrutar de
uma viagem sem condutor, enquanto assistimos a um vídeo. Deixando a economia de lado, a Sika está a
apoiar uma escola indiana para órfãos e crianças deficientes (p.54). Estas crianças têm agora uma escola,
um local salubre e seguro para dormir, bem como um depósito de água a funcionar adequadamente. Este
sim, é um crescimento realmente importante.
AMBIÇÕES
#17 2014
54
BETÃO IMPERMEÁVEL
Vida subterrânea
48 EXPANSÃO DA CADEIA DE
FORNECIMENTO
Maior proximidade com o cliente, na Índia e Brasil
50 COBERTURAS
Férias perfeitas na montanha
54 RESPONSABILIDADE SOCIAL
Um lar para orfãos e pessoas com deficiências na Índia
FICHA TÉCNICA
36
AUTOMOTIVE
Nem mesmo voar é tão agradável
40
BETÃO
A cidade afundada
Morada dos editores: Sika Services AG, Corporate Marketing, Tüffenwies 16,
CH-8048 Zurich, Switzerland, e-mail: [email protected]
Layout e Design gráfico: Sika Services AG, Corporate Marketing, Marketing
Services.
Visite-nos em: www.prt.sika.com
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protegidas por lei. Todos os direitos de autor de fotos são propriedade da Sika,
excepto quando mencionado. A reprodução é permitida com o consentimento
por escrito do editor.
AMBIÇÕES
Edição nº 17 — Conteúdos
3
© Mau Horng
PROTECÇÃO
Um sistema de isolamento sísmico permite que a ponte suporte
terramotos até 7,5 na escala de Richter.
PROTECÇÃO
PONTE
PARA DURAR
120 ANOS
>
A Segunda Ponte de Penang, na Malásia, é uma ponte
de via dupla que liga Bandar Cassia em Seberang Prai no
continente Peninsular da Malásia com Batu Maung na Ilha
de Penang. É a segunda ponte a ligar a ilha ao continente
depois da primeira Ponte de Penang. O comprimento total
da ponte é de 24 km, com uma secção sobre a água de
16,9 km, torna-se a maior ponte do Sudeste Asiático. Para
reduzir o custo de construção, o seu design foi modificado
para se parecer com a primeira Ponte de Penang. A
segunda ponte foi construída com um empréstimo da
República Popular da China para marcar as excelentes
relações económicas entre a China e a Malásia.
© Luis Lui
TEXTO: MICHEL DONADIO, ASTRID SCHNEIDER
FOTOS: SIKA MALÁSIA
Depois da construção da ponte, os
grandes engarrafamentos entre o
continente de Penang e a Ilha de Penang
são agora uma coisa do passado. A
nova ponte faz parte do plano nacional
de desenvolvimento para impulsionar
a economia da Malásia na região norte,
transformando Penang numa cidade
vibrante, moderna e num dos principais
centros de logística e transportes.
O aeroporto Internacional de Penang e
o Porto de Penang foram melhorados
simultaneamente para suportar a
Segunda Ponte de Penang, como
uma porta de entrada para o Corredor
Norte, para melhorar e promover o
crescimento económico dos países
vizinhos. Desenvolvida para ser outra
maravilha arquitetónica de Penang, a
ponte funciona como um catalisador para
o desenvolvimento do corredor norte.
Por razões geológicas, a Segunda Ponte
de Penang foi concebida com base no
conceito duplo curvilíneo “S”.
As numerosas curvas em “S” ao longo do
percurso foram uma exigência da
auditoria de segurança rodoviária, com
a intenção de ajudar os motoristas a
manter a atenção na estrada durante a
condução.
A segunda Ponte de Penang é a ponte
mais longa do mundo onde foi instalada
uma protecção de borracha natural para
o amortecimento (HDNR), um sistema de
isolamento sísmico eficaz que lhe permite
suportar terramotos até 7,5 na escala
Richter. A ponte é a primeira na Malásia
a ser instalada com juntas de dilatação
sísmica, o que permitirá movimentos
durante um terramoto.
A ponte foi construída para durar 120
anos, sem grandes manutenções.
Para atingir este objectivo, o betão foi
projectado com baixa permeabilidade
ao cloreto e um revestimento espesso.
Como medida de protecção adicional, a
impregnação hidrofóbica de penetração
profunda, com o produto Sikagard®
L-705, foi usada para proteger as vigas
e postes de 80 MPa numa área total de
superfície de betão de 180.000 m2.
AMBIÇÕES
Edição nº 17 — A segunda Ponte Penang, na Malásia
7
© Mau Horng
A ponte foi construída para durar 120 anos, sem grandes manutenções.
Para atingir este objectivo, o betão foi projectado com baixa
permeabilidade a cloreto e um revestimento espesso.
Sika forneceu o adjuvante de cura
A
Antisol®-A para melhorar a qualidade do
betão.
Na área de "baixa cobertura" de betão,
foi aplicado um inibidor de corrosão na
superfície, o Sika® Ferrogard®-903+, para
proteger as barras de aço reforçadas.
Protecção combinada de betão com
revestimento de cimento epoxi de 3 a 4
mm, isto é, Sikagard®-720 EpoCem® foi
aplicado para aumentar a cobertura, para
8
AMBIÇÕES
Edição nº 17 — A segunda Ponte Penang, na Malásia
garantir maior durabilidade.
A função da Sika Malásia no projecto era
fornecer produtos, a assessoria técnica
apropriada, bem como formações na obra
para a equipa sobre o uso e aplicação dos
produtos.
A ponte é um projecto de alto impacto
(HIP), lançada sob o Nono Plano da
Malásia. Como tal, o projecto é visto
como um catalisador fundamental para
o desenvolvimento sócioeconómico da
Região Económica do Corredor Norte da
Malásia. O projecto foi entregue por uma
empresa de concessão especializada, a
Jambatan Kedua Sdn Bhd, formada pelo
governo da Malásia.
A cerimónia de abertura da Segunda
Ponte de Penang foi realizada após o
noticiário da noite a 1 março de 2014,
pelo primeiro-ministro malaio, Datuk
Seri Najib Tun Razak. O trânsito começou
a atravessar a ponte às 00:01 (a.m.) da
hora local, no dia 02 de março de 2014,
liderada por um Proton Perdana preto
(Proton é o fornecedor nacional da
Malásia) carregando a bandeira nacional
e a bandeira do estado, ambas erguidas
em simultâneo, assim como no hino
nacional da Malásia “Negaraku“.
© Luis Lui
Para o preenchimento das fissuras foi
injectado Sikadur®, uma resina epoxi
de baixa viscosidade. Foram corrigidas
grandes corrosões usando micro betão
da Sika com permeabilidade rápida de
cloreto inferior a 1.000 coulombs em 28
dias, para garantir maior durabilidade
num ambiente marinho. Todos os
buracos foram tapados com uma
argamassa de recapeamento modificada
feita de polímero de dois componentes
SikaTop®-121. A argamassa de reparação
Sika® MonoTop® foi aplicada para
pequenas áreas.
© Luis Lui
Durante a construção, houve uma série
de corrosões, buracos, baixa cobertura
de betão e linhas de ruptura nas vigas
segmentares. Como fornecedor global de
soluções, a Sika não teve dificuldades em
fornecer os produtos certos para corrigir
os defeitos e melhorar a durabilidade da
estrutura.
INTELIGENTE
Desta forma a praia de Copacabana mantém a sua febre
pelo futebol: na foto o artista Rogean, o representante
Mário Sérgio e Daniele, a esposa do artista (da direita para
a esquerda) exibem o logótipo Sika.
O MUNDIAL DE FUTEBOL FEITO
DE AREIA
UM ARTISTA BRASILEIRO SURPREENDEU AO USAR PRODUTOS DA SIKA
Felicitamos todas as equipas que participaram no maior evento de futebol
do mundo e que realizaram um óptimo e emocionante campeonato. O
evento pode ter acabado, mas a sua arte sobreviveu durante mais três
meses na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, Brasil. As pessoas que
por lá passaram foram muitas vezes surpreendidas com as esculturas em
areia feitas pelo artista Rogean Rodrigues. A primeira reacção de quem
vê é o espanto com as esculturas que o artista criou, utilizando apenas a
matéria-prima disponível - a areia.
TEXTO: RODRIGO SILVA
FOTOS: SIKA BRASIL
>
10
Apesar de ter apenas 32 anos, Rogean
começou a trabalhar com areia há
20 anos. Rogean Rodrigues iniciou a
carreira com 12 anos, como assistente do
artista colombiano Alonso Gomez Díaz,
AMBIÇÕES
Edição nº 17 — Esculturas na areia
que viajou o mundo a fazer esculturas
em areia antes de morar no Brasil e
de criar a sua arte nas praias do Rio
de Janeiro. Alonso foi o professor e o
principal apoio de Rogean. Foi com ele
que Rogean aprendeu a arte de escultura
na areia. No início, ele foi inspirado pelo
trabalho de Alonso. Hoje em dia, os seus
principais temas são castelos e eventos,
especialmente eventos internacionais,
como a visita do Papa ao Brasil, a
Jornada Mundial da Juventude e, mais
recentemente, o Mundial de Futebol de
2014.
O artista criou várias esculturas
relacionadas com o futebol em diferentes
partes da praia. Uma mostrava a
mascote de Futebol, o Fuleco e outra, a
própria Taça. Criou também jogadores de
diferentes equipas e o enorme estádio
do Maracanã, que construiu num espaço
reservado para as multidões assistirem
aos jogos.
O estádio do Maracanã vai ficar no
local por mais algum tempo, para que
as pessoas que não estavam no Brasil
durante o evento possam tirar fotos.
As esculturas levam de 5 a 15 dias para
serem feitas e duram até três meses.
Rogean já expôs em vários países,
incluindo Colômbia, Equador, Peru,
Venezuela, Ilhas Maurícias e Maldivas.
A primeira viagem ao exterior foi uma
aventura, mas ele foi muito bem-vindo
por todos os que viram a beleza do seu
trabalho.
Rogean faz suas esculturas com todo
o tipo de areia: de praias, leitos de rios
e montanhas, e também usa areia
lavada vendida em lojas de materiais
de construção. Ele nunca usou outra
Até mesmo o famoso estádio do Maracã foi construído com areia pelo artista.
matéria-prima, excepto água. No
entanto, usa Sika®-2 para aumentar
a impermeabilização e durabilidade
das esculturas, para garantir que elas
permanecem em perfeito estado e
fiquem protegidas do vento e da chuva.
A Sika tem sido um dos principais
parceiros de Rogean desde 2012.
Após uma extensa pesquisa, o artista
encontrou o produto certo para as
suas necessidades: Sika®-2, o “líquido
mágico”, como ele mesmo lhe chama,
que lhe permite fazer uma obra de arte
que demora vários dias para ser criada
mas que durará por alguns meses,
apesar do vento e da chuva. O aditivo
líquido de cura rápida é recomendado
para impedir infiltrações. A obra de arte
mais notável de Rogean foi o modelo
do estádio do Maracanã, que ele fez
em 2007, patrocinado pela Sport TV
no campeonato Panamericano. Esta
escultura que foi apresentada por
diferentes meios de comunicação do
Brasil e do exterior lançou a sua carreira
internacional.
AMBIÇÕES
Edição nº 17 — Esculturas na areia
11
PAVIMENTOS CONFORTÁVEIS
O sistema de pavimentos tinha que garantir
uma solução sem juntas, o que também
proporcionaria um nível elevado de conforto
no caminhar e no amortecimento do som dos
passos. Além disso, todos os pavimentos
tinham que ser fáceis de limpar e de se
manterem higiénicos.
EDUCAÇÃO PARA
OS MAIS NOVOS
Oferecer educação e cuidados de qualidade para o segmento mais
jovem da nossa população é uma das tarefas mais importantes que
a sociedade e os políticos enfrentam. Assegurar que as crianças
recebam uma educação com base na confiança e em bons valores é
fundamental para lhes dar um bom começo de vida. Sempre ansiosas
por aprender, as crianças são naturalmente curiosas. Para além das
suas familias, são os professores e os primeiros amigos que moldam
as suas primeiras impressões sobre a vida. Um jardim de infância e
uma escola fornece estes estímulos novos todos os dias. Visitamos
aqui um exemplo muito especial deste tipo de locais.
TEXTO: ASTRID SCHNEIDER
FOTOS: LUIS FERREIRA ALVES
© Luis Ferreira Alves
>
O Centro Educacional dos Combatentes,
premiado pela arquitectura de Fátima
Fernandes e Michele Cannatà, fica
no município de Ovar, no litoral norte
de Portugal, a 40 km do Porto. Este
peojecto foi desenvolvido como um
centro educacional de excelência para
375 crianças da escola primária, com
idades entre 3 a 10 anos. A construção no
valor de 3,5 M € foi concebida como uma
reabilitação total do edifício tradicional
existente de dois andares, com fachada
e pátio para a rua, além de um edifício
curvilíneo totalmente novo e com um
estilo único que fica atrás do existente,
ambos ligados por corredores cobertos.
Enquanto mantém a conexão do edifício
pré-existente com a rua, o projecto
acrescenta um novo edifício, cuja
geometria curvilínea cria condições para
o desenvolvimento do programa escolar
enquanto reequilibra todas as linhas
e ângulos do terreno. As diferentes
funções são articuladas nos dois edifícios
(novo e antigo), caracterizados pelos
objectivos arquitetónicos distintos
(reabilitação e nova construção) e os
vários requisitos necessários para
acomodar essas crianças. O novo
edifício contém as salas de aula, ginásio,
creche, refeitório, cozinha e serviços
relacionados, bem como salas de
actividades gerais. O edifício é tipificado
pela fachada sudoeste, que compreende
um sistema que controla a luz e o calor,
produzindo uma variedade num edifício
ligado a jogos, criatividade e rigor. O
lado nordeste apresenta uma fachada
curva de betão, que é isolada e coberta
com azulejos. O uso de azulejos cria uma
barreira à prova de água e estabelece
uma relação de continuidade, utilizando
esta técnica antiga, dominada pelos
construtores de Ovar.
As
especificações
do
projecto
estipularam várias salas de actividades
gerais e áreas especializadas, tais
como salas de aula, salas de reuniões,
biblioteca, salas de música, ginásio,
vestiários, um jardim de infância, além
da cantina, refeitório e cozinhas. Todos
conectados por corredores centrais
grandes e arejados, além dos corredores
cobertos para as passagens entre os
prédios. As exigências do arquitecto
para o pavimento foram um aspecto
importante do projecto.
Para além de ser fornecido numa gama de
cores vibrantes adequadas para levantar
a moral e ambições dos alunos, foi
requisitada uma solução de pavimentos
com juntas para as instalações.
O sistema de pavimento tinha que
garantir uma solução sem juntas, o que
também (e igualmente importante)
forneceria um alto nível de conforto
para o caminhar, com capacidade de
amortecimento de som e de redução
de ruído. E, claro, para este tipo de
instalação e ambiente saudável para as
crianças, todos os pavimentos tinham
que ser fáceis de limpar e de se manterem
higiénicos.
AMBIÇÕES
Edição nº 17 — Centro educacional
13
© Luis Ferreira Alves
Todos as salas estão ligadas por corredores
centrais, grandes e arejados, além dos
corredores cobertos que ligam os dois edifícios.
Para as áreas sujeitas a elevado desgaste,
como cozinhas e outras zonas de serviço,
foram aplicados os sistemas Sikafloor®, de alta
resistência à abrasão, antiderrapantes e fáceis
de limpar.
> Os critérios de selecção definidos pela
equipa do gabinete de arquitectura
eram praticamente uma lista das
características e especificações dos
sistemas Sika Comfortfloor®, de tal modo
que a escolha foi óbvia. Os sistemas Sika
Comfortfloor® têm alta elasticidade, o
que permite a capacidade de redução de
juntas tendo uma sensação de conforto
ao caminhar; a elasticidade também reduz
16
AMBIÇÕES
Edição nº 17 — Sonho arquitectónico
o ruído dos passos (ruído de impacto) e
isso cria menos perturbação ou distração
ao redor. Essas soluções também têm
baixa emissão de VOC e são altamente
resistentes ao fogo (certificadas de
acordo com a norma EN - 13501-1 classe
B(fl)- S1). Para as áreas de serviços
expostas a grande desgaste, como as
cozinhas e outras zonas de serviços,
foram utilizados os sistemas Sikafloor®
que são altamente resistentes à abrasão,
permitindo limpeza fácil e com perfil
antiderrapante, onde foi necessário. Este
complexo impressionante será um lugar
importante para as crianças, pois é aqui
que elas iniciam a vida. E ninguém pode
negar que ele corresponde perfeitamente
às suas necessidades.
© Luis Ferreira Alves
© Luis Ferreira Alves
AS EXIGÊNCIAS DO ARQUITECTO COM OS
PAVIMENTOS E ACABAMENTOS FORAM UM
ASPECTO MUITO IMPORTANTE DO PROJECTO
VISÕES MUNDIAIS
QUE TAL,
OS ESTADOS UNIDOS?
Os Estados Unidos da América é a maior economia do mundo. Com um
território que cobre 9,37M km2 e uma população superior a 300 milhões de
habitantes, é o terceiro maior país em área e população. O país é diverso em
geografia, clima e etnia. É muitas vezes chamado de “terra das oportunidades”,
representado pela Estátua da Liberdade, situada no meio do porto de Nova
York. O país é impulsionado pelos ideais de liberdade individual, como expresso
no sonho americano e enraizado na Declaração de Independência, que afirma
que “todos os homens são criados de igual forma” e que eles são “dotados pelo
Criador de certos direitos inalienáveis”, incluindo “a vida, liberdade e a busca
pela felicidade”.
TEXTO: SEBASTIEN GODARD
FOTOS: SEBASTIEN GODARD, RICARDO GOMEZ
Christoph Ganz, Director
da Sika, região da América
do Norte.
O MERCADO DA
CONSTRUÇÃO DOS EUA
É ENORME, E UM DOS
MAIORES DO MUNDO
>
A sede da Sika nos EUA está localizada
em Lyndhurst, New Jersey, uma pacata
cidade operária de aproximadamente
20.000 habitantes, situada na área de
Meadowlands, a apenas 20 minutos de
carro da cidade de Nova York. Lyndhurst
mantém a sua fama de cidade pequena,
singular e típica para muitos homens e
mulheres que trabalham arduamente
para cuidar das suas famílias e que
levam uma vida normal, enquanto vivem
na sombra da sua irmã mais velha,
a Cidade de Nova York. Aqui, neste
lugar, conhecemos Christoph Ganz, o
presidente da Sika e CEO da Região da
América do Norte.
O que vem à sua mente quando
pensa na Sika US?
É uma região da Sika independente que
desenvolve, produz e vende basicamente
todas as tecnologias Sika, tanto nos
EUA como no Canadá; cerca de 600M
€ em vendas (América do Norte), 1.400
funcionários e várias fábricas em todo o
território dos EUA e Canadá. A Sika US é
a maior empresa Sika no Grupo. Todos os
mercados têm um tamanho significativo,
sendo o das coberturas o maior mercado
com cerca de 200M € em vendas.
Quais são os seus segredos na
direcção de uma grande equipa?
20
AMBIÇÕES
Edição nº 17 — Estados Unidos da América
Viver o espírito Sika de fazer negócios.
Permitir
empreendedorismo;
ser
exigente, mas respeitoso com todas as
pessoas dentro da Sika, a todos os níveis.
Não basta falar, mas entregar-se e tentar
ser um modelo a seguir. O meu estilo de
liderança é num registo de motivação e a
animação! Não focar apenas no primeiro
nível de gestores, mas incluir as pessoas
da Sika de todos os níveis. Os operários
da fábrica querem ser motivados,
bem como o pessoal das vendas e os
funcionários das finanças!
Tenho um truque de gestão a que chamo
de gestão por provocação positiva.
Provoque os seus funcionários com uma
pergunta surpreendente e chegará mais
rapidamente ao verdadeiro ponto de um
problema. As pessoas tendem a reagir de
forma mais espontânea e mais honesta
quando são provocados!
A recuperação das recessões de 2008/
09 continuam a ser o maior desafio do
século passado. A economia dos EUA
encolheu a uma taxa anual de 1% no
primeiro trimestre, mas os analistas
prevêem um forte crescimento para
os próximos meses. Quais são as suas
impressões?
A Sika US saiu de momentos difíceis
causados pela crise financeira. Temos de
conduzir a empresa do pensamento de
redução de custos para o crescimento e
desenvolvimento rentável de negócio.
Mudar de um modelo de custo e EBIT
para um modelo de crescimento numa
grande organização é um grande desafio.
Os primeiros 3 meses de 2014 foram
influenciados por um dos invernos mais
rigorosos da história. O inverno afectou a
economia dos Estados Unidos, bem como
as nossas vendas, no entanto, ainda
atingimos 7,3% de crescimento orgânico
das vendas na região da América do
Norte após os primeiros 4 meses. Este
resultado é encorajador para os próximos
meses. Vamos implementar muitas
iniciativas comerciais para este ano que
irão provocar o crescimento, incluindo a
abertura de novas fábricas em Denver,
Atlanta e Vancouver (Canadá) nas
próximas semanas e meses. Além disso,
investimos em equipas adicionais de
vendas, as quais os americanos chamam
de “homens no terreno.”
Os Estados Unidos apresentam uma
economia envolvente diversa, mas
também desafiadora. Onde vê
oportunidades especiais para os
próximos anos?
A economia dos EUA, basicamente,
consiste em regiões económicas
importantes,
como
Califórnia,
Texas, Flórida, Chicago e as cidades
metropolitanas da costa leste, como
Boston, Nova York e Washington DC.
Estas são as regiões onde o mercado
avança, e é aí que temos de investir em
fábricas e pessoas. É isso que estamos
a fazer, e é isso que nos trará mais
crescimento no futuro. Outro desafio
importante é combinar o potencial de
todos os nossos mercados em grandes
projectos. Chamamos a isso iniciativa
de Venda Cruzada, ou SikaSMART®,
onde especificamos soluções de
betão,
pavimentos,
coberturas,
impermeabilizações e reabilitação em
todos os mega projectos que estão a ser
construídos!
E o mercado de construção civil?
Onde é que os EUA precisam da Sika?
O mercado da construção dos Estados
Unidos é enorme e um dos maiores do
mundo. Projectos como edifícios altos,
centros de distribuição, centros de dados,
barragens, etc, na magnitude de vários
biliões de euros estão a ser construídos
em todo o país e são numerosos. Estes
grandes projectos são raramente vistos
na Europa, mas existem na Ásia e no
Médio Oriente. A Sika resolve problemas
para a indústria da construção e ajuda os
projectistas e empreiteiros a construir
de forma mais rápida, mais segura e
mais sustentável. Estamos a construir
confiança, como diz o nosso slogan, e isso
é muito apreciado aqui nos EUA! A Sika é
um parceiro de confiança para a indústria
da construção e isso é muito valorizado
pelos nossos clientes.
Existe algum projecto extraordinário da
Sika que gostaria de nos contar?
A Barragem Hoover, já conhecida
como Boulder Dam, é uma barragem
de gravidade em arco feita de betão,
com 221,4 m de altura e 379 m de
comprimento no Black Canyon do Rio
Colorado. Ela está na fronteira entre os
estados de Arizona e Nevada. A Sika US
desempenhou um papel fundamental na
produção de betão, protecção, colagem
estrutural e, finalmente, na durabilidade
total da estrutura. Fornecemos uma
série de produtos ao longo de 5 anos
neste projecto de uma infra-estrutura de
grande envergadura nos EUA, incluindo
argamassas e groutes de carácter
estrutural, colagem de elementos préfabricados, e adjuvantes para betão.
Estes produtos têm ido ao encontro dos
requisitos especiais de produção ao longo
de todo o projecto.
A Ponte San Francisco Bay
A ponte San Francisco Bay (com o
comprimento total de 7,180 m), conhecida
como a Ponte Oakland Bay foi construída
ao mesmo tempo que a ponte Golden
Gate e aberta ao tráfego em 1936. A 17
de Outubro de 1989 um terramoto de
magnitude 7,1 na escala Richter danificou
severamente a estrutura de treliças
duplas a leste da ilha de Yerba Buena,
derrubando uma parte do andar superior.
A autoridade californiana realizou uma
investigação e um estudo, onde concluiu
que seria muito mais rentável e mais
seguro construir um novo espaço a
leste em vez de reconstruí-lo. A nova
estrutura foi projectada para atender
as normas sísmicas actuais, bem como
outros códigos referentes a bermas,
largura de faixas de rodagem, distâncias
de visibilidade e outros factores para
melhorar substancialmente a segurança
rodoviária. A Sika foi um dos principais
fornecedores para o projecto, incluindo
soluções de argamassa, colagem
estrutural, adjuvantes, juntas e selantes.
O Empire State Building
O Edifício Empire State é um arranha-céus de 103 andares localizado no centro
de Manhattan, Cidade de Nova York,
no cruzamento da Fifth Avenue com a
West 34th Street. Ajudámos a realizar
o trabalho de reabilitação a decorrer no
Empire State Building (construído em
1930/31), transformando-o no edifício
mais “amigo do ambiente” da cidade.
Os produtos Sika contribuíram para uma
redução de 38% no consumo de energia,
através dos trabalhos de reabilitação
de janelas, beirais, terraços, elementos
de fachada e poços de elevador. Para
melhorar as propriedades de isolamento,
as janelas foram seladas com Sikaglaze®,
e, em seguida, foi utilizado Sikasil® para
concluir a vedação e os trabalhos de
selagem hermética. Todos os produtos e
sistemas deste prestigiado projecto são
da Sika.
AMBIÇÕES
Edição nº 17 — Estados Unidos da América
21
A Barragem Hoover é uma barragem de gravidade
em arco feita de betão no Black Canyon do Rio
Colorado. Situa-se na fronteira entre os estados
americanos do Arizona e do Nevada.
A nova estrutura da Ponte San Franscisco
Bay está projectada para corresponder às
exigências sísmicas actuais, para melhorar
substancialmente a segurança das pessoas.
BARRAGEM HOOVER
LIGAR AS ESTRADAS
DO ARIZONA E DO NEVADA
A parte central deste projecto é a Ponte
do Rio Colorado, uma ponte composta em
arco de betão que conecta as estradas
do Arizona e do Nevada. A ponte está
situada a 275 m acima do rio Colorado,
com 610 m de comprimento. O projecto
era complexo, já que os ventos fortes
rompiam os cabos. Os produtos da Sika
desempenharam um papel fundamental
na produção e protecção do betão e na
durabilidade total da estrutura.
> Para onde a Sika US está a caminhar?
Quais as suas metas?
Penetração de mercado. Temos de
retomar uma boa taxa de crescimento
e, para isso estamos a investir em novas
pessoas, novos produtos e tecnologias e
estamos a construir novas fábricas em
todo o país. Além disso, as aquisições são
uma questão importante para nós, para
completar a nossa oferta de produtos.
Em 2014 conseguimos crescer nas vendas
organicas cerca de 8%. Pretendemos
ser os líderes na nossa indústria e
sermos inovadores e credíveis para os
nossos clientes; isto implica o fabrico de
produtos de qualidade e a entrega em
22
AMBIÇÕES
Edição nº 17 — Estados Unidos da América
tempo útil.
Quais são as melhores coisas sobre a
a vida em Nova York e o que não pode
faltar?
Eu moro na icónica Manhattan, no meio
da cidade de Nova York, junto com a
minha família. Muitas pessoas não
conseguem imaginar viver numa cidade
tão grande e barulhenta. Somos pessoas
da cidade e aproveitamos as grandes
oportunidades de cultura, arte, música,
etc, que a cidade de Nova Iorque oferece.
Claro que NY também tem algumas
desvantagens, tais como o tráfego, a
velocidade e pessoas a buzinar antes do
semáforo ficar verde, só para ter certeza
que vamos andar.
O que deseja para o seu país no futuro?
Eu sou cidadão suíço e serei sempre um
estrangeiro neste país, embora
tenha sido gentilmente acolhido
pelos americanos. Os americanos são
pessoas de pensamento muito positivo
e, portanto, tenho a certeza de que
vão sair dessa recessão causada pela
crise financeira em breve e com uma
confiança ainda mais forte. O modo de
vida americano é “se conseguir fazer lá,
irá conseguir fazer em qualquer lugar!”
PONTE SAN FRANCISCO BAY
270.000 VEÍCULOS POR DIA
A Ponte Oakland Bay em São Francisco
foi construída ao mesmo tempo que
a ponte Golden Gate e foi aberta ao
tráfego em 1936. Apesar de a Golden
Gate receber a maior parte da atenção do
público, especialmente de turistas que
visitam São Francisco, a ponte Oakland
Bay foi a ponte maior e mais cara do
mundo na altura. Em 1956, foi eleita
uma das sete maravilhas do mundo da
engenharia. Hoje, continua a ser a ponte
mais movimentada dos Estados Unidos,
recebendo mais de 270 mil veículos por
dia.
A 17 de Outubro de 1989, um terramoto
de magnitude 7,1 na escala Richter
danificou severamente a estrutura de
treliças duplas a leste da Ilha de Yerba
Buena. Antes do posicionamento e
tensionamento final, foram aplicados
61.588 l de Sikadur® em ambos os lados
de cada segmento pré-fabricado. 216.000
sacos de Sika® Grout foram fornecidos
para encher os canais que contêm os
cabos pós-tensionados. A argamassa
forneceu protecção adicional para os
cabos de aço, bem como um reforço da
ligação dos cabos aos segmentos de
betão pré-fabricado.
Para satisfazer a procura de argamassa,
foi construída uma fábrica local. A cada
seis meses, uma amostra aleatória do
material foi testada por uma empresa
independente, para garantir que o
material produzido cumpria as rígidas
especificações do projecto.
AMBIÇÕES
Edição nº 17 — Estados Unidos da América
23
A Sika US ajudou a realizar o trabalho
de reabilitação em curso no Empire
State Building, transformando-o no
edifício da cidade, mais amigo do
ambiente.
ESTA OBRA DE REABILITAÇÃO,
ACTUALMENTE EM CURSO,
REPRESENTA CERCA DE
500 MILHÕES DE EUROS
> EMPIRE STATE BUILDING
DURANTE 40 ANOS,
O MAIS ALTO ARRANHA-CÉUS
O Edifício Empire State é um ícone cultural
americano, na maior cidade do país. Ele atinge
381 m no céu de Manhattan e é composto por
102 andares. Incluindo a torre, o arranha-céus
atinge 443 m de altura. Projectado por Shreve,
Lamb & Harmon, esta super estrutura art
deco foi nomeada pela Sociedade Americana
de Engenheiros Civis como uma das Sete
Maravilhas do Mundo Moderno. Durante 40
anos, o Empire State foi o prédio mais alto do
mundo, a partir de 1931, quando a construção
foi concluída, até 1972, quando a Torre Norte
do World Trade Center foi concluída. Este
marco designado está actualmente num
processo de reabilitação de US$ 550 milhões,
com o objectivo de transformar o edifício
numa estrutura mais eficiente, energética
e amiga do ambiente. Em 1989, começou a
reabilitação dentro do Empire State, para
fazer grandes reparações à volta da maioria
das vedações à prova de água, devido à
deterioração pesada. A-Best Engineering foi
a empresa contratada para esta fase, e cada
janela foi substituída e vedada. As janelas
de cobre que foram substituídas eram muito
antigas e foram consideradas ineficientes
energeticamente. As juntas à volta das
caixilharias das janelas foram recalafetadas,
bem como muitas outras áreas que
precisavam de impermeabilização. O produto
Sikaflex® foi usado em juntas entre níquel e
pedra calcária de Indiana, entre as juntas da
pedra calcária de Indiana e nas juntas entre
níquel e aço. Esta fase foi concluída em 1995.
Em 2007, uma equipa de engenheiros de
restauração, consultores e produtores de
materiais, todos liderados pelos parceiros
de sustentabilidade ESB, desenvolveram
uma reabilitação completa e actualização
de energia abrangente para o marco mais
famoso da América. Este projecto de 8 meses
24
AMBIÇÕES
Edição nº 17 — Estados Unidos da América
de reabilitação consistiu numa economia de
38% da energia do edifício, que se traduz em
3,9 M de euros por ano.
O trabalho começou em 2010 e criou 252
postos de trabalho durante a obra. Os
trabalhadores verificaram que as vedações
e janelas perimetrais existentes do último
projecto de limpeza e reabilitação estavam
intactos. Os trabalhadores, na altura,
construíram um centro de processamento
para remodelação de janelas no local, o que
reduziu o custo de transporte e emissões,
criando também 50 posições sindicais locais.
Com esta reabilitação, os trabalhadores foram
capazes de reutilizar 95% do vidro. O valor de
isolamento para cada janela passou de um R2
para um R7 e reduziu drasticamente os custos
de aquecimento e arrefecimento.
Os trabalhadores utilizaram Sikaglaze®, um
poliuretano de cura rápida, para substituir
o silicone utilizado para vedar os elementos
envidraçados, devido ao tempo de cura
lenta do silicone. Cada janela foi removida
e, em seguida, cada vidro foi limpo e colado
para garantir um painel de vidro com um
isolamento mais eficiente. O processo
começou a criar altos custos de mão de obra e
atrasou a entrega das unidades actualizadas e
restauradas. Devido à necessidade de acelerar
a produção de unidades de vidro isolante e do
processo suplementar de remover o velho
silicone do vidro, os gestores de mercado
de silicone solicitaram a utilização de um
removedor de silicone para agilizar o trabalho.
Este, em conjunto com um método de limpeza
de imersão num tanque para mergulhar
as unidades melhorou drasticamente o
cronograma e a economia de trabalho. Uma
vez removido o vidro, este foi novamente
vedado. O selante de junta Sikasil® foi usado
para vedar os painéis à volta das caixilharias.
Esta etapa da reabilitação do edifício foi
concluída em 2010.
Em 2011, houve a necessidade de reparação
para áreas recuadas e terraços dos 87º andar
e andares superiores. Todos essas áreas
recuadas acima do convés de observação
necessitavam de impermeabilização, o que
acabou por representar uma área cerca
de 10.000 m2. O sistema Sikalastic® foi
aplicado directamente sobre o pavimento
de betão com a adição de um acabamento
antiderrapante, pois estas áreas estão
sujeitas a tráfego pedonal ocasional por parte
dos trabalhadores. As paredes exteriores
são revestidas de painéis de aço inoxidável,
que foram permitindo vazamentos no
prédio através de buracos de ancoramento/
aparafusamento nas juntas entre os
painéis. Estes painéis foram previamente
impermeabilizados, mas desde que o sistema
falhou e deixou de ser à prova de água, teve
que ser substituído. O sistema anterior foi
removido e os painéis foram mecanicamente
preparados com um acabamento metálico
brilhante. O sistema Sikalastic® totalmente
reforçado foi instalado sobre a fachada do
painel de metal. Uma das principais razões
para este sistema ter sido escolhido foi a
capacidade do reforço de fibra de vidro para
se adaptar às várias formas irregulares,
mantendo uma aparência perfeita.
Também em 2011, foi tomada a decisão de
fazer grandes reparações dentro dos poços
de elevador. Existe uma grande quantidade
de fragmentação vertical dentro de todos
os poços, que precisa ser reparada antes do
betão que cai e causa danos aos elevadores e
às máquinas em redor.
Actualmente, SikaTop® tem sido utilizado, e
até agora, o trabalho está apenas finalizado
a 35%.
INVESTMENTO
A SIKA INVESTE CERCA DE
60 ­MILHÕES DE EUROS NA
EXPANSÃO DAS SUAS INSTALAÇÕES
EM ALTSTETTEN, ZURIQUE.
Como empresa global, e com raízes suíças, a Sika comprova o seu
compromisso com Zurique, investindo perto de 60 milhões de euros num
edifício vanguardista de laboratórios e escritórios, assim como numa
infraestrutura necessária para acomodar os seus novos funcionários.
TEXTO: HARRIET SIHN
FOTOS: ITTEN UND BRECHBÜHL, ALEXANDRA PAULI
O novo edifício "Limmat" será um edifício de laboratórios e escritórios com tecnologia de ponta,
com capacidade para um total de 300 funcionários.
> Numa cerimónia realizada no final de
Junho em Altstetten, Zurique, a Sika
iniciou as obras de construção de um novo
edifício. O novo edifício “Limmat” será
um edifício de laboratórios e escritórios
de última geração, com capacidade para
um total de 300 funcionários. A obra está
programada para o Outono de 2016. Com
o novo edifício, a Sika pretende reunir
200 funcionários existentes noutras
filiais da Sika em Altstetten, Zurique,
bem como criar novos postos de trabalho.
Isto significa que cerca de 830 pessoas
estarão a trabalhar na Sika em Zurique
em 2016. Dentro da empresa, a filial tem
uma posição de liderança na pesquisa e
desenvolvimento, bem como na produção
de adesivos e vedantes para aplicações
na indústria automóvel. Para além disso,
Zurique é também a "casa" das funções
chave corporativas e dos respectivos
serviços de marketing da organização.
A Sika é um dos maiores empregadores
industriais com produção em Zurique.
“Desde que a Sika foi fundada em
Zurique, em 1910, temos aumentado
continuamente o nosso local em Zurique
e investimos à volta de 120 milhões de
francos suíços nos últimos dez anos”,
comentou o CEO, Jan Jenisch. “A Sika,
em Zurique, lidera o desenvolvimento
28
AMBIÇÕES
Edição nº 17 — Local - Altstetten Zurique
de investigação de novos adesivos e
vedantes e o fabrico destes produtos, que
são utilizados pela indústria automóvel,
entre outros. Por ano, mais de 60 milhões
de pára-brisas são revestidos utilizando
sistemas Sika, o que significa que um
pára-brisas em cada quatro no mundo,
é Sika.
“André Odermatt, Conselheiro e Chefe do
Departamento de Engenharia Estrutural
da Cidade de Zurique: “Uma localização
de negócios de sucesso precisa de
negócios de sucesso. É por isso que,
daqui para frente, temos de continuar
a garantir que as grandes e pequenas
empresas
encontrem
igualmente
as melhores condições operacionais
possíveis na nossa cidade. A decisão da
Sika, de expandir ainda mais o seu local
em Zurique mostra que mais uma vez
estamos no caminho certo".
NOVO EDIFÍCIO LIMMAT –
CONSTRUÇÃO SUSTENTÁVEL
A sustentabilidade é a prioridade número
um da Sika, não só em termos da sua
estratégia corporativa em agenda, mas
também para o novo edifício Limmat:
os componentes termoativos na
estrutura da cobertura permitem uma
operação mais eficiente nos sistemas de
O novo edifício corporativo da Sika, em construção.
refrigeração e aquecimento do edifício.
O telhado verde com sistema fotovoltaico
integrado gera uma grande parte da
energia consumida pelo edifício.
Os planos para o novo prédio foram
desenvolvidos pelos arquitectos suíços
Itten + Brechbühl, cujos projectos de
referência incluem a estação de comboios
de Genebra-Cornavin, a extensão Skylink
no aeroporto de Viena e a remodelação
do edifício do parlamento suíço em Berna.
O exterior do novo edifício Limmat é um
testemunho da competência da Sika: A
fachada é feita de elementos de betão
colorido com diferentes estruturas de
superfície. As soluções Sika foram usadas
em todo o prédio, "da cave ao telhado",
em pavimentos, a impermeabilização
da envolvente exterior do edifício e
fundações, incluindo os adesivos de
revestimento e selagem das janelas.
O novo prédio oferece cerca de 9.000 m2
de área útil. Os seus seis andares irão
conter em espaço aberto, escritórios
individuais, laboratórios, salas de
formação e uma cantina.
O FUTURO DO AUTOMÓVEL COMEÇA
EM ALTSTETTEN, ZURIQUE
Um total de 225 das 800 forças de
trabalho de I&D da Sika em todo o
mundo estão sedeadas em Altstetten,
Zurique. O foco da atividade de I&D é
a pesquisa básica, desenvolvimento
de polímeros para aditivos de betão
de elevado desempenho, colas para
a indústria automóvel e vedantes
para aplicações na construção. O local
também tem instalações de produção
com 200 empregados que trabalham em
ciclos de três turnos para fabricar colas
que são destinadas principalmente à
indústria automóvel. São cruciais para
as suas novas tendências de produção,
tais como, construções ligeiras, redução
no peso e no consumo de energia,
menores emissões de CO2 e aumento da
segurança. Não só um em cada quatro
pára-brisas produzidos em todo o mundo
são revestidos utilizando produtos da
Sika, mas também quatro dos cinco
carros eleitos como os mais inovadores
em 2013, ou seja, o Mercedes S-Class, o
BMW i3, o Lexus IS e o Range Rover Sport
(fonte: Automotive Circle International,
EuroCar Body Awards 2013).
O CEO da Sika, Jan Jenisch, inaugurou os trabalhos da obra do novo edifício corporativo da Sika, em
Zurique.
A SUSTENTABILIDADE É A PRIORIDADE
NÚMERO UM DA SIKA, E NÃO SÓ NOS TERMOS
DA SUA ESTRATÉGIA CORPORATIVA
AMBIÇÕES
Edição nº 17 — Local - Altstetten Zurique
29
© Brian Gough
BETÃO IMPERMEÁVEL
Ao andar hoje em dia pelas ruas "rebocadas" de Kensington, podemos
acabar por ter uma visão surreal. As linhas das colunas dóricas,
dos pórticos e dos beirais que definem essas fileiras de mansões
imponentes, estão agora acompanhadas por uma nova abordagem,
pouco provável no vocabulário clássico arquitectónico.
TEXTO: INGERLISE BULLOCH, ASTRID SCHNEIDER
FOTOS: BRIAN GOUGH
© Brian Gough
VIDA SUBTERRÂNEA
© Brian Gough
Com o acesso extremamente limitado, quase que toda a obra
teve que ser escavada manualmente. As estacas principais
até 30 m, e as cortinas de estacas até 7 m de comprimento
tiveram que ser construídas antes da escavação começar.
Foram necessários cuidados especiais para estabilizar os
imóveis vizinhos durante a escavação.
>
32
Erguendo-se em espaços iguais, e saindo
das suas aberturas moldadas como se
fizessem uma saudação a quem passa,
estão os varões de espera. Seríamos
desculpados por pensarmos que os
moradores do bairro de Kensington
estabeleceram uma espécie de pequena
indústria de mineração de carvão, ou que
talvez estejam a cavar para encontrar
ouro?
A razão para essa mineração não é a
descoberta de um terreno rico em carvão
sob essas ruas renascentistas, mas o
AMBITIONS
Ediçaõ nº 17 — Projecto de mansão em Londres
entusiasmo local pelo desenvolvimento
urbano subterrâneo. Nos últimos quatro
anos, esta autarquia local concedeu
sozinha projectos para mais de 800
ampliações de caves, recusou 90, e tem
mais 20 pendentes. É o bairro com mais
população do país, sem espaço para
construir horizontalmente, e nenhuma
autorização para construir em altura. O
único caminho é construir para baixo.
Nos últimos cinco anos têm-se visto
muitas habitações subterrâneas em toda
a região oeste de Londres. Com salas de
jogos e cinemas, pistas de bowling e
spas, adegas e quartos de armas e até
mesmo uma parede de escalada de dois
andares. Esta tendência tem levado
a uma espécie de arquitectura tipo
iceberg de casas humildes à superfície,
mas que são apenas o pico visível de um
submundo gigantesco, de possibilidades
subterrâneas, onde a imaginação do
cliente não tem limites.
Este é um projecto em Kensington, que
está agora concluído. Tem uma garagem
para dois carros e três quartos principais,
com casas de banho privativas acima
do solo, juntamente com outras áreas
de estar, quarto de hóspedes, piscina
interior, cinema e outros quartos abaixo
do nível da rua. A utilização de Sika®
Watertight Concrete permitiu, à A
P Arcon Construction Ltd, construir
uma nova e excitante mansão em
Kensington, parcialmente subterrânea,
numa faixa de terra anteriormente
vaga entre dois edifícios existentes.
Os quartos principais, entrada e espaço
para garagem são construídos acima do
solo, mas as principais áreas de estar,
entretenimento e piscina estão no
subsolo, pelo que a impermeabilidade
total da nova ampliação da casa era
um requisito essencial do projecto.
Por esse motivo, A P Arcon escolheu
o betão impermeável da Sika para
construir a estrutura subterrânea do
edifício. Cerca de 1.000 m3 de Sika®
Watertight Concrete foram fornecidos
pela Hanson para criar uma estrutura
impermeável compatível ao BS8102
classe 3 para espaços habitáveis. Cerca
de 1.200 contentores de terra, pesando
cerca de 10 toneladas cada, tiveram
de ser retirados devidoàs escavações
para criarem o espaço de trabalho.
Com o acesso extremamente limitado,
praticamente todo o local teve que ser
escavado à mão. As estacas principais
até 30 m e as cortinas de estacas até
7 m de comprimento tiveram de ser
construídas antes da escavação se iniciar.
Teve que haver um cuidado especial
para estabilizar os imóveis adjacentes
conforme a escavação avançava.
A tecnologia Sika® Watertight Concrete é
uma solução de alto desempenho e eficaz
© Brian Gough
© Brian Gough
Foram fornecidos cerca de 1.000 m3 de betão impermeável da Sika para criar uma estrutura à prova de água que contém espaços habitáveis
34
que economiza tempo, tanto na fase de
projecto, como nas fases de construção,
e permite também uma boa área útil de
trabalho ao empreiteiro, quando o espaço
para a escavação é muito reduzido.
Esta é uma característica importante
em projectos como este, e em cidades
onde o espaço é uma dádiva. Arek
Palka, Director da A P Arcon comentou:
“Escolhemos Sika® Watertight Concrete
da Sika por uma série de razões, incluindo
AMBIÇÕES
Ediçaõ nº 17 — Projecto de mansão em Londres
um histórico de 50 anos de experiência,
um preço competitivo e a garantia. É
importante dizer, a Sika prestou um bom
apoio técnico ao longo do projecto, o que
nos garantiu confiança num projecto tão
complexo e difícil“. De facto, projectos
como este são muito difíceis. Noutros
casos, as casas começam a ceder após
as escavações iniciais, arrastando as
propriedades vizinhas com elas.
Surjem fissuras nas caves vizinhas, e
© Brian Gough
as fachadas afundam, de tal forma,
que as caixilharias das portas entortam
impossibilitando por vezes as pessoas de
as abrir, ficando estas ocasionalmente
retidas dentro dos edifícios. É por isso
que materiais de construção fiáveis,
como os da Sika, são essenciais para
garantir segurança e estabilidade a longo
prazo.
© Brian Gough
>
© Brian Gough
© Brian Gough
© Brian Gough
As modernas casa de banho e sala fazem com
que as pessoas se esqueçam que estão num
ambiente subterrâneo.
A sauna e a hidromassagem dão um toque especial à área subterrânea da habitação.
AMBIÇÕES
Ediçaõ nº 17 — Projecto de mansão em Londres
35
AUTOMOTIVE
NEM MESMO VOAR É TÃO AGRADÁVEL
Num futuro próximo a “condução autónoma” vai tornar-se numa
realidade, como mostra o conceito "Xchange" revelado pelo
Rinspeed no salão de Genebra de 2014. Enquanto os principais
fabricantes de automóveis estão a ajustar tecnologia, a fábrica
de sonhos suíça Rinspeed está a colocar as “pessoas no carro”
no centro do estudo “Xchange”. E a Sika está completamente
envolvida nesta visão inovadora do futuro.
TEXTO: DOBRIVOJE JOVANOVIC
FOTOS: RINSPEED AG
O TEMPO ECONOMIZADO POR "NÃO
CONDUZIR", PODE AGORA SER USADO
DE MANEIRAS DIFERENTES
> E se os carros se conduzirem sozinhos
- como o interior do carro pode ser
projectado de forma a que os passageiros
possam utilizar melhor o tempo
economizado por não conduzir?
Os assentos “XchangE”, nesta Berlina
totalmente movida a eletricidade,
assemelham-se a assentos confortáveis
ajustáveis da classe executiva de uma
companhia aérea. O passageiro do futuro
será capaz de se sentar ou descansar em
quase todas as posições (na vertical ou
horizontal), selecionando entre mais de
20 configurações de assentos diferentes.
O conceito XchangE oferece muitas
funções diferentes de navegação,
entretenimento, assistência pessoal e
de serviços que aparecem em quatro
monitores.
38
AMBIÇÕES
Edição nº 17 — Condução autónoma
Há uma faixa larga de 1,2 metro na coluna
de direcção que apresenta informações
importantes em formato widescreen. Um
monitor 4K de 32 polegadas na parte
traseira do carro converte efectivamente
o interior do XchangE num confortável
“carro cinema” UHD, quando necessário.
O sistema de infoenchimento (é
informação baseada em conteúdo de
informação que também inclui conteúdo
de entretenimento) comunica-se com
dados de cloud através de um módulo
LTE integral. A plataforma “Business2-Car” da Deutsche Telekom compila e
analisa todos os dados de infotainment
do veículo.
O design futurista do interior totalmente
estofado promove uma atmosfera única
de bem-estar com um encanto marítimo
em diferentes tons de azul e cinza. Os
materiais naturais como a lã merina e
seda são usados para zonas de conforto
individuais.
Um revolucionário telhado Plexiglas
oferece um visual futurista e muita
luz, juntamente com os muitos outros
componentes Plexiglas nos painéis
frontal e traseiro. Saias laterais e spoiler
traseiro, foram fixados e selados com o
adesivo Sikaflex®.
O XchangE é um desenvolvimento
Tesla-S, projectado para ser usado como
um escritório móvel ou como uma sala de
conferência móvel. O tempo economizado
por “não conduzir”, pode, portanto, ser
gasto de muitas outras maneiras: ler,
ouvir música, navegar na internet, jogar
jogos, assistir a filmes em alta definição,
ou realizar reuniões a 120 km/h e terminar
uma papelada ao mesmo tempo que faz
um café.
Mas não há base jurídica para “condução
totalmente automatizada”. A Convenção
de Viena sobre Tráfego Rodoviário de
1968, que forma a base para a legislação
nacional de trânsito em muitos países
à volta do mundo, só permite funções
parcialmente automatizadas.
No entanto, os regulamentos necessários
de licenciamento de veículos e as
questões de responsabilidade do produto
para as alterar já estão a ser discutidas
em detalhe por autoridades legislativas,
governos e pela indústria de seguros.
Carros totalmente automatizados
estarão prontos para circular na estrada
nos próximos 4-6 anos. Veículos
de teste equipados com um piloto
automático provam que isso é possível.
Os desenvolvimentos actuais centram-se
nas seguintes cinco áreas principais:
́́ Sensores para detecção completa de
360° - arquitectura redundante do
sistema.
́́ Confiabilidade funcional evitando
avarias e ataques de hackers.
́́ Mapas de alta definição e precisão.
́́ Regulamentos juridícos.
Além disso, os seguintes factores são
cruciais para a eficiência na estrada:
́́ Capacidade de condução preventiva.
́́ Conhecimento de obstáculos, tais
como obras rodoviárias, fluxos de
tráfego e ciclos de semáforo.
́́ Comportamento de condução e
velocidade adaptável.
“A condução automatizada do futuro ”vai
incluir todos os elementos acima
referidos que irão tornar a condução
numa experiência tranquila de viagem.
Quando os sistemas de controle e de
suporte automático passam a tomar
muitas decisões por nós, e funcionam
de forma eficaz, os erros tornam-se
cada vez mais raros. E como resultado, o
número de acidentes rodoviários vai cair
significativamente.
AMBIÇÕES
Edição nº 17 — Condução autónoma
39
BETÃO
A CIDADE INUNDADA
A cidade do México, e a sua área metropolitana, foi construída sobre uma área onde
antes existia uma área de cinco lagos - Chalco, Texcoco, Xaltocan, Xochimilco e
Zumpango. Como a cidade cresceu, ocupou o terreno dos lagos, e, consequentemente,
enfrenta a grande ameaça das inundações. O Túnel Emissor Oriente, um dos maiores
projectos de esgoto do mundo, ajudará a evitar uma catástrofe.
TEXTO: JEANNINE LEUPPI
FOTOS: SIKA MÉXICO
>
40
Ao longo dos últimos 100 anos, partes da
Cidade do México foram inundadas por
quase 12 metros (a altura de uma casa de
4 andares). Grandes volumes de águas
subterrâneas são bombeadas acima do
solo para atender às necessidades de
cerca de 20 milhões de habitantes, o que
levou ao afundamento da cidade, a uma
taxa de 10 centímetros por ano.
A maior parte da cidade está construída
num subsolo pantanoso, e quanto mais
águas subterrâneas sejam extraídas
deste terreno e possam ser substituídas
AMBIÇÕES
Edição nº 17 — Cidade do México
pelas águas da chuva, essa parte do
solo torna-se ainda menos compacta e
a cidade acima continua a afundar-se.
Como resultado, várias infraestruturas
da cidade, incluindo edifícios, estradas
e sistemas de saneamento, têm sido
amplamente danificadas. Em resumo, a
cidade enfrenta problemas de inundações
durante a estação chuvosa.
Têm sido procuradas soluções para a
prevenção e controle das inundações
desde os tempos pré-hispânicos. A ponte
de pedra do dique de Nezahualcoyotl
foi desenvolvida para evitar as
inundações e parar as águas salobras
do Lago Texcoco de se misturarem
com a água limpa de outras áreas. Em
1607, começou a construção do Canal
Huehuetoca, que inclui um túnel de 7
km (Garganta do Nochistongo) para
descarregar a água no rio Tula (trabalho
de construção que demorou quase dois
séculos). A construção do Canal Grande
ou de Drenagem começou em 1866, e
é composta por um canal de betão de
39,5 km e um túnel de quase 10 km de
comprimento (Túnel Tequixquiac).
A construção foi concluída em 1900.
A Cidade do México, tinha assim duas
saídas de água artificiais e um sistema
de drenagem em funcionamento até
1925, quando o rebatimento causado pela
extração da água subterrânea provocou
uma grande inundação.
Na década de 30, a cidade testemunhou
o início de uma enorme explosão
populacional, passando de um milhão
de habitantes para dois milhões em
1940, três milhões em 1950, mais de
cinco milhões em 1960, e mais de dez
milhões em 1970. Durante este período,
inúmeras instalações de drenagem foram
construídas, incluindo de barragens,
quilómetros de linhas de drenagem,
estações de bombagem, interceptando
esgotos e saneamentos para os rios La
Piedad, Churubusco e Consulado.
O ano de 1967 viu o início dos trabalhos
do novo projecto de construção
apelidado de “Sistema de Drenagem
Profundo”. Incorporava uma abordagem
nova, que consistia em dois coletores
intercepcionados com um diâmetro de
5 metros e um comprimento total de
18 quilómetros, a uma profundidade
que variava 30 a 50 metros. Os esgotos
interceptados descarregavam na saída
emissora profunda de 50 km com um
diâmetro de 6,5 metros.
Inaugurado em 1975, o sistema foi
considerado por muitos como definitivo.
Mas isso foi um grave erro. A saída
emissora central continua a afundar,
apresentando sérios problemas. A sua
inclinação é cada vez mais precária e,
entretanto, perdeu cerca de 30% da sua
capacidade original de 170 m3/segundo.
Em alguns locais, as bombas têm que ser
usadas para transportar as águas
residuais, porque a inclinação foi
revertida. De ano para ano, ocorrem
graves inundações porque o sistema de
esgoto já não é capaz de lidar com chuvas
maciças para o dobro da população.
A saída emissora central permanece
fechada para reparação e manutenção
durante os meses com menor nível de
água. Isso significa que é necessário uma
saída emissora alternativa para manter
a capacidade operacional durante todo o
ano, já que o actual sistema de drenagem
subterrânea é insuficiente para as
necessidades actuais do Vale do México.
Confrontado com inundações reais,
futuras inundações tiveram de ser
evitadas.
Em meados de 2008 o CONAGUA, o
Conselho Nacional da Água do México, no
âmbito do Ministério do Meio Ambiente,
encomendou a construção do “Túnel
Emissor Oriente”. Com um diâmetro
interno de 7 metros, transportará até
150 m3 de esgoto por segundo a uma
distância de 63 quilometros abaixo da
capital e do Distrito Federal do México,
para o estado federal de Hidalgo.
Projectado para aumentar a capacidade
de drenagem, o túnel deve atender aos
seguintes objetivos: evitar as inundações
no Vale do México; reduzir o risco de falha
do sistema de drenagem; implementar
um procedimento que permita a
inspecção do sistema de drenagem
sem interromper as operações. Cinco
empresas mexicanas estão envolvidas no
Projecto do Túnel Emissor Oriente: ICA,
CARSO, COTRISA, Constructora Estrella
e Lombardo Construcciones. O processo
de construção é essencialmente dividido
em três fases:
AMBIÇÕES
Edição nº 17 — Cidade do México
41
FACHADAS DE VIDRO ESTRUTURAL
DOIS NOVOS MARCOS
PARA A “CIDADE MÁXIMA”
Números principais para o Túnel Emissor
Oriente:
Comprimento
62 km
Diâmetro
7m
Profundidade
30 a 150 m
Inclinação
100 m
Eixos
24
Capacidade
150 m3/sec
Período de retorno
50 anos
Investimento
19,5 bi de dólares
Tempo de construção
4 anos
Ano de conclusão
2014
Quem não fica fascinado por esta cidade? A capital da Inglaterra
e do Reino Unido, Londres é a região a zona urbana e a área
metropolitana mais populosa do Reino Unido. Sobre o rio Tamisa,
desde há dois milénios que Londres tem sido uma grande povoação.
A sua história remonta à fundação dos romanos, que a nomearam
de Londinium. O centro histórico da cidade de Londres, na sua
grande parte, mantém as suas fronteiras medievais de 2,9 km2.
TEXTO: ASTRID SCHNEIDER
FOTOS: EMPORIS
>
AS SOLUÇÕES PARA A PREVENÇÃO E CONTROLO
DAS INUNDAÇÕES TÊM SIDO PROCURADAS
DESDE OS TEMPOS PRÉ-HISPÂNICOS
>
1. Construção dos eixos.
2.Escavação do túnel.
3.Revestimento final.
O betão será projectado até uma
profundidade de cerca de 95 metros ao
longo de uma distância máxima de 1000
m. São necessários aproximadamente
230.000 m3 de betão para o segmento
de que a ACI é responsável.
A solução escolhida para atender as
especificações acima consiste em
dois adjuvantes Plastiment® e Sika®
ViscoFlow®. A aplicação da tecnologia
Sika® ViscoFlow®, na forma de uma
combinação de adjuvantes para betão
Sika® ViscoFlow® e Sika® Plastiment®,
42
AMBIÇÕES
Edição nº 17 — Cidade do México
produziu betão de alta qualidade que
cumpriu todos os requisitos de tempo de
trabalhabilidade.
Além disso, as especificações de
resistências iniciais de compressão foram
mais que satisfatórias pela combinação
do projecto de mistura e adjuvantes Sika.
A Sika México ofereceu soluções para
este projecto, bem como suporte
técnico no local, contribuindo, assim,
com tecnologia de ponta para o esforço
de desenvolvimento do México. O
Conselho Hídrico do México (CONAGUA),
embarcou num grande projecto na forma
do regime do Túnel Emissor Oriente, que
é inigualável em qualquer outra parte do
mundo e absolutamente essencial para
a própria Cidade do México. Além de
ser capaz de coordenar o lençol freático
de forma mais eficaz no futuro para
evitar que a cidade afunde ainda mais,
o colector de 60 km de comprimento projectado para fornecer um sistema de
saneamento mais eficaz e melhorar a
qualidade de vida na megacidade - é de
uma importância vital.
As autoridades e a população estão
convencidas de que o maior projecto de
saneamento do mundo vai reintroduzir
maior qualidade de vida na cidade.
A metrópole dos exageros, Londres
é uma cidade líder global com pontos
fortes em artes, comércio, educação,
entretenimento,
moda,
finanças,
saúde, media, serviços de investigação
e
desenvolvimento,
turismo
e
transportes, que contribuem para a
sua proeminência. É um dos centros
financeiros mais importantes do mundo
e tem o quinto ou sexto maior PIB por
área metropolitana do mundo. Londres é
uma capital cultural mundial e é a cidade
mais visitada do mundo, medido pelo
desembarque internacional. Tem o maior
sistema aeroportuário urbano do mundo,
medido pelo tráfego de passageiros. As
43 universidades de Londres formam a
maior concentração de ensino superior na
Europa. Em 2012, Londres tornou-se na
primeira cidade a sediar 3 vezes os Jogos
Olímpicos modernos de Verão.
A capital do Reino Unido tem uma grande
diversidade de povos e culturas, e mais de
300 idiomas são falados dentro das suas
fronteiras. Londres tinha uma população
oficial de 8,3M em 2012, tornando-se
o município mais populoso da União
Europeia, sendo responsável por 12,5%
da população do Reino Unido. A área
metropolitana de Londres é a maior da
UE, com uma população total de 13,6M,
enquanto a Greater London Authority
estima que a população da região
metropolitana de Londres seja de 21M.
Londres tinha uma população maior que
qualquer cidade do mundo de 1831 a 1925.
A cidade contém quatro locais de
Património Mundial: Torre de Londres;
Kew Gardens; o local que compreende
o Palácio de Westminster, a Abadia de
Westminster e a Igreja de St Margaret; e
o povoado histórico de Greenwich, onde o
Observatório Real está situado, a localização do primeiro meridiano (longitude
0°) e o Greenwich Mean Time (GMT).
Outros marcos famosos são o Palácio
de Buckingham, o London Eye, Piccadilly
Circus, Catedral de St Paul, Tower Bridge,
Trafalgar Square, e The Shard. Londres
serve de lar a inúmeros museus, galerias,
bibliotecas, eventos desportivos e outras
instituições culturais, incluindo o British
Museum, National Gallery, Tate Modern,
British Library e 40 teatros do West End.
O metro de Londres é a mais antiga rede
ferroviária subterrânea do mundo.
Com tudo isto, é uma cidade de tradições,
em que cada novo século acrescenta
uma camada única de carácter à própria
cidade. O resultado é uma cidade em que
castelos, palácios reais e igrejas antigas
seculares estão confortavelmente ao
lado de todas as necessidades de uma
próspera cidade dos tempos modernos.
Para uma cidade tão grande e importante,
Londres tem um crescimento rem altura
relativamente baixo, com edifícios altos
agrupados na centro da cidade de Londres
e em Canary Wharf, e outros espalhados
de forma esporádica na restante área da
cidade.
Não são os arranha-céus que definem o
horizonte de Londres, mas uma mistura
de marcos arquitetónicos que, ao longo
dos séculos, vieram a definir uma cidade
com um passado notável. A principal
delas é a Catedral de St. Paul, o Palácio de
Westminster, a Tower Bridge e a Torre de
Londres, mas estes são acompanhados
por centenas de torres de igrejas e de
monumentos.
O recente interesse na construção de
arranha-céus fez com que a estes marcos
históricos se juntass um novo estilo de
estruturas modernas impressionantes,
incluindo a Câmara Municipal, o London
Eye e 30 St Mary Axe.
AMBIÇÕES
Edição nº 17 — Arranha-céus em Londres
43
É O MAIS ALTO
DO MUNDO DO
SEU GÉNERO
género no mundo. A base apresenta
um átrio com altura de 30 m. Estará
aberto ao público e irá aumentar a praça
adjacente. Serão utilizados elevadores de
vidro externos nessa nova construção,
semelhantes ao edifício Lloyd vizinho
projectado pelo mesmo arquitecto.
Concluído na primavera de 2014, o edifício de 37 andares da 20 Fenchurch Street tem 160 m de
altura, tornando-se o quinto mais alto edifício construido na cidade de Londres.
>
A Londres de hoje é o lar de alguns
dos arranha-céus mais altos e mais
excitantes da Europa, tais como o The
Pinnacle, The Shard, One Blackfriars
Residential Tower e a Salesforce Tower
London. Outras obras arquitetónicas
incríveis ainda estão em curso, e num
futuro próximo dois novos edifícios irão
juntar-se a estas obras.
O primeiro é o 20 Fenchurch Street,
um arranha-céu comercial recémconcluído em Londres. Ele leva o nome
do seu endereço em Fenchurch Street no
distrito financeiro da Cidade de Londres
e foi apelidado de The Walkie-Talkie por
causa do seu formato distinto. Concluído
na primavera de 2014, o edifício de 37
andares tem 160 m de altura, tornando-se no quinto mais alto edifício concluído
na cidade de Londres.
O arquitecto do 20 Fenchurch Street
é Rafael Vinoly, que nasceu em
Montevidéu, Uruguai. Formado na
Argentina, recebeu o diploma de
Arquitectura da Universidade de Buenos
Aires em 1968. Ele estabeleceu-se
definitivamente em Nova Iorque no final
de 1970. “A arquitectura é um diálogo
44
AMBIÇÕES
Edição nº 17 — Arranha-céus em Londres
com as forças da vida” e é parte da sua
filosofia. Qualquer pessoa que fique
sob a torre da 20 Fenchurch Street vai
entender esta frase.
A fachada foi fornecida por Permasteelisa UK e Permasteelisa Italy, e
a cobertura foi construída por Josef
Gartner. O vidro de isolamento foi
fornecido pela Vetrodomus da Itália.
Para as fachadas de vidro estrutural, a
Sika recomendou o Sikasil®. Foi utilizado
vedante de impermeabilização de alto
desempenho para isolamento climático,
pois era necessária uma durabilidade
do vedante sob as condições climáticas
severas do exterior no vidro.
Além disso, o Sikasil® foi usado como um
selante de vidro secundário e o
SikaGlaze® IG-5 PIB como primário de
selante de vidro, ambos em cinza, para
corresponder aos perfis do alumínio.
Os desafios mais complexos surgiram
quando o vidro curvado frio e a fachada
inclinada externa colocaram tensão
permanente no adesivo. Por isso foram
necessários cálculos gerais e do tamanho
da junta. Alguns cantos requerem uma
instalação complicada e a aplicação de
cola em 2 componentes no local. Em
algumas áreas com grande concentração
de carga, a única solução foi o novo
adesivo de alta resistência Sikasil® SG550 para manter a dimensão da junta
tão pequena quanto as especificações
permitiam.
O segundo edifício pode ser encontrado
na 122 Leadenhall Street. Quando
concluído, em 1969, o edifício tinha 54 m
de altura, com 14 andares acima e três
andares abaixo do solo. Foi originalmente
projectado como um edifício par, na
sede do Sindicato Comercial. Os dois
edifícios têm um núcleo de betão de
compressão central e pisos suspensos
que pendem usando cordas “de aço”
visíveis no exterior do edifício. Essas
cordas são suspensas em treliças
fortes na parte superior do edifício.
É um exemplo de uma estrutura de
tensão; na altura, foi considerado um
dos edifícios com fachada de vidro mais
complexos do Reino Unido. O arquitecto
reconheceu a influência de Mies van der
Rohe. Projectado por Richard Rogers e
desenvolvido por British Land and Oxford
Properties, o novo Leadenhall Building
terá 225 m de altura, com 48 andares,
Projectado por Richard Rogers e desenvolvido por British Land and Oxford Properties, o novo
Leadenhall Building terá 225 m de altura, com 48 andares.
quando estiver concluído em 2014.
Com o seu perfil distinto em formato de
cunha, foi apelidado de Cheesegrater,
um nome originalmente atribuido pelo
director chefe de planeamento da City
of London Corporation, Peter Rees, que
ao ver uma maqueta do conceito disse
a Richard Rogers que podia imaginar
a sua mulher utilizando-o, para ralar
parmesão. E esse nome pegou. O
planeamento foi apresentado à City of
London Corporation, em Fevereiro de
2004 e foi aprovado em Maio de 2005.
O projecto de design teve início em 2006.
Numa declaração feita a London Stock
Exchange, no dia 14 de agosto de 2008,
a British Land disse que estava a atrasar
o projecto e que estava previsto para
começar em outubro de 2010. Em 22 de
dezembro de 2010, o desenvolvimento
anunciou que o projecto estava a avançar
com o fecho de contratos para uma
joint venture de 50/50 com a Oxford
Properties.
A nova torre tem uma fachada de vidro
cônica de um lado, que revela o nó de aço,
juntamente com uma armação de escada
para realçar o aspecto vertical do edifício.
Além disso, dá a impressão da fixação da
torre ao chão, o que dá uma sensação
de resistência. Ao contrário de outros
edifícios altos, que normalmente usam
um núcleo de betão para ter estabilidade,
a megaestrutura de aço, projectada pela
Arup, proporciona estabilidade a toda
a estrutura, sendo a mais alta deste
A principal desvantagem deste projecto
original é o espaço relativamente
pequeno da construção de 84.424 m2
para uma construção com a sua altura.
A fachada foi criada por Shenyang
Yuanda e Yuanda Europe e o vidro
de isolamento foi fornecido por dois
produtores chineses, SYP e Norte Glass.
O produto Sikasil® foi utilizado para a
selagem da fachada em vidro estrutural
e selagem climática, a fim de garantir
a durabilidade a longo prazo. O Sikasil®
é ideal como selagem secundária para
o vidro isolante insuflado a ar e gás nas
aplicações de vidros estruturais. As
caixas de controle do elevador foram
coladas utilizando o sistema adesivo de
cura rápida SikaFast®. A geometria de
vidro triangular dos cantos e a enorme
variedade de dimensões de vidro exigiram
um planeamento intensivo e cálculos de
tamanho das juntas.
Da próxima vez que visitar Londres,
passeie pela Fenchurch Street e pela
Leadenhall Street, para dar uma olhadela
aos dois novos edifícios de Londres
e admirar estas incríveis maravilhas
arquitectónicas. Use a sua imaginação!
Provavelmente criará novos apelidos para
os dois edifícios. Mas talvez utilize os que
eles já têm e fale, usando o seu Walkie-Talkie, enquanto usa o ralador para ralar
o seu parmesão favorito.
AMBIÇÕES
Edição nº 17 — Arranha-céus em Londres
45
ENTREVISTA
Professor Kyoji Tanaka.
A IMPORTÂNCIA DA
DURABILIDADE
O Professor Tanaka discute as áreas chave da pesquisa em
materiais de selagens de juntas. Kyoji Tanaka, Professor Emérito
da Tokyo Institute of Technology, ensinou ciência e materiais
durante 40 anos, com ênfase nos materiais e tecnologias para a
selagem. Coordenou um grupo de trabalho no desenvolvimento de
padrões da indústria japonesa para materiais de selagem, e está a
supervisionar este ano a revisão de normas no mesmo âmbito.
TEXTO: CHRISTINE KUKAN
FOTOS: MARC EGGIMANN
>
Porque é que a durabilidade dos selantes e adesivos é muito
importante nos edifícios?
Prof. Tanaka: Existem várias razões. A menos que sejam usados
selantes e adesivos de alta qualidade já não é possível satisfazer
os requisitos técnicos, comerciais e ecológicos cada vez mais
severos que são colocados aos edifícios. Como consequência, o
principal desafio hoje é o de adaptar a sua durabilidade à vida
útil do edifício como um todo. O trabalho secundário de selagem
subsequente é difícil e, particularmente, com arranha-céus,
envolve um investimento significativo de tempo e dinheiro.
Isso por si só torna a durabilidade dos selantes e adesivos um
fator económico importante para os empreiteiros e proprietários
de imóveis. Outra razão é a redução da poluição do ambiente.
Embora os materiais de selagem de juntas sejam produzidos
com relativamente pouca matéria-prima e energia
em comparação com outros materiais de construção (por
exemplo, betão ou vidro), eles fazem uma contribuição
desproporcionalmente elevada para melhorar o equilíbrio
energético global do edifício. Quanto mais duráveis
forem os selantes e adesivos, menor a frequência com
que precisam de ser renovados e menores serão os
consumos de materiais. A durabilidade diminui os custos de
manutenção e ao mesmo tempo reduz a pegada de carbono.
Quais são as principais áreas de pesquisa?
O ponto crítico é sempre a união entre o material selante e
o elemento de construção. A prioridade, por conseguinte,
é desenvolver selantes e primários com boas propriedades
adesivas numa variedade de superfícies. Outra área é
a tecnologia monocomponente. Muitos arquitectos e
46
AMBIÇÕES
Edição nº 17 — Professor Kyoji Tanaka
engenheiros japoneses ainda acreditam que selantes
de dois componentes são superiores aos selantes
monocomponentes no que diz respeito a capacidade de
expansão das juntas e da resistência às intempéries, mas eles
estão gradualmente a repensar essa atitude. Os produtos
monocomponentes podem ser usados imediatamente,
exigem menos conhecimento técnico e são muito mais fáceis
de manusear. Este é um importante critério de qualidade,
não menos importante, porque a indústria da construção
está a contratar cada vez menos especialistas treinados.
O que está a impulsionar este desenvolvimento?
A procura por eficiência energética, as pressões do preço, o
progresso tecnológico no que se refere a materiais de construção
e que diz respeito à abordagem de ciclo de vida. Há algum tempo,
a pegada ambiental dos edifícios tem sido não apenas ecológica,
mas, acima de tudo, uma ferramenta de gestão económica.
Quais são as medidas mais importantes neste contexto?
Melhorar a durabilidade, através da melhoria de adesão a longo
prazo numa variedade de superfícies e procedimentos mais
rápidos para testar as propriedades de longo prazo. Estes são
procedimentos de teste para “envelhecimento acelerado”
que fornecem resultados confiáveis, não depois de anos, mas
dentro de algumas semanas. Isto é particularmente importante,
porque novos materiais de construção e tecnologias inovadoras
de construção estão constantemente a chegar ao mercado e os
selantes e os adesivos precisam de ser tidos em conta.
DURANTE OS TUFÕES, OS SELANTES TAMBÉM
TÊM QUE SER CAPAZES DE RESISTIR A
INFLUÊNCIAS EXTERNAS EXTREMAS, TAIS COMO
VENTOS DE TEMPESTADES E CHUVAS FORTES
Vive no Japão, onde as construções estão regularmente
sujeitas a terramotos e tufões. Qual o papel dos selantes e
adesivos nessas condições extremas?
As juntas entre os componentes de construção estão expostas a
grandes forças. Isto aplica-se especialmente para revestimento
impermeáveis. Consequentemente, os materiais de selagem
devem suportar vários tipos de movimentos durante o maior
tempo possível enquanto sofrem o menor dano possível.
Os terramotos causam movimentos curtos mas intensos. O
calor e o frio, o dia e a noite causam movimentos constante
entre a expansão lenta e a contração. Durante os tufões, os
selantes também têm que ser capazes de resistir a influências
externas extremas, tais como ventos de tempestade e chuva
forte. Óptima adesão, flexibilidade, resistência ao rasgo e ao
clima durante um longo período de tempo são os principais
critérios que os selantes e adesivos devem satisfazer. Mas
há outra coisa: o desenho da junta também tem um papel a
desempenhar.
Os arquitectos preferem as juntas estreitas e discretas, e isto
requer selantes com propriedades mecânicas especiais, com alta
capacidade de absorção de movimentos (+100/-50%).
Ao investigar juntas de selagem após o terramoto Hanshinn
Awaji, em 1995, constatámos que, embora os selantes
adesivos tenham sido parcialmente destruídos, esses ainda se
mantinham fixos sobre partes menores dos edifícios, tais como
painéis de tecto de vidro ou cerâmica, e evitavam que estes
caíssem. Isto revelou uma característica até então escondida
dos selantes e adesivos: eles têm uma função de segurança e
agem como uma espécie de suporte.
Estava a desenvolver padrões da indústria de edifícios altos.
Quanto é que as suas investigações contribuíram para os
novos padrões de selantes e adesivos?
Os resultados das minhas investigações sobre a resistência
climática de materiais à base de polímeros sintéticos têm sido
incorporados em uma série de normas para os métodos de
ensaio da classificação de durabilidade. As minhas investigações
sobre o comportamento em longo prazo dos selantes em juntas
de movimento, também foram a base para a discussão sobre os
métodos de ensaio e foram de uma ajuda na definição do padrão
da indústria japonesa JIS A 5758 para selantes para a construção
e para vidros.
AMBIÇÕES
Edição nº 17 — Professor Kyoji Tanaka
47
EXPANSÃO DA CADEIA DE FORNECIMENTO
Com 11 filiais e, agora, seis unidades de produção, a empresa está bem representada no mercado emergente da Índia
A nova fábrica em Aparecida de Goiânia satisfaz as necessidades dos clientes no centro-oeste brasileiro.
AUMENTO DA PROXIMIDADE AO
CLIENTE NA INDIA E NO BRASIL
A fim de executar grandes projectos de infraestrutura, a Sika Índia ampliou a
sua cadeia de fornecimento e abriu uma nova fábrica em Jhagadia. A Sika Brasil
também abriu uma nova fábrica, em Aparecida de Goiânia, no estado centro-oeste
brasileiro de Goiás.
TEXTO: HARRIET SIHN
FOTOS: SIKA BRASIL, SIKA ÍNDIA
>
A fim de executar projectos de
infraestrutura, a Sika Índia ampliou a sua
cadeia de fornecimento e abriu uma nova
fábrica em Jhagadia. A cidade de Jhagadia
está situada no Estado de Gujarat, a 350
km ao norte da megacidade indiana de
Mumbai.
A Sika continua a reforçar a sua posição
na Índia, com a inauguração da sua sexta
unidade de produção e centro de I&D
em Jhagadia. A nova unidade, localizada
na parte ocidental da Índia, focar-se-á
nos aditivos para betão, argamassas,
pavimentos de epoxi e adesivos para o
48
AMBIÇÕES
Edição nº 17 — Novas fábricas
mercado da construção civil, que esta em
expansão. A nova fábrica também será a
casa de amplas instalações de I&D e um
centro técnico.
A inauguração da fábrica em Jhagadia é
mais um marco na expansão da cadeia
de fornecimento da Sika, nos maiores
mercados em crescimento. Com 11 filiais
e, agora, seis unidades de produção,
a empresa está bem representada no
mercado emergente da Índia.
O CEO da Sika, Jan Jenisch, comenta: “A
Sika está fortemente comprometida
com a implementação dos objetivos
da Estratégia 2018 - um dos quais é a
expansão acelerada da nossa cadeia de
fornecimento em mercados emergentes,
a fim de aproveitar as oportunidades de
negócios ainda não exploradas. Após
a inauguração da fábrica de Surabaya,
na Indonésia, apenas há um mês atrás
e a recente inauguração da fábrica de
Jhagadia, com as suas fortes actividades
de I&D na Índia, a Sika ampliou com
sucesso a sua presença em dois dos
países mais populosos do mundo, que
são o lar de grandes infraestruturas e
projectos de construção“.
A Sika Brasil também abriu uma nova
fábrica, em Aparecida de Goiânia, no
estado centro-oeste brasileiro de Goiás.
Esta é a sétima fábrica da empresa no
país. Goiás é um dos estados que mais
crescem no Brasil, proporcionando uma
excelente plataforma para abastecer os
mercados do centro e norte do país.
A nova fábrica vai de encontro às
necessidades dos clientes no centrooeste brasileiro. Maior proximidade
com o cliente e maior eficiência na
logística ajudam a atender a crescente
procura por produtos nos mercados de
construção, em especial os aditivos para
betão, sistemas de impermeabilização e
argamassas.
O CEO da Sika, Jan Jenisch refere que: “A
nova fábrica em Aparecida de Goiânia é,
além da aquisição da Lwart Química no
início deste ano, mais um passo na nossa
estratégia de expansão no Brasil, iniciada
em 2012. Sika opera agora sete fábricas
no país”.
A cadeia de fornecimento melhorada
trará grandes benefícios aos clientes no
segmento ferroviário e infraestruturas
rodoviárias, ao sector de aeroportos e à
indústria energética.
Projectos de infraestrutura, com um
volume de investimento de mais de 62,5
mil milhões de euros, estão actualmente
em construção, e um volume combinado
de projectos no valor de 76 mil milhões
de euros está na fase de licitação ou
na fase de concessão, a aguardar a
construção. Mais recentemente, a Sika
Brasil forneceu várias soluções para a
construção, reabilitação e manutenção
dos
estádios
e
infraestruturas
relacionadas ao evento do Mundial de
Futebol de 2014.
AMBIÇÕES
Edição nº 17 — Novas fábricas
49
COBERTURAS
FÉRIAS PERFEITAS NA MONTANHA
© M. Tůma / BoysPlayNice
A montanha Hyncice pod Susinou estende-se na extremidade sudeste
de Snieznik, perto da cidade de Staré Mesto, a 270 km da capital, Praga.
Para o oeste ergue-se o Velka Sindelná (Schindelberg, 1.195 m). Tetreví
hora (Montanha Negra, 1.251 m) fica a noroeste de Susina (Koppe,
1.321 m), e ao norte a Stvanice (Caça Negra, 866 m).
TEXTO: ASTRID SCHNEIDER
FOTOS: M. TŮMA / BOYSPLAYNICE
50
AMBIÇÕES
Edição nº 17 — Penzion Kraličák
© M. Tůma / BoysPlayNice
© M. Tůma / BoysPlayNice
© M. Tůma / BoysPlayNice
>
Estar nas montanhas é divertido.
Significa aventura, e ao longo dos séculos
tornou-se numa das melhores maneiras
das famílias e amigos passarem o seu
tempo de lazer. Podemos ser pessoas
activas,
fazendo
montanhismo,
caminhada, escalada, apreciar as
espetaculares vistas naturais e observar
os animais. No inverno as pistas são
todas suas. Podemos descer com os
nossos esquis ou fazermos snowboard e
sentir como se estivessemos a surfar no
mar. Ou podemos desfrutar dos prazeres
mais lentos da vida, lendo um bom
livro, dormindo numa rede, respirar o ar
saudável da montanha ou simplesmente
contemplar o facto de estar no vale, um
pouco mais próximo do Sol.
A recém-renovada pousada de três
andares, Penzion Kralicák, situada na
parte superior da montanha Hyncice
pod Susinou, é um desses lugares onde
a sua alma pode relaxar. Acima do nível
do edifício está um caminho longo com
lugares de estacionamento. Há também
um terraço com restaurante, oferecendo
uma oportunidade para um agradável
descanso ao sol.
A propriedade está localizada no prado,
que é intensamente utilizado durante
todo o ano para as actividades infantis
(escola de esqui e jogos de verão no rio).
Uma das atracções é um reservatório de
água circular. Existem planos para uma
sauna e um jardim infantil. A expressão
arquitectónica é baseada no conceito
existente de edifícios em campo aberto
acima da aldeia. A ideia era criar uma
forma contemporânea de arquitectura
em prados montanhosos abertos, com
uma forma compacta e simples, onde
a parede se funde inalterada até à
cobertura. A intenção arquitectónica para
a pousada, não era adicionar ao carácter
da aldeia, a construção de instalações
recreativas tradicionais. Penzion Kralicák
foi projectada como um objecto natural
sob a floresta.
A forma compacta do edifício deve
trazer à mente uma pedra lisa, de pé
sobre a planície aberta. O edifício não
tem uma fachada principal e toda a sua
estrutura é feita a partir de um material
arquitecturalmente moldado. É um
objecto solitário fora da aldeia, além dos
horizontes da paisagem. A área na parte
traseira da propriedade abre-se para uma
floresta escura. O carácter da paisagem
reflete-se no projecto arquitectónico,
alcançado através da impermeabilização
AMBIÇÕES
Edição nº 17 — Penzion Kraličák
51
>
52
do revestimento da estrutura de madeira.
As janelas de superfícies inclinadas na
fachada estão presas em águas-furtadas
não mais do que uma massa compacta
com distorção. Água e neve correm
livremente pela cobertura inclinada,
sobre as fachadas inclinadas, para uma
vala principal distante da propriedade.
AMBIÇÕES
Edição nº 17 — Penzion Kraličák
A planta do terreno é um polígono
rectangular com frentes convergentes.
A técnica de construção reflete-se na
estrutura de madeira com alvenaria
estrutural longitudinal interna feita de
tijolos cerâmicos. O edifício actual foi
construído depois dos pavimentos préfabricados e das paredes terem sido
montadas. Os tectos são concebidos
como vigas com uma cobertura de betão.
Durante a construção, foi necessária
a impermeabilização superficial da
fachada. A etapa final foi composta
por trabalhos de impermeabilização da
cobertura.
A fachada tem uma caleira de sucção
em torno do perímetro, e toda a altura
do prédio de três andares é ventilada.
A cobertura tem uma conduta de saída
central na cumieira, que envolve todas
as saídas de ventilação. Foi utilizado o
produto SikaRoof® MTC, uma membrana
líquida de impermeabilização aplicada
a frio, sobre o substrato de madeira de
toda a envolvente exterior do edifício.
Também foram aplicados poliuretanos
líquidos de impermeabilização altamente
avançados, e de última geração,
pertencentes à tecnologia Sikalastic®.
As suas características incluem o
design, a impermeabilização perfeita, a
flexibilidade, a resistência do sistema,
a capacidade de fechar fissuras e a
respirabilidade. O layout do interior
do edifício é estruturado num andar
de serviços (o restaurante do rés-dochão com cozinha, casas de banho
para clientes e funcionários, balcão
de atendimento e aluguer de esquis)
e dois andares com quartos para os
hóspedes. Uma escada com iluminação
no topo atravessa o centro do edifício.
A casa tem três quartos duplos e quatro
quartos de quatro camas. Podem ser
acomodados grupos até 28 pessoas.
Situada nas encostas, a pousada é ideal
para actividades de inverno, com aulas de
esqui e snowboard. E os ciclistas podem
desfrutar da ciclovia nas proximidades,
durante o verão. Também são
organizadas noites de churrasco e outras
actividades. Se gostar de férias activas
ou simplesmente gostar de relaxar com
um livro numa rede sob o sol, a casa
de hóspedes parece um destino muito
atraente.
© M. Tůma / BoysPlayNice
DURANTE A CONSTRUÇÃO,
FOI NECESSÁRIO
IMPERMEABILIZAR A FACHADA
RESPONSABILIDADE SOCIAL
UM LAR PARA ORFÃOS E PESSOAS
COM DEFICIÊNCIAS, NA ÍNDIA
A Índia tem assistido recentemente a um crescimento económico impressionante.
No entanto, a pobreza e a injustiça, ligadas ao género ou classe, são realidades
cruéis para milhões de mulheres e crianças.
A estrutura da Constituição Indiana fornece os meios necessários para a
protecção, para o desenvolvimento e para o bem-estar das crianças.
TEXTO: KLAUS STRIXNER, ASTRID SCHNEIDER
FOTOS: BRIGITTE BORN
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Embora, as crianças sejam um
grupo particularmente vulnerável.
Designadamente,
quase
metade
das crianças deste país sofrem de
subnutrição. Um grande número de
crianças não têm o direito a um padrão
de vida adequado, com o acesso a
água potável, condições de habitação
AMBIÇÕES
Edção nº 17 — Samrakshana
aceitáveis e saneamento.
O acesso à escola e a cuidados de saúde é
limitado. Apesar de um projecto lançado
há quatro anos para oferecer educação
universal, cerca de 60 milhões de crianças
não frequentam a escola primária.
Cerca de 18 milhões de crianças vivem e
trabalham nas ruas urbanas da Índia.
O país tem mais crianças de rua do que
em qualquer outro lugar do mundo.
O problema do trabalho infantil está
identificado. Mais de 12 milhões de
crianças indianas trabalham, muitas
delas em trabalhos perigosos. A Índia é
também considerada uma fonte, destino
e um país de trânsito para as crianças que
são traficadas para trabalhos forçados e
exploração sexual comercial. Há cerca de
500 mil crianças prostituídas no país, e a
preocupação é urgente pois os programas
para a recuperação física e psicológica, e a
reintegração social de crianças vítimas de
abuso e exploração sexual permanecem
insuficientes e inadequados.
Apenas 1% das crianças com deficiência
tem acesso à escola e um terço da
maioria das deficiências são evitáveis.
Ajudaria muito fornecer uma boa
nutrição na fase pré e pós-natal,
bem como nutrição adequada para as
crianças e mães. A subnutrição é pois
um problema grave destas crianças. Na
Índia, 80% das crianças com deficiência
não vai sobreviver até os 40 anos de
idade Além disso, os órfãos e crianças
portadoras de deficiência mental e física
estão particularmente em risco de abuso
e violência. Muitos deles vivem nas ruas.
A fim de prestar assistência a crianças
com deficiência física e mental na
Índia, a Sika apoia a “Samrakshana”
(abrigo, dar abrigo, proteger), a casa
para órfãos e pessoas com deficiência
no estado de Telanga, distrito de
Medak, na parte sul do oeste da Índia. A
Samrakshana foi fundada em 2013 por
Joseph Vattaparambil e Brigitte Born.
Durante nove anos (2006-2014) Joseph
e Brigitte estabeleceram o lar para
crianças deficientes em Karunalaya e a
Escola Akshalashala. Em Abril de 2014,
a responsabilidade pela casa e a escola
foi assumida pela congregação Bethany.
Durante este tempo, Brigitte e Joseph
começaram a construir a “Samrakshana”.
A casa já foi construída e 30 crianças
encontraram um novo lar. Os projectos
serão apoiados pela Sika pela cidadã
suíça, Brigitte Born, que faz a gestão
dos seus projectos em Karunalaya desde
2007 e passa cada três meses no local, a
trabalhar lá.
A Sika apoia os seguintes projectos:
- construção de um reservatório de água;
- o fornecimento de água é garantido por
um depósito e uma tubagem de água
com duas bombas.
Além disso, a Sika apoia a construção
da casa para órfãos na comunidade
de Dondhi, Telanga. As crianças de
rua, infelizmente, pertencem à vida
quotidiana na Índia. A Samrakshana foi
fundada para dar aos órfãos uma casa.
Aqui, as crianças obtêm simpatia, amor
e carinho. Elas obtêm uma alimentação
saudável, cuidados médicos, e se
necessário, recebem educação adequada
e obtêm uma formação profissional.
AMBIÇÕES
Edção nº 17 — Samrakshana
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