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MINISTÉRIO PÃO DA VIDA
CNPJ: 00.035.096/0001-23
Rua Dias Velho, 242 - Freguesia do Ó - São Paulo - SP - Brasil
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BÍBLIA PASSO A PASSO – NOVO TESTAMENTO
6. O MUNDO RELIGIOSO DO NOVO TESTAMENTO
1. Religiões Pagãs
No mundo antigo, as pessoas expressavam a natureza religiosa
que lhes era inerente por meio de diversas religiões. Na antiga Roma, cada
família adorava os deuses de sua própria fazenda e seu lar. Estes deuses eram
a personificação de forças encontradas na vida cotidiana. Quando Roma
cresceu e conquistou a Grécia, algumas de suas deidades foram mescladas ao
panteão grego. Zeus e Hera, sua esposa, eram os deuses principais.
Culto ao Imperador: A Roma do primeiro século praticava o culto
ao imperador. Na morte de Augusto, o senado romano concedeu-lhe divindade.
Calígula, Nero e Domiciano reivindicaram a deidade ainda em vida. O culto ao
imperador sustentava que a religião era dever do estado, e a recusa por parte
dos cristãos a esta prática levou-os a perseguições terríveis.
Religiões de Mistério: As conhecidas religiões de mistério de
origem oriental proporcionavam contato da pessoa com outras entidades e
deidades e a promessa de imortalidade pessoal com experiências emocionais.
Muitas pessoas seguiam as religiões de mistério e seguiam as práticas
supersticiosas do ocultismo. Fórmulas e rituais invocavam a proteção ou o
favor de espíritos e demônios. Os horóscopos, a astrologia e a tentativa de
prever o futuro já eram frequentemente usadas no mundo do Novo
Testamento.
Gnósticos: As pessoas instruídas satisfaziam seus anseios
religiosos na procura de várias filosofias, as quais eram levadas tão a sério que
tomavam forma de religião. Os gonósticos prometiam salvação por meio do
conhecimento secreto. Eles criam que o Deus supremo não tinha relação
alguma com coisas tangíveis. Eles produziram uma série de criações, cada
uma mais mundana e menos espiritual. Os gonósticos rejeitavam o mundo,
considerando-o como malígno. Alguns tornaram-se ascéticos (estrita
autonegação). Outros promoviam comportamentos imorais, uma vez que
entendiam que as atividades do corpo não afetavam a alma.
Epicureus: Os epicureus (nome originado de Epicurus, do século 4
a.C.) ensinavam que o prazer era o bem mais elevado. Buscavam moderação,
tranquilidade e paz mental. Alguns seguidores posteriormente se tornaram
complacentes hedonistas, buscando o excesso do prazer a qualquer custo.
Calígula foi desensor da filosofia dos epicureus. Paulo se referiu a esta filosofia
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quando diz: “Se os mortos não serão ressuscitados, comamos e bebamos,
porque amanhã morreremos” (1Co 15.32).
Estóicos: Os estóicos enfatizavam a virtude em vez do prazer.
Enfatizavam a responsabilidade em face à adversidade e a aceitação da
obrigação de melhorar o destino de cada pessoa. A filosofia Estóica se divide
em dois ramos: A dos cínicos, que rejeitava todos os padrões e convenções e
tentavam viver na simplicidade. E os céticos abriram mão da esperança de
encontrar qualquer verdade absoluta. A filosofia estóica foi fundada por Zenão
de Cítio, que floresceu na Grécia e foi levada para Roma em 155 a.C.
Resumo do mundo pagão do Novo Testamento
1. Deuses familiares: Culto a deuses familiares que personificavam forças
naturais como, deus da fazenda, deus do lar, deus da ovelha, etc. Os
devotos desses deuses adoravam os deuses de sua própria fazenda ou
de seu lar.
2. Deuses gregos: Zeus e Hera. ZeusZeus- (em grego: Ζεύς, transl. Zeús), na
mitologia grega, é o rei dos deuses, soberano do Monte Olimpo e deus do
céu e do trovão. Seus símbolos são o relâmpago, a águia, o touro e o
carvalho. Além de sua herança, obviamente indo-europeia, o clássico
"amontoador de nuvens", como era conhecido, também tem certos traços
iconográficos derivados de culturas do antigo Oriente Médio, como o
cetro. Zeus frequentemente era mostrado pelos artistas gregos em uma
de duas poses: ereto, inclinando-se para a frente, com um raio em sua
mão direita, erguida, ou sentado, em pose majestosa. Hera - Na mitologia
grega Hera (do grego Ήρα, transl. Hēra) é a deusa do casamento,
equivalente a Juno, na Mitologia romana, irmã e esposa de Zeus, Rei dos
deuses, e rege a fidelidade conjugal. Retratada como majestosa e solene,
muitas vezes coroada com os polos (uma coroa alta cilíndrica usada por
várias deusas). Hera pode ostentar na sua mão uma romã, símbolo da
fertilidade.
3. Culto ao imperador: Apoio do Estado como dever religioso, levar o povo
a uma maior submissão ao imperador.
4. Religiões de mistério: Proporcionar ao povo uma ligação com outra
deidade, entidade ou espíritos.
5. Ocultismo: Religião ligada à astrologia, horóscopo e previsão do futuro.
6. Gnosticismo: Salvação pelo conhecimento, doutrina de que nada que é
praticado pelo corpo influirá na alma.
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7. Epicureus: Viver uma vida hedonista, o prazer como o bem mais elevado
da vida.
8. Estóicos: Aceitação do destino pessoal. Buscar sempre melhorar o
destino.
9. Cínicos: Viver uma vida buscando a simplicidade, é um ramo da filosofia
Estóica.
10.
Céticos: Inexistência da verdade absoluta, não existe verdade
absoluta nem na religião e nem na filosofia.
2. O mundo judaico
O judaismo do primeiro século tinha diversas características
singulares. Embora tenha-se originado dos judeus, estendeu-se a muitos
prosélitos (aqueles que se convertiam à religião judaica). Enfatizavam o
monoteismo. Os seguidores sequer admitiam a existência de outros deuses. O
judaísmo dava ênfase aà ética que era inerente à sua adoração religiosa.
Baseava sua crença nas Escrituras Sagradas, e a reconheciam como
revelação de Deus.
Teologia do Judaísmo – Idolatria denunciada: A crença judaica
era de um só Deus e fez com que eles denunciassem a idolatria. Os judeus
baseavam suas crenças nos atos concretos de Deus na história e não na
mitologia ou na especulação. O Antigo Testamento enfatizava o destino da
nação como um todo. O cativeiro posterior da nação gerou interesse na
responsabilidade individual. Os primeiros livros do Antigo Testamento não
davam ênfase significativa à ressurreição individual. Entretanto, alguns dos
profetas posteriormente indicavam uma crença mais fortemente declarada na
doutrina da fé individual, do viver individual e da ressurreição individual.
A Vinda do Messias: Os judeus antecipavam a vinda do Libertador
de Deus ou Messias. Criam que o Messias os libertaria da opressão política e
destruiria todos os seus inimigos. Os judeus não estavam preparados para
aceitar um Messias que sofresse pelos seres humanos, e que redimisse os
pecadores através de sua morte na cruz do Calvário. Isso gerou um confronto
da sociedade com os apóstolos, que proclamavam que Jesus era o Messias de
Deus enviado para sofrer pelos pecados.
Islamismo: Essa teologia de destruição dos inimigos foi acatada
totalmente por Maomé, fundandor do Islamismo, cuja crença é ganhar pontos
na sua salvação pela destruição daqueles que supõe ser inimigos. Maomé
Muḥammad ou Moḥammed; Meca, c. 570 — Medina, 8 de Junho de 632, foi um
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líder religioso e político árabe. Segundo a religião islâmica, Maomé é o mais
recente e último profeta do Deus de Abraão. Para os muçulmanos, Maomé foi
precedido em seu papel de profeta que substituiu Jesus, Moisés, Davi, Jacob,
Isaac, Ismael e Abraão. Como figura política, ele unificou várias tribos árabes, o
que permitiu as conquistas árabes daquilo que viria a ser um império islâmico
que se estendeu da Pérsia até à Península Ibérica. Foi um ramo da teologia
árabe, que acreditava na aniquilação dos inimigos, e imposição da religião.
Resumo:
1. Os judeus enfatizavam o monoteismo e denunciavam a idolatria.
2. As crenças judaicas eram baseadas nos atos de Deus e na história e não
na mitologia ou na especulação.
3. Os judeus esperavam a vinda de um Messias que fosse um libertador
militar.
4. Essa idéia levou a 600 anos depois de Cristo, o surgimento do Profeta
Maomé, que substituia todos os profetas inclusive a Jesus Cristo, e
implantaria a religião “chamada” pura com aniquilação de todas as outras
crenças.
O Templo: Principal Centro de Culto e Adoração- O templo
judaico era o principal centro de culto e adoração em Jerusalém. Jesus e os
apóstolos ensinavam dentro de seus pátios. Até cerca de 50 d.C., alguns
judeus cristãos ainda faziam votos judaicos nos limites do templo (At 21.23-26).
O desenvolvimento do cristianismo entre os gentios finalmente desfez a ligação
do templo com o cristianismo.
A Sinagoga: A destruição do templo de Jerusalém em 586 a.C.,
gerou o surgimento da sinagoga. Os judeus, levados da Terra Prometida pelos
assírios e babiônicos, encontravam sinagoga nas principais cidades do Império
Romano. As sinagogas para judeus nascidos em terras estrangeiras também
se encontravam em Jerusalém (At 6.9). Embora o culto da sinagoga tenha
influenciado o culto cristão, a rejeição obstinada dos judeus a Cristo gerou,
mais tarde, a ruptura completa entre os cristão e a sinagoga.
Propósitos da Sinagoga: As sinagogas surgiram entre os judeus
porque no cativeiro assírio e babilonico foram destruidos o templo de
Jerusalém. Além de que as sinagogas poderiam surgir onde estavam os
judeus, e não os obrigava ir a Jerulasém. A sinagoga tinha três propósitos: 1.
Estudar e ensinar a Lei; 2. Instruir as crianças sobre a tradição oral; 3.
Confraternização semanal.
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Sinédrio - Suprema Corte Judaica: Os conquistadores romanos
permitiram que os judeus continuassem legislando com muitos de seus
próprios assuntos legais. As cidades da Palestina tinham numerosas cortes
locais que tratavam das questões locais. Jerusalém tinha o grande sinédrio, a
suprema corte judaica, que se encontrava diariamente na área do Templo, com
excessão do sábado e de outros dias considerados santificados.
O Sumo Sacerdote: O sumo sacerdote presidia os setenta outros
membros da corte composta de fariseus e saduceus (Jo 11.47-53). No Novo
Testamento, o sinédrio era chamado de “conselho”, e os membros do sinédrio
eram “autoridades, os anciãos e os escribas” (At 4.5). No primeiro século, o
sinédrio não tinha poder de castigo capital e precisavam apelar para os
romanos, como aconteceu no caso da execução de Jesus depois de O
considerarem digno de morte (Jo 18.28-32).
Calendário Sagrado Judaico: O ano religioso judeu tinha sete
festividades ou festas fixas para adoração anual. As primeiras cinco apareciam
na lei mosaica. As últimas duas originaram-se no exílio. Além de outras festas
fora do calendário.
1. Páscoa e a festa do Pão Ázimo (duas comemorações e uma só festa- Jo
13.1).
2. Festa de Pentecostes, ou das primícias (At 2.1)
3. Ano Novo (Rosh Hashaná)
4. Dia da Expiação (Yon Kippur – At 27.9)
5. Festa dos Tabernáculos (Jo 7.2)
6. Festa da Dedicação (Hanuká – Jo 10.22)
7. Festa do Purim (também chamada Festa das Luzes – Et 9.26-27)
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