plâncton - Brasil Rounds

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ÁREA TEMÁTICA: PLÂNCTON
Nelson T. Yoneda
Centro de Estudos do Mar, Universidade Federal do Paraná
1999
SUMÁRIO
1. Introdução
1.1 O plâncton e sua importância no ambiente marinho
1.2 Fitoplâncton
1.3 Zooplâncton
1.4 Ictioplâncton
1.5 Protozooplâncton
1.6 Bacterioplâncton
1.7 Plâncton e hidrografia
1.8 Divisão geográfica da região costeira
e da plataforma continental
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2. Diagnósticos
2.1 Esforço de coleta
2.1.1 Histórico
2.1.2 Esforço de coleta e síntese dos conhecimentos
sobre o plâncton da Área NORTE
2.1.3 Esforço de coleta e síntese dos conhecimentos
sobre o plâncton da Área NORDESTE
2.1.4 Esforço de coleta e síntese dos conhecimentos
sobre o plâncton da Área CENTRAL
2.1.5 Esforço de coleta e síntese dos conhecimentos
sobre o plâncton da Área SUL
2.2 Caracterização, quantificação e avaliação crítica
da informação disponível
2.3 Riqueza e distribuição das espécies planctônicas
2.4 Avaliação do conhecimento e utilização
da biodiversidade planctônica
2.5 Tendências sócio-econômicas, políticas públicas
e pressões antrópicas
2.6 Educação ambiental e conscientização pública
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3. Bibliografia
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1. INTRODUÇÃO
1.1 O plâncton e sua importância no ambiente marinho
O plâncton (do grego ‘plágchton’, errante) é constituído por aqueles
organismos incapazes de manter sua distribuição independentemente da
movimentação das massas de água. É composto basicamente por microalgas
(fitoplâncton), animais (zooplâncton), protistas (protozooplâncton) e organismos
procariontes autótrofos e heterótrofos (bacterioplâncton). Os organismos
planctônicos são geralmente pequenos; muitos, microscópicos. Mas há exceções,
como alguns cefalópodes, eufausiáceos e taliáceos, que podem atingir vários
centímetros de comprimento (Omori & Ikeda, 1984). De um modo geral, quer seja
devido ao pequeno tamanho, quer seja pela relativa baixa capacidade de natação,
os organismos do plâncton ficam à deriva, à mercê da movimentação das águas
como as correntes marinhas. Muitos organismos do zooplâncton, porém, realizam
migrações verticais diárias, apresentando, assim, algum controle de sua
ocorrência vertical mas são incapazes de controlar sua distribuição horizontal,
que é determinada pela dinâmica da movimentação das massas de água.
Os animais, tais como os peixes, com capacidade de natação para manter
sua posição e mover-se contra a corrente são denominados de “necton”. Mas
nem sempre a separação entre plâncton e necton é tão evidente. Por exemplo, as
larvas e juvenis da maior parte dos peixes ósseos são parte importante do
plâncton. Por outro lado, alguns zooplanctontes grandes, como certos
eufausiáceos que se agregam em grandes cardumes, poderiam ser considerados
como “micronecton” (Parsons et al., 1984).
Em seu conjunto, o plâncton é de vital importância para os ecossistemas
marinhos, pois representa a base da teia alimentar pelágica nos oceanos e
mudanças em sua composição e estrutura podem ocasionar profundas
modificações em todos os níveis tróficos. A comunidade planctônica apresenta
um caráter muito dinâmico, com elevadas taxas de reprodução e perda,
respondendo rapidamente às alterações físicas e químicas do meio aquático e
estabelecendo complexas relações intra e interespecíficas na competição e
utilização do espaço e dos recursos (Valiela, 1995). Variações no regime
meteorológico, características geomorfológicas regionais e os impactos
antropogênicos nas áreas costeiras, estabelecem, em conjunto, o regime
hidrográfico particular de cada região e, conseqüentemente, as características
taxonômicas e a dinâmica espaço-temporal de suas comunidades planctônicas
(Brandini et al., 1997).
Grande parte dos organismos bentônicos e dos peixes teleósteos,
incluindo a maioria dos recursos importantes economicamente, possuem ovos e
larvas planctônicos. O potencial de explotação desses recursos depende, em
última análise, diretamente do que ocorre durante a fase planctônica, pois nela se
desenvolvem as etapas mais frágeis e críticas de seus ciclos de vida (Hempel,
1979; Kendall et al., 1984).
1.2 Fitoplâncton
O fitoplâncton é o principal produtor primário dos oceanos, fixando pela
atividade fotossintética na zona eufótica, a matéria orgânica inicial que permitirá o
funcionamento da quase totalidade das teias alimentares marinhas. É constituído
de microalgas unicelulares (raras são filamentosas) pertencentes a mais de uma
dezena de classes, dentre as quais quatro predominam quantitativamente:
Diatomophyceae
(diatomáceas),
Dinophyceae
(dinoflagelados),
Prymnesiophyceae (cocolitoforídeos) e Cryptophyceae (criptomônadas). As
diatomáceas e os dinoflagelados são encontrados tanto em regiões costeiras
quanto oceânicas, ao passo que os cocolitoforídeos são mais comuns em águas
oceânicas e as criptomônadas em regiões costeiras (Parsons et al., 1984). Ao
longo da plataforma continental brasileira também são freqüentes, além dos
quatro grupos
já mencionados, algas das classes Prasinophyceae
(prasinomônadas) e Chlorophyceae (algas verdes) (Brandini et al., 1997). Apesar
de clorofiladas e de realizaram a fotossíntese, as cianobactérias (algas
cianofíceas) serão consideradas como bacterioplâncton no presente
levantamento.
Em algumas situações especiais quando as condições de luz, nutrientes e
reduzida dispersão favorecem o crescimento algal, ocorrem verdadeiras
explosões populacionais de algumas espécies oportunistas, formando os “blooms”
de fitoplâncton. Nesses eventos, a concentração de algas chega a atingir dezenas
e centenas de milhões de células por litro de água e, dependendo da espécie,
podem formar grandes manchas visíveis a olho nu, muitas vezes com coloração
avermelhada e daí a denominação dessas formações de “maré vermelha”. Essas
ocorrências são comuns e sazonais nas regiões temperadas, constituindo-se em
elos importantes na cadeia de produção biológica. Entretanto, quando as
espécies oportunistas são produtoras de toxinas, esses florescimentos podem ser
catastróficos para o ecossistema e representar sérios riscos para a saúde
humana. Uma dessas toxinas, a saxitoxina, produzida pelos dinoflagelados dos
gêneros Alexandrium, Pyrodinium e Gymnodinium, apresenta ação neurotóxica no
homem, podendo ser 50 vezes mais letal que a estriquinina e 10.000 vezes mais
mortal que os cianetos (Anderson, 1994).
Nos estudos de fitoplâncton é bastante utilizada uma classificação que é de
grande utilidade prática, baseada numa escala de tamanhos. Assim, são
considerados como picoplâncton os organismos com tamanho entre 0,2 a 2,0 µm;
nanoplâncton, entre 2,0 e 20 µm e microplâncton, entre 20 e 200 µm (Sieburth et
al., 1978 apud Parsons et al., 1984). A dominância numérica do nanoplâncton é
uma característica associada a áreas oligotróficas (Riley, 1957; Brandini, 1988),
ao passo que células maiores do microplâncton prevalecem em águas mais ricas
em nutrientes.
A estrutura da comunidade fitoplanctônica pode estar relacionada com a
profundidade da camada de mistura. Na região antártica, por exemplo, águas
muito estratificadas favorecem o crescimento das diatomáceas, ao passo que em
águas mais profundamente misturadas há dominância de Phaeocystis antarctica
(Arrigo et al., 1999), do grupo dos cocolitoforídeos. Considerando que as
diatomáceas são menos eficientes que P. antarctica na transferência de dióxido
de carbono (CO2) atmosférico para os oceanos e caso se confirme a tendência a
uma maior estratificação oceânica devido ao aumento da temperatura global, a
capacidade da comunidade fitoplanctônica de absorver o excedente de gás
carbônico atmosférico estaria dramaticamente reduzida (Arrigo et al., 1999).
1.3 Zooplâncton
O zooplâncton abrange a porção animal (metazoários) do plâncton. Os
mais numerosos são os crustáceos e dentre estes, principalmente, os copépodes
(Parsons et al., 1984). No entanto, praticamente todos os filos de invertebrados
marinhos estão representados no zooplâncton, ao menos durante alguma etapa
do ciclo de vida (Nibakken, 1993). O zooplâncton pode ser dividido em dois
grupos básicos: o holoplâncton, que inclui aqueles que passam todo o ciclo de
vida no plâncton; e o meroplâncton, que engloba os ovos, larvas e juvenis
daqueles organismos cujos adultos fazem parte ou de comunidades bênticas ou
nectônicas. Os principais representantes do holoplâncton são, além dos
copépodes, outros crustáceos como eufausiáceos, cladóceros, misidáceos e
ostrácodes; os urocordados filtradores como as apendiculárias e salpas; e
predadores como as hidromedusas e os quetognatos (Levinton, 1982; Nibakken,
1993). Dentre os representantes do meroplâncton, os principais são as larvas de
moluscos, crustáceos, poliquetas e equinodermas. O percentual de espécies de
invertebrados do bentos que possuem larvas planctônicas aumenta nas regiões
tropicais (Levinton, 1982). Nessas regiões, estima-se que até cerca de 70% dos
invertebrados bentônicos produzam larvas livre-natantes (Thorson, 1950 apud
Levinton, 1982). Um componente do meroplâncton de grande importância
ecológica e econômica é o representado pelos ovos e larvas de peixes, o
ictioplâncton.
Os copépodes constituem-se num elo fundamental na teia alimentar
pelágica. É o maior grupo da fauna planctônica, sendo o principal elo na
passagem da produção fitoplanctônica para os demais níveis tróficos. Possuem
tamanhos que variam de menos de um a vários milímetros de comprimento.
Apresentam variada gama de hábitos alimentares, em que além das espécies
herbívoras, ocorrem também as onívoras e as carnívoras. Estas últimas são
capazes de predar, inclusive, larvas de peixes. Por outro lado, os copépodes
formam um dos principais alimentos de peixes planctófagos e os estágios larvais
dos copépodes (náuplios e copepoditos) representam uma fonte de alimentos
fundamental para as larvas e juvenis do ictioplâncton (Cushing, 1977).
1.4 Ictioplâncton
O ictioplâncton é a parte do zooplâncton que inclui os ovos e larvas de
peixes. Tal separação se justifica pela presença expressiva desses estágios nas
amostras de plâncton, uma vez que a grande maioria dos teleósteos marinhos
está presente no plâncton durante as fases iniciais do ciclo de vida (Nikolsky,
1963; Ahlstrom & Moser, 1981).
Em nenhum outro momento e ambiente que não durante a fase
planctônica, é possível encontrar juntas, tantas espécies de peixes cujos adultos
têm os mais diferentes tamanhos, hábitos alimentares e habitats. Além dessa
grande relevância ecológica, o estudo do ictioplâncton é também de fundamental
importância econômica no contexto da atividade pesqueira. Os levantamentos
quali-quantitativos do ictioplâncton são fundamentais para se entender o papel
dos ovos e larvas na teia alimentar pelágica; para indicar locais e épocas de
desova; para a elucidação do recrutamento de indivíduos jovens à população dos
adultos; para as estimativas do potencial pesqueiro de uma dada região e para a
otimização dos níveis de explotação de espécies comercialmente importantes
(Hempel, 1974; Larkin, 1978; Alderdice, 1985).
As principais causas de mortalidade do ictioplâncton são a inanição e a
predação (Hunter, 1976; Houde & Taniguchi, 1979), ou seja, para sobreviver, a
larva precisa encontrar o alimento certo, na hora certa e na quantidade adequada
e não estar na hora errada, frente a um potencial predador. No balanço entre
esses eventos reside o elo mais frágil de todo o ciclo de vida das populações de
teleósteos marinhos. Para a atividade pesqueira, é de grande importância ter
estimativas das relações entre o tamanho de uma população desovante com a
futura população de juvenis que recrutam ao estoque a ser pescado. Uma
determinação mais precisa desta relação depende fundamentalmente de um
conhecimento da mortalidade e crescimento durante os estágios larvais, pois o
que ocorre durante essas fases é determinante do recrutamento (Hunter, 1976) e
este, por sua vez, determina o potencial e os limites da explotação pesqueira
(Hunter, 1976; Laurence, 1981).
1.5 Protozooplâncton
O protozooplâncton é constituído pelos heterótrofos unicelulares,
apresentando uma composição taxonômica muito diversificada. É formado por
ciliados aloricados e loricados (tintiníneos), foraminíferos, radiolários e também
vários gêneros de dinoflagelados heterótrofos e nanoflagelados bacteriófagos.
Segundo Sorokin (1981 apud Cordeiro, 1995), os tintiníneos aloricados são os
organismos mais comuns do protozooplâncton, mas a maioria é perdida durante
os processos clássicos de fixação das amostras. De um modo geral, apresentam
tamanhos entre 5 e 200 µm, exibindo uma grande variedade de relações tróficas,
desde a predação e fagotrofia até a digestão externa de suas presas ou de seus
próprios predadores (Turner & Roff, 1993). Alguns flagelados heterótrofos são
capazes, inclusive, de assimilarem diretamente polissacarídeos dissolvidos na
água (Sherr, 1988). Esses protistas, tradicionalmente incluídos no zooplâncton,
são agora considerados separadamente depois do reconhecimento de seu grande
papel na teia alimentar microbiana associada à “alça microbiana” (Sherr et al.,
1986; Sherr & Sherr, 1988).
Na alça regenerativa ou microbiana, o papel do protozooplâncton se
restringe à predação sobre as bactérias (Pomeroy, 1974; Azam et al., 1983), mas
na verdade, as relações tróficas envolvendo os protistas são muito mais
abrangentes e complexas, daí o estabelecimento do conceito mais geral de teia
trófica microbiana (Sherr & Sherr, 1988; Turner & Roff, 1993). Apesar do
reconhecimento da importância do protozooplâncton no balanço final das
transferências tróficas para o zooplâncton, existem ainda muito poucos dados
quantitativos e de um modo geral, são ainda precários os conhecimentos sobre o
protozooplâncton (Berman & Stone, 1994).
1.6 Bacterioplâncton
No caso do ambiente marinho, o termo microorganismo tem uma
abrangência taxonômica mais ampla que o usual e inclui desde vírus até micrometazoários, passando pelas bactérias heterotróficas, cianobactérias, protistas,
microalgas e fungos (Stanier et al., 1971). No presente trabalho, serão
relacionadas como bacterioplâncton as cianobactérias que, apesar de
clorofiladas, são bactérias e também espécies de fungos e leveduras.
A visão tradicional sobre a importância das bactérias nos ecossistemas
marinhos enfatiza a decomposição da matéria orgânica e a remineralização dos
nutrientes nos processos biogeoquímicos. As bactérias utilizam cerca da metade
da matéria orgânica produzida pelo fitoplâncton (Bidle & Azam, 1999) e estudos
recentes mostram que as bactérias podem acelerar dramaticamente a dissolução
das carapaças de sílica das diatomáceas, tendo assim papel crucial no controle
da produtividade do fitoplâncton e da reciclagem e utilização de sílica e carbono
nos oceanos (Bidle & Azam, 1999). Além da fundamental importância nos ciclos
biogeoquímicos, as bactérias podem ter também participação expressiva na
assimilação de matéria orgânica dissolvida e na transferência de carbono
orgânico particulado para os níveis tróficos superiores, através da alça microbiana
(Pomeroy, 1974; Azam et al., 1983; Sherr & Sherr, 1988).
Espécies de alguns gêneros de cianobactérias, tais como Trichodesmium e
Microcoleus são capazes de fixar o nitrogênio molecular (Bold & Wyne, 1978;
Rippka et al., 1979) dissolvido na água do mar. Esta fonte de nitrogênio pode ser
de grande importância em certos ambientes oligotróficos (Brandini et al., 1997).
Estudos recentes mostram também que as bactérias têm importante papel
na formação de agregados de detritos orgânicos e inorgânicos, a “neve marinha”
(Berman & Stone, 1994; Rath et al., 1998), uma importante fonte de matéria
orgânica para a própria comunidade planctônica (Shanks & Walters, 1997; Dilling
et al., 1998) e também para os ecossistemas do bentos, sendo fundamental para
algumas comunidades, como as de regiões abissais (Honjo, 1997).
Afora as cianobactérias, os principais gêneros de bactérias presentes nos
mares são: Micrococcus, Sarcina, Vibrio, Bacillus, Bacterium, Pseudomonas,
Corynebacterium, Spirillum, Mycoplana, Norcardia e Streptomyces (Wood, 1965
apud Parsons et al., 1984).
1.7 Plâncton e hidrografia
A composição específica, a estrutura da comunidade, a dinâmica, a
produção e a biomassa do plâncton dependem diretamente das características
hidrográficas das massas de água e de suas variações regionais e sazonais.
De um modo geral, nos mares de regiões tropicais, podem ser identificadas
três grandes camadas de água superpostas: uma camada superior da zona
eufótica, onde a luz é abundante, mas os nutrientes são limitantes devido ao
consumo pelo fitoplâncton e a baixa taxa de reposição; uma camada
intermediária, ou a camada inferior da zona eufótica, na qual a luz passa a ser
limitante pela profundidade, mas onde há maior disponibilidade de nutrientes pela
remineralização e por difusão molecular a partir de águas profundas; e uma
camada afótica, com grande disponibilidade de nutrientes, mas sem luz para o
processo fotossintético.
Nos mares tropicais, essas três camadas encontram-se normalmente
estratificadas devido a grande estabilidade térmica e a formação de uma barreira
hidrodinâmica, a termoclina, que dificulta a ocorrência de processos significativos
de mistura e, conseqüentemente, de enriquecimento das águas da zona eufótica.
Somente em situações especiais dependentes dos regimes de ventos, da linha de
costa e da topografia do fundo podem ocorrer o fenômeno da ressurgência, que é
a ascensão de águas profundas para a camada superficial, trazendo os nutrientes
necessários para o crescimento do fitoplâncton na zona eufótica, e possibilitando,
conseqüentemente, também o aumento na produção dos demais níveis tróficos.
Em regiões oceânicas afastadas da costa, além da quebra da plataforma
continental, as ocorrências de fertilizações das camadas superficiais só ocorrem
nas divergências equatoriais ou em ressurgências de borda da plataforma
continental (Brandini, 1990; Brandini et al., 1989; Matsuura, 1990), provavelmente
associados a vórtices frontais resultante do deslocamento de filamentos
(“streamer”) de grandes correntes, como a Corrente do Golfo (Pietrafesa et al.,
1985) ou da Corrente do Brasil (Pires-Vanin et al., 1993). Podem ocorrer também
ressurgências nas proximidades de bancos submersos e de ilhas oceânicas,
dependendo da topografia de fundo e do regime de ventos.
Já na região costeira, mais rasa, o enriquecimento da zona eufótica ocorre
pela regeneração bêntica e ressuspensão dos sedimentos pela turbulência das
águas (ventos, correntes de maré, ondas); pela contribuição continental nas
proximidades de estuários e desembocaduras de grandes rios e também em
fenômenos de ressurgências costeiras como as que ocorrem na região de Cabo
Frio (RJ) (Silva, 1973; Valentin, 1989).
O padrão geral de circulação na plataforma continental brasileira é
composta por Correntes do Contorno Oeste, como parte do Giro Subtropical
Anticiclônico do Atlântico Sul, onde, por ação conjunta dos ventos alíseos e do
movimento de rotação da Terra, ocorre um deslocamento e acúmulo de água ao
longo do lado oeste da bacia do Atlântico, do qual faz parte a costa brasileira.
Esse grande caudal que flui da África em direção ao Brasil é chamado de
Corrente Sul-Equatorial e atinge a região da plataforma continental brasileira
aproximadamente no seu ponto mais oriental, na altura do litoral da Paraíba. A
partir desse ponto, ela se bifurca em dois ramos principais: um que flui para a
direção Noroeste, formando a Corrente Norte do Brasil e outro que flui em direção
Sul-Sudoeste e forma a Corrente do Brasil. Essas duas correntes apresentam
águas com temperatura (>20o C, podendo atingir 29o C no verão) e salinidade
(>36,40) elevadas (Miranda, 1982) e muito pobres em nutrientes, tornando as
regiões oceânicas sob suas influências com baixa produtividade biológica.
A Corrente Norte do Brasil (CNB) flui para norte-noroeste, acompanhando
aproximadamente o contorno da plataforma continental desde a Paraíba e Rio
Grande do Norte até o Pará e Amapá, impulsionada pelos fortes e constantes
ventos alíseos que predominam na região praticamente o ano todo. Mistura-se
com as grandes descargas continentais do delta do Parnaíba, do golfão
maranhense e, principalmente, do Rio Amazonas, carregando para a plataforma
continental do extremo norte muita matéria em suspensão. A contribuição do Rio
Amazonas é espantosa: a sua descarga é cerca de 18% de toda a água doce
fluvial que chega nos oceanos do mundo (Milliman & Meade, 1983 apud Castro &
Miranda, 1998). Parte desta descarga forma a pluma amazônica, cuja influência
faz com que águas de baixa salinidade (< 33) sejam encontradas sobre a
plataforma continental a cerca de 500 km a leste da desembocadura do rio, na
época do pico das chuvas (Lentz, 1995 apud Castro & Miranda, 1998). A pluma
também se espalha e é carregada para noroeste pela CNB, chegando a penetrar
por mais de 1000 km em direção ao Caribe (Muller-Karger et al., 1988).
As águas da Corrente do Brasil (CB) fluem para o sul-sudoeste,
impulsionadas pelo transporte de Ekman, gerados pelos ventos alíseos de leste
(principalmente no verão) e sudeste (inverno) (Castro e Miranda, 1998), e
acompanham aproximadamente o contorno da plataforma continental. Na altura
de Cabo Frio (RJ), a CB muda sua direção para oeste-sudoeste, acompanhando
a grande reentrância na linha de costa entre Cabo Frio (RJ) e Cabo de Santa
Marta (SC). Na altura aproximada do extremo sul do Brasil (na época do inverno e
já fora do mar territorial brasileiro em outras épocas do ano (Boltovskoy, E.
1981a), a CB se encontra com a Corrente das Malvinas (CM), formando a
Convergência Subtropical e mudando sua direção predominante para leste.
No encontro dessas duas grandes massas de água, que é a convergência
ou confluência subtropical, uma parte da água da CM afunda e ocupa a parte
inferior da CB, formando uma outra massa de água chamada Água Central do
Atlântico Sul (ACAS), com características de temperatura (< 20O C) e salinidade
(<36,40) baixas (Miranda, 1982), mas com altas concentrações de nutrientes
dissolvidos.
A ACAS ocupa a camada de fundo das regiões oceânicas nas
proximidades do talude continental e flui aproximadamente em direção norte, sob
a CB. Na região desde o Rio Grande do Sul até as proximidades de Cabo Frio
(RJ), a presença da ACAS apresenta uma nítida variação sazonal: nos meses de
inverno fica restrita à profundidades maiores, ao longo do talude continental, mas
no período de fim de primavera e durante o verão, invade a camada de fundo
sobre a plataforma continental, podendo muitas vezes atingir a zona eufótica e
mesmo aflorar às camadas superficiais, no fenômeno da ressurgência. Na região
de Cabo Frio e Cabo de São Tomé a ocorrência de ressurgências é sazonal e
freqüente na época de fim de primavera e início de verão, devido a uma
combinação de fatores como: a brusca mudança no contorno de linha de costa
(que passa de uma orientação NE-SO para quase E-O nesta região); a topografia
de fundo; e o ventos predominantes do quadrante NE-E durante o verão, que
impulsionam o deslocamento de grande quantidade de água das camadas
superficiais em direção ao alto-mar (transporte de Ekman), propiciando, assim, a
penetração e o afloramento de águas profundas da ACAS na região costeira.
Sabe-se que a ACAS está presente também nas camadas profundas, sob
a CB, ao longo do talude continental da região nordestina, mas não existem
registros de que a ACAS possa influenciar os setores da rasa e estreita
plataforma continental nordestina (Castro & Miranda, 1998).
De um modo geral, portanto, verifica-se nas regiões oceânicas que as
camadas superiores (0-200m) são dominadas por Águas Tropicais (AT), quentes
e salgadas (T>20,0o C e S > 36,40) (Miranda, 1982), e pobres em nutrientes,
transportadas pelas correntes do contorno oeste (CB e CNB). E que o assoalho
da região do talude continental é ocupada pelas águas ricas em nutrientes e frias
(T<20,0o C e S< 36,40) (Miranda, 1982) da ACAS, que, na Área Sul e, em
especial na região de Cabo Frio (RJ), invade os setores mais rasos da plataforma
continental durante o verão, podendo chegar a aflorar à superfície, formando as
ressurgências costeiras. Já nas regiões neríticas predominam as Águas Costeiras
(AC), menos salgadas, formadas da mistura das águas oceânicas com a água
doce da drenagem continental, mais conspícua nas adjacências das
desembocaduras dos grandes rios e dos sistemas estuarinos. Na área Norte,
ocorre uma grande influência da descarga fluvial (em especial do Rio Amazonas)
sobre amplos setores da plataforma e no extremo sul, verifica-se a ocorrência
sazonal de águas subantárticas (Corrente das Malvinas-CM).
Este grande esquema geral do padrão de massas de águas sobre as
regiões neríticas e oceânicas pode ser verificado também num esquema geral de
distribuição e composição específica do plâncton. Assim, é possível reconhecer
algumas espécies que são mais abundantes em regiões oceânicas, dominadas
por águas tropicais; ou espécies típicas da ACAS e da CM; ou mais freqüentes
em águas costeiras.
1.8 Divisão geográfica da região costeira e da plataforma continental
Do Cabo Orange ao Arroio Chuí são mais de 7000 km de linha de costa,
sem considerar as reentrâncias dos estuários, baías e enseadas. Compreendido
entre as latitudes de 4o N e 34o S, a maior parte deste litoral, está, portanto,
dentro da faixa tropical e subtropical.
Baseado no esquema geral da geomorfologia costeira, do padrão de
circulação das massas de água na plataforma continental brasileira, nas
características da topografia e natureza do fundo, na composição florística e
faunística e nos tipos de pesca, o programa REVIZEE (Avaliação do Potencial
Sustentável de Recursos Vivos na Zona Econômica Exclusiva) propôs a divisão
da costa brasileira em 4 grandes áreas, a saber:
ÁREA NORTE – da plataforma continental do Cabo Orange (AP) até a foz do Rio
Parnaíba (MA/PI) – Litoral amazônico ou equatorial, caracteriza-se pela
presença de grande rios perenes que condicionam as características
hidrográficas regionais. Presença marcante de sedimentação lodosa na costa
do Amapá e por pequenas falésias da Formação Barreiras entre o litoral do
Pará e Maranhão. Litoral constituído principalmente por terras baixas,
freqüentemente inundáveis e com presença de manguezais e campos de
gramíneas.
ÁREA NORDESTE – da plataforma continental da foz do Rio Parnaíba (MA/PI)
até a plataforma continental na altura de Salvador (BA), incluindo as ilhas
oceânicas (Atol das Rocas, Arquipélago de Fernando de Noronha e de São
Pedro e São Paulo) – Litoral com presença de rios periódicos e depósitos
sedimentares da Formação Barreiras e depósitos de arenito de praia. A partir
do sul do Rio Grande do Norte, são também freqüentes as formações
coralinas. Relevo submarino entre o Ceará e Rio Grande do Norte muito
acidentado, relacionado a fenômenos vulcânicos (Kempf, 1970), originando
uma série de picos dos quais Rocas e Fernando de Noronha são os
testemunhos emersos.
ÁREA CENTRAL – da plataforma continental de Salvador (BA), incluindo a região
da Baía de Todos os Santos (BA) ao Cabo de São Tomé (RJ), abrangendo as
Ilhas de Trindade e Martin Vaz – Litoral com características geomorfológicas
semelhantes às da área Nordeste, com presença de muitas formações de
arenito de praia e de corais. Costa com baixa topografia e presença de
extensas planícies recobertas com restingas. No Espírito Santo, as escarpas
do Planalto Atlântico atingem o litoral, constituindo o extremo norte da Serra
do Mar.
ÁREA SUL – da plataforma continental do Cabo de São Tomé (RJ) até o Arroio
Chuí (RS) – Litoral com geomorfologia caracterizada pela presença de frentes
de escarpas do embasamento cristalino da Serra do Mar, formando uma linha
de costa recortada por baías e pequenas enseadas e com muitos costões
rochosos. Em alguns trechos, os esporões rochosos avançam mar adentro,
formando parcéis rasos ou aflorando em ilhas. Nos trechos em que a Serra do
Mar distancia-se da costa, ocorrem extensas planícies costeiras.
No caso do plâncton, cuja composição específica, dinâmica sucessional,
produtividade, variações sazonais e regionais estão intimamente relacionadas
com as características hidrográficas das massas de água, adotou-se a divisão
geográfica por grandes áreas apresentada acima, enfatizando as seguintes
características hidrográficas regionais:
Área Norte: região oceânica dominada pelas águas quentes, salinas e
oligotróficas da CNB (vide item 1.7) e região nerítica sob forte influência de
grandes aportes de água doce, sedimentos e nutrientes (Delta do Parnaíba,
Golfão Maranhense e Rio Amazonas). Plataforma continental larga, com extensão
máxima de 320 km na foz do Rio Amazonas e decrescendo para 100 km, tanto
para noroeste quanto para sudeste, na altura do Amapá e Maranhão,
respectivamente (Brandini et al., 1997);
Área Nordeste: região oceânica dominada pelas águas quentes e
oligotróficas da Corrente Sul Equatorial que se bifurca, originando a CNB e a CB.
O regime de ventos dominado pelos alíseos não favorece o desenvolvimento de
ressurgências, ficando a ACAS permanentemente abaixo da zona eufótica.
Somente nos setores mais costeiros verifica-se maior produtividade biológica, na
dependência da regeneração bêntica e do aporte da drenagem continental de
pequenos sistemas estuarinos e, com exceção da descarga do Rio São
Francisco, de rios de menor porte. A plataforma continental é relativamente
estreita, chegando a apenas 10 km no litoral baiano, na altura da latitude de 13o S,
com média geral variando entre 40 e 85 km;
Área Central: basicamente com as mesmas características hidrográficas
da área Nordeste, apresentando, contudo variações sazonais ligeiramente
superiores e eventos ocasionais de ressurgência em sua extremidade sul, na
altura do Cabo de São Tomé. Plataforma continental com extensão variável,
desde 35 km no sul da Bahia até 190 km na altura do Banco de Abrolhos;
Área Sul: região oceânica dominada pelas águas da CB, com intrusões
sazonais da ACAS no assoalho da plataforma continental durante o verão e
enriquecimento nutricional da zona eufótica, com destaque para as ressurgências
na altura de Cabo Frio, cujos reflexos podem ser mensurados até sobre a
plataforma de São Paulo, 400 km ao sul (Lorenzetti & Gaeta, 1996). No extremo
sul, durante o inverno, ocorre a influência da Zona de Confluência da CB com a
CM, afetando a estrutura e dinâmica das comunidades planctônicas (Brandini et
al., 1997). Região costeira enriquecida com importantes aportes continentais, com
destaque para a Lagoa dos Patos (RS), Baía de Paranaguá (PR) e sistema
estuarino-lagunar de Cananéia (SP) e Baía de Guanabara (RJ).
2. Diagnósticos
2.1 Esforço de coleta
2.1.1 Histórico
O desenvolvimento histórico da planctonologia no Brasil é abordado por
Brandini et al. (1997), do qual é apresentado aqui um resumo. Os primeiros
estudos sobre o plâncton no Brasil são datados do século passado, quando da
passagem de expedições internacionais por águas brasileiras. Existem registros
de que até 1890, 13 expedições coletaram amostras de zooplâncton na costa
brasileira e até o ano de 1900, foram publicados cerca de 20 trabalhos em
zooplâncton e 1 em fitoplâncton. Dentre esses trabalhos, destacam-se os
resultados da “Plankton Expedition”, sob os auspícios da Fundação Von
Humboldt, (Alemanha) abrangendo principalmente a Região Norte e parte da
Nordeste.
Entre 1913 e 1918 ocorreu a efetiva implantação dos estudos de
fitoplâncton marinho no Brasil, com uma série de trabalhos taxonômicos sobre as
diatomáceas como os de Zimmermann (1913; 1915; 1918, dentre outros).
Durante a década de 20, expedições oceanográficas com o navio alemão
“Meteor” possibilitaram a coleta de amostras de plâncton ao longo de transectos
perpendiculares à costa brasileira desde a região norte até o sul, em
profundidades desde a superfície até 1000 metros (Käsler, 1925; Hentschel,
1929).
No período do pós-guerra (1945-1960), em função da intensificação do
interesse estratégico pelos oceanos, abriram-se novas e boas oportunidades para
a expansão dos estudos planctonológicos. Trabalhos pioneiros sobre o
zooplâncton no litoral fluminense foram realizados por Oliveira (1945, 1946), que
registrou algumas espécies de copépodes, inclusive propondo denominações
novas que permanecem válidas até hoje, como Oithona oswaldocruzi e
Centropages velificatus.
No final dos anos 40 e início dos 50, por iniciativa da Marinha do Brasil,
foram realizados cruzeiros oceanográficos na Área Central e Vannucci (1949)
listou espécies de hidromedusas coletadas na região costeira ao largo de Vitória
(ES). Importantes trabalhos foram publicados a partir dos resultados dos cruzeiros
oceanográficos para a Ilha de Trindade realizados com o contra-torpedeiro
“Baependi” e com o barco pesqueiro “Vega”, ambos da Marinha do Brasil. Com
base no material coletado, foi elaborado uma lista com as espécies e dados de
distribuição de Hydrozoa (Vannucci, 1950; 1951; 1954) e de moluscos
heterópodos (Vannucci, 1951b). Foram também identificadas 7 espécies de
Chaetognatha nas amostras (Vannucci & Hosoe, 1952) e 15 de Appendicularia
(Björnberg & Forneris, 1955). Posteriormente, a bordo do Noc “Almirante
Saldanha” da Diretoria de Hidrografia e Navegação (DHN) foram coletadas
amostras durante um cruzeiro entre Vitória (ES) e a Ilha de Trindade, que permitiu
constatar que a região é pobre em fito e zooplâncton e com espécies típicas da
Corrente do Brasil (CB), com dominância de copépodes e também com grande
representatividade de quetognatos e apendiculárias (Vannucci & Almeida Prado,
1959). O mesmo gradiente de diminuição de organismos em direção às regiões
oceânicas refletindo as características oligotróficas das águas da CB foram
observadas durante a quarta expedição do Noc “Almirante Saldanha” entre o Rio
de Janeiro e Santos (Vannucci & Almeida Prado, 1959) e durante a sexta
expedição ao largo de Santa Catarina e Rio Grande do Sul (Vannucci, 1961).
No início da década de 50, a criação do Instituto Paulista de Oceanografia,
depois incorporado pela USP como Instituto Oceanográfico, deu grande impulso
aos estudos no litoral de São Paulo. Paiva Carvalho (1950) realizou trabalho
pioneiro com diatomáceas e dinoflagelados na região do Mar Pequeno
(Cananéia), dando início aos estudos taxonômicos do fitoplâncton nessa região,
que posteriormente foram intensificados por outros autores como Teixeira (1958)
e Teixeira & Kutner (1961). Com base em material coletado em Santos, Cananéia,
Rio Grande do Sul e no arquipélago de São Pedro e São Paulo, Müller-Melchers
(1953, 1955) publicou lista com 182 espécies de diatomáceas. O mesmo autor
participou do cruzeiro oceanográfico com o navio japonês “Toko Maru” e estudou
amostras coletadas na região costeira da desembocadura do Rio Amazonas e na
região sul (Müller-Melchers, 1957).
A partir da década de 60 até o presente, o estudo do plâncton se expandiu
em diferentes setores da costa brasileira, dentre os quais os principais núcleos se
concentram:
1) em São Paulo, inicialmente na região estuarino-lagunar de Cananéia e,
posteriormente, na região costeira ao largo de Ubatuba, apoiado pelo
Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (IO-USP). Os
estudos na plataforma continental tiveram início com a aquisição do Noc
“Prof. Wladimir Besnard” em 1963.
2) no Rio de Janeiro, com o apoio do Ministério da Marinha, foram iniciados
estudos oceanográficos na região de Cabo Frio. Diversos estudos foram e
têm sido realizados também na Baía de Guanabara e áreas adjacentes na
plataforma continental por instituições acadêmicas, notadamente da UFRJ.
3) no litoral pernambucano, em particular na região de Itamaracá e também
estudos na plataforma feitos por instituições da Universidade Federal de
Pernambuco (UFPE) e Universidade Federal Rural de Pernambuco
(UFRPE).
4) no Rio Grande do Sul, especialmente na Lagoa dos Patos e também em
áreas costeiras e de plataforma adjacentes, com o apoio do Departamento
de Oceanografia da Fundação Universidade do Rio Grande (FURG).
5) no Paraná, em especial na Baía de Paranaguá e áreas costeiras e de
plataforma adjacentes, com o apoio do Centro de Estudos do Mar (antigo
Centro de Biologia Marinha) da Universidade Federal do Paraná (UFPR).
Em geral, os trabalhos de revisões sobre o plâncton no Brasil, apresentam
uma cobertura regional e enfocam grupos taxonômicos específicos. Dentre essas
revisões, podem ser destacadas as seguintes: Björnberg (1963, 1964, 1965)
sobre copépodes; Tundisi (1986), sobre o fitoplâncton marinho e lacustre no
Brasil; Montú (1987) sobre o zooplâncton estuarino; Valentin et al., (1994), sobre
o plâncton das regiões Sudeste e Sul; Valentin et al. (no prelo) sobre o sistema
planctônico da Baía de Guanabara e Brandini et al. (1997) em um trabalho de
diagnose e revisão bibliográfica da planctonologia marinha brasileira.
2.1.2
Esforço de coleta e síntese dos conhecimentos sobre o
plâncton da Área NORTE
Devido à grande importância ecológica e extensa área de influência da
drenagem amazônica, a maioria dos trabalhos realizados na Área Norte se
concentra na região da desembocadura do Rio Amazonas e na área de
abrangência da pluma amazônica. Além disso, esses trabalhos enfatizam mais o
aspecto quantitativo e funcional dos processos de produção e ciclagem
biogeoquímica e menos os levantamentos taxonômicos.
No Pará, um dos raros trabalhos de composição florística é o de MoreiraFilho et al. (1974), realizado na foz do Rio Guamá, nas proximidades de Belém e
outro de composição e biomassa fitoplanctônica na Baía de Guajarás (Paiva,
1991; Paiva & Ezkinazi-Leça, 1991). No Maranhão, estudos de levantamento
florístico e abundância relativa foram realizados nos estuários do Rio Mangunça
(Oliveira et al., 1986), na Lagoa do Jansen (Fernandes, 1987) e Rio Paciência
(Fernandes, 1988) e outros ambientes costeiros (Miranda et al., 1988).
Na região oceânica, o primeiro levantamento taxonômico do zooplâncton
foi realizado entre novembro de 1958 e janeiro de 1959, como parte da VII
Comissão Nordeste do Noc “Almirante Saldanha” (Vannucci & Queiroz, 1963) que
coletou amostras em áreas sob influência da drenagem amazônica. Nessa
mesma época, Björnberg (1963) apresentou resultados sobre ocorrência e
biomassa de copépodes na foz do Amazonas/Tocantins, indicando a dominância
de Acartia giesbrechti seguida de Corycaeus amazonicus. Segundo Björnberg
(1981), A. giesbrechti pode ser um sinônimo de A. tonsa, espécie mais
comumente presente no sul do Brasil.
A primeira indicação de um gradiente decrescente na distribuição do
zooplâncton entre a região costeira e oceânica foi apresentada por Jacob et al.
(1966) que analisaram amostras coletadas com o Noc “Almirante Saldanha” nas
adjacências da foz do Amazonas. Paralelamente, Wood (1966) analisou amostras
coletadas desde a região das Guianas até as proximidades de Fortaleza (CE)
com o NOc “Pillsbury”. Com base na composição fitoplanctônica, Wood (op. cit.)
identificou 3 diferentes comunidades, relacionadas com a drenagem amazônica:
(a) a região ao norte da desembocadura (ou “canyon” do Amazonas); (b) a região
do estuário do Rio Amazonas propriamente dito; (3) a região ao sul da
desembocadura. De um modo geral, as diatomáceas seriam predominantes ao
norte e os dinoflagelados, ao sul. Na região diretamente afetada pela pluma da
drenagem amazônica, o fitoplâncton seria basicamente estuarino e concentrado
em áreas rasas não afetadas pela turbidez e na base da termoclina.
Analisando material coletado em 1967/1968, durante a Operação NorteNordeste II do NOc “Almirante Saldanha”, da DHN, Silva-Cunha et al. (1991)
estudaram a distribuição e a composição do fitoplâncton em águas de toda a Área
Norte, em coletas que se estenderam da Paraíba até o Amapá. Foram listadas 89
espécies de microalgas, sendo 69 de diatomáceas, 18 de dinoflagelados, uma de
cianobactéria e uma de silicoflagelado. Dentre essas, 9 espécies foram
consideradas freqüentes: Coscinodiscus jonesianus, Dytilum brightwelli,
Skeketonema costatum, Coscinodiscus centralis, Rhizosolenia calcaravis,
Biddulphia regia, Ceratium fusus, Thalassiothrix frauenfeldii e Oscillatoria
erytraeum. Apesar de não terem encontrado uma composição tão nitidamente
definida como a proposta por Wood (1966), Silva-Cunha et al. (op. cit.) apontaram
a dominância das diatomáceas nas proximidades da desembocadura do
Amazonas e que este ambiente é muito seletivo, fato já apontado por MüllerMelchers (1955) e refletido na relativa pobreza específica da flora diatomológica.
Já o estudo de Calef & Grice (1967) compara amostras coletadas durante o
período das chuvas (maio-junho) com o das “secas” – menos chuva (outubronovembro). Durante o período chuvoso, verificou-se um volume total do
zooplâncton três vezes maior que no período seco e uma maior diversidade de
copépodes. Nesse mesmo estudo, os autores verificaram a existência de grandes
lentes de água de baixa salinidade a centenas de quilômetros ao norte da
desembocadura do Amazonas. E mesmo estando sobre regiões oceânicas, essas
lentes apresentaram grandes populações do cladócero Evadge tergestina e do
decápodo Lucifer faxoni, duas espécies tipicamente costeiras. Por outro lado,
Alvariño (1968) constatou a redução de espécies oceânicas de medusas,
sifonóforos e quetognatos nas estações associadas com águas menos salinas da
pluma de drenagem amazônica.
Outra expedição do Noc “Almirante Saldanha”, realizada entre abril e maio
de 1968, possibilitou uma avaliação da variabilidade espacial da biomassa do
zooplâncton ao longo de toda a Área Norte (Barth & Hauila, 1968). De um modo
geral, ficou bem caracterizado o gradiente de abundância planctônica, com maior
ocorrência
na região costeira e diminuição em direção oceânica, fato
preliminarmente já constatado por Jacob et al. (1966). Em outra expedição do Noc
“Almirante Saldanha”, as estações foram posicionadas na região oceânica entre
240 e 350 milhas da costa, na altura da foz do Rio Parnaíba. Apesar de apenas
os quetognatos terem sido identificados até o nível específico, constatou-se
presença importante de protozooplâncton e que os copépodes foram sempre o
grupo dominante, com mais de 50% da densidade total, seguidos de quetognatos,
taliáceos e apendiculárias (Machado et al., 1980).
Entre o final da década de 80 e início da de 90, foram realizados 4
cruzeiros oceanográficos na plataforma continental sob influência da descarga
amazônica, no âmbito de um grande programa internacional, o AmasSeds –
Multidisciplary Amazon Shelf Sediment Study. Baseados em dados de turbidez,
salinidade, nutrientes dissolvidos e produção fitoplanctônica, foram identificadas
três zonas distintas: (a) a zona mais próxima à desembocadura do rio e, portanto,
diretamente afetada pela descarga, apresenta baixa salinidade, grandes
concentrações de nutrientes, mas altíssima turbidez que limita a biomassa e
produção fitoplanctônica; (b) uma zona de transição entre águas com
características estuarinas e oceânicas, com salinidade abaixo de 32 e menor
turbidez e com nutrientes disponíveis; (c) uma zona com alta salinidade (> 32),
baixa concentração de nutrientes e baixa produção planctônica, típica de águas
tropicais oligotróficas (Smith & Demaster, 1996), associada às águas da Corrente
Norte do Brasil (CNB). A zona de transição foi considerada uma zona de
crescimento ótimo, pois nela se verificaram os máximos de remoção de carbono,
nitrogênio e sílica e, concomitantemente, alta produção de sílica biogênica,
associada ao crescimento de diatomáceas (Demaster et al., 1996).
Dentre os trabalhos mais recentes, destaque para os de Björnberg &
Campaner (1990) com copépodes e Montú (1994) com anfípodes. São
relativamente raros os levantamentos sobre o zooplâncton estuarino nesta área
(Cipolli & Carvalho, 1973; Lopes, 1981; 1986; 1988; Rocha, 1984). As únicas
contribuições sobre o protozooplâncton são as de Balech (1971) sobre tintiníneos
e as de Boltovskoy, E. (1964, 1968) sobre foraminíferos e desconhece-se
trabalhos sobre o ictioplâncton e meroplâncton feitos na Área Norte.
2.1.3
Esforço de coleta e síntese dos conhecimentos sobre o
plâncton da Área NORDESTE
Os primeiros levantamentos do plâncton realizados após 1945, em regiões
oceânicas da Área Nordeste, foram baseados em amostras coletadas ao redor da
Ilha de Fernando de Noronha, em janeiro de 1954. Björnberg (1954) descreveu
larvas de cefalocordados e fez observações sobre a ontogenia e distribuição.
Vannucci & Hosoe (1956) e Hosoe (1956) identificaram espécies de quetognatos;
Björnberg & Forneris (1956) estudaram as apendiculárias e Vannucci (1958), as
hidromedusas.
Posteriormente, diversas espécies de copépodes foram identificados por
Kanaeva (1960) em amostras coletadas em uma expedição russa ao Atlântico
Sul. Björnberg (1963) inclui a análise de amostras da Área Nordeste em seu
trabalho sobre a composição e distribuição de copépodes ao largo da costa
brasileira.
Uma expedição do NOc “Almirante Saldanha” entre Fortaleza-Fernando de
Noronha-Recife, possibilitou a realização de estudos relatados por Vannucci &
Queiroz (1963). Observações sobre o zooplâncton de Fernando de Noronha
foram publicados por Medeiros & Björnberg (1978).
Analisando amostras coletadas com o NOc “Almirante Saldanha” (DHN) e
“Toko Maru” (Japão), Paranaguá (1963) apresentou a distribuição do zooplâncton
da plataforma continental e de regiões oceânicas desde o Ceará até a Baía de
Todos os Santos (BA).
Dados adicionais sobre a composição do zooplâncton na região oceânica e
na plataforma continental de Pernambuco e Alagoas foram apresentados por
Sant’Anna (1988) e Nascimento-Vieira et al. (1990). O trabalho de SantanaBarreto & Nascimento-Vieira (1991) apresenta os dados de abundância relativa
do zooplâncton em 4 transectos normais à costa, com o primeiro plotado ao norte
de Natal (RN) e o último ao sul de Recife (PE).
Os primeiros estudos em regiões costeiras foram realizados com as
Comissões Nordeste do NOc “Almirante Saldanha” em fins da década de 50. A
análise das amostras do plâncton demonstrou a estrutura taxonômica típica das
águas oligotróficas da CB, com a predominância de formas flageladas (Vannucci
& Queiroz, 1963). Posteriormente, o embarque de pesquisadores em navios de
pesca como o “Canopus” entre 1965 e 1967, possibilitaram vários estudos na
plataforma continental de Pernambuco, como o de Passavante (1979) sobre
dinoflagelados e o de Silva-Cunha & Eskinazi-Leça (1990) sobre as diatomáceas.
Posteriormente, Passavante et al. (1982) também estudaram os dinoflagelados
coletados na plataforma do Ceará.. Outros estudos qualitativos do fitoplâncton
foram realizados entre 1983-84 na plataforma norte de Pernambuco (Teixeira,
1986 apud Brandini et al., 1997).
Vários grupos de pesquisa em plâncton têm se destacado na Área
Nordeste desde os anos 60, em especial no Estado de Pernambuco. Datam
dessa época os primeiros trabalhos de caráter sistemático do fitoplâncton, como
os de Eskinazi & Sato (1963); Ottmann et al. (1965); Eskinazi-Leça (1967; 1970);
Moreira-Filho et al.(1968).
Devido ao potencial pesqueiro dos canais e região estuarina no entorno da
Ilha de Itamaracá, o fitoplâncton dessa área tem sido estudado desde os anos 60
por pesquisadores do Departamento de Oceanografia da UFPE (Paranaguá &
Eskinazi-Leça, 1985).
Na costa norte de Pernambuco, foram realizados estudos no estuário do
Rio Timbó sobre a composição e densidade do fitoplâncton (Barros França et al.,
1984; Silva-Cunha et al., 1987; Koenig & Eskinazi-Leça, 1989; Silva, 1989).
Fora de Pernambuco, os levantamentos em regiões costeiras e estuarinas
têm sido menos intensivo, com destaque para o trabalho de Fonseca & Klein
(1976) que praticamente iniciou os estudos planctônicos no Ceará, em que
constataram que a contribuição relativa do fitoplâncton em relação ao zooplâncton
no estuário do Rio Jaguaribe, tende a ser maior no período seco do que no
chuvoso, provavelmente devido à maior turbidez na época das chuvas. Klein
(1977) e Klein & Moreira (1977) analisaram amostras coletadas ao longo do litoral
cearense e destacaram a dominância dos copépodes em todo o setor amostrado.
No Rio Grande do Norte, trabalhos quali-quantitativos têm-se concentrados
em áreas costeiras (Durairatnam & Silva, 1986; Oliveira & Lima, 1991), no
estuário do Rio Potengi (Oliveira, 1986) e nas lagoas de cultivo de camarão
(Chellapa, 1991; Chellapa et al., 1995).
Na Paraíba, a maioria dos trabalhos concentra-se no estuário do Rio
Paraíba do Norte (Singarajah, 1978; Sassi, 1991; Sassi & Melo, 1982) e alguns
estudos foram feitos nas áreas adjacentes aos recifes costeiros (Sassi, 1987;
Sassi & Melo, 1989). São raros os levantamentos feitos na plataforma de Alagoas,
Sergipe e litoral norte da Bahia (Sardeiro, 1982; Neumann-Leitão, 1994/95).
O primeiro trabalho a abordar as variações sazonais do zooplâncton na
costa Nordeste foi o de Paranaguá (1967), que analisou amostras de uma
estação fixa localizada em uma praia de Recife (PE) e constatou que as maiores
biomassas de zooplâncton ocorreram no período das chuvas. Em relação à
composição específica, os copépodes são dominantes ao longo do ano,
destacando os gêneros Oithona e Corycaeus. Posteriormente, Paranaguá et al.
(1989) mostraram que as espécies de copépodes mais freqüentes na plataforma
continental ao sul de Recife foram: Paracalanus crassirostris, Acartia lilljeborgi,
Calanopia americana e Corycaeus sp., todas típicas de áreas costeiras.
São raros os trabalhos de meroplâncton e de ictioplâncton na região. Duas
abordagens pioneiras são as de Röpke et al. (1996) que analisaram larvas de
peixes, em especial de escombrídeos, nas imediações do arquipélago de
Fernando de Noronha, de São Pedro e São Paulo e do atol das Rocas. A outra é
a de Ekau & Westhaus-Ekau (1996) que estudou o ictioplâncton na região
costeira desde as imediações de Fortaleza até ao sul de Recife. Esses dois
projetos fazem parte de um programa multidisciplinar entre o Brasil e a Alemanha
(JOPS-II) e as coletas foram realizadas com o navio de pesquisa alemão “Victor
Hensen” (Ekau & Knoppers, 1996)
Quanto aos estudos de protozooplâncton, a primeira referência é um
trabalho sobre radiolários feito por Popofsky (1926), com material coletado pela
expedição alemã “Plankton Expedition”. Atualmente, a maioria dos trabalhos
versam sobre taxonomia de foraminíferos e tintiníneos. Tinoco (1965, 1972)
analisou os foraminíferos presentes em amostras coletadas no entorno do Atol
das Rocas e Fernando de Noronha. Quanto aos tintiníneos, Balech (1971)
analisou amostras coletadas na plataforma de Piauí e Ceará; Singarajah (1978;
Sassi & Melo, 1982; 1989), na Paraíba; Nogueira-Paranhos (1990; 1991a; 1991b)
na plataforma de Pernambuco e uma boa revisão histórica dos estudos sobre
tintiníneos no Brasil é apresentada por Nogueira-Paranhos & Paranaguá (1991).
2.1.4 Esforço de coleta e síntese dos conhecimentos sobre o
plâncton da Área CENTRAL
Apesar dos estudos sobre o fitoplâncton no Brasil terem sido iniciados com
as diatomáceas coletadas na Área Central, na região da Baía de Todos os Santos
(BA) (Zimmermann, 1913), poucos trabalhos foram realizados nesta área. Com a
exceção de raros estudos taxonômicos, praticamente nada havia sido feito até a
década de 70, quando foram realizados os trabalhos de Peixinho (1972) e Santos
(1970; 1973) sobre a variação anual na composição e densidade do plâncton na
Baía de Todos os Santos.
No final de década de 40 e início da de 50, coletou-se plâncton entre
Vitória (ES) e a Ilha da Trindade, durante as expedições com o contra-torpedeiro
“Baependi” e o barco-pesqueiro “Vega", ambos da Marinha brasileira. Infelizmente
não foram publicados estudos sobre o fitoplâncton, ao contrário do que ocorreu
com o zooplâncton (vide item 2.1.1. Histórico).
Posteriormente, Kanaeva (1960) analisou amostras coletadas em 1959 por
uma expedição russa ao longo do meridiano de 30o W até a altura de Vitória (ES).
Outra expedição estrangeira importante foi realizada em 1962, com equipe
francesa à bordo do NOc “Calypso”. Três estações desta expedição foram
localizadas em frente à Baía de Todos os Santos e outras 10, na região de
Abrolhos (BA). Do material coletado, Gaudy (1963) apresentou lista com 46
espécies de copépodes e observações de associações desses com as
características das massas de água. Fenaux (1967) estudou as apendiculárias;
Seguin (1965) alguns outros grupos do zooplâncton e Aboussouan (1963)
constatou grande abundância e diversidade do ictioplâncton nas estações
localizadas nas imediações do banco de Abrolhos.
Em seu trabalho sobre os copépodes pelágicos da costa brasileira,
Björnberg (1963) também considerou amostras coletadas na região entre
Salvador (BA) e Cabo de São Tomé (RJ). Além de dados de distribuição e
abundância, foram apresentados resultados quantitativos do zooplâncton em
relação à localização das estações oceânicas e sobre a plataforma continental.
Em dezembro de 1964 e janeiro de 1965, mais uma vez a parte sul da Área
Central foi amostrada com o NOc. “Almirante Saldanha” e os dados de
distribuição horizontal e vertical da biomassa do zooplâncton em relação à
localização das estações (oceânicas, costeiras, próximas à Ilha de Trindade)
foram apresentadas por Jacob et al. (1966).
Na década de 70, análises da distribuição do zooplâncton entre o Cabo de
São Tomé (RJ) e a foz do Rio Paraíba do Sul, mostraram que as maiores
densidades de plâncton estão na área sob influência do estuário, com
predominância de espécies de copépodes típicas de águas menos salinas, como
Oithona simplex, O. hebes e Acartia lilljeborgi (Valentin et al., 1978).
Durante a Comissão Leste II do NOc. “Almirante Saldanha”, amostras
foram coletadas na região da plataforma, em áreas oceânicas dominadas pela CB
e nas proximidades do Banco de Abrolhos. Os resultados mostraram que, apesar
da maior diversidade em espécies de diatomáceas, os dinoflagelados dominaram
quantitativamente, numa situação típica de águas oligotróficas (Macedo-Saidah &
Moreira-Filho, 1977).
A expedição Espírito Santo I, realizada com o NOc “Almirante Saldanha”
permitiu avaliar o zooplâncton entre Cabo Frio (RJ) e Abrolhos no período do
inverno. Foram amostradas tanto na região sobre a plataforma quanto em áreas
oceânicas, em locais com profundidades superiores a 4000 metros. Os
sifonóforos coletados nessa expedição foram estudados por Oliveira Junior (1987)
e Nogueira & Oliveira Junior (1991). De um modo geral, a densidade desses
organismos foi maior nas estações costeiras mas maior diversidade de espécies
foi verificada nas estações oceânicas. A composição específica e a distribuição
dos copépodes nas estações próximas aos Bancos de Vitória-Trindade foram
apresentadas por Dias (1996), tendo sido identificadas um total de 59 espécies.
Por suas peculiares características geomorfológicas, hidrográficas e
biológicas, a região de Abrolhos tem sido alvo de muitas pesquisas. Foi assim
também com o cruzeiro FINEP VIII e IX, feitos com o NOc. “Prof. Wladimir
Besnard” do IO-USP em 1978 e, mais recentemente, com partes importantes do
programa oceanográfico JOPS II em colaboração com pesquisadores alemães e
utilizando o navio “Victor Hensen” (Ekau & Knoppers, 1996). Utilizando material
coletado durante os cruzeiros FINEP VIII e IX, Freire (1991) descreveu a
composição e a distribuição espaço-temporal de grupos do zooplâncton, com
ênfase nos eufausiáceos. Nesse estudo, ficou enfatizada a importância da região
de Cabo Frio como fronteira biogeográfica na distribuição do zooplâncton e a
importância do Banco de Abrolhos influenciando a ocorrência de larvas de
crustáceos em amostras oceânicas.
A importância do Banco de Abrolhos fica também evidente na análise
apresentada por Matsuura (1982) da ocorrência de larvas de um escombrídeo,
Katsuwonus pelamis, o bonito-de-barriga-listrada, que é, na verdade, a espécie de
escombrídeo de maior importância comercial no Brasil (FAO,1995 apud Chatwin,
1997). Essas larvas estão sempre presentes de outubro a março, associadas às
águas da CB, sendo especialmente abundantes na região de Abrolhos. Isto seria,
portanto, um importante indicador do grande potencial pesqueiro da região
(Matsuura, 1986).
Um dos aspectos abordados no programa JOPS II foi justamente o de
entender melhor esta influência do Banco de Abrolhos na distribuição do
ictioplâncton regional. Ekau & Matsuura (1996) identificaram larvas de peixes,
num total de 60 famílias, sendo mais abundantes as espécies mesopelágicas das
famílias Myctophidae, Gonostomatidae e Stomiidae, que predominaram nas
estações mais profundas, enquanto que as famílias de peixes demersais como
Gobiidae, Scaridae e Serranidae foram mais freqüentes em estações mais
próximas à costa. Em contraste com o que ocorre na Área Sul, foram
relativamente poucas as larvas de Clupeidae e Engraulidae, refletindo uma menor
influência das águas subantárticas na Área Central.
Analisando dados de abundância de zooplâncton, Valentin & MonteiroRibas (1993) identificaram áreas ecologicamente distintas na plataforma entre o
arquipélago de Abrolhos e Cabo Frio: (a) uma região imediatamente ao sul de
Abrolhos (18o – 20o S), que é dominada por populações típicas da Água Tropical
da CB, com baixa biomassa e grande diversidade específica; (b) o setor entre 20o
S e o Cabo de São Tomé, que representa um zona de transição onde ocorrem
tanto espécies tropicais quanto subtropicais; (c) a região ao sul do Cabo de São
Tomé, com maior biomassa e menor diversidade de zooplâncton e onde ocorrem
em maiores concentrações as espécies associadas à ACAS.
Os estudos nos setores costeiros e estuarinos são relativamente poucos e
bem mais recentes. Bonecker et al. (1989) relacionaram os padrões de variações
espaço-temporal do plâncton da Baía do Espírito Santo com dados hidrográficos.
Resende (1992) apresentou um estudo da variação anual da composição do
fitoplâncton no litoral norte do Espírito Santo. Bonecker (1995) estudou a dinâmica
do zooplâncton e Castro & Bonecker (1996), o ictioplâncton no estuário do Rio
Mucuri, na Bahia.
2.1.5
Esforço de coleta e síntese dos conhecimentos sobre o
plâncton da Área SUL
Esta é a área melhor estudada de toda a costa brasileira, seja pela maior
concentração de facilidades e pesquisadores, por questões logísticas, pela
ocorrência de importantes fenômenos oceanográficos como as ressurgências
costeiras e sistemas estuarinos de grande porte, pelos interesses econômicos da
atividade pesqueira, ou ainda pela combinação de todos esses fatores.
Dentre as características desta área destacam-se a penetração sazonal da
ACAS sobre a plataforma continental na época do verão, enriquecendo com
nutrientes a zona eufótica e, eventualmente, aflorando à superfície em algumas
localidades; a ressurgência costeira na região de Cabo Frio (RJ); a influência
sazonal da convergência subtropical no extremo sul; e a presença de grandes
sistemas estuarinos que influenciam a produção orgânica de regiões costeiras
adjacentes, tais como as baías e sistemas estuarinos de Guanabara (RJ), Santos
(SP), Iguape-Cananéia (SP), Paranaguá (PR), São Francisco do Sul (SC), Laguna
(SC) e a Lagoa dos Patos (RS).
Entre as regiões costeiras melhor estudadas, destacam-se, de norte para
sul, as adjacências de Cabo Frio (RJ), a Baía de Guanabara (RJ), Ubatuba (SP),
os sistemas estuarinos e áreas costeiras adjacentes de Cananéia (SP) e
Paranaguá (PR) e a Lagoa dos Patos e áreas neríticas no entorno (RS). Uma
visão geral da estrutura e funcionamento desses principais ecossistemas será
apresentada a seguir, mais como exemplos de diferentes condições
oceanográficas encontradas na Área Sul e não com o objetivo de exaurir o tema,
pois além dos ambientes descritos, outras áreas têm merecido também um
crescente esforço de coleta. Mas independentemente de serem abordados nesse
capítulo, outras áreas também foram analisadas e as espécies relatadas como
ocorrentes constam da listagem geral das espécies planctônicas em anexo.
Considerações mais abrangentes e exaustivas sobre esses ambientes podem ser
encontradas em Valentin et al. (1994) e Brandini et al. (1997). Não foram incluídos
no presente trabalho os ambientes transicionais com predominância de água
doce, como as lagoas do litoral norte fluminense e a Lagoa da Conceição na Ilha
de Santa Catarina.
Região de Cabo Frio. A primeira evidência do efeito da ressurgência
sobre a composição do fitoplâncton na região ao largo de Cabo Frio foi
apresentada por Moreira-Filho (1965) que, ao analisar amostras coletadas com o
NOc “Almirante Saldanha”, relatou a ocorrência de Asteromphalus hookeri, uma
diatomácea típica de águas sub-antárticas e, portanto, indicadora de ressurgência
de águas da ACAS. Posteriormente, Barth (1973) relacionou a abundância de
moluscos filtradores no plâncton da região com o enriquecimento proporcionado
pela ressurgência da ACAS. Logo em seguida, a relevância e os reflexos sócioeconômicos da ressurgência foram discutidos (Kempf et al., 1974a, 1974b) e os
devidos reconhecimentos da importância dessa ocorrência levaram a uma
concentração de pesquisa que faz da região ao largo de Cabo Frio a localidade
melhor estudada e compreendida de toda a costa brasileira (Valentin & Coutinho,
1990; Valentin, 1992). De um modo geral, a ressurgência das águas profundas da
ACAS enriquece a zona eufótica com nutrientes, estimulando, assim, o
crescimento do fitoplâncton, principalmente diatomáceas, e, na seqüência, os
outros níveis tróficos pelágicos. De acordo com Gonzalez- Rodriguez et al.(1992),
podem ser distinguidas 3 fases no ecossistema pelágico de Cabo Frio: (a) a
ressurgência propriamente dita, em conseqüência dos ventos do quadrante E-NE.
Nesta fase, apesar do enriquecimento da zona eufótica com nutrientes, a
biomassa do fitoplâncton permanece baixa devido à turbulência e advecção
lateral da água aflorada; (b) o período de interrupção da ressurgência, quando a
temperatura da água aumenta e ocorre o crescimento e acúmulo de biomassa
fitoplanctônica, normalmente dominada por algumas poucas espécies de
diatomáceas; (c) a inversão do regime de ventos, com a permanência de água
tropical oligotrófica, causando a dispersão do fitoplâncton e o domínio de
dinoflagelados típicos da água tropical, quente e pobre em nutrientes. Quanto a
comunidade zooplanctônica, existem alguns copépodes que são perfeitos
indicadores de águas recém-afloradas, pois apresentam ocorrência restrita à
ACAS, como as espécies Heterorhabdus papilliger, Euatideus giesbrechtii,
Temeropia mayumbaensis, Rhincalanus cornutus, Pleuromamma piseki e
Haloptilus longicornis (Valentin et al., 1994).
Apesar de ter uma sazonalidade bem caracterizada, os efeitos da
ressurgência não se restringem apenas ao entorno de Cabo Frio e podem mesmo
atingir, dependendo da intensidade e duração do fenômeno, áreas tão distantes
quanto a plataforma externa de São Paulo, 400 km ao sul (Lorenzetti & Gaeta,
1996).
Baía de Guanabara. Este é um dos ecossistemas mais impactados da
costa brasileira e, apesar disso, são relativamente raros os levantamentos
fitoplanctônicos de suas águas. Villac (1990) inventariou um total de 159 espécies
do fitoplâncton, sendo 103 diatomáceas, 42 dinoflagelados, 5 clorofíceas, 4
cianobactérias, 3 euglenofíceas, 1 silicoflagelado, 1 prasinofícea e 1 criptofícea.
Segundo Krau (1958 apud Valentin et al., no prelo), desde a década de 40, o
impacto negativo de efluentes domésticos e industriais e dos aterros em sua orla
tem refletido na diminuição da variabilidade específica do plâncton. De um modo
geral, nas áreas mais impactadas, a comunidade de fitoplâncton apresenta baixa
diversidade específica, com dominância de diatomáceas e flagelados do
nanoplâncton e grande presença de cianobactérias. São freqüentes muitas
espécies oportunistas, típicas de ambientes impactados, incluindo-se vários
dinoflagelados causadores de maré vermelha, tais como Oxyphysis oxytoxoides,
Prorocentrum micans, P. triestinum e Scrippsiella trochoidea. Desde 1914 até
1990, foram relatadas 6 espécies causadoras de florações (“bloom”) na Baía da
Guanabara: as diatomáceas Cyclotella meneghiniana e Skeletonema costatum,
os fitoflagelados Chattonella sp., Eutreptia lanowii e Chlamydomonas reinhardi e
os dinoflagelados Prorocentrum sp. e Scrippsiella trochoidea (Valentin et al., no
prelo).
As informações sobre o zooplâncton da Baía de Guanabara foram
sumarizadas e discutidas por Valentin et al. (no prelo). Vários autores relataram a
ocorrência de um gradiente espacial na distribuição, com maior ocorrência na
parte externa e intermediária da baía e menor no interior, provavelmente em
função da maior intensidade da poluição. Os copépodes são dominantes
quantitativamente. Das 31 espécies já identificadas na baía (Mattos, 1989 apud
Valentin et al., no prelo), as dominantes têm sido: Acartia lilljeborgi, Paracalanus
parvus, P. quasimodo e Corycaeus giesbrechti. De um modo geral, nota-se
diferenças dos principais grupos em relação à sensibilidade à poluição:
apendiculárias são “não sensíveis”, copépodes, quetognatos e cladóceros são
“pouco sensíveis” e os taliáceos e sifonóforos, “muito sensíveis”. Dentre as
apendiculárias, as mais comumente citadas são: Oikopleura dioica (a mais
freqüente), O. cophocerca, O. fusiformes e O. rufescens; dentre os quetognatos,
Sagitta tenuis é a mais tolerante à poluição, mas também ocorrem as espécies
Sagitta enflata, S. hispida e Krohnitta sp. Dentre os sifonóforos, a única espécie
que tem sido relatada, e em baixa freqüência é Muggiae kochi.
Região costeira de Ubatuba. Esta região, localizada no litoral norte de
São Paulo, tem sido palco de muitos estudos a partir da década de 70, quando se
caracterizou o sistema de produção como sendo oligotrófico e dominado por
flagelados do nanoplâncton (Sassi, 1975; Sassi & Kutner, 1982). Baseado em
experimentos de produção primária no verão e inverno, Teixeira (1973) sugeriu o
efeito da intrusão da ACAS no verão, influenciando a fertilidade das águas
costeiras, fato efetivamente constatado por Ambrósio (1983) e confirmado em
experimentos por Saldanha (1993). Em meados da década de 80 e início da de
90, foi realizado um grande projeto integrado de “Utilização Racional dos
Ecossistemas Costeiros da Região Tropical Brasileira: Estado de São Paulo” que
permitiu uma melhor compreensão da estrutura e funcionamento desse
ecossistema costeiro (Pires-Vanin et al., 1993). Ficou claramente caracterizado o
efeito da penetração da ACAS sobre a plataforma rasa na época do verão, que,
mesmo não aflorando à superfície e com caráter intermitente de curta duração
(Susini-Zillmann, 1990), enriquece em nutrientes a camada eufótica, propiciando o
incremento na produção biológica e condicionando os padrões sazonais na
composição e biomassa do plâncton (Vega-Perez, 1993) e, provavelmente,
também os mecanismos adaptativos das comunidades para aproveitar
sincronicamente esses pulsos de produção, como sugerem os dados de desova
dos peixes e ocorrência do ictioplâncton (Katsuragawa et al., 1993). No
zooplâncton, os copépodes foram o grupo dominante, sendo mais freqüentes
Paracalanus quasimodo, Ctenocalanus heronae e Temora stylifera. Quanto aos
demais grupos, os mais freqüentes foram o cladócero Penilia avirostris, a
apendiculária Oikopleura dioica e os quetognatos do gênero Sagitta. No verão
ocorreu grande abundância de salpas (Thalia democratica).
Sistemas estuarino-lagunares de Cananéia e Paranaguá. Esse tipo de
ecossistema, rodeado por florestas de mangue, caracteriza-se por apresentar alta
produção de matéria orgânica particulada em suspensão (Mesquita, 1983), do
qual por volta de 30% é representado pelo fitoplâncton. Esta contribuição tende a
aumentar nos meses de verão, devido a maior temperatura, diminuição da
salinidade e aumento de nutrientes devido à maior precipitação pluviométrica. Em
Cananéia, os estudos taxonômicos foram iniciados na década de 50. Teixeira et
al. (1965) apresentaram uma composição taxonômica e o domínio de
Skeletonema costatum sobre as demais diatomáceas. Com base em trabalhos
realizados até o final de década de 60, Tundisi (1970) apresentou uma revisão
conceitual sobre os fatores que controlam a produção primária no ecossistema de
Cananéia. Os principais grupos do zooplâncton também foram estudados ao
longo da década de 60 e 70, como os copépodes, quetognatos, misidáceos e
informações gerais foram sintetizados por Tundisi (1970) e Por et al. (1984). De
um modo geral, o número de espécies planctônicas é menor nos estuários que
nas águas costeiras adjacentes porque o meio estuarino é mais seletivo, com
maiores amplitudes de variações da salinidade e da turbidez, em distâncias
relativamente pequenas (Riley, 1967).
Na Baía de Paranaguá e adjacências, os estudos sobre o plâncton se
iniciaram na década de 80. O fitoplâncton é dominado, normalmente, por
diatomáceas cêntricas, notadamente Skeletonema costatum e Chaetoceros spp. e
diatomáceas penadas do grupo das Nitzschia e várias espécies bênticas
ressuspendidas pela turbulência decorrentes da ação dos ventos e correntes de
maré (Fernandes, 1992; Brandini & Thamm, 1994; Brandini & Fernandes, 1996).
Na comunidade fitoplanctônica da região nerítica adjacente da plataforma do
Paraná, podem ser identificadas duas associações de algas: (a) uma costeira,
com espécies neríticas eurihalinas como Skeketonema costatum e Chaetoceros
spp. e diatomáceas bênticas ressuspendidas; (b) uma típica de água de
plataforma, com espécies flageladas e diatomáceas planctônicas (Brandini &
Fernandes, 1996). O zooplâncton do complexo estuarino de Paranaguá é
relativamente pouco estudado. Os primeiros trabalhos foram feitos por Sinque et
al. (1982, 1983) e Sinque (1989) com o ictioplâncton, mostrando que predominam
larvas de peixes das famílias Gobiidae, Sciaenidae e Engraulidae. As primeiras
descrições das variações espaço-temporais da composição e abundância do
zooplâncton na baía foi feita por Montú & Cordeiro (1988). Uma síntese e estudos
mais detalhados da distribuição espaço-temporal em amplos setores do complexo
estuarino foi apresentado por Lopes (1997). O zooplâncton é dominado pelos
copépodes, que podem atingir até 90% da densidade total de organismos com
predominância dos gêneros Acartia, Paracalanus, Temora, Pseudodiaptomus,
Oithona, Corycaeus e Euterpina (Lopes, 1997). Outros zooplanctontes
numericamente importantes no estuário são os tintiníneos, apendiculárias,
cladóceros e larvas de poliquetas e decápodes.
Lagoa dos Patos. Os estudos nesta região intensificaram-se a partir de
meados da década de 80, com amostragens semanais e espacialmente
abrangentes, no canal de acesso e também em área mais rasas do interior da
lagoa. Esse ecossistema pode ser considerado um ambiente eutrofizado e
exportador de matéria orgânica para a água costeira adjacente, com expressiva
contribuição do fitoplâncton (Proença et al., 1994). Em ocasiões de vento sul com
maré enchente, aumenta o tempo de residência da água costeira no interior da
lagoa e isto favorece o crescimento de espécies eurihalinas, como Skeletonema
costatum. Diversos trabalhos sobre os principais grupos do zooplâncton também
foram realizados na Lagoa dos Patos e nas áreas costeiras adjacentes. Uma
revisão geral dos trabalhos realizados até meados da década de 80 é
apresentada por Montú (1987).
A região nerítica do extremo sul do Brasil sofre influências expressivas das
descargas fluviais da foz do Prata, da Lagoa dos Patos e da Corrente das
Malvinas (CM). De um modo geral, o máximo de biomassa ocorre em regiões
mais próximas à costa e especialmente nos meses mais frios (Meneghetti, 1973).
Durante o verão, a presença das águas oligotróficas da CB provoca uma
diminuição da biomassa e durante os meses mais frios, com a retração da CB,
ocorre a invasão das águas costeiras de menor salinidade e mais ricas em
nutrientes associadas à CM (Meneguetti, 1973). A partir de 1993 novos estudos
foram realizados na plataforma continental do RS através do projeto ECOPEL
(Castello et al., 1990). Uma interessante relação entre massas de águas e
distribuição de quetognatos foi apresentada por Resgalla Jr. & Montú (1995), que
identificaram os seguintes grupos de espécies: (a) Sagitta tenuis (+ S. friderici?)
em águas costeiras; (b) S. tasmanica em águas subantárticas; (c) S. enflata e S.
hispida em águas tropicais de plataforma; (d) S. hexaptera, Pterosagitta draco e
Krohnitta pacifica em águas tropicais oceânicas; e (e) S. decipiens, S. lyra e K.
subtilis em águas subtropicais do talude. Revisões recentes sobre diversos
grupos foram publicadas em Seeliger et al.(1997 e 1998).
2.2 Caracterização, quantificação e avaliação crítica da informação
disponível
Os trabalhos sobre o plâncton realizados na costa brasileira podem ser
classificados em 5 diferentes categorias: sistemática, ecologia, fisiologia, revisões
gerais e trabalhos técnicos (Brandini et al., 1997). Para o escopo do presente
diagnóstico são mais importantes os de caráter sistemático e de ecologia.
De um modo geral, uma avaliação histórica mostra um acentuado aumento
no número de trabalhos a partir da década de 50, época de estabelecimento dos
primeiros centros de pesquisa marinhas no Brasil. A partir da década de 80 houve
um novo salto na produção científica, que pode ser atribuída à participação de
outras instituições recém-inauguradas e ao aumento no número de profissionais
dedicados aos estudos planctonológicos (Brandini et al., 1997).
Analisando a produção científica até março de 1997, Brandini et al. (1997)
mostraram que dentre esses trabalhos, predominam os com zooplâncton, com
cerca de 45% do total, seguido pelo fitoplâncton, com cerca de 34%, ictioplâncton,
com 8%, protozooplâncton, com 4% e bacterioplâncton, com 2%. Os trabalhos
publicados entre 1847 e 1945, a maioria dos quais com zooplâncton, foram
classificados como históricos e estes perfazem 7% do total.
Por questões logísticas, a maioria desses trabalhos foi realizada em
regiões costeiras e, mais especificamente ainda, em áreas abrigadas como
sistemas estuarinos. As regiões mais intensivamente estudados sob todos os
pontos de vista são (de norte para o sul): Recife/Itamaracá (PE), Cabo Frio (RJ),
Baía de Guanabara (RJ), Ubatuba (SP), Cananéia (SP), Baía de Paranaguá (PR)
e Lagoa dos Patos (RS).
Ao se analisar a distribuição da produção científica por área de estudo,
verifica-se um contraste muito acentuado, com cerca de 60% dos trabalhos
concentrados na Área Sul, 20% na Área Nordeste e menos de 10% em cada, nas
áreas Norte e Central. Nesta análise, os trabalhos que abrangem
simultaneamente mais de uma área correspondem a cerca de 13% do total
(dados compilados de Brandini et al., 1997). São raros ou inexistentes os estudos
sobre o ictioplâncton, meroplâncton, protozooplâncton e bacterioplâncton nas
Áreas Norte, Nordeste e Central.
Numa avaliação geral, destacam-se mais as lacunas do que os grupos
satisfatoriamente inventariados. A única área que apresenta resultados cuja
abrangência pode ser considerada satisfatória é a Área Sul e ainda assim apenas
para alguns grupos taxonômicos. Por exemplo, a distribuição em meso-escala do
fito, zoo e ictioplâncton (com informações taxonômicas até família em grande
parte dos trabalhos).
Em todas as áreas é preciso coletar amostras em regiões oceânicas e
detecta-se carências de maior esforço de amostragem e estudos taxonômicos
em todos os grupos planctônicos, especialmente em bacterioplâncton,
protozooplâncton, meroplâncton, ictioplâncton e as frações do pico e nanoplâncton (fitoplâncton).
2.3 Riqueza e distribuição das espécies planctônicas
O Anexo 1 apresenta a lista geral de espécies do plâncton da região
costeira e da plataforma continental brasileira divididas por categorias
planctônicas – fitoplâncton, zooplâncton, ictioplâncton, protozooplâncton e
bacterioplâncton. Os dados de ocorrência dizem respeito às grandes áreas da
região costeira (vide item 1.8) e, quando pertinentes, são fornecidos também
informações adicionais de distribuição quanto à preferência ou indicação de
massas de água. Para a sua elaboração foram consultadas um total de 157
referências bibliográficas, listadas na Tabela 1 e relacionadas por área de
abrangência dos estudos. Para evitar a duplicação de citação, os trabalhos cujas
amostragens ou dados de ocorrência abrangeram mais de uma grande área,
foram relacionadas sob a indicação de localidade “geral”. E dentro de cada
grande área, os trabalhos cuja abrangência engloba mais de um Estado, estão
listados na designação da área em questão.
Tabela 1 – Relação das referências bibliográficas utilizadas para a elaboração da
lista geral de espécies planctônicas da região costeira e oceânica brasileira.
LOCALIDADES
GERAL
TOTAL
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
23 Alvariño, 1981; Antezana & Brinton, 1981; Björnberg, 1963; Boltovskoy, D.,
1981a; 1981b; Boltovskoy, E., 1981b; Boschi, 1981; Ciechomsky, 1981;
Cornelius & Silveira, 1997; D’Incao, 1997; Esnal, 1981a; 1981b; Lima,1996;
Matsuura, 1986; Montú, 1994; Narchi, 1962; Ramírez & Zamponi, 1981; Ribeiro,
1996; Rocha, 1997; Souto, 1981; Støp-Bowitz, 1981; Van der Spoel &
Boltovskoy, 1981; Wood, 1966
ÁREA NORTE
Amapá
Pará
Maranhão
3
1
3
Calef & Grice, 1967; Silva-Cunha et al., 1991; Vannucci & Queiroz, 1963
ÁREA NORDESTE
4
Ekau & Westhaus-Ekau, 1996; Paranaguá,
Nascimento-Vieira, 1991; Silva-Cunha et al., 1991
Piauí
Ceará
R. Grande do Norte
Paraíba
Pernambuco
Alagoas
Sergipe
Bahia (norte)
Ilhas Oceânicas *1
ÁREA CENTRAL
Bahia (sul)
Paiva, 1991
Fernandes, 1988; Lopes, 1986; 1988
1963;
Santana-Barreto
&
4
Klein & Moreira, 1977; Passavante et al., 1982; Tahim et al., 1991; Machado et
al., 1980
5 Medeiros & Björnberg, 1978; Medeiros et al., 1991; Nair & Sankarankutty, 1988;
Oliveira, 1986; Oliveira & Lima, 1991
5 Sassi, 1987; 1991; Sassi & Melo, 1982; Sassi et al., 1991; Singarajah, 1978
14 Eskinazi-Leça & Koening, 1985; Eskinazi-Leça et al., 1989; Eskinazi-Sant’ana &
Tundisi, 1996; Gomes, 1991; Lins da Silva et al., 1997; Neuman-Leitão , 1986;
1990; Neuman-Leitão et al., 1993; Neuman-Leitão et al., 1996; NogueiraParanhos & Paranaguá, 1991; Paranaguá et al., 1990; Silva, 1982; Silva-Cunha
& Eskinazi-Leça, 1990; Silva-Cunha et al., 1987
2 Lira et al., 1997; Nascimento Vieira et al., 1990
3 Araujo & Montú, 1993; Araújo et al., 1991; Rocha, 1984
5 Björnberg & Campaner, 1988; Medeiros & Björnberg, 1978; Lessa et al., 1997;
Röpke et al., 1996; Vannucci, 1958
5
Castro & Bonecker, 1996; Ekau & Matsuura, 1996; Lopes & Dutz, 1996; Paredes
et. al., 1980; Schwamborn & Bonecker, 1996
Espírito Santo
Rio de Janeiro (até
Cabo de São Tomé)
Ilhas Oceânicas *2
ÁREA SUL
Rio de Janeiro (Sul
Cabo de São Tomé)
São Paulo
Paraná
Santa Catarina
Rio Grande do Sul
3
3
Bonecker et al., 1991; Castellões & Bonecker, 1997; Dias, 1996
Gaeta, 1994; Gaeta et al., 1993; Katsuragawa et al., 1997
2
Björnberg & Forneris, 1958; Vannucci & Almeida Prado, 1959
30
Alvariño, 1980; Barth & Castro, 1964; Björnberg, 1975; Boltovskoy, E., 1959;
Boltovskoy, E. et al., 1996; Bonecker & Hubold, 1990; Brandini, 1988; 1990;
Brandini & Moraes, 1986; Calazans, 1993; Campaner, 1977; 1984; Cordeiro &
Montú, 1991; Côrte-Real & Callegaro, 1973; Dutra-Pereira, 1969; Fernandes,
1998;
Forneris, 1965; Katsuragawa, 1985; 1990; 1997; Katsuragawa &
Matsuura, 1990; Kurtz & Matsuura, 1994; Lansac-Tôha, 1991; Matsuura & Sato,
1981; Matsuura & Suzuki, 1997; Matsuura & Yoneda, 1986; Mesquita, 1987;
Montú, 1987; Muelbert & Sinque, 1996; Valentin et al., 1994
Abreu & Nogueira, 1989; Bonecker, 1983; Bonecker et al., 1990; 1995;
16 Guimarães et al., 1993; Hagler & Mendonça-Hagler, 1979; 1981; Hagler et al.,
1986; Lins da Silva et al, 1988; Schutze et al., 1989; Teixeira et al., 1989;
Valentin, 1983; 1989; Valentin et al., 1985; Villac, 1990; Wandeness et al., 1997
6 Aidar et al., 1993; Katsuragawa & Dias, 1997; Katsuragawa et al., 1993; Lopes,
1989; 1994; Vega-Pérez, 1993
9 Almeida & Spach, 1992; Brandini & Fernandes, 1996; Cunha, 1989; Fernandes,
1992; Freire, 1998; Godefroid et al, 1997; Montú & Cordeiro, 1988; Lopes, 1997;
Rezende, 1995
8 Cardoso et al., 1994; Corbellini, 1989; Felício-Fernandes et al., 1994; Moreira
Filho et al., 1985; Rörig et al., 1997; Souza-Mosimann, 1985; 1988; SouzaMosimann et al., 1989
19 Amaral et al., 1997; Bergesch & Odebrecht, 1997; Bersano & Boxshall, 1994;
Bond-Buckup & Tavares, 1992; Duarte, 1994; Ciotti, 1990; Gloeden, 1993;
Hereu & Calazans, 1997; Ibagy & Sinque, 1995; Montú & Gloeden, 1996;
Muelbert & Weiss, 1991; Muxagata et al., 1997; Pereira, 1983; Resgalla Jr. &
Montú, 1993; 1994; 1995; Rosa & Aguiar, 1975; Weiss et al., 1976; 1988
*1 - Atol das Rocas, Arquipélago de Fernando de Noronha; Arquipélago de São Pedro e São Paulo
*2 - Ilhas de Trindade e Martin Vaz
Houve uma preocupação em elaborar uma lista de espécies a mais
abrangente e exaustiva possível e assim, não se limitou a examinar apenas
trabalhos publicados em revistas de maior divulgação e muitas das espécies
listadas aparecem em teses e dissertações e relatórios técnicos de circulação
mais restrita. Apesar desse esforço, esta é uma lista preliminar que deverá sofrer
acréscimos, correções e modificações com o passar do tempo, não só pela
dificuldade em localizar alguns trabalhos já publicados, mas, principalmente,
porque as lacunas amostrais ainda são muito grandes. As técnicas para coleta,
fixação e observação dos organismos menores e mais delicados também estão
evoluindo e isto trará num futuro próximo, incrementos consideráveis no inventário
da biodiversidade planctônica.
A qualidade dos dados apresentados no Anexo 1 é bastante heterogênea,
refletindo a diversidade das fontes e isto é bem evidente nas atribuições de
autoria das espécies, havendo desde citações pura e simples dos binômios até
indicações precisas de autores e ano de publicação. Sempre e quando possível,
foi realizado um trabalho de atualização sinonímica das espécies e, muitas vezes,
feita apenas a indicação de inexistência de consenso sobre qual denominação é a
mais aceita. Em alguns casos, optou-se por não incluir algumas denominações
duvidosas, não sem antes checar no “Index to Organism Names”
(http://www.york.biosis.org/triton/indexfm.htm)
e
no
Citation
Database
(http://wos.isiglobalnet.com/brazil/CIW.cgi).
A Tabela 2 apresenta um resumo quantitativo do Anexo 1, onde é possível
avaliar rapidamente os grupos taxonômicos listados, com o número total de
espécies e as contribuições relativas. Assim, por exemplo, de um total de 2860
espécies listadas (consideradas os gêneros e também as categorias infra-
específicas), foram identificadas no fitoplâncton, algas de 11 diferentes classes,
sendo que as diatomáceas formam o grupo com maior riqueza específica, com
783 espécies, atingindo 27,4% do total geral de espécies, seguido dos
dinoflagelados com 364 espécies e 12,7% do total. Do zooplâncton, foram
considerados 23 diferentes grupos taxonômicos, em que sobressaem os
copépodes calanóides, com 223 espécies (7,8% do total geral). No ictioplâncton,
além da lista de espécies, foi dado destaque também às informações de
ocorrências de famílias e de uma ordem (Anguiliformes), uma prática já
consagrada dentro da especialidade devido à grande dificuldade de identificação
das larvas de peixes. No total, foram identificadas larvas de 103 famílias e 227
espécies de teleósteos, o que perfaz quase 8% do total geral de espécies do
plâncton. No protozooplâncton tomou-se cuidados para só relacionar os
protozoários sabidamente planctônicos e dentre esses, os tintiníneos
sobressaíram, com um total de 128 espécies. E dentre o bacterioplâncton, além
das bactérias heterotróficas, foram relacionadas as cianobactérias (24 espécies) e
também fungos e leveduras.
A tabela 2 reflete também o viés amostral favorável à Área Sul, pois
praticamente todos os grupos taxonômicos apresentam maior percentual de
espécies listadas como ocorrendo nessa área. Em alguns casos como bactérias,
fungos e mesmo os misidáceos, a lista mostra que todas as espécies foram
identificadas somente no sul. Não que esses organismos não ocorram nas demais
áreas, mas simplesmente porque não houve ainda esforço de coleta e estudos
nas outras regiões.
Devido à forte associação do plâncton com a movimentação das massas
de água, não faz sentido nesta comunidade os conceitos de endemismo e
migração (no sentido de controle de distribuição horizontal). Mesmo o caráter de
raridade se refere, no mais das vezes, a algumas ocorrências esporádicas, fruto
de fenômenos oceanográficos, pois uma espécie pode ser rara em determinada
região e dominante em outra, dependendo das características hidrográficas
reinantes. Mais pertinente é o conceito de comunidades associadas a massas de
água e, eventualmente, de espécies indicadoras. Sempre que possível, essas
informações estão indicadas no Anexo 1.
Tabela 2. Resumo quantitativo do Anexo 1. Lista com o total de espécies para
cada grupo taxonômico, as contribuições relativas e dados de ocorrência por
Área.
Grupos e Categorias Taxonômicas
No. de
OCORRÊNCIAS1
espé- % do Área
Área
cies
total
Norte
NE
Área
Central
Área
Sul
783
364
96
66
9
7
5
4
4
1
1
101 (12,9)
73 (20,1)
67 (69,8)
3 (4,6)
2 (22,2)
5 (71,4)
2 (50,0)
-
639 (81,6)
257 (70,1)
65 (67,7)
5 (7,6)
9 (100)
1 (14,3)
1 (20,0)
4 (100)
3 (75,0)
1 (100)
-
FITOPLÂNCTON
Diatomophyceae (diatomáceas)
Dinophyceae (dinoflagelados)
Prymnesiophyceae (cocolitoforídeos)
Chlorophyta (clorofíceas)
Dictyochophyceae (silicoflagelados)
Prasinophyceae
Cryptophyceae
Chrysophyceae
Euglenophyceae
Raphidophyceae
Xantophyceae
27,38
12,73
3,36
2,31
0,31
0,25
0,17
0,14
0,14
0,03
0,03
207 (26,4)
136 (37,4)
9 (9,4)
50 (75,8)
1 (11,1)
1 (20,0)
1 (25,0)
-
303 (38,7)
89 (24,5)
7 (7,3)
11 (16,7)
1 (11,1)
3 (42,9)
3 (60,0)
1 (25,0)
1 (100)
ZOOPLÂNCTON
Coelenterata - Siphonophorae
Coelenterata - Hydromedusae
Coelenterata – Scyphomedusa
Ctenophora
Turbellaria
Rotifera
Mollusca – Pteropoda
Mollusca (meroplâncton)
Annelida – Polychaeta (holo +
meroplâncton)
Crustacea – Cladocera
Crustacea – Mysidaceae
Crustacea - Ostracoda
Crustacea – Amphipoda
Crustacea - vários grupos
(meroplâncton)
Crustacea – Decapoda (holo +
meroplânc.)
Crustacea - Euphausiacea
Crustacea – Copepoda Calanoidea
Crustacea – Copepoda Cyclopoidea
Crustacea – Copepoda
Poecilostomatoida
Crustacea – Copepoda Harpacticoida
Chaetognatha
Appendicularia
Thaliacea
ICTIOPLÂNCTON
Ordem
Famílias
Espécies
PROTOZOOPLÂNCTON
Ciliophora (autótrofos)
Tintinnina
Foraminifera
Rhizopoda – Euglyphina (Tecamebas)
Radiolaria
BACTERIOPLÂNCTON
Cyanobacteria
Bacteria
Fungi
71
94
7
3
13
70
51
8
40
2,48
3,29
0,25
0,10
0,45
2,45
1,78
0,28
1,40
37 (39,4)
17 (24,3)
17 (33,3)
13 (32,5)
56 (78,9)
51 (54,2)
1 (14,3)
2 (66,7)
60 (85,7)
36 (70,6)
6 (75,0)
31 (77,5)
40 (56,3)
44 (46,8)
1 (14,3)
22 (43,1)
1 (12,5)
6 (15,0)
47 (66,2)
82 (87,2)
6 (85,7)
1 (33,3)
13 (100)
7 (10,0)
38 (74,5)
3 (37,5)
22 (55,0)
58
9
5
31
13*
2,03
0,31
0,18
1,08
-
7 (12,1)
1 (20,0)
29 (93,5)
5 (38,4)
4 (6,9)
2 (40,0)
29 (93,5)
8 (61,5)
3 (5,2)
1 (20,0)
12 (92,3)
52 (89,7)
9 (100)
2 (40,0)
5 (16,1)
6 (46,1)
51
1,78
8 (15,7)
16 (31,4)
8 (15,7)
47 (92,2)
31
223
48
60
1,08
7,80
1,68
2,10
2 (6,5)
131 (58,7)
17 (35,4)
11 (18,3)
10 (32,3)
43 (19,3)
22 (45,8)
13 (21,7)
15 (48,4)
93 (41,7)
10 (20,8)
33 (55,0)
30 (96,8)
145 (65,0)
36 (75,0)
51 (85,0)
16
24
29
22
0,56
0,84
1,01
0,77
8 (50,0)
10 (41,6)
3 (10,3)
2 (9,1)
9 (56,3)
12 (50,0)
12 (41,4)
11 (50,0)
6 (37,5)
14 (58,3)
15 (51,7)
6 (27,3)
11 (68,8)
21 (87,5)
26 (89,7)
19 (86,4)
1*
103*
227
7,94
1 (100)
1 (0,97)
1 (0,44)
1 (100)
33 (32,0)
43 (18,9)
1 (100)
79 (76,7)
80 (35,2)
1 (100)
74 (71,9)
165 (72,7)
15
128
50
1
19
0,52
4,48
1,75
0,03
0,66
34 (26,6)
9 (47,4)
7 (46,7)
50 (39,1)
22 (44,0)
18 (94,7)
16 (12,5)
16 (32,0)
1 (100)
4 (21,1)
8 (53,3)
96 (75,0)
47 (94,0)
17 (89,5)
24
30
62
0,84
1,05
2,17
9 (37,5)
-
12 (50,0)
-
2 (8,3)
-
14 (58,3)
30 (100)
62 (100)
1 - O primeiro valor é o número absoluto de espécies por Área de estudo. O valor entre parênteses é o percentual relativo
a área.
Uma mesma espécie pode ocorrer em mais de uma área.
* - Números não incluídos no total de espécies.
2.4 Avaliação do conhecimento e utilização da biodiversidade planctônica
Com a exceção da pesca artesanal sobre as larvas e, principalmente,
juvenis de alguns peixes, sobretudo da família Engraulidae, que ocorre em
regiões abrigadas da Baía de Paranaguá (PR) e na região de Cananéia (SP),
desconhece-se outros usos diretos do plâncton na costa brasileira. Existem, no
entanto, reflexos indiretos da maior importância, considerando que a maioria dos
recursos economicamente relevantes no contexto da atividade pesqueira,
possuem elos planctônicos. O recrutamento aos estoques explotáveis de recursos
como os peixes teleósteos, camarões, lagostas, siris e caranguejos, ostras e
mexilhões, dentre outros, depende do que acontece durante a fase planctônica e,
portanto, quaisquer impactos que afetem o sistema planctônico resultarão em
efeitos sobre esses organismos.
Mesmo no contexto estritamente da biodiversidade planctônica, é preciso
envidar esforços para se conhecer as características bioquímicas das nossas
microalgas, pois o teor de certos compostos, especialmente, ácidos graxos da
série Ω-3 são cruciais nos projetos de aqüicultura. Ainda neste contexto do
potencial para a aqüicultura, é importante salientar a riqueza de espécies de
rotíferos, fundamentais para a larvicultura de peixes marinhos e, adentrando um
pouco na área das lagoas hipersalinas do Nordeste, vale lembrar a diversidade
cada vez mais valorizada das Artemias, cujo cistos secos são muito utilizados na
maricultura, em especial na larvicultura camaroneira e a demanda (e
conseqüentemente, os preços) dependem diretamente de características
biológicas como taxas de eclosão, produção e teor nutritivo.
É de grande prioridade, portanto, realizar levantamentos detalhados da
ocorrência dessas espécies importantes como organismos-alimento (microalgas,
rotíferos e artêmias) para a aqüicultura e, idealmente, implantar bancos genéticos,
com culturas monoespecíficas e bioensaios para testar qualidade nutricional,
taxas de crescimento, adaptabilidade ao cultivo em massa e produtividade tendo
em vista o grande potencial para as atividades de aqüicultura.
2.5 Tendências sócio-econômicas, políticas públicas e pressões antrópicas
A biodiversidade planctônica dependente diretamente da dinâmica e da
qualidade da água. A principal fonte de impactos ambientais à comunidade
planctônica é a poluição das águas, notadamente o aporte de matéria orgânica
particulada e dissolvida que altera o balanço de nutrientes. Esse desequilíbrio
pode levar a um processo de enriquecimento nutricional exagerado, a
eutrofização, que pode favorecer o crescimento de espécies oportunistas em
detrimento de outras mais sensíveis. Se tal crescimento for explosivo, estará
configurado a ocorrência de um “bloom” ou florescimento de alga, que,
dependendo da espécie, pode ser danosa para o ecossistema e um fator de risco
para a saúde pública (vide item 1.2).
O crescimento das cidades litorâneas e da demanda turística, o aumento
das atividades portuárias e de extração e transporte de petróleo ao longo da costa
e a gradativa implantação de empreendimentos de aqüicultura que já começam a
alterar a paisagem no nordeste e na costa de Santa Catarina, todos esses
empreendimentos estão aumentando os fatores de risco de poluição e
eutrofização das águas costeiras.
O CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente) em sua resolução n.º
001 de 23 de Janeiro de 1986, estabelece as definições, as responsabilidades, os
critérios básicos e as diretrizes gerais para uso e implementação da Avaliação de
Impacto Ambiental. Essa resolução já prevê a necessidade de elaboração prévia
de estudo de impacto ambiental e respectivo Relatório de Impacto Ambiental RIMA, para a “instalação de portos e terminais de minério, petróleo e produtos
químicos; oleodutos, gasodutos, minerodutos, troncos coletores e emissários de
esgotos sanitários; extração de combustível fóssil; projetos urbanísticos, acima de
100 há (cem hectares); e extração e cultivo de recursos hídricos”.
2.6 Educação ambiental e conscientização pública
Em comparação com outros grupos marinhos mais carismáticos, como as
tartarugas, os mamíferos e aves, para os quais existem consideráveis esforços de
conscientização e educação ambiental, o conhecimento e a consciência da
importância e dos riscos potenciais para a comunidade planctônica é
praticamente nulo. Mesmo a relação entre as etapas planctônicas e a explotação
de recursos economicamente importantes é pouco enfatizada. Melhor divulgação
é feita da importância das épocas de defeso para proteger os estoques em fase
reprodutiva, mas o plâncton, justamente o elo mais frágil da cadeia de produção
biológica, permanece num esquecimento oceânico.
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