microestrutura de um glossário semibilíngue de termos

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UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ
DEPARTAMENTO DE LINGUÍSTICA APLICADA
CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM FORMAÇÃO DE TRADUTORES
MARIA ELIANE GOMES BARBOSA LIMA
MICROESTRUTURA DE UM GLOSSÁRIO SEMIBILÍNGUE DE
TERMOS FUTEBOLÍSTICOS EM PORTUGUÊS/ESPANHOL
FORTALEZA
2013
MARIA ELIANE GOMES BARBOSA LIMA
MICROESTRUTURA DE UM GLOSSÁRIO SEMIBILÍNGUE DE TERMOS
FUTEBOLÍSTICOS EM PORTUGUÊS/ESPANHOL
TCC submetido à Coordenação do Curso
de
Pós-Graduação
em
Linguística
Aplicada da Universidade Estadual do
Ceará, como requisito parcial para a
obtenção do grau de Especialização em
Formação de Tradutores.
Orientação: Profa. Mestre Romi Gläser
Fortaleza-CE
2013
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação
Universidade Estadual do Ceará
Biblioteca Central Prof. Antônio Martins Filho
Bibliotecário Responsável – Dóris Day Eliano França – CRB-3/726
L732m
Lima, Maria Eliane Gomes Barbosa.
Microestrutura de um glossário semibilígue de termos
futebolísticos em português-espanhol. / Maria Eliane Gomes
Barbosa Lima. – 2013.
CD-ROM. 49 f. ; (algumas color.) : 4 ¾ pol.
“CD-ROM contendo o arquivo no formato PDF do trabalho
acadêmico, acondicionado em caixa de DVD Slim (19 x 14 cm x 7
mm)”.
Monografia (especialização) – Universidade Estadual do
Ceará, Centro de Humanidades, Curso de Especialização em
Formação de Tradutores do POSLA da Uece, Fortaleza, 2013.
Orientação: Profa. MS. Romi Gläser.
1. Futebol. 2. Terminologia. 3. Glossário. I. Título.
CDD: 418.02
MARIA ELIANE GOMES BARBOSA LIMA
MICROESTRUTURA DE UM GLOSSÁRIO SEMIBILÍNGUE DE TERMOS
FUTEBOLÍSTICOS EM PORTUGUÊS/ESPANHOL
Trabalho
de
Conclusão
de
Curso
submetido à Coordenação do Curso de
Pós-Graduação em Especialização de
Formação de Tradutores da Universidade
Estadual do Ceará.
Aprovado em ___/ ___/______
BANCA EXAMINADORA
_________________________________________
Profa. Ms. Romi Gläser (Orientadora)
Universidade Estadual do Ceará
________________________________________
Profa. Dra. Vera Lúcia Santiago Araújo
Universidade Estadual do Ceará
_____________________________________________
Profa. Ms. Élida Gama Chaves
Universidade Estadual do Ceará
RESUMO
O trabalho vigente tem como objetivo a elaboração da microestrutura de um
glossário semibilíngue em português/espanhol de termos futebolísticos, cujo públicoalvo é constituído por usuários da língua portuguesa, profissionais da área, turistas,
tradutores e o público em geral no contexto da Copa do Mundo de 2014. Em se
tratando do aspecto teórico, há autores que fundamentaram expressivamente
aspectos Terminológicos e Teminográficos como Pontes (2009), Finatto e Krieger
(2004), Oliveira e Isquerdo (2001), Welker (2004) e Neveu (2008). Já nos estudos da
Linguística de corpus, outro autor importante foi Berber Sardinha (2004) e Tagnin
(2009). Os principais passos de nossa pesquisa consistiram, primeiramente, na
construção do corpus de estudo dos termos de futebol. Logo após, escolhemos os
termos que constituiriam a amostra do nosso glossário, tendo como base um corpus
de estudo comparado com um de referência evidentes no programa WordSmith
Tools que faz a análise de maior frequência dos termos nestes dois corpus
destacados. Em seguida, armazenamos esses termos em fichas terminológicas
dispostas em uma base de dados no Microsoft Word 2007. Os termos foram
organizados semasiologicamente, isto é, partindo do termo para o conceito em
ordem de frequência. 10 termos foram extraídos para a demonstração do glossário.
Desse modo, esperamos que esse trabalho contribua para a conscientização do
público-alvo no contexto da Copa do Mundo de 2014.
Palavras-chave: Futebol. Terminologia. Glossário.
ABSTRACT
The present work aims to elaborate the microstructure of a semi multilingual glossary
in Portuguese/Spanish/English and French with football language expressions,
targeting professionals of Portuguese language as translators, tourists and the
common citizens within the context of the World Cup in 2014. Approaching
theoretical aspects, there are authors that expressively upheld terminological and
terminographical aspects as Pontes (2009), Finatto and Krieger (2004), Oliveira and
Isquerdo (2001), Welker (2004) and Neveu (2008). On the other hand, in the studies
of corpus linguistic, another important author was Berber Sardinha (2004). The main
steps of our research consisted, first of all, in building the study corpus of football
terms. Afterwards, the terms which constituted the sample of our glossary were
chosen, having as a base a study corpus compared with one of reference plain in the
software Word Smith Tools that makes an analysis of higher frequencies of the terms
in these two outstanding corpus. Later, these terms were saved in terminological
files, disposed in a data base of Microsoft Word 2007. The terms were organized in a
semasiological way that is, starting from the term towards the concept in order of
frequency. Ten words were set aside to demonstrate the glossary. Thus, we hope
this work could contribute to make people on the audiences aware in the context of
World Cup 2014.
Key-words: Football, Terminology, Glossary.
SUMÁRIO
CAPÍTULO I ..................................................................................................................7
1.1INTRODUÇÃO .........................................................................................................7
1.2 JUSTIFICATIVA......................................................................................................9
1.3 QUESTÕES DE PESQUISA.................................................................................10
1.4 OBJETIVOS ..........................................................................................................10
1.4.1 Objetivo Geral ....................................................................................................10
1.4.2 Objetivos Específicos .........................................................................................10
CAPÍTULO II - FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA .........................................................11
2.1 A MACRO E A MICROESTRUTURA ...................................................................11
2.2 TERMINOLOGIA ..................................................................................................12
2.2.1 Terminografia .....................................................................................................14
2.2.1.1 Tipologia dos dicionários.................................................................................15
2.2.1.2 Características internas do glossário ..............................................................17
CAPÍTULO III- PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS ..........................................19
3.1 CONTEXTO DA PESQUISA ................................................................................19
3.2 LINGUÍSTICA DE CORPUS .................................................................................19
CAPÍTULO IV- COLETA E ANÁLISE DOS TERMOS FUTEBOLÍSTICOS ..............22
4.1 CRITÉRIOS PARA A ESCOLHA DOS TERMOS PARA A ANÁLISE ................22
4.2. ORGANIZAÇÃO DAS FICHAS TERMINOLÓGICAS .........................................28
4.3 CRITÉRIOS PARA A ORGANIZAÇÃO DA MICROESTRUTURA. .....................30
CONSIDERAÇÕES FINAIS ........................................................................................34
FONTE ........................................................................................................................38
ANEXO ........................................................................................................................39
7
CAPÍTULO I
1.1INTRODUÇÃO
O presente trabalho tem como proposta a elaboração de uma
microestrutura de um glossário semibilíngue português/espanhol com vistas à
realização de um glossário semimultilíngue português-espanhol-inglês-francês de
termos futebolísticos com a colaboração de duas colegas do Curso de
Especialização em Formação de Tradutores, promovido pelo Programa de PósGraduação em Linguística Aplicada da UECE, que venha atender às necessidades
de jornalistas esportivos, profissionais da área, tradutores, estudantes e turistas no
contexto da Copa do Mundo de 2014.
Já na Antiguidade, o exercício de impulsionar uma bola com os pés era
um divertimento popular; na China, constituía mesmo uma distração para os
governantes.
Um documento do século III a.C. conta que o aniversário dos
imperadores chineses era comemorado com uma partida do jogo chamado tsu-chu.
O campo, em frente ao palácio, era limitado por postes de bambu de mais de 8
metros de altura, repletos de adornos em cores brilhantes; entre as traves, uma rede
de seda, com uma abertura de 30 centímetros no centro. A ideia é que cada equipe
deveria tentar passar a chu (bola) pelo orifício da rede adversária.
Em outros países houve o kemari (Japão), o epyskiros (Grécia), o
harpastum (Roma) e o soule (Bretanha e Normandia), todos os jogos em que, com
maior ou menor grau de agressividade, os jogadores tratavam a bola a pontapés.
Contudo, essas são as origens remotas do esporte. O futebol moderno teria nascido
na Itália (segundo os italianos) ou na Inglaterra (segundo os ingleses).
A argumentação italiana baseia-se na existência de um jogo medieval
florentino, que se realizava em comemoração a diversas festas. Denominava-se
calcio, palavra que até hoje significa “futebol” em italiano.
Tenha sido uma evolução do harpastum, do soule ou mesmo do calcio
florentino, a verdade é que o jogo se tornara brutal na Inglaterra, sendo comuns as
mortes e os ferimentos; por isso foi proibido.
8
No século XVIII e princípios do XIX, o esporte popularizou-se na
Inglaterra, difundindo-se em princípio entre as camadas mais baixas da população,
para depois penetrar nas Universidades.
Em 1846, representantes de seis Universidades (Cambridge, Eton,
Oxford, Harrow, Westminster e Winchester) reuniram-se para padronizar o jogo,
onde foi estabelecido o seu código de regras. Em virtude dessa padronização de
regras instituídas na Inglaterra, os termos usados nessa modalidade esportiva
permanecem no original em inglês em muitos idiomas.
Também na América os habitantes antigos (maias, astecas, zapotecas
etc.) praticavam o jogo da bola. E os colonizadores quer tenham aprendido com os
indígenas, quer tenham trazido de seus países de origem, também gostavam desse
esporte.
Chegou ao Brasil em 1894, trazido pelo paulista Charles Miller do retorno
de sua viagem para Inglaterra aos nove anos de idade para estudar. Lá tomou
contato com o futebol e trouxe uma bola e suas regras: é considerado o precursor do
futebol brasileiro.
Esporte praticado no início apenas por pessoas da elite,
popularizando-se na 1ª copa no Brasil em 1950.
Cognominado “esporte das
multidões”, o futebol é a modalidade esportiva que reúne o maior número de adeptos
em todo o mundo.
Outro aspecto a salientar é a relevância dos dicionários para o tradutor,
em especial, o monolíngue, facultando a esse profissional um maior desempenho e
concentração. Enfatizamos que a atenção deve ser voltada na ideia central de um
texto, evitando-se a prática da tradução simultânea de cada palavra. A maior
dificuldade nem sempre é entender o significado das palavras, mas a sua função
gramatical e consequentemente a estrutura da frase. O grau de dificuldade dos
textos vai avançar gradativamente, e o tradutor procurará fazer da leitura um hábito
frequente e permanente a fim de contextualizar todo o léxico, de uma forma
expressiva, em um contexto adequado.
O glossário de termos futebolísticos se faz relevante, pois corrobora para
a conscientização de usuários da língua portuguesa, dos profissionais da área, dos
turistas, dos tradutores e do público em geral no contexto da Copa do Mundo de
2014.
9
O objetivo do trabalho é propor a constituição de um glossário
semibilíngue com termos futebolísticos que se respalda nos seguintes pressupostos
teóricos: estudo da macroestrutura e da microestrutura, fundamentados nas teorias
de Pontes (2009); o estudo da terminologia, trabalhada por Krieger e Finatto (2004)
e a metodologia do trabalho por meio da Linguística de Corpus, levando em
consideração a utilização do programa WordSmith Tools que tem como teóricos
basilar, Berber Sardinha (2004) e Tagnin (2009).
A criação desse glossário semimultilíngue de termos futebolísticos tem o
propósito de instruir e informar os profissionais envolvidos na área em estudos
terminológicos porque é através da Terminologia, que se conceitua os termos
técnico-científicos de uma determinada área, a veiculação e a expressão de sua
linguagem especializada. Devido ao atual mundo globalizado, em diversos setores
das sociedades, surgiu a necessidade de vários profissionais, dentre eles os
tradutores, terem obras de referência multilíngues para subsidiá-los no domínio e
compreensão de terminologias de determinadas áreas e uma melhor comunicação
entre os povos, de modo a propiciar uma inter-relação em nível de intercâmbio,
comércio, cultura, ciência, tecnologia ou informação.
1.2 JUSTIFICATIVA
A iniciativa, que propiciou a escolha desta pesquisa visando a elaboração
de uma microestrutura para a realização de um glossário de termos futebolísticos,
teve como fator primordial a conquista do Brasil em sediar a Copa do Mundo de
2014. Outra motivação foi o apreço pela área de Lexicologia e a sua contribuição
para o trabalho dessa pesquisa, ou seja, a elaboração de um glossário semibilíngue
(português-espanhol) que culminará num futuro próximo com a compilação de um
glossário semimultilíngue.
Essa pesquisa se faz relevante, pois um glossário dessa natureza
pretende contribuir para a disseminação de informações atualizadas, que facilitará
na
compreensão
da
terminologia
futebolística,
transmitindo conhecimentos para o público-alvo.
coletadas
nesse
glossário,
10
1.3 QUESTÕES DE PESQUISA
• Quais são os 10 termos do futebol, apresentados pelo corpus, que corroboram
para a conscientização de usuários da língua portuguesa, os profissionais da área,
jornalistas esportivos, turistas e o público em geral no contexto da Copa do Mundo
de 2014?
• Quais são os critérios teóricos, metodológicos adotados para a elaboração da
microestrutura de um glossário semibilíngue de termos futebolísticos?
• Quais são os elementos da microestrutura que servirão para a confecção do
glossário em português/espanhol?
1.4 OBJETIVOS
1.4.1 Objetivo Geral
Elaborar uma microestrutura para um glossário semibilíngue do português
para o espanhol de termos futebolísticos, selecionando e definindo 10 termos
expressivos nessa área.
1.4.2 Objetivos Específicos
• Realizar uma análise direcionada pelo corpus de textos futebolísticos em
português (Brasil) e espanhol (Uruguai).
• Identificar os 10 termos do futebol que corroboram para a conscientização de
usuários da língua portuguesa, os profissionais da área, turistas e o público em geral
no contexto da Copa do Mundo de 2014.
•
Descrever
os
critérios
metodológicos
adotados
para
a
elaboração
da
microestrutura de um glossário semibilíngue de termos futebolísticos de português/
espanhol.
• Descrever os elementos da microestrutura que servirão para a confecção do
glossário de termos futebolísticos de português/ espanhol.
11
CAPÍTULO II - FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
O presente trabalho contemplará os princípios da Lexicologia com base
em Pontes (2009) e o estudo da Terminologia, trabalhado por Krieger e Finatto
(2004) como alicerce fundamental da pesquisa dos termos futebolísticos.
2.1 A MACRO E A MICROESTRUTURA
Para Pontes (2009, p73), a macroestrutura é constituída por um conjunto
de entradas, organizadas verticalmente no corpo do dicionário ou nomenclatura.
Essas entradas estão dispostas em ordem alfabética, facilitando a leitura do público
– alvo. Ainda, conforme o autor, a organização de um dicionário em relação à
macroestrutura, leva-se em questão os aspectos fundamentais que formam seu
nível estrutural: a seleção lexical, que pode ser feita por meio de um corpus
antecipadamente estabelecido ou através de dicionários já existentes. Consoante o
princípio da seleção lexical, Haensch (1982, p.396) apud Pontes (2009,p.73-74)
salienta que há quatro critérios que estabelecem a constituição da macroestrutura
que são os seguintes: a seleção de entrada de um dicionário, glossário etc., a sua
finalidade (conforme aspectos normativos ou descritivos), o determinado públicoalvo a que se dirigirá (estudantes, tradutores, especialistas etc.). e o método de
seleção lexical de acordo com os princípios linguísticos1.
A microestrutura, para Pontes (2009, p.95), constitui um conjunto de
informações ou paradigmas ordenado horizontalmente, após a entrada, dentro de
cada verbete, em um dicionário ou glossário. Esse paradigma é definido como um
conjunto de informações pertinentes à unidade lexical. Como exemplo de
paradigmas evidenciados na microestrutura, temos a presença de informações
etimológicas, as transcrições fonéticas, as definições etc.
1
Princípios linguísticos: De acordo com Haensch (1982, p.396) apud Pontes (2009,p.73-74): “... a
frequência de uso, a importância de uma unidade léxica dentro do conjunto do vocabulário registrado
e o critério da diferenciação frente ao diassistema de referência e a omissão ou a inclusão de
palavras tabus. “
12
Os paradigmas não estão presentes em todos os dicionários, isso vai
depender da natureza linguística a qual ele apresentará. Em um dicionário escolar,
por exemplo, é constituído de uma entrada, seguido de uma informação gramatical e
a respectiva acepção de sua entrada. Em contra partida, o dicionário de cunho
histórico, além de apresentar uma definição bem elaborada, também é notório a
informação etimológica como um importante traço paradigmático.
2.2 TERMINOLOGIA
A terminologia se baseia no estudo dos subconjuntos do léxico de uma
língua, levando-se em consideração uma área específica do conhecimento. A
terminologia procura estabelecer uma relação entre as estruturas conceituais e as
estruturas lexicais em uma língua.
Consoante Cabré (1993, p.32-33) apud Oliveira e Isquerdo (2001, p.19) a
teoria geral da terminologia se baseia na relação entre os conceitos, na relação
termo-conceito, e na relação semântica específica de cada conceito que permeia
uma determinada área do saber.
Na ótica do glossário semibilíngue de português/ espanhol de termos
futebolísticos, levaremos em consideração a relação termo-conceito; pois os termos
analisados já são existentes na tradição futebolística ao longo da história,
caracterizando esse glossário como semasiológico. A título de ilustração,
evidenciamos essa relação no seguinte termo:
a.......................................................................................................................
Bo.la. s.f. 1. Artefato esférico sólido us. em diferentes jogos (boliche, bilhar, gude,
futebol etc.). 2. Bras.Fut. O jogo de futebol: Saiu para jogar bola. Até que, aos 39
minutos, aproveitando sobra de bola, Baier tocou na saída do goleiro e balançou
as redes pra definir a vitória.  Ba.lón. s.m. Ramírez estrelló un balón al
travesaño.
É notório a relação do termo em português bola, tendo como equivalente
no espanhol o termo balón. Partimos então do princípio semasiológico do qual se
move da direção do termo em destaque bola para o seu conceito. Também como
característica peculiar desse glossário semibilíngue é a contextualização desses
13
termos em sentenças enunciativas evidenciadas nos exemplos em português: “Até
que, aos 39 minutos, aproveitando sobra de bola, Baier tocou na saída do goleiro e
balançou as redes pra definir a vitória.” e, em espanhol: “Ramírez estrelló un balón
al travesaño.”
O glossário futebolístico, em estudo, tem como progressão analítica a
definição que parte dos termos pré-existentes. As definições, conforme Krieger e
Finatto (2004): “...na condição de textos particularizados, identificam facetas de
compreensão de fenômenos e de determinados valores no seio das diferentes
ciências e áreas de conhecimento.” Então, percebemos o quanto é relevante a
definição dos termos futebolísticos como cerne desse trabalho.
Como aspecto também relevante no desenvolvimento desse glossário,
temos a concepção de definição terminológica (doravante DT), sendo reconhecida
como aquela que se ocupa de termos técnico-científicos. Em um amplo contexto
definitório, a DT tem tido uma atenção significativa por muitas razões. Essas razões
têm como aspectos importantes a sua especificação que ocorrem em função de ser
um enunciado-texto que dá conta de significados de termos ou de expressões de
uma técnica, tecnologia ou ciência no escopo de uma situação comunicativa no
âmbito profissional, direcionando, assim, conceitos de uma determinada área de
conhecimento. Logo, definir equivale a expressar um determinado saber, uma
particularidade desse conhecimento especializado.
Como destaque nos estudos terminológicos, faz-se relevante o estudo da
fraseologia como outro objeto fundamental na análise terminológica de termos em
um glossário de uma determinada área específica. Como exemplo de fraseologia,
temos a locução Fútbol sudamericano destacado por último nesse verbete.
a
a
Fu.te.bol. s.m. Esp. Jogo disputado por duas equipes de 11 jogadores cada, num
campo que possui dois gols, e cuja finalidade é, sem usar as mãos, fazer com
que a bola entre no gol do adversário. “Se fizer um levantamento, 75% dos gols
no futebol, hoje em dia, saem de bola parada.”  Fút.bol. s.m. Este miércoles
comenzó la fase de grupos de fútbol femenino en Londres 2012.  Fútbol
sudamericano.
A concepção de fraseologia está relacionada à junção de sintagmas
nominais que amalgamados inferem um valor semântico diferente em relação a um
14
termo que esteja isolado separadamente. Como exemplos de fraseologia, temos as
frases feitas, as locuções, as colocações, as expressões idiomáticas, os coocorrentes e outras expressões do gênero.
Consoante Ettinger, (1982, p.249) apud Krieger e Finatto (2004, p.84)
essas estruturas sintagmáticas apresentam as suas peculiaridades que levam a ser
compreendida
como
unidades
pluriverbais
lexicalizadas
e
presentes
na
comunicação.
De acordo com Krieger e Finatto (2004), essas unidades permeiam a
comunicação humana
tanto em interlocuções gerais como em temáticas
especializadas. Logo, em se tratando de um específico contexto comunicativo,
manifesta-se a fraseologia geral ou a fraseologia especializada. Esta mais vinculada
ao contexto terminológico, pois se vincula a um processo comunicativo e semântico
especializado.
A relevância do estudo da fraseologia especializada está muito presente
na terminologia, pois há uma preocupação por parte dos terminógrafos, pois se trata
de um elemento constitutivo das comunicações profissionais.
2.2.1 Terminografia
A terminografia é uma área direcionada a elaboração de glossários,
dicionários técnicos ou terminológicos e bancos de dados. Podemos denominar
também essa atividade como Lexicografia Especializada ou Terminografia.
Ainda, conforme Krieger e Finatto (2004, p.50) ao mencionarem
Boulanger (2001, p.13), a terminologia é definida como a técnica e o trabalho que
consiste em relacionar minuciosamente os termos de uma área específica do
conhecimento, presentes em uma ou mais línguas; considerando, pois, as suas
formas, relações conceituais (onomasiológicas), e também os seus engajamentos
com diferentes meios profissionais.
Conforme esse viés, delimitamos as características peculiares da
Terminografia que parte do termo que será definido o seu conteúdo e seu uso
profissional. Partimos então do princípio onomasiológico, pois o seu conteúdo é um
15
foco preliminar e antecipa a preocupação com o plano significante no trabalho na
identificação das unidades lexicais que adquirem o estatuto de termo.
De acordo com o estudo terminográfico, é estabelecido um critério
metodológico diferente para a elaboração de um dicionário terminológico. Logo, se
formos elaborar um dicionário terminológico monolíngue, é relevante que
apresentemos o termo, a sua definição e a contextualização desse termo em uma
sentença. Já o glossário semibilíngue de termos futebolísticos em português/
espanhol, cerne desse trabalho, tem como característica o recenseamento de
termos do futebol, a definição de seus termos em português e a contextualização
destes em português e em espanhol, assim como a informação gramatical e a
separação silábica.
2.2.1.1 Tipologia dos dicionários
Os dicionários, por serem bem numéricos, apresentam-se diversas
tipologias. Os dicionários podem ser classificados como gerais, escolares,
dicionários de aprendizagem (classificados como monolíngues, bilíngues e
semibilíngues) e os dicionários terminológicos (glossários).
Os dicionários gerais são obras que possuem uma grande macro e
microestrutura. A microestrutura, nesse tipo de dicionário, não objetiva exaltar
informações que sejam desnecessárias, pressupondo o lexicógrafo que o usuário
tenha os mesmos conhecimentos linguísticos. Esses dicionários servem mais para a
leitura, mas não auxiliam o usuário nas tarefas pertinentes à elaboração de um texto.
Os usuários desse dicionário geralmente têm um bom conhecimento, tendo um
domínio do idioma e são falantes nativos da língua em foco.
Os dicionários escolares, caracterizados como dicionários monolíngues,
manuseados por estudantes do ensino básico. Conforme Haensch e Omeñaca,
(2004) apud Pontes (2009, p.32) esses dicionários apresentam verbetes que não se
restringem apenas à definição, mas apresentam informações mais detalhadas como
a ampliação paradigmática que situa a palavra descrita dentro de um sistema léxico
da língua (sinônimos, antônimos, famílias de palavras) e ampliação sintagmática,
16
que descreve o uso contextual das palavras (sistemas lexicalizados, regime
preposicional, flexões verbais, colocações, modismo etc.).
Os dicionários de aprendizagem que se subdividem em monolíngues,
bilíngues e semibilíngues.
Os bilíngues são utilizados pelos aprendizes de uma língua estrangeira.
Esses tipos de dicionários são utilizados mais no trabalho de compreensão textual
ao invés de auxiliar o aluno na produção de um texto. Uma peculiaridade desse
dicionário é que ele permite contrastar semântica, sintática, pragmática e
culturalmente uma noção em duas línguas diferentes, elucidando para o aluno da
língua estrangeira, através de conceitos ligados à língua materna. Essa prerrogativa
já não é presente em dicionário monolíngue.
Os dicionários semibilíngues, conforme Pontes (2009, p.37), são
caracterizados por apresentarem vocábulos mais simples no idioma em que se está
aprendendo. Apresenta-se constituído por diferentes entradas contextualizadas por
intermédio de exemplos (como em dicionários monolíngues), incluindo-se palavras
sinônimas para cada lema (semelhante aos dicionários bilíngues). Inerente aos
dicionários semibilíngues, há aspectos estruturais em sua conjuntura como a macro
e a microestrutura.
Os dicionários semimultilíngues contemplam mais de dois idiomas,
apresentando o significado dos respectivos lemas e a contextualização destes, em
diferentes exemplos semelhantes aos outros dicionários, favorecendo uma maior
aprendizagem para o seu público-alvo, tanto na língua materna como nas línguas
estrangeiras.
Já os glossários, consoante AULETE (2011) são definidos como:
1.Vocabulário que vem anexo a uma obra para explicar palavras e
expressões técnicas, regionais ou pouco usadas contida no texto.
2.Elucidário de termos técnicos (glossário de termos médicos). 3. Pequeno
léxico de termos obscuros ou pouco conhecidos posto no final de uma obra,
para elucidar palavras obscuras ou pouco conhecidas (glossário da cabala).
4. Léxico de um autor, ger. Em apêndice a uma edição crítica: glossário de
Guimarães Rosa. 5. Função utilitária num processador de textos que
consiste num arquivo como expressões e palavras de uso frequente que
podem ser rapidamente incluídas no texto que está sendo preparado:
glossário de Manoel de Barros. 6. Compilação de glossas.
17
No tocante ao bojo do trabalho, a concepção mais pertinente elencada no
rol de acepções do dicionário AULETE (2011) é a segunda, que diz respeito ao
elucidário de termos técnicos cujo objetivo é a conscientização do público leitor
desses termos, auxiliando a compreensão destes no contexto da Copa do Mundo de
2014.
2.2.1.2 Características internas do glossário
Os verbetes presentes nesse glossário são constituídos de cinco
paradigmas importantes: a entrada, a informação gramatical, a definição do
respectivo termo, a contextualização na língua materna, o sinônimo (se houver), o
equivalente e a contextualização do termo na língua estrangeira.
O primeiro paradigma referente ao glossário é a entrada, sendo definido
como a unidade terminológica constitutiva da produção do saber, também é um
elemento
linguístico
que
converge
na
univocidade
de
uma
comunicação
especializada. Jamais teríamos um termo polissêmico presente em um glossário
dessa natureza.
Segundo Krieger e Finatto (2004), o termo apresenta uma invariabilidade
semântica. Enquanto a palavra adquire diversos significados, dependendo do
contexto discursivo ao qual esteja inserida, as unidades terminológicas não são
suscetíveis de variação semântica, pois expressam conteúdos de uma determinada
área científica. O plano do conteúdo dos termos é depreendido como da ordem dos
conceitos e já o das palavras relativas à língua é de ordem dos significados.
Evidencia-se o caráter onomasiológico que articula a essência dos termos.
A título de ilustração no tocante a essa percepção, o item lexical seleção,
significando uma ação ou resultado de selecionar, de escolher. Já no âmbito
terminológico, o termo seleção, evidente no glossário semibilíngue de termos
futebolísticos em português/espanhol, designa uma equipe formada pelos melhores
atletas em uma modalidade de esporte.
A informação gramatical se destaca como segundo paradigma na
microestrutura deste glossário. Ela se faz relevante, pois auxilia o público-alvo em
18
relação à classe gramatical das palavras, auxiliando-o, por exemplo, na produção e /
ou compreensão de um texto na língua fonte e alvo.
A definição do termo designa a descrição dos semas ou unidades de
significação que estão inerentes ao longo dos verbetes.
A contextualização na língua materna ou paradigma pragmático
apresentam informações contextuais como exemplos e abonações em português e
em espanhol.
E, por último, temos a forma equivalente que fornece a tradução dos
verbetes na língua-alvo.
Em suma, é relevante salientar que os paradigmas não foram escolhidos
aleatoriamente a fim de constituir o glossário destes termos do futebol, mas foram
submetidos a um critério metodológico bem elaborado. No capítulo seguinte,
veremos como foram delineados os procedimentos metodológicos, levando-se em
consideração o apoio da linguística de corpus.
19
CAPÍTULO III- PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
3.1 CONTEXTO DA PESQUISA
Este trabalho monográfico é de caráter terminográfico com uma
perspectiva descritiva direcionada pelo corpus. É de natureza qualitativa, tendo
como princípio a Linguística de Corpus, enquanto abordagem metodológica. Isto
porque, segundo Krieger e Finatto (2004), ainda são recentes as metodologias
para a elaboração de glossários que utilizam softwares para a análise estatística,
lexical e gramatical em textos direcionados por corpora.
A pesquisa para a coleta da terminologia no futebol identificando os 10
termos mais expressivos da área foi desenvolvida pela Linguística de Corpus, isto é,
por meio da exploração de corpora. Utilizando o programa de computador
WordSmith Tools, que, além de fazer a análise de corpus, Berber Sardinha (2004,
p.112) reúne as principais ferramentas que o linguista dessa área precisa para
identificar e comparar as frequências e listar os termos no seu contexto original.
3.2 LINGUÍSTICA DE CORPUS
Consoante Sardinha (2004, p.3), a linguística de corpus se encarrega do
recenseamento de um conjunto de informações linguísticas coletadas com o intuito
de ser base para a pesquisa de uma determinada língua ou variedade linguística.
Ela se dedica à exploração de uma linguagem por meio de comprovações empíricas,
sendo extraídas por um computador.
A Linguística de Corpus contribui para o desenvolvimento dessa
pesquisa, pois, para Sardinha (2004, p.18):
Um conjunto de dados linguísticos (pertencentes ao uso oral ou escrito da
língua, ou a ambos), sistematizados segundo determinados critérios,
suficientemente extensos em amplitude e profundidade, de maneira que
sejam representativos da totalidade do uso linguístico ou de algum de seus
âmbitos, dispostos de tal modo que possam ser processados por
computador, com a finalidade de propiciar resultados vários e úteis para a
descrição e análise.
20
Essa definição se torna mais significativa, conforme Sardinha (2004,
p.18), quando certos aspectos relevantes são considerados, levando-se em questão
os termos futebolísticos, como notamos abaixo:
• A origem: os dados devem ser autênticos. Os termos futebolísticos são oriundos de
jornais brasileiros como Gazeta Esportiva, Jornal Futebol Globo Esporte e Folha de
São Paulo. Também de origem uruguaia como El Heraldo, Ladiaria e Uy Press.
Todos esses artigos futebolísticos são escritos por nativos das línguas em foco,
inferindo autenticidade nesse corpus.
• O propósito: tem como finalidade contribuir com estudos linguísticos. O cerne deste
trabalho é também auxiliar os pesquisadores na área esportiva (representados pelos
tradutores).
• A composição: trata-se de uma análise criteriosa dos termos presentes no corpus.
Como exemplo disso, fizemos o recenseamento dos 10 termos mais relevantes em
virtude da frequência de uso no corpus analisado e da chavicidade.
• A formatação: A legibilidade dos dados do corpus pelo computador. Fizemos essa
constatação através do programa WordSmith Tools que ratificou a legibilidade dos
termos futebolísticos.
• A representatividade: A importância da representação do corpus em uma ou mais
línguas. Nesse âmbito, faremos um glossário semibilíngue de português/espanhol
destinados aos estudantes, tradutores, profissionais da área, turistas e o público em
geral.
• A extensão: O corpus deve ser amplo a fim de que seja representativo. Esse
aspecto é notório nesse trabalho, pois há uma grande frequência de uso dos termos
analisados.
Evidenciamos a relevância dessa ciência para a escolha dos 10 termos
futebolísticos, pois foi através da coleta de artigos sobre futebol na internet, em sites
de jornais na seção de esporte, que constituímos um corpus comparável bilíngue
(corpus composto por dois subcorpora com textos originais nas respectivas línguas),
levando-se em conta a análise feita por intermédio da ferramenta computacional
WordSmith Tools, descrita, a seguir, que elencamos esses 10 termos, analisamos
as suas maiores frequências de usos e os seus respectivos contextos enunciativos.
21
Como análise dos 10 termos futebolísticos, utilizamos esse programa
cujas ferramentas são as seguintes:
WordList, KeyWords e Concord, conforme
explica Sardinha (2004, p.91, 96 e 105):
Wordlist
Propicia a criação de listas de palavras. O programa é pré-definido para
produzir, a cada vez, duas listas de palavras, uma ordenada
alfabeticamente (identificada pela letra A entre parênteses) e outra
classificada por ordem de frequência das palavras (com a palavra mais
frequente encabeçando a lista) em janelas diferentes. O programa oferece
uma terceira janela na qual aparecem estatísticas relativas aos dados
usados para produção das listas.
KeyWords
Permite a seleção de itens de uma lista de palavras (ou mais) por meio da
comparação de suas frequências com uma lista de referências. O resultado
do contraste é uma lista de palavras-chave, ou palavras cujas frequências
são estatisticamente diferentes no corpus de estudo e no corpus de
referência.
Concord
Essa ferramenta produz concordâncias ou listagens das ocorrências de um
item específico (chamado palavra de busca ou nódulo, que pode ser
formado por uma ou mais palavras) acompanhado do texto ao seu redor (o
contexto).
Através dos sites em português como os seguintes: Gazeta Esportiva,
Jornal Futebol Globo Esporte, Folha de São Paulo, assim como sites de jornais em
espanhol representados por: El Heraldo, Ladiaria e Uy Press. Agencia Uruguaya em
que foram coletados e exportados para o programa WordSmith Tools, executando o
processo nas ferramentas descritas anteriormente. Depois de gerada a lista das
palavras mais frequentes, escolhemos os 10 primeiros termos, que servirão como
amostra para a elaboração dos verbetes do glossário sobre termos futebolísticos,
que se pretende elaborar.
22
CAPÍTULO IV- COLETA E ANÁLISE DOS TERMOS FUTEBOLÍSTICOS
Neste capítulo, faremos uma análise de como coletamos e analisamos os
termos do futebol respaldados em aspectos relevantes representados pelos
seguintes aspectos: 1) Critérios para a escolha dos termos para a análise, 2)
Organização das fichas terminológicas; e 3) Critérios para a organização da
microestrutura.
4.1 CRITÉRIOS PARA A ESCOLHA DOS TERMOS PARA A ANÁLISE
Com o intuito de extrair a lista de termos presente no corpus sobre
futebol, com suas frequências de uso, utilizamos a ferramenta wordlist do programa
WorldSmith Tools.
A utilização dessa ferramenta se dá da seguinte forma: Abrimos o
programa WST e clicamos na ferramenta Wordlist. Logo após, iremos carregar os
textos para o programa, que devem estar sem formatação, na extensão txt, para
serem reconhecidos pelo WST.
(Figura 1- janela inicial do programa WordSmith Tools)
23
Para isso, temos que selecionar a opção setting > choose text now,
selecionamos os textos almejados e os armazenamos na memória do programa.
Depois desse passo, clicamos em ok.
(Figura 2 – Janela do Wordlist, opção Setting and Choose Texts)
(Figura 3 - Inserido na janela Choose Texts, os textos que são armazenados devem ser
selecionados)
24
Finalmente, clicamos na opção Make a wordlist now e a lista de palavras
aparece. Logo após, escolheremos a opção File na janela do Wordlist e clicamos em
Save para salvar a lista de palavras.
(Figura 4 –Tela Getting Started)
(Figura 5- lista de palavras por ordem de frequência gerada pela ferramenta
Wordlist)
25
Quando é finalizada a primeira parte referente à análise de corpus
constituída em uma lista de palavras, inicia-se o processo de criação de palavraschave. No entanto, antes de começarmos a trabalhar com a ferramenta Keyword, é
fundamental criar a lista de palavras de um corpus geral de referência. Nesta
pesquisa,
utilizamos
como
corpus
de
referência
o
Projeto
Lácio-Web,
especificamente o Lácio Ref., que é constituído de textos em português brasileiro,
tendo como aspecto relevante a utilização de textos escritos conforme a norma
culta. Trabalhamos, concomitantemente, com um corpus geral de referência em
espanhol composto pelos jornais El Observador, Espectador, Ladiaria, Uruguay al
dia, Uy press e pela revista digital Brecha.
Para se adquirir a lista de palavras-chave basta abrirmos a tela inicial do
WST, e clicarmos na ferramenta Keyword, escolhendo a opção file>new. Na janela
Getting started, Selecionamos, primeiramente, a lista de palavras do corpus de
estudo e depois a do corpus de referência. Depois disso, clicamos na opção Make a
keyword list now para que a lista de palavras seja criada.
(Figura 6 - Tela Getting Started no Keyword)
26
(Figura 7- Palavra-chave criada pelo recurso Keyword)
As palavras-chave mais frequentes estão evidentes logo na primeira
coluna da figura 7. A segunda e a terceira coluna mostram a frequência e a
porcentagem das palavras no tocante ao corpus em análise. Já a quarta e a quinta,
exibem a frequência e a porcentagem das palavras-chave em relação ao corpus de
referência.
As palavras que se evidenciam com mais frequência são indicadas pela
ordem de chavicidade (keyness), isto é, são aquelas palavras cujas frequências são
mais diferentes em relação ao corpus de referência. As mais constantes são
comparadas e analisadas contrastivamente mediante a ferramenta Keyword, que
serão as candidatas a termos.
Outra ferramenta imprescindível para recolhermos o agrupamento de
palavras em seu respectivo contexto enunciativo é o Concord, selecionando o item
Clusters, que são definidos, consoante Sardinha (2004, p.111) como agrupamentos
lexicais, assim como sequência fixas de palavras.
Para localizarmos os Clusters, abrimos a ferramenta Concord no WST,
carregamos novamente os textos do corpus de estudo, conforme os comandos
27
file>new>choose texts now. Depois que os textos são carregados, a janela getting
started aparece. Na opção Search Word, digitamos a palavra de uso que queríamos
analisar, neste caso, o termo bola, logo após clicamos em OK.
(Figura 8- Janela inicial da ferramenta Concord)
(Figura 9 - janela getting started da ferramenta Concord)
28
Realizado esse procedimento, a janela com todas as concordâncias com
a palavra de uso aparecerá, especificando os seus respectivos contextos de uso.
Para localizarmos os Clusters, configuramos a quantidade de palavras dos Clusters
com a busca de frequência.
Inerente ao Concord, evidenciamos outras ferramentas importantes que
nos auxiliaram na análise contextual dos termos futebolísticos como collocates,
patterns.
O collocate conforme Sardinha (2004, p.110) é uma “lista de palavras que
ocorrem ao redor da palavra de busca, em posições determinadas.” Em geral, os
collocates são representados por conectivos como preposições, conjunções;
adjuntos adnominais como artigos, adjetivos etc.
Em se tratando dos patterns, ou palavras padrões, são representadas de
acordo com Sardinha (2004, p.111): “lista de resumo dos colocados. Eles são
agrupados na posição que são mais frequentes. Deve-se ter cuidado para não se ler
a listagem como se os itens fossem multipalavras, pois não há garantia que houve
os encadeamentos sequenciais aparentes na lista.”
4.2. ORGANIZAÇÃO DAS FICHAS TERMINOLÓGICAS
Organizamos os termos selecionados em fichas terminológicas utilizando
o programa Microsoft Word 2007. No geral, concatenamos as fichas terminológicas
em uma pasta no computador para melhorar a sua organização. Através da
comparação do corpus de estudo com o corpus de referência Lácio-Web, elencamos
10 palavras, candidatas a termos, conforme a maior frequência de uso.
Como diapasão no processo de análise dos termos futebolísticos,
valemos-nos
da
organização
desses
termos
por
intermédios
das
fichas
terminológicas. Esses critérios de análise se fazem relevantes, pois é através dessas
fichas que fizemos o registro completo e bem organizado referente a esses termos
do glossário.
A ficha terminológica é seccionada, levando-se em consideração a língua
fonte e a língua-alvo.
29
Em se tratando do termo presente na língua fonte, a ficha terminológica é
constituída dos seguintes elementos: a ficha com a sua numeração, a respectiva
entrada, a classe gramatical do termo, a definição, o contexto na língua fonte e a
fonte.
Já na língua-alvo, constatamos a presença de elementos como o
equivalente na língua espanhola, a fonte onde foi extraído o termo em análise, o
contexto na língua alvo, ou seja, o exemplo de uso real com o respectivo termo
presente, a fonte onde foi extraído, os colocados (caso haja) e a autora que elaborou
a ficha terminológica.
Como exemplo, temos abaixo a ficha terminológica do termo “futebol” que
está elencado no glossário de termos do futebol:
FICHA
Entrada
Classificação Gramatical
Definição
Fonte
Contexto na língua fonte
Fonte
Equivalente
Contexto na língua alvo
Fonte
Colocados
Autora
7
Futebol
s.m.
1 Esp. Jogo disputado por duas
equipes de 11 jogadores cada, num
campo que possui dois gols, e cuja
finalidade é, sem usar as mãos, fazer
com que a bola entre no gol do
adversário.
http://aulete.uol.com.br/site.php?mdl=a
ulete_digital&op=loadVerbete&pesquis
a=1&palavra=futebol
“Se fizer um levantamento, 75% dos
gols no futebol, hoje em dia, saem de
bola parada.”
Fonte: gazeta esportiva
www.gazetaesportiva.net/noticia/2012/
08/sao-paulo/sao-paulo-pega-nauticoatras-de-pontos-perdidos-para-rivaisdireitos.html
Fútbol
Este miércoles comenzó la fase de
grupos de fútbol femenino en Londres
2012.
Fonte: uypress
www.uypress.net/uc_30745_1.html
Futebol de areia
Mª Eliane Gomes Barbosa Lima
30
4.3 CRITÉRIOS PARA A ORGANIZAÇÃO DA MICROESTRUTURA
O critério inicial da organização da microestrutura é semasiológico, pois
parte do lema (entrada ou termo desse verbete) já existente para o significado,
também já existente.
A microestrutura constituinte do glossário semibilíngue de
termos futebolísticos em português/espanhol, possui 10 verbetes2 constituídos da
respectiva entrada, da classe gramatical do termo, do sinônimo (quando aparecer),
da definição, do contexto enunciativo da língua fonte (por meio de exemplos com o
termo presente), o termo equivalente em espanhol, a classe gramatical, o termo
expresso
em
um
contexto
e
a
fraseologia
(notória
em
um
verbete).
Caracterizaremos, a seguir, cada uma dessas partes do verbete, contextualizando
através de três exemplos.
A entrada é o lema ou cabeça do verbete. São palavras destacadas em
vermelho, apresentando separação silábica (indicada por pontos) com a sílaba
tônica grifada.
A classe gramatical está destacada em negrito e itálico. Está
presente para o consulente saber como será o uso da entrada em um determinado
contexto. O sinônimo está evidente em alguns verbetes. Ele é importante para situar
o leitor das diferentes possibilidades semânticas evidentes de um determinado
termo, ampliando o seu repertório lexical e evitando redundância na utilização de um
mesmo termo. A definição ou acepção é o enunciado o qual se explica algo, é a
significação da entrada referente ao termo. A utilização do contexto da língua fonte
é muito relevante, pois é através dele que situará o leitor do uso adequado do termo,
em uma determinada sentença, expresso na língua espanhola.
Outro elemento da microestrutura desse glossário é o termo equivalente
na língua-alvo, ele serve para situar o consulente do seu significado ser igual ou
semelhante no outro idioma. Além desses elementos, temos a classe gramatical
(em alguns termos, serão acrescidos na língua-fonte e na língua-alvo o plural
irregular) e o termo expresso em um contexto da língua-alvo, que já foram
caracterizados anteriormente em relação à língua-fonte. Por último, evidenciamos a
presença de fraseologia em um verbete. Esse elemento é caracterizado por uma
2
Verbetes: Consoante Diaz e Talavera (2011. p.VIII): “Conjunto de informações, significados,
exemplos e locuções relacionados a determinada palavras.“
31
estrutura linguística padrão suscetível de uma interpretação semântica que são
independentes dos sentidos estritos inerentes a sua estrutura.
Como resultado da análise dos termos futebolísticos referentes aos
corpora investigados, temos os seguintes verbetes como parte integrante da
microestrutura do glossário futebolístico em português/espanhol:
Verbetes do glossário de termos futebolísticos em português/espanhol
Ar.ti.lhei.ro, ra. s. 1. Bras.Fut. Jogador que habitualmente faz gol; GOLEADOR. 2.
Jogador que faz o maior número de gols para a equipe (em partida ou
campeonato). Em sua estreia no Barradão, o artilheiro William marcou os dois
gols do Vitória diante do Guaratinguetá.  Go.le.a.dor, do.ra. s. La alegría de la
igualad duró pocos segundos, ya que el goleador del campeonato, Mosquito,
desniveló nuevamente para Brasil, anticipándose luego de un centro.
Bo.la. s.f. 1. Artefato esférico sólido us. em diferentes jogos (boliche, bilhar, gude,
futebol etc.). 2. Bras.Fut. O jogo de futebol: Saiu para jogar bola. Até que, aos 39
minutos, aproveitando sobra de bola, Baier tocou na saída do goleiro e balançou
as redes pra definir a vitória.  Ba.lón. s.m. Ramírez estrelló un balón al
travesaño.
Cam.pe.ão, ã. s. Pessoa ou equipe que vence um campeonato ou torneio.
Jogadores do Real Madrid, Campeão Espanhol Segundo o IFFHS, o Real
Madrid foi o vencedor do campeonato mais difícil do planeta. [Pl.: -ões]. 
Cam.pe.ón, o.na. s. Finalmente, Uruguay no salió campeón en Bolivia. [Pl.: nes].
Fu.te.bol. s.m. Jogo disputado por duas equipes de 11 jogadores cada, num
campo que possui dois gols, e cuja finalidade é, sem usar as mãos, fazer com
que a bola entre no gol do adversário. “Se fizer um levantamento, 75% dos gols
no futebol, hoje em dia, saem de bola parada.” [Pl.: -óis].  Fút.bol. s.m. Este
miércoles comenzó la fase de grupos de fútbol femenino en Londres 2012. [Pl.: les].  Fútbol sudamericano.
32
Go.lei.ro, ra. s. Bras.Esp. Em esportes como futebol, handebol e polo, jogador
que defende o gol de seu time, usando as mãos para segurar ou afastar a bola.
[Em futebol, de todos os jogadores só o goleiro pode usar as mãos, no espaço
restrito à grande área.]. Mal colocado, o goleiro pulou estranho e não conseguiu
impedir que a bola estufasse as suas redes pela segunda vez.  Ar.que.ro, ra. s.
A los 53' pudo ser el descuento celeste: peleó Suárez en el área rival, ganó el
balón pero el arquero Butland retuvo la chance.  Go.le.ro, ra. s. Dominó el
esférico cerca del área grande y con un toque exquisito lo tiró por arriba del
golero de Nacional, que se salvó, ya que pegó en el horizontal.
Se.le.ção. s.f. 1. Esp. Equipe formada pelos melhores atletas em uma modalidade
de esporte. 2. Esp. Equipe de jogadores de qualquer modalidade de esporte, ger.
futebol, que defendam um país. Scolari não teve ofertas para comandar
seleções de médio e grande porte após a Eurocopa, que acabou em julho. [Pl.: ões].  Se.lec.ción. s.f. En la primera parte, ambas selecciones que competían
por el bronce en la noche de ayer, viernes, no mostraban buen juego. [Pl.: -nes].
Tor.ce.dor, ra. s. Aquele que torce por uma equipe, atleta etc. O torcedor do
Corinthians tem a partir de agora uma oportunidade de conhecer os bastidores
da conquista da Copa Libertadores da América.  Hin.cha. com. Tres mil
hinchas de Belgrano de Córdoba, dos horas después de terminado el partido,
estaban anclados en una de las tribunas al no poder salir del estadio.
Tra.ve. s.f. Esp. Cada uma das barras verticais do gol que sustentam o travessão.
O centroavante cabeceou com liberdade e acertou a trave do estático arqueiro
anfitrião.  Ar.co. s.m. Los locales comenzaron manejando el balón en el
mediocampo y por momentos llegando con insinuaciones al arco de Álvaro
García.
Trei.na.dor, ra. s. Diz-se de profissional que treina; TÉCNICO. Embora o
treinador sempre lembre que lateral precisa defender, ele tomou gosto pelo gol
após o chute certeiro contra a Ponte, e garante que seu estilo de jogo pode
garantir mais comemorações à torcida.  En.tre.na.dor, ra. s. El entrenador
Oscar Tabárez confirmó en la mañana de este miércoles el equipo que debutará
el jueves ante Emiratos Árabes.
33
Za.guei.ro, ra. s. Bras. Fut. Jogador de defesa que atua em uma das zagas;
BEQUE. O atacante driblou o zagueiro e finalizou com categoria para fazer 1 a
0.  Za.gue.ro, ra. s. El espigado zaguero derecho rochense la hizo bien al
cortar un ataque rival en su zona y mandarse a territorio enemigo con pelota al
pie.
34
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Como foi explicitada, ao longo desse trabalho, a elaboração do glossário
semibilíngue de português/espanhol se faz relevante, pois visa contribuir com a
conscientização de usuários da língua portuguesa, dos profissionais da área, dos
turistas, dos tradutores e do público em geral no contexto da Copa do Mundo de
2014.
Para que alcancemos o cerne do trabalho, a elaboração desse glossário,
foi importante que nos familiarizássemos com o Corpus, com o auxílio de
ferramentas essenciais para a sua constituição. A primeira ferramenta foi a seleção
dos corpora de jornais em português e jornais em espanhol (corpus de estudo). Já a
segunda foi de caráter comparativo, cotejando com os textos presentes no outro
corpus (corpus de referência do Lácio-Web, Lácio Ref.).
Outra ferramenta imprescindível na elaboração desse glossário foi a
utilização do software WordSmith Tools. A sua função essencial consiste em
recensear os termos futebolísticos que apareceram mais frequentes tanto na análise
comparativa entre o corpus de estudo e o corpus de referência.
A elaboração da ficha terminológica também foi essencial, corroborando
como alicerce fundamental na elaboração da microestrutura desse glossário.
Através da comparação do corpus de estudo com o corpus de referência Lácio-Web,
elencamos 10 palavras, das candidatas a termos, conforme a maior frequência de
ocorrência e chavicidade.
O presente trabalho nos possibilitou responder as seguintes perguntas
feitas referentes ao tópico questões de pesquisa: 1) Quais são os 10 termos do
futebol que corroboram para a conscientização de usuários da língua portuguesa, os
tradutores, os profissionais da área, jornalistas esportivos, turistas e o público em
geral no contexto da Copa do Mundo de 2014? 2) Quais são os critérios adotados
para a elaboração da microestrutura de um glossário semibilíngue de termos
futebolísticos? 3) Quais são os elementos que servirão para a confecção do
glossário em português/espanhol?
Ao longo desta pesquisa, concluímos que os 10 termos (artilheiro, bola,
campeão, futebol, goleiro, seleção, torcedor, trave, treinador e zagueiro) que
35
permeiam esse glossário são importantes porque foram escolhidos pela ordem de
maior frequência de uso no corpus comparado. Já, em relação aos critérios
adotados da microestrutura, três foram imprescindíveis: a escolha dos termos, a
organização das fichas terminológicas e a organização da microestrutura. Na
escolha dos termos, foi relevante o uso do programa WordSmith Tools, para que
pudéssemos obter os termos mais frequentes. Os elementos que servirão para a
confecção do glossário em português/espanhol são na língua-fonte: a entrada, a
classe gramatical, o sinônimo, a definição ou acepção e o contexto da língua fonte;
já, na língua-alvo, temos: o termo equivalente, a classe gramatical e a fraseologia.
Em suma, esse trabalho tem como bojo tanto a elaboração de um futuro
glossário
semimultilíngue
em
português/espanhol/inglês/francês
de
termos
futebolísticos e, também, a contribuição na conscientização do público-alvo no
contexto da Copa do Mundo de 2014.
36
BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
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AULETE, Caldas. Novíssimo Aulete dicionário contemporâneo da língua
portuguesa. Rio de Janeiro: Lexikon, 2011.
AULETE, Caldas. Caldas Aulete: minidicionário contemporâneo da língua
portuguesa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2004.
BARROS, Lídia Almeida. Curso Básico de Terminologia. São Paulo: EDUSP,
2004.
DIAZ, Miguel; TALAVERA, García.
Dicionário Santillana para estudantes:
espanhol – português, português – espanhol. São Paulo: Moderna, 2011.
FINATTO, Maria José; KRIEGER, Maria da Graça. Introdução à Terminologia teoria & prática. São Paulo: Contexto, 2004.
LEPRE, Larissa. Elaboração de Glossários Bilíngues para Interpretação de
Textos em Inglês com Base em um Corpus Paralelo. Dissertação de Mestrado.
Florianópolis: UFSC, 2007.
MEDEIROS, Francisca Rafaela. Elementos para a microestrutura de um
glossário semitrilíngue dos termos da audiodescrição.
Dissertação de
Mestrado. Fortaleza: UECE, 2012.
NEVEU, Franck. Dicionário de Ciências da Linguagem. Petrópolis, RJ: Vozes,
2008. ISBN 978-85-326-3583-9
PONTES, Antônio Luciano. Dicionário para uso escolar: O que é como se lê.
Fortaleza: EdUECE, 2009.
SARDINHA, Tony Berber. Linguística de Corpus. Barueri, São Paulo:
2004.
Manole,
TAGNIN, Stella; TEIXEIRA, Elisa Duarte. Elaboração de glossários confiáveis
37
para o tradutor a partir de corpora. Encontro de Férias, USP, São Paulo: SBS,
2009.
TAGNIN, Stella.
A produção de glossários direcionados pelo corpus e
orientados ao tradutor como metodologia de formação de tradutores. ANAIS
DO X ENCONTRO NACIONAL DE TRADUTORES & IV ENCONTRO
INTERNACIONAL DE TRADUTORES (ABRAPT-UFOP, Ouro Preto, de 7 a 10 de
setembro de 2009).
WELKER, Herbert Andreas.
Dicionários – uma pequena introdução à
lexicografia. Brasília: Thesaurus, 2004.
38
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de 2012.
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Acesso em: agosto de 2012.
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Acesso em: agosto de 2012.
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Disponível em: http://www.uruguayaldia.com.uy/.
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Acesso em:
Uy. Press. Disponível em: http://www.uypress.net. Acesso em: agosto de 2012.
39
Uy. Press/Sección/Desportes. Disponível em: http://www.uypress.net. Acesso em:
agosto de 2012.
40
APÊNDICE
FICHAS TERMINOLÓGICAS
Ficha
Entrada
Classificação Gramatical
Definição
Fonte
Contexto na língua fonte
Fonte
Equivalente
Contexto na língua alvo
Fontes
Colocados
Autora
1
Goleiro
s.m.
1 Bras. Esp. Em esportes como
futebol, handebol e polo, jogador que
defende o gol de seu time, usando as
mãos para segurar ou afastar a bola.
[Em futebol, de todos os jogadores só
o goleiro pode usar as mãos, no
espaço restrito à grande área.]
http://aulete.uol.com.br/site.php?mdl=a
ulete_digital&op=loadVerbete&pesquis
a=1&palavra=goleiro
Mal colocado, o goleiro pulou
estranho e não conseguiu impedir que
a bola estufasse as suas redes pela
segunda vez. Fonte: Gaz.Esp.
http://www.gazetaesportiva.net/noticia/
2012/08/america-mg/americamgaproveita-expulsao-no-1- tempo-e-sereabilita-ante-o-abc.html
1º Arquero, 2º Golero
1º A los 53' pudo ser el descuento
celeste: peleó Suárez en el área rival,
ganó el balón pero el arquero Butland
retuvo la chance.
Fuente: uypress
2º Dominó el esférico cerca del área
grande y con un toque exquisito lo tiró
por arriba del golero de Nacional, que
se salvó, ya que pegó en el horizontal.
Fuente: Ladiaria
http://www.uypress.net/uc_30983_1.ht
ml
http://ladiaria.com.uy/articulo/2012/8/lo
-dejo-rengo/
Mª Eliane Gomes Barbosa Lima
41
FICHA
Entrada
Classificação Gramatical
Definição
Fonte
Contexto na língua fonte
Fonte
Equivalente
Contexto na língua alvo
Fonte
Colocados
Autora
2
Zagueiro
s.m.
1 Bras. Fut. Jogador de defesa que
atua em uma das zagas; BEQUE.
http://aulete.uol.com.br/site.php?mdl=a
ulete_digital&op=loadVerbete&pesquis
a=1&palavra=zagueiro
O atacante driblou o zagueiro e
finalizou com categoria para fazer 1 a
0.
Fonte: Folha.uol.
http://www1.folha.uol.com.br/esporte/1
134317-barcos-marca-duas-vezes-epalmeiras-vence-o-botafogo-norio.shtml
Zaguero
El
espigado
zaguero
derecho
rochense la hizo bien al cortar un
ataque rival en su zona y mandarse a
territorio enemigo con pelota al pie.
Fuente: Ladiaria.
http://ladiaria.com.uy/articulo/2012/3/c
uatro-tarariras/
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3
Bola
s.f.
1 Artefato esférico sólido us. em
diferentes jogos (boliche, bilhar, gude,
futebol etc.)
2 Bras. Fut. O jogo de futebol: Saiu
para jogar bola.
http://aulete.uol.com.br/site.php?mdl=a
ulete_digital&op=loadVerbete&pesquis
a=1&palavra=bola
Até que, aos 39 minutos, aproveitando
sobra de bola, Baier tocou na saída
do goleiro e balançou as redes pra
definir a vitória.
Fonte: gazeta esportiva
www.gazetaesportiva.net/noticia/2012/
08/atletico-pr/paulo-baier-marca-eatleticopr-respira-ao-vencer-asaal.html
Balón
Ramírez estrelló un balón al
travesaño.
Fuente: uypress
www.uypress.net/uc_30983_1.html
Posse de bola, saída de bola e tocar a
bola
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4
Treinador
s.m.
1 Diz-se de profissional que treina;
TÉCNICO.
http://aulete.uol.com.br/site.php?mdl=a
ulete_digital&op=loadVerbete&pesquis
a=1&palavra=treinador
Embora o treinador sempre lembre
que lateral precisa defender, ele
tomou gosto pelo gol após o chute
certeiro contra a Ponte, e garante que
seu estilo de jogo pode garantir mais
comemorações à torcida.
Fonte: globo esporte
http://globoesporte.globo.com/futebol/ti
mes/santos/noticia/2012/07/aposdesencantar-bruno-peres-da-palestrae-avisa-gol-nao-foi-acidente.html
Entrenador
El
entrenador
Oscar
Tabárez
confirmó en la mañana de este
miércoles el equipo que debutará el
jueves ante Emiratos Árabes.
Fuente: uypress
www.uypress.net/uc_30711_1.html
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5
Trave
s.f.
1 Esp. Cada uma das barras verticais
do gol que sustentam o travessão.
http://aulete.uol.com.br/site.php?mdl=a
ulete_digital&op=loadVerbete&pesquis
a=1&palavra=trave
O centroavante cabeceou com
liberdade e acertou a trave do estático
arqueiro anfitrião.
Fonte: gazeta esportiva
www.gazetaesportiva.net/noticia/2012/
08/ceara/em-noite-de-itamar-cearavence-em-alagoas-e-deixa-o-crb-paratras.html
Arco
Los locales comenzaron manejando el
balón en el mediocampo y por
momentos llegando con insinuaciones
al arco de Álvaro García.
Fuente: uypress
www.uypress.net/uc_30781_1.html
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6
Artilheiro
s.m.
1
Bras.
Fut.
Jogador que
habitualmente faz gol; GOLEADOR.
2 Bras. Fut. Jogador que faz o maior
número de gols para a equipe (em
partida ou campeonato).
http://aulete.uol.com.br/site.php?mdl=a
ulete_digital&op=loadVerbete&pesquis
a=1&palavra=artilheiro
Em sua estreia no Barradão, o
artilheiro William marcou os dois gols
do Vitória diante do Guaratinguetá.
Com os 2 a 0 da noite desta terça, os
baianos seguem na perseguição ao
líder Criciúma.
Fonte: gazeta esportiva
www.gazetaesportiva.net/noticia/2012/
08/vitoria/com-dois-de-william-emestreia-no-barradao-vitoria-venceguara.html
Goleador
La alegría de la igualad duró pocos
segundos, ya que el goleador del
campeonato, Mosquito, desniveló
nuevamente
para
Brasil,
anticipándose luego de un centro.
Fuente: ladiaria
http://ladiaria.com.uy/articulo/2011/11/
corazon-espinado/
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7
Futebol
s.m.
1 Esp. Jogo disputado por duas
equipes de 11 jogadores cada, num
campo que possui dois gols, e cuja
finalidade é, sem usar as mãos, fazer
com que a bola entre no gol do
adversário.
http://aulete.uol.com.br/site.php?mdl=a
ulete_digital&op=loadVerbete&pesquis
a=1&palavra=futebol
“Se fizer um levantamento, 75% dos
gols no futebol, hoje em dia, saem de
bola parada.”
Fonte: gazeta esportiva
www.gazetaesportiva.net/noticia/2012/
08/sao-paulo/sao-paulo-pega-nauticoatras-de-pontos-perdidos-para-rivaisdireitos.html
Fútbol
Este miércoles comenzó la fase de
grupos de fútbol femenino en Londres
2012.
Fonte: uypress
www.uypress.net/uc_30745_1.html
Futebol de areia
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8
Torcedor
s.m.
1 Aquele que torce por uma equipe,
atleta etc.
http://aulete.uol.com.br/site.php?mdl=a
ulete_digital&op=loadVerbete&pesquis
a=1&palavra=torcedor
O torcedor do Corinthians tem a
partir de agora uma oportunidade de
conhecer os bastidores da conquista
da Copa Libertadores da América.
Fonte: gazeta esportiva
www.gazetaesportiva.net/noticia/2012/
08/corinthians/corinthians-lanca-livrocom-fotos-dos-bastidores-dalibertadores.html
Hinchas
Tres mil hinchas de Belgrano de
Córdoba, dos horas después de
terminado el partido, estaban anclados
en una de las tribunas al no poder salir
del estadio.
Fuente: uypress
www.uypress.net/uc_17480_1.html
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9
Campeão
s.m.
1 Pessoa ou equipe que vence um
campeonato ou torneio.
http://aulete.uol.com.br/site.php?mdl=a
ulete_digital&op=loadVerbete&pesquis
a=1&palavra=campe%E3o
Jogadores do Real Madrid, Campeão
Espanhol Segundo o IFFHS, o Real
Madrid foi o vencedor do campeonato
mais difícil do planeta.
Fonte: globo esporte
http://globoesporte.globo.com/futebol/f
utebolinternacional/noticia/2012/07/campeon
ato-espanhol-e-o-mais-forte-domundo-brasileiro-e-o-3.html
Campeón
Finalmente,
Uruguay
no
salió
campeón en Bolivia.
Fuente: uypress
www.uypress.net/uc_26412_1.html
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10
Seleção(ões)
s.f.
1 Esp.
Equipe formada pelos
melhores atletas em uma modalidade
de esporte.
2 Esp. Equipe de jogadores de
qualquer modalidade de esporte, ger.
futebol, que defendam um país.
http://aulete.uol.com.br/site.php?mdl=a
ulete_digital&op=loadVerbete&pesquis
a=1&palavra=sele%E7%E3o
Scolari não teve ofertas para
comandar seleções de médio e
grande porte após a Eurocopa, que
acabou em julho.
Fonte: folha uol
http://www1.folha.uol.com.br/esporte/1
133609-scolari-400-jogos-nopalmeiras-tem-futuro-indefinido.shtml
Selección(es)
En
la
primera
parte,
ambas
selecciones que competían por el
bronce en la noche de ayer, viernes,
no mostraban buen juego.
Fuente: uypress
http://www.uypress.net/uc_21357_1.ht
ml
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