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ARTE-VANGUARDAS

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COLÉGIO GIRASSOL -CGU
ENSINO MÉDIO
ARTE – 3 SÉRIE – VANGUARDAS EUROPERIAS – TEXTO RESUMO

Neoimpressionismo ou Pontilhismo ou Divisionismo
foi o nome dado à técnica desenvolvida por Georges Seurat (18591891) e Paul Signac (1859-1935). Apoiando-se na
percepção óptica, as cores eram colocadas justapostas sobre a tela em pequenos pontos de cores puras, que se fundiam
aos olhos do observador. Era necessária certa distância para uma melhor apreciação da obra. Utilizavam telas enormes
que geralmente retratavam cenas ao ar livre, mas que eram realizadas no interior do ateliê, principalmente por causa do
tempo necessário para a realização de cada obra.

Pós-Impressionismo
foi o nome dado às várias vertentes que surgiram logo após o Impressionismo, que durou de 1886 a 1910. Essa definição
foi dada pelo crítico de arte inglês Roger Fry, um dos mais influentes de seu tempo. Os artistas buscavam a ampliação
de sua capacidade de expressão, e aproveitaram os caminhos abertos pelos impressionistas, porém com rumos
diferentes. Entre eles estão: Cézanne, Gauguin, Van Gogh, Picasso, Pissarro, Matisse, Sérusier, Seurat, Signac, Derain,
Redon, Valloton, Vlaminck. Traziam em comum a sondagem e a admiração pelas perspectivas oriundas do
Impressionismo, mas partiram atrás de seus próprios caminhos. Heterogeneidade e diversidade formavam sua tônica,
que procurava ao mesmo tempo reagir e expandir-se para além do Impressionismo. Os artistas pós-impressionistas
geralmente trabalhavam sozinhos. Van Gogh em Arles, Cézanne em Aix-en-Provence – dois artistas que se
concentraram no trabalho com retratos, naturezas-mortas e paisagens. Gauguin trabalhou em grupo durante um período,
em uma vila de pescadores, liderando um grupo de pintores, que simplificaram a pintura inspirando-se nos vitrais e nas
figuras japonesas. Os artistas pós-impressionistas realizaram buscas individuais de teorias, interesses e objetivos e não
perseguiram uma linguagem estética comum a todos. E embora tivessem interesse na luz, não desenvolveram o
interesse pelos registros dos fenômenos da luz e da cor, como fizeram os impressionistas, que os empregaram como
foco central de sua pesquisa. Nas mãos desses novos artistas, as sombras impressionistas desaparecem, os contornos
e as formas das figuras reaparecem, e cada artista desenvolve sua linguagem plástica para se expressar livremente.

Paul Cézanne (1839-1906)
Cézanne nasceu de uma abastada família, na cidade de Aix-en-Provence. É considerado o Pai da Arte Moderna. Em
seu trabalho, utilizou planos de cores para produzir a relação de espaço e perspectiva, criando uma linguagem pictórica
original. A composição é dominada pelo volume não resultante da linha, mas sim da cor. Aplicou em suas obras as
formas construídas enquanto o Impressionismo diluía as formas. No século XX, encontramos vários artistas que sofreram
influências das obras de Cézanne, em particular o Cubismo, graças a sua precisão geométrica das formas. Cézanne
recomendava: “Reproduza a natureza em termos do cilindro, da esfera e do cone”. Queria simplificar os objetos em
formas quase abstratas. “O pintor possui um olho e um cérebro”, dizia. “Os dois têm de trabalhar juntos.” Foi
incompreendido ao desafiar as convenções praticadas pelas pinturas do século XIX, mas permaneceu fiel e íntegro em
sua busca pessoal de manifestação artística. Passou grande parte de sua vida sem ter suas obras valorizadas, até o
início da década de 1890, quando ela foi amplamente comercializada. Vários críticos da época o chamavam de
incompetente, acusando-o de não ter o conhecimento necessário para uma representação pictórica convincente.
Visto que até o Impressionismo oferece um meio, que foi desenvolvido por Seurat, de representar uma modelagem
contínua por meio da cor. Mas todo o Impressionismo implica a convicção de que a unidade de uma imagem depende
da atmosfera, de um tecido ininterrupto de cor, enquanto Cézanne desejava que as formas mantivessem a sua identidade
e se conectassem estreitamente em uma relação arquitetônica. Com o objetivo de escolher temas cujas formas
favorecessem esse gênero de simplificação.

Vincent van Gogh (1853-1890)
Vincent Willem van Gogh nasceu na Holanda, filho de um pastor protestante. Exerceu várias profissões até descobrir
sua vocação artística. Teve uma carreira breve, mas muito produtiva, com cerca de mil pinturas. Sua existência foi trágica
e torturada por distúrbios psíquicos que foram se agravando pelos seguidos fracassos na esfera profissional e pessoal.
Contemporâneo dos impressionistas, em razão de sua natureza taciturna e solitária, conviveu pouco com eles; tendo
algum contato com Toulouse-Lautrec, Degas e especialmente Gauguin. Van Gogh escolheu as cores marcantes de sua
paleta quase arbitrariamente, e sua pintura não foi somente o que viu, mas o que sentiu. Seu trabalho foi marcado por
grossas e contorcidas pinceladas, pelo simbolismo e pela intensidade das cores, repletas de movimento nas formas e
na vibração das linhas. A obra de Van Gogh é, ao mesmo tempo, bela e perturbadora, na qual sua alma torturada fez o
grande diferencial. Havia compaixão em sua forma de olhar o mundo. Tanto ele quanto seu trabalho foram intensos.
Suas obras, além de belas, instigantes, marcantes, influenciaram vários artistas até aos dias de hoje. Teve uma influência
direta sobre o Expressionismo, sobre Picasso e Matisse. Graças às várias correspondências trocadas com seu irmão
Theo durante muitos anos, é possível conhecer detalhes de sua vida e de seus pensamentos. Seu irmão Theo foi quem
o apoiou financeiramente. Van Gogh só foi reconhecido após sua morte. Se, em vida, talvez tenha vendido apenas um
quadro por um valor insignificante, atualmente seus quadros alcançam cifras de milhões de dólares. Em julho de 1890,
bastante desequilibrado, Van Gogh desferiu uma bala em seu peito e acabou morrendo dois dias depois. Em seus breves
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momentos de consciência antes de morrer, expressou seu pensamento: “Quem diria que a vida pode ser tão triste?”
Após seu enterro, o doutor Gachet, que havia sido retratado por ele, elogiou o paciente: “Era um homem honesto e um
grande artista. Tinha apenas dois objetivos: a humanidade e a arte. É a arte que vai garantir sua sobrevivência.”

Expressionismo
Foi um movimento que se destacou principalmente na Alemanha, no início do século XX. Os artistas davam forte ênfase
à reação psicológica e emocional provocada pelo tema, e não ao tema em si mesmo. Não representavam a realidade
objetivamente. Mostravam o lado pessimista da vida, em razão do momento histórico por eles vivido. Tentavam ao
máximo potencializar o impacto emocional causado no expectador, exagerando e distorcendo os temas. As cores fortes
e puras representam a força psicológica que se apresentam nas formas retorcidas e nas composições agressivas, nas
quais as luzes são propositalmente alteradas. O expressionismo foi uma reação à proposta impressionista que tratou das
impressões externas e momentâneas, dos efeitos da luz e da cor. Os expressionistas interiorizaram esse olhar, retratando
a subjetividade de seus sentimentos sem necessariamente assumirem um compromisso com a objetividade do real, em
um processo de introspecção representando o mundo por meio de própria verdade e sensibilidade do artista.
Na Alemanha, surgiu o grupo Die Brücke (a ponte, em alemão), cujos participantes partilhavam a ideia do filósofo
Nietzsche, que achava que o homem era a ponte para um mundo melhor e também porque a cidade de Dresden era
cheia de pontes. Esse pensador do século XIX associava a modernidade com a decadência cultural da sociedade
burguesa. Escreveu sobre a possibilidade de superar esse quadro de decadência por meio de processos dialéticos de
revalorização e de autossuperação. Transcender o condicionamento econômico-social significava descobrir outras
formas de expressão e sentido. Fizeram parte desse grupo Ernst Kirchner, Karl Schmidt-Rottluff, Erich Heckel e Fritz
Bleyel. Outro grupo que se destacou foi o Der Blau Reiter (o cavaleiro azul), surgido em Munique, que tinha como
integrantes Wassily Kandinsky, Franz Marc e Alexei Von Jawlensky. Eles acreditavam que a criatividade não se
encontrava na academia. Imprimiram imagens de desenhos infantis, artefatos egípcios, por meio dos quais propunham
inovações artísticas. Além da experimentação, anunciavam o direito a uma criação autônoma, propondo a segurança de
um espaço livre de limitações artísticas em que a expressão individual fosse expressa e respeitada. Eram desprovidos
de formalidades e mais intelectualizados. Kandinsky e Marc tentaram devolver a harmonia que se perdeu no processo
de modernização da sociedade.

Edvard Munch (1863-1944)
Munch foi o pintor norueguês mais importante e inspirador do movimento expressionista. Era uma pessoa sombria,
obcecada por doença, loucura e morte, e usou suas tendências psíquicas em suas obras. “Doença, loucura e morte
foram os anjos negros que embalaram meu berço”, Munch escreveu. Ao ser internado por depressão, usou seus
problemas como catalisadores para sua arte. “Eu não dispensaria minha doença”, disse, “pois há muito em minha arte
que devo a isso”. Dominou as técnicas da pintura, gravura, água-forte, litografia e xilogravura.

Karl Schmidt-Rottluff (1884-1976)
Rottluff era estudante de arquitetura em Dresden e foi um dos membros fundadores da Die Brück. Foi pintor e desenhista,
alcançou notoriedade por sua produção de nus e paisagens. Aplicava na tela a discordância das cores de sua paleta
juntamente com o uso de formas irregulares, o que caracterizava o amadurecimento de seu trabalho. Mas após sua
mudança para Berlim, em 1910, apresentou inclinação para o cubismo africano, tanto na pintura quanto na xilogravura.
Em 1937, os nazistas confiscaram, nos museus, mais de 600 obras do artista, que foram expostas em uma mostra de
Arte Degenerada. Com o fim da guerra, começou a ministrar aulas na universidade de Artes de Berlim, retornando para
suas pinturas, sem jamais recobrar sua força e brilho.

Lasar Segall (1891-1957)
Lituano naturalizado brasileiro, foi pintor, escultor, desenhista, residiu em São Paulo, desde a década de 1920, sendo
figura fundamental no desenvolvimento do expressionismo no Brasil. Teve grande influência da Die Brück, que se
apresentava nas suas obras. Quando chegou ao Brasil, retratou marinheiros, mulatas, prostitutas e negros, com
contornos amenos nos ângulos e com menor tensão. Representou a força expressionista com toques da atmosfera
brasileira. A casa em que viveu, no Bairro de Vila Mariana, em São Paulo, abriga hoje o Museu Lasar Segall, que, além
do acervo museológico, oferece um centro com atividades culturais, cursos de gravura, fotografia e criação literária,
projeção de cinema e uma ampla biblioteca especializada em artes do espetáculo e fotografia.

ARTE – VANGUARDAS EUROPEIAS
“A arte é uma mentira que nos faz perceber a verdade.”
Pablo Picasso
Fauvismo : Cores puras e brilhantes. Perspectiva aplainada .Detalhes simplificados. Formas e
perspectivas distorcidas .Pinceladas vigorosas
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ARTE – 3 SÉRIE – VANGUARDAS EUROPERIAS – TEXTO RESUMO
Fauvismo ou Fovismo foi o primeiro movimento de vanguarda da arte moderna do século XX. Alcançou o apogeu entre
1905 e 1907, no período em que estavam acontecendo mudanças tecnológicas e sociais. Nesse período, o uso amplo
da eletricidade, o automóvel e a invenção do rádio mudaram completamente o cotidiano das pessoas. Os artistas desse
movimento tiveram influência direta de Cézanne, Gauguin, Seurat e Van Gogh.
O nome fauvismo foi herdado de uma crítica feita por Louis Vauxcelles, que descreveu a exposição coletiva no Salão de
Outono de 1905 como feitos por les fauves (animais selvagens). Outros críticos também não aprovaram as obras desses
artistas, chamando-os de loucos e referindo-se a suas obras como “universo da feiura”. Tudo isso porque eles faziam
experimentos com cores, que eram vivas, não naturalistas, brilhantes, aplicadas com pinceladas curtas e vigorosas.
Utilizaram as cores para expressar sentimentos e não mais em seu papel descritivo tradicional, além de utilizar uma
perspectiva aplainada, detalhes simplificados e de distorcer completamente o espaço pictórico, abrindo as portas para
novos movimentos artísticos, como o Cubismo. Sofreram também influência da arte tribal africana, pois alguns fauvistas
colecionavam máscaras e estatuetas vindas daquele continente. Nas palavras da especialista e autora Gill Perry, Os
fauvistas eram um grupo pequeno de amigos do qual faziam parte Henri Matisse, André Derain, Maurice Vlaminck, Raoul
Dufy, entre outros. Apesar do curto tempo de existência do movimento, foi crucial para os que surgiram posteriormente.
Matisse, ao refletir sobre a importância desse movimento, afirmou: “O Fauvismo não é tudo, mas é a base de tudo.” O
Fauvismo foi perdendo força e se esvaziando à medida que seus criadores e adeptos amadureceram e migraram para
outras tendências. Mas a dedicação aos seus questionamentos estéticos abriu caminho para a abstração e para outros
movimentos de vanguarda na arte europeia.

Henri Matisse (1869-1954)
Matisse nasceu em Cateau-Cambrésis, França. No período em que estudava Direito, começou a frequentar aulas de
desenho. Em 1904, Matisse trabalhou com o pintor Signac em Saint-Tropez, período em que pintou sua obra-prima,
Luxo, calma e volúpia. Sobre ele, o pintor Pierre Alechinsky afirmou: “Matisse segue uma trajetória ideal: começa com
uma pintura de velho e termina com uma jovem”. Em 1905, Matisse registra: “Para mim, o tema de um quadro e o fundo
dele têm o mesmo valor ou, para ser mais claro, nenhum ponto é mais importante que o outro. O que vale é a composição,
o padrão geral. Um quadro é feito pela combinação de superfícies diferentemente coloridas.” E aprofundar-se nessas
palavras foi a busca incessante de Matisse. Fez vários experimentos com cores complementares, com o uso das cores
planas e com a luz. Buscou sempre o equilíbrio entre cor e forma. Em 1941, foi diagnosticado com um câncer que o
deixou preso a uma cadeira de rodas pelo resto da vida. Nessa época, ele se reinventou com seus trabalhos de
découpage (aplicação de recortes de papel), método que já havia utilizado na obra A dança, de 1933. Até o fim da vida,
trabalhou intensamente esculpindo em papéis coloridos. Em 1952, foi inaugurado o Museu Henri Matisse de Le CateauCambrésis, que reuniu suas obras.

Cubismo - Geometrização das formas. Negação dos conceitos de perspectiva, das noções de volume e
profundidade Decomposição dos objetos em partes. Forma e fundo do mesmo plano. Todos os aspectos
de um tema são vistos simultaneamente numa única dimensão.
O Cubismo surgiu em Paris e durou as duas primeiras décadas do século XX. Foi um dos mais influentes e
revolucionários movimentos artísticos da história da arte. Liderados por Pablo Picasso e Georges Braque, os cubistas
modificaram a maneira de representar o mundo, estilhaçando-o primeiro para depois recompô-lo com uma nova estética.
Tiveram grande influência de Cézanne, que sintetizou as formas em cones, esferas e cilindros, e também da arte africana.
Usaram uma paleta limitada de cores, na qual predominavam as cores cinza, preto, azul, verde e ocre; primeiro,
decompunham o objeto para depois recriá-lo. Nessa reconstrução, a imagem precisava ser decifrada; o tema era visto
por vários ângulos diferentes, ou seja, todos os aspectos do tema eram vistos simultaneamente, em uma única dimensão.
Segundo Guillaume Apollinaire, o Cubismo é “a arte de pintar composições novas com elementos tomados de
empréstimo não à realidade da visão, mas à realidade da consciência.” Em sua evolução, o Cubismo, segundo alguns
estudiosos, passou por três fases:
1a fase: Pré-Cubismo ou fase Cezanniana Caracterizada pela influência de Cézanne na obra de Picasso e Braque,
compreendida entre 1907 e 1909.
2a fase: Cubismo Analítico Essa fase durou de 1909 a 1912. Foi assim chamado porque analisava as formas dos objetos,
isto é, elas eram fracionadas e reconstruídas na superfície da tela. Utilizavam-se apenas cores marrom, verde e cinza,
para assim decompor as formas sem a interferência das cores. Retratavam-se figuras humanas e objetos como se
fossem vistos por vários ângulos ao mesmo tempo, em planos superpostos. Foi uma fase de muita experimentação, que
foi levada ao extremo; os seres eram fragmentados de tal forma que em nada lembravam o mundo real. O mundo parecia
ser visto por um caleidoscópio, próximo da abstração.
3a fase: Cubismo Sintético Entre 1912 e 1914, Braque e Picasso investiram na colagem, uma nova forma de arte, e,
juntamente com Juan Gris, começaram a inserir letras em estêncil e pedaços de papel às pinturas. Esse método
concentrava-se no processo de estruturação e planejamento: primeiro, desmontava-se o objeto para depois sintetizar
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suas linhas estruturais essenciais. Existe uma combinação de vários estilos sintetizados em uma única obra; fragmentos
de jornais, pedaços de tecidos, pedaços de papel pintados, embalagem de papel de lâmina de barbear. Todos são
colocados na tela e complementados por linhas de carvão, tinta a óleo, entre outros materiais. A cor tem um papel mais
forte, assim como as formas, ainda fragmentadas e planas, agora são maiores e decorativas.
O Cubismo possui uma qualidade provocativa que provém de sua ambivalência entre a abstração e a representação.
Picasso disse: “Não é uma realidade que se possa pegar com as mãos. É mais como um perfume... O aroma está em
todo lugar, mas não se sabe bem de onde vem.”

Pablo Picasso (1881-1973)
Pablo Ruiz Picasso nasceu em Málaga, Espanha. Revolucionário, vanguardista, genial: todos esses títulos fazem parte
do pintor e escultor Picasso, um dos grandes mestres do século XX, que inovou, rompendo com os preconceitos e
convenções artísticas e estéticas existentes. Trata-se de um dos artistas mais versáteis e originais que já surgiram e com
uma personalidade igualmente forte e poderosa. Sem falsa modéstia, Picasso declarou para sua amante Françoise Gilot:
“Quando eu era criança, minha mãe me disse: ‘Se você for soldado, será um general. Se for padre, vai acabar sendo
papa’. Em vez disso, tornei-me pintor e acabei sendo Picasso”. Picasso foi um aluno precoce e, aos quinze anos, já havia
vencido competições acadêmicas. A arte sempre foi presente em sua família, pois seu pai era pintor. Em 1896, a família
mudou-se para Barcelona, onde o jovem artista consagrou-se como pintor. Sua pintura, entre os anos de 1901 e 1904,
quando passou a morar em Paris e conviver com a pobreza, é identificada, nesse período, como Fase Azul, por causa
das nuances de azul índigo e cobalto que utilizava em suas obras. A cor azul, ligada à tristeza e à melancolia, se deve
ao abatimento que Picasso sofreu com o suicídio de seu amigo íntimo Carlos Casagemas.
Entre 1905 e 1906, Picasso encontrou seu primeiro amor, Fernande Olivier, e a depressão desapareceu. Passou a utilizar
as cores rosadas e tons de terra, de forma delicada. É a chamada Fase Rosa, na qual retratava personagens de circo,
cenas românticas e sentimentais. A Fase Negra se desenvolve por volta de 1907, quando sofre influência das máscaras
africanas. Nesse mesmo ano, produziu o quadro de ruptura que alterou o curso da arte, Les demoiselles d’Avignon.
Mesmo trabalhando em vários estilos diferentes, a obra de Picasso foi autobiográfica, e sempre associada às mulheres,
sua fonte de inspiração: Picasso fez de suas esposas e amantes objetos de sua arte. “Os quadros”, segundo ele, “são
páginas do meu diário”. Em 1937, produziu a obra-prima Guernica, em protesto contra a Guerra Civil Espanhola, em
meio à qual a cidade de Guernica foi arrasada por bombardeios alemães.

Abstracionismo ou Arte Abstrata - Supressão do tema Formas instáveis. Libertação das formas
naturalistas. Cores e formas compõem as obras. Música como guia para o abstrato.Não existência da
relação entre imagem do mundo real e os traços.Abstracionismo informal e geométrico
O pintor belga Michel Seuphor considerava arte abstrata “aquela que contém nenhuma lembrança, nenhuma evocação
da realidade, independentemente de a realidade ser ou não o ponto de partida do artista.” No início do século XX, por
volta de 1910, a arte tomou um novo rumo, segundo o qual não existem mais temas, objetos não são identificáveis, e as
pessoas desaparecem. As formas apresentadas são instáveis, blocos de cores que preenchem quase toda a tela; e
outros com formas geométricas nas quais predominam linhas horizontais e verticais. As ideias abstratas não eram
totalmente novas. Podemos observá-las nas marinhas e paisagens de Turner, de 1830 e 1840, e na série Ninfeias (1899),
de Monet. Também estiveram presentes na cerâmica e na tapeçaria no Art Nouveau e na pintura de Klimt. Mas o que
difere agora é a proposta, pois os artistas se opunham aos valores materiais restritivos que dominavam a sociedade,
trocando-os por um novo conjunto de ideias. Queriam oferecer uma série de argumentos que tornasse a vida do
espectador ordenada e enriquecida espiritualmente. A música serviu de guia para os abstracionistas. Se a música podia
ser abstrata, emocional e ordenada, a pintura também podia ser. Na pintura abstrata, nem sempre o nome dado à obra
possui alguma relação com as imagens do mundo real. Apesar de a arte abstrata ter tomado várias direções, podemos
dividi-la em duas tendências: Informal e Geométrica.
A. Abstracionismo Informal
É traduzido pela liberdade do traço e do ritmo vibrante da cor, dos trajetos emocionais e do respeito aos arrebatamentos
peculiares de cada indivíduo. Transfigura linhas e manchas de cor em conceitos e signos com sentido único e subjetivo
a cada artista. É uma arte não figurativa, que se rende às emoções e às inspirações que experimentam os impulsos do
inconsciente sob influência da intuição. Busca auxílio na música pelo fato de os artistas considerarem o som uma
expressão abstrata. O Abstracionismo Informal teve sua origem no Expressionismo e no Fauvismo, e o nome mais
emblemático desse movimento foi o de Wassily Kandinsky.

Wassily Kandinsky (1866-1944)
Kandinsky nasceu em Moscou, em uma família bem estabelecida. Foi educado pela tia após a separação dos pais, em
1871. Desde cedo, possuía interesse por música e arte. Teve passagem pelo Expressionismo, mas sua maior
contribuição está na criação do Abstracionismo. Sobre isso, escreveu: “Antes de tomar corpo e tornar-se acessível aos
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sentidos humanos, a obra já existe em abstrato. Para a necessária materialização, qualquer meio é bom, tanto a lógica
como a intuição.”

Abstracionismo Geométrico
O Abstracionismo Geométrico, como o nome diz, está estruturado no rigor das formas abstratas geométricas. Sob a
análise científica e intelectual da amplitude e abrangência da geometria e da matemática, constrói sua estética, que se
organiza pela harmonia, proporção, linhas ortogonais, ritmos exatos e precisos, equilíbrio e sugere uma sintonia com os
princípios cubistas. Mondrian e Malevitch foram os nomes mais importantes para o Abstracionismo Geométrico. Malevitch
contribuiu de maneira empírica, porém Mondrian foi quem se empenhou na nova proposta e, junto com Theo van
Doesburg, fundou a revista De Stijl (o estilo), que deu mais força ao movimento.

O Abstracionismo Geométrico acabou por influenciar o Suprematismo e o Construtivismo, na Rússia, e o
Neoplasticismo na Holanda.
Kasimir Malevitch (1878-1935) Malevitch nasceu perto de Kiev e estudou arte em Moscou. No início de sua carreira,
possuía tendências cubistas, mas logo encontrou seu próprio estilo, o Suprematismo, que foi o movimento pioneiro na
arte de sintetizar a pintura no genuíno abstrato geométrico. Sua famosa tela, Branco sobre branco, é uma mostra
emblemática de seu trabalho suprematista, que exibe a absoluta primazia sobre o verdadeiro sentimento. Malevitch
acreditava que o branco representava o espaço infinito melhor que o azul. E as outras formas pareciam desafiar a
gravidade. Em 1919, ocorreu a Exposição Estatal de Moscou, dedicada a sua obra

Arte Abstrata no Brasil
A Arte Abstrata no Brasil é bastante significativa e representada por nomes como Luiz Sacilotto, Ivan Serpa, Aldir
Mendes de Souza, Saulo Silveira e os pintores japoneses naturalizados brasileiros, Manabu Mabe e Tomie Ohtake,
entre outros.

Dadaísmo- Negação das tradições sociais, dos valores culturais e estéticos Valorização do acaso.
Protesto contra a guerra (Primeira Guerra Mundial). Antiarte
Foi um fenômeno cultural criado, entre 1916 e 1922, por um grupo de artistas exilados, fugidos em consequência da
Primeira Guerra Mundial. Em 1916, Hugo Ball abriu em Zurique a casa noturna Cabaret Voltaire, que mostrou a primeira
performance ddaísta. O nome dadá foi escolhido aleatoriamente do dicionário francês e significava cavalinho de pau.
Esses artistas tornaramse conhecidos pelas performances barulhentas. Politicamente, o Dadaísmo parecia um
movimento sem sentido, mas seu objetivo era protestar contra a loucura da guerra, na qual milhares de pessoas morriam
todos os dias. Os artistas desse movimento não conseguiam mais confiar na ordem e na razão estabelecidas pela
sociedade, por isso subverteram a ordem e cultivaram o absurdo. Passaram a negar todas as tradições sociais, os valores
estéticos e culturais, e esse movimento foi chamado de antiarte. Segundo Fiona Bradley, “Como o Surrealismo, o Dadá
ridicularizava a confiança irrestrita do Ocidente na razão e denunciava a divisão e especialização mediante as quais se
pretendia neutralizar as complexidades da vida moderna e torná-la mais segura. Os artistas dadá declaravam que tudo
estava em constante estado de fluxo criador. Interessavam-se por certa atitude mental mais do que por um movimento
artístico propriamente dito: numa tentativa de estabelecer um conceito radicalmente novo de criatividade, a ação era tão
importante para eles quanto qualquer consequência que ela mesma viesse a produzir.” Politicamente, o Dadaísmo
apresentou-se como protesto contra uma civilização que cultuava a guerra.
O Dadaísmo propunha uma criação artística que rompesse com a estética aceita e com o pensamento racionalista, e
que fosse produzida a partir do automatismo psíquico, por meio do qual os elementos eram organizados ao acaso.
Utilizaram em suas pinturas as colagens livres, em que pedaços de papel e outros materiais eram jogados aleatoriamente
sobre a superfície. Em 1915, o movimento chegou a Nova York, por meio dos franceses Marcel Duchamp e Francis
Picabia, onde conheceram Man Ray. Introduziram os ready-made, objetos funcionais fabricados industrialmente e
exibidos com pouca ou nenhuma modificação.
 Hans (Jean) Arp (1886-1966) Arp nasceu na Alemanha e naturalizou-se francês. Foi um dos fundadores do
Dadaísmo e esteve presente no primeiro encontro do Cabaret Voltaire. Explorou o irracional, utilizou a colagem
livre, que descobriu por acaso, ao rasgar um deserto e jogar seus pedaços no chão. Passou então a fazer colagens
casuais. Arp declarou que pretendia “ensinar ao homem o que ele esqueceu: sonhar de olhos abertos.”
 Marcel Duchamp (1887-1968)
Duchamp nasceu em uma família de artistas. Pintor e escultor francês, suas ideias e criações chocaram o meio artístico.
Por volta de 1912, começou a repensar o que seria arte e o que não seria da arte. Engajou-se ativamente no Dadaísmo.
Criador dos ready-made e de mecanismos ópticos, foi um dos mais importantes artistas do movimento. Sua obra abriu
caminho para a Pop Art e para a Op Art das décadas de 1950 e 1960. É considerado o Pai da Arte Conceitual. Duchamp
criou as interferências. Uma das mais conhecidas refere-se ao bigode e cavanhaque pintados na Mona Lisa,
demonstrando seu desprezo pela arte tradicional.
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