sangramento anal

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SANGRAMENTO ANAL
O sangramento anal pode ser causado tanto pela ocorrência de hemorróidas como por outras
doenças menos ou mais graves que a doença hemorroidária.
Dentre estas podemos citar:
Patologias do Orifício Anal
Patologias do Reto
Patologias do Intestino Grosso
Devemos ainda considerar que todas elas podem ser de origem benigna ou maligna.
Neste momento, queremos lembrar aos leitores que um alto percentual de portadores de
sangramento anal deixa de tentar um diagnóstico pelo receio de tratamento que a tradição
gravou como doloroso ou demorado, o que, no presente, já não é verdadeiro.
No caso da doença hemorroidária, queremos ressaltar que o tratamento tem se desenvolvido
a tal ponto que a terapêutica cirúrgica é reservada, em geral, para os quadros mais
avançados dessa moléstia.
Mas o importante é que se tenha noção de que o sangramento não é sinônimo de
hemorróidas e de que nem todas as hemorróidas necessitam de tratamento cirúrgico ou
apresentam sangramento.
Existem outras afecções que provocam sangramento anal:
1- Há na configuração do ânus uma região chamada de zona denteada (linha pectínea) onde
são encontradas algumas formações diferenciadas: as criptas e as papilas anais.
Processos patológicos, como as infecções, podem se instalar nessas citadas estruturas,
causando dor e provocando discretos sangramentos.
Estas infecções podem evoluir localizando-se em glândulas que existem nessa área
determinando a formação de um abscesso anal, com intensa dor.
Sua drenagem espontânea provoca eliminação de secreção purulenta que muitas vezes é
acompanhada de pequeno sangramento.
2- O reto é a última porção do intestino grosso antes de chegar ao ânus. Existem patologias
do reto, tais como processos inflamatórios ou pequenas massas (pólipos), que podem
determinar sangramento anal.
Estas duas doenças são bons exemplos de patologias que necessitam de exames
especializados, a serem realizados, geralmente, em ambulatório; isto porque, para chegar
a estes diagnósticos, é necessário que se utilize instrumental adequado que permita
visualizar tais afecções.
Além disso, para as patologias inflamatórias do reto, assim como para os pólipos, uma
vez confirmada a sua existência, deverá o paciente submeter-se a uma investigação mais
detalhada. As duas necessitam, portanto, de um exame endoscópico chamado
Colonoscopia.
As doenças inflamatórias, inicialmente, são de tratamento clínico que depende do tipo de
inflamação, extensão do comprometimento do intestino grosso e eventuais complicações,
como por exemplo um estreitamento do intestino. Em qualquer caso, é necessário o
exame laboratorial de material a ser colhido na colonoscopia.
A outra patologia citada, o pólipo, pode ser único ou múltiplo. Quando se apresentar
apenas um ou em pequeno número, eles são retirados durante o exame endoscópico.
Neste caso, a endoscopia serve não somente para fim diagnóstico como também
terapêutico, resolvendo o problema, pelo menos até se conhecer o resultado do exame
laboratorial da peça retirada.
Devemos alertar que estas duas patologias citadas, e que são inicialmente benignas,
podem, em uma fase mais adiantada, se tornarem malignas. Entre outras, esta é uma
das razões pela qual o diagnóstico deve ser procurado sempre que houver os primeiros
sinais de sangramento anal.
Enfatizamos pois, que essas doenças são tratadas de uma forma bem mais eficaz se o
diagnóstico for precoce.
3- Também o câncer do intestino grosso pode, em algumas situações, mostrar sinais de
existência através da eliminação de sangue pelo ânus, durante a evacuação ou fora dela.
É uma doença bastante freqüente, e, se tratada precocemente, tem um alto índice de
cura.
Insistimos portanto que, ao surgir um quadro como o sangramento anal, o paciente
deverá procurar esclarecer logo que possível sua causa (só será urgente se o
sangramento for abundante), e o diagnóstico na fase inicial, via de regra, levará a um
tratamento clínico ou cirúrgico com melhores resultados.
O indivíduo que tenha um sangramento anal não deverá comparar seu caso com o que
aconteceu com conhecidos, amigos ou familiares, pois cada caso tem causas específicas
que somente poderão ser determinadas pelo exame realizado pelo médico.
E, além disso, nem toda a igualdade de patologia determina a mesma evolução
terapêutica e menos ainda o mesmo prognóstico. Os resultados são sempre individuais e
não coletivos.
Autores: Dr. Pedro Gus
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