SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO SUPERINTENDÊNCIA DE EDUCAÇÃO DIRETORIA DE TECNOLOGIA EDUCACIONAL PORTAL DIA A DIA EDUCAÇÃO SEQUÊNCIA DE AULAS - GEOGRAFIA 1. Nível de ensino: 6º Ano – Ensino Fundamental 2. Conteúdo Estruturante: * Dimensão Econômica do Espaço Geográfico * Dimensão Cultural e Demográfica do Espaço Geográfico * Dimensão Socioambiental do Espaço Geográfico 2.1 Conteúdo Básico: * Formação e transformação das paisagens naturais e culturais * A formação, localização, exploração e utilização dos recursos naturais 2.2 Conteúdo Específico: * Origem da água; distribuição da água no Planeta; ciclo hidrológico; importância da água. * A importância dos rios; características dos rios; hierarquia fluvial (redes hidrográficas); uso da água dos rios; degradação dos rios. * As formas de relevo. 3. Objetivo: * Conhecer como se originou a água no Planeta Terra; identificar a distribuição da água no Planeta; compreender a importância da água. * Justificar a importância dos rios; descrever as características dos rios; compreender a hierarquia fluvial; identificar a utilização e degradação da água dos rios pelo homem. *Identificar as diferentes formas do relevo. 4. Número de aulas estimado: 06 aulas 5. Justificativa: Os ambientes aquáticos são utilizados em todo o mundo para diferentes fins, entre os quais se destacam o abastecimento de água, a geração de energia, a irrigação, a navegação, entre outros. A água é essencial à vida e todos os organismos vivos no nosso planeta dependem da água para sua sobrevivência. Nas últimas décadas, esse recurso vem sendo ameaçado pela ação do homem, o que acaba resultando em prejuízo para a própria humanidade. Moraes e Jordão (2002) afirmam que até 1920, à exceção das secas do Nordeste, a água no Brasil não representou problemas ou limitações. A cultura da abundância atualmente prevalecente teve origem nesse período. Ao longo da década de 70 e mais acentuadamente na de 80, a sociedade começou a despertar para as ameaças a que estaria sujeita se não mudasse de comportamento quanto ao uso de seus recursos hídricos. O Brasil ainda possui a vantagem de dispor de abundantes recursos hídricos. Porém, possui também a tendência desvantajosa de desperdiçá-los. De acordo com as Diretrizes Curriculares de Geografia para a Educação Básica (2008), a compreensão do objeto de estudo da Geografia – o espaço geográfico – é a finalidade do ensino dessa disciplina. Desta forma, cabe ao professor utilizar recursos e temas diversos afim de que se alcance o objetivo proposto. Levando em consideração a importância, o uso e a degradação dos recursos hídricos, propõemse ao educador uma possibilidade de estudo do espaço geográfico. 6. Encaminhamento: Primeira aula: Tema central: As Águas do Planeta Faz-se necessário deixar claro aos educandos quais os objetivos da aula: conhecer como se originou e como se dá a distribuição da água pelo planeta. Questiona-se os educandos sobre o que eles pensam a respeito da água, se a consideram importante para a manutenção da vida na Terra, se conhecem sua origem e distribuição pelo Planeta. Aborda-se, na sequência, a dinâmica da água, passando ligeiramente por sua origem (vídeo: Formação da Água no Planeta) e distribuição pelo Planeta, utilizando o mapa- múndi, destacando os estados em que a mesma se encontra (sólido, líquido, gasoso). Posteriormente, leva-se os educandos ao laboratório de informática para que aprendam como funciona o Ciclo da Água através de um simulador. Por fim, dialoga-se com os educandos a respeito da importância da água para a vida na Terra. Recursos Didáticos: Vídeo: Poeira nas Estrelas Parte 8 – Formação do nosso Planeta. Disponível em: http://www.fisica.seed.pr.gov.br/modules/video/showVideo.php?video=10494 Simulador: Ciclo da Água – Disponível em: http://www.geografia.seed.pr.gov.br/modules/links/links.php?ini=C&categoria=21 (segunda coluna) Segunda aula: Tema central: Os Rios1 Explica-se o objetivo da aula: conhecer o que é um rio, suas características e sua importância. 1 De acordo com a hierarquia e o regionalismo, os cursos d’água recebem diferentes nomes genéricos: córrego, ribeirão, lajeado, sanga, arroio, igarapé, etc. Inicia-se a aula questionando os educandos a respeito dos rios, buscando relacionar o conteúdo com a realidade local, destacando, se possível, a importância do rio que se localiza nas proximidades da escola: pode ser um afluente de um rio de maior importância, ou pode ser o rio de onde se extrai a água para abastecer a população da cidade/comunidade rural, sendo esta uma forma de utilização das águas dos rios pelo homem. Dá-se a definição de rio perene e rio intermitente com exemplos práticos (de preferência, de rios do entorno da escola, ou de onde vivem os educandos, com fotografias ou com os nomes dos rios, que os próprios educandos podem saber qual é) e posteriormente no quadro. Também devese definir o que são as bacias hidrográficas, o que é jusante, montante, quais são as áreas onde ocorrem maior erosão e as áreas de deposição de sedimentos, dizendo porque isso acontece (imagem: Esquema de um rio). Com o auxílio de um mapa hidrográfico (imagem: Mapa do Brasil: bacias hidrográficas), identificam-se as bacias hidrográficas, verificando dentro de qual bacia hidrográfica está localizada sua escola, o córrego/rio que passa nas proximidades da escola ou da casa dos educandos. Pode-se, também, utilizar um mapa do estado ou do município. Em seguida, através de um diálogo com os alunos, trabalha-se a utilização da água dos rios pelo homem (irrigação, geração de energia) e também a poluição dos mesmos. - Algumas definições: Bacia Hidrográfica: Conjunto de terras drenadas por um rio principal e seus afluentes. Rio: Curso d’água natural que deságua em outro rio, lago ou mar. Os rios levam as águas superficiais, realizando uma função de drenagem, ou seja, escoamento das águas. Seus cursos estendem-se do ponto mais alto (nascente ou montante) até o ponto mais baixo (foz ou jusante), que pode corresponder ao nível do mar, de um lago ou de outro rio do qual é afluente. Sanga: Córrego que seca com facilidade. Um riacho com apenas 1.5 a 2 metros de largura. Córrego: é uma denominação dada a um corpo de água corrente de pequeno porte. Rotineiramente, é utilizado para se referir a algo de menor tamanho que um riacho. Riacho: pequeno rio. Ribeirão: Curso de água maior do que um regato, mas menor que um rio. Regato: Corrente de água pouco considerável; pequeno ribeiro, riacho, córrego, arroio. Arroio: Nos países tropicais, canal natural ou artificial, que liga cursos de água. Olho d'Água: Nascente de um rio. Rios perenes: São rios cujas águas não secam, mesmo nos períodos de pouca precipitação. Esses rios são muito importantes em regiões de climas seco, árido e semiárido, principalmente na agricultura. Rios temporários ou intermitentes: São rios temporários que secam nos períodos com pouco ou nenhum volume de precipitação. Recursos Didáticos: Imagem: Mapa do Brasil: bacias hidrográficas. Disponível em: http://www.geografia.seed.pr.gov.br/modules/galeria/detalhe.php?foto=331&evento=5 Imagem: Hidrografia: Esquema de um rio - Disponível em: http://www.geografia.seed.pr.gov.br/modules/galeria/detalhe.php?foto=1514&evento=7 Terceira Aula: Tema central: O relevo Inicia-se a aula esclarecendo o objetivo: identificar as diferentes formas de relevo. Pergunta-se aos educandos o que eles compreendem por relevo. Em seguida, explica-se com o uso de imagens, quais são as principais formas de relevo: planaltos, planícies, depressões e cadeias de montanhas e faz-se uma breve definição do que são as curvas de nível, também utilizando uma imagem. Obs.: Em um outro momento, trabalha-se os agentes internos e externos modeladores do relevo. Após as explanações, é importante passar no quadro a definição das diferentes formas de relevo: O relevo pode ser definido como o conjunto de formas apresentadas na superfície terrestre. No mundo, existem diversos tipos de relevo, porém os principais são: as planícies, os planaltos, as depressões e as montanhas. As planícies correspondem às superfícies relativamente planas. Ocorrem fundamentalmente por meio de acumulação de sedimentos, sendo lugares desprovidos de grandes processos erosivos. Podem ser formadas quando há o acúmulo de sedimentos, transportados por rios; nesse caso a planície é do tipo aluvial. Quando a planície é formada por sedimentos oriundos do transporte de águas marítimas, é denominada de planície do tipo costeira. Quando um lago é soterrado, a planície é denominada de lacustres. E, por fim, no caso de transporte de sedimentos por meio dos ventos, a planície é do tipo eólica. Os planaltos apresentam configuração de superfície ondulada ou topografia acidentada. Em áreas de relevo do tipo planalto, as altitudes não ultrapassam os 300 metros acima do nível do mar. A formação dos planaltos possui duas origens: sedimentar ou cristalina. Esse tipo de relevo passa por constantes processos erosivos. As depressões correspondem a um tipo de relevo que possui superfície localizada abaixo das áreas vizinhas ou ao redor. Existem dois tipos de depressão: absoluta ou relativa. As depressões do tipo absoluta são aquelas que estão abaixo do nível do mar, e as depressões relativas são aquelas que estão acima do nível do mar. As depressões são regiões que sofreram um intenso processo erosivo. As montanhas são grandes elevações naturais do terreno, com altura superior a 300 m, constituídas por uma ou mais elevações. O pico é o ponto mais elevado de um morro, montanha ou serra. Para encerrar, pode-se trabalhar com o simulador A energia dos rios (disponível em: http://www.geografia.seed.pr.gov.br/modules/links/links.php?ini=A&categoria=21) para fixar o conteúdo e revisar a aula passada. Recursos Didáticos: Imagem: Relevo: Diferentes Formas. Disponível em: http://www.geografia.seed.pr.gov.br/modules/galeria/detalhe.php?foto=1515&evento=7 Imagem:Esquema do Relevo – Perfil. Disponível em: http://www.geografia.seed.pr.gov.br/modules/galeria/detalhe.php?foto=1516&evento=7 Imagem: Curvas de Nível. Disponível em: http://www.geografia.seed.pr.gov.br/modules/galeria/detalhe.php?foto=1062&evento=1 Imagem: Montanha – Cordilheira dos Andes. Disponível em: http://www.geografia.seed.pr.gov.br/modules/galeria/detalhe.php?foto=706&evento=7 Imagem: Montanha – Monte Fuji. Disponível em: http://www.geografia.seed.pr.gov.br/modules/galeria/detalhe.php?foto=965&evento=7 Imagem: Montanha – Montes Urais. Disponível em: http://www.geografia.seed.pr.gov.br/modules/galeria/detalhe.php?foto=1018&evento=7 Imagem: Bioma Pradaria. Disponível em: http://www.geografia.seed.pr.gov.br/modules/galeria/detalhe.php?foto=880&evento=7 Imagem: Pantanal (Planície). Disponível em: http://www.geografia.seed.pr.gov.br/modules/galeria/detalhe.php?foto=1025&evento=7 Imagem: Planície. Disponível em: http://www.geografia.seed.pr.gov.br/modules/galeria/detalhe.php?foto=1517&evento=7 Imagem: Planalto e Depressão. Disponível em: http://www.geografia.seed.pr.gov.br/modules/galeria/detalhe.php?foto=1518&evento=7 Imagem: Planalto. Disponível em: http://www.geografia.seed.pr.gov.br/modules/galeria/detalhe.php?foto=1519&evento=7 Quarta e quinta Aulas: Aula de Campo Após a definição dos conceitos relacionados ao tema, realiza-se a aula de campo, com o intuito de ver, na prática, o que se aprendeu em sala de aula. Definido o local a realizar-se a aula de campo (córrego nas proximidades da escola ou o rio que abastece a cidade), a mesma acontece. Durante a aula é importante que os educandos saibam o que observar. Para isso, segue uma sugestão de roteiro de pesquisa para a aula de campo. É importante verificar a inclusão ou supressão de questões de acordo com a realidade onde a pesquisa será efetuada. Cabe ao professor questionar os educandos ao longo do trajeto realizado: - Onde se encontra o vale? O relevo? O divisor de águas? O rio? A mata ciliar? - Há esgoto sendo lançado no rio? - A água está turva? o que isso pode significar? - Há lixo nas encostas? - Há moradias nas proximidades do rio? Há risco de estas casas sofrerem com enchentes? - Quais soluções podemos encontrar para os problemas observados? Ao longo da aula, além de responderem o roteiro de pesquisa, cabe aos educandos realizar anotações que considerarem importantes, além de fotografar e/ou filmar a paisagem observada. Segue uma sugestão de roteiro de perguntas: 1. Qual é o nome deste rio? 2. Qual é o regime fluvial deste rio? Perene ( ) Intermitente ( ) 3. No rio ... ocorrem os processos de erosão, transporte e deposição de sedimentos? Em que parte deste rio o processo de erosão acontece em maiores proporções? Por quê? 4. O rio em questão é afluente de outro rio? De qual? 5. Este rio e seus afluentes formam o quê? 6. O que é que separa uma bacia hidrográfica de outra? 7. O que são os divisores de água? 8. É possível a navegação neste rio? Por quê? E a geração de energia? 9. Nesta parte do rio nós temos mata ciliar? Ela é importante? Pra que ela serve? 10. Em que parte do relevo localiza-se o rio? 11. Há lixo dentro do rio? Descreva o que você está vendo. 12. Quanto tempo o lixo que se encontra dentro do rio leva para se decompor? 13. Quais são as doenças relacionadas à falta de tratamento da água e coleta e destinação adequada do lixo? Para orientações sobre como realizar uma aula de campo, acesse: http://www.geografia.seed.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php? conteudo=357#sugestoes_leitura Sexta Aula: pós-campo Na aula seguinte, retoma-se a aula de campo realizando uma mesa redonda onde os educandos farão exposição oral do que observaram em campo. O professor orienta as exposições dos educandos, primeiro seguindo o roteiro de pesquisa, posteriormente com as demais observações feitas pelos educandos e finalmente com a exposição das imagens e filmes feitos durante o campo (na TV pen drive). Para encerrar, elabora-se um texto coletivo descrevendo os problemas observados na aula de campo, propondo soluções para tais problemas. 7. Relações interdisciplinares: É possível realizar a aula de campo e o pós-campo junto com o professor de Ciências, trabalhando a questão da poluição e das doenças relacionadas ao lançamento de lixo e esgoto nos rios. 8. Aprendizagem Esperada: Espera-se que os educandos compreendam a distribuição da água pelo planeta, o seu ciclo e sua importância para a vida na Terra. Espera-se, também, que os educandos identifiquem as diferentes formas de relevo e sua relação com os rios, ou seja, que estão inseridos em uma bacia hidrográfica, que a água que utilizam em seu dia a dia vem, provavelmente, de um rio. 9. Referências: PARANÁ. Secretaria de Estado da Educação. Diretrizes Curriculares de Geografia para a Educação Básica. Curitiba: Seed, 2008. Disponível em: http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/diretrizes/dce_geo.pdf Acesso em: 17 jul. 2012. MORAES, Danielle Serra de Lima; JORDÃO, Berenice Quinzani. Degradação de recursos hídricos e seus efeitos sobre a saúde humana. Rev.Saúde Pública; vol.36; no.3; São Paulo: Junho, 2002. Disponível em: Educação Pública. Acesso em: 19 ago. 2013.