FestaFOLC 2015 - Grupo de Promoção Sócio Cultural de Montargil

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Online de março
É no Turismo Cultural que pretendemos apostar, para o que esperamos poder
contar com a colaboração/apoio do grande Amigo Professor Luís Mota Figueira,
com brilhante “currículo”, em que se insere precisamente o Doutoramento
precisamente em Turismo Cultural, e anda com a parceria do CESPOGA
(Golegã).
Breve daremos mais notícias.
O mundo dos eremitas sempre fascinou muito o nosso imaginário cultural cristão
de purificação, de ascese, de encontro com o divino, ou não assentasse o início da
vida pública do próprio Jesus nas célebres tentações que ao longo de 40 dias
sofreu exatamente nesse inóspito mundo, no deserto.
Hoje, depois de se ter tornado assente que a vida de retiro no deserto, a génese
do monaquismo, nasceu muito antes do Cristianismo, e sabe-se também que a
chegada desse movimento de fuga mundial à fé dos seguidores de Cristo se deve
ter dado nas regiões do delta do Nilo e nas vertentes do Sinai, zonas de grande
efervescência mística desde, pelo menos, o caldo cultural criado pelas invasões de
Alexandre, no séc. IV a.C.
Entre os vários mosteiros que se terão formado no Sinai, mais ou menos
organizados, ou mesmo verdadeiramente informais, com grupos de discípulos em
torno de um mestre carismático, encontra-se o de Santa Catarina. Com uma vida
complicada, no meio de rotas caravaneiras, sujeito a ataques frequentes,
Justiniano terá decidido fortificar alguns desses dois mosteiros do Sinai.
O significado deste lugar e mesmo do próprio topónimo é imenso, e nele se conta
toda a história religiosa do Mediterrâneo nos últimos três milénios. O Mosteiro
de Santa Catarina estará supostamente junto ao local da sarça-ardente, o centro
da hierofania a que Moisés assistiu e da qual resulta uma unidade ética
mediterrânica em torno dos Dez Mandamentos.
Nessa simbólica da luz, que não se pode ver mas que traz a plena sabedoria e
proteção, e que, seguindo um apócrifo cristão, Maria na fuga para o Egipto, terá
colocado Jesus nessa mesma chama, como que revivificando a Aliança anterior
feita com o seu povo através de Moisés.
Mais tarde, quando nascem os mosteiros, o nome usado será o de uma mártir com
pendor filosófico, com uma vida repleta de episódios que lembram Hipátia de
Alexandria, a mulher filósofa há pouco anos recordada na tela do cinema.
Catarina é a junção entre a Sabedoria e a Ascese, o martírio, o centro da vida
monástica. Ironia dos tempos cartesianos, já no século XX o seu nome foi retirado
dos calendários litúrgicos romanos por falta de provas da sua real existência,
como se o real no coração dos crentes se manifestasse por provas
historiográficas.
Neste contexto, o Mosteiro de Santa Catarina é o exemplo perfeito de uma
convivência religiosa, cultural e mental. A uma altitude de 1570m, na cidadela
que compõe o complexo, hoje podemos encontrar dentro dos mesmos muros uma
basílica, várias capelas, e uma mesquita, tudo em torno de um lugar de memória
judaica.
No interior da mesquita encontra-se, segundo a tradição, um manuscrito do
Profeta Maomé, que, ao ter sido ali bem acolhido pelos monges, pede o bom
tratamento dos cristãos por parte de todos os muçulmanos.
Num momento em que é tão importante encontrar aquilo a que hoje chamamos
de “boas práticas”, olhemos para essas palavras atribuídas a Maomé. Trata-se de
uma carta que ostenta a sua legitimidade, através da impressão da mão do Profeta
fundador do Islã
Esta é uma mensagem de Muhammad ibn Abdullah, um pacto para quem
adoptar o cristianismo, perto e longe, estamos com eles.
Em verdade, os servos, ajudantes e os meus seguidores devem defendê-los,
porque os cristãos são meus cidadãos, e por Deus! Eu serei contra qualquer
coisa que os desagrade. Nenhuma compulsão sobre eles. Nem os seus juízes são
removidos de seus cargos, nem os monges dos seus mosteiros. Ninguém
destruirá a casa de sua religião, para a danificar, ou para tomar qualquer coisa,
para casa de muçulmanos. Se alguém procedesse desta forma, ele iria estragar
a aliança de Deus e desobedecer ao Seu Profeta.
Na verdade, eles são meus aliados e são protegidos pela minha carta de
proteção contra tudo o que odeiam. Ninguém os forçará a viajar ou obrigará a
lutar. Os muçulmanos devem lutar por eles. Se uma mulher cristã casa com um
muçulmano, o casamento não pode ter lugar sem a sua aprovação. Ela não deve
ser impedida de visitar sua igreja para orar.
Suas igrejas são para ser respeitadas. Eles não devem ser impedidos de reparálas, nem de exercer a santidade de seus convénios. Ninguém da nação
(muçulmanos) desobedeça a aliança até ao final dos tempos."
Demonstrando os novos tempos tecnológicos, mas essencialmente tempos de
possibilidades de diálogo, neste cantinho da Europa, recebi uma tradução em
inglês deste texto através de um imã, Rachid Ismael, diretor do Colégio Islâmico
de Palmela. Já tinha ouvido falar do texto mas não o conhecia. Posto a circular
entre investigadores de Ciência das Religiões, um católico, Rui Oliveira, indicoume esta tradução para português, feita por um padre ortodoxo, protopresbítero
Alexandre Bonito, uma das pessoas neste país mais implicadas nas questões
do diálogo inter-religioso. Nesta rede de homens de Boa Vontade, tive o prazer de
redigir este texto para que mais pessoas dele tenham conhecimento.
Historicamente, pouco se pode afirmar de certo sobre este texto. Sendo uma
importante relíquia, o original foi levado em 1517 para Constantinopla pelo sultão
Selim I, e estará no Topkapi, em Istambul. Em Santa Catarina encontra-se uma
cópia oferecida pelo sultão.
De resto, é impossível saber se a dita carta foi escrita pelo Profeta dos
Muçulmanos, ou não. A ciência talvez pudesse fazer aqui algum milagre. Mas, tal
como em relação à existência de Santa Catarina, o mais importante, hoje, é que
existe o mosteiro com o seu nome, tenha ela existido, ou não. As palavras são mais
importantes do que a materialidade do seu suporte ou a fluência da língua lá
vertida. Perante um texto desta natureza, a sua simples verosimilhança é de uma
força tremenda. A factualidade escondida nos gestos que produziram estas linhas
é o menos importante, tanto mais que, independentemente da autoria, o
conteúdo vai de acordo com os ensinamentos de Maomé, o Profeta do Islão, e
podem-se colher em vários trechos do próprio Corão.
De resto, as palavras são claras e lançam-nos de um passado de quase milhar e
meio de anos para um futuro que é o imediato, o ainda nem amanhã, mas o agora.
A urgência da nossa existência pede-nos que olhemos para este texto, onde as
tradições religiosas, cristã e muçulmana, se consensualizaram num gesto de Paz,
com o desejo de frutificação dos tempos.
Num local sagrado para judeus, cristãos e muçulmanos, que mais podemos
procurar e desejar para fomentar o diálogo que uma carta de Maomé a proteger
os cristãos?
Paulo Mendes Pinto
Diretor do Instituto Al Muhaidib de Estudos
Islâmicos da área de Ciência das Religiões da
Universidade Lusófona. Embaixador do Parlamento
Mundial das Religiões
FestaFOLC 2015
Foi o espetáculo Nº 23 das Escolas de Folclore, e como habitualmente sala cheia,
e quatro grupos que pretendem fazer um trabalho no bom sentido:
Montargil, Carregado, Raposa e Boavista (Portalegre). Claro que há ali conceitos
diferentes do que deve ser uma “escola de folclore” por isso –penso eu--se deve
definir um modelo-base a partir do qual cada um adapte às suas potencialidades
organizativas. Depois, e como muito bem disse aqui Manuel Braga que
representava a Federação, uma escola não pode garantir que todos os anos terá
um grupo artisticamente bom— pois integra elementos com diferentes anos de
aprendizagem. Mas ao que me apercebi, o agrado foi geral.
Com a designação de infantil ou juvenil existem vários grupos espalhados pelo
país, mas na sua quase totalidade sem estrutura para se poder considerar e para
já, uma “escola”. Mas com o partilhar de saberes, por certo a evolução será
positiva.
Neste momento e com a colaboração de praticamente todos os municípios do
país, estamos a fazer um levantamento do que existe.
MONTARGIL
GRUPO DE PROMOÇÃO
Foi por não ter ido à escola
com a atenção ao que é devida,
que ando, hoje, a pedir esmola
na outra escola: a da Vida.
JOÃO BAPTISTA COELHO (Tires-S. DOMINGOS DE RANA)
Da escola tenho saudade
do tempo que lá andei,
porque foi lá de verdade
que a ser homem comecei
VÍTOR MANUEL CAPELA BATISTA (BARREIRO)
Porque a escola me educou,
Porque a escola me instruiu
Muito daquilo que sou
Foi na escola que floriu
MARIA RUT BRITO NETO( LISBOA)
Minha escola, minha amiga
Tudo o que ensinaste outrora
É oi elo que me liga
A tudo o que sou agora
JOSÉ ANTÓNIO PALMA RODRIGUES
(GANILHOS-ALJUBARROTA(PRZERES)
Sempre bom em redação,
Desde a treva à luz suprema,
A escola, mais do que o verso,
É, no seu todo um poema.
JÚLIO SILVA MÁXIMO VIEGAS (QUEIJAS)
DANDO COR AO UNIVERSO
DESDE A TREVA À LUZ SUPREMA,
A ESCOLA, MAIS DO QUE O VERSO,
É.NO SEU TODO,UM POEMA.
JOÃO BATISTA COELHO (TIRES-S.DOMINGOS DE RAMOS)
Com a escola fiz-me à vida
a vida deu-me saber
que a que vida só é válida
com um constante aprender.
MARUA RUTH BRITO NETO(LISBOA)
Na minha Escola Primária
O ensino foi muito rico
Mas na Escola Secundária
Arranjei um namorico
CELESTE MARIA SILVA AVÓ CHARNECA(S.MIGUEL DE MACHEDE)
Nos velhos tempos da escola
que mais me apraz registar
É que levava na sacola
O importante pra trabalhar
MIGUEL ANTÓNIO BATISTA MENDES(MONTARGIL)
À escola devemos ir
e prestar muita atenção,
quando tivermos que partir
já sabemos a lição
Bata branca, lá ia eu
Prá escola, oh alegria!
Realizei o sonho meu
Ensinar no dia a dia
ISABEL MARIA DOS ANJOS VIEGAS(CARNAXIDE)-.
Grupo Mensagem de Teatro
Para além dos ensaios que vão decorrendo, alguns elementos irão
participar em mais uma peça levada à cena pelo Teatro da Terra.
Ensaios:
Continuam os ensaios de todos os outros núcleos
Figura nº 1-Trabalho realizado pelos alunos dos 7ºs anos A e B da escola Básica nº1 de Montargil em
homenagem a Manuel Ribeiro de Pavia.
MANUEL RIBEIRO DE PAVIA
Manuel Ribeiro de Pavia nasceu em Pavia-Mora a 19 de Março de 1907 e faleceu
em Lisboa a 19 de Março de 1957. Foi um pintor, desenhador e ilustrador neorealista.
Foi o autor de muitos desenhos, aguarelas e várias ilustrações de livros de
escritores dessa época como de Alves Redol.
Publicou um conjunto de 15 desenhos a que denominou de ‘Líricas’. O trabalho
supracitado é exemplo dessas ‘Líricas’.
A temática utilizada pelo artista foi o Alentejo e os seus camponeses, oscilando a
expressão entre o lirismo, principalmente na representação da mulher.
Algumas das suas obras estão em exposição na Casa-Museu Manuel Ribeiro de
Pavia, em Mora, no Alentejo.
Figura nº2-Casa-museu Manuel Ribeiro de Pavia
Figuras nºs 3,4,5 e 6- ‘Servos da gleba’- exemplos de obras de Manuel Ribeiro de Pavia
Professora Maria de Fátima Leão Chuço Pires
CONSULTORA DE ARTES VISUAIS DO GRUPO DE PROMOÇÃO DE
MONTARGIL
Um dos grandes erros logo no pó 25 de Abril foi ignorar-se a importância de uma
“formação política independente”. Naturalmente os partidos lançaram as suas
sementes, que resultaram nos jotas de um só pensamento, e que para subir bastou
a submissão. Mas nessa altura, pensava eu, o importante “mostrar” a “ideologia
“ que cada um dos partidos, tendo sempre presente que a mesma tinha a ver com
o espaço o tempo.
Mas tudo se alterou. Será que Paulo Portas se comporta como um democratacristão e o Passos Coelho como um Social-democrata? Será que poderemos
considerar que um Partido Socialista se divida em direita e esquerda? E que o
partido Comunista se conseguiu tornar uma força verdadeiramente portuguesa?
E será ainda, e esta resposta será muito importante, que se poderá dar uma
“educação política” abstraindo os valores e os comportamentos dos partidos
existentes? Seria bom pois que cada um estaria esclarecido para poder optar.
Mas tudo isso não deixa de ser uma questão que se nos coloca!
Lino Mendes
Morreu o Joaquim António Teles
O seu estado já não era bom, o desenlace esperava-se, mas de qualquer modo a
notícia tocou-me profundamente. Era um bom Amigo, e mais do que isso
realizou em Montargil uma obra de excelência.
Montargil não o pode esquecer.
A toda a família, à própria Misericórdia aqui ficam as minhas/nossas
condolências.
Que a memória das nossas gentes não seja curta.
Em meu nome pessoal, da minha esposa os mais sinceros sentimentos.
Os Corpos Sociais do Grupo de Promoção S.C.Montargil desejam também os
pesamos a toda a família e à grande Instituição de que ele foi provedor.
Montargil Ficou mais pobre.
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