Gramática do dinheiro para principiantes Assim como há uma

Gramática do dinheiro para principiantes
Assim como há uma Gramática da Língua com suas
categorias gramaticais, análise sintática de suas regras
de uso e orientações práticas, fazia falta uma
Gramática do Dinheiro com esses mesmos conteúdos.
Histórias que são verdadeiros pesadelos confirmam nossos medos mais remotos: pessoas bem intencionadas
estão sendo trapaceadas, roubadas e vítimas de golpes de bancos, de administradoras de cartões de crédito, de
vendedores de carros e até mesmo de amigos.
Amy C. Fleitas, Lucy Lazarony and Laura Bruce, Bankrate.com
***
O mau cheiro dos escândalos de Wall Street e das empresas norte-americanas está no ar como uma nuvem
tóxica. Os cidadãos viram suas economias evaporarem quando as ações caíram pela revelação das
manipulações contábeis dos altos executivos. Trapaças financeiras, mascaradas pela cumplicidade de outrora
confiáveis firmas de auditoria, foram descobertas em número bem maior do que se pensava, nas sessões
superconcorridas de inquérito pelo Congresso.
Brock N. Meeks – MSNBC
“Globalização: livre circulação de capitais (mas não de trabalhadores) e crescente dominação das economias
nacionais pelas multinacionais financeiras e industriais”. “A globalização criou má distribuição de recursos entre
bens privados e bens públicos (ambiente, segurança, justiça social, saúde pública, democracia, combate à
pobreza, regulagem do mercado etc.). Os bens públicos só são garantidos por processo político e não pelo
mercado que é amoral”. As principais reformas necessárias: controlar a instabilidade dos mercados financeiros;
corrigir a roleta viciada das organizações internacionais do comércio que favorecem os países do primeiro
mundo; complementar (contrabalançar) a Organização Mundial do Comércio com instituições políticas de poder
similar para garantir os bens públicos em escala global; incrementar uma vida pública limpa, combatendo a
corrupção, a repressão e os governos incompetentes”. “O Tribunal Internacional de Justiça e outros organismos
similares como de controle ambiental, de armas e de minas terrestres devem ser criados. A atitude dos EUA é
atualmente o maior obstáculo”.
George Soros: George Soros on Globalization
“Para compreender o que falhou é importante conhecer as instituições principais que governam a
globalização: O FMI, o Banco Mundial e a Organização Mundial do Comércio. As ideias e intenções na criação
dessas instituições eram boas....mas aos poucos foram substituídas pela sacralização do mercado, como parte
do Consenso de Washington entre o FMI, o Banco Mundial e o Federal Reserve (Banco Central dos EUA).
....Meio século depois de sua fundação está claro que o FMI não cumpriu com sua missão. As crises financeiras
têm sido cada vez mais frequentes e mais severas. Quase 100 países entraram em crise; e o que é pior, muitas
das políticas impostas pelo FMI, em particular a precipitada abertura dos mercados financeiros, contribuíram
para a instabilidade global.”
Joseph Stiglitz: O Mal-Estar na Globalização
“O que ficou conhecido como Consenso de Washington falhou”.
Joseph Williamson, pai do mafioso Consenso de Washington, reconhece que falhou mas não fala em corrigir os
erros ou devolver o que foi saqueado.
INTRODUÇÃO À GRAMÁTICA DO DINHEIRO
“O que está em sua mente determina o que estará em seu bolso”!
O que o dinheiro faz por nós não é nada em comparação com o que nós fazemos por ele (Millôr Fernandes)
Você tem inteligência financeira? O teste chamado Quociente Triádico do Mercador lhe dará uma resposta.
Qual é seu nível de vivência? Você terá que ampliar seu conceito de classe social, ou estrato A, B, C, D, E para
responder, não só com seu nível financeiro, mas combinando-o com seu nível educacional e nível de felicidade.
É a teoria dos três cérebros, apresentada adiante.
Você entende bem e sabe explicar as razões de sua situação financeira atual? Você poderá organizar sua
“História Contábil” pessoal/familiar e ter uma visão mais clara de seu fluxo de caixa (receitas, gastos fixos,
gastos variáveis e reservas) nesta Gramática do Dinheiro.
O seu dinheiro é difícil de ganhar e não pára em seu bolso? Pois é, a escola esqueceu ou não quis ensinar-lhe a
linguagem e a sintaxe financeira resumida e simplificada nesta “Gramática do Dinheiro”.
Recupere, aqui, o tempo perdido e o dinheiro desperdiçado.
O que é o dinheiro? É uma ideia, uma crença num símbolo!
Por que uns poucos têm tanto, outros mais ou menos e tantos têm tão pouco? É opção dos deuses por um
povo, é sorte, é herança (genética) ou é inteligência, aptidão financeira? Claro que é inteligência ou aptidão para
os negócios e as espertezas que eles requerem. Por que, então, tantos têm tão pouca aptidão financeira e
levam uma vida de sufoco?
É o que a Gramática do Dinheiro quer explicar e ajudar a corrigir. E quer servir também de manual de
desenvolvimento dessa nada secreta ou divina inteligência financeira. Começa-se por entender um pouco
melhor nosso cérebro visto como três blocos de funções:
O primeiro quadro da esquerda dá o conceito básico de cérebro tri-uno (três em um, um em três) em quatro
níveis de desenvolvimento possível, e o título geral das funções de cada um dos três blocos. Há pessoas com
mentes rústicas (a maioria) com essas funções num nível primário ou nível 1 (um) porque não tiveram acesso à
educação e às tecnologias que amplificam o potencial humano herdado. Há outras mais desenvolvidas,
expandindo seus três blocos de funções pelos níveis mais altos, de forma integrada e balanceada mediante a
aquisição das tecnologias tricerebrais adequadas. Outras há com apenas dois blocos em nível mais alto e um
deixado para trás. E há outras, menos normais, dedicadas exclusivamente a um só bloco de funções criando os
fundamentalistas, os fanáticos, os viciados: Intelectualóides – fundamentalistas da ciência e informação;
Misticóides – fundamentalistas das religiões, da magia e das artes; Capitalóides – fundamentalistas do mercado
e do dinheiro.
O quadro da direita adapta o cérebro tri-uno para a linguagem mais próxima à Gramática do Dinheiro, afunilada
para a inteligência financeira ou esperteza para ganhar e investir dinheiro, multiplicando-o, fazendo-se rico
(primazia do cérebro central). Para isso é necessário dominar as diferentes estratégias de negócios (cérebro
direito, criativo, inventivo, estrategista) e ter informação realista e privilegiada (saber das oportunidades antes
que os outros) o que é típico do cérebro esquerdo. Isso mostra que os três cérebros devem funcionar de
maneira concatenada, integrada e balanceada, se não dá zebra.
A vida é comandada pelo nosso cérebro individual e coletivo ou social. Mas a vida é um jogo trádico ou de três
frentes que se joga cumprindo/realizando agendas (o total delas se diz agendonomia). Essa agendonomia é
prestadia – quando prestamos/realizamos serviços e bens satisfatores – e é usuária quando
usamos/consumimos serviços e bens satisfatores. Juntando os dois lados do balcão, temos a agendonomia
“prestusuária”, que Alvin Toffler chama de “prodsumidora”, combinando “produtora” e “consumidora”. Por isso
podemos dizer que nossa vida é um jogo tri-fronte de agendonomia prestusuária cujo êxito depende do
desempenho de nosso tricerebrar individual e coletivo.
O paradigma triádico visto de maneira prática no cérebro e, logo mais adiante, no funcionamento dos 3
subgrupos e dos 3 poderes máximos de cada comunidade e país, demonstra que o dinheiro não é o único
problema e a única solução da vida: ele é um dos três componentes de um conjunto, um sistema de três blocos,
de três frentes ou de três lados que ajuda os outros dois, mas que precisa ser ajudado e complementado pelos
outros dois em forma proporcional. Não se trata de uma nova ordem econômica mundial como falam e querem
os fundamentalistas do mercado e do dinheiro, neste caso os capitalóides anglo-americanos-israelitas e seus
acólitos. Há problemas em que o dinheiro e o mercado ajudam pouco: um casamento que funciona mal; filhos
que não querem nada com estudo; a alienação imposta pelas trivialidades e marketing dos meios de
comunicação; a degradação ambiental; a falta de justiça social; a falta de confiabilidade social; a corrupção entre
políticos e empresários; a instabilidade dos mercados; a violência doméstica, de rua e internacional; o vazio
interior por falta de amor e de sentido maior para a vida; a droga (“o problema não é a droga, é o vazio”) etc.
Fica desde já esclarecido que a Gramática do Dinheiro (com eixo no cérebro central) é uma das 3 partes da
solução que supõe a “gramática do cérebro esquerdo” (língua, informação, leis) e supõe a “gramática do cérebro
direito” (bíblias, cânones de arte e sabedoria de amor).
A Gramática do Dinheiro trata, primeiro, das bases para o entendimento do jogo do dinheiro: uma revisão das
teorias da produção, da circulação, da comercialização, posse e consumo de todos os bens, que chamaremos
“satisfatores”. Este processo todo é tido como objeto específico e exclusivo da chamada “ciência” econômica ou
Economia enquanto teoria do mercado ou Poder Econômico. Ele é pouco regulado pela legislação do Poder
Político e pelas virtudes morais do Poder Sacral, porque dizem que se auto-regula por uma tal mão invisível –
um truque de 250 anos para ocultar as manipulações do oficialismo. O Poder Econômico acolitado por seus
economistas, em cumplicidade com o Poder Sacral e o Poder Político, comanda os indivíduos, as famílias, as
comunidades, os países e de todo o ecossistema cujas necessidades/aspirações são aqui especificadas em
catorze áreas de vida ou 14 subsistemas (uma ampliação da teoria socioeconômica de Adam Smith - veja
quadro adiante).
Para um entendimento facilitado dos jogos da vida e do mercado, vamos usar um novo enfoque: o princípio triuno ou jogo de três parceiros, sem as enrolações da arapuca anglo-americana-israelita dos monádicos Adam
Smith e Charles Darwin: “livre” mercado e lei do mais forte.
A propulsão, o movimento da realidade é feito pelo dinamismo da energia e seus múltiplos elementos que vale a
pena agrupar sempre em três (três quarks, três elementos do átomo, três dimensões, ciclos em três fases, três
cérebros, três subgrupos, três blocos de forças internacionais etc.) para ganhar um pouco de compreensão do
aparente caos da história. Por isso, na parte superior da organização de qualquer país, favela, tribo ou família
sempre estão estes três poderes, como recorrência do princípio tri-uno da energia e da evolução, lutando entre
si pelo controle uns dos outros, para tirar mais vantagens dos de baixo:
Qualquer ciência só é considerada como tal enquanto resolve ou minora os problemas que lhe dizem respeito.
Como a atual Economia não tem resolvido os problemas para a maioria, não se pode intitular “ciência”. A
Economia soluciona os problemas apenas da minoria das cúpulas por ser uma arma ideológica dos subgrupos
oficiais (dominantes), inventada pelos ideólogos do imperialismo inglês (hoje, anglo-americano-israelense) que
alegam dar resultados cada vez mais exatos: exatamente a favor dos subgrupos oficiais, sempre. A maioria das
chamadas ciências sociais e humanas também não o são por seu fracasso em resolver os problemas da
convivência humana. Daí o empenho em reelaborar e integrar as “ciências” sociais num corpo transdisciplinar
único, em que cada “ciência” é apenas um eixo específico do todo.
A lei da oferta e procura, para ser entendida mais realisticamente, deve ser ampliada como lei do jogo triádico:
dois que ofertam ou querem vender competindo entre si, e um terceiro que procura (quer comprar) barganhando
vantajosamente; ou dois que procuram ou querem comprar competindo entre si e um monopolista que oferta
vantajosamente. Isso deve ser escalonado em pelo menos 4 níveis de produção, circulação e consumo de
satisfatores.
O quadro da esquerda ilustra a competição horizontal entre dois vendedores e a cooperação vertical recíproca
do comprador com um dos dois vendedores. O quadro da direita ilustra dois compradores competindo por um
bem satisfator real ou artificialmente escasso, ofertado por um monopolista. A ilustração introduz, também, a
denominação que será usada para todo e qualquer jogador triádico:
Subgrupo oficial – o que está com o controle e domínio da situação, manipulando o oscilante e
perseguindo/eliminando o antioficial.
Subgrupo antioficial – o concorrente, o opositor, tratando de conquistar o oscilante para dominar o oficial ou
livrar-se dele por eliminação.
Subgrupo oscilante – o que fica em cima do muro oportunisticamente para leiloar-se ou aderir ao subgrupo que
lhe oferecer mais vantagens, mostrando que a duplicidade ou a (des)lealdade dividida é sua principal estratégia
de sobrevivência.
A regra de interação dos três subgrupos será: ou todos contra todos; ou dois contra um ou um contra dois; ou
cooperação entre todos. Também se diz competição; neutralidade/duplicidade; e cooperação, no sentido
vertical, horizontal e transversal. O movimento de cada um dos jogadores subgrupais é crescer, decrescer ou
ficar estável.
Este quadro ilustra dois conceitos:
- o primeiro é que o princípio triádico é recorrente, repetitivo: o subgrupo dos produtores/vendedores de um
mesmo produto também vivem o drama do jogo triádico entre eles e lutam para controlar sua corrosividade no
domínio interno tratando de passá-lo ao domínio externo (dividir para governar, pôr os outros em luta para se
desgastarem e assim dominá-los mais facilmente). Da mesma forma os antioficiais e os oscilantes vivem o
drama do jogo triádico, com a diferença que estes são menos hábeis em controlar seus jogos, sendo vítimas de
lutas divisionistas constantes. Em política se diz que a direita, ou o subgrupo oficial nesta nova linguagem, tem
diversas frentes, tendências ou facções (em última análise são redutíveis a três que atuam em cumplicidade
frente aos demais); a esquerda, também; e o centrão, também. Isso ajuda a entender que existe competição,
neutralidade/duplicidade e cooperação no sentido vertical, horizontal e transversal, em triangulações
desaglomeradoras sucessivas ou triangulações aglomerantes progressivas, quando se parte do local para o
internacional.
- o segundo é que, com a introdução de mais jogadores, pode-se entender a competição, neutralidade e
cooperação transversais: em algum dos níveis, empresas podem competir, mas em outros convém cooperar ou
manter a neutralidade; o mesmo ocorre quando se formam equipes de trabalho com elementos dos diversos
níveis e posições subgrupais. Em política se diz que se dão alianças transversais ou coalizões.
Assim reformulada, essa lei do jogo triádico vale para todo o ecossistema planetário: é o jogo triádico universal e
não só do mercado, como querem os economistas. Além do mais, não se pode deixá-la impessoal como “lei da
oferta e procura”; “a vontade geral”; “força das circunstâncias”; “interesses superiores do mercado ou do Estado”
etc. Sempre há um sujeito definido em tudo e em qualquer jogo, seja de mercado, de política, de religião, de
cultura etc. que não pode ficar invisível ou como “sujeito oculto”. São pessoas ou subgrupos que ofertam e
pessoas ou subgrupos que procuram, embora em proporções diferentes (oferta e demanda não andam no
mesmo passo) e subgrupos antioficiais perturbadores (falsificadores, ladrões, sabotadores, reformistas,
cartelizadores etc.). O mesmo se aplica aos conceitos de dinheiro e capital: não é o capital que faz isso e aquilo,
não é o trabalho que faz isso e aquilo: são sujeitos ou subgrupos que movimentam o dinheiro, são sujeitos ou
subgrupos que trabalham. Essa artimanha para manter “sujeitos ocultos, sob o disfarce do impessoal” faz parte
da sobrevivência maior dos mais trapaceiros para que fiquem impunes. Abaixo as máscaras do oficialismo!
Essa maneira de ver tudo como conjuntos de três elementos interatuantes, ou como jogos triádicos, ajuda a
entender melhor as leis da evolução até o surgimento do mercado, ajuda a enxergar e avaliar os três
participantes de cada jogada e a assimilar a nova versão da seleção natural e “sobrenatural”: sobrevivência do
mais trapaceiro e do mais forte se atirar ou agir primeiro.
Com exceção dos empresários e de alguns economistas, padecemos todos de um analfabetismo financeiro
crônico, planejado. Por que os governos, as empresas, as escolas não ensinam o jogo econômico? Porque ele é
um privilégio dos subgrupos oficiais dominantes e porque a “cultura” financeira não passa, quase sempre, de um
montão de truques maliciosos de extorsão dos mais fracos e otários pelos mais espertos e mais fortes. É um
jogo entre uns poucos espertalhões de um lado e uma imensidão de bobões do outro. Basta ver onde sempre foi
parar a renda de uma empresa, um município ou de um país e da maioria dos países, tanto na idade média,
como no capitalismo e socialismo, tanto numa favela como num clube de futebol.
Como os gases nobres, o dinheiro sempre vai para o alto. Qual é a raiz dessa lei perversa? É o jogo triádico, ao
redor do qual se organizam os recursos, meios e truques que cada um dos três lados ou subgrupos sabe e pode
usar. São três arsenais, três estratégias em batalhas ou lances sem fim, com a vitória quase infalível do
oficialismo mais alto.
A chamada economia solidária atual (cooperativismo, consórcios, redes de troca ou escambo, o socialismo, a
caridade cristã, a convivência fraterna como em comunidades religiosas, utópicas, como as comunidades cristãs
relatadas nos Atos dos Apóstolos ou os kibutz atuais e as comunidades alternativas) poderá resolver o problema
da produção e partilha equitativa dos satisfatores? Por algum período, sim, enquanto a necessidade e a
dependência dos participantes são extremas. Depois, o jogo triádico da “sobrevivência maior do mais trapaceiro
e do mais forte que atirar ou agir primeiro” vai-se impondo e levando todos ao desespero, porque não há
regulagem automática desse jogo para os humanos, como há para tudo o mais no planeta.
Para tudo há limites. Vamos descartar a ideia de igualação máxima, (uma pretensão dos religiosos, comunistas
e ingênuos) e de desigualação máxima (uma imposição dos mais fortes e usurpadores). Adotamos a ideia de
PROPORCIONALISMO, baseada na tradição da média e extrema razão ou seção áurea ou ponto de ouro que
aceita diferenças tidas como proporcionais, complementares, equitativas, harmônicas:
Este modelo gráfico ilustra a “Proporção Áurea” ou “Ponto de Ouro” que é a distribuição em módulos ou
porcentagens de aproximadamente 62% por 38%, repetitivamente, embora em diferentes escalas. A
desproporção ou distanciamento do Ponto de Ouro pode dar-se em diferentes graus, como ilustrado pelos dois
triângulos opostos ao centro do modelo, um com a distribuição de pessoas e outro com a distribuição de trisatisfatores, quase sempre em razão inversa ainda que não tão simétrica, que se lê: 38% de pessoas/subgrupos
com 62% de tri-satisfatores e 62% de pessoas/subgrupos com 38% de tri-satisfatores etc.
A coluna de números à direita do gráfico acima é a “série Fibonacci”: sequência numérica em que o número
seguinte é a soma dos dois anteriores - 0, 1, 1, 2, 3, 5, 8, 13, 21, 34, 55 etc. Ao dividir qualquer número pelo
imediatamente anterior obtém-se, aproximadamente, a relação ou razão da proporcionalidade: 1,618; a
operação inversa resultaria em aproximadamente 0,618.
As diferenças entre minivivência e os demais níveis mais altos serão proporcionais se corresponderem
aproximadamente à “série Fibonacci”. Esta serve também para estabelecer a diferença proporcional numa
escala de ganhos mínimos (piso mínimo) e ganhos máximos (teto máximo) entre prestusuários/categorias de
agendonomia e entre países. Nos países mais adiantados e proporcionais, a média dos ganhos mais altos é
aproximadamente 21 vezes superior aos ganhos do piso mínimo. Aí somente se consideram ganhos em dinheiro
ou renda per capita, embora a ONU tenha agora acrescentado os IDH – Indicadores de Desenvolvimento
Humano ou Social para corresponder ao paradigma econômico-social ou socioeconômico. Nos países
subdesenvolvidos, a média dos ganhos dos subgrupos oficiais mais altos supera em mais de 100 vezes (!!!) os
ganhos dos mais baixos.
A série Fibonacci serve, também, de referencial para o princípio da equivalência: cada um tem direito a retirar
tanto quanto dá de si mesmo nos diferentes níveis de prestusuarismo. O seja, quem quer esforçar-se, capacitarse e dedicar-se mais ao prestadismo (agendas prestadias) de nível 2, 3 ou 4 retirará o correspondente em
satisfatores ou em valor, como usuário.
Essa lei da proporcionalidade pode estabelecer as diferenças aceitáveis, “naturais”, funcionais e de menor
fricção entre vários níveis ou estratos socioeconômicos de vivência, evitando os distúrbios da igualação e
desigualação máximas num país e entre países. Não valem os extremos, nem a unilateralidade. Entre o
individualismo e o altruísmo ou entre o individual e o coletivo, por exemplo, não vale afirmar que se cada um
cuidar de seu interesse máximo, a mão invisível ajeitará as coisas para que tudo redunde em bem comum.
Haverá sempre alguma proporção que se aproxime de uns 62% para o indivíduo e 38% para o altruísmo ou o
coletivo.
Quanto mais longe do ponto de ouro mais perto do ponto de estouro.
“Os extremos são viciosos” (Aristóteles)
“Quando se vai a uma extremidade, se está saindo da realidade” (Buda)
Com exceção de alguns espiritualistas sérios, os gigolôs das religiões vivem do conto do vigário ou o do golpe
religioso: pregam aos oscilantes a aceitação da pobreza, do sofrimento e da submissão ao oficialismo
explorador como projeto de vida neste mundo, sobrevalorizando o investimento e a esperada compensação no
mundo futuro depois de morto:
“O poder político nos encurrala, para o poder econômico nos depredar; e o poder sacral manda cobrar a conta
no cemitério”!
O mundo e o ser são uma continuidade e não se pode aceitar essa separação tão drástica deste mundo e outros
posteriores: a compensação proporcional deve ser exigida neste mundo e continuada depois, se for o caso. Por
isso, a Gramática do Dinheiro, embora centrada nas questões do cérebro central, fará frequentes referências
aos outros dois cérebros e suas respectivas “gramáticas”.