Anexo

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ANEXO I
LISTA DAS DENOMINAÇÕES, FORMA(S) FARMACÊUTICA(S),
DOSAGEM(NS), VIA(S) DE ADMINISTRAÇÃO DO(S) MEDICAMENTO(S),
TITULAR(ES) DA(S) AUTORIZAÇÃO(ÕES) DE INTRODUÇÃO NO MERCADO
NOS ESTADOS-MEMBROS
1
Medicamentos contendo ácido tranexâmico com Autorização de Introdução no Mercado na União Europeia
Estado Membro
(EU/EEA)
Titular da Autorização no
Mercado
Nome do
medicamento
Dosagem
Forma
Farmacêutica
Via de administração
AT - Áustria
Pfizer Corporation Austria
GmbH
Floridsdorfer Hauptstraße 1
A-1210 Wien
Áustria
Cyklokapron Ampullen
0,5 g/5 ml
Solução para injecção
uso intravenoso
BE – Bélgica
PFIZER S.A.N.V.
Bld de la Plaine 17
1050 Brussels
Bélgica
Cyklokapron
100 mg/5 ml
Solução para injecção
uso intravenoso
BE - Bélgica
Eumedica S.A.
Winston Churchilllaan 67
1180 Brussels
Bélgica
Exacyl 500
500 mg/5 ml
Solução para injecção
uso intravenoso
CY - Chipre
MEDOCHEMIE LTD, 1-10
CONSTANTINOUPOLEOS
STREET, P.O.BOX 51409,
3505 LEMESOS, CHIPRE
AZEPTIL INJECTION
500MG/5ML
500MG/5ML
INJECÇÃO
uso intravenoso
CY - Chipre
MEDOCHEMIE LTD, 1-10
CONSTANTINOUPOLEOS
STREET, P.O.BOX 51409,
3505 LEMESOS, CHIPRE
AZEPTIL INJECTION
250MG/5ML
250MG/5ML
INJECÇÃO
uso intravenoso
1
Estado Membro
(EU/EEA)
Titular da Autorização no
Mercado
Nome do
medicamento
Dosagem
Forma
Farmacêutica
Via de administração
CZ – República
Checa
Sanofi-Aventis, s.r.o.,
Evropská 846/176a, 160 00
Praha 6, República Checa
Exacyl
100 mg/ml
Solução para injecção
uso intravenoso
DE - Alemanha
Pharmacia GmbH
Linkstr. 10
D-10785 Berlin
CyklokapronInjektionslösung
500mg /5ml
Solução para injecção
uso intravenoso
DK – Dinamarca
Pfizer ApS, Lautrupvang 8,
DK-2750 Ballerup, Dinamarca
Tranexamsyre
"Pfizer"
100 mg/ml
Solução para injecção
uso intravenoso
EL - Grécia
A. NIKOLAKOPOULOS A.E.
GALATSIOU AVENUE 115,
Athens 11146
TRANSAMIN
500MG/5ML
Solução para injecção
ou perfusão
uso intravenoso
2
Estado Membro
(EU/EEA)
Titular da Autorização no
Mercado
Nome do
medicamento
Dosagem
Forma
Farmacêutica
Via de administração
ES - Espanha
ROTTAPHARM S.L.
Avda. Diagonal 67-69
08019 Barcelona
Espanha
AMCHAFIBRIN
500 mg SOLUCIÓN
INYECTABLE
500mg/5 ml
solução para injecção
uso intravenoso
ET – Estónia
Pfizer Enterprises SARL
Round-Point du Kirchberg
51, Avenue J.F. Kennedy
L-1855 Luxemburgo
CYKLOKAPRON
100mg/ml
solução para injecção
uso intravenoso
FI - Finlândia
Oy Leiras Finland Ab
Paciuksenkatu 21
PL 1406
00101 Helsinki
Finlândia
CAPRILON
100 mg/ml
Solução para injecção
uso intravenoso
FR - França
Sanofi Aventis France
1-13, bd Romain Rolland
75014 Paris
França
Exacyl 0,5 g/5 ml
I.V., solution
injectable
0,5 g/5 ml
solução para injecção
uso intravenoso
3
Estado Membro
(EU/EEA)
Titular da Autorização no
Mercado
Nome do
medicamento
Dosagem
Forma
Farmacêutica
Via de administração
HU - Hungria
sanofi-aventis Zrt.
Tó u. 1-5.
1045 Budapest, Hungria
Exacyl
0,5g/5ml
solução para injecção
uso intravenoso
IE - Irlanda
Pharmacia Ireland Ltd,
9 Riverwalk, National Digital
Park,
Citywest Business Campus,
Dublin 24
Irlanda
Cyklokapron
500mg/5ml solution
for injection or
infusion
100mg/ml
Solução para injecção
uso intravenoso
IS - Islândia
Pfizer ApS, Lautrupvang 8,
DK-2750 Ballerup,
Dinamarca
Tranexamsyre
"Pfizer"
100 mg/ml
Solução para injecção
uso intravenoso
IT - Itália
Rottapharm S.p.A.
Via Valosa di Sopra, 9
20052 Monza - Itália
UGUROL
500 mg/5 ml
solução para injecção
uso intravenoso
IT - Itália
Istituto Farmacobiologico
Malesci S.p.A.
Via Lungo l'Ema 7
50015 Bagno a Ripoli
(Firenze)
Itália
TRANEX
500 mg/5 ml
solução para injecção
uso intravenoso
4
Estado Membro
(EU/EEA)
Titular da Autorização no
Mercado
Nome do
medicamento
Dosagem
Forma
Farmacêutica
Via de administração
IT – Itália
Bioindutria Laboratorio
Italiano Medicinali spa
Via De Ambrosiis, 2
15067 Novi Ligure
Alessandria
Itália
ACIDO
TRANEXAMICO
BIOINDUTRIA L.I.M.
500 mg/5 ml
solução para injecção
uso intravenoso
LU – Luxemburgo
Eumedica SA
67, Avenue Winston Churchill
B- 1180 Bruxelles
EXACYL
500mg/5ml
solução para injecção
uso intravenoso
LU – Luxemburgo
PFIZER S.A.N.V.
Bld de la Plaine 17
1050 Brussels
Béligica
Cyklokapron
100 mg/ml
Solução para injecção
uso intravenoso
NL – Holanda
Pfizer B.V.
Rivium Westlaan 142
2909 LD, Capelle a/d Ijssel
Cyklokapron,
oplossing voor
injectie 100 mg/ml
100 mg/ml
solução para injecção
uso intravenoso
NO – Noruega
Pfizer AS
Postboks 3
1324 Lysaker Noruega
CYKLOKAPRON
100mg/ml
Injecção para solução
uso intravenoso
5
Estado Membro
(EU/EEA)
Titular da Autorização no
Mercado
Nome do
medicamento
Dosagem
Forma
Farmacêutica
Via de administração
PL - Polónia
Warszawskie Zakłady
Farmaceutyczne POLFA S.A.
22/24 karolkowa st.
01-207 Warsaw, Polónia
Exacyl
100 mg/ml
Solução para
perfusão
uso intravenoso
PL - Polónia
Sanofi-Aventis France
Boulevard Romain Rolland 113, F-75014 Paris, França
Exacyl
100 mg/ml
solução para perfusão
uso intravenoso
SE - Suécia
Pfizer AB
191 90 Sollentuna
Suécia
Cyklokapron
100mg/ml
Solução para injecção
uso intravenoso
UK – Reino Unido
Pharmacia Limited
Walton Oaks, Dorking Road,
Tadworth
Surrey KT20 7NS
Reino Unido
CYKLOKAPRON
INJECTION
500MG/ML
500mg/ml
Solução para
Injecção
uso intravenoso
6
Anexo II
Conclusões científicas e fundamentos para a alteração dos
termos das Autorizações de Introdução no Mercado dos
medicamentos contendo ácido tranexâmico apresentados
pela EMA
6
Conclusões científicas
Resumo da avaliação científica da consulta sobre medicamentos contendo
antifibrinolíticos
Medicamentos contendo ácido tranexâmico (ver Anexo I)
Os antifibrinolíticos (por exemplo, a aprotinina, o ácido aminocaproico e o ácido tranexâmico) são
uma classe de agentes hemostáticos utilizados para impedir a perda excessiva de sangue. A
aprotinina - um polipéptido natural - é um inibidor de enzimas proteolíticas. Tem uma ampla ação
sobre enzimas proteolíticas como a plasmina, a tripsina e a calicreína. Os análogos da lisina ácido
épsilon aminocaproico (AEAC, também denominado ácido aminocaproico) e ácido tranexâmico
(TXA) inibem mais especificamente a conversão de plasminogénio em plasmina.
Em março de 2010, a Alemanha desencadeou uma consulta ao abrigo do artigo 31.º para avaliar
os benefícios e riscos dos medicamentos antifibrinolíticos aprotinina, AEAC e TXA em todas as
respetivas indicações aprovadas. As Autorizações de Introdução no Mercado da aprotinina foram
suspensas quando se levantaram preocupações relativas à sua segurança numa revisão anterior
realizada em 2007. Os resultados preliminares de um ensaio clínico controlado aleatorizado, o
estudo “Blood conservation using antifibrinolytics: a randomised trial in a cardiac surgery
population” (Conservação do sangue com antifibrinolíticos: um ensaio aleatorizado numa
população submetida a cirurgia cardíaca - BART), tinham mostrado que, apesar de o uso de
aprotinina estar associado a hemorragia menos grave do que com qualquer outro medicamento de
comparação, tinha-se observado um aumento da mortalidade total a 30 dias entre os doentes que
recebiam aprotinina, em comparação com os doentes que tomavam outros medicamentos. Estas
preocupações refletiam as que estavam patentes nalguns estudos observacionais publicados. As
Autorizações de Introdução no Mercado do AEAC e do TXA não foram afetadas pela revisão inicial
de 2007.
Várias fontes de dados contribuíram para o parecer do Comité, incluindo dados disponíveis de
estudos clínicos, literatura publicada, notificações espontâneas e outros dados apresentados por
titulares de Autorizações de Introdução no Mercado (AIM) de medicamentos contendo aprotinina,
AEAC ou TXA. Em outubro de 2011, o grupo consultivo científico (SAG) do CHMP reuniu-se e os
seus pareceres foram considerados pelo CHMP no âmbito desta revisão.
O CHMP emitiu pareceres e conclusões separados para os três antifibrinolíticos (a aprotinina, AEAC
e TXA). Este documento apresenta as conclusões relativas ao ácido tranexâmico.
Ácido tranexâmico
O perfil de segurança do TXA evoluiu desde a sua Autorização de Introdução no Mercado e os
dados de segurança têm-se acumulado ao longo dos anos. Foi notificada a ocorrência de
acontecimentos tromboembólicos, incluindo a interação com estrogénios. A trombose venosa ou
arterial aguda deve constituir uma contraindicação. Aplica-se o mesmo aos estados fibrinolíticos
após uma coagulopatia de consumo, exceto naqueles com ativação predominante do sistema
fibrinolítico com hemorragia grave aguda. A hematúria e o risco de obstrução uretral devem ser
também incluídos como advertências. Além disso, informações sobre convulsões e perturbações
visuais, incluindo daltonismo, são acontecimentos adversos que podem ser graves e que têm sido
notificados, embora esses riscos não tenham sido tidos em conta na atual informação do
medicamento autorizada. O ácido tranexâmico tem sido também associado a acontecimentos
gastrointestinais adversos, tais como náuseas, diarreia e vómitos. Foi notificada a ocorrência de
dermatite alérgica, vasculopatias, como mal estar com hipotensão, com ou sem perda de
consciência e trombose arterial ou venosa, e reações de hipersensibilidade, incluindo anafilaxia. Os
resultados do ensaio BART não tiveram um impacto negativo no perfil risco-benefício do TXA. O
ácido tranexâmico não tinha sido anteriormente associado a um aumento do risco de mortalidade,
o que se manteve inalterado após a publicação do estudo BART. O CHMP identificou que as
informações sobre coagulação intravascular disseminada, perturbações visuais incluindo
daltonismo, tromboembolia, hematúria e convulsões devem estar devidamente refletidas em
advertências e recomendações na informação do medicamento.
O ácido tranexâmico é um análogo da lisina autorizado para diversas indicações desde 1969.
Foram tidos em conta dados disponibilizados por ensaios clínicos aleatorizados e estudos
observacionais, incluindo a meta-análise. Além da cirurgia cardíaca, o CHMP considerou que havia
evidências suficientes sobre a segurança e eficácia do TXA noutras indicações, incluindo em
doentes submetidos a procedimentos dentários ou cirúrgicos ou em risco de sofrer complicações
devido a hemorragia. No caso de algumas patologias, foram propostas modificações à redação, por
forma a colocá-las em consonância com os conhecimentos científicos atuais relativos à utilização
do TXA. Tendo em conta, por um lado, as graves limitações identificadas a nível dos dados da
7
eficácia, as novas evidências disponíveis e/ou os conhecimentos médicos atuais referentes à
utilização do TXA e, por outro lado, o perfil de reações adversas (algumas das quais graves)
associadas à utilização do TXA, o CHMP considerou necessário eliminar algumas dessas indicações.
É apresentada de seguida uma lista das indicações relativamente às quais o CHMP considerou que
a relação risco-benefício se mantém positiva.
A informação do medicamento foi modificada para garantir a atualização das informações
fornecidas aos profissionais de saúde e aos doentes. Mais especificamente, foram atualizadas as
indicações terapêuticas para refletir os conhecimentos científicos atuais relativos à utilização do
TXA; outras alterações na informação do medicamento consistiram na inclusão de informações
sobre coagulação intravascular disseminada, perturbações visuais incluindo daltonismo,
tromboembolia, hematúria e convulsões como advertências e recomendações. Os mais recentes
modelos de controlo da qualidade de documentos foram tidos em consideração durante esta
revisão.
Tendo em consideração todas as informações disponíveis sobre segurança e eficácia, o Comité
aprovou a alteração dos termos de Autorização de Introdução no Mercado, com a relação riscobenefício considerada positiva nas seguintes indicações revistas para o TXA:
Prevenção e tratamento de hemorragias devido a fibrinólise geral ou local em adultos e crianças a
partir de um ano de idade.
As indicações específicas incluem:
- Hemorragia causada por fibrinólise geral ou local, por exemplo:
- Menorragia e metrorragia;
- Hemorragia gastrointestinal;
- Perturbações urinárias hemorrágicas, na sequência de cirurgia à próstata ou procedimentos
cirúrgicos que afetem o trato urinário;
- Cirurgia otorrinolaringológica (adenoidectomia, amigdalectomia, extrações dentárias);
- Cirurgia ginecológica ou perturbações de origem obstétrica;
- Cirurgia torácica e abdominal e outras grandes intervenções cirúrgicas, como cirurgia
cardiovascular;
- Tratamento de hemorragia devido à administração de um agente fibrinolítico.
Fundamentos detalhados para a reexaminação submetidos pelo titular da Autorização de
Introdução no Mercado
Um titular da AIM para os medicamentos contendo ácido tranexâmico expressou o seu desacordo
relativamente ao parecer do CHMP, baseando os seus fundamentos para a reexaminação nos
seguintes pontos:
•
O titular da AIM não se mostrou convencido de que o cumprimento de uma condição, como
a realização de um estudo farmacocinético em crianças, fosse uma condição fundamental para a
utilização segura e eficaz do ácido tranexâmico IV em adultos. Este estudo farmacocinético fora
solicitado pelo CHMP de acordo com o procedimento de consulta realizado nos termos do artigo
31.º relativo a antifibrinolíticos contendo aprotinina, ácido aminocaproico e ácido tranexâmico.
•
O titular da AIM informou que, no caso das crianças, alguns recentes estudos
farmacocinéticos realizados com o ácido tranexâmico na população pediátrica devem fornecer
informações relevantes.
Depois de considerar os dados apresentados, o CHMP registou existirem estudos farmacocinéticos
em curso em crianças que poderiam fornecer informações importantes. Os resultados finais do
estudo desses ensaios clínicos devem ser tidos em conta antes de se recomendar a necessidade de
estudos adicionais. Por conseguinte, o CHMP concluiu que, para já, um estudo farmacocinético não
deve ser definido como uma condição.
Os titulares das AIM são recordados de que as eventuais novas informações relativas à utilização
do TXA em crianças são consideradas importantes. Os estudos em curso poderão fornecer alguns
dados farmacocinéticos relevantes em diferentes faixas etárias e alguns dados farmacodinâmicos,
o que é considerado de interesse. Os titulares das AIM devem apresentar essas informações às
autoridades nacionais competentes quando forem disponibilizados os resultados finais relativos aos
estudos.
8
Fundamentos para a alteração das Autorizações de Introdução no Mercado dos
medicamentos contendo ácido tranexâmico listados no Anexo I
Considerando que
•
O Comité teve em conta o procedimento realizado ao abrigo do artigo 31.º da Diretiva
2001/83/CE relativamente à aprotinina, ácido aminocaproico e ácido tranexâmico (ver Anexo I).
•
O Comité considerou todos os dados fornecidos pelos titulares das AIM por escrito,
incluindo os dados disponíveis de revisões da literatura.
•
O Comité considerou que as evidências de ensaios clínicos aleatorizados e estudos
observacionais apoiam a utilização de ácido tranexâmico em doentes submetidos a procedimentos
dentários ou cirúrgicos ou em risco de sofrer complicações devido a hemorragia.
•
O Comité considerou os dados científicos disponíveis, incluindo as evidências de novos
estudos, relativos à eficácia do TXA. O CHMP considerou também o perfil de reações adversas,
incluindo novos acontecimentos adversos (alguns dos quais graves) associados à utilização do TXA.
•
Tendo em conta, por um lado, as graves limitações identificadas a nível dos dados de
eficácia, as novas evidências disponíveis e/ou os conhecimentos médicos atuais referentes à
utilização do TXA e, por outro lado, o perfil de reações adversas (algumas das quais graves)
associadas à utilização do TXA, o CHMP considerou que, no caso de algumas das indicações
terapêuticas, os benefícios deixaram de ser superiores aos riscos e, por conseguinte, deveriam ser
eliminadas.
•
O Comité considerou que a informação do medicamento deveria ser atualizada. Mais
especificamente, foram atualizadas as indicações terapêuticas para refletir os conhecimentos
científicos atuais relativos à utilização do TXA; outras alterações na informação do medicamento
consistiram na inclusão de informações sobre coagulação intravascular disseminada, perturbações
visuais incluindo daltonismo, tromboembolia, hematúria e convulsões como advertências e
recomendações.
Por conseguinte, o CHMP concluiu que a relação risco-benefício do ácido tranexâmico é positiva em
condições normais de utilização, sujeita à revisão das indicações do seguinte modo:
prevenção e tratamento de hemorragias devido a fibrinólise geral ou local em adultos e crianças a
partir de um ano de idade.
As indicações específicas incluem:
- Hemorragia causada por fibrinólise geral ou local, por exemplo:
- Menorragia e metrorragia;
- Hemorragia gastrointestinal;
- Perturbações urinárias hemorrágicas, na sequência de cirurgia à próstata ou procedimentos
cirúrgicos que afetem o trato urinário;
- Cirurgia otorrinolaringológica (adenoidectomia, amigdalectomia, extrações dentárias);
- Cirurgia ginecológica ou perturbações de origem obstétrica;
- Cirurgia torácica e abdominal e outras grandes intervenções cirúrgicas, como cirurgia
cardiovascular;
- Tratamento de hemorragia devido à administração de um agente fibrinolítico.
Com base no descrito acima, o Comité recomendou a alteração dos termos de Autorização de
Introdução no Mercado dos medicamentos contendo ácido tranexâmico referidos no Anexo I, para
os quais as alterações a nível da informação do medicamento se encontram estabelecidas no
Anexo III do parecer.
Tendo considerado os fundamentos detalhados para a reexaminação submetidos pelo titular da
AIM por escrito, o CHMP considerou não serem necessárias condições adicionais para garantir uma
utilização segura e eficaz do ácido tranexâmico.
9
Anexo III
Resumo das características do medicamento
10
RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO
E FOLHETO INFORMATIVO
11
RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO
12
1.
NOME DO MEDICAMENTO
<Medicamentos contendo ácido tranexâmico >
[Ver anexo I - A ser completado nacionalmente]
2.
COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA
<Excipiente(s) com efeito conhecido:>
<Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.>
[A ser completado nacionalmente ]
3.
FORMA FARMACÊUTICA
[A ser completado nacionalmente ]
4.
INFORMAÇÕES CLÍNICAS
4.1
Indicações terapêuticas
Prevenção e tratamento de hemorragias devido a fibrinólise localizada ou generalizada em adultos
e crianças a partir de 1 ano de idade.
Indicações específicas incluem:
- hemorragia causada por fibrinólise localizada ou generalizada tal como:
- menorragia e metrorragia,
- hemorragia gastrointestinal,
- distúrbios urinários hemorrágicos, posteriores a cirurgia à prostata ou procedimentos
cirúrgicos que envolvam o trato urinário,
- cirurgia aos ouvidos, nariz e garganta (adenoidectomia, tonsilectomia, extração dentária),
- cirurgia ginecológica ou distúrbios de origem obstétrica,
- cirurgia torácica e abdominal e outras intervenções cirúrgicas importantes tais como cirurgia
cardiovascular,
- tratamento de hemorragia devida à administração de um agente fibrinolítico.
4.2
Posologia e modo de administração
Posologia
Adultos
A menos que prescrito de outra forma, são recomendadas as seguintes doses:
1- Tratamento habitual para fibrinólise localizada:
0,5 g (1 ampola de 5 ml) a 1 g (1 ampola de 10 ml ou duas ampolas de 5 ml) de ácido
tranexâmico por injeção intravenosa lenta (= 1 ml/minuto) duas a três vezes por dia
2- Tratamento habitual para fibrinólise generalizada:
1 g (1 ampola de 10 ml ou duas ampolas de 5 ml) de ácido tranexâmico por perfusão intravenosa
lenta (=1 ml/minuto) a cada 6 a 8 horas, equivalente a 15 mg/kg de peso corporal (PC).
Compromisso renal
Na insuficiência renal conduzindo a um risco de acumulação, o uso de ácido tranexâmico está
contraindicado em doentes com compromisso renal grave (ver secção 4.3). Em doentes com
compromisso renal ligeiro a moderado, a dosagem de ácido tranexâmico deve ser reduzida de
acordo com o nível sérico de creatinina:
Creatinina sérica
μmol/l
120 a 249
250 a 500
> 500
mg/10 ml
1.35 a 2.82
2.82 a 5.65
> 5.65
Dosagem IV
Administração
10 mg/kg PC
10 mg/kg PC
5 mg/kg PC
A cada 12 horas
A cada 24 horas
A cada 24 horas
Afeção hepática
Não é necessário ajuste renal em doentes com compromisso hepático.
13
População pediátrica
Em crianças a partir de 1 ano de idade, para as indicações atualmente aprovadas, tal como
descrito na secção 4.1, a dosagem é cerca de 20 mg/kg/dia. No entanto, dados sobre a eficácia,
posologia e segurança para estas indicações são limitados.
A eficácia, posologia e segurança do ácido tranexâmico em crianças submetidas a cirurgia cardíaca
não foram totalmente estabelecidas. Os dados atualmente disponíveis são limitados e estão
descritos na secção 5.1.
Idosos:
Não é necessária qualquer redução na dosagem a menos que haja evidência de insuficiência renal.
Modo de administração
A administração é estritamente limitada a injeção intravenosa lenta.
4.3
Contraindicações
- Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes mencionados na secção
6.1.
- Trombose venosa ou arterial aguda (ver secção 4.4 Advertências e precauções especiais de
utilização)
- Condições fibrinolíticas posteriores a coagulopatia de consumo exceto naqueles com ativação
predominante do sistema fibrinolítico com hemorragia aguda grave (ver secção 4.4)
- Compromisso renal grave (risco de acumulação)
- História de convulsões
- Injeção intratecal e intravascular, aplicação intracerebral (risco de edema cerebral e convulsões)
4.4
Advertências e precauções especiais de utilização
As indicações e o método de administração indicados acima devem ser seguidos
escrupulosamente:
- injeções intravenosas devem ser dadas muito lentamente
- o ácido tranexâmico não deve ser administrado por via intramuscular.
Convulsões
Foram notificados casos de convulsões em associação com tratamento com ácido tranexâmico. Na
cirurgia de bypass da artéria coronária, a maioria destes casos foi notificada posteriormente à
injeção intravenosa de ácido tranexâmico em doses elevadas. Com o uso de doses mais baixas
recomendadas de ácido tranexâmico, a incidência de convulsões pós-operatórias foi a mesma que
em doentes não tratados.
Distúrbios visuais
Deve ser prestada atenção a possíveis distúrbios visuais, incluindo insuficiência visual, visão turva,
visualização das cores alterada e, se necessário, o tratamento deverá ser descontinuado. Com o
uso contínuo a longo termo da solução de ácido tranexâmico em solução para injecção, são
recomendados exames oftalmológicos regulares (exames aos olhos incluindo acuidade visual,
visualização de cores, fundo, campo de visão, etc.). Com alterações oftalmológicas patológicas,
particularmente com doenças da retina, o médico deve decidir caso a caso, após consultar um
especialista, sobre a necessidade de usar solução para injeção de ácido tranexâmico a longo termo.
Hematúria
Em caso de hematúria do trato urinário superior, existe risco de obstrução uretral.
Eventos tromboembólicos
Antes do uso de ácido tranexâmico, devem ser considerados os factores de risco para a doença
tromboembólica. Em doentes com história de doença tromboembolica ou em doentes com
incidência aumentada de eventos tromboembólicos na família (doentes com elevado risco de
trombofilia), a solução para injecção de ácido tranexâmico apenas deve ser administrada se houver
uma indicação médica muito forte após consulta de um médico especializado em hemostase e sob
vigilância médica estrita (ver secção 4.3 Contraindicações).
O ácido tranexâmico deve ser administrado com cuidado em doentes a fazer contracetivos orais
dado o risco aumentado de trombose (ver secção 4.5).
Coagulação intravascular disseminada
Doentes com coagulação intravascular disseminada (CID) não devem, na maioria dos casos, ser
tratados com ácido tranexâmico (ver secção 4.3). Se o ácido tranexâmico for administrado, deve
ser restringido aqueles em quem há predominantemente ativação do sistema fibrinolítico com
hemorragia aguda grave. Caracteristicamente, o perfil hematológico aproxima-se do seguinte:
14
tempo de lise do coágulo de euglobulina reduzido; tempo de protrombina prolongado; níveis
plasmáticos de fibrinogénio reduzidos, fatores V e VIII, fibrinolisina plasminogénio e alfa-2macroglobulina; níveis plasmáticos normais de P e do complexo P; i.e. fatores II (protrombina), VII
e X; níveis plasmáticos aumentados dos produtos de degradação do fibrinogénio; contagem de
plaquetas normal. A premissa anterior assume que o estado de doença subjacente não modifica
per si os vários elementos neste perfil. Em tais casos agudos uma dose única de 1 g de ácido
tranexâmico é frequentemente suficiente para controlar a hemorragia.
A administração de ácido tranexâmico em CID deve ser considerada apenas quando estão
disponíveis equipamentos e conhecimento laboratoriais hematológicos apropriados.
4.5
Interações medicamentosas e outras formas de interação
Não foram realizados estudos de interação. O tratamento simultâneo com anticoagulantes deve ser
feito sob estrita supervisão de um médico experiente nesta área. Os medicamentos que atuam na
hemostase devem ser administrados com precaução a doentes tratados com ácido tranexâmico.
Existe um risco teórico de aumento do potencial de formação de um trombo, tal como com
estrogénios. Alternativamente, a ação antifibrinolítica do medicamento pode ser antagonizada por
medicamentos trombolíticos.
4.6
Fertilidade, gravidez e aleitamento
Mulheres em idade fértil têm de usar contraceção efetiva durante o tratamento.
Gravidez
Os dados clínicos sobre o uso de ácido tranexâmico em mulheres grávidas são insuficientes. Como
resultado, embora estudos em animais não indiquem efeitos teratogénicos, por precaução, o ácido
tranexâmico não é recomendado durante o primeiro trimestre de gravidez. A prática clínica
limitada do uso de ácido tranexâmico em diferentes configurações clínicas de hemorragia durante o
segundo e terceiro trimestres não identificou efeitos prejudiciais para o feto. O ácido tranexâmico
deve ser usado ao longo da gravidez apenas se o benefício esperado justificar o risco potencial.
Amamentação
O ácido tranexâmico é excretado no leito humano. Assim, a amamentação não é recomendada.
Fertilidade
Não há dados clínicos sobre os efeitos do ácido tranexâmico na fertilidade.
4.7
Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas
Não foram realizados estudos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas.
4.8
Efeitos indesejáveis
As reações adversas a medicamentos notificadas em ensaios clínicos, experiência póscomercialização estão listadas abaixo de acordo com o sistema de classe de órgãos.
Lista tabelada de reações adversas
As reações adversas notificadas estão presentes na tabela abaixo. As reações adversas estão
listadas de acordo com a classe de sistema de órgãos primários MedDRA. Dentro de cada sistema
de classe de órgãos, as reações adversas são classificadas por frequência. Dentro de cada grupo de
frequência, as reações adversas são apresentadas por ordem decrescente de gravidade. As
frequências foram definidas como se segue: muito frequente (≥1/10); frequente (≥1/100 a
<1/10); pouco frequente (≥1/1 000 a <1/100), desconhecido (a frequência não pode ser calculada
a partir dos dados disponíveis).
Classe de sistema de
órgãos MedDRA
Frequência
Efeitos indesejáveis
Afeções dos tecidos
cutâneos e subcutâneos
Pouco frequente
- Dermatite alérgica
Doenças
gastrointestinais
Frequente
Doenças do sistema
nervoso
Desconhecido
- Diarreia
- Vómitos
- Náuseas
- Convulsões particularmente
em caso de má utilização (ver
secções 4.3 e 4.4)
15
Afeções oculares
Desconhecido
Vasculopatias
Desconhecido
Doenças do sistema
imunitário
Desconhecido
4.9
- distúrbios visuais incluindo
alteração da visualização das
cores
- mal-estar geral com
hipotensão, com ou sem perda
de consciência (geralmente
posterior a uma injeção
intravenosa demasiado rápida,
excecionalmente após
administração oral)
- tromboses arteriais ou
venosas em qualquer local
- Reações de hipersensibilidade
incluindo anafilaxia
Sobredosagem
Não foram notificados casos de sobredosagem.
Sinais e sintomas podem incluir tonturas, cefaleias, hipotensão e convulsões. Foi demonstrado que
as convulsões tinham tendência a ocorrer a uma frequência superior com uma dose maior.
O tratamento da sobredosagem deve estar assente em medidas de suporte.
5.
PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS
5.1
Propriedades farmacodinâmicas
Grupo farmacoterapêutico: antihemorrágicos, antifibrinolíticos
código ATC: B02AA02
O ácido tranexâmico exerce uma atividade anti hemorrágica ao inibir as propriedades fibrinolíticas
da plasmina.
É constituído um complexo que envolve o ácido tranexâmico, o plasminogénio; estando o ácido
tranexâmico ligado ao plasminogénio quando transformado em plasmina.
A atividade do complexo ácido tranexâmico-plasmina na atividade da fibrina é mais baixa do que a
atividade da plasmina isolada.
Estudos in vitro demonstraram que as dosagens elevadas de tranexâmico diminuem a actividade
do complemento.
População pediátrica
Em crianças com mais de um ano de idade:
A revisão literária identificou 12 estudos de eficácia em cirurgia pediátrica cardíaca que incluiu
1073 crianças, 631 receberam ácido tranexâmico. A maioria delas foi controlada contra placebo. A
população estudada era heterogénea em termos de idade, tipo de cirurgia, esquemas de dosagem.
Os resultados dos estudos com ácido tranexâmico sugerem uma redução de perda sanguínea e
uma redução nos requisitos de produtos sanguíneos em cirurgia cardíaca pediátrica com bypass
cardiopulmonar (BCP) em que existe risco de hemorragia, especialmente em doentes cianóticos ou
doentes sujeitos a cirurgia recorrente. O esquema de dosagem mais adaptado parece ser:
- primeiro bólus de 10 mg/kg após indução da anestesia e anterior à incisão na pele
- perfusão contínua de 10 mg/kg/hora ou injeção na bomba de BCP numa dose adaptada ao
procedimento de BCP, tanto de acordo com o peso do doente com uma dose de 10 mg/kg, tanto de
acordo com o volume da bomba BCP; última injeção de 10 mg/kg no fim de BCP.
Enquanto estudado em muito poucos doentes, os dados limitados sugerem que uma perfusão
contínua é preferível, visto permitir que se mantenham concentrações plasmáticas terapêuticas ao
longo da cirurgia.
Não foram realizados estudos específicos de dose-efeito ou estudos de farmacocinética em
crianças.
5.2
Propriedades farmacocinéticas
Absorção
Concentrações plasmáticas máximas são obtidas rapidamente após uma perfusão intravenosa curta
após a qual as concentrações plasmáticas decrescem de forma multiexponencial.
Distribuição
16
A ligação às proteínas plasmáticas do ácido tranexâmico é de cerca de 3% a níveis plasmáticos
terapêuticos e parece ser totalmente explicada pela sua ligação ao plasminogénio. O ácido
tranexâmico não se liga à albumina sérica. O volume de distribuição inicial é cerca de 9 a 12 litros.
O ácido tranexâmico atravessa a placenta. Após a administração de uma injeção intravenosa de 10
mg/kg a 12 mulheres grávidas, a concentração de ácido tranexâmico no soro variou entre 10-53
μg/mL enquanto que no sangue do cordão umbilical variou entre 4-31 μg/mL. O ácido tranexâmico
difunde-se rapidamente para o fluido articular e membrana sinovial. Após administração de uma
injeção intravenosa de 10 mg/kg a 17 doentes submetidos a cirurgia ao joelho, as concentrações
nos fluidos articulares foram similares às observadas nas amostras de soro correspondentes. A
concentração de ácido tranexâmico num número de outros tecidos é uma fração da observada no
sangue (leite materno, um centésimo; fluido cerebrospinal, um décimo; humor aquoso, um
décimo). O ácido tranexâmico foi detetado no sémen onde inibe a atividade fibrinolítica, mas não
influencia a migração de esperma.
Eliminação
É excretado principalmente na urina sob a forma inalterada. A excreção urinária via filtração
glomerular é a principal via de eliminação. A depuração renal é igual à depuração plasmática (110
a 116 mL/min). A excreção do ácido tranexâmico é cerca de 90% nas primeiras 24 horas após a
administração intravenosa de 10 mg/kg de peso corporal. A semivida de eliminação do ácido
tranexâmico é aproximadamente 3 horas.
Populações especiais
As concentrações plasmáticas aumentam em doentes com insuficiência renal.
Não foram realizados estudos específicos de farmacocinética em crianças.
5.3
Dados de segurança pré-clínica
Os dados não clínicos não revelam riscos especiais para o ser humano, segundo estudos
convencionais de farmacologia de segurança, toxicidade de dose repetida, genotoxicidade,
potencial carcinogénico, e toxicidade reprodutiva.
A atividade epileptogénica foi observada em animais com uso intratecal de ácido tranexâmico.
6.
INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS
6.1
Lista dos excipientes
[ A ser completado nacionalmente]
6.2
Incompatibilidades
[A ser completado nacionalmente ]
6.3
Prazo de validade
[A ser completado nacionalmente ]
6.4
Precauções especiais de conservação
[A ser completado nacionalmente ]
6.5
Natureza e conteúdo do recipiente <e equipamento especial para utilização,
administração ou implantação>
[A ser completado nacionalmente ]
6.6
Precauções especiais de eliminação <e manuseamento>
[A ser completado nacionalmente ]
7.
TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO
[A ser completado nacionalmente ]
8.
NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO
17
[A ser completado nacionalmente ]
9.
DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE
INTRODUÇÃO NO MERCADO
[A ser completado nacionalmente ]
10.
DATA DA REVISÃO DO TEXTO
[A ser completado nacionalmente ]
18
FOLHETO INFORMATIVO
19
Folheto informativo: Informação para o doente
<Medicamentos contendo ácido tranexâmico >
<[Ver anexo I - A ser completado nacionalmente]>
ácido tranexâmico
Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento, pois
contém informação importante para si.
Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente.
Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico.
Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não indicados
neste folheto, fale com o seu médico ou enfermeiro.
O que contém este folheto:
1.
O que é <Medicamentos contendo ácido tranexâmico > e para que é utilizado
2.
O que precisa de saber antes de tomar <Medicamentos contendo ácido tranexâmico >
3.
Como tomar <Medicamentos contendo ácido tranexâmico >
4.
Efeitos secundários possíveis
5.
Como conservar <Medicamentos contendo ácido tranexâmico >
6.
Conteúdo da embalagem e outras informações
1.
O que é <Medicamentos contendo ácido tranexâmico > e para que é utilizado
<Medicamentos contendo ácido tranexâmico > contém ácido tranexâmico que pertence a um
grupo de medicamentos chamado antihemorrágicos; antifibrinolíticos, aminoácidos.
<Medicamentos contendo ácido tranexâmico > é utilizado em adultos e crianças com mais de 1
ano de idade para prevenção e tratamento de hemorragia devido a um processo que inibe a
coagulação do sangue chamado fibrinólise.
Indicações específicas incluem:
- menstruações abundantes em mulheres
- hemorragia gastrointestinal
- distúrbios hemorrágicos urinários, posteriores a cirurgia à próstata ou procedimentos cirúrgicos
que afetam o trato urinário
- cirurgia aos ouvidos, nariz e garganta
- cirurgia ao coração, abdómen ou ginecológica
- hemorragia após ser tratado com outro medicamento para destruir coágulos sanguíneos.
2.
O que precisa de saber antes de tomar <Medicamentos contendo ácido tranexâmico
>
Não tome <Medicamentos contendo ácido tranexâmico >:
- se tem alergia ao ácido tranexâmico ou a qualquer outro componente deste medicamento
(indicados na secção 6).
- se tem atualmente uma doença que possa produzir coágulos sanguíneos.
- se tem uma doença chamada de “coagulopatia de consumo” onde o sangue de todo o organismo
começa a coagular.
- se tem problemas de rins.
- se tem história de convulsões.
Devido ao risco de edema cerebral e convulsões, não são recomendadas injeção intratecal e
intraventricular e aplicação intracerebral.
Se achar que alguma destas situações se aplica a si, ou se está em dúvida, informe o seu médico
antes de tomar <Medicamentos contendo ácido tranexâmico >.
Advertências e precauções
Fale com o seu médico se algumas destas situações se aplicar a si de modo a ajudá-lo a decidir se
<Medicamentos contendo ácido tranexâmico > é indicado para si.
- se já teve sangue na urina <Medicamentos contendo ácido tranexâmico > pode conduzir a
obstrução do trato urinário.
- se corre risco de ter coágulos sanguíneos.
- se tem coagulação excessiva ou hemorragias no corpo (coagulação intravascular disseminada),
<Medicamentos contendo ácido tranexâmico > pode não ser indicado para si, exceto se tiver
20
hemorragia aguda grave e os exames ao sangue demonstrarem que o processo que inibe a
coagulação sanguínea chamado fibrinólise está ativado.
- se já teve convulsões, <Medicamentos contendo ácido tranexâmico > não deve ser administrado.
O seu médico deve usar a dose mínima possível para evitar convulsões posteriores ao tratamento
com <Medicamentos contendo ácido tranexâmico >.
- se está a fazer tratamento de longa duração com <Medicamentos contendo ácido tranexâmico >,
deve ser prestada atenção a possíveis distúrbios da visualização de cores e, se necessário, o
tratamento deve ser descontinuado. Com o uso contínuo a longo termo de <Medicamentos
contendo ácido tranexâmico > em solução para injeção, exames oftalmológicos regulares (exames
ao olho incluindo acuidade visual, visualização de cores, fundo, campo de visualização, etc.) estão
indicados. Com alterações oftalmológicas patológicas, especialmente com doenças da retina, o seu
médico deve tomar uma decisão após consultar um especialista sobre a necessidade de utilização a
longo termo de <Medicamentos contendo ácido tranexâmico > solução para injeção no seu caso.
Outros medicamentos e <Medicamentos contendo ácido tranexâmico >
Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros
medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica, vitaminas, minerais,
medicamentos à base de plantas ou suplementos dietéticos.
Deve informar especificamente o seu médico se tomar:
- outros medicamentos que ajudem o sangue a coagular chamados medicamentos antifibrinolíticos;
- medicamentos que previnem o seu sangue de coagular chamados medicamentos trombolíticos;
- contracetivos orais.
Gravidez e amamentação
Se está grávida ou a amamentar, consulte o seu médico antes de tomar <Medicamentos contendo
ácido tranexâmico >.
O ácido tranexâmico é excretado no leite humano. Assim, o uso de <Medicamentos contendo ácido
tranexâmico > durante a amamentação não é recomendado.
Condução de veículos e utilização de máquinas
Não foram realizados estudos sobre a capacidade de condução e utilização de máquinas.
3.
Como utilizar <Medicamentos contendo ácido tranexâmico > em Adultos
<Medicamentos contendo ácido tranexâmico > solução para injeção ser-lhe-á dado por injeção
lenta numa veia.
O seu médico ira decidir a dose correta para si e durante quando tempo deverá tomar.
Utilização em crianças
Se <Medicamentos contendo ácido tranexâmico > solução para injeção for dada a uma criança a
partir de um ano, a dose será baseada no peso da criança. O seu médico irá decidir a dose correta
para a criança e durante quanto tempo deverá tomar.
Utilização em idosos
Não é necessária uma redução da dose a menos que haja evidência de insuficiência nos rins.
Utilização em doentes com problemas renais
Se tiver problemas renais, a dose de ácido tranexâmico será reduzida de acordo com um teste
realizado ao seu sangue (nível sérico de creatinina).
Utilização em doentes com alterações hepáticas
Não é necessária redução da dose.
Método de administração
<Medicamentos contendo ácido tranexâmico > deve ser apenas administrado lentamente numa
veia.
<Medicamentos contendo ácido tranexâmico > não deve ser injetado num músculo.
Se lhe administrarem mais <Medicamentos contendo ácido tranexâmico > do que a dose
recomendada
Se lhe administrarem mais <Medicamentos contendo ácido tranexâmico > do que a dose
recomendada, pode sentir uma redução transitória na sua tensão arterial. Fale com um médico ou
farmacêutico imediatamente.
4.
Efeitos secundários possíveis
21
Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos secundários, embora estes
não se manifestem em todas as pessoas.
Os efeitos secundários notificados com <Medicamentos contendo ácido tranexâmico > são:
Os seguintes efeitos secundários têm sido observados com <Medicamentos contendo ácido
tranexâmico >
Frequentes (podem afetar até 1 em 10 utilizadores)
- efeitos no estômago e intestinos: náuseas, vómitos, diarreia
Pouco frequentes (podem afetar 1 a 10 em 1000 utilizadores)
- efeitos em problemas da pele: erupção na pele.
Desconhecido (frequência não pode ser calculada a partir dos dados disponíveis)
- mal-estar geral com hipotensão (tensão arterial baixa), especialmente se a injeção for dada
muito rapidamente;
- coágulos sanguíneos
- efeitos no sistema nervoso central: convulsões
- efeitos nos olhos: distúrbios de visão incluindo alteração da visualização das cores
- efeitos no sistema imunitário: reações alérgicas
Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se identificar possíveis efeitos secundários não
indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico.
5.
Como conservar <Medicamentos contendo ácido tranexâmico >
[A ser completado nacionalmente ]
6.
Conteúdo da embalagem e outras informações
Qual a composição de <Medicamentos contendo ácido tranexâmico >
[A ser completado nacionalmente ]
Qual o aspeto de <Medicamentos contendo ácido tranexâmico > e conteúdo da
embalagem
[A ser completado nacionalmente ]
Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante
Titular da Autorização de Introdução no Mercado
[A ser completado nacionalmente ]
Fabricantes
[A ser completado nacionalmente ]
Este folheto foi revisto pela última vez em
22
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