1 Professora Mestre do curso de Fisioterapia da Universidade Braz

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A INFLUÊNCIA DA BANDAGEM FUNCIONAL NO POSICIONAMENTO DO PÉ
EQUINO E NA MELHORA DA MARCHA NUMA PACIENTE COM PARAPARESIA
DECORRENTE DE MIELITE TRANSVERSA
MARCIA REGINA MENDES PINEZ 1
1
Professora Mestre do curso de Fisioterapia da Universidade Braz Cubas(UBC)
JÉSSSICA MARIA MARTINS DE MIRA 2
2
Acadêmica do curso de Fisioterapia pela Universidade Braz Cubas (UBC)
Resumo
A Mielite Transversa (MT) é um processo inflamatório agudo que afeta uma área
focal da medula espinhal. Caracterizada clinicamente por sinais e sintomas da
disfunção neurológica em nervos motores, sensoriais, e autonômicos progredindo de
agudo a subagudo e de abrangência bimodal. Os objetivos foram verificar os efeitos
da bandagem funcional no tratamento do pé equino e comparar as amplitudes de
movimento dos tornozelos. Participou desta intervenção uma paciente de 60 anos,
com diagnóstico clínico de Mielite Transversa T4-T6 e independente para a marcha,
com comprometimento motor em membros inferiores e com padrão postural equino.
Diante da aplicação da técnica de ativação muscular em apenas 24 sessões,
obteve-se o ganho de amplitude de movimento para inversores do pé direito inicial
10º e final 22º, eversores inicial10º e final 14º. Já para o pé esquerdo os inversores
inicial 15º e final 22º e para eversores inicial 18º e final 24º. O presente estudo
influenciou o aumento da amplitude de movimento dos tornozelos, força muscular
dos eversores e inversores de tornozelo, efetivando a propriocepção na realização
da marcha.
Palavras-chave: Mielite transversa; Pé equino; Reabilitação.
Abstract
The Transverse Myelitis (TM) is an acute inflammatory process that affects a focal
area of the spinal cord. Clinically characterized by signs and symptoms of neurologic
dysfunction in motor, sensory and independent nerves, progressing from acute to
2
subacute and of bimodal coverage. Check the effects of functional bondage treating
club foot and comparing the range of movement of the ankles. Took part of this
intervention a 60-year-old patient diagnosed with T4-T6 Transverse Myelitis and
independent for motion, with motor trouble in lower members and with equino
postural patterns. Accordingly with the application of the technique of muscular
activation in 24 sessions, there was a gain of range of movement to the right foot
initial invertors of 10º and final 22º, evertors initial10º and final 14º. As to the left foot
the initial invertors were 15º and final 22º and to initial evertors 18º and final 24º. The
current study influenced the raise of the range of movements of the ankles, muscular
strength of the evertors and invertors of the ankle effecting the proprioception on
completion of the movement.
Key words: Transverse Myelitis; Club foot; Rehabilitation.
Introdução
A Mielite Transversa (MT) é um processo inflamatório agudo que afeta uma
área focal da medula espinhal. É classificada como idiopática completa gerando uma
perda de função simetricamente moderada ou grave e aguda parcial, definida como
perda simétrica suave das funções da medula. Cerca de 75 a 90% dos pacientes
com MT aguda sofrem da doença monofásica e não apresentam evidência de
doença multissistêmica/multifásica. (KRISHNAN,2004)
A etiologia da MT esta relacionada por ser uma síndrome clínica com danos
ao tecido neural causado por um agente infeccioso ou pelo sistema imunológico, ou
por ambos. Considerada uma doença rara com um acontecimento de 1 a 4 casos
novos por um milhão de pessoas de todas as faixas etárias (desde os seis meses
até 88 anos), com o pico de incidência entre os 10 e 19, e entre os 30 e 39 anos de
idade. (KERR, 2001).
O diagnóstico de MT é baseado em achados clínicos e radiológicos. As
evidências de inflamação são detectados na ressonância magnética (RM) como
realce pelo gadolínio ou punção lombar evidenciando a presença de glóbulos
brancos elevados ou índice de IgG é frequentemente. (THE TRANSVERSE
MYELITIS ASSOCIATION, 2012)
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Sua característica clínica consiste por sinais e sintomas de disfunção
neurológica em nervos motores, sensoriais e autonômicos e vias nervosas da
medula espinhal, que se desenvolvem agudamente ou subagudamente, podem
progredir rapidamente dentro de minutos ou horas em alguns pacientes com MT, ou
eles podem progredir dentro de dias ou semanas em outros. Quando o nível máximo
do déficit é alcançado, aproximadamente 50% dos pacientes têm perda de todos os
movimentos de seus pés, virtualmente todos os pacientes têm algum grau de
disfunção da bexiga, e 80-94% dos pacientes sofrem de insensibilidade, parestesia,
ou disestesia. (KERR, 2001).
Sintomas autonômicos consistem variavelmente de aumento da impulsão de
urinar, incontinência do intestino ou da bexiga, dificuldade ou inabilidade em
evacuar, uma sensação de evacuação incompleta ou constipação intestinal (KERR,
2001).
Reutilização de saltos altos e um grande número de patologias neurológicas,
neuromusculares, articulares, e traumáticas (p.ex., poliomielite, trauma raquimedular,
sequela de trauma articular) causam metatarsalgia, bem como a utilização dos pés
em equinismo. Regnauld (1986) não determina condutas nem estabelece
prognósticos para metatarsalgias, apenas e tão somente tenta agrupar, ordenar e
relacionar suas possíveis causas. A metatarsalgia pode ser difusa, quando acomete
todo o antipé ou parte dele, não podendo ser atribuída a uma determinada estrutura
isolada ou localizada, quando a sintomatologia atinge uma área tão específica, a
estrutura anatômica envolvida pode ser detectada. Quando não há deformidades
estruturadas, temos o equinismo funcional e, na presença delas, o equinismo
patológico. No pé equino de qualquer etiologia, a alteração funcional é obvia. A
redução da função do retropé e do mediopé e alterações dos tempos normais do
passo sobrecarregam as cabeças metatarsais, que passam a suportar forças
maiores por períodos de tempo mais amplos.
A modalidade da aplicação de bandagem funcional foi inventada por Dr.
Kenzo Kase (2013), na década de 70, no Japão, com a criação da fita adesiva no
trajeto do músculo, que serve de estímulo tátil. Considerado como um adesivo fino e
elástico, sem odor, resistente a água e pode ser esticado 120-140% do seu
comprimento original. A bandagem funcional é de alto custo, sendo um material
hipoalergênico, é a prova d’água, sensível ao calor e não contem nenhuma
medicação impregnada. É composta por 100% de algodão com adesivo 100%
4
acrílico
termoativo.
Somente
aplicado
por
profissionais
da
saúde
como
fisioterapeutas, fonoaudiólogos, quiropraxistas e é considerado um complemento de
cada terapia.
Mediante as contraindicações da aplicação da técnica abranger as regiões
com atividades malignas ativas, sobre celulites, infecções ativas da pele, feridas
abertas, trombose venosa profunda ativa e em pacientes que possuem reação
alérgica.
Cuidados maiores
em
portadores
de
diabetes,
doenças
renais,
sensibilidade apresentada por outras bandagens, insuficiência cardíaca congestiva,
pele frágil ou em processo de cicatrização, e em condições na qual não foi detectada
uma causa clara da disfunção em questão. Em casos de asmáticos deve-se não
impedir a expansão torácica e também é contraindicado no abdome inferior para
gestantes, no primeiro trimestre. Sempre que houver dúvidas quanto a aplicação da
bandagem em patologias específicas, importante procurar o médico responsável
para discutir a possibilidade de aplicação. (KASE et al.,2013)
Segundo Morini (2008), a bandagem funcional promove a alteração do
comportamento das unidades motoras dos músculos, aumentando a estimulação
neural por meio das forças mecânicas impostas pela elasticidade e força reativa da
bandagem. Possui a finalidade para o alívio da dor, uma vez que estimula as vias
sensoriais do sistema nervoso central aumentando o feedback aferente e reduzindo
a pressão direta nos nociceptores subcutâneos.
O conceito da aplicação da bandagem funcional está embasado na
estimulação tegumentar, que promove estímulos constantes e duradouros em vias
aferentes do córtex sensorial primário, permitindo melhor integração do sistema
somatosensorial, também pode de ser associada com conjunto de terapias
(cinesioterapia, hidroterapia, terapia manual, acupuntura entre outros) sem interferir
na função desses recursos terapêuticos. Baseia-se nos diversos tipos de
assistência, seja primário (prevenção de lesões), secundários (tratamentos agudos e
subagudos) ou terciários (situações crônicas de incapacidades funcionais), com
resultados seguros e com mínimos efeitos colaterais. (KASE et al.,2013)
A bandagem funcional promove estímulos mecânicos constantes na pele,
mantém
uma
conexão
entre
os
tecidos
mais
profundos
através
do
mecanoreceptores na epiderme e derme. Estes receptores fornecem informações
exclusivamente sobre eventos externos que afetam o nosso organismo e dão ao
sistema musculoesquelético a habilidade para detecta estímulos aplicada à pele
5
sobre pequenas e grandes áreas. (JARACZEWSKA &LONG, 2006) apud PAULINO
GLC,VICENTE E (2011).
De acordo com CHEN et al.,(2007) apud PAULINO GLC,VICENTE E (2011),
através destas informações, a bandagem funcional promove diversos efeitos, tais
como: diminuição da dor e da sensação de desconforto; promove suporte durante a
contração muscular; auxilia nas correções dos desvios articulares; promove auxílio
na contração muscular; promove estímulos e aumento da propriocepção.
Existem seis modalidades de aplicação clínicas, priorizando as seguintes
correções: mecânica, fascial, ligamentar e tendínea, funcional e linfática. (KASE et
al.,2013).
Conforme o estudo de JARACZEWSKA & LONG, (2006), apud PAULINO
GLC, VICENTE E (2011), para adquirir a facilitação de um movimento (correção
funcional), a fita adesiva é posta no músculo responsável pelo movimento, portanto
se for estimular a dorsiflexão do tornozelo, a fita tem que ser colocada no músculo
tibial anterior em todo o seu percurso.
Para obter uma aplicação adequada da bandagem o individuo deve
permanecer em uma postura que favoreça o estiramento ou alongamento da pele e
tecidos adjacentes, de forma que promova pouca tensão na bandagem durante os
movimentos. Para a facilitação da contração e melhora da força muscular a
aplicação é feita de proximal para distal ou da origem (ponto fixo) para a inserção
(ponto móvel), tendo a finalidade de ativar a musculatura que se encontra fraca,
hipotrófica, hipotônica, inativa, frequentemente encontrada em afecções crônicas.
Deve-se posicionar a âncora proximal ou inicial adjacente à origem do músculo,
fixando a zona terapêutica sobre ou ao redor do ventre muscular com uma tensão de
15% a 35% da tensão máxima, finalizando com a âncora distal ou final próxima ou
após a inserção muscular. (KAZE et al,.2013)
Objetivo geral
Verificar os efeitos da bandagem funcional no tratamento do pé equino.
Objetivos específicos
Comparar as amplitudes de movimento dos tornozelos;
Avaliar a eficácia da bandagem funcional no desenvolvimento da marcha.
6
Material e Método
Foi selecionado uma voluntária preenchendo os critérios de inclusão
estabelecidos no estudo: paciente com diagnóstico de MT T4-T6, dispositivo de
auxilio de marcha; ser do gênero feminino, com idade média de 60 anos, com
comprometimento motor de membros inferiores (paraparesia crural) com pés
equinos, mais acentuados à esquerda, força muscular reduzida predominando o
lado esquerdo. Por esta razão, torna-se necessária a utilização a bengala unilateral
(à direita) de quatro apoios.
Os critérios de exclusão foram: paciente que não apresente um diagnóstico
fechado e que não tenha pés equinos, ser dependente para a marcha.
Após o trabalho ser encaminhado e aprovado pelo Comitê de Ética em
Pesquisa da Universidade Braz Cubas (Anexo I), o participante foi orientado quanto
à pesquisa, após o aceite e assinatura do Termo de Consentimento Livre e
Esclarecido (TCLE) (Anexo II). O atendimento foi na Clínica-Escola de Fisioterapia
da Universidade Braz Cubas três vezes por semana num período de 24 sessões.
Ao ingressar nesta pesquisa, o participante do estudo de caso passou por
uma avaliação geral (Anexo III) e medida a goniometria inicial e final seguinte a
aplicação da bandagem funcional para avaliar a amplitude de movimento de
tornozelo, de forma ativa:
1-
Movimento de adução ou inversão do pé: 0-40 graus (normalidade)
Posição ideal: sentado, o joelho fletido a 90 graus e o pé em flexão plantar.
Cuidado para não realizar a rotação do joelho ou quadril para não haver
compensação de movimento. Braço fixo do goniômetro alinhado e paralelo sobre a
margem anterior da tíbia e o braço móvel sobre a superfície dorsal do segundo
metatarsal. Eixo aproximadamente no nível da articulação tibiotarsal.
2-
Movimento de abdução ou eversão do pé:0 -20 graus (normalidade)
Posição ideal: sentado, porém com o joelho fletido a 90 e o pé em flexão
plantar. Cuidado para não realizar a rotação do joelho ou quadril para não haver
compensação de movimento. Braço fixo do goniômetro sobre a margem anterior da
tíbia e o braço móvel sobre a superfície dorsal do terceiro metatarsal. Eixo
aproximadamente no nível da articulação tibiotarsal. (MARQUES,2003)
7
Procedimento de Tratamento:
O primeiro passo foi realizar a adequação de tônus, seguido de alongamento
dos membros inferiores para que então na posição sentada no tablado com os
membros estendidos para que fossem aplicadas as bandagens. Preparava-se a
região, limpando-a com o álcool para retirar toda a oleosidade da pele. Foi solicitado
que a paciente realizasse uma plantiflexão, enquanto a terapeuta tensionava a
bandagem com 35% na zona terapêutica e as ancoras iniciais e finais sem tensão. O
intuito terapêutico é ter a âncora inicial na cabeça da fíbula, corte em “I”, antes de
aderir a zona terapêutica, e passando pela tuberosidade do osso navicular e dorso
do pé, depois de realizar a aplicação ativar a bandagem(fricção), como demonstra a
figura 1.
.
Figura1. Técnica de facilitação do músculo tibial anterior.
A seguir o paciente foi posicionado em decúbito dorsal com os pés
ligeiramente para fora da maca, a âncora inicial colocada na parte plantar sobre o
ponto médio do arco plantar, corte em “Y”, solicitar para o paciente realizar uma
inversão, estabilizando com uma mão sobre a região plantar, nisto a primeira cauda
segue pela região anteromaleolar até o inicio do terço distal da perna e a cauda
posterior em direção ao terço distal da perna passando pela região retromaleolar.
Lembrando que a zona terapêutica com a tensão de 35% antes de posicionar as
caudas anterior e posterior (ancoras iniciais e finais) e terminar com a ativação
destas (KAZE et al., 2013) como evidencia a figura 2.
8
Figura 2: Bandagem da facilitação dos músculos fibulares curto e terceiro.
9
Resultados
Neste estudo de intervenção fisioterápica utilizou-se como avaliação da
técnica: a goniometria de inversão e eversão do tornozelo antes e depois da
aplicação da bandagem funcional (BF). O paciente foi submetido a três aplicações
semanais e tendo um intervalo entre 2 a 3 dias.
Conforme mostra a tabela 1, os resultados apontam um o ganho de 2 graus
para inversores do pé direito e para os eversores 4 graus, e o pé esquerdo obteve o
ganho de 2 graus de inversão e 6 graus de eversão.
Tabela 1. Valores da goniometria
1ª sessão
ADM
Inversão
Eversão
ADM
Inversão
Eversão
ADM
Inversão
Eversão
Direito
10º
10º
16ªsessão
Direito
20º
20º
24ª sessão
Direito
20º
20º
BF
12º
14º
Esquerdo
15º
18º
BF
20º
20º
BF
20º
18º
Esquerdo
18º
24º
BF
22º
20º
BF
22º
14º
Esquerdo
18º
24º
BF
22º
24º
A paciente relatou a necessidade da bandagem funcional para realizar a
marcha, garantindo uma facilitação do movimento e maior percepção. O gráfico
abaixo demonstra as goniometrias inicial e final das amplitudes de movimento dos
tornozelos coma bandagem funcional.
10
30
25
20
Inicial
15
Final
10
5
0
Inversão D
Eversão D
Inversão E
Eversão E
Figura 3.Goniometria inicial (1ª sessão) e final (24ª sessão) das amplitudes de movimento do
tornozelo com a aplicação da bandagem funcional.
Observa-se
a
facilitação
muscular
proposta
pelo
tratamento
e
consequentemente no melhor posicionamento do pé equino, sendo transmitido pelo
ganho de amplitude dos tornozelos e da estabilidade, visto que durante a execução
da marcha com a bandagem a paciente conseguia realizar um maior apoio no pé
esquerdo, facilitando a transferência de peso, mesmo com pouca força de glúteo
médio. O contato do pé direito no chão era breve, iniciando-se no apoio médio,
transferindo rapidamente a descarga de peso para o pé esquerdo.
As intervenções práticas não ocorreram processos alérgicos e somente um
relato de descolamento da bandagem funcional da cor bege, mas de imediato a
paciente relatou a isenção de intercorrências.
11
Discussão
No presente estudo obteve-se o ganho de ADM dos tornozelos principalmente
os músculos dorsiflexores e eversores, facilitando a marcha e funcionalidade da
voluntária de forma qualitativa observada e relatada pela mesma, proporcionando
maior estabilidade articular durante o apoio do pé no solo.
Muitos estudos comprovam a eficácia deste procedimento já que não é novo,
mas as utilizações em casos neurológicas são poucas e também dependem da
evolução de cada doença. Na maioria dos estudos encontrados são relacionados a
medicina esportiva e também em idosos.
Na pesquisa em forma de relato de caso realizado por Salles et al. (2012),
participou um paciente do sexo masculino maior de 60 anos de idade, com Acidente
Vascular Encefálico e apresentando uma hemiparesia em membro superior, a
técnica de ativação/facilitação do supra-espinhalem apenas 8 sessões obteve um
ganho funcional em flexão de ombro e abdução de ombro com um ganho funcional
realizado em
5 semanas. No estudo de Santos et al.(2010) mostraram
positivamente o uso da kinesiotaping na subluxação de ombro decorrente de um
Acidente vascular cerebral com a técnica em trident com a tração semelhante a da
pele no musculo deltoide e suas porções obtendo a diminuição da subluxação de
ombro, melhora da simetria postural em apenas 5 sessões.
Mota e Silva (2014), em seu estudo de intervenção prática selecionaram
pacientes decorrentes de sequelas de Acidente Vascular Encefálico (AVE), com o
objetivo de minimizar as inabilidades e favorecer a melhora funcional, tendo como
resultado o aumento na ADM e na força muscular dos pacientes, e redução na
espasticidade flexora do punho e cotovelo. Por outro lado, os escores de
funcionalidade mantiveram valores semelhantes antes e após o tratamento, embora
os pacientes tenham relatado maior qualidade na realização das atividades tendo a
técnica da bandagem funcional como um complemento da fisioterapia convencional.
Woo-II Kim et al. (2014) selecionaram indivíduos que foram diagnosticados
com AVE sem órtese e déficit no campo visual e órgão vestibular e foram divididos
aleatoriamente em um grupo experimental e um grupo de controle, três vezes por
semana totalizando seis semanas, e as medições foram realizadas antes e após a
intervenção. A bandagem KnesioTaping® foi aplicada em músculos quadríceps e
tibial anterior dos membros inferiores, bem como para os músculos bíceps braquiais
12
e rotadores para cima das escápulas das extremidades superiores. O grupo
experimental, que recebeu a técnica mostrou melhora significativa no teste de
caminhada em linha reta e no teste de caminhada de 10 metros. Além disso, o grupo
experimental apresentou melhora significativa em comparação com o grupo controle.
Assim, pode-se interpretar que a aplicação desta técnica às partes paralisadas de
um paciente de AVE tem um efeito positivo na melhoria da marcha e andar
velocidade típica assimétrica.
Pode-se perceber ao aplicar a técnica na voluntária do estudo em questão
que houve além da facilitação do movimento esperado, também a motivação pela
realização do movimento, pois a técnica no momento que se aplica já é sentida pelo
paciente, além de ter observado que a bandagem funcional da cor bege teve menos
aderência à pele comparada às demais.
Dentre as intervenções práticas da bandagem funcional, observa-se a
necessidade de descrever a tração realizada nesta, se realmente houve um
conhecimento da técnica e para qual a finalidade, somente alguns obtêm a imagem
ilustrativa da aplicação, nisto desfavorece o estudo sendo uma técnica que qualquer
um pode executar sem ter o mínimo de consciência desta.
Considerações finais
As finalidades da bandagem funcional em conjunto com outra intervenção,
pode facilitar ou inibir a função muscular, manter o posicionamento articular, reduzir
a dor e fornecer feedback proprioceptivo para obter e manter alinhamento corporal.
O aumento da entrada proprioceptiva pela estimulação sensorial pode reforçar o
controle postural garantindo mais funcionalidade ao individuo.
A influência da técnica resultou em um aumento da amplitude de movimento
dos tornozelos, força dos músculos eversores e dorsiflexores dos mesmos,
efetivando a propriocepção na realização da marcha.
13
Referências
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Periférica utilizando a bandagem terapêutica Therapytaping – Relato de caso.
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BRITO JCF, NÓBREGA PV. Mielopatias- Considerações Clínicas e aspectos
etiológicos. Arq.Neuro-Psiquiatria,v.61,n.3B.São Paulo,2003.
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KAMONSEKI DH, FONSECA CL, ZAMUNÉR AR, SOUZA GMM, PEIXOTO BO.
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MARQUES AP. Ângulos articulares dos membros inferiores. Manual de
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MOTA DVN e SILVA,LVC. Uso de bandagens funcionais em pacientes com acidente
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PAULINO GLC, VICENTE E. Efeito do Knesio Taping no movimento de dorsiflexão
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SALLES FLP, RAIANI LA. O uso da kinesio tape associado a facilitação
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Rev Brasileira de Reabilitação e atividade física 2012.
SANTOS JCC, GIORGETTI MJS, TORELLO ME, MENEGHETTI CHZ, ORDENES
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Disponível
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http://www.myelitis.org/br/Capitulo_Mielite_Transversa .pdf .Acesso em: 23 09
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VASCONCELLOS LFR, CORRÊA RB, CHIMELLI L, NASCIMENTO F, FONSECA
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14
WOO-II KIM,MSC,YONG – KYU CHOI, JUNGO- HO LEE,YOUNG-HAN. The
EffectofMuscleFacilitationUsingKinesioTapingonWalkingand
ofStrokePatients.Journalofphysicaltherapy Science v.26,2014.
Balance
ANEXO I
ANEXO II
TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO
TITULO DA PESQUISA: “A INFLUENCIA DA BANDAGEM FUNCIONAL PARA O
POSICIONAMENTO DO PÉ EQUINO E NA MELHORA DA MARCHA NUMA PACIENTE COM
PARAPARESIA DECORRENTE DE MIELITE TRANSVERSA”
Eu,
___________________________________________________________________________
_________________, abaixo assinado, dou meu consentimento livre e esclarecido para
participar como voluntário do projeto de pesquisa supracitado, sob responsabilidade dos
pesquisadores Jéssica Maria Martins de Mira e do Pesquisador/Orientador Márcia Regina
Pinez Mendes, membros do Curso de Fisioterapia. Assinando este Termo de Consentimento,
estou ciente de que:
1. O objetivo da pesquisa é verificar os efeitos da bandagem funcional no tratamento do pé
equino e benefícios na marcha.
2. Os riscos da participação neste estudo serão mínimos e engloba chances de causar alguma
reação alérgica a aplicação da bandagem funcional. Nesse caso, imediatamente, a
pesquisadora marcará uma consulta medica especializada.
3. Minha participação neste estudo provavelmente acarretará benéfico terapêutico na
melhora da posição do meu pé e da marcha.
4. Obtive todas as informações necessárias para poder decidir conscientemente sobre a minha
participação na referida pesquisa.
5. Estou livre para interromper a qualquer momento a minha participação na pesquisa;
6. A interrupção da minha participação não causará prejuízo ao meu eventual atendimento,
cuidado e tratamento pela equipe responsável;
7. Meus dados pessoais serão mantidos em sigilo. Os resultados gerais, obtidos através da
pesquisa, serão utilizados apenas para alcançar o objetivo do trabalho exposto acima, incluída
sua publicação na literatura científica especializada;
8. Caso surja alguma intercorrência, deverei procurar o serviço de Pronto Socorro e solicitar
que o mesmo contate o (a) responsável pela pesquisa;
9. Poderei contatar o Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Braz Cubas para
apresentar recursos ou reclamações em relação à pesquisa através do telefone (11) 47918182 com o Prof. Claudio Osíris de Oliveira;
10. Poderei entrar em contato com o responsável pelo estudo, com a Prof Márcia Regina
Pinez Mendes, sempre que julgar necessário pelo telefone 11 4798-8008.
11. Este Termo de Consentimento é feito em duas vias sendo que uma permanecerá em meu
poder e a outra com o pesquisador responsável.
Mogi das Cruzes, 11 de novembro de 2014
------------------------------------------------------------------------------------------Voluntário ou do Responsável Legal
-------------------------------------------------------------------------------------------Prof Marcia Regina Pinez
ANEXO III
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