CONTEUDO DE AVALIAÇÃO 2 DE HISTÓRIA – 03/09/2014 – 7º

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CONTEUDO DE AVALIAÇÃO 2 DE HISTÓRIA – 03/09/2014 – 7º ANO
PAULA GRACIELE CARNEIRO
África: reinos e impérios (p. 138 a 157)
Critério 1 - Reconhecer a organização social, religiosa e familiar dos africanos antes do século
XVI (p. 140 a 143)
Organização social:
Ao falarmos da África nesse período, a organização social e política era bastante diversificada.
Encontramos, num mesmo período histórico pequenas aldeias, microestados e grandes
impérios administrados por um rei.
A tradição oral foi um dos pontos mais fortes da cultura africana, mas alguns povos sabiam ler,
escrever e viviam em cidades.
Os povos convertidos ao islã, por exemplo, aprenderam a ler e a escrever, o que facilitou o
estudo da cultura islâmica africana. Podemos citar como exemplo o reino de Mali, ao qual
pertencia a cidade de Tombuctu.
Tombuctu se tornou um dos principais centros culturais do continente africano, onde se
destacavam vastas bibliotecas, madrassas (universidades islâmicas) e magníficas mesquitas.
Além disso, a cidade passou a ser o ponto de encontro de poetas, intelectuais e artistas da
África e do Oriente Médio.
Organização religiosa:
Uma característica presente nas manifestações religiosas africanas era o culto aos animais e à
natureza. Muitos acreditavam que os espíritos estavam nas pedras, nas montanhas, nos rios,
nas árvores, nos trovões, no Sol e na Lua.
Organização familiar:
Na maioria das culturas africanas, a fertilidade era atributo essencial para homens e mulheres.
Quem não podia ter filhos era desprezado pelo grupo social. O número de filhos de uma
família correspondia ao seu prestígio na comunidade. As mulheres férteis eram disputadas e
até raptadas pelos seus pretendentes, o que gerou muitos conflitos violentos.
Critério 2 - Reconhecer a influência da cultura dos bantos no Brasil (p. 144)
Na África falam-se mais de mil línguas. Entre os diversos grupos africanos trazidos ao Brasil,
predominou o grupo que falava idiomas da família lingüística banto ou bantu. Instrumentos
como berimbau, lutas como capoeira, danças como samba, batuque, maracatu e o candomblé
são manifestações da influência cultural desses povos que hoje fazem parte de nossa cultura.
Critério 3 – Reconhecer a prática da escravidão como uma importante atividade econômica
dos africanos (p. 151 a 155)
Embora já se praticasse a escravidão no continente africano desde os tempos mais remotos, só
com o comércio europeu que ele se transformou em um grande negócio, a ponto de e o
escravo se tornar o principal item das exportações africanas.
A venda massiva de escravos para os comerciantes europeus provocou enormes perdas
demográficas, o que desagregou inúmeras sociedades africanas.
Reflexão: Se os africanos já estavam habituados a prática da escravidão, então foi mais fácil
aceitar a imposição dos europeus?
A América pré-colombiana (p. 158 a 177)
Critério 4 – Caracterizar os principais elementos da sociedade, da economia e da cultura dos
astecas (p. 160-161)
Localização
Os astecas (povo guerreiro) eram também
conhecidos como mexicas.
Acredita-se que as constantes disputadas por
territórios entre tribos rivais tenham levado os
astecas a se estabelecer nas ilhas do Lago de
Texcoco, onde fundaram a cidade de Tenochtitlán,
capital do Império.
Tanto os incas quanto os astecas tinham uma rígida hierarquia social, controlada pelo chefe do
Estado, no qual ele (o chefe) era auxiliado pelo exército e por funcionários públicos.
Já a maioria da população era formada por agricultores que pagavam tributos ao Estado.
Uma prática agrícola desenvolvida pelos astecas foi a construção de chinampas, ou seja,
canteiros flutuantes nos quais se cultivam frutas, flores e legumes.
As residências se diferenciavam de acordo com a posição social dos indivíduos. Os privilegiados
moravam em casas amplas, de tijolos, havendo até lareiras. Já a casa dos artesãos e dos
camponeses eram simples, pequenas e só tinham objetos de uso comum entre os familiares.
Quanto ao vestuário os astecas usavam roupas muito semelhantes. O traje geralmente eram
tiras de pano amarradas na cintura e uma túnica longa para se cobrir. No inverno, usavam
peles para se aquecer.
Critério 5 – Caracterizar os principais elementos da sociedade, da economia e da cultura dos
incas (p. 162-163)
Tanto os incas quanto os astecas tinham uma rígida hierarquia social, controlada pelo chefe do
Estado, no qual ele (o chefe) era auxiliado pelo exército e por funcionários públicos. Os chefes
dos Estados eram venerados como deuses, assim como o Egito.
A organização do trabalho dos incas acontecia de forma muito parecida com a dos egípcios.
Eles se dedicavam ao cultivo de alimentos (atividades agrícolas), pastoris e a construções.
Tanto que eles irão se destacar nas construções de estradas ligando as regiões do império, o
que facilitou a comunicação e a agilidade do sistema de correio.
Outra construção de destaque foi Cuzco, que significa “umbigo do mundo”. A antiga capital do
império Inca representou o maior centro urbano, político e religioso desses povos. Mas foi
Machu Picchiu que ficou mais famosa e sobreviveu as intempéries do tempo. A cidade é toda
de pedra, construída com uma técnica impressionante para a sua época por não ter nenhum
tipo de argamassa.
A colonização espanhola na América (p. 178-189)
Critério 6 – Reconhecer como se deu a vitória dos conquistadores espanhóis e o posterior
processo de dominação dos nativos (p. 182)
A conquista da América representou um dos maiores genocídios (extinção de um determinado
grupo étnico) registrados na história da humanidade.
Quando falamos nesse processo de dominação dos espanhóis sobre essas civilizações temos
que levar em consideração alguns aspectos como a superioridade bélica, bem como o uso de
armas de fogo e cavalos, desconhecidos pelos indígenas.
Outro fator diz respeito a doenças transmitidas pelos europeus, na qual esses povos não
estavam imunes.
Mas talvez o principal ponto que tenha contribuído foram as rivalidades existentes entre esses
povos associado aos intérpretes que os espanhóis souberam “aproveitar” para usar em favor
da exploração. E claro, não podemos deixar de citar o papel da Igreja nesse processo que no
seu interesse de expandir o cristianismo colaborou com os conquistadores.
Critério 7 – Identificar as principais características da administração colonial (p. 183 a 185)
A medida que a conquista foi revelando lucros, a Coroa decidiu manter um controle maior
sobre essas terras. Para isso enviou um verdadeiro exército de funcionários reais, os
chapetones (nascidos na Espanha), criando:
1. Casa de Contratação: sediada na cidade espanhola de Sevilha, foi criado em 1503
(século XVI) e tinha como objetivo fiscalizar a cobrança dos impostos reais.
2. Conselho das Índias: criado em 1524, competia a ele elaborar leis para as colônias,
atuar como tribunal (justiça) e instruir os funcionários espanhóis que trabalhavam na
América.
O cargo mais importante na administração das colônias era o de vice-rei. Ele era o
representante do rei e detinha funções militares, jurídicas, fiscais, financeiras, religiosas e
administrativas.
Já para administrar os problemas do dia a dia das colônias foram criados os cabildos,
equivalente às Câmaras Municipais de hoje. Geralmente os membros eram escolhidos entre os
homens da elite colonial, os criollos (descendentes de espanhóis nascido na América).
Obs.: Somente nos cabildos era permitida a participação de pessoas nascidas na América. Para
os outros cargos, deveriam ser chapetones (nascidos na Espanha)
Critério 7 - ... e exploração indígena na América espanhola (p. 185 e 187)
A exploração na América espanhola foi praticamente realizada pelo trabalho indígena. Os
interesses comerciais do colonizador em utilizar a mão-de-obra indígena e o empenho dos
jesuítas na catequese produziram uma modalidade de trabalho conhecida como encomienda.
As encomiendas era o direito cedido aos espanhóis (encomenderos) de utilizar a força de
trabalho indígena nas minas e nas plantações.
Para isso o governo decidiu aproveitar uma forma de trabalho praticada pelos incas antes da
chegada dos espanhóis – a mita.
A mita era um sistema de trabalho utilizado no império inca mediante o qual os membros das
aldeias indígenas eram submetidos ao trabalho compulsório (obrigatório) nas minas e em
obras públicas, durante determinado tempo.
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