GÊNESIS (1) OCTOGÉSIMA QUARTA PARTE ESTUDO DE

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GÊNESIS (1)
OCTOGÉSIMA QUARTA PARTE
ESTUDO DE DOMINGO DE MANHÃ
As notícias dos irmãos de José chegaram aos ouvidos de Faraó. O rei e os seus servos ficaram
alegres em saber que os irmãos de José estavam no Egito. Gênesis 45:16.
Este Faraó era um indivíduo muito compreensivo. Nem todos os faraós eram de natureza
pacífica e cordata com as pessoas. Ele pediu a José que abastecesse seus irmãos de alimentos para
levar às famílias em Canaã. Gênesis 45:17.
Faraó sabia da fome sobre toda a terra, pois as nações vinham até José para comprar
alimentos.
Preocupado com os familiares de José, ele ordenou que preparasse carros para transportar os
meninos, mulheres e o velho Jacó para trazê-los ao Egito. Gênesis 45:18-20.
Já mencionamos na septuagésima sexta parte deste estudo o quão diferente era o Faraó do
tempo de José com o do tempo de Moisés. Deus, afinal, estava providenciando meios pelos quais
preservaria a vida da família de Jacó, e levar avante a promessa feita ao patriarca Abraão.
Não ficarei nem um pouco surpreso de quando chegar ao céu, logo após a morte de meu
corpo, eu encontrar este monarca na presença do Todo-Poderoso. Haverá muitas surpresas, sem
dúvida, quando chegarmos ao céu e depararmos com pessoas conhecidas, mas não acreditávamos
serem salvas no Senhor Jesus.
A salvação é pela fé no Salvador Jesus Cristo. E a fé é subjetiva, e muitos, infelizmente, não
manifestam sua fé publicamente. José de Arimateia era crente em Cristo, mas com medo dos judeus
não manifestou sua fé a ninguém. Só a tornou pública quando pediu o corpo do Senhor a Pilatos.
Veja João 19:38.
Este rei era idólatra, conforme já observamos, ele tinha os seus deuses. Porém, boa parte dos
que convertem a Cristo também eram idólatras. Paulo fez uma lista aos coríntios dos injustos que não
vão herdar o reino de Deus. Alguns membros, antes de se converterem eram injustos. Mas foram
lavados, santificados e justificados pela misericórdia do Senhor. Veja I Coríntios 6:10-11.
Os onze receberam tratamentos dignos de pessoas nobres. Agora preparavam para retornar às
suas famílias com nova perspectiva no coração. Foi um alívio saberem que José estava vivo e não
morto. Desde que vendera a José aos ismaelitas eles não tiveram paz em seus corações.
A mentira maldosa pregada ao pai quando disseram da fera que devorou a José, inclusive
mostrando a túnica manchada de sangue, deve ter sido um verdadeiro fantasma à suas consciências
no decorrer destes anos. O pecado nunca traz paz ao pecador. Bem disse Isaías ao escrever:
“Mas os ímpios são como o mar bravo, porque não se pode aquietar, e suas águas lançam de
si lama e lodo. Não há paz para os ímpios, diz o meu Deus” (Isaías 57:20-21).
José, pois, fez exatamente conforme disse o rei Faraó. Os abasteceu de abundantes alimentos,
providenciando-lhes carros para transportar os velhos, crianças e mulheres que viriam de Canaã até
ao Egito. Os dez receberam roupas, sendo que Benjamim recebeu a maior quantidade de presentes,
inclusive uma fortuna em peças de prata. Gênesis 45:21-22.
Abastança de víveres foi transportada por dez jumentos a fim de suprir a necessidade de Jacó
e todos os seus em Canaã. Para viajar de Canaã até o Egito o caminho era longo e difícil. Não era
uma viagem feita em poucos dias. Por isso, além de receber provimento para o sustento até arrumar
as malas, também foi dado para garantir a caminhada do pessoal até ao Egito. Gênesis 45:23.
(1)
Estudo baseado no trabalho intitulado “Gênesis”, preparado pelo pastor Antônio Carlos Dias, no dia 11 de junho de 2005.
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Contudo, José ao despedir eles de volta, dá uma advertência, dizendo “não contendais pelo
caminho”. Gênesis 45:24.
José bem conhecia a índole de seus irmãos, e da possibilidade de brigarem por qualquer
motivo, pelo caminho.
Voltando para o pai para dar as boas-novas, eles tinham por obrigação de contar toda a
verdade referente o sumiço de José. Talvez foi esta razão de José adverti-los a não brigar no
caminho. Sabia que forçosamente contariam ao pai da mentira sobre o desaparecimento do irmão
sonhador. Possivelmente no caminho de volta podiam jogar a culpa um no outro.
Não sabemos o comportamento deles durante a longa viajem até Canaã, mas, com certeza
muita conversa houve até o final da caminhada. Finalmente chegaram junto ao pai e contaram que
José vivia e era regente em toda a terra do Egito. Quando Jacó os ouviu, paralisou-se perplexo, não
acreditando no que ouvia. Gênesis 45:25-26.
Jacó tinha razão de sobra para não acreditar em seus filhos. Ele os conhecia muito bem, e
sabia que mentiam com muita facilidade. Afinal, não foi uma ou duas vezes que viu seus filhos
cometerem loucuras.
Contudo, quando viu os carros que José enviara para levá-lo, Jacó creu nas palavras de seus
filhos. Gênesis 45:27.
É bem provável que os cocheiros experientes de Faraó vieram para conduzir nos carros Jacó e
uma boa parte de sua família que não aguentavam viajar a pé. Não podemos esquecer que a distância
entre Siquém e Egito era em torno de quinhentos quilômetros.
Tudo indica, pelo versículo 27, que Jacó ficou mesmo atordoado ao ouvir que José estava
vivo no Egito. Pois claramente lemos que ao ver os carros do Egito, “reviveu o espírito de Jacó seu
pai”.
Tenho observado o quanto o “psicológico” do homem afeta o seu comportamento. As fortes
emoções operadas na alma do ser humano, ou mesmo dos animais, podem trazer ao corpo benefícios
ou prejuízos. É importante observar que a Bíblia, a santa palavra de Deus, não nega este fato. Jacó
era um homem de fé em Deus, mas teve seus percalços psicológicos.
Estudo preparado pelo pastor
Antônio Carlos Dias
Igreja Batista Memorial de Bauru
Rua 12 de Outubro, nº 4-3
Domingo, 26 de agosto de 2012
(1)
Estudo baseado no trabalho intitulado “Gênesis”, preparado pelo pastor Antônio Carlos Dias, no dia 11 de junho de 2005.
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