Seminário III. Carlos Andrei Pedroso da Silva

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Carlos Andrei Pedroso da Silva – 201608540020 |. Monitora: Eliziane Pinto
Professor: Francisco Matos
Prática de Campo em Geologia Geral – Turma: Geologia 2016
Seminário 3: Bacia do Parnaíba: evolução Meso-cenozóica.
A bacia do Parnaíba está
marinha
na
região.
As
rochas
localizada na porção ocidental do
presentes na formação variam entre
Brasil e abrange uma área de
siltitos vermelhos e marrom, arenito
aproximadamente 600.000 km². Sua
branco fino e médio, folhelhos e
evolução Meso-Cenozóica iniciou-
anidritas e calcários, sendo estes
se a aproximadamente 250 M.a. e
dois últimos na forma de lentes em
compreende eventos importantes
pelitos. De acordo com as rochas
para o entendimento da Bacia do
formadas, inferimos que houve uma
Parnaíba.
mudança na energia de deposição,
Sua
porção
Mesozóica
é
composta por nove formações, são
elas Formação Motuca, Formação
Sambaíba,
Formação
Mosquito,
Formação Pastos Bons, Formação
Sardinha,
Formação
Corda,
Formação Grajaú, Formação Codó
que comina na formação de arenitos
finos a médios (pouca energia para
transportes de sedimentos) e siltitos
(energia diminuiu ainda mais). Os
calcários são referentes a regressão
marinha e deposição de carcaças
de pequenos moluscos.
e Formação Itapecuru.
Formação
estrutura
deste
Motuca
geológica
espaço
compreende
a
A
mais
é
a
antiga
temporal
e
passagem
do
paleozoico para o mesozoico. Seu
ambiente
deposicional
característico
de
um
é
sistema
desértico, com lagos associados,
dando margem para um raciocínio
de um paleoambiente de regressão
formação
Sambaíba
é
datada do triássico médio superior e
apresenta regiões pontuais em que
seu
material
está
depositado
imediatamente acima da formação
Motuca.
Suas
predominantes
são
rochas
arenitos
vermelhos a cor-de-rosa, cremeclaro sendo de granulação fina a
média,
sub
subarredondados
angulosos
a
(caracterizando
pouco transporte da rocha matriz
em um ambiente de pouca energia,
ambientes
possibilitando a sedimentação de
formação Pastos Bons são lacustres
areia). Apresenta também dunas de
com
estratificação cruzada, com feições
eólicas, depositados em ambientes
típicas de sedimentos eólicos com
de clima semi-árido a árido, ou seja,
contribuição de ambiente fluvial.
em um sistema desértico.
Formação
porções
fluviais
e
da
dunas
foi
A formação Sardinha é pouco
formada a cerca de 180 M.a. ao
espessa, apresentando em média
tempo Eojurássico na parte oeste
20m,
da
aproximadamente 125 M.a., logo,
Bacia
Mosquito
deposicionais
do
Parnaíba.
Sua
sua
idade
compondo
rifteamento do Oceano Atlântico
afloramentos são mais comuns na
Central
Placa
parte leste da Bacia do Parnaíba,
Sulamericana) e consequentemente
onde há ocorrência de grandes
da separação entre o continente
diques basálticos, de cores variando
Sulamericano
entre preto e roxo, com pequenas
e
fragmentação
da
Africano
do
na
Gondwana.
soleiras.
Eocretáceo.
de
formação está diretamente ligada ao
(ativação
o
é
Seu
Seus
magmatismo
Composta por derrames basálticos
característico
soleiros intercalados de arenitos, é
diretamente ligado ao rifteamento
caracterizada por uma esfoliação
do Atlântico Sul e separação dos
esferoidal predominante.
continentes
A partir da formação Pastos
Bons
inicia-se
sedimentação
um
ciclo
está
sulamericano
e
africano.
de
Já
a
formação
Corda
é
bacias
caracterizada por ser depositada em
sedimentares (sequência de lagos
um ambiente de pouca energia,
menores) na
do
onde se conserva faunas de peixes
que
e conchostráceos da sua época de
interior
de
também
margem
da
leste
Parnaíba,
compreendem a idade eocretácea.
formação
Composta
Suas
por
rochas
do
tipo
(Aptiano,
rochas
Eocretáceo).
constituintes
são
folhelhos e arenitos esverdeados
arenitos de cor creme, róseos e
(predomínio do Ferro 2) e marrom-
cinza-arroxeados, que apresentam
avermelhados (rico em Ferro 3,
estratificação cruzada sobrepostos
ambiente
concordantemente.
continental).
Os
Possuem
estruturas
sedimentares
com
estromatólitos. As porções ricas em
estratificação acanalada de grande
gipsita são recobertas por folhelhos
porte
que
bege a cinza/preto esverdeado de
com
forma abrupta, caracterizando uma
e
fluxo
intercalam
de
grãos
camadas
estratificações plano-paralelas.
A
formação
Grajaú
grande transgressão do mar/lago
está
Codó.
localizada imediatamente acima da
Formação
Itapecuru,
de
Formação Corda e possui uma
idade
origem
de
possui uma origem deposicional de
Sua
natureza transgressiva relacionado
espessura máxima chega a 237
a deltas, marés e tempestades, com
metros em subsuperfície e é uma
uma espessura máxima de 724
formação de interesse devido ao
metros com estratos arenosos e
seu potencial de rocha reservatório
pelíticos
para
a
deposicionais a sistemas de vales
porosidade de suas rochas, sendo
incisos. Suas rochas predominantes
elas predominantemente arenitos
são arenitos variegados, finos e
esbranquiçados de granulometria
friáveis
fina e conglomerados quartzosos.
conglomeráticos subordinamente.
sedimentar
ambiente
clástica
flúvio-deltaico.
óleo
e
gás,
devido
A formação Codó, de idade
Neo-aptiana/Eo-albiana,
fora
Mesoalbiana/Neocretáceo,
atribuídos
com
pelitos
Quanto
Cenozóica,
a
e
ciclos
arenitos
a
evolução
poucas
informações
depositada em ambiente marinho
foram encontradas. São em geral
raso,
lacustre
coberturas sedimentares, formadas
sendo
suas
flúvio-deltaico,
principais
representativas
calcários,
e
rochas
os
folhelhos,
siltitos,
arenitos,
gipsita/anidrita e camadas de sílex e
pela deposição de argilas e areias,
em
condições
deposicionais
continentais com ambientes flúviolacustres.
Referências Bibliográficas
GEOLOGIA REGIONAL. Paleontologia das Bacias do Parnaíba. Disponível em:
<http://www.cprm.gov.br/publique/media/pale_cap3.pdf>
VAZ, P. T.; REZENDE, N. DAS G. DE A. DA M.; WANDERLEY FILHO, J. R.;
TRAVASSOS, W. A. S. Bacia do Parnaíba. In: Boletim de Geociências.
Petrobras, Rio de Janeiro, v. 15, n. 2, p. 253-263, maio/nov, 2007.
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