XVI Congresso Sul-Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia I Jornada Sul-Brasileira de Mastologia Pôster Digital - MASTOLOGIA TP42 - RELATO DE CASO: LEIOMIOMA EM MAMA FABIANE SARTORI DE AVILA TROLLI 1; CÂNDICE CEZIMBRA MIRANDA 1; MARCELLE MORAIS DOS SANTOS 2; JANAÍNA FERREIRA VIEGAS 3; BETINA VOLLBRECHT 4; FELIPE PEREIRA ZERWES 5; ANTÔNIO LUIZ FRASSON 6; Introdução: O leiomioma é um tumor benigno formado por músculo liso. Pode desenvolver-se em qualquer local onde há musculatura lisa. A pele é o segundo local mais comum depois do útero, correspondendo a 75% dos leiomiomas extra-uterinos. Na mama, são mais comumente encontrados na região retroareolar. Há relato de 27 casos na literatura. Caso 1: Paciente masculino, 68 anos, referindo nódulo palpável, doloroso na mama direita, há quatro meses, com aumento no tamanho. Ecografia mamária evidenciou nódulo sólido, limites definidos, na região subcutânea periareolar. Submetido à exérese da lesão no Hospital São Lucas (HSL) da PUCRS. Anatomopatológico: fascículos entrelaçados de células em formato de fuso com núcleo ovóide, citoplasma eosinofílico abundante e bordos celulares indistintos. Ausência de atipia celular - leiomioma. Imuno-histoquímica: positividade difusa e forte para desmina e actina do músculo liso. Caso 2: Paciente feminina, 41 anos, referindo nódulo em mamilo esquerdo desde 2009 com sensação de “queimação” local. Mamografia (2011): sem alterações. Ao exame, diminuto nódulo com aspecto macroscópico de cisto sebáceo em região periareolar próximo ao mamilo. Submetida à exérese da lesão no HSL. Anatomopatológico: leiomioma medindo 0,6 X 0,4cm. Discussão: O leiomioma mamário é um tumor de mama raro. Alguns diagnósticos diferenciais são: fibroadenoma, tumor filodes e adenomioepitelioma, sendo o principal o leiomiossarcoma de mama. Este último apresenta, na histopatologia, atipia celular proeminente, mitoses atípicas, invasão vascular e necrose. Acredita-se que o leiomioma subareolar origina-se do músculo liso existente nesta região. As teorias postuladas para a origem do leiomioma do parênquima são: proliferação das células musculares lisas das paredes dos vasos sanguíneos, origem teratogênica com crescimento excessivo de elementos miomatosos, diferenciação de células mesenquimais multipotentes no tecido mamário ou derivadas das células mioepiteliais dos ductos mamários. A maioria dos pacientes é assintomática, mas podem referir dor, aumento do volume mamário, nódulo, endurecimento do mamilo ou prurido local. A alteração pode ser detectada por exames de imagem. O diagnóstico é histopatológico após exérese da lesão, sendo a biópsia percutânea pouco utilizada por oferecer pequena amostra de tecido. A imuno-histoquímica é realizada para ratificar a histopatologia. O tratamento consiste na excisão cirúrgica da lesão, sendo a recorrência incomum. Palavras-Chave:Leiomioma; Mama; Leiomioma mamário. 1 - Médica Residente em Ginecologia e Obstetrícia do Hospital São Lucas da PUCRS; 2 - Médica Resisdente em Ginecologia e Obstetrícia do Hospital São Lucas da PUCRS; 3 - Mestre em Gerontologia Biomédica pelo Instituto de Geriatria e Gerontologia da Faculdade de Medicina da PUCRS. Mastologista do Centro de Mama da Faculdade de Medicina da PUCRS; 4 - Mestre e Doutoranda em Gerontologia Biomédica pelo Instituto de Geriatria e Gerontologia da Faculdade de Medicina da PUCRS. Mastologista do Centro de Mama da Faculdade de Medicina da PUCRS; 5 - Mestrado e Doutorado em Medicina na Área de Radiologia na UFRJ. Professor Adjunto do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina da PUCRS. Gestor do Serviço de Mastologia do Sistema de Saúde Mãe de Deus, Porto Alegre, RS.; 6 - Professor Doutor e Coordenador do Centro de Mama da Faculdade de Medicina da PUCRS. Pesquisador Sênior do Instituto Europeu de Oncologia. Professor da Faculdade de Medicina da PUCRS. Professor de Pós-Graduação do Curso de Gerontologia Biomédica da PUCRS.; Vol. 41, Supl. Nº.1, de 2012 - 87