CONFERÊNCIAS DE LISBOA QUEREM AJUDAR A

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CONFERÊNCIAS DE LISBOA QUEREM AJUDAR A MELHORAR A IMAGEM DE PORTUGAL - LUÍS AMADO
Lisboa, Portugal 02/12/2014 11:22 (LUSA)
Temas: Economia, Negócios e Finanças, comércio externo, Economia (geral), relações internacionais
Lisboa, 02 dez (Lusa) - O ex-ministro socialista Luís Amado defende que Portugal precisa de se abrir ao
exterior e atrair investimento, principal objetivo da primeira das Conferências de Lisboa, a cuja
organização preside, e que decorre na quarta e quinta-feira na capital.
A conferência, promovida por oito entidades públicas e privadas, tem como tema o desenvolvimento
global e conta com a participação de diversas personalidades, entre as quais o antigo Presidente da
República Jorge Sampaio, o ex-presidente da Comissão Europeia José Manuel Durão Barroso, o viceprimeiro-ministro, Paulo Portas, e o candidato socialista a primeiro-ministro, António Costa. O evento
decorre na Fundação Calouste Gulbenkian, estando prevista a realização de encontros de dois em dois
anos.
"A imagem de Portugal tem estado muito abalada desde que Portugal foi obrigado a pedir assistência
financeira e ficou sob os holofotes dos grandes observatórios do que se passa no Mundo e também do
escrutínio dos mercados. Os acontecimentos dos últimos meses, em particular, degradaram ainda
mais a imagem do país", considerou, em declarações à Lusa, o antigo ministro dos Negócios
Estrangeiros dos governos de José Sócrates.
Luís Amado defendeu que "é preciso projetar uma imagem diferente" e que Portugal tem de se "abrir ao
exterior e de atrair novas correntes de investimento, de turismo e de imigração".
"Todo o trabalho que possa ser feito para construir uma imagem de confiança é importante nesta fase
muito crítica", sublinhou o presidente da comissão de organização das Conferências de Lisboa.
Para esse esforço são convocadas "as forças e personalidades que têm condições para dar um
contributo importante para o reforço das relações de Portugal com o Mundo", disse, acrescentando
que o país "não pode desperdiçar esse capital de relacionamento" de portugueses que "têm tido um
papel destacado na vida mundial em setores variados".
Sobre a participação de personalidades dos diferentes quadrantes políticos nacionais, o antigo ministro
referiu que "o país não pode tentar promover a sua imagem de uma forma parcial ou até partidária".
Na sua projeção internacional, Portugal tem de utilizar a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa
(CPLP) como "a plataforma que permite estabelecer uma relação de maior proximidade com as
principais regiões emergentes do Mundo".
"É pela relação com esse espaço imenso da CPLP que Portugal pode reforçar a sua posição na
globalização. A CPLP é demasiado importante do ponto de vista geoestratégico para não a
valorizarmos", sustentou.
Sobre o tema que dominará os dois dias de debate, Amado afirmou que "a crise da globalização dos
últimos cinco, seis anos deixaram marcas profundas nas políticas económicas e monetárias e todo o
processo de reajustamento impõe uma reflexão adequada dos instrumentos da política de hoje".
O Mundo, mencionou, "vive um processo de rápida transformação e é preciso acompanhar as
mudanças económicas, do sistema financeiro e geopolítico" e, neste contexto, Portugal tem de ter
"uma agenda própria que proteja os seus interesses e que promova a sua influência".
As Conferências de Lisboa são uma iniciativa conjunta da Gulbenkian, Câmara Municipal de Lisboa,
Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa, Fundação Portugal-África, ISCTE, União das Cidades
Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA), Sofid e Instituto Marquês de Valle Flor.
Em debate estarão a cooperação e a sustentabilidade e financiamento do desenvolvimento,
participando professores universitários e representantes de organismos nacionais e internacionais,
entre os quais os secretários de Estado da Cooperação e Negócios Estrangeiros, Luís Campos Ferreira, e
das Finanças, Manuel Rodrigues, o secretário-executivo da CPLP, Murade Murargy, o presidente da
AICEP, Miguel Frasquilho, e o comissário europeu para a Cooperação Internacional e Desenvolvimento,
Neven Mimica.
JH // APN
Lusa/fim
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