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Escola E.E.M. Padre Réus
Disciplina de História – Integrada I
Prof. Ernesto
II Antigüidade Oriental
As Primeiras Civilizações
A Revolução Agrícola no final da Pré-História possibilitou uma série de transformações, a
sedentarização do homem, a passagem para a economia produtora, o crescimento populacional e o
surgimento dos primeiros reinos e impérios. Essas transformações resultaram no surgimento das primeiras
civilizações da humanidade. No vale de importantes regiões como a Mesopotâmia, entre os rios Tigre e
Eufrates; a egípcia, no rio Nilo; a indiana no rio Indo; e a chinesa, no rio Amarelo; surgiram as primeiras
grandes civilizações, essas civilizações se organizaram sob aspectos muitos semelhantes. A agricultura de
irrigação e o poder político sustentado pela religião foram às características mais marcantes das primeiras
civilizações surgidas no final da Pré-História. Essas civilizações desenvolveram a escrita, criaram cidades,
organizaram formas complexas de exploração econômica do trabalho e edificaram leis que disciplinavam as
relações sociais.
Egito Antigo
No nordeste do continente africano, ao longo das margens do rio Nilo, nasceu uma das mais
importantes civilizações da história da humanidade. As cheias periódicas do rio Nilo transformaram o Egito
num oásis em meio a uma região desértica. O sistema de chuvas na nascente do rio Nilo causavam uma
inundação das suas margens, entre os meses de junho e setembro; em seguida o rio começa a baixar,
voltando ao seu leito normal deixando a terra fertilizada pelo húmus. Ainda no neolítico os grupos humanos
perceberam que poderiam utilizar a terra fertilizada pelo húmus para a produção agrícola. Construindo diques
e canais, aprenderam a controlar e aproveitar ao máximo as inundações para o desenvolvimento da
agricultura.
Por volta de 4000 anos a.C., houve um processo de unificação e centralização do poder na região do
Nilo. Como resultado surgiram dois grandes reinos correspondendo ao Alto e Baixo Egito. O Alto Egito ficava
ao sul enquanto que o Baixo Egito localizava-se ao norte. Por volta de 3200 a.C., Menés, soberano do Alto
Egito, impôs a unificação dos sois reinos, tomando para si o título de faraó.
Organização Social e economia
A sociedade egípcia estava dividida em camadas sociais entre as quais havia profundas diferenças. O
Estado egípcio era uma teocracia, e o faraó era ao mesmo tempo rei e divindade, descendentes dos deuses
da mitologia egípcia, como Amon-Rá, o deus-sol; seu poder era soberano sobre todo o reino, formada pelas
terras férteis e pelo rio Nilo, assim como pelas pessoas que lá viviam. Mas ele não exercia sozinho o seu
imenso poder, também tinha grande influência uma elite formada pelos parentes do faraó, pelos altos
funcionários, pelos sacerdotes e pelos oficiais do exército. A maior parte da população era formada por
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camponeses, que trabalhava nas terras pertencentes ao faraó e à elite. Eles deveriam entregar parte da sua
colheita ou dos animais que criavam. Além disso deveriam trabalhar na construção e manutenção dos diques
e canais. Uma outra parte da população era formada por artesãos, que trabalhavam como tecelões,
marceneiros, sapateiros, pedreiros, ferreiros, pintores, escultores, ourives, etc. Outro grupo importante na
economia egípcia eram os escravos, eles eram estrangeiros prisioneiros de guerra que trabalhavam em
serviços pesados como nas pedreiras. Viviam em condições precárias sendo explorados pela elite egípcia.
Entre as principais atividades econômicas desenvolvidas no Egito estão: a agricultura, como o cultivo
de trigo, cevada, linho e papiro; a criação de animais como bois, asnos, carneiros, cabras, porcos e aves;
também havia um pequeno comércio exterior com a exportação de trigo e linho e a importação de marfim,
perfumes e peles de animais. Todo o comércio e as atividades econômica eram controladas pela elite egípcia.
A religião e a Decadência do Império Egípcio
Os egípcios acreditavam que, para a alma sobreviver, o corpo não podia desaparecer. Então, para
preservar os corpos, era praticada a mumificação, que, por ser uma técnica muito cara, estava restrita à elite.
Como inúmeros povos da Antigüidade, os egípcios eram politeístas, ou seja, adoravam diversos deuses. De
modo geral, esses deuses correspondiam às forças naturais mais importantes para os egípcios. Amon-Rá
(deus sol) e o Osíris (o Nilo) eram os principais deuses. Animais como o boi, o crocodilo, o gato e o falcão
eram considerados sagrados.
No ano de 525 a.C., o Egito foi conquistado pelo exército Persa. A população pobre passou do
domínio das elites egípcias para o domínio dos conquistadores persas. Aos poucos, a mistura com os povos
que formavam o Império Persa e, posteriormente, com os árabes, descaracterizaram e fizeram desaparecer a
cultura original do Egito.
A Mesopotâmia
A região da Mesopotâmia era uma área de passagem, espécie de corredor por onde passavam muitos
povos nômades vindos de diferentes regiões. Atraídos pelas terras férteis, alguns povos se sedentarizaram
na região e passaram a viver da produção agrícola e do pastoreio de gado. Mais tarde, essa região banhada
pelos rios Tigre e Eufrates, onde hoje se localiza o Iraque, foi denominada pelos gregos de Mesopotâmia (do
grego mésos, “meio, entre”, e potamós, “rio”), que significa “região entre rios”. Entre 3500 a.C. e 539 a.C.,
vários povos habitaram a região, entre eles os sumérios, que formaram a base da cultura da região, os
amoritas e os assírios.
Divisão Social e Economia
A base da economia era a agricultura, e a maior parte da população era formada por camponeses que
trabalhavam em regime de servidão coletiva, em terras que pertenciam aos governantes, aos sacerdotes e
aos oficiais do exército. Além da exploração da agricultura, o comércio e a produção artesanal também eram
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fatores de riquezas, igualmente concentrados na mão da elite. Os negociantes organizavam caravanas que
iam da Arábia a Índia, buscando e levando produtos, como lã, tecidos, cevada e minerais.
Religião, Cultura e a Decadência da Mesopotâmia
Assim como no Egito, na Mesopotâmia a religião era politeísta. Elementos da natureza eram
considerados divinos, como a terra, os rios, o sol e a lua. Os povos mesopotâmicos também temiam
entidades regidas por forças sobrenaturais. Os deuses mesopotâmicos eram ao mesmo tempo entidades do
bem o do mal. Exigentes e temíveis, adotavam represálias contra aqueles que não cumpriam suas
obrigações. No campo da ciência, os mesopotâmios desenvolveram principalmente a astronomia e a
matemática. A sociedade mesopotâmica exerceu grande influência sobre inúmeros povos. Entre suas
contribuições mais importantes destacam-se: a semana de sete dias, o estudo e a crença nos horóscopos, a
divisão do dia em horas, minutos e segundos, a divisão do círculo em 360 graus e o processo de
multiplicação. Em 539 a.C., a região foi conquistada pelos persas liderados por Ciro.
Os Hebreus
Ancestrais do povo judeu, os hebreus têm uma história marcada por migrações e pelo monoteísmo.
Foram o primeiro povo realmente monoteísta da história, e o culto a Iavé foi o elemento que unificou os
hebreus contra os inimigos externos. Segundo a tradição, Abraão, o patriarca fundador da nação hebraica,
recebeu de Deus a missão de migrar para Canaã, terra dos cananeus, depois chamada de Palestina, onde se
localiza hoje o Estado de Israel. Após passarem um período em Canaã, os hebreus foram para o Egito, onde
viveram entre 300 e 400, e acabaram transformados em escravos. Sua história começa a ganhar destaque a
partir do momento em que resolvem sair do Egito, sob liderança de Moisés, voltando para a Palestina.
Em 70 a.C., a Palestina era uma província romana; as muitas rebeliões ocorridas na região levaram o
governo imperial a expulsar os hebreus da Palestina. Até 1948, quando foi fundada o Estado de Israel, os
judeus viveram sem pátria; atualmente são os palestinos que não tem pátria, pois suas terras foram tomadas
pelos Israelense.
Os Persas
No segundo milênio antes de cristo, o Planalto Iraniano foi ocupado pelos persas e pelos medos, dois
povos de origem indo-européia, que se enfrentaram pela hegemonia da região onde hoje se localiza o Irã. Em
550 a.C., os persas derrotaram os medos, conquistaram o Irã e deram início à formação de um vasto império
que se estendeu pela Ásia, norte da África, Mesopotâmia, até o mar Mediterrâneo. Para assegurar o acesso e
o controle do vasto império, foram construídas longas estradas. Além disso, um eficiente serviço de correios
mantinham o imperador informado do que se passava em todas as províncias. O uso do cavalo como meio de
transporte e as estradas facilitavam muito o comércio terrestre entre as mais distantes regiões.
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A organização social persa obedecia ao padrão clássico da Antigüidade: as terras e o comércio
estavam concentrados nas mãos do rei e da família real, dos nobres e de oficiais do exército. O restante da
sociedade vivia na pobreza, trabalhando em regime de servidão ou escravidão.
Após duzentos anos de existência, o Império Persa começou a se desintegrar diante das derrotas
sofridas nas batalhas contra os gregos. O processo de decadência se consumou no século IV a.C., quando o
império foi conquistado por Alexandre (o grande) da Macedônia, que unifico regiões do Oriente e do Ocidente.
Os Fenícios
Povo de origem semita que migrou para o litoral do Mar Mediterrâneo onde hoje se localiza o Líbano.
A proximidade com o mar e as dificuldades de solo e de relevo da região criaram nos fenícios uma inclinação
para as atividades marítimas; desenvolveram técnicas de navegação e construção de embarcações, que
permitiram fazer da navegação comercial seu meio de vida. Navegaram pelo Mediterrâneo, Mar Negro,
Atlântico e Mar do Norte. Vendiam o que pudessem carregar, principalmente produtos manufaturados. A
procura de mercadorias incentivou a produção artesanal de jóias, objetos de vidro, armas e tecidos. Vendiam
também muita madeira.
Na fenícia a riqueza era medida pela quantidade de dinheiro e bens e não pela posse da terra; por
isso havia maior mobilidade social. Não era impossível um artesão iniciar um pequeno comércio, progredir e
tornar-se homem rico. Os trabalhadores livres – artesãos, agricultores, pescadores e marinheiros – formavam
a maior parte da população; havia escravos no serviço doméstico também nas embarcações, onde eram
colocados para remar. O grupo mais rico era, evidentemente, o dos grandes comerciantes, mas os
funcionários graduados e os sacerdotes também faziam parte da elite.
Os fenícios foram responsáveis pela difusão cultural na Antigüidade e, para as sociedades posteriores,
legaram us alfabeto que tornou-se a base da escrita grega e romana. A civilização persa começou a
desaparecer quando foi conquistada pelos persas e depois pelos macedônios.
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