O que é a SIDA?

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STOP SIDA!!
Sida
1 de Dezembro
DIA MUNDIAL DA SIDA
1- O que é a SIDA?
A palavra SIDA significa Síndroma da Imunodeficiência
Adquirida, que é uma doença resultante da infecção pelo VIH
(Vírus da Imunodeficiência Humana). Este vírus ataca e
destrói as defesas do corpo, levando a pessoa à morte.
Actualmente, com as diversas terapias de combinação
potentes, as pessoas infectadas vêem a sua vida prolongada
em vários anos. Na realidade, a esperança de vida de uma
pessoa seropositiva é, hoje em dia, similar à de uma pessoa
perfeitamente normal, de acordo com o reportado na
Conferência de Los Angeles.
2- Como não se transmite o vírus do VIH?
O VIH não se transmite em piscinas, casas de banho, maçanetas,
transportes.
Também não se contrai a SIDA através de abraços ou apertos de mão.
3- Como se transmite o vírus do VIH?
• Através do sexo vaginal, anal ou oral sem preservativo, com alguém
infectado (homem com mulher, homem com homem ou mulher com
mulher);
• Pela partilha agulhas e seringas com sangue contaminado pelo VIH. Esta
é a forma mais directa de contrair o vírus do VIH, e, sob o efeito de outras
drogas, como o álcool, as pessoas podem expor-se ao risco de fazer sexo
sem preservativo;
• De mãe para filho (transmissão vertical), durante a gravidez, no parto ou
na amamentação;
• Através de transfusões de sangue contaminado pelo VIH. É por isso que
só se recebe sangue devidamente testado para o VIH e outras doenças;
• Ocorre também através de materiais cortantes e pontiagudos,
contaminados pelo VIH, utilizados na feitura de tatuagens, injecções, nos
serviços de manicure e barbeiro (alicates, navalhas e lâminas de barbear,
principalmente), instrumentos odontológicos e cirúrgicos, entre outros.
Lembre-se que as pessoas infectadas pelo VIH podem ter um aspecto
saudável.
4- Como evitar o VIH?
• Usar o preservativo em qualquer tipo de relação sexual (vaginal, anal ou
oral), seja homem com mulher, homem com homem ou mulher com
mulher.;
• Não partilhar agulhas ou seringas;
• Evitar contactos com objectos cortantes ou pontiagudos não esterilizados.
5- Como fazer sexo seguro?
A única forma de não correr riscos numa relação sexual é usar sempre o
preservativo. O VIH/SIDA não tem cura e ainda não existe vacina, por isso,
o preservativo é a única protecção contra o VIH.
6- O que fazer se um amigo tiver VIH ou estiver doente com SIDA?
A melhor maneira de ajudar um portador de VIH ou doente com SIDA é ser
um amigo de verdade. A SIDA não é transmitida ao fazer-se carinho, ao ir à
escola, ás festas ou ao praticar desportos juntos.
7- O que significa NEGATIVO e POSITIVO no teste ao VIH?
O resultado negativo indica que, até àquele momento, a pessoa não está
com anti-corpos contra o vírus do VIH, detectáveis no exame.
Se houver uma situação de exposição de risco de transmissão do vírus do
VIH, o teste deve ser repetido após 6 a 8 semanas (período de janela), mas
com toda a fiabilidade ao fim de 12 semanas, evitando, obviamente, exporse aos riscos nesse período. Esse é o tempo que o corpo leva para produzir
os anti-corpos após a infecção.
O teste não oferece imunidade contra a doença.
O resultado positivo indica que a pessoa está infectada pelo VIH e que pode
transmiti-lo a outras pessoas.
8- Para que serve o teste anti-VIH?
Serve para detectar se uma pessoa é portadora do VIH.
10- Quem deve fazer o teste?
• As pessoas que têm relações sexuais sem preservativo;
• As pessoas que contraíram qualquer Doença Sexualmente
Transmissível;
• As pessoas que, pelo menos uma vez, partilharam seringas e
agulhas ao usar drogas injectáveis;
• As pessoas que têm relações sexuais sem preservativo com
outras que costumam usar drogas injectáveis, partilhando agulhas e
seringas.
11- Pode estar-se sempre no estado de seropositividade sem passar a
sida?
Sem tratamento específico para o VIH (com os medicamentos anti-retrovíricos)
todos os infectados com o vírus virão a ter SIDA mais cedo ou mais tarde.
Desde o momento em que a pessoa adquire a infecção até entrar no estádio de
SIDA decorre um período de tempo que é, em média, de 8 a 10 anos. Com o
tratamento actualmente disponível, é possível modificar a história natural desta
infecção, aumentando a duração do período assintomático da doença e
prevenindo o aparecimento das infecções e tumores que definem a fase de
SIDA. Para que isto seja possível, é fundamental que todo o indivíduo
seropositivo tenha um acompanhamento médico periódico adequado.
12- Quem tem um teste positivo tem sida?
Ter um teste positivo para o VIH significa que se tem a infecção por este vírus.
Quando uma pessoa com o teste positivo já teve ou tem determinadas
manifestações oportunistas – infecções e/ou tumores – então, já tem SIDA. SIDA
significa Síndrome da Imunodeficiência Humana Adquirida. É um conjunto de
sinais e sintomas bem definidos que surgem em indivíduos com a infecção pelo
VIH.
13- Quais os sintomas do VIH?
Quando se adquire a infecção pelo VIH pode não se ter qualquer sintoma ou,
então, ter um quadro febril tipo gripal. Em seguida, o doente fica sem
sintomas durante um período variável que pode ser de anos, em média de 8
a 10 anos, sentindo-se bem. Nesta fase, como em todas as fases da
infecção, existe possibilidade de transmissão da doença a outras pessoas.
Após este período assintomático, surge a fase sintomática da infecção em
que o doente começa a ter sintomas e sinais de doença, indicativos da
existência de uma diminuição das defesas do organismo. O doente pode
referir cansaço não habitual, perda de peso, suores nocturnos, falta de
apetite, diarreia, queda de cabelo, pele seca e descamativa, entre outros
sintomas. Podem surgir algumas manifestações oportunistas como a
candidose oral (infecção da boca por fungos), candidoses vaginais de
repetição, um episódio de herpes zoster (“zona”), episódios de herpes
simples de repetição (oral ou genital), etc. Mais tarde podem surgir infecções
graves, como tuberculose, pneumonia, meningite, entre outras manifestações
oportunistas possíveis e indicadoras de uma grave imunodepressão
(diminuição acentuada das defesas do organismo humano).
14- Quantos anos de vida tem uma pessoa seropositiva?
É muito variável. A evolução da infecção não é igual em todas as pessoas.
Desde o momento em que se adquire a infecção até que surjam sintomas
de doença decorre um período de tempo, designado como fase
assintomática da infecção pelo VIH, que pode durar em média 8 a 10 anos.
No entanto, nalgumas pessoas este período pode ser apenas de dois ou
três anos e noutras de 15 ou 20 anos.
Após o aparecimento de uma infecção oportunista, ou seja, após se entrar
na fase de SIDA, o tempo médio de sobrevivência é de cerca de um ano e
meio, na ausência de tratamento anti-retrovírico.
Com os medicamentos actualmente disponíveis para o tratamento desta
infecção a sobrevivência dos doentes pode ser muito mais longa desde
que se cumpra rigorosamente o tratamento e as restantes indicações
médicas. Actualmente existem algumas pessoas que vivem com esta
infecção há mais de 20 anos.
15- Agora que tenho um resultado positivo o que faço?
Quando se fazem as análises para pesquisa dos anticorpos para o VIH e o
resultado é positivo, significa que a pessoa está infectada por este vírus e
que pode transmitir a infecção para outras pessoas através de
comportamentos de risco. Significa também que essa pessoa tem uma
infecção crónica de evolução lenta, para a qual não existe cura, que destrói
lentamente as defesas do seu organismo e que, no futuro, poderá ter
infecções e alguns tipos de tumores que se associam a uma
imunodepressão. Uma pessoa que descobriu estar infectada deve procurar
apoio médico para sua orientação. Precisará de consultas médicas e análise
periódicas para avaliação da sua situação clínica e da necessidade de
efectuar ou não tratamento com medicamentos específicos para o VIH. Esta
vigilância médica periódica é essencial para evitar o aparecimento das
manifestações oportunistas – infecções e/ou tumores – ou seja, para impedir
que a pessoa fique gravemente doente. Qualquer pessoa que sabe estar
infectada pelo VIH deverá adoptar comportamentos seguros para não correr
o risco de contagiar outras pessoas e, também, não se infectar com outros
agentes infecciosos.
16- Porque existem pessoas que têm logo necessidade de tomar
medicação e outras não?
Depende do momento em que é feito o diagnóstico da infecção e dos valores
das análises, nomeadamente, do número de linfócitos CD4 (ou T4) e do grau
de replicação e crescimento do vírus em cada doente. Os linfócitos CD4 são
as células alvo do vírus e vão sendo destruídas à medida que a infecção
avança. Estas células são fundamentais para que o sistema de defesa do
organismo funcione bem. Quanto mais baixo o seu valor menores as defesas
do organismo e mais avançado o grau da infecção. O grau de replicação e
crescimento do vírus é-nos dado pelo valor da carga vírica (ou viral) que é a
quantidade de vírus existente no sangue do doente. Quanto mais elevado o
seu valor, maior a replicação do vírus e mais rápida a evolução da doença.
Num indivíduo assintomático, a indicação para início do tratamento depende
do número de linfócitos CD4 e do valor plasmático da carga vírica. As
pessoas com sintomas ou que já tiveram uma infecção oportunista têm
indicação para iniciar o tratamento, independentemente do valor dos
linfócitos CD4 e da carga vírica.
17- Qual o período de janela?
O período de janela é o período que decorre entre o momento em que se
adquiriu a infecção e o momento em que os testes para o VIH, que
pesquisam as proteínas formadas pelo organismo humano em resposta à
infecção (os anticorpos), são positivos. Este período é, em média, de 4 a 6
semanas. No entanto, algumas pessoas podem ter uma resposta mais lenta
à infecção, com formação mais lenta de anticorpos, o que significa que o
diagnóstico da infecção através destes testes será mais tardio e, portanto, o
período de janela mais longo. Com os testes actualmente disponíveis para
o diagnóstico desta infecção, na maioria dos casos, o diagnóstico é possível
entre a 3ª semana e o 3º mês após o contágio.
18- Se o resultado do meu teste for positivo significa que o meu parceiro
também está infectado? se eu tiver um resultado negativo o meu parceiro
também terá?
Não existe uma correlação directa entre os resultados dos testes para o VIH de
dois parceiros sexuais. O companheiro de uma pessoa com um teste positivo
pode ter um teste positivo ou negativo. Também o companheiro de alguém cujo
teste seja negativo, pode ter um teste positivo ou negativo. A resposta definitiva
só poderá ser dada pelo resultado das análises.
19- De que forma se transmite a infecção da mulher para o homem
durante as relações sexuais?
As secreções vaginais contêm vírus. O contacto do pénis, nomeadamente da
glande, com estas secreções infectadas, durante a relação sexual, é a forma
de transmissão da infecção da mulher infectada para o homem.
20- As mulheres têm maior probabilidade de adquirir a infecção do que
os homens durante as relações sexuais vaginais?
Sim. Durante a relação sexual existe sempre um certo grau de traumatismo
e aumento da irrigação sanguínea local. A área de exposição às secreções
infectadas na mulher é maior do que no homem (a área da mucosa da
vagina é superior à área da glande do pénis). Por outro lado, a quantidade
de vírus que existe no sémen resultante de uma ejaculação é superior à
quantidade de vírus existente nas secreções vaginais durante uma relação
sexual.
21- Se tiver uma única situação de risco com uma pessoa seropositiva fico
logo infectado? Porque existem pessoas que não ficam infectadas depois
de terem contactos de risco com seropositivos?
Uma única situação de comportamento de risco com uma pessoa seropositiva
não é indicativa de ocorrência de infecção. Pode ou não acontecer e é impossível
determinar quando e se vai acontecer.
Existem algumas pessoas que são naturalmente resistentes à infecção por não
possuírem receptores para o vírus. Nas células CD4 existem proteínas às quais o
vírus se tem que ligar para poder entrar na célula. Muito raramente, pode
acontecer que essas proteínas sejam diferentes das normais, sendo que, neste
caso, o vírus não consegue ligar-se a elas nem entrar nas células, e, portanto, a
infecção não acontece.
22- Duas pessoas seropositivas podem deixar de usar preservativo?
O uso de preservativo é essencial mesmo quando as duas pessoas são
seropositivas. Se não usarem preservativo, de cada vez que tiverem uma relação
sexual estão a reinfectar-se mutuamente o que pode piorar ou acelerar a evolução
da doença de cada um.
Por outro lado, os vírus de cada um podem ser diferentes, nomeadamente no que
diz respeito à sensibilidade e resistência aos medicamentos anti-retrovíricos. Não
utilizando preservativo, corre-se o risco de adquirir um vírus com resistência aos
anti-retrovíricos e comprometer, assim, o sucesso do tratamento.
23- Porque é que o sexo anal envolve maior risco de contágio?
Durante uma relação sexual anal existe um maior grau de traumatismo do que
durante uma relação sexual vaginal. Existe maior probabilidade de ocorrência
de pequeníssimas lesões (feridas) na mucosa anal que facilitam o contágio e
ocorrência de infecção.
24- Sexo oral é uma forma de contágio e porquê?
A quantidade de vírus existente na saliva é pouco significativa. Não existe
risco de aquisição da infecção através do beijo. No entanto quando a saliva
está contaminada com sangue e existe contacto desta saliva com a mucosa
genital, existe uma probabilidade, ainda que pequena de contágio. Se existir
contacto da mucosa da boca com secreções vaginais ou sémen infectados,
também existe probabilidade de infecção.
25- Ao ter relações com o meu / minha companheiro(a) seropositivo o
preservativo rompe. O que posso e devo fazer?
Penso que todo o indivíduo seropositivo que tem um parceiro seronegativo
deve discutir este assunto com o seu médico antes da ocorrência de um
episódio deste tipo. Actualmente existe indicação para se fazer uma profilaxia
pós-exposição, ou seja, uma prevenção da infecção, com utilização de
medicamentos em situações deste tipo. Não existe certeza absoluta quanto à
eficácia desta medida de prevenção. No entanto, quando existe indicação
para a tomar, isso deve fazer-se o mais cedo possível após a ocorrência do
acidente. Assim, é aconselhável procurarem ambos o médico que segue a
pessoa seropositiva a fim de serem tomadas as medidas mais adequadas a
cada situação.
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