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Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Licenciatura em Educação Básica
Ciências da Terra e da Vida
Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Licenciatura em Educação Básica
Ciências da Terra e da Vida
Estrutura interna da
Geosfera
Docente: João Baptista
Discentes:
Ana Carvalho nº54452
Cátia Lopes nº53157
Turma: 2
Vila Real, 8 de Abril de 2013
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Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Licenciatura em Educação Básica
Ciências da Terra e da Vida
Índice
Introdução………………………………………………………………………. … 3
Como surgiu a estrutura interna da terra ……………………………………….4
Estrutura interna da geosfera ……………………………………………………
5

Modelo geoquímico ……………………………………………………….6

Modelo físico ……………………………………………………………… 7
A camada «D» …………………………………………………………………… 8
Actividade experimental ………………………………………………………… 9
Conclusão………………………………………………………………………….
10
Bibliografia…………………………………………………………………………. 11
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Ciências da Terra e da Vida
Introdução
Ao longo das últimas décadas, as ciências da terra têm vindo a evoluir
rapidamente e estão agora capazes de projectar modelos científicos que
podem contribuir para a reconstituição do interior da geosfera, bem como a
previsão de processos na geosfera.
O nosso planeta é um plante único no sistema solar, sendo uma das suas
características a presença de vida.
A compreensão do dinamismo terrestre está relacionada com o conhecimento
da sua estrutura. Esses conhecimentos provêm de observações directas no
campo, de estudos laboratoriais e ainda através de métodos indirectos.
Apesar dos grandes avanços da tecnologia o conhecimento do interior da terra
ainda é limitado. A estrutura e os processos do interior da Terra podem parecer
indiferentes das nossas preocupações diárias, mas no entanto têm grande
importância no que diz respeito às necessidades mais básicas da humanidade.
Posto isto o que nós pretendemos com este trabalho é dar a conhecer um
pouco da estrutura interna da geosfera, através duma actividade experimental
fácil e acessível a todas as idades.
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Ciências da Terra e da Vida
Como surgiu a estrutura interna da terra
Crê-se que o planeta terra se tenha formado no interior de uma nebulosa solar
quente constituídos por gases e sólidos em forma de poeira, a partir de
componentes químicos mais refractários, que se condensaram a temperaturas
muito elevadas.
Os elementos químicos mais abundantes no nosso planeta são muito restritos,
são eles: ferro, oxigénio, silício, magnésio, níquel, enxofre, alumínio e cálcio.
Esses elementos constituem cerca de 90% da massa do nosso planeta.
Durante o processo de formação da terra as partículas de poeira colidem e
unem-se umas às outras.
Devido às colisões surgem os planetesimais, depois de muitas colisões,
surgem os protoplanetas.
A energia dessas colisões leva ao aquecimento dos copos.
É possível fazer um cálculo da temperatura da terra e de como isso teria
influenciado os primeiros tempos da sua existência.
Como o ponto de fusão de uma substância aumenta com a profundidade, visto
que a pressão também aumenta, a determinada profundidade o ferro começa a
fundir.O ferro é mais denso em relação aos outros elementos, sendo assim
teve tendência para movimentar-se para o centro do planeta e em contrapartida
os materiais menos densos vierem para a superfície.
A fusão e o aprofundamento do ferro levaram à formação de um núcleo que
inicialmente era líquido no centro.
Durante a formação do núcleo, ocorreu um aquecimento suficiente para levar a
temperatura da terra para cerca de 2000ºc, o que levou a fusão de uma grande
parte dos seus materiais. Os materiais menos densos foram para a superfície,
onde arrefeceram dando origem à crosta primitiva.
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Estrutura interna da geosfera
O conhecimento acerca do interior da terra é um tema que ainda continua
muito enigmático, apesar de todas as investigações que se têm feito nesta
área. As informações sobre a estrutura interna da geosfera são obtidas através
de simulações e métodos indirectos.
A terra é considerada um planeta organizado em camadas concêntricas.
A partir da segunda metade do século XX, através do contributo de dados
geofísicos (pressão, temperatura, densidade dos materiais, velocidade das
ondas sísmicas e composição dos meteoritos), foram surgindo modelos mais
consistentes sobre a estrutura do Globo terrestre.
Actualmente são aceites dois modelos: modelo geoquímico e modelo físico.
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Modelo geoquímico
De acordo com a sua composição a terra é constituída por três unidades
estruturais concêntricas: crusta, manto e núcleo, separadas por superfícies de
descontinuidade.
Zonas
Composição
Espessura/limites
Densidad
e média
Diversidade
de
rochas:
Ao nível dos continentes, desde a
Constituída
magmáticas,
nomeadamente
superfície até à descontinuidade do
por: Si, O,
granodioritos;
Al, Mg e Fe
sedimentares; formando a zona
espessura, podendo atingir 70 km ou
superficial.
mais
Menos densa e geologicamente
montanhosas.
Crusta
Continental
metamórficas;
–
Mohorovicic
ao
30
nível
a
40
das
km
de
2,7
cordilheiras
mais antiga.
Oceânica
Zona mais superficial- basaltos;
Forma os fundos oceânicos, até à
zona mais inferior- gabro
profundidade da descontinuidade de
Mais densa e mais jovem que a
Mohorovicic- 5 a 10 km de espessura.
3,0
continental.
Manto
Superior
Essencialmente
peridotito,
de
3,3
Minerais mais densos do que a
Desde 660km de profundidade até
5,5
olivina e piroxenas.
cerca de 2883 km (descontinuidade de
Constituído
rocha ultrabásica rica em olivina
por: Si, O,
e piroxenas.
Al, Mg e Fe
Inferior
Desde
a
descontinuidade
Mohorovicic até cerca de 660 km.
Gutenberg)
Núcleo
Externo
Constituído
por
Fe
Ferro cerca de 12 % de níquel,
Desde
sílica, enxofre, potássio.
Gutenberg
a
descontinuidade
(2883
km)
até
de
9,9 a 12,2
à
descontinuidade de Lehmann (5140
e
km).
Ni.
Interno
Ferro e 10 % a 20 % de níquel.
Desde a descontinuidade de Lehmann
(5140 km) até ao centro.
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12,6 a 13,0
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Modelo físico
De acordo com as propriedades físicas admite-se que a terra é dividida em:
litosfera, astenosfera; mesosfera; e endosfera que se divide em núcleo externo
e núcleo interno.
Zonas
Litosfera
Propriedades físicas (rigidez)
Limites/Espessura (média)
Ao nível dos continentes, desde a
Continental
superfície até cerca de 250 km de
Materiais sólidos e rígidos.
profundidade. Espessura variável
de 125 km a 250 km. Engloba a
crusta continental e a parte mais
externa do manto.
Ao nível dos oceanos, desde a
Oceânica
superfície até cerca de 70 km,
Materiais sólidos e rígidos.
podendo atingir 100 km. Engloba a
crusta oceânica e a parte mais
externa do manto.
Astenosfera
Materiais globalmente sólido, mas
Desde a base da litosfera até uma
menos rígidos, com comportamento
profundidade ainda desconhecida.
plástico e deformável.
Materiais sólidos e rígidos.
Mesosfera
Desde a base da astenosfera até
2883 km.
Endosfera
Núcleo
Materiais líquidos.
Desde 2883 km (descontinuidade
de
externo
Gutenberg)
até
5140
km
(descontinuidade de Lehmann)
Núcleo
interno
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Materiais sólidos e rígidos.
Desde 5140 km (descontinuidade
de Lehmann) até ai centro.
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A camada D
Na transição entre o manto inferior e o núcleo externo admite-se que existe
uma zona muito activa, e enigmática, designada de «camada D».
Esta camada tem uma espessura variável, em
algumas zonas parece até que desaparece, e
em determinados locais estende-se por mais de
300km. Há geofísicos que acreditam que esta
camada é a chave para compreender o
dinamismo interno do nosso planeta.
As suas propriedades físicas influenciaram
processos geodinâmicos em grande escala,
exemplo disso são as correntes de convecção do manto que são responsáveis
pelo movimento das placas litosféricas.
Algumas experiências realizadas em laboratórios mostram que ligas ricas em
ferro reagem com os compostos rochosos originando deste modo novas ligas.
Admite-se ainda que os líquidos muito densos do núcleo externo atravessam a
rocha base do manto por capilaridade, muitas vezes dezenas ou centenas de
metros num intervalo de tempo na ordem de um milhão de anos, podendo aí
provocar diferentes reacções onde há um empobrecimento em ferro das rochas
existentes na base do manto através da dissolução dos óxidos de ferro no
líquido que atravessa. A energia térmica que «foge» do núcleo aquece as
rochas que estão na base do manto, provocando assim instabilidades
crescentes responsáveis pelas correntes de convecção do manto que tendem a
«espalhar» o ferro em algumas zonas e noutras zonas tende a concentrar o
ferro, sendo assim esta é uma das explicações possíveis para a variação de
espessura existente na «camada D».
A espessura da «cada D» por sua vez vai controlar a quantidade de energia
que é transmitida do núcleo para o manto.
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Actividade experimental
Através do modelo experimental seguinte é possível «observar» as diferentes
camadas que constituem o nosso planeta.
Material necessário
 Barro;
 Bola de esferovite;
 Tintas
Procedimento
1. Começamos por delinear
2. Seguidamente molda-
3. Depois de moldar o barro cobrimos toda a
a parte que iremos retirar e
se o barro até ter a
superfície da bola de esferovite até termos uma
retiramos;
consistência desejada,
camada uniforme;
4.Para finalizar pintamos o nosso globo pintando as diferentes
camadas com cores diferentes.
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Ciências da Terra e da Vida
Conclusão
Com este trabalho tivemos a oportunidade de consolidar um pouco mais o
nosso conhecimento acerca da estrutura interna da terra através de uma
actividade prática de fácil execução.
Cada vez mais é importante desenvolver a criatividade e a imaginação das
crianças e com este trabalho isso é possível.
Através deste trabalho conseguimos juntar o factor aprendizagem com a parte
lúdica. O que por vezes se podia tornar uma matéria desinteressante através
desta actividade torna-se mais interessante levando a que os alunos fiquem
mais empenhados.
Posto isto é importante desenvolver actividades práticas com as crianças.
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Bibliografia
http://cilenebonfim.com/wp-content/uploads/2012/08/A-queda-do-planetaterra.jpg
http://www.sbpcnet.org.br/livro/60ra/textos/CO-UmbertoCordani.pdf
http://3.bp.blogspot.com/_5hhytuEr8gk/R5k_JvbFP8I/AAAAAAAAAQ8/FWKXfB
beqhE/s1600-h/Os+segredos+da+camada+D.jpg
http://viveraterra.blogspot.pt/2011/09/camada-d.html
http://rusoares65.pbworks.com/f/1324943380/4288957186_d5cda59b52.jpg
http://pt.wikipedia.org/wiki/Evolu%C3%A7%C3%A3o_da_vida_e_forma%C3%A
7%C3%A3o_da_Terra
http://www.infopedia.pt/$formacao-da-terra
http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/origem-da-terra/origem-da-terra.php
http://www.astrosurf.com/aviscosmos/p12.htm
http://chc.cienciahoje.uol.com.br/o-que-diz-a-teoria-do-big-bang/
http://www.sofisica.com.br/conteudos/curiosidades/bigbang.php
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Documentos utilizados nas aulas pelo docente
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