TCC Juliana Saviatto

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JULIANA MARTINS SAVIATTO
HIDROTERAPIA COMO MÉTODO DE REABILITAÇÃO DE
PACIENTES SUBMETIDOS À ARTROPLASTIA TOTAL DE QUADRIL
Tubarão, 2006
JULIANA MARTINS SAVIATTO
HIDROTERAPIA COMO MÉTODO DE REABILITAÇÃO DE
PACIENTES SUBMETIDOS À ARTROPLASTIA TOTAL DE QUADRIL
Monografia apresentada ao Curso de Fisioterapia,
como requisito para a obtenção do título de Bacharel
em Fisioterapia.
Universidade do Sul de Santa Catarina
Orientadora Professora MSc. Jaqueline de Fátima Biazus
Tubarão, 2006
DEDICATÓRIA
Dedico este trabalho a toda minha família, meu pai
Etevaldo, minha mãe Inês e meus irmãos Viviane e
Junior que sempre se fez presente em minha vida me
apoiando e me fazendo cada vez mais Feliz!
AGRADECIMENTOS
Primeiramente gostaria de agradecer a Deus pela minha maravilhosa Vida!
Aos meus pais e irmãos pelo carinho, dedicação incondicional e pelo amor que sempre
esteve presente!
Ao meu amor Maikel pela sua compreensão e colaboração com o meu trabalho.
A minha orientadora Jaqueline, pela dedicação, pelos conhecimentos adquiridos, e
também por ter feito renascer em mim o gosto e importância da pesquisa.
Agradeço pelo apoio inestimável de todos os meus sinceros amigos, em especial
minha amiga Clarissa.
Ao Dr. Marco Aurélio por ter me encaminhado os pacientes, indispensáveis para a
realização da pesquisa.
Aos pacientes, que cada um de sua forma, contribuiu para que os atendimentos fossem
inesquecíveis para minha vida profissional!
RESUMO
Quando a articulação do quadril estiver degenerada a ponto das atividades de vida diária,
especialmente andar, tornarem-se muito dolorosa, faz-se necessário à substituição do quadril,
chamada de Artroplastia Total de Quadril (ATQ). A fisioterapia no pós-operatório, através de
seus vastos recursos científicos, tem como objetivo promover e reabilitar a saúde desses
pacientes, utilizando técnicas especializadas para adequada aplicação de recursos (físicos e
naturais). A hidroterapia utiliza o meio aquático para alcançar objetivos fisioterapêuticos:
manutenção ou ganho de amplitude de movimento, força muscular, analgesia, promoção de
independência funcional. Este estudo foi do tipo quantitativo multicasos, realizado entre os
meses de agosto de 2003 a novembro de 2004 na Clínica Escola de Fisioterapia UNISUL –
Tubarão/S.C. A amostra foi composta de seis pacientes, sendo 4 homens e 2 mulheres que
encontravam-se no 14° dia do pós-operatório. Os pacientes foram submetidos a vinte
atendimentos hidroterápicos realizados duas vezes por semana. Após as 20 sessões foi
realizada uma reavaliação onde se obteve como resultado o aumento da ADM de quadril,
diminuição do quadro álgico, ganho da força muscular e diminuição de edema.
Palavras-chaves: Artroplastia total do quadril, reabilitar e hidroterapia.
ABSTRACT
When the hip joint is degenerated at the point of the activities of daily live became very
painful, specially walking, the total hip replacement, known as the Total Hip Arthroplasty
makes necessary. The physiotherapy has the purpose of promote and re-establish the health of
patients in post-operatory, by using specialized techniques for proper application of resources
(naturals and physicals). The hydrotherapy uses the water resources in order to achieve
physiotherapeutic purposes: maintaining or gain of movement amplitude, muscular force,
analgesy, promotion of functional independence. This was a quantitative multicase study,
taken between August of 2003 and November of 2004 at the Physiotherapy School Clinic
UNISUL – Tubarão/SC. The sample was composed of six patients, been 4 men and 2 women,
who were on the 14th day of post-operatory. The patients were submitted to twenty
attendances in the water, which were taken twice a week. After twenty sections, a new
valuation was done. The obtained results were the increasing of hip ADM, decreasing of pain,
gain of muscular force and decreasing of edema.
Key-words: Total hip arthroplasty, re-establish and hydrotherapy.
LISTA DE FIGURAS
Figura 1: Articulação do quadril ........................................................................................ 13
Figura 2: Figura 2: Próteses de quadril .............................................................................. 21
Figura 3: Rx prótese cimentada.......................................................................................... 21
Figura 4: Rx prótese não-cimentada................................................................................... 21
Figura 5: Goniômetro Carci® ............................................................................................ 33
Figura 6: Máquina fotográfica Nikon® ............................................................................. 33
Figura 7: Fita métrica de uso domiciliar ............................................................................ 33
Figura 8: Lápis demográfico .............................................................................................. 33
Figura 9: Piscina terapêutica da Universidade do Sul de Santa Catarina – Tubarão ......... 34
Figura 10: Flutuadores ....................................................................................................... 34
Figura 11: Estepe................................................................................................................ 34
Figura 12: Barras paralelas................................................................................................. 35
Figura 13: Flexão/extensão quadril joelho ......................................................................... 36
Figura 14: Movimento ativo utilizando flutuadores........................................................... 37
Figura 15: Caminhadas ...................................................................................................... 37
Figura 16: Exercício de subir/descer estepe....................................................................... 44
Figura 17: Caminhada entre as barras paralelas................................................................. 44
Figura 18: Movimentos passivos de flexão de quadril....................................................... 46
Figura 19: Movimentos ativos de flexão de quadril........................................................... 47
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO .............................................................................................................. 10
2 ARTROPLASTIA TOTAL DE QUADRIL ................................................................. 13
2.1 Articulação do quadril ................................................................................................ 13
2.2 Ligamentos do quadril ................................................................................................ 15
2.3 Músculo do quadril ..................................................................................................... 16
2.4 Biomecânica do quadril ............................................................................................. 17
2.5 Artroplastia total de quadril ...................................................................................... 19
2.5.1 Histórico ..................................................................................................................... 19
2.5.2 Tipos de próteses ........................................................................................................ 20
2.5.3 Cirurgia....................................................................................................................... 22
2.5.4 Indicações ................................................................................................................... 22
2.5.5 Complicações ............................................................................................................. 23
2.5.6 Duração das próteses .................................................................................................. 24
2.6 Hidroterapia ................................................................................................................ 24
2.6.1 Histórico ..................................................................................................................... 24
2.6.2 Indicações ................................................................................................................... 25
2.6.3 Contra-indicações ....................................................................................................... 26
2.6.4 Princípios físicos da água ........................................................................................... 26
2.6.5 Hidroterapia na ATQ .................................................................................................. 28
3 DELINEAMENTO DA PESQUISA ............................................................................. 30
3.1 Tipo de pesquisa .......................................................................................................... 30
3.1.1 Quanto à abordagem................................................................................................... 30
3.1.2 Quanto ao procedimento utilizado.............................................................................. 31
3.2 Descrição dos casos...................................................................................................... 31
3.2.1 Fatores de inclusão ..................................................................................................... 32
3.2.2 Limitações da pesquisa............................................................................................... 32
3.3 Instrumentos utilizados para coleta de dados........................................................... 32
3.4 Procedimentos utilizados na coleta ............................................................................ 35
3.5 Organograma geral da pesquisa ................................................................................ 38
4 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS DADOS..................................................................... 39
4.1 Algia .............................................................................................................................. 40
4.2 Resultado de ganho de força....................................................................................... 42
4.3 Ganho de amplitude de movimento ........................................................................... 45
4.4 Perimetria..................................................................................................................... 47
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS......................................................................................... 49
REFERÊNCIAS ............................................................................................................... 51
APÊNDICES ..................................................................................................................... 56
APÊNDICE A – Ficha de avaliação ................................................................................... 57
APÊNDICE B – Ficha de reavaliação ................................................................................ 61
APÊNDICE C - Fotos ilustrativas dos atendimentos hidroterapêuticos ............................. 64
ANEXOS ........................................................................................................................... 66
ANEXO A - Termo consentimento livre e esclarecido....................................................... 67
ANEXO B – Termo consentimento para fotografias, vídeos e gravações .......................... 69
10
1 INTRODUÇÃO
O quadril é uma articulação proximal do membro inferior, e os seus movimentos
são realizados por uma única articulação, a articulação coxofemural. Esta articulação tem suas
superfícies articulares muito parecidas com as de uma esfera, e ainda hoje provoca muitos
problemas. O quadril apresenta alguns dos mais importantes problemas em todo o campo da
cirurgia ortopédica, e devido a esta articulação que surgiu a era das próteses articulares.
Quando a articulação estiver degenerada a ponto de as atividades de vida diária,
especialmente andar, se tornarem muito dolorosas, se faz necessário à substituição total do
quadril, chamada de artroplastia total de quadril (ATQ). A artroplastia total de quadril é um
procedimento cirúrgico complexo que tem como objetivo a restauração articular, obtido
através da substituição da mesma.
Mesmo após submeterem-se à cirurgia de artroplastia total de quadril alguns
pacientes apresentam ainda limitação de movimento e dor, principalmente na deambulação.
A cirurgia que tem como objetivo a restauração da função articular apresenta
vários fatores limitantes, como atrofia muscular, diminuição de amplitude de movimentos
entre outros. Para uma reabilitação eficaz faz-se necessário o uso de técnicas e métodos de
fisioterapia, que visam ampliar os benefícios da artroplastia.
A fisioterapia no pós-operatório, através de seus vastos recursos científicos, tem
como objetivo promover e reabilitar a saúde desses pacientes, utilizando técnicas
11
especializadas para adequada aplicação de recursos (físicos e naturais). O método utilizado no
estudo é a hidroterapia, que utiliza os efeitos físicos da água para alcançar a reabilitação do
ser humano.
A hidroterapia é um método terapêutico que utiliza os efeitos físicos da água
associado com a cinesioterapia, buscando proporcionar um melhor conforto e segurança no
momento da reabilitação para o paciente que está incapacitado de realizar exercícios no solo
com descarga de peso em razão da cirurgia de Artroplastia total de quadril.
A pesquisa “Hidroterapia na Artroplastia total de quadril”, realizado na Clínica
Escola de Fisioterapia da Universidade do Sul de Santa Catarina – UNISUL se fez necessária
para verificar a eficácia do método da hidrocinesioterapia.
Contudo, tem-se o seguinte problema de pesquisa: “O tratamento hidroterápico, é
eficiente na reabilitação pós-operatória de pacientes que realizam a ATQ?”.
O objetivo geral deste estudo é analisar o efeito do tratamento hidroterápico na
reabilitação pós-operatória de pacientes que realizaram a ATQ. Tendo como objetivos
específicos: verificar a amplitude de movimento obtido através da hidroterapia; observar o
fortalecimento muscular proporcionado pela técnica; identificar se houve alteração de edema
no membro afetado; verificar se a técnica proporciona a diminuição do quadro álgico do
paciente.
O presente estudo está dividido nos seguintes capítulos: o primeiro é a introdução
sobre o tema pesquisado. O segundo capítulo apresenta o quadril com sua articulação,
ligamentos, músculos e biomecânica. Continua com a Artroplastia total do quadril, com seu
histórico, tipo de próteses, cirurgia, indicações, complicações e duração. O capítulo termina
com a hidroterapia (histórico, indicações, contra-indicações, princípios e hidroterapia na
ATQ). O terceiro capítulo tem o delineamento da pesquisa, com o tipo de pesquisa, descrição
12
dos casos, instrumentos utilizados e procedimentos. O quarto capítulo trás a análise e
discussão dos dados obtidos e o trabalho encerra com as considerações finais.
13
2 ARTROPLASTIA TOTAL DE QUADRIL
2.1 Articulação do Quadril
O quadril é uma articulação proximal do membro inferior, e os seus movimentos
são realizados por uma única articulação, a articulação coxofemural.
A articulação coxofemoral, constituída pela cabeça do fêmur e pelo acetábulo da
pelve (figura 1), é uma enartrose com função muito importante tanto nos movimentos, como
ao suporte do peso corporal (HALL, 2001).
Figura 1: Articulação do quadril
Fonte: Quadril (2006)
14
A articulação do quadril é uma articulação esferóide ou de bola e soquete formada
pela articulação do acetábulo da pelve com a cabeça do fêmur, (KENDALL, 1998).
Dangelo e Fattini (2000) dizem que a cabeça do fêmur articula-se com os ossos do
quadril, encaixando-se no acetábulo para constituir uma juntura sinovial de tipo esferóide,
triaxial, denominada articulação do quadril.
O complexo articular do quadril é um conjunto organizado de tecidos que
precisam absorver e transmitir repetidamente forças enormes ao longo da vida, (MALONE;
MCPOIL; NITZ, 2000).
Segundo Kapandji (2000) os movimentos do quadril são realizados por uma única
articulação: a articulação coxofemural, em forma de enartrose muito coaptada. Dangelo e
Fattini (2000) dizem que embora apresente características bem semelhantes à articulação do
ombro, a do quadril não permite a mesma amplitude de movimento observada naquela
juntura. Por outro lado, é mais robusta e estável, pré-requisitos indispensáveis para a
transferência de peso que ocorre nesse nível.
O quadril é a articulação proximal do membro inferior: situada na raiz do membro
inferior, a sua função é orientar-lhe em todas as direções do espaço, (KAPANDJI, 2000).
Hall (2001) complementa dizendo que as suas funções primárias são: apoiar o
peso da cabeça, dos MMSS e do tronco durante as posturas eretas e atividades dinâmicas com
sustentação do peso corporal, como caminhar, correr e subir escadas, além de proporcionar
uma via de transmissão das forças entre as extremidades inferiores e a cintura pélvica.
Foi justamente por causa da articulação do quadril que surgiu a era das próteses
articulares, transformando a cirurgia do aparelho locomotor, (KAPANDJI, 2000).
15
2.2 Ligamentos do quadril
Kapandji (2000) afirma que a cápsula da articulação coxofemural está reforçada
por potentes ligamentos nas suas faces anterior e posterior. Segundo Lee (2001, p. 32) “os
ligamentos do quadril dividem-se em ligamento iliofemoral, pubofemoral, isquiofemoral,
redondo e transverso do acetábulo”.
O ligamento iliofemoral é extremamente forte e reforça a região anterior da
articulação do quadril. No sentido ínfero-lateral, divide-se em duas faixas, iliotrocantérica,
que se insere na face superior da linha trocantérica, e a faixa mediana inferior, que se insere
na face inferior da linha trocantérica, (LEE, 2001). Kapandji (2000) diz que o feixe superior é
o mais forte dos ligamentos da articulação (8 a 10 mm de espessura).
Segundo Smith, Weiss e Lehmkuhl (1997) o ligamento iliofemoral cobre a
articulação do quadril anteriormente e superiormente, sendo o principal estabilizador do
quadril na posição ortostática.
O ligamento pubofemoral liga-se medialmente à eminência iliopectínea e ao ramo
superior do osso púbico, bem como à crista e à membrana obturatórias. Lateralmente, liga-se
à face anterior da linha trocantérica. A cápsula da articulação do quadril não é apoiada por
nenhum ligamento entre o ligamento pubofemoral e a faixa inferior do ligamento iliofemoral,
(LEE, 2001).
Lee (2001, p. 33) afirma que:
O ligamento isquiofemoral surge medialmente da face posterior do acetábulo e do
seu lábio. Lateralmente as fibras formam uma espiral no sentido súpero-anterior
sobre o dorso do colo do fêmur para inserir-se profundamente no ligamento
iliofemoral, anterior à fossa trocantérica.
O ligamento redondo une-se lateralmente à parte ântero-superior da fóvea da
cabeça do fêmur, medialmente através da três faixas às duas extremidades da face semilunar
16
do acetábulo e inferiormente à margem superior do ligamento transverso do acetábulo, (LEE,
2001).
Lee (2001) diz que o ligamento transverso do acetábulo representa uma
continuação lábio do acetábulo na parte inferior e converte a incisura do acetábulo em um
forame pelo qual passam os vasos intra-articulares que irrigam a cabeça do fêmur.
Na posição de alinhamento normal, os ligamentos estão moderadamente tensos.
Na extensão do quadril todos os ligamentos entram em tensão, visto que se enrolam no colo
femoral. Na flexão de quadril produz-se o inverso, todos os ligamentos se distendem,
(KAPANDJI, 2000).
2.3 Músculos do quadril
O complexo articular do quadril é cercado e reforçado pelo maior sistema
muscular do corpo humano. Estes músculos geram a tensão necessária para controlar os
movimentos articulares, ao mesmo tempo estabilizando o quadril contra as forças aplicadas
externamente, (MALONE; MCPOIL; NITZ, 2000).
Dangelo e Fattini (2000) descreveram os músculos motores do quadril por região:
•
Região anterior e medial da coxa: músculo sartório cruza obliquamente a coxa e é
um flexor da coxa e perna; músculo íliopsoas tem duas porções, o ilíaco, e o psoas
maior e é um importante flexor da coxa; músculo quadríceps da coxa é o mais
volumoso e potente músculo do corpo humano, apresenta quatro cabeças de origem, o
reto da coxa, vasto medial, vasto lateral e vasto intermédio, entretanto, destas quatro
cabeças, somente o reto da coxa é motor da articulação do quadril onde tem a função
de flexor da coxa e extensor da perna; músculo pectíneo, adutor longo, adutor curto,
17
adutor magno e grácil são músculos adutores da coxa localizados na região anteromedial da coxa.
•
Região glútea: músculo glúteo máximo é volumoso, situado superficialmente na
região glútea e é um poderoso extensor da coxa e rotador lateral da coxa; músculos
glúteo médio e mínimo ficam cobertos pelo glúteo máximo e ambos têm a função de
abdução e rotação medial da coxa, músculos piriforme, obturatório interno, obturatório
externo, gêmeos superior e inferior, quadrado da coxa são designados em conjunto
como músculos curtos da região glútea e os seis músculos são rotadores laterais da
coxa; músculo tensor da fáscia lata situa-se na parte ânterolateral e proximal da coxa,
mas pertence ao grupo glúteo e é principalmente um flexor da coxa.
•
Região posterior da coxa: são conhecidos em conjunto como músculos do jarrete e
cruzam, posteriormente, as articulações do quadril e joelho. São os músculos bíceps da
coxa, semitendinoso e semimembranoso. Excetuada a porção curta do músculo bíceps,
todos os músculos desta região são bi-articulares, agindo, portanto, sobre as
articulações do quadril e joelho. Estas ações são a extensão da coxa e a flexão da
perna.
2.4 Biomecânica do quadril
Para Malone, Mcpoil e Nitz (2000) a articulação do quadril é uma articulação em
bola e soquete, dotada de três graus de liberdade: os movimentos do fêmur e pelve entre si, no
plano sagital e transversal. Lee (2001) também diz que o quadril é classificado como
articulação ovóide não modificada e, em termos mecânicos, possui uma liberdade de
movimento equivalente a 12o ao longo dos três eixos perpendiculares e sobre eles.
18
A flexão / extensão ocorre quando a cintura pélvica como uma unidade ou o
fêmur livre gira sobre um eixo coronal através do centro da cabeça e do colo do fêmur, (LEE,
2001).
Kapandji (2000) afirma que a flexão de quadril é o movimento que produz o
contato da face anterior da coxa com o tronco, de modo que a coxa e as porções
remanescentes do membro inferior ultrapassem o plano frontal da articulação, situando-se por
diante dela. Na flexão ativa sua amplitude não ultrapassa dos 90o e na flexão passiva sua
amplitude sempre ultrapassa 120o. A extensão leva o membro inferior para trás do plano
frontal. A amplitude de extensão é muito menor que da flexão, estando limitada pela tensão
do ligamento ìlio-femoral. A extensão ativa terá sua amplitude máxima de 20o e extensão
passiva não ultrapassará 30o.
A abdução / adução ocorre quando a cintura pélvica como uma unidade ou fêmur
livre gira sobre um eixo sagital através do centro da cabeça do fêmur, (LEE, 2001).
A abdução dirige o membro inferior diretamente para fora e o afasta do plano de
simetria do corpo. A amplitude máxima de abdução de um quadril é de 45o. A adução leva o
membro inferior para dentro e o aproxima do plano de simetria do corpo. A amplitude
máxima de adução é de 30o, (KAPANDJI, 2000).
A rotação medial / lateral ocorre quando a cintura pélvica como uma unidade ou
fêmur livre gira sobre um eixo longitudinal. Segundo Kapandji (2000) a rotação interna
(medial) tem amplitude máxima de 30o a 40o, e a rotação externa (lateral) tem amplitude
máxima de 60o.
Quando o peso corporal é distribuído igualmente sobre articulações coxofemorais
normais, a força estática em cada quadril é a metade ou menos do que um terço do peso
corporal total. Quando, por exemplo, o membro inferior esquerdo é levantado na fase de
oscilação da marcha, o peso deste membro é adicionado ao peso corporal e o centro da
19
gravidade, que é normalmente no plano sagital medial, é deslocado para a esquerda,
(DELMONTE, 2003).
Os músculos abdutores exercem uma força de contrapressão para manter o
equilíbrio. A pressão exercida na cabeça do fêmur direito é a soma destas duas forças. Cada
força tem relação com o relativo comprimento das alavancas. Se a alavanca abdutora é um
terço da alavanca da cabeça para o centro de gravidade, a tração inferior dos abdutores deve
ser três vezes a força de gravidade para a manutenção do equilíbrio. Conseqüentemente, a
pressão total na cabeça é quatro vezes o peso sobreposto. Quanto maior a alavanca abdutora
(inserção mais lateral dos abdutores), menor a proporção entre as alavancas, menor a força de
abdução requerida para manter o equilíbrio e menor a força compressiva na cabeça femoral,
(DELMONTE, 2003).
2.5 Artroplastia total de quadril (ATQ)
A articulação pode ser substituída, total ou parcialmente, por uma prótese, para
restabelecer sua função, promovendo o movimento e o alívio da dor. A implantação de
próteses articulares tornou-se uma cirurgia amplamente utilizada por cirurgiões no mundo
inteiro, proporcionando melhor qualidade de vida aos pacientes que, anteriormente, estariam
condenados ao leito, (ERCOLE; CHIANCA, 2002).
2.5.1 Histórico
Sabe-se que o pioneiro na ciência e prática da substituição articular protética dos
tempos modernos foi Sir John Charley, da Inglaterra, que, em 1962, depois de muitas
pesquisas, desenvolveu sua artroplastia de baixa fricção da articulação do quadril (embora
20
tivesse sido McKee quem iniciou o uso de sua substituição total articular em época um pouco
mais cedo), (SALTER, 2001).
2.5.2 Tipos de próteses
Segundo Ramos (2002) os tipos de próteses totais de quadril são (figura 2):
•
A prótese cimentada (figura 3) é aquela em que se usa cimento ósseo para fixar o
componente acetabular na bacia e a parte femural no fêmur. A mais utilizada é a
prótese de Chanrley. O acetábulo é confeccionado com polietileno de alta densidade e
a parte femural é feita de liga metálica cobalto-cromo-titânio. Normalmente usa-se
esta prótese em pacientes com idade mais avançada.
•
A prótese não-cimentada (figura 4) é aquela em que se fixam suas partes
(acetábulo e componente femural) diretamente na superfície óssea, sem a utilização de
cimento. Este tipo é indicado para pessoas mais jovens, com boa qualidade óssea.
•
Na prótese híbrida, o componente acetabular é fixado à bacia através de parafusos,
sendo o componente femural fixado com cimento ao femur. É usada em pacientes com
até 75 anos de idade.
•
As próteses uni e bi-polares são utilizadas em pacientes idosos, com fratura do
colo do fêmur e que necessitam sair do leito o mais precoce possível.
•
As endo-próteses são utilizadas para a substituição de grandes segmentos ósseos,
como no caso de um tumor que comprometa a parte superior do fêmur.
•
As próteses em copa estão em desuso, sendo utilizadas eventualmente em
pacientes com fratura de acetábulo em péssimas condições de saúde, pois uma prótese
total necessita de maior tempo cirúrgico e anestésico, dificilmente suportado por esse
tipo de paciente.
21
Figura 2: Próteses de quadril
Fonte: Bernabé (2006)
Tanto as próteses cimentadas como as não cimentadas, cada uma possui
características próprias e peculiares, cuja indicação fica na dependência de fatores diversos,
tais como idade, grau de atividade, grau de atividade física, qualidade da massa óssea e a
objetividade da cirurgia, etc, (ALBUQUERQUE; ALBUQUERQUE, 1993).
Figura 3: RX prótese cimentada
Figura 4: RX prótese não-cimentada
22
2.5.3 Cirurgia
A artroplastia total do quadril é um procedimento de alta complexidade, que exige
do especialista, conhecimentos profundos de anatomia, de fisiopatologia e de biomecânica,
(ALBUQUERQUE; ALBULQUERQUE, 1993).
Segundo Apley e Solomon (1998) temos três tipos de acesso que expõe o quadril:
anterior (Smith-Petersen), lateral e posterior. Já Hoppenfeld e Boer (2001) descreve quatro
abordagens para a exposição do quadril: anterior, ântero-lateral, medial e posterior.
A técnica cirúrgica de Charnley é mais utilizada, onde utiliza a via de acesso
lateral, por que facilita a colocação da prótese acetabular em posição correta, (GONÇALVES,
2003).
Recomenda-se a secção do grande trocanter a fim de abrir maior campo para a
luxação da cabeça, (CHARNLEY, 1971 apud GONÇALVES, 2003).
Quando há dificuldade de luxar a cabeça, secciona-se previamente o colo e depois
retira-se em dois ou três fragmentos, (GONÇALVES, 2003).
2.5.4 Indicações
Segundo Ercole e Chianca (2002) a artroplastia de quadril é uma cirurgia indicada
para o tratamento de problemas na articulação coxofemoral, como fratura, artrose, artrite
reumatóide e outros.
Malone, Mcpoil e Nitz (2000) também dizem que a substituição total da
articulação do coxofemoral pela prótese está indicada quando as demais intervenções
cirúrgicas já deixaram de ser uma opção, assim como no paciente idoso que provavelmente
não sobrevirá à duração da prótese.
23
A cirurgia de colocação de prótese de quadril é realizada principalmente em
pacientes portadores de artrose grave da articulação natural do quadril, quando existe uma
grande limitação dos movimentos e a dor é muito intensa, tornando as atividades diárias muito
penosas. Em certos casos de fratura do colo do fêmur ou de necrose da cabeça do fêmur,
justifica-se também a realização dessa cirurgia, (ALVES; BERGMANN, 2003).
A melhor indicação para a artroplastia total de quadril é para os pacientes acima
dos 60 anos, com atividade física limitada. Nenhum tipo de artroplastia, até o presente, é
capaz de restaurar o quadril para a prática de desportos violentos. Na artrite reumatóide
indica-se em qualquer idade, desde que o ataque a outras articulações tenha reduzido a
capacidade funcional do paciente, (GONÇALVES, 2003).
2.5.5 Complicações
As possíveis complicações são numerosas, tal como acontece com todas as
intervenções cirúrgicas de grande porte, (MALONE; MCPOIL; NITZ, 2000).
Malone, Mcpoil e Nitz (2000) citaram as complicações da artroplastia total de
quadril da seguinte forma:
•
Complicações precoces: problema vasculares locais, trombose de veias profundas,
ossificação ectópica, bursite trocantérica, luxação do quadril, desigualdade de
comprimento das pernas e infecção da ferida cirúrgica.
•
Complicações
tardias:
desprendimento
asséptico,
luxação,
ossificação
heterotópica, fratura do fêmur, desigualdade de comprimento das pernas, intoxicação
pelo metal e dores crônicas.
24
2.5.6 Duração das próteses
A prótese pode durar até cerca de dez anos, sendo a soltura da articulação o maior
problema a longo prazo. Naturalmente, a duração depende de como se a usa. A obesidade, o
trabalho pesado ou muita atividade podem apressar a soltura, o que muitas vezes requer uma
cirurgia de revisão para a troca da prótese, (HIPPERT, 2001 apud ALVES; BERGMANN,
2003).
2.6 Hidroterapia
2.6.1 Histórico
A palavra hidroterapia deriva das palavras gregas hydor (água) e therapeia (cura)
(DUFFIELD, 1976 apud CAMPION, 2000). A história da hidroterapia como modalidade
utilizada data de milhares de anos. Não se sabe em que momento a hidroterapia foi
primeiramente utilizada de maneira terapêutica, porém registros datando de 2400 a.C.
sugerem que a cultura proto-indiana usava instalações higiênicas e que os antigos egípcios,
assírios e muçulmanos faziam uso das fontes minerais para prognósticos curativos,
(CAMPION, 2000).
O uso da água para fins terapêuticos remonta a Hipócrates (460-375 a.C.), que
preconizava o uso da água tanto para o fim em questão, quanto para o recreacional. Os
romanos também a utilizavam para tratamento, sendo que, depois desses dois povos, a água
terapeuticamente usada parece ter caído no esquecimento, (SABIONI; GALANTE; PELÁ,
2002).
25
Somente em 1697, na Inglaterra, é que voltou a ser utilizada para tratamentos nos
seres humanos. A partir de então, surgem algumas publicações, conquanto escassas. A terapia
com o uso da água se consolida a partir do início do século XX, quando recebeu atenção
científica, (SKINNER; THOMSON,1985 apud SABIONI; GALANTE; PELÁ, 2002).
As duas guerras mundias, especialmente a Segunda, salientaram a necessidade do
uso da água para exercícios e a manutenção do condicionamento e agiram como precursoras
para o ressurgimento atual do uso da piscina de hidroterapia e a utilização da imersão total
como uma forma de reabilitação, (HARRIS, 1963 apud CAMPION, 2000).
Através de toda a história, o nome empregado para denotar o conceito do uso da
água para finalidades de cura e reabilitação mudou várias vezes. Alguns desses
"títulos" foram usados como sinônimos: hidroterapia, hidrologia, hidrática,
hidroginástica, terapia pela água, piscina terapêutica, exercício na água. Os termos
mais comumente usados hoje em dia são: reabilitação aquática ou Fisioterapia
Aquática. (RUOTI, 2000, p. 3).
2.6.2 Indicações
Segundo Koury (2000, p. 1):
A hidroterapia é benéfica quando se deseja pouca ou nenhuma sustentação de peso
ou quando há inflamação, dor, retração e espasmo muscular e limitação da
amplitude de movimento (ADM), que podem de maneira isolada ou conjunta
diminuir a função normal. A hidroterapia também é uma opção para pacientes que
estejam incapacitados de realizar exercícios no solo em razão de cirurgia recente,
lesão neuromuscular ou ortopédica aguda, doença reumatológica ou deficiência
neurológica.
A imersão aquática possui efeitos fisiológicos relevantes que se estendem sobre
todos os sistemas e a homeostase. Estes efeitos podem ser tanto imediatos quanto tardios,
permitindo assim, que a água seja utilizada para fins terapêuticos em uma grande variedade de
problemas orgânicos. A terapia aquática parece ser benéfica no tratamento de pacientes com
distúrbios músculo-esqueléticos, neurológicos, cardiopulmonares, entre outros, (GIMENES et
al, 2005).
26
2.6.3 Contra-indicações
Segundo Martins e Rosa Filho (2004) as contra indicações absolutas a prática da
hidroterapia são: doenças transmissíveis pela água, como tifo, cólera e desinteria; febre alta
acima de 38 graus; insuficiência cardíaca; doenças infecciosas; incontinência de fezes ou
urina; epilepsia e baixa capacidade pulmonar vital.
Em algumas situações, se tomados os cuidados necessários, a hidroterapia poderá
ser realizada, tais como: feridas abertas e doenças da pele erupções (uso de curativos a prova
de água); hipertensão (medicada e controlada não terá problemas); condições cognitivas
(podem afetar a concentração, a orientação o aprendizado, a memória e as habilidades
perceptuais), audição deficiente (cuidar com uso de aparelhos); visão deficiente (uso de lentes
corretivas ) e medicamentos (que alteram a pressão diurese é contra indicado ao exercício).
2.6.4 Princípios físicos da água
Os princípios físicos da água são: temperatura, flutuação, turbulência, pressão
hidrostática, viscosidade, densidade e tensão superficial.
A temperatura da água irá favorecer a terapia aliviando a dor, reduzindo os
espasmos, relaxando a musculatura, e facilitando dessa forma a transferência e marcha de
pacientes com déficit muscular, explorando exercícios para preparar o paciente a realizar os
movimentos em terra, (ZIMMERMANN; CARVALHO, 2001).
A força que a flutuação proporciona reduz o peso corpóreo, diminuindo o
impacto sobre as articulações e o risco de lesões. É a propriedade que facilita a ADM,
(ZIMMERMANN; CARVALHO, 2001).
Turbulência é o movimento desordenado das moléculas que causa redemoinhos
(CANDELORO; SILVA, 2005). O movimento através do ar ou da água provoca o surgimento
27
de correntes turbilhonantes que irão tracionar para frente qualquer coisa que se encontre em
seu interior, (CANDELORO; CAROMANO, 2004).
Pela lei de Pascal, a pressão do fluído é exercida igualmente sobre todas as áreas
imersas a uma dada profundidade. A diferença de pressão hidrostática na posição vertical
proporciona um movimento dos fluídos corporais da região mais distal para a proximal. A
combinação da pressão hidrostática com exercícios apropriados aumenta a circulação dos
membros contribuindo para a reabsorção de edemas, (CANDELORO; SILVA, 2005).
O resultado do atrito entre as moléculas de um líquido que causa resistência a um
corpo em movimento chama-se viscosidade.
Importante na reeducação muscular, onde
grupos musculares estão debilitados necessitando graduar a resistência, (CANDELORO;
SILVA, 2005).
A densidade do corpo humano é quase igual ao da água, por isso permite uma
flutuação parcial do ser humano. Para completar essa flutuação indica-se o uso de flutuadores,
que são materiais menos densos que a água, por possuírem grande volume de ar e pequeno
peso, (CANDELORO; SILVA, 2005).
Tensão Superficial é a força por unidade de comprimento que atua através de
qualquer linha em uma superfície e tende a atrair moléculas de uma superfície de água
exposta, (CANDELORO; SILVA, 2005).
Após uma lesão, cirurgia ou imobilização, a hidroterapia facilita o movimento por
meio da redução das forças gravitacionais combinada com os efeitos da flutuação, pressão
hidrostática e temperaturas mais elevadas da água, (KOURY, 2000).
As propriedades únicas da água como: flutuabilidade, turbulência, pressão
hidrostática, tensão superficial e capacidade térmica são usadas para facilitar a reabilitação
aquática e diferenciá-la do trabalho realizado em terra, (RUOTI, 2000).
28
A diminuição dos efeitos gravitacionais e da força de flutuação permite o controle
precoce do movimento, (KOURY, 2000).
2.6.5 Hidroterapia na ATQ
A hidroterapia é utilizada como forma de tratamento para uma grande variedade
de doenças ortopédicas. Os efeitos fisiológicos da imersão combinados com o calor da água e
a flutuabilidade tornam a piscina um local ideal para a conduta, (CAMPION, 2000).
A hidroterapia pode ser utilizada de maneira efetiva nos pacientes com
osteoartrose do quadril para melhorar a habilidade funcional e isso também pode ser aplicável
aos pacientes após próteses total de quadril, (CAMPION, 2000).
Durante uma sessão de hidroterapia direcionada a um paciente pós artroplastia
total do quadril, a pressão hidrostática age favorecendo a diminuição do edema ao redor do
local da cirurgia no membro distal, ao mesmo tempo em que o paciente move o membro
através de uma amplitude maior de movimento, enquanto há solicitação de força muscular ao
redor da articulação do quadril, preservando, dessa forma, a força em outras regiões. O
paciente começa a andar com a ação da força da gravidade reduzida pela flutuabilidade da
água, trabalhando sua marcha e atividades de equilíbrio, (BECKER, 2000).
Pacientes submetidos a ATQ podem iniciar a hidroterapia de 10 a 14 dias após a
cirurgia, com ênfase inicialmente sobre os exercícios com auxílio da flutuabilidade até três
semanas após o tratamento, quando a amplitude completa de movimentos pode ser
estimulada. Sendo assim teremos como prioridade nos exercícios o aumento da ADM
(mantendo os limites prescritos), aumentar a força nos músculos do quadril e perna
(especialmente os extensores e abdutores do quadril, que são importantes para caminhar) e
corrigir as anormalidades da marcha, (CAMPION, 2000).
29
Bates e Hanson (1998) afirmam que existem algumas restrições de movimentos
para o paciente submetido a ATQ, que incluem nenhuma adução que ultrapasse a neutra,
nenhuma flexão de quadril acima de 90°, nenhuma rotação externa e nenhum cruzamento das
pernas.
30
3 DELINEAMENTO DA PESQUISA
O delineamento da pesquisa estabelece os meios técnicos da investigação,
prevendo-se os instrumentos e os procedimentos necessários utilizados para a coleta de dados.
Segundo Gil (1994), indica o tipo de pesquisa utilizada para descrever a
investigação: define a população, a amostra que abrange, estabelece os meios técnicos
utilizados para investigar a partir da indicação dos instrumentos e procedimentos usados para
a coleta dos dados.
3.1 Tipo de pesquisa
Este estudo pode ser classificado em dois tipos:
•
quanto à abordagem: quantitativo
•
quanto ao procedimento: multicasos
3.1.1 Quanto à abordagem
A pesquisa em estudo é considerada quantitativa de intervenção. Para Almeida e
Ribes (2000) a pesquisa quantitativa é aquela que utiliza instrumentos de coleta de
31
informações numéricas, medidas ou contatos, para fornecer resultados probabilístico,
numérico e estatístico.
A pesquisa de intervenção tem por característica a intervenção do pesquisador na
realidade pesquisada, (RAUEN, 2002).
3.1.2 Quanto ao procedimento utilizado
A pesquisa é classificada como um estudo de multicasos. Rauen (2002, p. 212)
afirma que “os multicasos são o estudo de dois ou mais sujeitos, organizações, entre outros,
tais como, dois vendedores, dois operários, duas unidades de negócio, dois professores, etc...”
“O estudo de caso é caracterizado pelo estudo profundo e exaustivo de um ou de
poucos objetos, de maneira que permita o seu amplo e detalhado conhecimento, tarefa
praticamente impossível mediante os outros delineamentos considerados.” (GIL, 1994, p. 58).
3.2 Descrição dos casos
Esta pesquisa foi realizada com pacientes encaminhados á Clinica Escola de
Fisioterapia da UNISUL-campus Tubarão/S.C, bairro Dehon, pelo médico cirurgião Marco
Aurélio e/ou pela Clínica Orto e Imagem. A população constou de 6 indivíduos submetidos à
artroplastia total de quadril (tanto cimentada, como não cimentada, ambas com via de acesso
ântero-lateral), sendo 2 do gênero feminino e 4 do gênero masculino, estando no 14° dia de
pós-operatório, devido a cicatrização de tecido epitelial. A faixa etária dos pacientes foi de 24
á 64 anos.
A ATQ está indicada para o tratamento de problemas na articulação coxofemoral,
como fratura, artrose, artrite reumatóide, necrose avascular e outros. Dos pacientes estudados
32
4 tinham o diagnóstico de artrose, 1 artrite reumatóide e 1 com necrose avascular. De acordo
com o lado do quadril operado, 2 pacientes lado direito e 4 o lado esquerdo.
Os atendimentos foram realizados duas vezes por semana, durante 50 minutos,
entre os meses de agosto de 2003 a novembro de 2004, totalizando 20 sessões para cada
paciente.
3.2.1 Fatores de inclusão
•
Estarem no 14° dia de pós-operatório;
•
Disponibilidade de horário e dia para realizar o tratamento proposto;
•
Estarem aptos à prática de hidroterapia, através do exame de pele.
3.2.2 Limitações da pesquisa
No decorrer dos atendimentos 2 pacientes (além dos 6) desistiram do tratamento
proposto pela pesquisadora ao iniciarem a deambulação sem auxílio, com isso não
completaram as 20 sessões propostas.
3.3 Instrumentos utilizados para coleta de dados
Para a realização da coleta de dados foi utilizada uma ficha de avaliação, sendo
esta confeccionada pela pesquisadora (Apêndice A).
Para a avaliação utilizou-se goniômetro Carci® de acrílico (figura 5), máquina
fotográfica Nikon® (figura 6), fita métrica de uso domiciliar (figura 7) e lápis demográfico
(figura 8).
33
Figura 5: Goniômetro Carci®
Figura 7: fita métrica de uso domiciliar
Figura 6: Máquina fotográfica Nikon®
Figura 8: lápis demográfico
A piscina terapêutica utilizada no processo de reabilitação aquático foi a da
Clinica Escola de Fisioterapia da UNISUL – campus Tubarão (figura 9). Onde esta conta com
temperatura de aproximadamente 33º, altura de 80 centímetros a 1 metro e 40 centímetros, e
largura de 15 metros por 9 metros.
34
Figura 9: Piscina Terapêutica da Universidade do Sul de Santa Catarina – Tubarão
Para o atendimento hidroterapêutico foi utilizado flutuadores (figura 10), estepe
(figura 11) e barras paralelas (figura 12).
Figura 10: flutuadores
Figura 11: estepe
35
Figura 12: barras paralelas
3.4 Procedimentos utilizados na coleta de dados
O paciente foi encaminhado a Clínica Escola de Fisioterapia da UNISUL-campus
Tubarão/S.C, bairro Dehon, onde realizou-se a primeira avaliação, estando o paciente no 14°
dia de pós-operatório. Esta avaliação constou de goniometria, perimetria, mensuração dos
membros inferiores, verificação de força e dor dos membros inferiores, toda a história do
paciente, e questionário de atividades de vida diária (AVD’s) (Apêndice A).
Na realização da goniometria o paciente estava em decúbito dorsal (DD) sobre a
maca onde ele realizou a flexão do quadril e foi mensurada. Para analisar a perimetria e
mensurar os membros inferiores, com o paciente em DD, utilizava-se uma fita métrica. Para a
realização da gradução de força muscular foi utilizado a escala de 0 (sem força) a 5 (força
normal). E finalmente para verificar a dor do paciente utilizou-se uma escala análoga visual
de 0 (sem dor) a 10 (muita dor).
No dia da avaliação o paciente assinou o termo de consentimento do Conselho de
ética e pesquisa (CEP) da UNISUL (Anexo A).
36
Nas sessões, o paciente trajando roupas adequadas ao ambiente aquático, começou
o atendimento na piscina.
Os exercícios aquáticos são iniciados com o paciente em decúbito dorsal, com
flutuadores na cervical e lombar, onde se realizou alongamentos de cadeia posterior e anterior
de MMII, movimentos passivos, ativos e ativos resistidos (com a mão do terapeuta e/ou
pesinhos de 1 à 4 Kg) de flexão e extensão de joelho, flexão, abdução de quadril (figura 13).
Realizava-se 3 séries de 10 movimentos para cada exercício, e de acordo com a
progressão de cada paciente essas séries eram aumentadas.
Figura 13: Flexão/extensão quadril e joelho
Fonte: Pontal (2006)
Posteriormente as atividades também foram realizadas com o paciente em pé,
onde o mesmo desempenhou os movimentos ativos e ativos resistidos (figura 14), utilizando
pesinhos e flutuadores, de flexão e extensão de joelho, flexão, abdução de quadril e também
realizou caminhada (figura 15) e treino de subir e descer escadas com a utilização de estepe.
Antes e após todos os movimentos foram realizados alongamentos passivos (com a utilização
dos flutuadores) e ativos de MMII.
37
Figura 14: Movimento ativo utilizando flutuadores
Figura 15: Caminhadas
Os dados foram analisados através da estatística comparando a avaliação e
reavaliação (realizadas após as 20 sessões). Os mesmos são expostos em gráficos e tabelas.
38
3.5 Organograma Geral da Pesquisa
PROBLEMA
“O tratamento hidroterápico, é eficiente na reabilitação pós-operatória de
pacientes que realizam a ATQ?”
Revisão Bibliográfica
•
Articulação do
quadril
•
Ligamentos do
quadril
•
Músculo do quadril
•
Biomecânica do
quadril
•
Artroplastia total
do quadril
•
Hidroterapia
Método
Objetivo geral
Pesquisa de abordagem
quantitativa, de
procedimento multicasos
O objetivo principal da pesquisa foi Analisar
o efeito do tratamento hidroterápico na reabilitação pósoperatória de pacientes que realizaram a ATQ.
Objetivo específico 1
Coleta de
dados
Verificar a amplitude de movimento obtido
através da hidroterapia.
Sujeitos: 06 indivíduos
24 à 64 anos
2 feminino e 4 masculino
Objetivo específico 2
Observar o fortalecimento
proporcionado pela técnica.
Procedimentos
Caract. Sujeitos
muscular
Objetivos 1,2,3,4
Objetivo específico 3
Características sobre ATQ
Carcaterísticas da
Hidrocinesioterapia
Objetivo específico 4
Verificar se a técnica proporciona a
diminuição do quadro álgico do paciente.
Instrumentos:
Goniômetro
Identificar se houve alteração de edema no
membro afetado.
Lápis
demográfico
Flutuadores
Estepe
Fita métrica
Maquina digital
Resultados
Análise de dados
Discussão dos resultados
CONSIDERAÇÕES FINAIS
39
4 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS DADOS
Segundo Sullivan, (2004) a fisioterapia tem como objetivos no pós-operatório de
ATQ, restaurar a função, diminuir a dor e obter um controle muscular que possibilite ao
indivíduo retornar aos níveis de funcionamento prévios ou melhorados.
Atualmente, a hidroterapia tem apresentado grande prestígio no tratamento de
inúmeras disfunções, dentre estas, as de causas ortopédicas. As propriedades ímpares de
flutuação e de resistência da água fazem dela um importante recurso para o fisioterapeuta,
proporcionando ao mesmo numerosas opções para a elaboração de um programa de
reabilitação individual. As vantagens da redução do peso corporal e da imersão em um meio
com resistência são bem conhecidas, razão pela qual foi estimulada a utilização da água como
meio de reabilitação, (ZIMMERMANN; CARVALHO, 2001).
Nos gráficos, a seguir (1, 3 e 5), os pacientes estão identificados com os números
1, 2, 3, 4, 5 e 6.
40
Escala de Dor
4.1 Algia
10
9
8
7
6
5
4
3
2
1
0
Avaliação
Reavaliação
1
2
3
4
5
6
Pacientes
Gráfico 1: Algia
A dor é um dos principais motivos de limitação funcional para o paciente
submetido à artroplastia total de quadril. Nesse estudo, a mesma foi avaliada e reavaliada
através da escala análoga visual da dor, como mostra o gráfico 1. Cinco pacientes obtiveram
redução máxima de dor (paciente 1 apresentou grau 7 na avaliação; paciente 2 obteve grau 3;
paciente 4, grau 4; paciente 5, grau 6; e paciente 6, grau 2). Contudo, um paciente, o número
3, reduziu 5 pontos na escala (de 6 para 1).
Fui utilizado o teste de Wilcoxon para amostras dependentes com 95% de nível de
confiança que indicou ter havido modificação na magnitude da dor em conseqüência da
hidroterapia.
41
50%
50%
Mais que 5 pontos
na escala
Menos que 5
pontos na escala
Gráfico 2: Índice de redução de algia
No gráfico 2 observa-se que 50% da amostra teve mais de 5 pontos de redução na
escala análoga visual da dor, e 50% obteve menos de 5 pontos.
Um dos principais objetivos da colocação da prótese de quadril é aliviar a dor do
paciente, mesmo sabendo que o quadril operado não ficará igual ao quadril normal, pois é
comum que haja um pouco de dor após a cirurgia, (SANTOS; ROSA FILHO, 2004).
Durante a imersão em uma piscina aquecida, o calor ao redor do paciente relaxará
os músculos por meio do início de uma vasodilatação periférica. A flutuabilidade diminuirá a
carga sobre as articulações sustentadoras, o que auxiliará na dimunuição da dor, (CAMPION,
2000).
A temperatura (termoneutra) favorece o êxito da terapia, aliviando a dor,
diminuindo os espasmos, promovendo o relaxamento muscular, facilitando dessa forma, a
transferência e marcha de pacientes com déficit muscular, explorando de forma eficaz os
movimentos e proporcionado a esses pacientes o preparo para os exercícios em terra,
(ZIMMERMANN; CARVALHO, 2001).
A água aquecida diminui a dor, espasmo muscular, rigidez. Ela ”distrai” a dor,
bombardeando o sistema nervoso; durante a imersão em água aquecida, os estímulos
sensoriais estão competindo com os estímulos da dor, (MARTINS; ROSA FILHO, 2004).
42
Um dos grandes objetivos alcançados no tratamento na água é a redução de
quadros álgicos. A água confere tal efeito por diversos fatores. O primeiro deles é por alívio
do estresse mecânico, já que a flutuação diminuiu diretamente a carga sobre articulações
lesadas, (BATES; HANSON, 1998).
4.2 Resultado de ganho de força
grau de força
5
4
3
2
1
0
1
2
3
4
5
Pacientes
6
Avaliação
Reavaliação
Gráfico 3: Ganho de força
Através do gráfico 3 observamos que os pacientes 1, 4 e 5 passaram do grau 3
para o grau máximo de força (grau 5). Os pacientes 2 e 6 passaram de 4 para o grau 5. E
somente o paciente 3 passou do grau 2 para o grau 4 na escala de força.
Fui utilizado o teste de Wilcoxon para amostras dependentes com 95% de nível de
confiança que indicou ter havido modificação na magnitude de força em decorrência do
procedimento de hidroterapia.
43
17%
Grau 5
Grau 4
83%
Gráfico 4: Porcentagem de ganho de força
O gráfico 4 mostra que 83% dos pacientes obtiveram graduação máxima (grau 5)
de força e que 17% obteve grau 4 após a conduta hidroterapêutica.
A hidroterapia focaliza uma melhora na condição física do músculo,
desenvolvimento de força e resistência em casos de fraqueza muscular, facilitação de músculo
paréticos e facilitação da marcha e ortostatismo permitindo deambulação precoce, (BATES;
HANSON, 1998).
Exercício aquático fornece aplicação suave de resistência, amplitude completa de
movimento e a oportunidade de treinar em várias velocidades. Esses componentes fazem do
exercício aquático um excelente método para aumentar resitência e força, (RUOTI; MORRIS;
COLE, 2000).
A viscosidade é o atrito entre as moléculas de um líquido e que causa uma
resistência a um corpo em movimento. Esse fator aumenta em 800 vezes a resistência em
relação ao ar. É importante para o início da reeducação muscular, onde grupos musculares
podem estar debilitados necessitando graduar a resistência, (MARTINS; ROSA FILHO,
2004).
44
Figura 16: exercício de subir/descer estepe
Com o aumento da temperatura da água, a viscosidade diminui porque as
moléculas estão mais afastadas, o que beneficia músculos pequenos e fracos. A viscosidade
torna a água um meio propício para o treino de fortalecimento, porque a sua resistência
aumenta à medida que mais força é exercida contra ela, caindo essa resistência à zero quando
cessa o movimento, (RUOTI; MORRIS; COLE, 2000).
Figura 17: caminhada entre as barras paralelas
45
4.3 Ganho de amplitude de movimento
90
80
70
Grau
60
50
Avaliação
40
Reavaliação
30
20
10
0
1
2
3
4
5
6
Pacientes
Gráfico 5: Goniometria quadril
No gráfico 5 o paciente 1 passou de 40° de flexão de quadril para 65°, paciente 2
de 60° para 90°, paciente 3 de 0° para 50°, paciente 4 de 65° para 75°, paciente 5 de 40° para
70° e paciente 6 de 70° para 90°.
Fui utilizado o teste de Wilcoxon para amostras dependentes com 95% de nível de
confiança que revelou alteração na amplitude de movimento nos pacientes observados em
conseqüência da hidroterapia.
46
16,67%
Graus evoluídos
50 graus
33,33%
30 graus
de 10 a 25
graus
0%
50%
10%
20%
30%
40%
50%
% da am ostra
Gráfico 6: Graus evoluídos na escala de goniometria por porcentagens da amostra
Observa-se no gráfico 6 que 16,67% da amostra estudada obteve um ganho de 50
graus na goniometria de flexão de quadril, já 33,33% obteve 30 graus de aumento e 50%
obteve entre 10 a 25 graus de ganho de amplitude de flexão de quadril.
Após a realização da cirurgia de artroplastia total do quadril ocorre uma limitação
da ADM. A hidrocinesioterapia enfoca num dos seus objetivos, a manutenção ou ganho de
ADM.
Figura 18: movimentos passivos de flexão de quadril
47
A força de flutuação reduz o peso corpóreo, diminuindo o impacto sobre as
articulações e o risco de lesões. A flutuabilidade é a propriedade física usada mais
freqüentemente para facilitar a amplitude de movimento, (HALL; BRODY, 2001).
Segundo Campion (2000) o uso de bóias para conquistar um bom alongamento
com a técnica segure/relaxe seguido de movimentos passivos obterá uma maior amplitude de
movimento.
Um efeito importante que se busca na hidroterapia é a manutenção ou aumento da
amplitude de movimento, através da diminuição de tônus, dor e fatores estressantes. Observase diminuição no tônus e espasmos musculares através da diminuição na emissão de estímulos
facilitadores aos músculos extensores e dessensibilização do fuso neuromuscular, (BATES;
HANSON, 1998).
Figura 19: movimentos ativos de flexão de quadril
4.4 Perimetria
Tabela 1: Perimetria membro pós ATQ
Patela
superior
5 cm
10 cm
15 cm
20 cm
Paciente 1
Pré Pós
43
41
47
45
49
48
52
50
Paciente 2
Pré Pós
35
34
39
37
49
40
53
45
Paciente 3
Pré Pós
41
40
45 42,5
48
46
52 48,5
Paciente 4
Pré Pós
48
47
52
50
55
54
59
58
Paciente 5
Pré Pós
50 46,5
52
49
60
55
66
61
Paciente 6
Pré Pós
42
42
49
47
54
53
57
57
48
A tabela 1 mostra que 5 pacientes pós ATQ obtiveram redução de edema no
membro operado após as sessões de hidroterapia. Somente um paciente (paciente 6)
permaneceu com a mesma perimetria na medição de 5 cm e 20 cm a partir da borda superior
da patela.
Na realização do teste de Wilcoxon para amostras dependentes com 95% de nível
de confiança revelou diferença na perimetria de 5, 15 e 20 cm a partir da borda superior da
patela, porém na medição de 10 cm o teste mostrou que não houve diferença na perimetria nos
pacientes após a intervenção hidroterapêutica.
A lei de Pascal estabelece que a pressão do fluído seja exercida igualmente sobre
todas as áreas do corpo imerso a uma dada profundidade. A diferença de pressão hidrostática
na posição vertical precipitará um movimento dos fluídos corporais da região distal para a
proximal; uma reação diurética ocorrerá na imersão em decorrência da expansão do volume
central que suprimirá o hormônio antidiurético e a combinação de pressão hidrostática e
exercícios apropriados do membro aumentará a circulação. Todos esses fatores contribuirão
para a reabsorção de edemas, (MARTINS; ROSA FILHO, 2004).
Durante uma sessão de Fisioterapia Aquática direcionada a um paciente pós
artroplastia total do quadril, a pressão hidrostática age favorecendo a diminuição do edema ao
redor do local da cirurgia no membro distal, (BECKER, 2000).
49
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Após a realização da cirurgia de artroplastia total de quadril o paciente terá várias
limitações de movimento, devido ao grande período de imobilização, dor e fraqueza muscular.
A ação fisioterapêutica no pós-operatório de artroplastia total de quadril é de
extrema importância, pois proporciona vantagens ao paciente tanto em termos da qualidade da
recuperação como no menor tempo para obtê-la, (TELLINI,1996; COIMBRA, 2004 apud
PATRIZZI et al, 2004).
Em um estudo se analisou a relação entre a utilização das técnicas
fisioterapêuticas e os resultados dos pacientes após artroplastia total do quadril, concluindo
que a intervenção fisioterapêutica é de extrema importância no processo de reabilitação geral
do paciente, (FREBURGER, 2000 apud PATRIZZI et al, 2004).
A hidroterapia é o local ideal para iniciar o atendimento de pacientes pós ATQ,
pois utiliza os efeitos fisiológicos da imersão combinados com o calor da água para tornar os
movimentos mais fáceis, menos dolorosos, tornando a reabilitação mais eficaz e segura.
Os objetivos estabelecidos nessa pesquisas foram alcançados após as sessões de
hidroterapia, apresentando uma melhora no quadro álgico dos pacientes, aumento de força,
aumento de amplitude de movimento e diminuição de edema no membro operado.
Na realização desse estudo houve dificuldade de encontrar bibliografia que
englobasse a hidroterapia como método de reabilitação precoce de pacientes submetidos à
50
artroplastia total de quadril. Fica então, a sugestão de mais pesquisas nessa área, até mesmo
com uma maior amostra para melhor comprovação da eficácia e benefícios da técnica.
51
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56
APÊNDICES
57
APÊNDICE A
Ficha de Avaliação
58
Hidroterapia como método de tratamento de pacientes submetidos a artroplastia total
de quadril
Ficha de Avaliação
Identificação do paciente
Nome:______________________________________________Sexo:______
Data de Nascimento:____/_____/_______Idade:_________anos
Profissão:____________________________________________
Naturalidade:_________________________________________
Estado Civil: _________________________________________
Data da avaliação: ______________________________________________
Anamnese
Causa da artroplastia:
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________
Queixa principal:
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________
Historia da moléstia atual:
a) Localização: __________________________________________________
b) Inicio: _______________________________________________________
c) Sintomas da fase aguda: _________________________________________
d) Sintomas da fase crônica: _______________________________________
e) Período onde mais se acentua a dor: ( )Manhã ( )Tarde ( )Noite
Exame Físico:
Altura: _________________________Peso:___________________
Mensuração: Aparente: Direita______________________________
Esquerda_____________________________
Real:
Direita_______________________________
Esquerda_____________________________
59
Perimetria
LOCAL
Ponto de referência
Cm
5
10
15
20
Crista ilíaca
DIREITO
Cm
5
10
05
10
ESQUERDO
Goniometria(FLEXÃO)
MOVIMENTO PASSIVO
Quadril
Joelho
DIREITO
ESQUERDO
Força
Movimento
Flexão
Extensão
Abdução
Adução
1
2
3
4
Exames Complementares
EXAME
Raio-X
Tomografia Computadorizada
Ressonância Magnética
Laboratório
Escala de Dor : 0 1
2
3
DATA
4
5
6
7
RESULTADOS
8
9 10
0: sem dor
Está andando? ( )Sim ( )Não
Se SIM é com auxilio? ( )Sim
Com qual auxilio? ( )andador
10: muita dor
( )Não
*Com relação a água:
Tem medo d’agua? ( )Sim
( )Não
Flutua? ( )Sim
( )Não
Consegue respirar na água? ( )Sim
( )muleta ( ) outro:______________
( )Não
5
60
61
APÊNDICE B
Ficha de Reavaliação
62
Hidroterapia como método de tratamento de pacientes submetidos a artroplastia total
de quadril
Ficha de Reavaliação
Identificação do paciente
Nome:______________________________________________Sexo:______
Data de Nascimento:____/_____/_______Idade:_________anos
Profissão:____________________________________________
Data da reavaliação: ______________________________________________
Anamnese
Queixa principal:
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________
Exame Físico:
Altura: _________________________Peso:___________________
Mensuração: Aparente: Direita______________________________
Esquerda_____________________________
Real:
Direita_______________________________
Esquerda_____________________________
Perimetria
LOCAL
Ponto de referência
Crista ilíaca
Cm
5
10
15
20
DIREITO
Cm
5
10
05
10
ESQUERDO
Goniometria(FLEXÃO)
MOVIMENTO PASSIVO
Quadril
DIREITO
ESQUERDO
63
Joelho
Força
Movimento
Flexão
Extensão
Abdução
Adução
1
2
3
4
Exames Complementares
EXAME
Raio-X
Tomografia Computadorizada
Ressonância Magnética
Laboratório
Escala de Dor : 0 1
2
3
DATA
4
5
6
7
RESULTADOS
8
9 10
0: sem dor
Esta andando? ( )Sim ( )Não
Se SIM é com auxilio? ( )Sim
Com qual auxilio? ( )andador
10: muita dor
( )Não
( )muleta ( ) outro:______________
5
64
APÊNDICE C
Fotos ilustrativas dos atendimentos hidroterapêuticos em paciente pós ATQ
65
66
ANEXOS
67
ANEXO A
Termo de Consentimento Livre e Esclarecido
68
UNIVERSIDADE DO SUL DE SANTA CATARINA
COMISSÃO DE ÉTICA EM PESQUISA - CEP UNISUL
TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E
ESCLARECIDO
TERMO DE CONSENTIMENTO
Declaro que fui informado sobre todos os procedimentos da pesquisa e que recebi, de
forma clara e objetiva, todas as explicações pertinentes ao projeto e que todos os dados a
meu respeito serão sigilosos. Eu compreendo que neste estudo as medições dos
experimentos/procedimentos de tratamento serão feitas em mim.
Declaro que fui informado que posso me retirar do estudo a qualquer momento.
Nome por extenso : _______________________________________________
RG : _______________________________________________
Local e Data: _______________________________________________
Assinatura: _______________________________________________
Adaptado de: (1) South Sheffield Ethics Committee, Sheffield Health Authority, UK; (2)
Comitê de Ética em pesquisa - CEFID - Udesc, Florianópolis, BR.
69
ANEXO B
Termo de consentimento para fotografias, vídeos e gravações
70
UNIVERSIDADE DO SUL DE SANTA CATARINA
COMISSÃO DE ÉTICA EM PESQUISA - CEP UNISUL
CONSENTIMENTO PARA FOTOGRAFIAS, VÍDEOS E
GRAVAÇÕES
Eu _________________________________________________________________ permito
que o grupo de pesquisadores relacionados abaixo obtenha fotografia, filmagem ou gravação
de minha pessoa para fins de pesquisa científica, médica e/ou educacional.
Eu concordo que o material e informações obtidas relacionadas à minha pessoa possam ser
publicados em aulas, congressos, eventos científicos, palestras ou periódicos científicos.
Porém, a minha pessoa não deve ser identificada, tanto quanto possível, por nome ou
qualquer outra forma.
As fotografias, vídeos e gravações ficarão sob a propriedade do grupo de pesquisadores
pertinentes ao estudo e sob sua guarda.
Nome do sujeito da pesquisa e/ou
paciente: ______________________________________________
RG: ______________________________________________
Endereço: ______________________________________________
Assinatura: ______________________________________________
Nome dos pais ou responsáveis: ______________________________________________
RG: ______________________________________________
Endereço: ______________________________________________
71
Assinatura:
______________________________________________
Se o indivíduo é menor de 18 anos de idade, ou é legalmente incapaz, o consentimento deve
ser obtido e assinado por seu representante legal.
pesquisador: Juliana Martins Saviatto
Data e Local onde será realizado o
projeto:
Adaptado de: Hospital de Clínicas de Porto Alegre / UFRGS
Clínica Escola de fisioterapia UNISUL Tubarão
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