GRUPOS SOCIAIS:

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CONCEITUE GRUPO SOCIAL : É um conjunto de pessoas que pertencem a uma mesma
sociedade que se relacionam com o fim de alcançar objetivos comuns e partilham uma
interdependência funcional, substituindo a simples soma de indivíduos alheados e isolados.
É esta interdependência a causa da forte influência do grupo sobre a conduta dos seus
integrantes
Os grupos sociais partilham ideias e valores e desempenham funções de utilidade para os
indivíduos, como a de formação, desenvolvimento profissional, no caso dos trabalhos, o do
desenvolvimento de certas capacidades, como clubes artísticos ou desportivos. É clara a
importância dos grupos sociais no momento de estabelecer as estratégias de marketing, pois
conhecendo as características de cada um deles, é mais fácil aproximar-se das suas
necessidades e dar uma resposta mais eficaz. Ex. Família, grupos religiosos, partidos
políticos, sociedades culturais.
Principais grupos sociais : Grupo familiar – família; Grupo vicinal – vizinhança; Grupo
educativo – escola; Grupo religioso – igreja; Grupo de lazer – clube; Grupo profissional –
empresa; Grupo político – Estado, partidos políticos;
Características de um grupo social:
Pluralidade de indivíduos – há sempre mais de um individuo no grupo, coletivismo;
Interação social – os indivíduos comunicam-se uns com os outros;
Organização – todo o grupo, para funcionar bem precisa de uma ordem interna;
Objetividade e exterioridade – quando uma pessoa entra no grupo ele já existe, quando sai
ele permanece existindo;
Objetivo comum – união do grupo para atingir os objetivos dos mesmos;
Consciência grupal ou sentimento de “nós” – compartilham modos de agir, pensamentos,
idéias, etc. Ex: Nós ganhamos.
Continuidade – é necessário ter uma certa duração. Não pode aparecer e desaparecer com
facilidade.
Classificação dos grupos sociais:
Grupos primários – predominam os contatos primários, mais pessoais, diretos, como a
família, os vizinhos, etc.
Grupos secundários – são mais complexos, como as igrejas e o estado, em que
predominam os contatos secundários, neste caso, realizam-se de forma pessoal e direta –
mas sem intimidade – ou de maneira indireta como cartas, telegramas, telefonemas, etc.
Grupos intermediários – são aqueles que se alternam e se complementam as duas formas
de contatos sociais (primários e secundários). Ex: escola.
Outras formas de agrupamentos sociais
Agregados sociais: é uma reunião de pessoas que mantém entre si o mínimo de
comunicação e de relações sociais. Podemos destacar a multidão, o publico, e a massa.
GRUPOS SOCIAIS E ORDENAMENTO JURÍDICO
Grupos convergentes Levam à união ou à conciliação grupal. Leva em consideração o
comportamento intragrupal. Consenso grupal.
Grupos divergentes Tendem à divisão ou oposição. Volta-se para o comportamento
intergrupal Ex: um grupo de pessoas observando um incêndio.
Características da multidão:
FALTA DE ORGANIZAÇÃO: não possui um conjunto de normas.
ANONIMATO: não importa quem faz parte da multidão.
OBJETIVOS COMUNS: os interesses, as emoções, e os atos têm o mesmo sentido.
INDIFERENCIAÇÃO: todos são iguais perante a multidão, não há espaço para manifestar as
diferenças individuais.
PROCIMIDADE FISICA: os componentes da multidão ficam e contato direto e temporário uns
dos outros.
PUBLICO: é um agrupamento de indivíduos que seguem os mesmos estímulos. Não se
baseia no contato físico, mas na comunicação recebida através dos diversos meios de
comunicação. Ex: indivíduos assistindo a um jogo – todos que estão juntos recebem o
mesmo estimulo - e não se trata de uma multidão porque todos que estão juntos foram com o
mesmo propósito – assistir ao jogo – diferente da multidão, já que a reunião é ocasional.
OPINIÃO PUBLICA: modo de pensar, agir, e sentir de um público.
MASSA: é formada por indivíduos que recebem opiniões formadas através dos meios de
comunicação de massa.
Diferença entre publico e massa: Publico – recebe a opinião e pode opinar.
Massa – predomina a comunicação transmitida pelo os meios de massa.
Mecanismos de sustentação dos grupos sociais
Toda a sociedade tem uma serie de forças que mantém os grupos sociais. As principais
são a liderança, as normas e sanções sociais, os valores sociais e os símbolos sociais.
Liderança: é a ação exercida por um líder, aquele que dirige o grupo. A dois tipos:
Liderança institucional - autoridade varia de acordo com a posição social ou do cargo que
ocupa no grupo. Ex: gerente de uma fabrica, pai de família, etc.
Liderança pessoal – autoridade varia das qualidades pessoais do líder (inteligência, poder
de comunicação, atitudes). Ex: Getulio Vargas, Adolf Hitler, etc.
Normas e sanções sociais:
Normas sociais: regras de conduta de uma sociedade, que controlam e orientam o
comportamento das pessoas. Indica o que é “permitido” e “proibido”.
Sanção social: é uma recompensa ou uma punição que o grupo determina para os
indivíduos de acordo com o seu comportamento social. É aprovativa quando vem sob a
forma de aceitação, aplausos, honras, promoções. É reprovativa quando vem sob a forma de
punição imposta ao individuo que desobedece a alguma norma social. Ex: insulto, zombaria,
prisão, pena de morte.
Valores sociais: variam no espaço e no tempo, em função de cada época, geração e cada
sociedade. Ex: o que é bonito para os jovens nem sempre é aceito pelos mais velhos. As
roupas, os cabelos, modo de dançar, as idéias, o comportamento, enfim, entram em choque
com os valores sociais já estabelecidos e cultivados por seus pais, criando uma certa tensão
entre jovens e adultos.
Símbolos: é algo cujo valor e significado é atribuído pelas pessoas que o utilizam. Ex: a
aliança que simboliza a união de casais.
A linguagem é um conjunto de símbolos. Podemos dizer que todo o comportamento humano
é simbólico e todo o comportamento simbólico é humano, já que a utilização de símbolos é
exclusiva do homem. Sem os símbolos não haveria cultura.
Sistema de status e papéis
A posição ocupada por um individuo no grupo social denomina-se status social.
Status social: implica direitos, deveres, prestigio, e ate privilégios, conforme o valor social
conferido a cada posição. Ex: os chefes de uma grande empresa têm muitas regalias – sala
decorada, respeito dos funcionários – já os de posição inferior não possuem. Ou seja, tem
status mais elevado.
Dependendo de como o individuo obtém seu status pode ser classificado como:
Status atribuído: não é escolhido pelo individuo, e não depende de si próprio. Ex; irmão
caçula, filho de operário.
Status adquirido: depende das qualidades pessoais do individuo, de sua capacidade, e
habilidade. São status adquiridos através de anos de luta e competição, supõe a vitória sobre
os rivais. A pessoa demonstra superioridade. Ex: classe alta.
Papel social: são comportamentos que o grupo social espera de qualquer pessoa que ocupe
determinado status social.Corresponde às tarefas e obrigações atribuídas de acordo com o
status do individuo.
Status e papel são coisas inseparáveis e só os distinguimos para fins de estudo. Não há
status que não corresponda a um papel social e vice-versa.Todas as pessoas sabem o que
esperar ou exigir do individuo de acordo com o status ocupado no grupo ou na sociedade. E
a sociedade sempre encontra meios para punir os indivíduos que não cumprem seu papel.
O QUE É HEGEMONIA?
Significa supremacia de um grupo ou classe sobre outras classes ou grupos-transformação
de interesses particulares em gerais e universais, relação de poder. Pactos para se
transformar interesses particulares em interesses gerais.O conceito de hegemonia no
pensamento gramsciano é concebido enquanto direção e domínio, isto é, como conquista,
através da persuasão e do consenso, não atuando apenas no âmbito econômico e político
da sociedade, mas também sobre o modo de pensar, sobre as orientações ideológicas e
inclusive sobre o modo de conhecer. A hegemonia é a capacidade de unificar através da
ideologia e de conservar unido um bloco social, não se restringindo ao aspecto político, mas
compreendendo um fato cultural, moral, de concepção do mundo. A profunda conexão dos
conceitos de sociedade civil, organização e regulamentação das instituições que constituem
a base do Estado, sociedade política, passagem da necessidade – econômica – para a
liberdade – política –, da força para o consenso e hegemonia, indica que esta última se
concretiza na sociedade civil como direção cultural e na sociedade política enquanto direção
política: é a criação da vontade coletiva para uma nova direção política e também a reforma
Intelectual e moral para uma nova direção cultural.
A IDÉIA CENTRAL NA DINÂMICA DA HEGEMONIA É O CONSENTIMENTO.
O consentimento é o fundamento das relações de qualquer grupo social, haja vista que um
grupo social se forma no momento em que algumas pessoas compartilham princípios e
comportamentos, visões da realidade e da existência.
A hegemonia pressupõe a participação. Participação em um projeto intelectual e moral, em
uma concepção da existência. Estudar a hegemonia significa compreender a estrutura de
uma sociedade na riqueza das suas articulações culturais, que - para utilizar uma
classificação de Stuart Hall - são “o terreno das práticas, representações, linguagens e
costumes concretos de qualquer sociedade historicamente específica”. Em Politica, o
conceito foi formulado por Gramsci para descrever o tipo de dominação ideológica de uma
classe social sobre outra, particularmente da burguesia sobre o proletáriado e outras classes
de trabalhadores.
CONCEITO DE ESTADOS EGUNDO GRAMSCI
Assim o Estado se compõe de dois segmentos distintos, porém atuando com o mesmo
objetivo, que é o de manter e reproduzir a dominação da classe hegemônica:
A sociedade política (Estado em sentido restrito ou Estado - coerção) a qual é formada pelos
mecanismos que garantam o monopólio da força pela classe dominante (burocracia
executiva e policial-militar) e a sociedade civil, formada pelo conjunto das organizações
responsáveis pela elaboração e difusão das ideologias, composta pelo sistema escolar,
Igreja, sindicatos, partidos políticos, organizações profissionais, organizações culturais
(revistas, jornais, meios de comunicações de massa, etc).
E aqui merecem destaque os meios de comunicação, pois para sua época estavam ainda em
sua fase embrionária, e a televisão nem sequer fazia parte dos projetos futurísticos da época.
Isto só seria possível no início da década de 50. É exatamente através dos meios de
comunicação modernos, que se dá a canalização da direção intelectual e moral, difundindo
eficazmente as ideologias, da classe hegemônica vigente.O norte unificador do marxismo
quanto à concepção de Estado expressa-se na natureza de classe do Estado capitalista,
onde os interesses predominantes são os das classes dominantes.
Para Marx o Estado capitalista é resultante das divisão da sociedade em classes e não é um
poder neutro acima dos interesses das classes. Sua ênfase coloca-se no caráter de
dominação de classe do Estado, considerando-o, exclusivamente, um mecanismo de
opressão e de repressão ao proletariado/trabalhadores para garantir a acumulação e
reprodução do capital, e com isso, a reprodução do capitalismo.
Enquanto que para Gramsci, o Estado é a própria sociedade organizada de forma soberana.
A sociedade é assim vista como uma organização constituída de instituições complexas,
públicas e privadas, articuladas entre si, cujo papel histórico varia através das lutas e
relações de grupos específicos e poderes, que se articulam pela busca da garantia da
hegemonia dos seus interesses. Em sua concepção “ampliada do Estado”(sociedade civil
mais sociedade política, rompe com a idéia do Estado enquanto representante exclusivo da
burguesia, de Marx e outros marxistas, identificando que quem tem a hegemonia do aparato
estatal deve se preocupar com a questão da legitimidade do governo, pois, nenhum poder se
sustenta só na sociedade política mais também com a sociedade civil (constante paradoxo
entre força e consenso).
QUAL A RELAÇÃO ENTRE O CONCEITO DE HEGEMONIA E DIREITO
O direito é uma norma social que e situa no conjunto dos bens culturais de um determinado
grupo, sendo, conseqüentemente, representada nos, e representante dos valores,
instituições e contradições existentes nesse mesmo grupo. Sendo assim, levando-se em
conta a produção dessa norma jurídica como um processo complexo que abrange desde a
prescrição legislativa até a norma aplicada ao caso concreto na decisão judicial, o estudo
também considera que, da análise da produção dessa norma dentro da conjuntura cultural do
grupo social que a produz e ao qual ela se destina, é possível se extrair conclusões
relevantes acerca das relações entre as normas jurídicas desse grupo e o pensamento que
nele se apresenta hegemônico.
Da forma desenvolvida pelo marxista Gramsci, hegemonia é um conceito que se refere a
uma forma particular de dominação na qual uma classe torna legitima sua posição e obtem
aceitação, .quando não apoio irrestrito, dos que se encontram abaixo. Até certo ponto, toda
dominação, baseia-se em coerção e no potencial uso da força. Este tipo de poder, no
entanto, é relativamente instável. Para que a dominação seja estável, a classe governante
precisa criar e manter estilos de ampla aceitação de pensar sobre o mundo que definam sua
dominação como razoável, justa e no melhor interesse da sociedade como um todo. A norma
de direito caracteriza-se fundamentalmente por ter substrato em textos produzidos pelo
Estado – leis em sentido amplo, abrangendo leis, constituições, decretos, etc.
DIREITO E IDEOLOGIA - ORIGEM DO TERMO IDEOLOGIA
ideologia é um termo inventado por destutt de tracy, em 1801 em elementos de
ideologia, querendo significar ciência da gênese das idéias, “tratando-as como fenômenos
naturais que exprimem a relação do corpo humano, enquanto organismo vivo, com o meio
ambiente.” chauí, 1989, 21
ideologia – marx: “as idéias da classe dominante são, em cada época, as idéias dominantes,
isto é, a classe que é a força material dominante da sociedade é, ao mesmo tempo, sua força
espiritual.” marx, engels
Ideologia consiste precisamente na transformaçãod e ideias da classe dominante em ideias
dominantes para a sociedade como um todo, de modo que a classe que domina no plano
material – econômico, sociale político – também domina o plano espiritual – as idéias- ex
novelas.
ideologia – gramsci: as ideologias podem se tornar tanto instrumento de dominação como de
promoção dos grupos subalternos de consciência e de aglutinador das diversas lutas do
universo popular
è o fenômeno das idéias estarem presentes ou impregnadas em todas as manifestações da
vida social.
Ideologia – Gramsci: Propõe uma distinção entre: ideologias arbitrárias, desejadas,
planejadas
- acontecem espontaneamente na sociedade -ideologias historicamente
orgânicas- porpósito de dominação de uma classe sobre a outra.
Ideologia
“Enquanto historicamente necessárias, elas (as ideologias orgânicas) possuem uma validade
que é uma validade “psicológica”, elas organizam as massas humanas, formam o terreno
onde elas se movem, onde elas adquirem consciência de sua posição, onde elas lutam etc.”
Conhecimento “A conquista de um conhecimento crítico, autônomo e criativo é tão crucial
para a liberdade e a afirmação do projeto político dos setores subjugados.” SEMERARO,
2001
Intelectuais: “Todos os homens são intelectuais, apesar de nem todos assumirem na
sociedade a função de intelectuais “Os intelectuais não formam uma classe independente,
mas cada classe tem seus intelectuais.”
Diferença entre o pensamento de marx e de Gramsci.
Marx acreditava que a ideologia tinha finalidade de dominação de uma classe sobre a outra,
enquanto Gramsci acreditava que a finalidade da ideologia não era somente dominação, pois
existia também a ideologia arbitrária que é aquela que acontece espontaneamente na
sociedade, a mesma estava presente em todas as manifestações de vida da sociedade. –
Arte por exemplo,
IDEOLOGIA HEGEMONICA: - é a formação de pactos dentro da sociedade, onde todos
compactuam com as mesma idéias e que serve como principio de organização das
instituições sociais.
DEMOCRACIA → Valores/Éticos + Ação Política = Mudança (direitos, sociedade, pessoas).
É o governo no qual o poder e a responsabilidade cívica são exercidos por todos os
cidadãos, diretamente ou através dos seus representantes livremente eleitos.
Os cidadãos numa democracia não têm apenas direitos, têm o dever de participar no
sistema político que, por seu lado, protege os seus direitos e as suas liberdades.
A democracia sujeita os governos ao Estado de Direito e assegura que todos os cidadãos
recebam a mesma proteção legal e que os seus direitos sejam protegidos pelo sistema
judiciário.
Uma sociedade é democrática quando institui algo mais profundo, que é condição do próprio
regime político, ou seja, quando institui direitos e que essa instituição é uma criação social,
de tal maneira que a atividade democrática social realiza-se como luta social e,
politicamente, como um contrapoder social que determina, dirige, controla, limita e modifica
a ação estatal e o poder dos governantes.
ra política, busca a felicidade pública.
Democracia vem da palavra grega “demos” que significa povo. Nas democracias, é o povo
quem detém o poder soberano sobre o poder legislativo e o executivo ora existam pequenas
diferenças nas várias democracias, certos princípios e práticas distinguem o governo
democrático de outras formas de governo.
Democracia é o governo no qual o poder e a responsabilidade cívica são exercidos por todos
os cidadãos, diretamente ou através dos seus representantes livremente eleitos.
Democracia é um conjunto de princípios e práticas que protegem a liberdade humana; é a
institucionalização da liberdade.
A democracia baseia-se nos princípios do governo da maioria associados aos direitos
individuais e das minorias. Todas as democracias, embora respeitem a vontade da maioria,
protegem escrupulosamente os direitos fundamentais dos indivíduos e das minorias.
As democracias protegem de governos centrais muito poderosos e fazem a descentralização
do governo a nível regional e local, entendendo que o governo local deve ser tão acessível e
receptivo às pessoas quanto possível.
As democracias entendem que uma das suas principais funções é proteger direitos humanos
fundamentais como a liberdade de expressão e de religião; o direito a proteção legal igual; e
a oportunidade de organizar e participar plenamente na vida política, econômica e cultural da
sociedade.
As democracias conduzem regularmente eleições livres e justas, abertas a todos os
cidadãos. As eleições numa democracia não podem ser fachadas atrás das quais se
escondem ditadores ou um partido único, mas verdadeiras competições pelo apoio do povo.
A democracia sujeita os governos ao Estado de Direito e assegura que todos os cidadãos
recebam a mesma proteção legal e que os seus direitos sejam protegidos pelo sistema
judiciário.
As democracias são diversificadas, refletindo a vida política, social e cultural de cada país. As
democracias baseiam-se em princípios fundamentais e não em práticas uniformes.
Os cidadãos numa democracia não têm apenas direitos, têm o dever de participar no sistema
político que, por seu lado, protege os seus direitos e as suas liberdades.
As sociedades democráticas estão empenhadas nos valores da tolerância, da cooperação e
do compromisso. As democracias reconhecem que chegar a um consenso requer
compromisso e que isto nem sempre é realizável. Nas palavras de Mahatma Gandhi, “a
intolerância é em si uma forma de violência e um obstáculo ao desenvolvimento do
verdadeiro espírito democrático”.
Virtudes cívicas
Senso de direito e coragem civil: Viva honestamente - Não fira ninguém; Deixe a cada um
o que é seu.
Senso de justiça e tolerância
Senso de justiça constitucional - Estado justo (sem privilégio e sem violência);
Senso de justiça legislatório - criar a organização de uma legislação que conduza os
princípios constitucionais; Senso de justiça aplicativo – aplicar o direito e a justiça aos casos
individuais
“A tolerância ativa e simultaneamente autêntica baseia-se em uma consciência de seu
próprio valor, na apreciação de si mesmo ou na auto-estima. Toma por base, portanto, a força
individual e a força grupal, que renunciam a qualquer sentimento de superioridade. Tendo
como fundamento a dignidade e a liberdade de cada indivíduo, vincula a capacidade
idiossincrática de cada indivíduo ao reconhecimento da igualdade de direitos dos outros
idivíduos.” HOFFE (2005, p. 238)
“O reconhecimento da equidade existente entre as diferentes opções exige um tipo de senso
de justiça específico: tolerância.”
- Pluralismo religioso;
- Pluralismo social;
- Pluralismo de valores
- Pluralismo político.
Vida boa
“(...) o ponto de partida da minha filosofia moral não é a vida boa, mas a condição moral da
vida boa: a retidão.” HELLER, 1998, p. 378
“O possível melhor mundo sociopolítico provê a melhor oportunidade para a vida boa porque
oferece a possibilidade ótima de desenvolver nossos dons e talentos.
Primeiro – diferentes modos de vida permitem diferentes talentos;
Segundo – nenhum modo de vida envolve dominação;
“Procedimento justo é a busca pela felicidade pública. A atualização de valores supremos
como “liberdade igual para todos” , “oportunidade de vida iguais para todos”, constitui a
felicidade pública. A disposição para se engajar no procedimento justo é mostrada pela ação
e argumentação de ser o procedimento justo. Se alguém age e argumenta como se o
procedimento fosse justo, ele busca a felicidade pública. A pessoa honesta, como um
membro participando da esfera política, busca a felicidade pública.” HELLER, 1998, p. 421
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