Reflexos medulares em anfíbios

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RELATÓRIO DE FISIOLOGIA ANIMAL II
(FISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO DE INVERTEBRADOS)
Introdução:
Procedimento
Ouriço do mar
Reflexo espinhalar fraco
Colocar um ouriço em uma cuba com água do mar filtrada;
Observar o movimento de deslocamento do animal. Notar o movimento dos espinhos, dos pés
ambulacrais e das pedicelárias
Estimular levemente, com alfinete delicado, um ponto qualquer da superfície do animal; observar o
comportamento do animal;
Estimular outras regiões, como a zona interradial e a zona radial. Observar novamente o
comportamento do animal.
Reflexo de “morder” das pedicelárias
Colocar um ouriço do mar em um recipiente com água do mar, tendo o cuidado de mantê-lo com a
região oral para cima;
Estimular, com um fio de cabelo, a região das pedicelárias, ao redor da boca do animal;
Observar o comportamento destas pedicelárias, quando estimuladas pelo fio de cabelo e quando
este é puxado verticalmente.
Reflexos dos pés ambulacrais
Colocar um ouriço do mar, numa cuba com água do mar e reconhecer as regiões onde se
localizam os pés ambulacrais;
Estimular delicadamente a região da ampola do pé ambulacral. Observar a movimentação deste;
Estimular a região da epiderme numa região próxima a um rádio. Observar as reações dos pés
ambulacrais.
Resultados
Foi possível que o deslocamento do animal se dá de forma muito lenta. Os pés ambulacrais
se movimentam ativamente, porém de forma lenta, num processo coordenado.
Quando efetuamos o estímulo com o fio de cabelo na região da boca do ouriço do mar, o
mesmo apresentou reação de irritabilidade e percebeu o estímulo rapidamente.
Quando tocamos o fio de cabelo na região oral, próximo as pedicelárias, o animal abriu a
boca, tentando capturar o fio de cabelo que se aproximava.
Podemos observar também os reflexos dos pés ambulacrais. Quando estimulamos a região
da ampola do pé ambulacral, ocorreu o reflexo de retirada do pé ambulacral do ponto de estímulo
que foi aplicado.
Ao se estimular a região próxima a um rádio foi visto que rapidamente ocorreu o
deslocamento dos rádios em direção ao ponto de estímulo.
Ao colocarmos o animal com a região oral para cima calculamos que em aproximadamente
40 segundos ele conseguiu se virar para a posição normal.
Conclusão
Através desse experimento foi possível notar que o sistema nervoso de equinodermos é
primitivo, não havendo uma organização da resposta nervoso local tão fina, apurada.
O sistema nervoso é difuso, lento, porém capaz de perceber as mudanças do ambiente e
um estímulo quando aplicado.
Fisiologia do sistema nervoso de anelídeos
MATERIAIS E MÉTODOS
A – Dissecção do sistema nervoso de oligoquetos
1. Anestesiar uma minhoca com álcool 10%.
2. Colocá-la em placa com fundo de cera; fazer corte longitudinal mediano desde a região
anterior até a posterior.
3. Reconhecer os órgãos do animal, retirá-los e expor o cordão nervoso ventral e identificar os
gânglios supra e subesofágicos. Manter a preparação úmida com solução fisiológica.
B – Movimento de progressão e comportamento frente a estímulos
1. Verificar o comportamento de locomoção de uma minhoca intacta.
2. Estimular levemente a região anterior e observar novamente o seu comportamento.
3. Estimular a região mediana do seu corpo e analisar as reações do animal.
4. Estimular mais intensamente qualquer região do animal e observar o seu comportamento.
C – Comportamento do animal sem os gânglios supra esofágicos
1. Anestesiar a minhoca.
2. Colocá-la em placa com fundo de cera e cortar a região anterior dorsal.
3. Expor os gânglios supra esofágicos e retirá-los com auxílio de uma tesoura de ponta bem fina.
4. Após cessada a anestesia, realizar o experimento B, comparando os resultados.
RESULTADOS
Através da observação anatômica foi possível verificar os cordões nervosos e o gânglios
supra e subesofágicos.
Foi observado que o movimento do animal é bem coordenado e aos estimularmos com
alfinetadas pela corpo o animal reagiu apresentando uma ação reflexa, contraindo e afastando o
corpo. Ao estimularmos mais intensamente, foi notado que o animal reagiu mais ao estímulo,
afastando seu corpo rapidamente.
Após a retirada do gânglio supraesofágico, foi visto que a locomoção do animal se deu de
forma descoordenada e quando estimulado em algumas regiões do corpo foi visto que os
movimentos reflexos já não eram tão rápidos.
QUESTÕES
1. Descreva o sistema nervoso de uma minhoca.
R.: O sistema nervoso é constituído de dois cordões ventrais nervosos estão fundidos e encontram-se no
interior das camadas musculares da parede do corpo. O cérebro deslocou-se em direção posterior. As
minhocas possuem cinco fibras nervosas gigantescas, das quais três estão agrupadas no lado medianodorsal e duas estão situadas na zona ventral mediana e estão separadas. A fibra mediana dorsal
descarrega-se por estimulação anterior e as duas fibras dorsolaterais são descarregadas por estímulo
posterior. Elas fazem conexão, em cada gânglio, com neurônios motores gigantes que enervam os músculos
longitudinais. O gânglio subfaríngeo é o principal centro de controle motor e dos reflexos vitais; com a
remoção do cérebro, o controle motor continua normalmente mas o verme perde a capacidade de
correlacionar seus movimentos com as condições externas.
2. Como se dá o movimento de rastejamento de uma minhoca?
R.: A locomoção de uma minhoca se dá por movimentos peristálticos. Esse tipo de movimento ocorre com a
contração da musculatura circular e o conseqüente alongamento dos segmentos o que produz uma pulsação
de pressão do fluído celomático. As cerdas se estendem durante a contração longitudinal e se retraem
durante a contração circular.
3. Como a minhoca reage aos estímulos leves e intensos?
4. O que é reflexo súbito (“zuckreflex”)? Como pode ser explicado?
R.: A contração pode iniciar-se indiretamente através dos arcos reflexos (reflexo súbito) que envolvem os
neurônios sensoriais na parede corporal. Uma onda de contração muscular longitudinal exerce um puxão
nos segmentos seguintes. Esse puxão estimula aparentemente os neurônios sensoriais dos segmentos
seguintes, inicia-se uma ação reflexa que causa a contração da camada muscular circular e o alongamento
dos segmentos.
5. Quais são as diferenças e as semelhanças de comportamento de uma minhoca intacta e de uma
minhoca sem os gânglios supra esofágicos?
6.Qual o papel dos gânglios supra esofágicos no comportamento locomotor de minhocas?
R.: Os gânglios supra esofágicos são o principal centro de controle motor e de reflexos vitais, e domina os
gânglios sucessores na cadeia. A relação dos gânglios com o cérebro é consequentemente um pouco
análoga à relação da medula com os centros cerebrais mais altos dos vertebrados.
Bibliografia
Barnes, R. S. K., Calow, P. & Olive, P. J. W. Os invertebrados – Uma
nova síntese. Atheneu, São Paulo. 1995.
METODOLOGIA
Reflexos medulares em anfíbios
Procedimento:
1. com auxílio de estilete de metal, foi destruída a comunicação entre a medula espinal e
o cérebro de um anfíbio anuro;
2. colocou-se o animal sobre a mesa de trabalho, e após a recuperação, observou-se
suas reações comparando-as com as do animal antes da espinhalação;
3. o animal foi preso, pela região mandibular, em um suporte de metal, com o auxílio de
um pinça mufla;
4. colocou-se o dedo mais longo do animal em uma tampa de borel contendo solução de
H2SO4 a 0,01%; anotou-se os resultados e lavou-se imediatamente com água
destilada, em abundância.
5. Repetiu-se o experimento, usando soluções de H2SO4 0,01%, 0,02%, 0,05%, 0,1%,
0,2%, 0,3% e 0,5%, sempre lavando o dedo do animal a cada solução testada.
Aguardou-se 1 a 2 minutos entre um teste e outro;
6. Anotou-se o comportamento do animal a cada solução e procurou-se estabelecer as
leis dos reflexos medulares;
7. Recortou-se um pequeno pedaço de papel filtro e mergulhou-o em ácido acético 25%;
e coloca-lo sobre a pele de várias regiões do corpo do animal e anotou-se o
comportamento do animal. Em seguida, foi lavado imediatamente o local da aplicação
com água destilada, em abundância.
RESULTADOS
Realizando o experimento descrito foi possível observar que quando submetemos o
dedo do animal a solução ácida à 0,01% dentro de trinta segundos houve uma contração muito
fraca seguida de uma pequena retração da perna. A 0,02% o dedo contraiu e dentro de
aproximadamente quinze segundos houve a retração rápida da perna, seguido do movimento
efetivo da perna. Quando o dedo foi aplicado na solução ácida a 0,05% os dedos se contraíram
fortemente e dentro de dez segundos a perna foi puxada do ponto de estímulo.
O dedo do anfíbio foi submetido a soluções mais concentradas como a de 0,1%, que
nesse caso houve a contração da perna esquerda ( que recebeu diretamente o estímulo) e da
perna direita, em menos de dois segundos o animal reagiu retirando a pata do ponto de estímulo.
Quando aplicadas as concentrações de 0,2%, 0,3% e 0,5% apresentaram praticamente a mesma
resposta e na mesma velocidade. Houve a contração das duas patas, e além disso houve um leve
deslocamento do corpo do animal da fonte de estímulo.
No momento em que aplicamos o papel de filtro embebido em ácido acético 25% sobre a
região ventral do animal foi visto que houve uma intensa e rápida contração e o animal tentou tirar
o corpo do contato com o papel se utilizando as patas posteriores. Quando aplicamos sobre a
perna direita também ocorreu o mesmo que ocorreu na região ventral e quando aplicamos o papel
sobre a região dorsal ocorreu uma demora maior para perceber o estímulo (cerca de 15
segundos) e em seguida, o animal tentou tirar o estímulo com a pata direita.
DISCUSSÃO E CONCLUSÃO
Através da primeira parte dos experimentos, em que testamos variadas concentrações
de ácidos sobre o dedo do animal, foi possível concluir que a resposta ao estímulo aplicado
aumentava de acordo com o aumento da concentração do agente estimulador. Foi possível notar,
também, que de acordo com a intensidade do agente estimulador notava-se um tipo característico
de ato reflexo que segue as leis dos reflexos medulares. As leis dos reflexos medulares são: lei da
localização, lei da unilateralidade, lei da simetria, lei da irradiação, lei da generalização e por fim, a
lei da coordenação. Quando aplicamos soluções ácidas de menor concentração, foi visto que os
movimentos obedeciam as leis de localização e unilateralidade. Ao passo que, ao aumentarmos a
concentração do agente estimulador podemos observar que além das citadas, houve o acréscimo
da lei da irradiação, quando as duas patas posteriores se retraíram. O movimento que obedece a
lei da simetria não foi observado provavelmente porque quando espinhalamos o animal pode ter
havido o rompimento de nervos que tinham ligação com os membros anteriores, e os mesmos
durante todo o experimento se mantiveram sem movimento.
Portanto, concluímos que a função da medula é a de receber o importe dos impulsos,
integrá-los e coordená-los, transmiti-los ao local adequado no interior do sistema nervoso central e
envia as respostas de modo apropriado ao sistema nervoso periférico. Demonstrou-se, dessa
forma, que ocorre entre os anfíbios uma maior autonomia da região medular com relação ao
encéfalo no que diz respeito a resposta reflexa a estímulos aplicados.
BIBLIOGRAFIA
Vieira, M.I. , Rãs: criação prática e lucrativa. Editora Nobel S.A,
4ºedição, 1984.
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