causalidade eficiente como prova do primeiro ser segundo

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Trabalho Submetido para Avaliação - 30/08/2012 21:33:44
CAUSALIDADE EFICIENTE COMO PROVA DO PRIMEIRO SER SEGUNDO DUNS
SCOTUS EM ORD. I D. 2 P. 1 Q. 1-2 N. 111-124
IURI COELHO OLIVEIRA ([email protected]) / Filosofia/Centro Universitário Franciscano
(UNIFRA), Santa Maria - RS
ORIENTADOR: MARCIO PAULO CENCI ([email protected]) / Filosofia/Centro Universitário Franciscano
(UNIFRA), Santa Maria - RS
Palavras-Chave:
Duns Scotus; Causalidade eficiente; Ser; Infinidade.
A relevância do texto consiste no fato de que o tema em questão foi trabalhado durante as aulas de Filosofia,
no que se refere às discussões envolvendo temas relacionados à filosofia (ou teoria) do conhecimento, no
Programa de Bolsas de Iniciação à Docência – PIBID/UNIFRA/CAPES/FILOSOFIA, junto ao Colégio
Estadual Coronel Pilar. Esse programa visa colocar os acadêmicos (bolsistas) em contato com a realidade
escolar e desenvolver novas estratégias metodológicas na aplicação e abordagem de temas filosóficos.
Porém, entende-se que para a aplicação de novas estratégias metodológicas, em sala de aula, na disciplina
de Filosofia, faz-se necessário um domínio teórico dos conteúdos, temas e autores da tradição do
pensamento filosófico. Objetiva-se então reconstruir a argumentação do filósofo escolástico João Duns
Scotus (1265/6-1308) acerca da causalidade eficiente expressa em Ord. I d. 2 p. 1 q. 1-2. Nesse texto Duns
Scotus se propõe provar a infinidade do primeiro ser, e o faz por quatro vias: as duas primeiras referentes à
causalidade eficiente, outra referente à causalidade final, e a última relativa à causalidade eminente. No que
toca à primeira via, isto é, à causalidade eficiente, Scotus propõe-se provar que o primeiro ser é “o primeiro
eficiente de todas as coisas” (n. 111). Para tanto parte dos argumentos de Aristóteles, contidos na Metafísica
(XII c. 7, 1073 a 3-13) e na Física (VIII, c. 10 266 a 10-24; 266 b 6-20; 267 b 17-26), mais propriamente
desenvolve a construção do seguinte argumento: “O primeiro motor imóvel move com movimento infinito;
logo, tem poder infinito” (n. 111). A partir daí destaca que a consequência se segue tanto se for considerado
que esse motor possa mover, quanto se se considerar que move de fato, uma vez que em ambos os casos
esse ser é pressuposto como existente em ato e que independe de qualquer outro para agir (n. 112). A
seguir, afirma que “se move com movimento infinito, e por si mesmo, possui poder ativo sob qualquer efeito,
e o que tem sob seu poder qualquer efeito infinito, é infinito” (n. 113). Além disso, reforça a consequência do
argumento do n. 111 assim “se o primeiro tem simultaneamente todos os efeitos possíveis de serem
produzidos, e se o movimento é infinito, estes efeitos também são infinitos” (n. 114). As considerações que
sucedem a essas visam rejeitar as confirmações contidas nos nn. 113-114. Nos nn. 117-118, Scotus
reconstrói o raciocínio aristotélico; no n. 118, inicia sua prova da causalidade eficiente propriamente dita,
considerando possíveis objeções no n. 120; nos n. 121-124, além de evocar Avicena, a fim de tratar da
questão sem apelar à fé, conclui a prova da infinidade do primeiro ser segundo a causalidade eficiente.
REFERÊNCIAS:
ARISTÓTELES; Metafísica; Madrid; Editorial Gredos; 1998.
HONNEFELDER, Ludger; João Duns Scotus; São Paulo; Edições Loyola; 2010.
DUNS SCOTUS; Opera omnia III Ordinatio – Liber primus: distinctio tertia; Civitas Vaticana; Typis Polyglottis
Vaticanis; 1954.
SCOTUS, J. D.; OCKHAM, Willian of; Seleção de Textos; São Paulo; Abril Cultural; 1989.
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