Português EF 8º Ano - ee balneário das palmeiras

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7 SÉRIE 8 ANO
ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS
Caderno do Professor
Volume 1
LÍNGUA
PORTUGUESA
Linguagens
GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO
SECRETARIA DA EDUCAÇÃO
MATERIAL DE APOIO AO
CURRÍCULO DO ESTADO DE SÃO PAULO
CADERNO DO PROFESSOR
LÍNGUA PORTUGUESA
ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS
7a SÉRIE/8o ANO
VOLUME 1
Nova edição
2014 - 2017
São Paulo
Governo do Estado de São Paulo
Governador
Geraldo Alckmin
Vice-Governador
Guilherme Afif Domingos
Secretário da Educação
Herman Voorwald
Secretário-Adjunto
João Cardoso Palma Filho
Chefe de Gabinete
Fernando Padula Novaes
Subsecretária de Articulação Regional
Rosania Morales Morroni
Coordenadora da Escola de Formação e
Aperfeiçoamento dos Professores – EFAP
Silvia Andrade da Cunha Galletta
Coordenadora de Gestão da
Educação Básica
Maria Elizabete da Costa
Coordenadora de Gestão de
Recursos Humanos
Cleide Bauab Eid Bochixio
Coordenadora de Informação,
Monitoramento e Avaliação
Educacional
Ione Cristina Ribeiro de Assunção
Coordenadora de Infraestrutura e
Serviços Escolares
Ana Leonor Sala Alonso
Coordenadora de Orçamento e
Finanças
Claudia Chiaroni Afuso
Presidente da Fundação para o
Desenvolvimento da Educação – FDE
Barjas Negri
Senhoras e senhores docentes,
A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo sente-se honrada em tê-los como colaboradores nesta nova edição do Caderno do Professor, realizada a partir dos estudos e análises que
permitiram consolidar a articulação do currículo proposto com aquele em ação nas salas de aula
de todo o Estado de São Paulo. Para isso, o trabalho realizado em parceria com os PCNP e com
os professores da rede de ensino tem sido basal para o aprofundamento analítico e crítico da abordagem dos materiais de apoio ao currículo. Essa ação, efetivada por meio do programa Educação
— Compromisso de São Paulo, é de fundamental importância para a Pasta, que despende, neste
programa, seus maiores esforços ao intensificar ações de avaliação e monitoramento da utilização
dos diferentes materiais de apoio à implementação do currículo e ao empregar o Caderno nas ações
de formação de professores e gestores da rede de ensino. Além disso, firma seu dever com a busca
por uma educação paulista de qualidade ao promover estudos sobre os impactos gerados pelo uso
do material do São Paulo Faz Escola nos resultados da rede, por meio do Saresp e do Ideb.
Enfim, o Caderno do Professor, criado pelo programa São Paulo Faz Escola, apresenta orientações didático-pedagógicas e traz como base o conteúdo do Currículo Oficial do Estado de São
Paulo, que pode ser utilizado como complemento à Matriz Curricular. Observem que as atividades
ora propostas podem ser complementadas por outras que julgarem pertinentes ou necessárias,
dependendo do seu planejamento e da adequação da proposta de ensino deste material à realidade
da sua escola e de seus alunos. O Caderno tem a proposição de apoiá-los no planejamento de suas
aulas para que explorem em seus alunos as competências e habilidades necessárias que comportam
a construção do saber e a apropriação dos conteúdos das disciplinas, além de permitir uma avaliação constante, por parte dos docentes, das práticas metodológicas em sala de aula, objetivando a
diversificação do ensino e a melhoria da qualidade do fazer pedagógico.
Revigoram-se assim os esforços desta Secretaria no sentido de apoiá-los e mobilizá-los em seu
trabalho e esperamos que o Caderno, ora apresentado, contribua para valorizar o ofício de ensinar
e elevar nossos discentes à categoria de protagonistas de sua história.
Contamos com nosso Magistério para a efetiva, contínua e renovada implementação do currículo.
Bom trabalho!
Herman Voorwald
Secretário da Educação do Estado de São Paulo
SUMÁRIO
Orientação sobre os conteúdos do volume
Situações de Aprendizagem
5
9
Situação de Aprendizagem 1 – Produzindo um diálogo
9
Situação de Aprendizagem 2 – Criando uma “receita lúdica”
21
Situação de Aprendizagem 3 – Tudo depende da maneira como pedimos
Situação de Aprendizagem 4 – Produção de anúncios publicitários
Situação de Aprendizagem 5 – Sistematização
32
38
47
Recursos para ampliar a perspectiva do professor e do aluno para a compreensão
do tema 55
Situação de Aprendizagem 6 – Produzindo um texto prescritivo
56
Situação de Aprendizagem 7 – Criando uma campanha publicitária
63
Situação de Aprendizagem 8 – Os anúncios publicitários e suas intenções
74
Situação de Aprendizagem 9 – Analisando a linguagem verbal de anúncios
publicitários e de textos prescritivos e injuntivos 82
Situação de Aprendizagem 10 – Sistematização dos conteúdos vistos nas situações
anteriores 90
Recursos para ampliar a perspectiva do professor e do aluno para a compreensão
do tema 96
Quadro de conteúdos do Ensino Fundamental – Anos Finais
97
Língua Portuguesa – 7ª série/8º ano – Volume 1
ORIENTAÇÃO SOBRE OS CONTEÚDOS DO VOLUME
Este Caderno, segundo a perspectiva do letramento, apresenta um conjunto de Situações
de Aprendizagem que tem como objetivo central contribuir para que os alunos aprendam a
lidar, linguística e socialmente, com diferentes
textos, nas mais diferentes situações de uso,
como objeto do conhecimento e como meio
para atingi-lo. Para tanto, considera-se que
as questões da língua, ligadas ao emprego da
norma-padrão e outras variedades, fazem
parte de um sistema simbólico que permite ao
sujeito compreender que o conhecimento e o
domínio da linguagem compõem uma atividade discursiva e interlocutiva, favorecendo o
desenvolvimento de ideias, pensamentos e relações, em constante diálogo com seu tempo.
De modo geral, é preciso garantir o desenvolvimento, nessas Situações de Aprendizagem, das cinco competências básicas que
alicerçam este Currículo, quais sejam:
f dominar a norma-padrão da língua portuguesa e fazer uso adequado da linguagem
verbal de acordo com os diferentes campos
de atividade;
f construir e aplicar conceitos das várias
áreas do conhecimento para a compreensão de fenômenos linguísticos, da produção
da tecnologia e das manifestações artísticas
e literárias;
f selecionar, organizar, relacionar, interpretar dados e informações representados de
diferentes formas, para tomar decisões e
enfrentar situações-problema;
f relacionar informações, representadas em
diferentes formas, e conhecimentos disponíveis em situações concretas para construir argumentação consistente;
f recorrer aos conhecimentos desenvolvidos
na escola para a elaboração de propostas
de intervenção solidária na realidade, respeitando os valores humanos e considerando a diversidade sociocultural.
Para esse fim, particularmente neste volume, privilegiamos algumas habilidades gerais
que devem ganhar relevo nas Situações de
Aprendizagem propostas:
f reconhecer as características do agrupamento tipológico “descrever ações” nos
gêneros textuais receita médica, receita
culinária, regras de jogos, letra de música,
artigo de lei, diálogo prescritivo e anúncio
publicitário;
f reconhecer as características do gênero
“anúncio publicitário”;
f situar gêneros prescritivos e injuntivos em
geral e anúncios publicitários em particular,
reconhecendo suas funções sociais de acordo
com o contexto de comunicação;
f compreender que o agrupamento tipológico “descrever ações”, cuja denominação é
aqui entendida como a proposta por Dolz
e Schneuwly, engloba os textos prescritivos (com caráter coercitivo mais explícito,
como textos ligados a leis, por exemplo) e
os injuntivos (orientação ou sugestão, sem
essência coercitiva explícita). Podemos inserir aqui as receitas culinárias, os livros
de autoajuda etc.;
f interpretar textos de acordo com o tema e as
características estruturais do gênero e da tipologia a que pertencem;
f inferir informações subjacentes aos conteúdos
explicitados no texto;
f realizar análise linguística, considerando sua
importância na leitura e escrita do agrupamento tipológico “descrever ações”;
f reconhecer os vários tipos de coesão que permitem a progressão discursiva do texto.
Consideramos que tais competências e
habilidades contemplam tanto os conteúdos
gerais, a serem trabalhados a longo prazo,
quanto os específicos tratados neste volume.
A seguir você encontrará um quadro que o
ajudará a visualizá-los mais facilmente:
5
Conteúdos gerais a serem desenvolvidos
a longo prazo
f compreensão dos textos orais e escritos
apresentados em cada série/ano do
Ensino Fundamental – Anos Finais,
observando a que gênero textual pertencem
e em que tipologia textual poderiam ser
agrupados, de acordo com a função social e
comunicativa desses textos;
f atribuição de sentido aos textos orais e
escritos estudados;
f leitura dos gêneros estudados a partir
da familiaridade que vão construindo
com esses gêneros nas diversas situações
didáticas propostas pela escola;
f reconhecimento das relações entre os
parágrafos de um mesmo texto e entre
textos diferentes;
f procedimentos de leitura adequados a cada
gênero, situação comunicativa e objetivos
da leitura;
f articulação de informações do texto a seus
conhecimentos prévios;
f produção de textos orais e escritos a
partir da seleção feita para cada série/ano,
planejando as etapas dessa produção;
f reconhecimento da estrutura dos gêneros,
ao produzir textos escritos, considerando
os elementos de coesão e a coerência, a
distribuição dos parágrafos e a pontuação
em função de seus objetivos;
f conhecimentos linguísticos que favoreçam a
produção textual, empregando de maneira
adequada e coerente as regras da norma-padrão e de outras variedades, de acordo
com seu projeto de texto.
6
Conteúdos gerais deste volume
f agrupamento tipológico “descrever ações”;
f gênero textual anúncio publicitário;
f estudos linguísticos: conceito de verbo,
Modo Imperativo (norma-padrão e
norma coloquial), Modo Indicativo,
irregularidades no Modo Indicativo,
discurso citado, frase e oração;
f interpretação de texto;
f inferência e intertextualidade;
f a importância do enunciado;
f coesão;
f coerência;
f entonação;
f procedimentos de consulta à gramática
normativa;
f vozes verbais;
f figuras de linguagem (especialmente a
metáfora);
f frase;
f oração;
f tipos de sujeito;
f variedades linguísticas;
f níveis de persuasão;
f etapas de elaboração da escrita.
Língua Portuguesa – 7ª série/8º ano – Volume 1
Metodologia e estratégias
Como aprender não é apenas colher informações transmitidas pelo professor, mas processá-las, transformá-las em algo, construindo
cultura e conhecimento que muitas vezes estão
além dos conteúdos, as Situações de Aprendizagem deste Caderno visam ao desenvolvimento de aprendizagens significativas, cujo
enfoque seja construir conceitos e desenvolver
habilidades. Nesse sentido, o espaço educativo
deve ser partilhado, permitindo que os alunos
assumam a parte de responsabilidade que lhes
cabe nesse processo de aprendizado.
Esse processo ocorre de forma equilibrada
quando o professor – como parceiro mais experiente e informado – assume a responsabilidade de organizá-lo e conduzi-lo. Para que
a organização e a condução ocorram satisfatoriamente, é importante que você considere
o ciclo iniciado já no planejamento das aulas,
determinando os conhecimentos que devem
ficar claros e desenvolvendo estratégias que
permitam dividir a responsabilidade pelo processo de ensino-aprendizagem entre professor
e alunos. Para tanto:
f encaminhe seu trabalho no sentido de coletar, em todo o processo, indícios de tensões, avanços e conquistas;
f interprete esses indícios para compreender
as dificuldades apresentadas pelos alunos,
bem como para orientar suas metas, estabelecer novas diretrizes, propor atividades
alternativas;
f situe o aluno no processo de ensino-aprendizagem, promovendo a atitude de responsabilidade pelo aprendizado do indivíduo.
Avaliação
A avaliação é vista como um processo
contínuo, explicitado nas participações dos
alunos, em suas produções, nas avaliações
pontuais (como provas), entre outras possi-
bilidades. Não pode ser considerada um objetivo, mas um meio de verificar se os alunos
adquiriram os conhecimentos visados. Por
isso, não deve haver rupturas entre os conteúdos desenvolvidos e as modalidades de ensino.
Para este volume, as habilidades e competências desenvolvidas devem ser verificadas a
partir de quatro eixos principais:
1. processo: olhamos de modo comprometido
e profissional o desenvolvimento das atividades de nossos alunos em sala de aula,
atentos a suas dificuldades e melhoras;
2. produção continuada: olhamos a produção
escrita e outras atividades de produção de
textos e exercícios solicitados;
3. pontual: olhamos atentamente a prova individual;
4. autoavaliação: surge da elaboração de propostas que desenvolvam a habilidade do
aluno de olhar para seu processo de aprendizagem.
Essas diferentes avaliações permitem que
você retome suas reflexões iniciais, analisando
os aspectos que não foram satisfatoriamente
atingidos e que devem ser considerados para o
próximo planejamento de suas aulas.
Professor, uma sugestão!
Um recurso bastante interessante para
ajudar-lhe na tarefa de avaliar continuamente seus alunos é o uso do portfólio (ou pasta
de atividades). Peça aos estudantes que levem para a escola uma pasta (com plásticos
ou de elástico) como parte do material escolar. Nela, eles devem guardar todas as atividades escritas (mesmo que seja apenas um
7
quadro com informações, um comentário
sobre uma imagem ou um simples bilhete)
feitas em todas as aulas, anotadas em folhas avulsas (as que forem anotadas ou
desenvolvidas no caderno também podem
servir como instrumento de avaliação).
Por exemplo, a escrita elaborada em passos pode ser colocada nesse portfólio a
fim de que você e os próprios alunos possam avaliar seu desempenho ao longo de
todo o processo de escrita. Você pode utilizar esse instrumento para avaliar seu
trabalho, identificar o desenvolvimento
de algumas habilidades em seus alunos e
refletir sobre as melhores intervenções em
cada situação didática.
8
Distribuição de conteúdos e habilidades
nos volumes
Para este volume, há dez Situações de
Aprendizagem desenvolvidas mediante sequências de atividades.
Língua Portuguesa – 7ª série/8º ano – Volume 1
SITUAÇÕES DE APRENDIZAGEM
SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 1
PRODUZINDO UM DIÁLOGO
O objetivo central desta Situação de Aprendizagem é produzir um diálogo com traços
injuntivos ou prescritivos. Para tanto, no decorrer das aulas, os alunos farão atividades – de-
senvolvendo habilidades diversas – para entrar
em contato com as características estruturais
da tipologia “descrever ações”, identificando-as em diferentes gêneros textuais e contextos.
Conteúdos e temas: tipologia “descrever ações”; coerência textual; entonação na leitura de textos nessa
tipologia; conceito de verbo; Modo Imperativo nas variedades padrão e coloquial.
Competências e habilidades: inferir traços prescritivos ou injuntivos a partir de situações cotidianas;
construir um diálogo; analisar e elaborar textos com características da tipologia “descrever ações”; elaborar textos injuntivos; ler em voz alta de forma expressiva; escutar anúncios produzidos para rádio e
televisão; comparar usos linguísticos nas normas padrão e coloquial.
Sugestão de estratégias: aula a partir de conhecimentos prévios, com direcionamento do professor; aproximação dos conteúdos com a realidade do aluno; uso de recursos audiovisuais; busca de material para
estudo nos objetos domésticos.
Sugestão de recursos: receitas médicas e culinárias; livro didático; gravação de anúncio de rádio e televisão; Caderno do Professor.
Sugestão de avaliação: produção de quadros-síntese; leitura em voz alta e expressiva; análise de diálogo;
reescrita de diálogo; compreensão de enunciados.
Roteiro para aplicação da Situação
de Aprendizagem 1
Com o objetivo de fazer uma avaliação
diagnóstica, você pode solicitar aos alunos
que falem sobre situações em que receberam
ordens ou pedidos. A partir delas, proponha
uma reflexão, fazendo um quadro na lousa
para verificar se seria possível indicar alguns
traços característicos dos textos produzidos
nessas situações (você pode destacar aspec-
tos gramaticais, como o uso de Imperativo,
entonação e amplitude das situações, que vão
desde ordens a súplicas). Peça aos alunos que
anotem os dados do quadro, para que vocês
possam voltar a ele e completá-lo (ou recordá-lo) sempre que necessário.
Depois, vamos destacar o traço “regulação
de comportamentos”. Para tanto, você deve
analisar e comparar, com os alunos, uma receita
culinária e, em seguida, uma receita médica.
9
2. Leia este outro texto:
Brigadeirão
Para Débora de Angelo
(feito no micro-ondas)
Uso interno
1 lata de leite condensado
1 lata de creme de leite
1 xícara (chá) de chocolate
1 xícara (chá) de açúcar
1 colher (sopa) de margarina
3 ovos inteiros
1 pacote de chocolate granulado
Modo de fazer
Bata os ovos, primeiro, na batedeira; depois, acrescente lentamente o restante dos ingredientes (intercalando líquido com sólido),
até obter uma massa homogênea. Leve ao
micro-ondas, em potência máxima, de 6 a 8
minutos. Cubra com o chocolate granulado.
Vertizol ___________________________ 1 cx
Tome um comprimido ao deitar.
Pasalixe ___________________________ 1 cx
Tome um comprimido após o almoço e outro ao deitar.
a) Qual é o nome desse gênero textual e
em que situação de comunicação costuma ser usado, isto é, em que lugar, com
quais pessoas e para que serve?
O nome do gênero textual é “receita médica”, geralmente
entregue ao paciente por seu médico, a fim de orientá-lo
quanto à medicação prescrita.
1. Para introduzir a abordagem do gênero,
sugerimos as perguntas a seguir:
a) Que nome se dá a esse gênero textual
e em que situação de comunicação ele
costuma ser usado?
b) O que há em comum entre esses dois
textos, apesar de eles serem organizados
em diferentes gêneros?
Os dois textos fazem parte da tipologia “descrever ações”, indicam o que deve ser feito para que seja atingido um dado objetivo.
A “receita culinária”, nome do gênero em questão, costuma
ser utilizada em livros para aprendizado culinário ou em livros
de registro, para que a pessoa guarde as receitas que possa
querer usar no futuro.
3. Que tipos de palavra, nos dois textos, parecem indicar ações semelhantes?
As palavras-chaves utilizadas nos dois textos são verbos: bata,
acrescente, até obter, levar, cobrir, tomar, que têm a finali-
b) Em quantas partes esse gênero é dividido? Qual é a função ou finalidade de
cada uma dessas partes?
A receita culinária costuma ser dividida em duas partes: listagem de ingredientes e instrução ou modo de fazer. A primeira parte destina-se a expor os ingredientes necessários e
respectivas quantidades para realização da receita. A segunda
parte explica o processo de preparação do prato.
Agora, apresentamos uma receita médica,
com questões introdutórias ao gênero e uma
atividade de comparação entre as receitas.
10
dade de orientar uma ação.
A partir dessas questões, já começamos a
perceber que um texto organizado na tipologia “descrever ações”, portanto, indica o que
a pessoa deve fazer para chegar a um resultado. Por trás desse discurso parece haver
alguém que conhece uma dada realidade e sabe
como um sujeito deve se conduzir se quiser
atingir determinado objetivo (fazer um doce
ou curar-se de um mal de saúde). Esse é um
importante traço prescritivo, a ser assimilado
Língua Portuguesa – 7ª série/8º ano – Volume 1
pelos alunos, perceptível pelo uso de mecanismos linguísticos próprios dessa tipologia (verbos no Imperativo e no Infinitivo, expressões
que chamam a atenção do interlocutor etc.).
Outra forma de fazer esse estudo é solicitar
aos estudantes que tragam de casa receitas culinárias e médicas. Depois, divididos em grupos,
eles podem analisar o que há em comum entre
os dois tipos de texto. Para reforçar, pode-se
pedir que analisem se há orientação ao comportamento em algum anúncio publicitário do
livro didático que você previamente selecionou.
Na sequência, você pode fazer a correção
oral das análises desse anúncio. Nessa intervenção, lembre-se de destacar que gêneros
textuais tão diferentes, como anúncios e receitas, compartilham algumas características comuns, como a regulação de comportamentos,
observada por meio dos mecanismos linguísticos. É possível também, já nesse momento,
enfatizar que essa regulação, dependendo do
gênero do texto, pode estar a serviço de objetivos muito diferentes, como um tratamento de
saúde, o preparo de um alimento ou o apelo à
venda de produtos ou serviços.
Para você, professor!
A tipologia “descrever ações” engloba
diferentes gêneros, que se subdividem em
dois grupos principais: os prescritivos e os
injuntivos. Em ambos, observa-se, de alguma forma, a tentativa de orientação ao comportamento do outro. Quando isso se dá de
forma mais explícita e enfática, temos um
gênero prescritivo; quando, por sua vez, essa
orientação é mais implícita e sutil, o gênero
é injuntivo.
Observe o quadro.
Tipologia “descrever ações”
Exemplos de gêneros dessa tipologia com traços Exemplos de gêneros dessa tipologia com traços
prescritivos
injuntivos
Atendimento sutil de vendas, diversos anúncios
Receitas médicas, regras de jogos, leis, normas, publicitários, conversas em que se tenta conestatutos etc.
vencer alguém a fazer algo, de forma sugestiva,
os discursos dos livros de autoajuda etc.
O objetivo dessa distinção é chamar a atenção para as diferentes possibilidades da tipologia “descrever ações”. Desse modo, um verbo
no Imperativo, marca linguística desse modo
de organizar os textos, pode, em dado gênero,
ser usado de forma bastante impositiva; já em
outro, pode ser empregado de forma a sugerir,
mais que ordenar. É evidente que, nos dois casos, a orientação ao comportamento do outro
está presente; mas, dependendo do gênero e
da situação comunicativa, esse uso pode ser
bastante variado.
Esse é um segundo ponto fundamental a ser
compreendido (pelos alunos) e avaliado (pelo
professor) na aprendizagem: o aluno reconhece
os traços da tipologia “descrever ações” na interioridade do texto pelo uso de certos mecanismos
linguísticos? É capaz de perceber que esses traços
aparecem em textos de diferentes naturezas?
11
As próximas atividades propõem aos alunos que reflitam a respeito.
Aqui, os alunos vão circular os usos no Imperativo dos verbos
olhar (olha), ouvir (ouve), dar (dá), falar (fala), parar (para),
explicar (explica), para verificação da aprendizagem do con-
4. Leia este outro texto, levando em conta o
seguinte contexto: trata-se de uma conversa entre um casal de namorados:
– Olha aqui, Marcelo, eu quero uma boa
explicação para isso!!!
ceito. O professor deve retomar a explicação, se necessário,
e fazer outras atividades.
c) O diálogo pareceu mostrar a maneira
como as pessoas realmente falam no dia
a dia, quando são íntimas? Como?
Sim. Observar a pertinência das respostas dos alunos. Destacamos o uso do Imperativo na variedade coloquial, mas pode
– Mas, meu amor, essas coisas acontecem! Você chega ao escritório, cumprimenta
as pessoas e aí, às vezes, alguém esbarra o
batom na sua camisa...
– Marcelo, olha bem pra mim... Eu não
vou repetir, então ouve o que eu digo e dá
uma resposta muito rápida e muito boa para
eu não te dar um safanão aqui e agora!
ser que o estudante destaque outros aspectos pertinentes.
d) Circule as palavras que demonstram o
uso do Imperativo nessa situação informal. Se o diálogo fosse mais formal,
como no caso de um chefe que dá uma
ordem a um funcionário, esse modo de
usar o verbo no Imperativo seria correto? Justifique sua resposta.
Não seria correto, visto que, como se trata de uma conversa
– Fala, minha amada...
íntima, estão na variedade coloquial. A situação profissional
exige o uso formal, mesmo sendo uma conversa.
– Para de me chamar de “minha amada”
e me explica, pelo amor de Deus, como é que
uma mancha de batom veio aparecer DO
LADO DE DENTRO DO SEU COLARINHO, Marcelo Oliveira!!!!!!
e) Em um contexto mais informal de comunicação, você considera coerente
usar o Imperativo dessa forma? Explique sua opinião.
Em uma conversa informal, o uso do Imperativo coloquial é
Elaborado especialmente para o São Paulo faz escola.
a) Esse texto contém um diálogo, isto é,
uma conversa entre duas pessoas. Apesar de ser diferente dos outros que você
leu na seção “Leitura e análise de texto”,
é possível afirmar que nele são usados
modos verbais semelhantes? Explique.
No texto há uma forma de orientação de comportamento
própria do Modo Imperativo, pois a moça vai indicando o
que o rapaz deve fazer.
b) Seu professor sistematizou em sala o
Modo Imperativo. Há usos desse modo
verbal no diálogo? Se houver, circule as
palavras que confirmam esse uso.
12
adequado ao contexto.
f) Você considera uma receita médica um
texto mais formal? Por quê?
Sim, pois a receita médica é um documento em que o médico orienta, formalmente, o que um paciente deve fazer.
Como o uso de medicação envolve possíveis riscos, a linguagem deve ser precisa.
5. Resuma no caderno o que compreendeu
das explicações de seu professor sobre as
características dos textos que procuram
orientar comportamento (os chamados
textos injuntivos e prescritivos).
Quando se solicita ao aluno que crie uma definição com suas
palavras, o objetivo é fazer que ele desenvolva uma paráfrase,
traduzindo de forma que lhe pareça claro o conceito estuda-
Língua Portuguesa – 7ª série/8º ano – Volume 1
tos envolvem ordens, pedidos, prescrições ou súplicas. Todas
a) Qual será a saudação inicial de cada
uma das personagens?
essas ações exigem o uso do Modo Imperativo.
O aluno deve escolher uma forma de saudação adequada à
do. Neste caso, espera-se que o aluno escreva que esses tex-
situação (relativamente informal).
6. Tendo como base o resumo do que compreendeu, dê cinco exemplos de gêneros
que você encaixaria no grupo de textos injuntivos ou prescritivos.
Regras de jogos, artigos de leis, manuais, diálogo prescritivo,
b) Qual é o pedido e de que sabores serão
as pizzas?
O aluno deverá optar pelos sabores de pizzas, tendo em vista
a quantidade de pessoas.
receitas, entre outras possibilidades. Todo texto que orienta
alguém a fazer algo pode ser considerado prescritivo ou injuntivo. Nesse momento, não consideramos oportuno insistir
c) Quantos serão os refrigerantes para
oito pessoas? De quais sabores?
muito nessa distinção, que será desenvolvida no decorrer
O aluno deverá optar pela quantidade de garrafas, tendo em
deste Caderno.
vista a quantidade de pessoas.
A “Produção escrita” que virá na sequência dará continuidade à apresentação da injunção ou prescrição.
d) Qual será o pedido de sobremesas variadas para oito pessoas?
Os alunos devem indicar a quantidade e os sabores que desejam.
Dado o enunciado da proposta, foi passada ao aluno a opção de escrever seu texto com
tom mais injuntivo ou prescritivo. Qualquer
uma das possibilidades é viável no contexto.
e) Como será o pedido de nota fiscal para
que a cliente seja reembolsada por sua
empresa?
Mesmo que em linguagem informal, o aluno vai dizer que ne-
Produção escrita
cessita de um documento oficial para depois ser reembolsado.
1. Agora, é a sua vez de produzir um diálogo,
organizado de forma prescritiva ou injuntiva, com base no texto a seguir. Para começar, leia-o.
f) Qual é o valor total informado pelo
atendente?
Uma cliente liga para uma pizzaria para
fazer um pedido. Ela vai fazer um pedido
grande, para oito pessoas. São três pizzas de
sabores variados, refrigerantes e sobremesas.
Ela explica tudo em detalhes para que não
haja confusão. Ela pede ainda uma nota fiscal de compra (pois eles estão trabalhando
até mais tarde e a empresa pagará a refeição)
e troco, pois só tem quatro notas de R$ 50,00.
Elaborado especialmente para o São Paulo faz escola.
A definir. Sugerimos que o aluno se informe em uma pizzaria
ou em outra fonte.
g) Como será o pedido de troco, já que as
notas são todas de valor alto?
O aluno precisa fazer um cálculo aproximado para construir
uma resposta verossímil com a situação dada.
h) Quais serão as saudações finais?
O aluno deve escolher uma forma de saudação adequada à
situação (relativamente informal).
i) Que modo verbal você usará mais vezes
em seu diálogo?
A princípio, mesmo em linguagem informal, o aluno deverá
responder “Modo Imperativo”, em sua variedade menos for-
2. Com o objetivo de organizar seu diálogo,
leve em conta as seguintes questões:
mal. Caso o aluno use outro modo, o professor deve avaliar a
pertinência da escolha.
13
Você pode pensar em outras perguntas.
Essas são apenas sugestões para ajudar a organizar o seu diálogo.
O objetivo deste exercício é fazer o aluno
colocar em funcionamento as características
da tipologia “descrever ações”. Assim, após
a produção dos textos, você poderá analisá-los com os alunos, solicitando que apontem
as marcas prescritivas ou injuntivas presentes.
Oralidade
1. Há muitos momentos em que recebemos
ordens ou pedidos de outras pessoas. Após
discussão em classe, organize um quadro
coletivo com traços comuns de textos desse
tipo.
Se na discussão os alunos não se lembrarem de todos, você
pode estimulá-los a levar em conta os aspectos não considerados.
tOFTTFUJQPEFUFYUPIÈSFHVMBÎÍPEFDPNQPSUBNFOUPT
Compare essas marcas com as de outros
textos vistos nesta Situação de Aprendizagem,
destacando que essa tipologia está presente
em escritos de diferentes naturezas. É possível, ainda, fazer algumas leituras dos diálogos, discutindo a entonação mais adequada
para a situação, reforçando o tom prescritivo
ou injuntivo do texto.
1. Você sabe quanto custa
uma pizza nos sabores que escolheu? E os refrigerantes? E
as sobremesas? Ligue para uma pizzaria e informe-se sobre os preços desses
produtos para que, no diálogo que vai
desenvolver, você proponha valores
coerentes com a realidade.
tVNUFYUPQSFTDSJUJWPPVJOKVOUJWPJOEJDBPRVFVNBQFTTPB
deve fazer se quiser chegar a um dado resultado. Atrás desse
discurso parece haver alguém que conhece uma dada realidade e sabe como um sujeito deve se conduzir se quiser
BUJOHJSPRVFGPJQSPQPTUP
t B QSFTDSJÎÍP PV JOKVOÎÍP FN VN UFYUP OÍP TF EÈ BQFOBT
DPNFMFNFOUPTWFSCBJTIÈPVUSPTDPNQPOFOUFTOPTUFYUPT
que incentivam o leitor a ter certo comportamento.
2. O professor exibirá um anúncio (de rádio
ou televisão) ou proporá a audição de uma
música. Após ver/escutar o texto, reflita:
a) Qual parece ser o objetivo principal do
texto? Comprove sua afirmação.
Cada texto deve ter um objetivo específico, mas, de
forma geral, o anúncio televisivo ou de rádio apresenta um produto ou serviço, e a letra de música é objeto
de fruição. Você pode discutir o objetivo específico de
Anote os dados no caderno. Se achar
necessário, peça outras informações.
cada texto e insistir na comprovação que deve ser feita
2. A partir do esquema construído na
Atividade 2 da seção “Produção escrita”, redija, no caderno, o diálogo entre a cliente e o atendente. Seu
texto deverá ter, no mínimo, doze linhas, incluindo as saudações iniciais
e finais.
b) No que as imagens ou os sons contribuíram para que o texto atingisse seus
objetivos? Explique.
Observemos os traços tipológicos por meio
do desenvolvimento da competência de comunicação oral.
14
por parte do aluno.
É preciso que o aluno perceba que as imagens e os sons contribuem para a formação do sentido e, portanto, estão atrelados aos objetivos do texto.
c) A maneira como as palavras e as frases
foram pronunciadas também contribuiu para esse processo? Explique.
É importante destacar que as escolhas não são casuais, mas
portadoras de um sentido preestabelecido.
Língua Portuguesa – 7ª série/8º ano – Volume 1
3. Você acha que a maneira como fazemos um
pedido ou damos uma ordem (se falamos
alto, baixo, se parecemos irritados etc.) interfere no modo como a outra pessoa receberá o que estamos dizendo? Explique.
4. A maneira como falamos qualquer texto, mesmo que não expresse uma ordem
ou um pedido, interfere na forma como
ele será compreendido? Qual a sua opinião?
A resposta deve ser afirmativa, pois implica que o aluno tenha
Espera-se que o aluno responda que a entoação é uma for-
compreendido que a maneira como falamos carrega tam-
ma de linguagem, associada ao verbal, mas com carga pró-
bém intenções, manifestas de forma não verbal: tom da voz,
pria de sentido.
expressão do olhar, gestos etc.
1. O texto a seguir será lido de diferentes maneiras com o objetivo de demonstrar
se a forma como apresentamos um texto interfere em sua compreensão.
Verão
Este fevereiro azul
como a chama da paixão
nascido com a morte certa
com prevista duração
O vento que empurra a tarde
arrasta a fera ferida,
rasga-lhe o corpo de nuvens,
dessangra-a sobre a Avenida
deflagra suas manhãs
sobre as montanhas e o mar
com o desatino de tudo
que está para se acabar.
Vieira Souto e o Arpoador
numa ampla hemorragia.
Suja de sangue as montanhas
tinge as águas da baía.
A carne de fevereiro
tem o sabor suicida
de coisa que está vivendo
vivendo mas já perdida.
E nesse esquartejamento
a que outros chamam verão,
fevereiro ainda em agonia
resiste mordendo o chão.
Mas como tudo que vive
não desiste de viver,
fevereiro não desiste:
vai morrer, não quer morrer.
Sim, fevereiro resiste
como uma fera ferida.
É essa esperança doida
que é o próprio nome da vida.
E a luta de resistência
se trava em todo lugar:
por cima dos edifícios
por sobre as águas do mar.
Vai morrer, não quer morrer.
Se apega a tudo que existe:
na areia, no mar, na relva,
no meu coração – resiste.
GULLAR, Ferreira. In: ____. Toda Poesia.
Rio de Janeiro: José Olympio, 1999.
15
2. Você e seus colegas devem realizar inúmeras leituras públicas coletivas e individuais (de forma emocionada, combativa,
exaltada, intimista) até que a turma concorde sobre qual delas é a mais adequada, representativa ou expressiva.
3. Depois dessas discussões, realizem novas leituras públicas coletivas e individuais.
Atividade adaptada de: GONÇALVES, Jeosafá Fernandez. Textos para leitura. In: Livro do professor.
São Paulo: Plêiade, 1997. Venda proibida.
Estudo da língua
Verbo
Aprofundando os aspectos mais especificamente linguísticos, vamos recapitular o
conceito de verbo. Para tanto, pode ser muito
construtivo fazer uma sondagem sobre o que
os alunos já sabem sobre o assunto, uma vez
que, provavelmente, ele já foi trabalhado em
séries/anos anteriores.
Novamente, sugerimos que seja feito um
quadro, com as indicações dadas pelos alunos.
Você pode ajudá-los a preencher as informações, de tal forma que, ao final da discussão,
fique estabelecido que:
f o verbo é o centro da informação de uma
sentença, em torno do qual outros elementos se organizam;
f ele pode indicar uma ação, um estado ou
mudança de estado, um fenômeno da natureza, um desejo etc.
Essas indicações estão sempre relacionadas a:
16
f tempo (passado, presente, futuro);
f pessoa do discurso (eu, você, ele, nós, vocês, eles);
f modo (como é a atitude de quem fala ou
escreve);
f voz (ativa, passiva e reflexiva).
O objetivo dessa sistematização inicial é
apenas construir um quadro de referências,
que será desenvolvido em outras aulas. É
importante que os estudantes tenham essa
clareza e não pensem que esses conteúdos
serão vistos apenas nesta aula e cobrados
a seguir.
A ideia é fazer uma apresentação inicial,
resgatando o já visto e reforçando a percepção
de que verbo é um conceito amplo e envolve
muitas características. Parece oportuno, também, destacar que os verbos são conjuntos de
termos que agregam informações muito importantes a qualquer texto.
As atividades a seguir partem desses pressupostos.
Língua Portuguesa – 7ª série/8º ano – Volume 1
© Conexão Editorial
1. Observe a tira a seguir e responda às questões:
a) Complete as palavras que estão faltando no texto.
As palavras que faltam no texto são o centro das informações.
Estudei (1) muito para a prova! Acho (2) que vou arrasar (3).
situação.
Sem os verbos, temos uma compreensão parcial de toda a
Não sei (4) não...
c) O que cada uma delas indica? O estado em que alguém está? Sua ação? Ou
um fenômeno da natureza? Complete o
quadro.
Ah, sabia (5)! Acertei (6) sobre aquele assunto de células...
E agora? O que eu vou fazer (7)?
Cara, eu sabia (8) tudo, acho (9) que fui superbem!
Pois eu fui (10) muito mal...
Aqui é preciso levar em conta todas as possibilidades dadas
b) Qual é a importância das palavras que
faltam para a compreensão do texto?
pelos alunos e observar a pertinência delas. A seguir segue
sugestão de preenchimento.
(1)
Ação.
(6)
Ação.
(2)
Ação.
(7)
Ação.
(3)
Ação.
(8)
Ação.
(4)
Ação.
(9)
Ação.
(5)
Ação.
(10)
Estado.
17
d) Nessas palavras, há marcas de tempo
(por meio delas, sabemos se o que estão
conversando ocorreu no passado, presente ou futuro)? Exemplifique.
O verbo indica o tipo de ação praticada pelo sujeito e o
modo como ele a realiza, ou o estado em que se encontra.
Espera-se que o aluno localize um dos tempos e consiga
b) O que um verbo pode indicar? Essas indicações relacionam-se com o quê?
exemplificá-lo. Este exercício pode ser compreendido como
No contexto do que vem sendo explicado e construído na
uma atividade de retomada de séries/anos anteriores, mas, se
sequência, destaca-se que o verbo pode indicar a ação, o
necessário, reapresente os tempos verbais do Modo Indicativo.
tempo e o estado (intenção) de uma sentença. Essas indicações se relacionam com o sujeito e eventuais objetos de
e) Por meio delas, sabemos quem praticou
a ação ou viveu o estado? Exemplifique.
Depende. Você deve destacar que, pelo contexto, é possível
compreender muita coisa. Além disso, conforme a pessoa
gramatical que praticou a ação, o verbo vai distinguir essa
marca em um de seus sufixos. É preciso destacar ainda que
essa marca de concordância não aparece em muitas variedades linguísticas.
f) Que tipo de palavras são essas?
Essas palavras são verbos.
2. A partir dessas atividades iniciais, discuta
com seus colegas o que sabe sobre verbos (o
que são, como funcionam etc.). Anote suas
conclusões no caderno.
Quando se solicita ao aluno que crie uma definição, o objetivo é fazer que ele desenvolva uma paráfrase, traduzindo de
forma que o conceito estudado lhe pareça claro. Espera-se
uma sentença.
Dando continuidade ao estudo de verbos,
cabe destacar o Modo Imperativo. Recapitule com os alunos as formas verbais que vêm
sendo estudadas no decorrer da semana, relacionadas aos textos injuntivos e prescritivos.
Descreva então o conceito do Modo Imperativo, levando-os a compreender que textos da
tipologia “descrever ações” são comumente
compostos com verbos no Imperativo.
Nesse sentido, ressalte que a forma Imperativa, ao contrário do que o nome sugere, não
se limita a ordens. Toda forma de orientação,
seja suave ou delicada, explícita ou implícita,
costuma estar dentro dos usos imperativos
dos verbos. Daí decorre a diferença proposta
entre injunção e prescrição.
que os alunos escrevam uma definição semelhante àquelas
contempladas nas gramáticas.
Nessa retomada da 7ª série/8º ano, espera-se que o aluno já
tenha interiorizado esses conceitos e seja capaz de explicá-los.
Caso isso não ocorra, apresente novas explicações e solicite
aos alunos que a parafraseiem. Consideramos essa metodologia adequada ao aprendizado, pois, para redigir uma definição, o aluno precisa compreendê-la de alguma forma. Assim,
em algum momento, mesmo que depois você indique uma
definição, é importante haver um espaço para que eles escrevam o que compreendem do conceito.
3. De posse de suas anotações e das explicações do professor sobre verbos, responda
às questões a seguir:
a) O que significa dizer que o verbo é o
centro da informação de uma sentença?
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Nesse momento, portanto, estamos aprofundando o estudo de mecanismos linguísticos ligados à tipologia “descrever ações”.
Reforce essa ideia com os alunos.
Feita a explicação inicial, faça a sistematização do Imperativo. Para isso, consideramos
fundamental que você exponha, lado a lado,
a norma-padrão e a norma coloquial, explicando a pertinência de cada uma. Coloque a
norma-padrão e deixe que os alunos digam
como falam aquilo no dia a dia.
Analise com eles a receita de brigadeirão,
observando os usos do Imperativo. Compare
com o diálogo da página 6, destacando que,
em certas situações, quando se deseja repro-
Língua Portuguesa – 7ª série/8º ano – Volume 1
duzir o modo como as pessoas falam, o uso
coloquial acaba prevalecendo ao padrão.
Para você, professor!
Este é um momento oportuno para sistematizar com os alunos as características da tipologia “descrever ações”. Retome as explicações feitas sobre os três aspectos destacados:
f regulação mútua de comportamentos;
f a regulação mútua pode estar presente
em textos de diferentes naturezas, podendo variar de uma ordem a uma súplica;
f presença de elementos não verbais (como
entonação, trilha sonora etc.).
Todas essas características apresentam-se
no texto por meio de marcas, tais como Modo
Verbal Imperativo, Infinitivo, pontuação etc.
ações”. Sugerimos que, para o desenvolvimento da atividade
em sala de aula, você reforce com os alunos que ambos os
textos empregam verbos destinados a orientar alguém a fazer determinada coisa.
6. Por que, segundo sua opinião, esses textos tão diferentes usam o mesmo modo
verbal?
Os dois estão, de alguma forma, orientando seus leitores.
7. Registre, no caderno, as conclusões que
você pode tirar de suas respostas anteriores no que diz respeito ao modo como os
verbos se apresentam quando pedimos
algo ou damos ordens.
Nesta questão, são inúmeras as possibilidades de resposta. A
seguir, algumas sugestões de itens a destacar, de acordo com
o que foi orientado nas atividades anteriores:
Passemos às atividades sobre Modo Imperativo.
tP.PEP*NQFSBUJWPÏBGPSNBNBJTDPNVNEFBQSFTFOUBÎÍPEPTWFSCPTOFTTFDPOUFYUP
tQPEFNPTFYQSFTTBSPSEFOTPVQFEJEPTFNPVUSBTGPSNBT
WFSCBJT
4. O professor recapitulou os três grandes
modos verbais de nossa língua. Escreva
o que entendeu sobre o uso de cada um
deles:
f Quando usamos o Modo Indicativo?
f Quando usamos o Modo Subjuntivo?
f Quando usamos o Modo Imperativo?
Quando se solicita ao aluno que crie uma definição, o objetivo é fazer que ele desenvolva uma paráfrase, traduzindo
tP.PEP*NQFSBUJWPQPEFFYQSFTTBSEFTEFVNBPSEFNBUÏ
VNQFEJEPCBTUBOUFHFOUJM
tEJGFSFOUFTHÐOFSPTUFYUVBJTQPEFNUFSDPNPPCKFUJWPMFWBS
alguém a fazer algo.
8. Seu professor vai explicar as regras de
funcionamento do Modo Imperativo
Afirmativo e Negativo. Anote, no caderno, o que compreendeu, explicando com
suas palavras.
de forma que lhe pareça claro o conceito estudado. Essa
também é uma excelente forma de você perceber em que
nível está a compreensão dos alunos, para que possa fazer as
intervenções necessárias.
9. Como funciona o Modo Imperativo Afirmativo, na língua portuguesa, de acordo
com a norma-padrão?
5. Observe novamente a receita culinária e a
receita médica lidas no início desta Situação de Aprendizagem. Nos dois textos, os
verbos apresentam-se de forma semelhante. Que modo verbal é esse? Exemplifique
com passagens dos textos.
10. Como funciona o Modo Imperativo Negativo, na língua portuguesa, de acordo com
a norma-padrão?
Os alunos vão registrar que o modo dos verbos apresenta-
Essa também é uma excelente forma de você observar como
dos na receita médica e na receita culinária é o Imperativo,
está sendo a compreensão dos alunos, para que possa fazer
já que ambos os textos fazem parte da tipologia “descrever
as intervenções necessárias.
9 e 10. Quando se solicita ao aluno que crie uma definição,
o objetivo é fazer que ele desenvolva uma paráfrase, traduzindo de forma que lhe pareça claro o conceito estudado.
19
11. Compare os dois usos de Imperativo do verbo sair nas situações a seguir:
Situação 1
Situação 2
Dois jovens conversando em uma lanchonete:
– Sai daí, cara, que eu quero sentar!
– Sai você! Ou senta em outro lugar!
– Você é um folgado mesmo...
– Eu, né?
Dois jovens conversando em uma lanchonete:
– Saia daí, cara, que eu quero sentar!
– Saia você! Ou sente em outro lugar!
– Você é um folgado mesmo...
– Eu, né?
a) Quais são as diferenças de uso do Modo
Imperativo entre a primeira e a segunda
situação?
1. O professor vai indicar um texto
prescritivo ou injuntivo do livro didático para a realização desta tarefa.
A diferença está na variedade utilizada. A primeira é a coloquial, e a segunda, do ponto de vista do emprego do Modo
Verbal Imperativo, é a padrão.
a) Anote a página do livro didático em que
ele está.
O objetivo é fazer que os alunos criem o hábito de anotar as
b) Observando os verbos em destaque, os
interlocutores, em situações informais,
costumam usar a primeira ou a segunda
forma?
fontes de onde retiram informações, habilidade fundamental
na sociedade letrada.
orações imperativas para que percebam o uso da variedade
b) Considerando a finalidade para a qual o
texto foi escrito, responda: A que tipologia ele pertence?
coloquial.
Esperamos que seja um gênero dentro do gênero injuntivo
A primeira. Solicite aos alunos que construam, oralmente,
ou prescritivo, na tipologia “descrever ações”.
c) Se estivermos em uma situação descontraída de comunicação, que uso do Imperativo podemos fazer? Explique sua opinião.
Devemos optar pela forma coloquial, pois indica uma ade-
c) Explique sua resposta anterior, destacando elementos do texto que levam a
essa conclusão.
quação dos interlocutores à situação de comunicação. Assim,
O aluno deve levar a tipologia “descrever ações” em conta na
você pode passar aos alunos a ideia de que não há uso “erra-
resposta, destacando suas características.
do”, mas sim o uso adequado ou não à situação.
d) E se estivermos em uma situação de comunicação mais séria e formal? Explique sua opinião.
d) O objetivo do autor do texto é sua compreensão pelo leitor. A parte visual do
texto contribui para isso? Como?
É importante o aluno perceber que as imagens contribuem
Devemos usar a norma-padrão, pois indica uma adequação
para a formação do sentido e que, portanto, estão atreladas
dos interlocutores à situação de comunicação. Desse modo,
aos objetivos do autor.
constrói-se a ideia de que não há uso “errado”, mas sim a
forma adequada ou não à situação.
Finalizando a Situação, propomos algumas atividades que retomam os principais aspectos estudados.
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e) Você observa algo em comum entre esse
texto e as receitas médicas e culinárias?
Explique.
O aluno deve destacar aqui uma ou mais características prescritivas ou injuntivas, presentes nos dois textos.
Língua Portuguesa – 7ª série/8º ano – Volume 1
2. O professor indicou um anúncio publicitário do livro didático ou de outra fonte
como base para esta atividade. Observe-o
e responda às questões:
Escolha um anúncio com usos do Modo Imperativo, para o
aluno refletir sobre essa escolha.
e) O Imperativo foi usado na variedade-padrão ou coloquial? Justifique sua resposta.
a) Qual parece ser o objetivo do anúncio?
de cada texto e deve insistir na comprovação que precisa ser
f) Esse uso está adequado dentro do anúncio? Explique por que, segundo sua análise, o Modo Imperativo foi usado dessa
forma no texto.
feita por parte do aluno.
e) e f). Respostas pessoais, de acordo com o anúncio esco-
Cada texto deve ter um objetivo específico, mas, de forma
geral, o anúncio televisivo ou de rádio deve apresentar um
produto ou serviço. Você pode discutir o objetivo específico
lhido.
b) Como as imagens contribuem para que
o texto atinja esse objetivo?
É importante o aluno perceber que as imagens contribuem
para a formação do sentido e, portanto, estão atreladas aos
objetivos do anúncio.
c) Como as palavras contribuem para que
o texto atinja esse objetivo?
É preciso destacar que a escolha verbal de um anúncio publicitário tem por objetivo contribuir para despertar o desejo
no consumidor de comprar o produto ou adquirir o serviço,
de forma mais ou menos explícita.
d) Há usos do Modo Imperativo no texto?
Quais?
3. Faça os exercícios sobre Modo Imperativo,
do livro didático, indicados pelo professor.
Não se esqueça de registrar o número da
página.
Sugerimos que, ao final desta Situação de
Aprendizagem, você faça uma recapitulação
das habilidades trabalhadas durante esse período, de acordo com o quadro apresentado
no início. Dê atenção, prioritariamente, àquelas que apresentaram maior dificuldade para
os estudantes. Caso isso não tenha ocorrido,
reforce algumas das habilidades estudadas, de
acordo com seus critérios.
SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 2
CRIANDO UMA “RECEITA LÚDICA”
Nesta Situação de Aprendizagem, destaca-se a variedade de contextos nos quais
a tipologia “descrever ações” pode aparecer. Nesse processo de ampliação, será
introduzido o conceito de intertextualida-
de. Ao final do processo, os alunos produzirão uma “receita lúdica”: um texto que
apresente traços prescritivos ou injuntivos
e seja composto com base em um diálogo
com outro texto.
Conteúdos e temas: tipologia “descrever ações”; intertextualidade explícita; uso da gramática normativa; Imperativo Negativo; pesquisa no dicionário; discurso citado.
Competências e habilidades: fruir música com organização prescritiva ou injuntiva; compreender
como e por que consultar gramáticas normativas; compreender, com o apoio de gramáticas normativas, o funcionamento da norma-padrão; comparar textos prescritivos e injuntivos de diferentes
21
naturezas; compreender a amplitude de uso da estrutura prescritiva ou injuntiva; analisar a norma-padrão em funcionamento no texto.
Sugestão de estratégias: leitura vista de forma expressiva, não apenas como modo de compreensão
cognitiva do texto; escuta de textos injuntivos de diferentes gêneros.
Sugestão de recursos: dicionário; gramática; livro didático; rádio; Caderno do Professor.
Sugestão de avaliação: produção de “receita lúdica” e intertextual; pesquisa na gramática normativa.
Roteiro para aplicação da Situação
de Aprendizagem 2
Inicialmente, ouça com seus alunos a música Do it, dos compositores Lenine e Ivan Santos.
Do it
Composição: Lenine/Ivan Santos
Tá cansada, senta
Se acredita, tenta
Se tá frio, esquenta
Se tá fora, entra
Se pediu, aguenta
Se pediu, aguenta...
Se sujou, cai fora
Se dá pé, namora
Tá doendo, chora
Tá caindo, escora
Não tá bom, melhora
Não tá bom, melhora...
Se aperta, grite
Se tá chato, agite
Se não tem, credite
Se foi falta, apite
Se não é, imite...
Se é do mato, amanse
Trabalhou, descanse
Se tem festa, dance
Se tá longe, alcance
Use sua chance
Use sua chance...
22
Hê Hô, Hum! Nanananã!
Hê Hô, Hum! Nanananã!
Hê Hô, Hum! Nanananã!
Hê Hô, Hum!...
Se tá [...], quebre
Tá feliz, requebre
Se venceu, celebre
Se tá velho, alquebre
Corra atrás da lebre
Corra atrás da lebre...
Se perdeu, procure
Se é seu, segure
Se tá mal, se cure
Se é verdade, jure
Quer saber, apure
Quer saber, apure...
Se sobrou, congele
Se não vai, cancele
Se é inocente, apele
Escravo, se rebele
Nunca se atropele...
Se escreveu, remeta
Engrossou, se meta
Língua Portuguesa – 7ª série/8º ano – Volume 1
E quer dever, prometa
Prá moldar, derreta
Não se submeta
Não se submeta...
Hê Hô, Hum! Nanananã!
Hê Hô, Hum! Nanananã!
Hê Hô, Hum! Nanananã!
Hê Hô, Hum!... (2x)
© Dueto Edições Musicais
Estimule os alunos a relacionar a letra da
música com o assunto “textos injuntivos e prescritivos”. O objetivo, nesse momento, é fazê-los
prestar atenção no uso frequente do Modo Imperativo no texto, como sugere a atividade a seguir.
Traços do grupo de textos injuntivos ou prescritivos na letra da canção analisada
1. Você considera que na letra dessa canção
há traços de gêneros que pertencem ao
grupo de textos injuntivos ou prescritivos? Analise-a, preenchendo o quadro a
seguir.
Trechos da letra da música Do it que
comprovam as respostas encontradas
Na letra da canção, há momentos em que
se tenta regular o comportamento de alguém? Como isso ocorre no texto?
Em todos os versos, termina-se dizendo o que o interlocutor
deve fazer.
A letra pode ser compreendida como uma
ordem, um pedido gentil, uma súplica ou
nenhuma das três situações? Em caso de
resposta negativa, explique qual parece ser
o sentido principal do texto.
O texto parece “aconselhar” seu interlocutor, pois, com base
em uma dada situação, marcada sempre pelo “se”, sugere que
se aja de certa maneira.
Como se trata de uma canção, a presença
de elementos não verbais (entonação, trilha
sonora) reforça o sentido do texto verbal?
Explique.
A entonação é incisiva e o ritmo é forte, dando mais vigor à
interpretação da ordem. Mas é possível que os alunos façam
outros comentários. Observe a pertinência. Para tanto, é necessário que a música seja ouvida em sala.
Um aspecto importante na análise da canção – que será destacado, na próxima atividade,
em comparação à receita vista anteriormente
– é seu caráter injuntivo, que é menos impositivo, uma vez que na letra há as orações condicionais na frente de cada Imperativo. Assim,
mais do que uma ordem, cada oração pode
ser entendida como um conselho, pois toma o
condicional como pressuposto para a ação.
2. Se você comparar a letra da música Do it
com as receitas apresentadas na Situação
de Aprendizagem 1, qual dos textos é o menos impositivo? Por quê?
A letra da música, a princípio, parece ser menos impositiva,
especialmente se comparada à receita médica, uma vez que
começa sempre com uma condição. Mas a condição dada
também pode ser compreendida como restritiva. A correção
da resposta dependerá da pertinência dos argumentos.
Injunção, portanto, não precisa indicar necessariamente uma ordem explícita. Pode ser
um pedido, um conselho, uma súplica, entre
outras possibilidades. O fundamental na in-
23
junção é que alguém está regulando, de forma
mais sutil, o comportamento do outro. Essa
regulação pode ser feita em tons bastante diversos. Esse é o ponto que deve ser enfatizado
na análise de canção.
Na sequência, apresentaremos um texto
em que o caráter prescritivo prevalece.
Estabeleça uma comparação entre a letra
da música Do it e o fragmento do Estatuto da
Criança e do Adolescente, destacando, entre
outros aspectos:
f o tom de conselho da música (devido às
suas construções linguísticas);
f o caráter indiscutível do estatuto (devido
às suas construções linguísticas).
3. Leia o texto a seguir.
4. Responda às questões a seguir:
Fragmento do Estatuto da
Criança e do Adolescente
(ECA)
[...]
Art. 2o Considera-se criança, para os efeitos desta Lei, a pessoa até doze anos de idade
incompletos, e adolescente aquela entre doze
e dezoito anos de idade.
[...]
Art. 60. É proibido qualquer trabalho a
menores de quatorze anos de idade, salvo na
condição de aprendiz.
[...]
Art. 67. Ao adolescente empregado,
aprendiz, em regime familiar de trabalho,
aluno de escola técnica, assistido em entidade governamental ou não governamental, é
vedado trabalho:
I – noturno, realizado entre as vinte e
duas horas de um dia e as cinco horas do
dia seguinte;
II – perigoso, insalubre ou penoso;
III – realizado em locais prejudiciais à
sua formação e ao seu desenvolvimento físico, psíquico, moral e social;
IV – realizado em horários e locais que
não permitam a frequência à escola.
a) Qual parece ser o objetivo central do
trecho da lei?
Definir o que é permitido e o que não é quanto ao trabalho
da criança e do adolescente.
b) Você considera que as determinações
que o texto contém podem ser desrespeitadas ou devem ser acatadas? Explique.
Pela característica do gênero “estatuto”, que tem força de lei
(a palavra “Lei” é mencionada no art. 2º), as determinações
devem ser acatadas.
c) Observando a linguagem do texto, há
nela traços do grupo de textos injuntivos ou prescritivos? Quais?
Ele é prescritivo quando diz coisas como “é proibido” ou “é
vedado”. É a expressão do que deve ou não ser feito e, portanto, regula o comportamento das pessoas.
d) Apesar de não ter sido usado o Modo
Imperativo, a forma verbal empregada
indica ordem. Explique como isso pode
ser verificado no texto.
Indica ordem porque aponta o que pode ou não ser feito.
Lei no 8.069, de 13 de julho de 1990. Disponível em:
e) Comparando o texto do ECA com a letra da música Do it, podemos dizer que
os dois fazem parte da tipologia “descrever ações”. A orientação, porém, é
construída de maneira diferente nos
dois textos. Qual é essa diferença?
<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8069.htm>.
/PUFYUPEBNÞTJDBIÈVNUPNEFDPOTFMIPOP&$"PUPN
Acesso em: 24 maio 2013.
é de lei, de algo que deve ser cumprido. São modos de dizer
[...]
o que deve ser feito.
24
Língua Portuguesa – 7ª série/8º ano – Volume 1
Outro exercício que pode ser proposto aos
alunos é pegar mais um trecho prescritivo do
livro didático (algum gênero em que a coerção
é clara, como a Constituição Federal).
5. Pela análise feita nas atividades anteriores,
é possível perceber que textos que regulam
(ou procuram regular) o comportamento das pessoas a quem se dirigem podem
fazer isso de diferentes formas. Veja mais
um exemplo dessas diferenças no texto a
seguir:
[...] Se te amasse como mil vezes tenho
dito, há quanto não teria morrido? Tenho-te enganado! És tu que te deves queixar de
mim! Ai! Por que não te queixas tu?! Pois eu
vi-te partir; não posso ter esperança de que
voltes: e respiro ainda. Traí-te! Peço-te perdão! Mas não! Não mo concedas! Trata-me
severamente! Não aches os meus sentimentos bem violentos! Sê mais difícil de contentar! Ordena-me que eu morra de amor por
ti!... Sim! Conjuro-te a que me socorras, para
que, excedendo a fraqueza do meu sexo, acabe tanta hesitação com um ato de verdadeiro
desespero.
ALCOFORADO, Mariana. Cartas de amor. In: MOISÉS, Massaud. A literatura portuguesa através dos textos. São Paulo: Cultrix, 2002. p. 201.
a) Esse é o trecho de uma carta escrita no século XVII e atribuída a uma
mulher. De acordo com pesquisas históricas, ela manteve correspondência
com um oficial francês, com quem,
possivelmente, teve um relacionamento amoroso e depois foi abandonada.
Qual parece ser o objetivo central do
texto?
usos imperativos funcionam como uma forma de punição a
ela mesma, constituindo-se, portanto, como uma expressão
contraditória de sentimentos.
b) Há usos no Modo Imperativo? Se houver, circule-os.
Deves; queixas; concedas; trata-me; aches; sê; ordena-me;
socorras. A ideia é que esses casos, apesar de não serem imperativos, estão sendo usados com esse efeito. Ou, então, coloque um parêntese (apesar de as formas “deves”, “queixas”,
“conjuro-te”, “socorras” e “acabe” não serem imperativas, estão sendo usadas como tal).
c) Esse texto pode ser classificado como
injuntivo e prescritivo ao mesmo tempo? Explique.
Sim, porque, ao mesmo tempo, ela faz uma súplica ao interlocutor, mas adota um tom prescritivo em relação a si
mesma. Observe, no entanto, a pertinência de outras respostas.
d) Se compararmos o trecho da carta com
a letra da música Do it e com o texto do
ECA, podemos afirmar que os textos
são injuntivos? Explique.
Não. A música tem o tom de conselho, o ECA é impositivo e
a carta é uma súplica, antes de mais nada.
Da análise comparativa entre diferentes textos que podem ser agrupados como injuntivos ou prescritivos,
é possível afirmar:
f todos esses textos, de alguma forma, procuram regular o comportamento de alguém,
indicando como esse interlocutor deve agir,
comportar-se etc.;
f um texto injuntivo ou prescritivo regula o
comportamento de alguém de forma muito
distinta; os prescritivos são mais específicos e rígidos nesse processo; já os injuntivos são mais sutis, sem tanto controle de
comportamento.
É uma súplica, a expressão de um desejo que ela gostaria que
fosse realizado, mas que está totalmente nas mãos de seu
interlocutor satisfazer. Além disso, há momentos em que os
Na sequência, vamos introduzir o conceito
de intertextualidade.
25
1. O professor dará informações sobre como fazer pesquisa em uma gramática.
Usando os mesmos critérios, pesquise agora o tema intertextualidade nas fontes indicadas por ele.
Definição do termo
intertextualidade
Fonte(s) de onde foi
(foram) retirada(s)
a(s)
informação(ões)
O aluno deve pesquisar em mais de uma fonte e registrar o que é a intertextualidade.
26
2. Depois da pesquisa individual, a classe vai
discutir o significado de intertextualidade. O
professor vai participar da discussão, explicando o que não estiver claro. Após a discussão, anote o que compreendeu sobre o tema.
3. Tendo por base uma notícia de jornal indicada pelo professor (do livro didático ou
outra fonte), grife, no texto, todos os trechos que demonstram a ocorrência de intertextualidade.
Todas as conclusões podem, a princípio, ser consideradas vá-
Espera-se que o aluno consiga relacionar trechos da notícia
lidas. No entanto, as que o grupo considerar corretas darão
publicada no jornal com outros textos, por exemplo, notícias
base a uma formulação coletiva final que deve ser anotada.
da TV, crônicas ou charges presentes no próprio jornal.
Língua Portuguesa – 7ª série/8º ano – Volume 1
4. Partindo da definição pesquisada, discutida pela classe e confirmada pelas
explicações do professor sobre o tema
intertextualidade, leia o trecho a seguir e
indique o texto com o qual ele dialoga.
[...] Se te amasse como já disse mil vezes,
há quanto não teria morrido? Tenho enganado você! Você é que deveria se queixar de
mim! Ai! Por que você não se queixa?! Olha
só: eu vi você ir embora; não posso ter esperança de que você vá voltar. Mas estou
respirando ainda. Eu te traí! Me perdoa, por
favor! Mas não! Não me perdoe, não! Seja
duro comigo! Não fique com pena de mim!
Não se deixe levar pelas minhas palavras! Me
mande morrer de amor por você!... Sim! Te
peço que me ajude, para que, superando o
fato de eu ser do sexo frágil, possa dar fim a
toda essa hesitação.
prescritivo ou injuntivo que retome um trecho
da carta. O importante é que você escreva seu
texto no gênero “receita culinária” (se optar
pela injunção) ou “médica” (se optar pela prescrição) e estabeleça um intertexto com a carta.
Nessa devolutiva, chame a atenção para os
seguintes pontos:
f se os textos produzidos apresentam as características típicas do gênero “receita culinária” (título, ingredientes e modo de fazer)
ou “médica” (nome do paciente, indicação
do medicamento, quantidade, posologia,
assinatura, data e carimbo médico);
f se a forma verbal imperativa foi usada na
variedade coloquial ou na padrão (o mais
importante aqui é que esse uso tenha sido
consciente; o importante é que ele opte por
uma forma ou por outra);
f se há elementos da carta de Mariana Alcoforado explicitamente retomados na receita.
É uma paráfrase do trecho original, com
mudança apenas do “tu” pelo “você” e com os
ajustes de pronomes pessoais do caso oblíquo
e conjugações verbais.
Destacando os aspectos de oralidade e escuta, você pode estabelecer uma discussão sobre as produções textuais. Leia algumas e peça
que comentem se os intertextos ficaram claros.
Faça uma sondagem, estimulando-os a
perceber a retomada quase integral de um
texto pelo outro. Peça que discutam como foi
feita a mudança, o que foi mantido e o que
foi alterado do original (no caso, fez-se apenas
uma adaptação de linguagem, usando formas
linguísticas mais próximas da atualidade).
Em seguida, promova leituras de textos intertextuais do livro didático.
Mostre que os traços injuntivos, bem como
a situação básica do texto, não foram alterados. Na “Produção escrita”, relacionaremos o
tema intertextualidade com a tipologia “descrever ações”.
Produção escrita
Partindo do fragmento da carta de Mariana Alcoforado, produza, no caderno, um texto
Você pode fazer uma espécie de jogo. A
cada leitura feita, solicite aos alunos que procurem destacar as intertextualidades que conseguem perceber. Divida-os em grupos para
que fique mais dinâmico. O grupo que perceber mais diálogos vence o jogo.
Depois, você pode selecionar outro texto do
livro didático e solicitar que marquem as intertextualidades explícitas, destacando os mecanismos que indicam as mudanças de vozes.
Para finalizar, discuta com eles a importância do repertório do leitor para a compreensão do diálogo entre textos. A ideia é que
27
percebam o quanto o conjunto de referências
de cada um é fundamental para entender os
intertextos e seus efeitos.
Na continuação, passaremos aos estudos
linguísticos.
Estudo da língua
Uso da gramática normativa
Quanto ao estudo específico de aspectos
linguísticos, partiremos do tema como e por
que usar a gramática normativa. Nesta atividade, será preciso ter alguns exemplares para
trabalho, mas não necessariamente da mesma
gramática.
Comece pelo sumário. Destaque a lista dos
assuntos tratados em cada parte (ou capítulo)
do livro, de forma panorâmica. Examine cada
grande tópico, verificando com os alunos se as
gramáticas que estão observando apresentam
os mesmos assuntos. Faça, com a participação
deles, um quadro dos grandes tópicos.
c) Compare essa definição com outra, do
livro didático ou de uma fonte diferente, indicada pelo professor. Quais são as
semelhanças?
d) Há diferenças? Quais?
e) O professor indicará mais alguns assuntos para localização na gramática normativa.
f) Após a realização das atividades e explicações do professor, anote, com suas
palavras, o que é uma gramática e para
que ela serve.
g) Refletindo sobre como você fez para
encontrar o conceito de verbo, indique o que é preciso fazer, que passos
se deve seguir, para realizar uma pesquisa em gramática, dicionário, enciclopédia etc.
a) a g). Selecione o enfoque do estudo a ser anotado. Pode-se abordar temas em geral, ou escolher uma parte (conjunções, por exemplo) e fazer um recorte. Procure refletir
sobre qual a melhor opção para sua classe neste momento.
Peça então que os grupos localizem o tema
verbos e leiam, especificamente, o conceito.
Façam um confronto entre o que eles têm
anotado no caderno e o que consta no livro didático, observando se há semelhanças e diferenças.
A sequência das perguntas aprofunda o tema verbos. É feito
um trabalho com leitura de conceitos e comparação com
outras fontes, portanto, você precisa usar outra fonte de consulta (pode ser o livro didático). Estimule a comparação de
definições de verbos nas duas fontes indicadas. Você deve,
ainda, indicar outros temas para que os alunos os encontrem.
O objetivo desta questão é desenvolver a familiaridade com
1. O professor disponibilizará alguns exemplares de gramáticas normativas da língua
portuguesa para uma atividade em grupo.
Com o livro em mãos, responda:
esse objeto de consulta. Por fim, será solicitado ao aluno que
crie passos de pesquisa para dicionários e outras fontes, de
acordo com os realizados em sala de aula. Portanto, será
preciso sistematizar. Faça isso oralmente e solicite aos alunos
que, primeiro, escrevam, para depois discutir, ou já construir
a) Quais são os assuntos tratados em cada
parte ou capítulo, de acordo com o sumário? Observe e anote os principais tópicos
que serão discutidos com o professor.
b) Localize, no sumário, a parte que trata
do tema verbos. Depois, leia a definição
que é dada ao termo na página indicada.
28
com a classe as etapas a serem realizadas.
Por fim, apresente mais alguns temas
para pesquisa, apenas para que aprendam
a localizá-los. Finalize pedindo que encontrem e anotem no caderno a definição da
gramática normativa para “Imperativo Negativo”.
Língua Portuguesa – 7ª série/8º ano – Volume 1
Se houver tempo, promova uma discussão final acerca do que entenderam sobre o
que é e para que serve uma gramática. Comente a ideia de “livro de consulta”. E destaque dois pontos:
f os conteúdos descritos em uma gramática são usados pelos falantes de português,
muitas vezes de forma inconsciente, devido
ao aprendizado natural;
f a variedade nela descrita é chamada
“norma-padrão” da língua portuguesa.
Há outras variedades em uso, como a
norma coloquial, muito pertinentes para
contextos informais ou específicos de comunicação entre os falantes.
Também em “Estudo da língua”, propomos mais algumas atividades sobre intertexto.
2. Você já pesquisou o conceito de intertextualidade e analisou-o em uma notícia de
jornal. Faça a mesma análise com outro
texto jornalístico do livro didático indicado pelo professor (sublinhe todos os trechos do texto em que a intertextualidade
ocorre).
O aluno deve localizar na notícia todas as intertextualidades
explícitas, introduzidas por verbos dicendi, aspas ou outra
forma de introdução do discurso alheio.
3. Conforme as explicações dadas, a intertextualidade é uma espécie de diálogo entre
textos, em que, de alguma forma, trechos
de outros textos ou falas de outras pessoas
são citados. Leia os trechos de notícias a
seguir, observando se, em meio ao texto
do jornalista, são citadas falas de outras
pessoas:
Trecho A
As recentes chuvas em Santa Catarina deixaram milhares de desabrigados. De acordo com uma
autoridade do município, todos os que perderam suas casas serão acomodados em prédios públicos ou
na igreja local até que a situação se normalize.
Jornal da Cidade, 25 nov. 2008.
Trecho B
O número de animais abandonados está aumentando. Muitos compram filhotes e, quando os animais crescem, desistem de cuidar deles. A veterinária Maria da Conceição Verges afirma que agir dessa
maneira é uma irresponsabilidade:
“Além do sofrimento do animal, é preciso considerar que bichos abandonados tendem a contrair
doenças mais facilmente, podendo transmiti-las para outros.”
Jornal O Grito, 12 jan. 2008.
Elaborado especialmente para o São Paulo faz escola.
a) O Trecho A apresenta fala de outras
pessoas? Explique.
b) O Trecho B apresenta fala de outras
pessoas? Explique.
Sim. Apresenta, quando faz referência ao relato de uma fonte
Sim. Apresenta, por meio da utilização de aspas e verbo di-
(uma autoridade do município) distinto da fala do jornalista.
cendi (afirma).
29
c) Se você constatou a existência de intertextualidade, indique como ela é marcada no Trecho A e no Trecho B.
Com o grupo, separe todas as falas do autor e
as falas das fontes.
No Trecho A: “[...] De acordo com uma autoridade do mu-
Na sequência, destaque as marcas linguísticas que separam a fala do autor das outras:
presença de aspas, frases ou períodos introduzidos por verbos dicendi (“afirmar”, “dizer” etc.).
Observe se há outras marcas desse tipo no texto
e assinale-as para o grupo. Depois, você pode
selecionar outros pequenos textos informativos
e pedir aos alunos que identifiquem:
nicípio [...].”
No Trecho B: “A veterinária Maria da Conceição Verges afirma que
agir dessa maneira é uma irresponsabilidade: ‘Além do sofrimento
do animal, é preciso [...] podendo transmiti-las para outros.’ ”
Estudo da língua
Discurso citado
Com a definição de intertextualidade explícita, vamos sugerir o estudo do discurso
citado. Como primeiro passo, você pode escolher um texto informativo do livro didático ou outra fonte (uma notícia publicada em
jornal, por exemplo). Leia o texto com os
alunos e discuta o assunto. Depois, destaque:
f o autor do texto;
f outras vozes presentes.
É muito importante que os alunos aprendam a distinguir vozes presentes em um texto,
sabendo separar a voz do autor das vozes de
outras fontes citadas. No caso das notícias de
jornal, por exemplo, as frases mais provocativas ou críticas virão, muitas vezes, expressas
por meio de outras vozes presentes no texto,
citadas pelo autor principal.
Nesse momento, pode-se discutir por que
razão alguns textos citam suas fontes de forma
clara. Veja o que os alunos dizem e anote na lousa. Muitos comentários são possíveis com essa
estratégia, mas o importante é ajudá-los a perceber que, quando um autor faz isso em seu texto,
em geral, ele tem determinada intenção: seja de
parecer objetivo, erudito, franco, honesto, democrático etc. Enfim, há um ou mais objetivos
em produzir um texto citando fontes explícitas.
Após a discussão, voltem ao texto da notícia
de jornal (ou outro que tenha sido selecionado).
30
f informações que podem ser atribuídas ao
autor do texto ou a outras vozes;
f marcas explícitas da introdução da fala de
outras fontes.
Leia os textos e veja as análises, observando a pertinência e a adequação de cada uma.
Outra possibilidade é ler, com os alunos,
dois ou mais textos de opinião e informação
sobre um tema do interesse deles. Promova
uma discussão e, se possível, faça um levantamento de opiniões na lousa, observando os
diferentes argumentos.
Em seguida, peça a cada aluno que escreva um pequeno parágrafo, com um único argumento sobre o assunto. Por exemplo, se o
tema é Será que os pais de hoje são diferentes
dos de antigamente?, cada aluno define o que
pensa e escolhe um só argumento.
A partir daí, ao escrever esse parágrafo, o
aluno deve selecionar, em seguida, um trecho
de um dos textos que vão ao encontro de sua
opinião. Destaque que a maneira como essa
outra voz será introduzida é muito importante, pois é preciso ficar claro para o leitor quando a fala é do autor do texto ou da fonte.
Termine discutindo que há muitos textos,
de diferentes naturezas, que usam esse tipo de
citação de fonte. Normalmente, eles têm em
comum o caráter informativo, objetivo, ou
Língua Portuguesa – 7ª série/8º ano – Volume 1
procuram usar de outras vozes para adquirir
credibilidade, entre outras possibilidades.
A atividade a seguir procura materializar
essa discussão.
1. Depois das explicações e orientações dadas pelo professor, leia os conceitos de discurso direto, indireto e indireto livre no livro didático ou em outra fonte de consulta:
a) discuta com seus colegas o que cada um entendeu sobre os três conceitos;
b) depois da discussão, você e seu grupo devem criar uma definição para cada um dos
conceitos. Em seguida, anote a definição do seu grupo para cada item e dê um exemplo.
Conceito
Definição
Exemplo
Discurso direto
Discurso indireto
Discurso indireto livre
Quando se solicita ao aluno que crie uma definição, o objetivo é fazê-lo desenvolver uma paráfrase, traduzindo de forma que
lhe pareça claro o conceito estudado. Essa também é uma excelente forma de se perceber qual o grau de compreensão dos
alunos, para as intervenções necessárias.
Finalizando esta Situação, propomos retomar
a página 23 (“Estudo da língua”) do Caderno do
Aluno para realizar as atividades que seguem.
Com base na nova versão da carta
de Mariana Alcoforado, apresentada no “Estudo da língua”, responda:
31
1. Os usos do Modo Imperativo estão de
acordo com a norma-padrão da língua
portuguesa? Explique.
Não, estão na variedade coloquial. Na reescrita, adaptou-se
Por tratar-se de conversa, pode haver mais de um tema
como referência. De certa forma, pede-se ao aluno que sintetize os temas, realizando uma espécie de resumo dos assuntos abordados.
o texto a uma situação de comunicação moderna, em que
uma jovem está escrevendo uma carta para seu amado, uma
situação pessoal e bastante informal.
2. Grife as intertextualidades presentes no
texto indicado pelo professor para a realização deste exercício e circule todas as
marcas linguísticas que indicam a citação
de alguém dentro do texto.
b) Nessa conversa, você observou a presença de intertextualidade? Quando ela
ocorreu?
Acreditamos que tenha ocorrido, pois nas conversas é muito
comum as pessoas referirem-se a outras. É preciso observar
como eles marcaram a intertextualidade, pois ela pode estar
mais ou menos explícita.
É preciso, previamente, selecionar um texto em que haja in-
c) Quais foram as fontes citadas?
tertextualidades reconhecíveis para o aluno, para que a ativi-
Os alunos devem registrar todas as fontes citadas (fatos,
dade possa fazer sentido.
pessoas, ideias etc.).
3. Observe uma conversa entre pessoas de sua
família por dez minutos:
d) Foram usadas marcas para introduzir
as referências intertextuais? Quais?
Provavelmente, a citação dos nomes das pessoas ou ou-
a) Qual(is) foi(foram)
principal(is)?
o(s)
assunto(s)
tras fontes e verbos dicendi.
SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 3
TUDO DEPENDE DA MANEIRA COMO PEDIMOS
Um texto que ressaltará seu caráter prescritivo ou injuntivo, dependendo de como é utilizado, será estudado a partir de sua inserção
em uma situação comunicativa. O objetivo é
desenvolver a competência crítica, pois a análi-
se procurará mostrar que um texto pode estar
muito bem organizado do ponto de vista tipológico, mas inadequado ao contexto, não conseguindo, talvez, atingir seu objetivo de forma
plenamente satisfatória para os interlocutores.
Conteúdos e temas: leitura dramática; reescrita de diálogo a partir de situação de comunicação; Modo
Indicativo (verbos regulares); “tu”, “vós” e variedades linguísticas; frase, oração e período.
Competências e habilidades: ler dramaticamente; produzir texto prescritivo; analisar norma-padrão em
funcionamento no texto; analisar texto dentro de situação comunicativa.
Sugestão de estratégias: vivência de situações comunicativas próximas da realidade; percepção da entonação como elemento constituinte do sentido.
Sugestão de recursos: livro didático; Caderno do Professor.
Sugestão de avaliação: leitura dramática; reescrita de diálogo; produção de texto prescritivo; análise de
aspecto específico da norma-padrão dentro de um texto.
32
Língua Portuguesa – 7ª série/8º ano – Volume 1
Roteiro para aplicação da Situação
de Aprendizagem 3
O texto e as atividades a seguir servirão de
base para a discussão da influência da situa-
ção comunicativa para a opção pelo tom prescritivo ou injuntivo do texto.
(Um chefe precisa pedir à sua secretária para acelerar a finalização de um relatório. Ela está
em sua mesa e ele vai cobrar o andamento dos trabalhos. Ele pensa que ela deve cumprir as
ordens, pois essa é sua função. Ela considera-se ótima funcionária e gostaria de ver seu
trabalho mais valorizado, dada sua dedicação.)
Chefe – Carla, como estão os relatórios? Já estão praticamente prontos, né?
Secretária – Estou fazendo o melhor que posso... Veja, aqui estão as planilhas e a primeira versão...
Chefe – Como assim, primeira versão? Faça a versão definitiva, não há tempo para isso. Depois
envie para eu apenas analisar, não posso esperar por segundas versões...
Secretária – Disse primeira versão porque, justamente, o senhor dá a última palavra. Eu apenas
faço o meu trabalho e procuro cumprir os prazos...
Chefe – “Procurar cumprir” é pouco, Carla. Você tem de cumprir, mesmo que precise ficar até mais
tarde. Esse é um contrato importante, todo mundo vai dar o sangue por isso. A diretoria está me cobrando, cobrando todo mundo. Faça o impossível e o mais rápido possível.
Secretária – Vou fazer. Pode esperar que lhe envio, no máximo, até o começo da tarde. Não vou
almoçar e consigo terminar lá pelas duas horas.
Chefe – Faça até a uma. Depois preciso visitar outro cliente.
Secretária – Sim.
Elaborado especialmente para o São Paulo faz escola.
1. Quem são as pessoas que participam da situação?
3. O que o chefe quer?
A entrega de um relatório, com urgência.
O chefe e a secretária.
O chefe está pressionando a secretária para que entregue
4. Há problema no modo como o chefe fala com
a secretária, de acordo com a situação inicial.
Circule os trechos em que isso acontece.
um trabalho, e ela está tentando mostrar que faz o melhor
De acordo com a situação inicial apresentada no texto, sa-
que pode.
bemos que, por ele pressioná-la demais e ser irônico, ela
2. Explique o que está acontecendo na situação.
33
não se sente reconhecida, apesar do esforço. Todas as falas
a seguir indicam que ela não se sente valorizada: “Estou fa-
saio, esse grupo discuta os critérios comuns de
avaliação das apresentações.
[FOEPPNFMIPSRVFQPTTPwi%JTTFQSJNFJSBWFSTÍPQPSRVF
KVTUBNFOUFPTFOIPSEÈBÞMUJNBQBMBWSBwi&VBQFOBTGBÎPP
NFV USBCBMIP F QSPDVSP DVNQSJS PT QSB[PTw i1PEF FTQFSBS
As atividades a seguir procuram organizar
esse trabalho.
RVFMIFFOWJPOPNÈYJNPBUÏPDPNFÎPEBUBSEFwi/ÍPWPV
almoçar e consigo terminar lá pelas duas horas”.
5. O texto pode ser compreendido como injuntivo ou prescritivo? Explique sua resposta a partir da situação proposta no texto e da situação em que está inserido.
Pode ser compreendido como prescritivo, pois o chefe diz
como as coisas devem ser feitas e a secretária reage com
base no que ele diz. Sua forma de falar é muito impositiva.
A ideia é verificar se os usos prescritivos do
texto têm chances de atingir seus objetivos e
por quê. É preciso que os alunos tenham clareza de que o “chefe” pede o que quer, mas
utilizando um tom impositivo demais, não
levando em conta todo o esforço da colaboradora.
Em um exercício de releitura, peça que
reescrevam o diálogo da situação, de forma a
se tornar um texto com tom mais injuntivo e
com maiores chances de atingir êxito, tanto
do ponto de vista do chefe como da colaboradora. Isso significa que ele pede o que deseja,
mas estimula o esforço da funcionária. Façam
leituras dramáticas ou apenas socializadas
dos resultados.
Oralidade
No desenvolvimento da competência de
comunicação oral, propomos a dramatização
da situação do chefe com sua secretária.
Cada grupo então deve apresentar sua
maneira de dramatizar a situação. Um grupo
pode ficar à parte, para julgar, observa cada
apresentação e escolhe a melhor. É importante que, enquanto os outros grupos fazem o en-
34
1. Você e um grupo de colegas vão dramatizar o texto da seção “Leitura e análise de
texto”. Não é preciso decorar as falas, apenas entender a sequência de ideias que o
texto propõe:
a) A partir da dramatização, vamos retomar o caráter injuntivo ou prescritivo do texto. A maneira como falamos
interfere na recepção da pessoa com
quem falamos?
b) Qual das dramatizações apresentou
mais êxito do ponto de vista da adesão da secretária?
c) Em qual delas a maneira de falar do
chefe dificultou a adesão da secretária?
Neste exercício, propõe-se aos alunos que dramatizem o texto da seção “Leitura e análise de texto”. O objetivo é interpretar o texto em outros tons, ao mesmo tempo que as questões
propostas procuram orientar a reflexão sobre o que foi feito.
2. Dramatize novamente o texto, reformulando o diálogo. Torne-o mais eficiente, tendo
em vista que o chefe quer a adesão da secretária e, portanto, a partir das expectativas dela, precisa valorizar seu trabalho.
Produção escrita
No desenvolvimento da competência escrita, sugerimos uma situação em que o caráter
prescritivo do texto deve prevalecer.
Um médico está diante de seu paciente
no consultório. Foram feitos vários exames
e será preciso um tratamento longo, cheio
Língua Portuguesa – 7ª série/8º ano – Volume 1
de limitações e medicamentos. O paciente
é um homem de meia-idade, que ainda não
digeriu muito bem sua situação. A fala do
médico procurará prescrever o que deve
ser feito e convencer o enfermo a seguir as
orientações.
Depois, apresente os tempos verbais do
Indicativo, dividindo-os, inicialmente, em três
grandes blocos: presente, passado e futuro. O
objetivo, nesse momento, é que os alunos percebam a riqueza dos tempos próprios desse
modo verbal.
Elaborado especialmente para o São Paulo faz escola.
De modo também diagnóstico, você pode
colocar cada um dos tempos na lousa, apenas
citando o nome. Em seguida, escolha um verbo
regular e escreva a primeira pessoa de cada tempo (“eu amo”, “eu amei”, “eu amava” etc.). Solicite que a turma complete as outras pessoas
oralmente, deixando de lado, propositadamente, as pessoas “tu” e “vós”. A ideia aqui é destacar a regularidade e fazer os alunos perceberem
que já sabem conjugar a maior parte desses
tempos, desde que o verbo seja regular.
A intenção é que os alunos produzam um
diálogo com caráter prescritivo, uma vez que
o médico deverá indicar ao paciente como
ele deve se comportar no tratamento, quanto
à medicação, à alimentação e outros hábitos
(exercícios físicos, vícios etc.).
Destaque, na intervenção, todas as marcas
linguísticas de coerção que surgirem. Observe
também se esses usos estão adequados à situação
(o médico, de acordo com o contexto, precisa
ter firmeza, mas também um pouco de paciência, pois o tratamento é longo e difícil, e o paciente não digeriu bem a situação).
O aluno deve redigir um diálogo prescritivo, levando em conta o contexto da comunicação, conforme indicado no enunciado.
O grande desafio dessa escrita é produzir
um diálogo em que o ouvinte entenda que não
tem escolha, mas sinta-se acolhido. É preciso
dar orientações firmes sem ser ríspido.
Faça isso com vários verbos regulares. Em
seguida, apresente as pessoas “tu” e “vós”,
lembrando o uso regional do “tu” (usado em
lugar de “você” em algumas partes do Brasil)
e o uso histórico do “vós”.
1. Vamos recapitular os tempos do Modo
Indicativo apresentados em outras séries/
anos. Com alguns colegas e, sem consultar
nenhum material, relacionem quais tempos formam o Modo Indicativo, e também
o uso de cada um. Conjuguem ainda um
verbo em cada tempo, como exemplo.
O objetivo é levar o aluno a trabalhar em grupo e verificar
sua aprendizagem sobre o Modo Indicativo. Você deve usar
Estudo da língua
a atividade para ver qual o nível da aprendizagem e, a partir
disso, fazer as intervenções necessárias.
Modo Indicativo
Passando para aspectos gramaticais, você
pode apresentar o Modo Indicativo, bem
como parte dos tempos que lhe são próprios.
Inicie pedindo uma pesquisa na gramática,
procurando a definição de “Modo Indicativo”. Peça aos alunos que leiam suas anotações
e digam o que entenderam.
2. O professor apresentará alguns verbos conjugados em diferentes tempos do Modo Indicativo. Mas não dirá qual é, pois caberá
a você encaixar cada um nos tempos que
você propôs no exercício anterior. Anote
cada verbo no caderno e o tempo em que
ele está conjugado.
Esta é uma atividade de fixação do Modo Indicativo.
35
Estudo da língua
Frase e oração
Aproveitando a sistematização de modos e tempos verbais, você pode introduzir
o conceito de frase e oração. Dizemos isso,
pois nos parece que os dois últimos conceitos
são os mais fundamentais para a introdução
da sintaxe, e o verbo, como centro do predicado, pode ser um bom início para esses
estudos.
Você pode começar apresentando um
pequeno texto sem verbos. Peça aos alunos
que o preencham, mas, antes, discutam a falta que os verbos fazem para a compreensão
mais global das sentenças.
É possível, inclusive, fazer comparações a
partir de algumas orações. Retire, por exemplo, um termo de cada uma delas e compare
o novo sentido à versão sem verbos.
Talvez esse seja um momento oportuno
para apresentar os conceitos de frase e oração.
Você pode apresentar algum texto sem verbos
do livro didático (normalmente eles estão no
capítulo sobre os estudos de frase e oração) e
observar que é possível, sim, criar textos compreensíveis mesmo sem a presença verbal. Já
é pertinente, então, apresentar o conceito de
frase a partir dos exemplos do livro.
Por outro lado, como o exercício com as
orações demonstrou, se uma sentença organiza-se em torno de um verbo, ele torna-se ali
um centro importante de organização do texto. Para reforçar, projete em transparência a
primeira página de um jornal ou revista e peça
aos alunos que circulem todos os verbos presentes. Nesses casos, é provável que a maior
parte das sentenças contenha ao menos um
verbo. Mais do que isso: de todas as palavras
presentes nessas sentenças, o verbo parece ser
a mais importante, pois sua ausência dificultaria muito a compreensão de tais enunciados.
Faça a pesquisa de acordo com as orientações a seguir e registre os resultados no
caderno.
1. Pesquise, no livro didático ou em outra fonte indicada pelo professor, os pronomes tu e vós.
Relacione todas as informações que considerar relevantes:
a) De acordo com as informações que pesquisou, em que contextos são usados os pronomes tu e vós?
Usar como forma de avaliação formativa, para verificar o que compreenderam. Nesse sentido, não espere por respostas totalmente corretas, mas deixe que o aluno registre o que compreendeu. De qualquer forma, você tem acesso à fonte citada,
portanto, terá base para observar como foi compreendida a explicação pelos alunos e fazer as intervenções necessárias.
2. Pesquise também os conceitos de frase e oração em duas fontes diferentes, indicadas pelo
professor:
a) Quais são as fontes pesquisadas?
O objetivo é fazer que os alunos criem o hábito de anotar as fontes de onde retiram informações, habilidade fundamental na
sociedade letrada.
36
Língua Portuguesa – 7ª série/8º ano – Volume 1
b) Quais as semelhanças entre as duas, para cada termo?
O aluno deve destacar pontos em comum.
c) Quais as diferenças?
O aluno deve destacar as diferenças.
d) De acordo com as explicações dadas, é possível escrever ou falar um texto só com frases
nominais? Exemplifique.
Acreditamos que a resposta será positiva. Observe se a explicação e o exemplo são adequados.
e) Em nossa fala e escrita, é mais comum usarmos frases ou orações? Por que você acha
que isso ocorre?
Usamos mais orações, pois estamos o tempo todo procurando esclarecer nossa comunicação, e o verbo, em nossa língua, é o
núcleo da informação.
3. O professor indicará alguns textos do livro didático para localização de frases e orações.
Transcreva-as para o caderno e responda a que tipo pertencem.
Finalizando a Situação de Aprendizagem
3, propomos atividades que retomam os principais temas estudados.
1. Leia o Texto A e faça as atividades:
Texto A
a) Circule os verbos do texto.
Achoétêmlevantovouescovotomovoltoalmoçoestudodivirtobatoédáfalarcurtirconheçoé.
b) Em que modo estão, predominantemente, os verbos do texto? Indicativo,
Subjuntivo ou Imperativo? Explique
sua opinião.
No Modo Indicativo, pois a garota expressa o que está pen-
(Uma garota ao dar entrevista a um programa de TV voltado para o público jovem.)
Apresentadora – Andreia, como é o seu
dia a dia?
Garota – Bom, acho que igual ao das meninas da minha idade, né? (risos) Pelo menos,
as que têm mais ou menos a mesma grana
que eu, que a minha família... Eu levanto,
vou pra escola – escovo os dentes e tomo café,
claro... (risos). Aí eu volto pra casa, almoço,
estudo e depois me divirto um pouco com a
TV, a internet, bato papo pelo computador...
É gostoso... Dá pra falar com todo mundo,
curtir. O pessoal que eu conheço é assim.
Elaborado especialmente para o São Paulo faz escola.
sando da situação.
c) Os verbos que você circulou estão predominantemente no presente, no passado ou no futuro?
Estão no presente.
d) Por que foi usado esse tempo no texto?
Porque indica ações que se repetem rotineiramente.
e) Você considera que esse texto apresenta
tom injuntivo? Por quê?
Sim, visto que a garota faz uma lista das atividades de seu
cotidiano e insinua que são agradáveis e comuns aos jovens
inseridos no contexto de seu grupo. Verificar a pertinência
de outras análises.
37
2. Leia o Texto B e faça as atividades:
No Modo Indicativo, porque a garota afirma suas opiniões
sobre como as pessoas devem agir.
Texto B
(Uma garota ao dar entrevista a um programa de TV voltado para o público jovem.)
Apresentadora – Andreia, o que você
acha que as meninas de sua idade precisam?
c) Os verbos que você circulou estão predominantemente no presente, no passado ou no futuro?
No presente.
d) Você considera que esse texto apresenta
tom prescritivo? Por quê?
Sim, pois a argumentação da menina é enfática em apontar o
Garota – Difícil responder... (risos). Acho
que as meninas precisam de atenção dos pais,
mas sem exagero, né? É dever dos pais serem
companheiros, preocupados, mas sem neuras... (risos). Precisam também de estudo,
porque sem estudo não dá, e têm também
direito à diversão, de tempo pra sair, ir pras
baladas, enfim, direitos e deveres, entendeu?
que os pais devem proporcionar e quais são os direitos dos filhos.
e) Pela análise feita nas atividades anteriores, podemos afirmar que o presente do
Modo Indicativo:
( ) é um tempo verbal que não indica o
que fazemos, pensamos ou sentimos
de modo habitual.
Elaborado especialmente para o São Paulo faz escola.
a) Circule os verbos do texto.
"DIBQSFDJTBNSFTQPOEFSBDIPQSFDJTBNÏTFSFNQSFDJTBN
( X ) é um tempo verbal que, inserido em um
texto organizado pela tipologia “descrever ações”, pode ser usado para expressar o que deve ou não ser feito.
EÈUÐNTBJSJSFOUFOEFV
b) Em que modo estão, predominantemente, os verbos do texto? Indicativo, Subjuntivo ou Imperativo? Explique sua opinião.
3. No caderno, faça os exercícios sobre modos e tempos verbais do livro didático ou
de outra fonte indicados pelo professor.
Não se esqueça de anotar a página.
SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 4
PRODUÇÃO DE ANÚNCIOS PUBLICITÁRIOS
Serão estudados traços do gênero
“anúncio publicitário”, por meio de diferentes habilidades. Espera-se que, ao final
do processo, o aluno seja capaz de produzir
um anúncio com as características apresentadas.
Conteúdos e temas: características do gênero “anúncio publicitário”; intertextualidade implícita; produção de anúncio publicitário; irregularidades do Indicativo; discurso citado: discursos direto, indireto
e indireto livre.
Competências e habilidades: inferir características de anúncios publicitários, a partir do conhecimento
38
Língua Portuguesa – 7ª série/8º ano – Volume 1
prévio; analisar produção cinematográfica adequada à faixa etária com alto teor intertextual; produzir
nova versão de anúncio publicitário, após sistematização de suas características.
Sugestão de estratégias: sondagem inicial do repertório prévio dos alunos; comparação entre anúncios
publicitários produzidos por eles e os que aparecem no mundo ao redor, no que diz respeito à boa organização das características do gênero; produção textual motivada por análise de texto.
Sugestão de recursos: livro didático; audiovisual; Caderno do Professor; gramática normativa.
Sugestão de avaliação: produção de anúncio publicitário em primeira e segunda versões; jogo com uso
de verbos irregulares.
Roteiro para aplicação da Situação
de Aprendizagem 4
Para iniciar o contato com o gênero “anúncio publicitário”, você pode solicitar aos alunos que, em grupos, produzam um anúncio,
dirigido ao público de sua faixa etária, de um
novo modelo de tênis. Peça que façam o trabalho usando cores, desenhos e palavras.
novo modelo de tênis, lançado para a faixa
etária de 12/13 anos. No anúncio, devem
aparecer palavras, cores e desenhos que
despertem no jovem dessa faixa etária o
desejo de adquirir o modelo novo. O professor vai orientá-los quanto ao tamanho e
tipo de papel a ser utilizado.
Produção escrita
1. Em grupo, você deve produzir um anúncio publicitário para a divulgação de um
Elementos para
análise
Público-alvo
2. Depois que o grupo tiver terminado de
criar o anúncio, vai analisar sua produção,
preenchendo a ficha a seguir.
Quantidade de
informação
Há imagens mais
informativas? Quais?
Com que objetivo
estão ali?
Uso de imagens
As imagens são
atraentes ao público
escolhido?
Por quê?
Escolha das cores e
dos tipos de letra
A escolha de cores
e do tipo de letra
relaciona-se com o
público-alvo? Em que
sentido?
Escolha de palavras
As palavras escolhiHá palavras mais
das são adequadas ao
informativas? Quais?
público-alvo? Por quê?
Algumas cores,
tamanhos e tipos
de letra foram
escolhidos para
facilitar o processo
de compreensão da
informação? Quais?
Capacidade de
sugestão
Algumas imagens
foram escolhidas para
sugerir algo? Quais?
O que sugerem?
Algumas cores,
tamanhos e tipos de
letra foram escolhidos
para sugerir
sensações, ideias,
sentimentos? Quais?
Com que objetivo
estão ali?
Algumas palavras
foram escolhidas para
sugerir algo? Quais?
O que sugerem?
39
Os quadros apresentados devem ser vistos como um esquema
de orientação para a produção dos grupos. A partir deles, oriente
a realização da atividade, de acordo com os objetivos propostos.
3. Feita a análise da atividade anterior, reformule, com seu grupo, o anúncio publicitário
criado, alterando alguns aspectos apontados no quadro.
Depois, você pode escolher alguns anúncios
publicitários do livro didático e fazer análises
semelhantes. Pode-se então fazer um comentário preliminar, indicando que os textos desse
gênero têm, entre outras características:
Elementos para
análise
Público-alvo
As imagens são
atraentes ao público
escolhido? Por quê?
Uso de imagens
Acredita-se que sim, pois esse é
o objetivo. O aluno deve procurar explicar, mas comentando as
imagens com base no objetivo
do texto.
Os mesmos critérios devem ser usados para os demais elementos de análise.
Vale propor que, depois de todas as análises feitas, eles refaçam os anúncios, procurando pensar nas questões sistematizadas
no quadro. Com os trabalhos prontos, faça
nova análise (como a que foi feita com a primeira proposta de anúncio), para ver se
houve maior compreensão dos traços característicos do gênero.
Nesse momento, você já pode fazer uma
primeira sistematização das características
dos textos publicitários, destacando:
40
f direcionamento a um público-alvo;
f seleção de elementos (cores, palavras, diagramação, imagens etc.) voltados a esse
público;
f seleção de elementos orientada para despertar os sentidos ou desejos do público; portanto, há mais sugestão do que informação.
1. O professor dividirá a sala em
grupos e escolherá anúncios publicitários para análise. Observe o
texto selecionado e analise-o, com seus colegas, a partir dos três elementos indicados
no quadro a seguir.
Quantidade de
informação
Capacidade de
sugestão
Há imagens mais
informativas? Quais?
Com que objetivo
estão ali?
Algumas imagens
foram escolhidas para
sugerir algo? Quais?
O que sugerem?
Pode haver um maior ou menor grau de informação em um
anúncio. Observar como a imagem está no anúncio analisado
e qual deve ser o objetivo implícito nessa opção.
Pode haver um maior grau de
sugestão em um anúncio. Observar como a imagem está no
anúncio analisado e qual deve
ser o objetivo implícito nessa
opção.
f uso de elementos verbais e não verbais;
f uso de elementos voltados para determinado público-alvo;
f predomínio da sugestão sobre a informação.
2. Com base nas explicações dadas pelo professor sobre os traços característicos de anúncios publicitários, escreva o que entendeu.
Observar como os alunos explicam os traços indicados:
tEJSFDJPOBNFOUPBVNQÞCMJDPBMWP
tTFMFÎÍPEFFMFNFOUPTDPSFTQBMBWSBTEJBHSBNBÎÍPJNBHFOTFUD
WPMUBEPTQBSBFTTFQÞCMJDP
tBTFMFÎÍPEFFMFNFOUPTÏPSJFOUBEBQBSBEFTQFSUBSPTTFOUJEPTPVEFTFKPTEPQÞCMJDPBMWPQPSUBOUPIÈNBJTTVHFTUÍP
do que informação.
Língua Portuguesa – 7ª série/8º ano – Volume 1
Na sequência, vamos relacionar anúncios publicitários com textos injuntivos. Para
tanto, abordaremos dois tipos de anúncios
bastante diferentes: um em que predominem
elementos não verbais e outro com intensa
presença de palavras.
c) A seleção de elementos que visam persuadir o leitor (cores, palavras, diagramação, imagens etc.) é adequada a esse
público? Explique.
Não se espera que o aluno comente todos os elementos, mas
que seja capaz de mostrar um deles em funcionamento no
anúncio. Se você considerar oportuno, pode dividir a classe
Como referência de anúncios com predomínio de elementos não verbais, há aqueles
que se relacionam à moda: anúncios de perfumes, de marcas de roupas caras ou outros
acessórios dessa natureza.
em grupos e indicar um item para cada um.
d) Há equilíbrio entre os elementos de persuasão e os de informação (preços, características do produto)? Explique.
Seguir o mesmo procedimento do item anterior ou alternar
Já como base para os estudos de anúncios
com intensa presença de elementos verbais,
vamos tomar os anúncios de concessionárias,
de vendas de imóveis, de grandes lojas de varejo etc.
No caso dos anúncios com predominância
do não verbal, o caráter injuntivo é mais leve.
Em geral, as imagens e cores insinuam situações, provocam sensações, mas não afirmam
nada de concreto para além do nome do produto e sua marca. Já os anúncios mais verbais,
mesmo que venham associados a imagens e
sons, em geral estão carregados de um apelo
explícito na combinação das palavras que induz o espectador a consumir o produto. Em
geral, há o uso de frases imperativas, convidando o leitor da mensagem, literalmente, a
fazer a compra.
3. Selecione, em casa, dois anúncios publicitários (I, com poucas palavras, e II, com
muitas palavras) e leve-os para a classe.
Responda às questões a seguir:
a) Qual parece ser o objetivo central do
anúncio?
(se foi feito individualmente no item “c”, pode agora ser feito
em grupo).
e) Tomando por base os textos dos anúncios e levando em conta suas respostas
anteriores, o caráter injuntivo é marcante? Explique.
Em I, provavelmente a sugestão predomina, o que pode indicar injunção, no máximo. Já em II, é preciso ver a especificação do caráter coercivo. O professor pode discutir as
possíveis causas dessas opções com os alunos (pensar, por
exemplo, nos diferentes públicos).
f) Segundo sua análise, qual é a principal
diferença entre os dois tipos de anúncio? Justifique sua opinião.
Há muitas possibilidades de análise (tipo de produto, de público, de letra etc.). É preciso analisar, portanto, a pertinência
dos comentários feitos, de acordo com cada anúncio.
Feitas as análises, você pode pedir que eles
tragam de casa anúncios dos dois estilos, ou
propor a análise de algum exemplo de anúncio que esteja no livro didático. É possível,
inclusive, estabelecer uma discussão sobre o
público-alvo dos dois tipos de anúncio e sobre
a capacidade persuasiva de um e outro.
O aluno deve destacar o produto ou serviço veiculado em
cada anúncio.
Oralidade
b) Esse anúncio é voltado para qual público? Justifique com elementos do texto.
1. Levando em conta as características de
anúncios publicitários sistematizadas na Atividade 1 da seção “Leitura e análise de texto” desta Situação de Aprendizagem, analise
Nesta questão, o aluno vai indicar, com base em elementos
retirados do anúncio, qual o público-alvo de cada um.
41
os anúncios publicitários do livro didático
que o professor indicar, comentando como
essas características aparecem em cada um.
Para a análise, apoie-se nos pontos indicados no próprio enunciado da atividade:
f a questão da imagem parada (impressa),
do movimento (televisão) e da ausência de
imagem (rádio);
f o trabalho sonoro do rádio em contraste com
o trabalho sonoro da televisão (escolha de
trilhas sonoras, maneiras de falar do locutor
ou de personagens). Fazer uma comparação
com o trabalho tipográfico do impresso;
f o uso da linguagem verbal nas três situações: semelhanças e diferenças.
Dando continuidade aos estudos do gênero, destaque que os anúncios publicitários
são dirigidos a um público-alvo preferencial,
o que não significa que outros públicos não
possam ser atingidos por esses textos. Muitas
vezes, aliás, uma imagem negativa, que gera
polêmica, pode ser o bastante para que alguém que não compartilha daquela forma de
ver o mundo “fixe” a mensagem e, portanto, o
produto e a marca que o vende.
2. Leia o texto e responda às questões:
Uma agência publicitária tem como objetivo fazer uma campanha para o público feminino, na
faixa dos 15 anos, com poder aquisitivo médio. O produto é um novo cosmético indicado para o tratamento da acne.
A primeira proposta de texto verbal para o produto foi a seguinte: “Arrase as concorrentes!”. O
texto viria ao lado da imagem de uma garota de aproximadamente 15 anos, vestida com roupas de
marcas caras, fotografada na entrada de um colégio aparentemente bastante caro e tradicional, com
outras meninas em volta olhando, admiradas com a beleza da pele dela.
O cliente, em um primeiro momento, havia pedido uma campanha que mostrasse a menina de acordo
com a atualidade, mas, ao mesmo tempo, usando o produto, que a ajudaria a passar por essa fase difícil da
adolescência, especialmente no que diz respeito à aparência.
Elaborado especialmente para o São Paulo faz escola.
a) A proposta apresentada pela agência
está adequada ou não ao que foi pedido
pelo cliente?
ser vista como uma mudança em sua atitude, o que vai além
Com base na situação exposta, discuta com os alunos se a
proposta apresentada pela agência está adequada ou não ao
c) Que elementos do texto permitem dizer
que a proposta foi incoerente?
que foi pedido pelo cliente. Acreditamos que haverá respos-
Ela está passando por uma fase difícil, então essa mudança
tas afirmativas e negativas. A questão não é chegar a um ve-
repentina de postura pode ser vista como incoerente, pois,
redito final, mas, sim, encontrar no texto elementos capazes
como uma menina insegura com a pele, de repente, já se
de sustentar a opinião.
sente segura diante dos garotos?
b) Que elementos do texto permitem dizer
que a proposta foi coerente?
Se pensarmos em uma análise de que a garota do contexto quer uma reviravolta em sua postura, é possível enxergar
coerência, pois a expressão “arrase as concorrentes!” pode
42
do problema com acne.
Solicite que façam uma análise escrita da
situação, organizados em grupos. Cada grupo
deverá chegar a um consenso e decidir se considera a proposta feita coerente ou não com o
pedido, e por quê.
Língua Portuguesa – 7ª série/8º ano – Volume 1
3. O professor vai apresentar anúncios publicitários feitos em mídias diferentes. Você,
com seus colegas, deverá compará-los com
base nos seguintes tópicos:
1. O professor dividirá a classe em grupos.
Cada um fará uma revisão, para apresentar
para a sala, de um tempo do Modo Indicativo. Você deverá, com seus colegas, ler
no material indicado a explicação sobre o
tempo solicitado. Deverá ainda selecionar
exemplos para explicar à classe.
f a diferença de efeito que provocam a
imagem parada (impresso), o movimento (na televisão) e a ausência de imagem
(no rádio);
f o trabalho sonoro do rádio em contraste com o da televisão (escolha de trilhas
sonoras, maneiras de falar do locutor
ou da personagem). Faça um paralelo
com o trabalho tipográfico (tamanho
e tipo de letra) do impresso, observando quais são as diferenças de efeito que
provocam;
f o que há em comum ou de diferente no
uso da linguagem verbal nas três situações (rádio, televisão, impresso).
2. Seu grupo selecionará um pequeno fragmento de texto do livro didático em que
apareçam verbos no tempo e modo pedidos. A última parte da apresentação será
analisar o tempo em funcionamento dentro do texto. Por exemplo: No trecho “Ele
pegou o jarro e saiu correndo”, temos o
uso do Pretérito Perfeito do Indicativo,
pois a personagem fez duas ações pontuais
no passado.
O objetivo da atividade é comparar anúncios em diferentes
Professor, já foi dado o modelo de análise para os alunos.
mídias, observando como as características de cada suporte
Oriente-os a selecionar pequenos trechos.
(imprensa, rádio, televisão) interferem no modo como o gênero se organiza. Você pode usar como referência para suas
análises os itens que foram indicados entre parênteses nas
próprias questões.
Estudo da língua
Observe como os alunos se apropriaram ou não dos conteúdos e faça as intervenções necessárias.
3. Faça, no caderno, com o professor, a conjugação de três verbos, um terminado em
ar (primeira conjugação), outro em er (segunda conjugação) e outro em ir (terceira
conjugação), em todos os tempos do Modo
Indicativo.
Sugerimos a seleção de textos indicados pelos próprios alu-
Verbos regulares e irregulares
Focaremos algumas irregularidades ligadas ao Modo Indicativo. Antes de iniciar, você
pode fazer uma recapitulação desse modo,
apresentando as três conjugações. Conjugue
com a turma três verbos regulares, oralmente,
um de cada conjugação.
Faça-os notar a diferença e solicite que digam todos os verbos que se lembrarem apenas
pelo Infinitivo. Faça um quadro com as três
conjugações e vá colocando cada verbo dito
em uma coluna. A ideia é que eles percebam
que a maioria dos verbos está na primeira
conjugação, e que esta é a mais regular.
nos.
4. No caderno, conjugue os verbos estar, ser,
pôr e vir nos tempos do Modo Indicativo.
Professor, ressalte o caráter irregular dessas conjugações.
5. Após os comentários do professor sobre as
conjugações que você fez, aponte em que
momentos você teve problemas para fazer
a conjugação de acordo com o que prevê a
norma-padrão da língua portuguesa.
Professor, veja esse momento como “pistas” sobre as dificuldades dos estudantes e um ótimo exercício de metacognição.
6. O professor vai estudar em classe as conjugações de alguns verbos no Modo Indicati-
43
vo (e solicitar que você estude também em
casa, no livro didático ou outro material de
consulta). Os verbos em destaque são: recear, fugir, fazer, poder, haver, ver, querer,
dizer, trazer e ir.
jogo, conjugue cada um deles. Se preferir,
peça que tragam gramáticas e, divididos em
grupos, encontrem as conjugações de dois
ou três verbos por grupo. Depois, socialize
as descobertas.
Foram selecionados, propositadamente, verbos irregulares
dades dos estudantes e um ótimo exercício de metacognição.
O game implica pedir a eles que estudem
em casa essas conjugações. Em sala, organizados em grupos, terão de conjugar esses verbos no tempo do Indicativo solicitado. Cada
grupo solicita uma conjugação a outro grupo,
no tempo do Indicativo que quiser. Se houver
erro, quem perguntou deve saber a resposta;
caso contrário, ninguém ganha o ponto.
Esse quadro também pode auxiliá-los a
visualizar que os verbos das demais conjugações são menos numerosos, mas, muitas vezes,
bastante usuais.
Com relação aos verbos defectivos, sugerimos que você solicite aos alunos uma pesquisa
na gramática a partir das questões apresentadas a seguir.
Em seguida, você pode conjugar com eles
três verbos irregulares, um de cada conjugação:
incendiar, perder e pedir, por exemplo. Faça
que os alunos percebam as irregularidades,
analisando se elas são ortográficas, se implicam mudança da base (radical) etc. É uma
boa ideia sugerir a eles que conjuguem os verbos como se fossem regulares, para que possam entender bem as diferenças.
1. O que é um verbo defectivo?
ou de difícil prefixo de uso corrente.
7. Também para esses verbos, circule os momentos em que você teve problemas para
conjugar de acordo com o que prevê a norma-padrão da língua portuguesa.
Professor, veja esse momento como “pistas” sobre as dificul-
8. Após o estudo em casa, o professor vai
propor um jogo. Um aluno de cada grupo,
mediante sorteio, deverá apresentar a conjugação de um dos verbos estudados no
tempo do Indicativo solicitado. Ganhará
aquele que, ao final do jogo, tiver acertado
maior quantidade de conjugações.
Na sequência, proponha um game (oral
e escrito, pressupondo que eles tenham estudado em casa, por meio de exercícios do
livro didático ou por outras formas) com
os verbos já conjugados: recear, fugir, ser,
estar, fazer, poder, haver, pôr, ver, vir, querer, dizer, ter, trazer, ir ou outros que vão
considerar oportunos. Antes de começar o
44
2. Qual a justificativa da gramática normativa (ou do livro didático) ao classificar alguns verbos dessa forma?
1 e 2. Professor essa é uma proposta de pesquisa orientada.
Discuta com os alunos as explicações selecionadas.
3. Qual seria o melhor caminho/forma para
saber quais são esses verbos? Decorá-los?
Consultar uma gramática/um dicionário?
Usar sinônimos? Todas as anteriores?
Essa é uma proposta de metacognição, que pode indicar aos
estudantes formas mais eficientes de estudo . Essas três questões foram propostas como atividades. Procure o momento
mais oportuno para abordá-las.
Com relação aos verbos abundantes, selecione aqueles que são de uso muito frequente.
Explique a regra de uso e depois faça exercícios de sistematização do livro didático. Outra
possibilidade é sugerir que os alunos procurem ocorrências de verbos abundantes em textos deles mesmos e de outros, verificando se
o uso está adequado ou não à norma-padrão
da língua.
Língua Portuguesa – 7ª série/8º ano – Volume 1
Consideramos que todos esses estudos
verbais venham acompanhados de uma discussão sobre variedades linguísticas. É importante que o estudante compreenda que esses
usos dizem respeito à norma-padrão da língua, um conjunto de normas convencionadas
pela sociedade. Você pode, inclusive, discutir
com seus alunos o caráter prescritivo desse
tipo de obra denominada “gramática normativa”. E fazê-los perceber que os falantes,
muitas vezes, não usam a norma-padrão da
língua, mas conseguem se comunicar com
muita eficiência.
Ou seja: é preciso entender que todos os
usos seguem lógicas, não são desvios da norma-padrão. A questão é que a norma oficial
é a mais aceita e valorizada socialmente, daí
precisarmos dominá-la.
Esses estudos linguísticos foram feitos de
forma isolada do estudo do gênero “anúncio
publicitário” por duas razões:
1. Consideramos que esses estudos independem de qualquer produção textual
(oral ou escrita) específica, mas formam
um conjunto de problemas frequentes
no uso da norma-padrão da língua.
2. Eles foram colocados na Situação de
Aprendizagem 4 como sequência da Situação de Aprendizagem 3, em que foi
mencionado o Modo Indicativo.
Estudo da língua
Discursos direto, indireto e indireto livre
Avançando nos estudos de intertextualidade, vamos estudar novamente o discurso citado. Mas agora vamos aprofundar conceitos de
discurso direto, indireto e indireto livre.
Para iniciar, retome os mecanismos de discurso citado vistos na Situação de Aprendizagem 2.
Pergunte aos alunos o que lembram sobre
o assunto, destacando:
a) Que textos, preferencialmente, usam a
citação clara de outras fontes? (Espera-se que respondam “textos objetivos”,
“informativos”, “que buscam credibilidade”. Se responderem “jornalísticos”,
também já é pertinente.)
b) Como esse tipo de citação é feita? (Espera-se que respondam que é feita por
meio de mecanismos como aspas, verbos dicendi etc.)
Ampliando o estudo, diga que o discurso
citado pode aparecer em qualquer texto, sendo explicitado por outros mecanismos (como
travessão, dois-pontos, marcas gráficas etc.),
ou que às vezes não apresenta nenhuma marca explícita de mudança de voz.
Para estudar um exemplo de texto em que
há outras marcas da introdução de outras vozes, você pode escolher um trecho de narrativa
com diálogos (de preferência em que o narrador não seja personagem).
Separe com os alunos as vozes do trecho,
deixando claro quem diz cada coisa e se há ou
não algum indicador linguístico para a mudança de voz (travessões, dois-pontos, letras
em itálico ou outro tipo de diferença gráfica).
Observem ainda se nesse texto também ocorrem as formas de introdução do discurso do
outro já anteriormente vistas.
Para sistematizar, você pode, nesse momento, fazer a distinção entre os discursos direto e
indireto, explicando que o primeiro introduz a
fala literal de uma fonte (real ou ficcional) no
texto de um dado autor ou narrador; já o segundo introduz a fala de outro por meio das
palavras do autor ou narrador (mesmo que o
leitor saiba que aquelas palavras estejam sendo
atribuídas a outra pessoa, real ou personagem).
45
Como exercício, oriente-os a transformar
discursos diretos em indiretos e vice-versa;
mas coloque as transformações feitas dentro
de seus contextos originais. Ou seja, se é um
trecho de texto ficcional, proponha a reescrita nesse contexto e leia uma ou outra versão,
para discutir a diferença. Faça o mesmo com
textos não ficcionais e discuta a pertinência
maior de uma ou outra opção.
Avançando um pouco mais, selecione algum trecho de discurso indireto livre, em que a
fusão de vozes é tão intensa que não sabemos
mais quem está dizendo aquilo. Nesse caso,
discuta com eles qual pode ser a intenção de
um autor ao fazer essa escolha. Destaque, independentemente das análises que farão, que
esse mecanismo desperta o imaginário do leitor e que é bastante pertinente usá-lo quando
o objetivo do texto é esse.
Você pode, ainda, selecionar algum exemplo de discurso citado em que não reconhecemos imediatamente a fonte, salvo se tivermos
consciência das fontes originais que o susten-
tam. Se possível, mostre uma cena clássica de
cinema (como a sequência do chuveiro do filme Psicose, de Alfred Hitchcock) e pergunte
aos alunos em que outros filmes já viram referências àquela cena.
Para finalizar a Situação, propomos algumas
atividades com os principais temas estudados.
A partir das análises e produções de
anúncios publicitários, escreva quais
são as características do gênero.
Este é um momento de sistematização. As características vistas foram:
tEJSFDJPOBNFOUPBVNQÞCMJDPBMWP
tTFMFÎÍPEFFMFNFOUPTDPSFTQBMBWSBTEJBHSBNBÎÍPJNBHFOTFUD
WPMUBEPTQBSBFTTFQÞCMJDP
tTFMFÎÍPEFFMFNFOUPTPSJFOUBEBQBSBEFTQFSUBSPTTFOUJEPT
PV EFTFKPT EP QÞCMJDP QPSUBOUP IÈ NBJT TVHFTUÍP EP RVF
informação.
É interessante verificar se o estudo foi feito, para depois comprovar a necessidade da sistematização da aprendizagem realizada. Isso pode ser feito, por exemplo, repetindo-se o tipo
de jogo das conjugações propostas nas Atividades 6 a 8 de
“Estudo da língua”.
1. O professor solicitará uma pesquisa no livro didático ou em outro material de
consulta a partir do tema verbos defectivos. Tendo como base as páginas indicadas
para leitura, responda:
a) O que é um verbo defectivo?
Observe a definição dada pelo aluno e compare-a com a dos demais. Considere a diversidade como algo positivo.
b) Qual a justificativa da gramática normativa (ou do livro didático) ao classificar alguns
verbos dessa forma?
Observe a definição dada pelo aluno e compare-a com a dos demais. Considere a diversidade como algo positivo.
c) Eles são verbos comuns, que você usa no dia a dia?
Alguns, sim. Estimule a percepção dos alunos.
d) Segundo sua opinião, qual seria o melhor caminho para saber conjugar esses verbos?
Decorá-los? Saber onde consultá-los se tiver dúvida de uso? Usar sinônimos?
Deixe que construam seus caminhos, mostrando a diversidade de possibilidades, caso eles não consigam formulá-la.
46
Língua Portuguesa – 7ª série/8º ano – Volume 1
2. O professor também solicitará uma pesquisa no livro didático ou em outro material de
consulta sobre o tema verbos abundantes. Tomando por base as informações das páginas
indicadas para leitura, responda:
a) O que é um verbo abundante?
Observe a definição dada pelo aluno e compare-a com a dos demais. A diversidade deve ser vista como algo positivo.
b) Qual a justificativa da gramática normativa (ou do livro didático) ao classificar alguns
verbos dessa forma?
Observe a definição dada pelo aluno e compare-a com a dos demais. Considere a diversidade como algo positivo.
c) Eles são verbos comuns, que você usa no dia a dia?
Alguns, sim. Estimule a percepção dos alunos.
d) Segundo sua opinião, qual seria o melhor caminho para saber conjugar esses verbos?
Decorá-los? Saber onde consultá-los se tiver dúvida de uso? Usar sinônimos?
Deixe que construam seus caminhos, mostrando a diversidade de possibilidades, caso eles não consigam formulá-la.
SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 5
SISTEMATIZAÇÃO
Nesta Situação de Aprendizagem será realizada a sistematização dos conteúdos trabalha-
dos nas semanas anteriores, para avaliar o nível
de aprendizagem apresentado pelos alunos.
Conteúdos e temas: sistematização de traços da tipologia “descrever ações”; sistematização de características de anúncios publicitários; produção textual prescritiva ou injuntiva; Modos Indicativo e
Imperativo.
Competências e habilidades: produzir sistematização por meio de quadro-síntese; reconhecer texto
prescritivo junto a texto em outra tipologia (argumentativa); reconhecer usos dos Modos Indicativo
e Imperativo; analisar tempos pretéritos do Indicativo em textos.
Sugestão de estratégias: compreensão da sistematização como um momento importante da avaliação
da aprendizagem; realização consciente de atividades que recapitulam conteúdos.
Sugestão de recursos: livro didático; Caderno do Professor.
Sugestão de avaliação: organização de quadro-síntese com os traços de textos prescritivos; produção
de texto prescritivo ou injuntivo.
47
Roteiro para aplicação da Situação
de Aprendizagem 5
Para fazer uma sistematização dos traços
da tipologia “descrever ações”, peça aos alunos que, em grupos, consultem seus cadernos
e façam um quadro com todas as características dos textos injuntivos. Depois, promova a
socialização dos resultados.
48
Apresente, então, um novo texto, em gênero
de tipologia injuntiva que ainda não tenha sido
trabalhado (“regras de jogos”, por exemplo). Coloque esse texto ao lado de outro, do livro didático, desenvolvido em outra tipologia (dissertativa,
por exemplo). Peça que analisem os dois e indiquem qual deles é organizado prescritivamente
ou de forma injuntiva e por quê. As atividades a
seguir procuram materializar essa proposta.
Toquinho
O internetês
Em uma quadra com uma linha no meio,
dividem-se dois times com a mesma quantidade de participantes.
Cada time escolhe um coveiro que fica atrás
da linha da quadra do time adversário.
Cada jogador deve posicionar um “toquinho” (um cilindro de aproximadamente 20
cm) de madeira na sua frente e posicionar-se
em um lugar de seu campo.
Tiram a sorte para ver quem fica com a bola.
O time que começa a partida arremessa a
bola e tenta derrubar um toquinho do time
oposto. Os jogadores atacantes podem se
movimentar em sua quadra; os defensores,
por sua vez, podem defender seu toquinho
com qualquer parte do corpo.
Quando o primeiro toquinho de cada time
for derrubado, seu dono troca de lugar com
o coveiro. Para os demais toquinhos derrubados, não haverá mais troca de coveiro.
Ganha o jogo o time que derrubar todos os
toquinhos do time adversário.
O internetês vem ocorrendo desde a difusão
dos meios digitais de comunicação. Esse
termo corresponde ao uso de expressões
abreviadas, com grafias diferentes da oficial,
gerando palavras novas, ou os ditos emoticons, que geralmente aparecem associados a
formas verbais, entre outras inovações.
Muitas pessoas na sociedade são contra
essa forma de manipulação do idioma: segundo várias opiniões, o uso indiscriminado
de palavras abreviadas e de outras inovações
presentes no meio digital deforma a língua
portuguesa, criando um estilo próprio de
comunicação, muito usado pelos jovens,
mas inadequado para muitos dos contextos
de uso.
Já outras pessoas acreditam que o internetês mostra um uso criativo do idioma,
em uma associação entre formas usuais e
formas novas derivadas, criando efeitos de
comunicação mais rápidos, econômicos e
eficientes.
Elaborado especialmente para o São Paulo faz escola.
Elaborado especialmente para o São Paulo faz escola
Língua Portuguesa – 7ª série/8º ano – Volume 1
1. Qual dos dois textos pode ser classificado
como um exemplo de texto injuntivo ou
prescritivo?
O texto que se refere ao jogo denominado Toquinho é prescritivo, pois indica as regras que devem ser seguidas ao se
jogar “toquinho”.
2. Volte às características dos textos injuntivos e prescritivos, organizadas na Atividade 5 da seção “Leitura e análise de
texto” da Situação de Aprendizagem 1.
Quais delas estão presentes no texto que
você escolheu? Dê exemplos do texto para
comprovar sua resposta.
Observe como os alunos desenvolvem as características
apresentadas:
tOFTTFTUJQPTEFUFYUPTIÈSFHVMBÎÍPEFDPNQPSUBNFOUPT
tVNUFYUPQSFTDSJUJWPPVJOKVOUJWPJOEJDBPRVFVNBQFTsoa deve fazer quando quer chegar a um dado resultado.
Atrás desse discurso parece haver alguém que conhece
uma dada realidade e sabe como um sujeito deve se conEV[JSTFRVJTFSBUJOHJSPNFTNPSFTVMUBEP
t OP DBTP EPT UFYUPT JOKVOUJWPT B PSJFOUBÎÍP B VN EBEP
DPNQPSUBNFOUPÏNBJTJNQMÓDJUBKÈOPTQSFTDSJUJWPTIÈB
UFOUBUJWBFYQMÓDJUBEFDPOUSPMFEPDPNQPSUBNFOUP
tBQSFTDSJÎÍPPVJOKVOÎÍPFNVNUFYUPOÍPTFEÈBQFOBT
DPNFMFNFOUPTWFSCBJTIÈPVUSPTDPNQPOFOUFTOPTUFYtos que incentivam o leitor a ter certo comportamento.
Toda essa análise e discussão deve ser construída oralmente.
3. Onde há marcas de injunção ou prescrição
no texto escolhido? Circule-as.
Dividem-se; escolhe; fica; deve; tiram; começa; tenta;
No caso das regras de jogos, é interessante
destacar que sua forma de prescrição, muitas
vezes, não vem expressa pelo Imperativo Direto. Há uma descrição de situações previstas
que, implicitamente, pressupõe-se que devam
ser seguidas. Muitas de suas frases, no entanto, estabelecem uma verdade indiscutível:
“cada jogador deve...”, “os jogadores atacantes podem...”, “não haverá trocas de coveiros”, “ganha o jogo...”.
Professor, para as atividades de produção
escrita, leve em conta o seguinte:
a) na Atividade 1, será preciso escolher um
texto que os alunos transformarão, de
modo a torná-lo injuntivo ou prescritivo. Você pode, por exemplo, pegar uma
notícia, reportagem ou outro texto informativo e pedir que os alunos escrevam
um “manual de leitura” ou um conjunto
de “sugestões para leitura”. No primeiro
caso, o foco será prescritivo e no segundo,
injuntivo. É importante que você discuta
com eles o que será escrito, em linhas gerais, em um caso e no outro. Além disso,
dê atenção especial às marcas linguísticas da produção de injunções;
b) e c) as duas propostas são de produção
de textos de opinião, a serem desenvolvidas aqui apenas de forma introdutória.
Produção escrita
podem; troca; ganha. Verificar a pertinência de outras
respostas.
4. Qual parece ser o objetivo central do texto que você classificou como injuntivo ou
prescritivo?
O objetivo é orientar, de forma prescritiva, como os jogadores do “Toquinho” devem proceder.
5. Qual parece ser o objetivo do outro texto?
O objetivo é dar uma opinião sobre o chamado “internetês”.
1. O professor indicará um texto do livro didático para leitura. Após lê-lo, você deve:
f tirar suas dúvidas de vocabulário;
f discutir outras questões que possam ter
dificultado seu entendimento;
f escrever, no caderno, um pequeno texto
prescritivo ou injuntivo de acordo com
as orientações do professor. Lembre-se:
se tiver a intenção de orientar o com-
49
portamento de forma explícita, seu texto será prescritivo. Se preferir escrever
um texto em que a orientação é mais
sutil, será injuntivo;
f em seu texto, é fundamental que você
retome, de forma explícita, o texto original, realizando um trabalho de intertextualidade com ele.
Os bullets 1 e 2 orientam o aluno a apresentar e discutir suas dificuldades de entendimento do texto. Pode-se escolher qualquer
texto do livro didático que for atraente para estimular os alunos.
Além disso, o objetivo central é citar o texto na produção do
estudante, de forma explícita. No bullet 3, solicita-se a escrita de
outro texto injuntivo ou prescritivo, com o objetivo de colocar
em funcionamento as características tipológicas concomitantemente ao desenvolvimento de habilidades de escrita. Outro
objetivo é manter a intertextualidade com um texto que será
apresentado aos alunos para a realização da escrita.
2. Escreva, no caderno, um texto com aproximadamente cinco linhas, com base no tema:
O que você acha da escolha do Brasil para sediar a Copa de 2014?
tudo do Indicativo, você pode pedir duas
produções escritas. Uma que comece com
a pergunta: O que você acha da escolha do
Brasil para sediar a Copa de 2014?, e outra,
que parta da seguinte sentença: O que pode
ser feito para aumentar o número de crianças
na escola?. Peça respostas curtas, de até cinco linhas cada uma. Depois, analise os usos
do Indicativo, fazendo correções quanto à
norma-padrão que julgar necessárias. Então,
analise com eles o caráter informativo do primeiro texto, em comparação com o segundo,
mais prescritivo. Destaque ainda que os dois
usam o Modo Indicativo, mas com funções
diferentes.
Para o estudo do Imperativo, proponha
uma análise com músicas. Selecione o repertório ou peça aos alunos que tragam músicas
gravadas, em que considerem haver usos do
Imperativo. A cada música tocada, um grupo
faz uma análise, levando em conta o uso padrão e o uso coloquial.
A produção é opinativa e o objetivo é realizar um exercício
argumentativo. Não foram sistematizadas essas características,
mas consideramos que essas habilidades devam ser contempladas em diferentes séries/anos.
3. Escreva, no caderno, um texto com aproximadamente cinco linhas, a partir do tema: O
que pode ser feito para aumentar o número de
crianças nas escolas?
1. Tendo como base o texto que você produziu na Atividade 2 da seção “Produção escrita”, responda:
a) Você classifica sua produção como um
exemplo de injunção ou prescrição? Por
quê?
Não, pois ela é feita de opinião.
A proposta é injuntiva e não está ligada a nenhum texto, a
princípio, mas pode ser muito enriquecedora a apresentação
b) Qual é o objetivo principal desse texto?
de textos sobre o tema para leitura. O objetivo é que os alu-
O objetivo desse texto é opinar sobre o tema dado.
nos façam um texto de orientação sobre o que deve ser feito
com base no tema proposto.
Estudo da língua
c) Quanto à sua escolha verbal, você usou
verbos no Modo Indicativo? Circule-os.
É preciso observar o texto, mas acreditamos que sim. O objetivo é fazer uma retomada do uso desse modo verbal.
Sistematização dos Modos Indicativo e
Imperativo
Nos aspectos gramaticais, sistematize os
Modos Indicativo e Imperativo. Para o es-
50
d) Quais deles expressam ações no presente,
no passado ou no futuro? Sublinhe-os.
Tendo como pressuposto que haja usos do Modo Indicativo, o
objetivo é fazer uma retomada dos tempos desse modo verbal.
Língua Portuguesa – 7ª série/8º ano – Volume 1
e) No contexto dessa produção, você
deve ou não usar a norma-padrão da
língua portuguesa? Explique sua opinião.
Sim, pois é uma resposta escolar formal.
2. Tendo como base o texto que você produziu na Atividade 3 da seção “Produção escrita”, responda:
Observar as respostas, mas acreditamos que sim, pois é uma
resposta escolar formal.
As atividades de competência de comunicação oral retomarão as características da tipologia “descrever ações” e alguns elementos
dos anúncios publicitários.
Oralidade
a) Você classifica sua produção como um
exemplo de injunção ou prescrição? Por
quê?
Sim, pois diz o que deve ser feito, de forma explícita ou sugerida.
b) Há usos de Modo Imperativo em seu
texto? Circule-os.
Acreditamos que sim, pois a proposta induz, situacionalmente, a esse uso.
c) Há outros usos verbais que também
exercem a função de orientar o comportamento de alguém? Circule-os.
É preciso observar o texto. O objetivo é perceber que não
apenas as formas imperativas indicam orientação de comportamento. Os outros modos também podem funcionar
DPNFTTFmNUVEPEFQFOEFEBJOUFOÎÍPDPNVOJDBUJWB
d) Há usos de outras expressões, não verbais, que exercem a mesma função? Sublinhe-as.
Novamente, é preciso observar o texto. O objetivo é destacar
1. Reúnam-se em pequenos grupos. Vocês devem discutir, sem consultar o Caderno do
Aluno ou outras anotações, e recapitular
todas as características que aprenderam
sobre os textos usados para orientar comportamentos. Para tanto, tomem como referência a seguinte pergunta: O que há em
comum entre todos os textos prescritivos e
injuntivos?
2. Ainda em grupos, vocês devem discutir,
sem consultar o Caderno do Aluno ou outras anotações, e recapitular todas as características que aprenderam sobre anúncios publicitários. Para tanto, tomem como
referência a seguinte pergunta: O que há
em comum entre todos os anúncios publicitários?
É solicitado aos alunos que recapitulem e sistematizem o
que aprenderam sobre textos injuntivos e prescritivos e o
que outros termos podem auxiliar na construção dessa inten-
gênero “anúncio publicitário”. Use a atividade como forma de observação da aprendizagem e para fazer as inter-
cionalidade prescritiva ou injuntiva.
venções necessárias.
e) Se você usou o Modo Imperativo, ele
está de acordo com as regras da gramática normativa? Explique.
Deve-se observar a variedade empregada e se ela foi usada
Para finalizar, apresentamos uma série
de atividades que retomam temas estudados desde a Situação de Aprendizagem 1 até
agora.
de forma regular do início ao fim do texto. Discutir ainda se o
contexto permite as opções coloquial e padrão.
f) No contexto dessa produção, você deve
ou não usar a norma-padrão da língua
portuguesa? Explique sua opinião.
1. A partir das discussões estabelecidas por seu grupo sobre o gênero
“anúncio publicitário” explique,
com suas palavras, as características discutidas. Use o quadro a seguir.
51
Primeira característica
Direcionamento a um público-alvo.
Segunda característica
A seleção de elementos (cores, palavras, diagramação, imagens etc.) voltados
para esse público.
Terceira característica
Seleção de elementos é orientada para despertar os sentidos ou desejos do
QÞCMJDPQPSUBOUPIÈNBJTTVHFTUÍPEPRVFJOGPSNBÎÍP
Se surgirem outras características na discussão em sala, acrescentar ao quadro.
Há outras características que não tenham
sido discutidas e que você gostaria de acrescentar? Quais? Explique-as.
Características do gênero “anúncio publicitário” analisadas
O objetivo desta atividade é retomar as características do gênero “anúncio publicitário” e analisá-las em funcionamento
em um texto previamente selecionado. Você pode conduzir
essa retomada de diferentes formas: revisando oralmente, solicitando retomada no caderno, organizando os alunos em grupos, enfim, há várias estratégias possíveis. Consideramos, no
entanto, que seria oportuno definir uma estratégia diferente
da usada na explicação anterior sobre o assunto, para que os
alunos que não tenham compreendido possam ter uma nova
possibilidade de aprender.
52
2. A partir de um anúncio publicitário selecionado pelo professor, no livro didático,
analise as características do gênero de
acordo com o quadro a seguir.
Exemplos das características no anúncio
analisado
Língua Portuguesa – 7ª série/8º ano – Volume 1
3. No caderno, faça os exercícios sobre
Modo Imperativo e Modo Subjuntivo, do
livro didático ou de outra fonte, indicados
pelo professor.
2. Esse texto pode ser considerado injuntivo,
pois:
a) faz uma série de pedidos ao satélite.
Indique atividades sobre Modo Imperativo e Modo Subjuntivo, do livro didático ou de outra fonte, que julgar necessárias
b) informa que a conexão pode cair.
para complementação do estudo.
c) relaciona trabalho com internet.
O texto a seguir serve como base
para a avaliação dos conteúdos e
habilidades enunciados neste volume. São três questões de múltipla escolha e
duas dissertativas.
d) faz uma brincadeira com um texto bíblico.
e) usa termos da língua inglesa.
3. Esse texto pode ser considerado intertextual, pois:
Oração do internauta
a) faz referência ao Hino Nacional Brasileiro.
Satélite nosso que estais no céu,
Acelerado seja o vosso link,
Venha a nós o nosso host,
Seja feita vossa conexão,
Assim em casa como no trabalho.
O download nosso de cada dia nos dai hoje,
Perdoai nosso tempo perdido no chat,
Assim como nós perdoamos os banners de
[nossos provedores.
Não nos deixeis cair a conexão e livrai-nos
[do spam,
Amém!
b) menciona, de forma explícita, um texto
budista.
Anônimo.
c) faz uma releitura de um conhecido
texto bíblico.
d) denuncia problemas ligados aos hackers.
e) faz alusão direta aos jovens que passam o dia jogando videogame.
4. Dê uma nova versão ao texto, trocando o
vós por você e fazendo todas as mudanças
verbais (e outras) necessárias.
Espera-se que o aluno consiga usar o Imperativo Afirmativo e o Negativo com a pessoa “você” e reescreva:
1. Identifique a sequência de palavras retiradas
do texto que apresenta verbos no Imperativo:
Satélite nosso que está no céu,
Acelerado seja o seu link,
Venha a nós o nosso host,
a) venha – acelerado – feita.
Seja feita sua conexão,
Assim em casa como no trabalho.
b) assim – perdoamos – casa.
O download nosso de cada dia nos dê hoje,
Perdoe nosso tempo perdido no chat,
c) perdoamos – provedores – amém.
Assim como nós perdoamos os banners de
d) livrai – venha – perdoai.
Não nos deixe cair a conexão e livre-nos do
e) provedores – deixeis – estais.
Amém!
[nossos provedores.
[spam,
53
5. Esse texto realiza uma intertextualidade
com qual texto? Justifique sua resposta.
Espera-se que o aluno indique a oração do “Pai-nosso” e seja
tendo sua estrutura em cada verso, mas mudando as palavras.
Exercícios complementares
capaz de explicar, com pelo menos um exemplo do texto,
1. Observe a imagem e leia o texto a seguir.
© Salomon Cytrynowicz/Pulsar Imagens
que a oração do internauta reescreve a oração cristã, man-
Trabalho infantil. Sisal, Valente – BA. Data: 1987.
Sisal fere as mãos
A menina Verônica de Jesus Brandão, 12, é a mais velha de uma família de cinco filhos. Mora com
os pais a 12 quilômetros de Serrinha, mas vai à escola todos os dias graças a um ônibus da prefeitura
da cidade. Ela está na quarta série.
Nem sempre sua vida foi assim. Aos nove anos, Verônica trabalhava para ajudar a família. Tecia
tranças de sisal ou de palha para fazer chapéus. Às vezes, ela voltava para casa com as mãos cortadas
e com apenas R$ 3,00 no bolso a cada semana.
Nem por isso deixou de gostar de brincar. É fã de Sandy & Junior, que vê de vez em quando na TV,
e gosta de matemática. Seu sonho: ser professora ou gerente de banco.
Folha de S.Paulo. Folhinha, 26 out. 2002.
54
Língua Portuguesa – 7ª série/8º ano – Volume 1
2. Assinale as frases que indicam os pontos
comuns entre a foto e a notícia do jornal:
(
) os dois textos são visuais.
( ) os dois textos são ficção.
( x ) os dois textos abordam a realidade.
( x ) os dois textos abordam o trabalho infantil com sisal.
( x ) os autores dos dois textos fazem uma
denúncia.
( x ) os autores mostram a situação, colocando-se do lado dos trabalhadores,
de forma indireta.
( ) os autores mostram a situação, colocando-se do lado dos patrões.
( x ) os autores desejam, de forma implícita,
que o leitor se coloque contra o trabalho infantil.
enunciado da questão como um pedido
para que ele faça uma análise intertextual (“pontos comuns”) entre os dois
textos (a foto e a notícia); é importante
destacar que esse é um tipo de intertextualidade implícita, pois não há marcas claras nos dois textos, indicando
que tratam de uma mesma realidade.
É possível dizer que sim se pensarmos
na idade das crianças e na insalubridade da atividade. Relacionar esses elementos com o trabalho com o sisal, no
entanto, exige do leitor que reconheça
esses signos como pertencentes a esse
universo.
3. A partir dos dois textos, solicitar que escrevam um texto prescritivo, indicando o que
poderia ser feito para melhorar a vida dos
garotos ou apenas da garota da notícia.
Esse exercício pretende garantir apenas
que os alunos sejam capazes de produzir
um texto dentro da tipologia. Se achar pertinente, peça que façam uma “receita para
um trabalho mais justo”.
O aluno foi orientado a produzir uma receita, seguindo as
Para trabalhar essa atividade como recuperação, teremos os seguintes objetivos:
características do gênero. O objetivo é retomar, a partir de
um gênero escolhido dentro da tipologia selecionada, as características prescritivas ou injuntivas em uma atividade cen-
f observar se o aluno compreendeu o
trada em habilidades escritas.
RECURSOS PARA AMPLIAR A PERSPECTIVA DO PROFESSOR
E DO ALUNO PARA A COMPREENSÃO DO TEMA
Se for conveniente, o professor pode usar
os seguintes recursos para aprofundar o assunto da aula.
não aguenta mais sua forma um pouco “irresponsável” de ser. Eles se separam e Daniel,
para não deixar de ver os filhos, acaba tornando-se babá das crianças.
Filme
Uma babá quase perfeita (Mrs. Doubtfire)
Direção: Chris Columbus. EUA, 1993. 126 min.
Daniel Hillard (Robin Williams) é um homem
sonhador; sua esposa, Miranda (Sally Field),
Seria interessante discutir com os alunos
como o protagonista faz para unir “lúdico” e
“trabalho” no filme. Eles poderiam produzir
um texto prescritivo a partir dessa análise. Por
exemplo: “Como unir diversão e trabalho?”.
55
Livros
BALTAR, Marcos. Competência discursiva e
gêneros textuais. São Paulo: Edusc, 2006.
CITELLI, Beatriz; GERALDI, J. Wanderley.
Aprender a ensinar com textos de alunos. São
Paulo: Cortez, 2001.
KLEIMAN, Angela. Oficina de leitura. Campinas: Pontes, 2004.
KOCH, Ingedore Grunfeld Villaça. Desvendando os segredos do texto. São Paulo: Cortez, 2003.
MARCUSCHI, Luiz Antônio. Produção textual, análise de gêneros e compreensão. São
Paulo: Parábola, 2008.
ORLANDI, Eni P. Interpretação. Campinas:
Pontes, 2004.
PLACCO, Vera; SOUZA, Vera. Aprendizagem do adulto professor. São Paulo: Loyola,
2006.
Sites
Biblioteca virtual
Um site com sugestões de fontes para pesquisas em todas as áreas. Disponível em:
<http://www.bibliotecavirtual.sp.gov.br/
especial/201304-pesquisaescolar.php>. Acesso em: 14 out. 2013.
Portal do professor
Site do MEC com diversos materiais de pesquisa para o professor; conteúdos multimídia; cursos; links etc. Disponível em: <http://
portaldoprofessor.mec.gov.br>. Acesso em:
24 maio 2013.
SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 6
PRODUZINDO UM TEXTO PRESCRITIVO
O objetivo central desta Situação de
Aprendizagem é retomar as características
da tipologia “descrever ações” com ênfase
nos textos prescritivos, por meio da análise
e produção de textos. Ao final do processo,
espera-se que os alunos produzam um folheto
prescritivo, colocando em funcionamento os
aspectos estudados.
Conteúdos e temas: interpretação de texto prescritivo; análise da coerência de texto prescritivo em situação de comunicação; coerência textual em texto prescritivo; retomada de características da tipologia
“descrever ações”; Modo Imperativo e variedades linguísticas.
Competências e habilidades: produzir um texto prescritivo; analisar a coerência de texto prescritivo em
diferentes situações de comunicação; estruturar um texto prescritivo de maneira coesa; analisar o efeito
de uma dada variedade linguística no texto; interpretar texto prescritivo.
Sugestão de estratégias: aula baseada nos conhecimentos prévios do aluno, com direcionamento do
professor; aproximação dos conteúdos com a realidade do aluno.
Sugestão de recursos: Caderno do Professor; livro didático; dicionário.
Sugestão de avaliação: produção de folheto prescritivo; interpretação de texto prescritivo; análise da
coerência de texto prescritivo em situação de comunicação.
56
Língua Portuguesa – 7ª série/8º ano – Volume 1
Roteiro para aplicação da Situação
de Aprendizagem 6
Vamos iniciar propondo uma retomada
oral, sem consulta, com interação entre pares,
das características de textos prescritivos. Em
seguida, solicite aos alunos que retomem os
cadernos e recapitulem as características desses textos, organizando-as em um quadro. Depois, peça que as apliquem no texto que virá
na sequência das atividades.
Discussão oral
1. Converse com um colega a respeito do que vocês já aprenderam sobre textos prescritivos,
sem consultar os materiais:
f em que situações usamos textos prescritivos?
f quais são as características desses textos?
Esse exercício indica uma retomada das características da tipologia “descrever ações”. Nesse momento, o professor deve observar o que foi assimilado nas Situações de Aprendizagem anteriores.
2. Anotem suas conclusões.
Os alunos devem anotar as conclusões, organizando as características.
3. Procure em suas anotações as características dos textos prescritivos e compare-as com o
que você acabou de escrever. Se necessário, corrija.
Essa atividade pressupõe que os exercícios de sistematização das características tenham sido feitos anteriormente.
Leia o texto a seguir:
Folheto distribuído em ato público na calourada 2002 das turmas de medicina, enfermagem e fonoaudiologia da Unicamp.
1. Em extremidades queimadas, remova relógios, pulseiras, anéis ou alianças.
2. Coloque a área queimada sob a água corrente (torneira, mangueira). Isso irá resfriar o local, limpar
e aliviar a dor.
3. Cubra o local atingido com um pano limpo e procure socorro médico.
4. Não coloque gelo, pasta de dente, clara de ovo ou qualquer outra coisa sobre a queimadura. Isso
pode prejudicar muito a vítima, além de dificultar o trabalho médico.
5. Não fure as bolhas.
ABAURRE, Maria Luíza Marques. A vida em uma sociedade letrada. In: MURRIE, Zuleika de Felice (Coord.).
Linguagens, códigos e suas tecnologias: livro do estudante: Ensino Médio. Brasília: MEC/Inep, 2002. p. 116.
57
Vamos sugerir um quadro de características
da tipologia “descrever ações”, com a análise do
folheto que acabaram de ler: de caráter prescritivo e regulação de comportamentos; prescrição
(da ordem à súplica); presença de marcas linguísTexto analisado
a
1 característica: regulação de comportamento
ticas prescritivas; presença de marcas prescritivas
não verbais.
1. Analise o texto, encontrando nele características prescritivas, e anote-as a seguir.
Folheto prescritivo
Trata-se de um folheto distribuído em ato público, vinculado
a cursos de uma universidade. Da parte de seus produtores,
espera ser compreendido, portanto, como um conjunto de
procedimentos a serem seguidos pelo público em caso de
queimaduras.
2 característica: prescrição de atitude a ser
tomada
O tom do texto é uma ordenação de procedimentos a serem
seguidos em caso de queimadura. Nesse sentido, ele pode ser
compreendido como um conjunto de ordens. Isso é reforçado no texto, pois dos cinco itens apenas dois apresentam uma
justificativa.
3a característica: presença de marcas linguísticas prescritivas
Uso de verbos no Modo Imperativo.
4a característica: presença de marcas prescritivas não verbais
Presença de enumerações, o que reforça o caráter impositivo,
pois o texto não usa expedientes não verbais para persuadir o
público. Limita-se a dar as instruções.
a
Na sequência, proponha a análise de um
texto prescritivo em duas situações de comunicação diferentes (uma será apresentada agora e a outra está na seção “Lição de
casa”). O objetivo da atividade é estudar a
coerência dos textos em relação às situações
apresentadas.
2. Leia o texto a seguir. Ele apresenta uma situação em que há necessidade de uso de texto
prescritivo:
Situação A
Em um prédio de atendimento ao público, há muitas salas, distribuídas pelos andares. Algumas
delas funcionam para um dado serviço, outras funcionam para outros, enfim, não é possível indicar a
função de cada uma apenas com uma sinalização na porta ou lateral de entrada.
A questão é que muitas pessoas passam por ali todos os dias; muitas são simples, com pouca escolaridade, e sentem dificuldade em orientar-se dentro do espaço.
58
Língua Portuguesa – 7ª série/8º ano – Volume 1
Uma proposta de solução do problema foi a seguinte: criar, ao final de cada corredor, um grande
cartaz em que estivessem escritas instruções como “Atendimento XX, salas 12, 13, 14 ou 15”.
Elaborado por Débora de Angelo e Eliane Aguiar especialmente para o São Paulo faz escola.
a) Qual é o problema apresentado na situação?
Em um grande prédio de serviço público, as pessoas encon-
c) Sugira uma mudança nessa proposta.
Elabore sua sugestão de acordo com a
situação dada.
tram dificuldade para localizar os locais de atendimento.
Como sugestões para resolução do problema, podemos
destacar: a alteração do texto verbal para “Para atendi-
b) A proposta apresentada parece coerente
com essa situação, sendo capaz de resolvê-la? Por quê?
NFOUPEF99EJSJKBTFËTTBMBTPVwBDPMPDB-
A solução do problema apresentada parece insuficiente para
JOGPSNBÎÜFTFNDBEBBOEBSBQSFTFOÎBEFGVODJPOÈSJPT
a situação, por vários motivos: o fluxo de pessoas é grande,
espalhados pelos corredores, com a função de orientar
P RVF HFSB EJTQFSTÍP EPT QBTTBOUFT OFN UPEBT BT QFTTPBT
as pessoas. Caso os alunos apresentem outras soluções,
procuram orientações visuais, mas, se procuram, elas devem
analise a pertinência de cada uma delas de acordo com
estar acessíveis em várias partes, não apenas em um espaço
o contexto.
ÞOJDPBFTDSJUBEBTJOTUSVÎÜFTOPDBSUB[QPEFSJBTFSNBJTDMBra, pois subentende-se que o leitor compreenda a conexão
ção do texto em várias partes do prédio, não apenas ao
GJOBM EP DPSSFEPS B JNQMFNFOUBÎÍP EF VNB DFOUSBM EF
3. Leia o texto a seguir:
entre atendimento e sala, não expressa verbalmente.
PRECAUÇÕES: CONSERVE FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS E DOS ANIMAIS
DOMÉSTICOS. Evite o contato prolongado com a pele e enxágue as mãos após o uso. Em caso de
contato com os olhos ou as mucosas, lave com água em abundância. Se ingerido, NÃO PROVOQUE
VÔMITO e consulte um médico. Não reutilize a embalagem vazia para outros fins.
a) Onde, normalmente, encontramos esse
tipo de texto?
d) Por que algumas partes do texto estão
com letra maiúscula?
São textos que aparecem, normalmente, no verso das emba-
É importante que os alunos percebam que os recursos grá-
lagens de produtos tóxicos, como os de limpeza.
ficos também possuem sentido. As partes escritas com letra
maiúscula significam que aquelas orientações são ainda mais
b) Há algum termo (ou palavra) cujo significado você não conhece? Qual?
Talvez os alunos não saibam o significado do termo “mucosa”.
Em caso de dúvida, oriente-os a procurar a palavra no dicionário.
c) Você considera o texto prescritivo? Por
quê?
importantes do que as outras, merecendo destaque maior.
Na sequência, a partir da discussão temática, será solicitada a produção de um texto
prescritivo.
Oralidade
Sim, pois o texto apresenta, basicamente, orientações
sobre como as pessoas devem se comportar para prever
acidentes com o uso do produto. Ressalte a presença dos
verbos imperativos.
Proponha aos alunos uma discussão do seguinte tema: A convivência escolar. Para tanto, deverão responder, oralmente, a algumas
59
perguntas:
f Qual aspecto da convivência escolar, neste
momento, está causando problemas para a
aprendizagem?
Pense, com os alunos, em algum aspecto da
convivência escolar que exige regras para seu
bom andamento. Depois, definam que procedimentos devem ser seguidos por todos para
que haja mais harmonia.
Os alunos deverão discutir sobre alguns problemas relacionados à convivência escolar, apontando situações que podem atrapalhar a aprendizagem. Como exemplo, os alunos
Em seguida, peça que façam uma segunda
versão dos textos, se necessário.
podem citar: conversas durante explicações, discussões entre
colegas, falta de respeito entre os colegas no momento de
Produção escrita
entrar na sala de aula ou dela sair etc.
f Quais são os problemas?
Devem ser definidos os tipos de problema, de forma clara.
Você deve evitar que os alunos façam acusações pessoais e
1. Tendo como base a discussão sobre convivência escolar, você deverá escrever um pequeno
texto prescritivo, registrando os procedimentos necessários para melhorar a situação.
propor que se concentrem nas formas que as situações que
atrapalham a aprendizagem assumem.
f Por que eles ocorrem?
Este item exige reflexão sobre as causas dos possíveis problemas de convivência.
f O que poderia ser feito para melhorar a
situação?
Devem ser formuladas, neste item, propostas práticas de
O texto deverá ter a seguinte estrutura:
f um pequeno trecho introdutório que
explicará ao leitor do que se trata;
f alguns procedimentos que deverão ser
adotados por todos, de acordo com as
discussões feitas.
Observar se o aluno construiu o texto de acordo com as
orientações dadas.
intervenção nos problemas. Nesse sentido, o texto produzido será prescritivo.
60
2. Após as produções, você analisará o texto
de um colega, a partir do quadro a seguir.
O texto apresenta as características
prescritivas? Quais?
O aluno preencherá de acordo com suas observações do texto. Não
se espera que aponte tudo, mas é importante que desenvolva essa habilidade de reflexão sobre os textos. Como já estudou bastante essa
tipologia, acreditamos que poderá retomá-la sem grandes problemas
nesta atividade, apontando que:
tIÈNBSDBTMJOHVÓTUJDBTUJQJDBNFOUFQSFTDSJUJWBTDPNPPFNQSFHPEP
.PEP*NQFSBUJWP
tIÈSFHVMBÎÍPNÞUVBEFDPNQPSUBNFOUPT
tQPEFJSEBPSEFNËTÞQMJDB
tQPSWF[FTIÈNBSDBTQSFTDSJUJWBTOÍPWFSCBJTOBTJNBHFOTOPTHFTUPT
etc.
O texto está coerente com o que foi previsto
na discussão em sala? Por quê?
O aluno preencherá de acordo com suas observações do texto. Não se
espera que aponte tudo, mas é importante que desenvolva essa habilidade de reflexão sobre os textos.
Se houver problemas relacionados ao uso da
norma-padrão, corrija-os
O aluno preencherá de acordo com suas observações do texto. Não se
espera que aponte tudo, mas é importante que desenvolva essa habilidade de reflexão sobre os textos.
Língua Portuguesa – 7ª série/8º ano – Volume 1
O “se” indica que será introduzida uma oração. Observe a
O objetivo dessas atividades é estudar o
funcionamento de um texto prescritivo em
uma situação de comunicação concreta.
Nesse sentido, os alunos são estimulados a
analisar a coerência ou não do texto, a partir
de um contexto específico de comunicação.
pertinência das explicações dadas pelos alunos.
c) Dentro desse grupo, quais classes são possíveis de acordo com o sentido do texto?
Pelo “não provoque vômito”, deduz-se que a palavra que
preenche a lacuna é um verbo que indica algo no paradigma
de “ingerir”.
Estudo da língua
d) Que classe de palavras pode preencher
as lacunas 2, 3 e 4?
Dando continuidade à análise dos textos
sob o ponto de vista da coesão e da coerência,
vamos propor uma atividade que apresentará
um texto prescritivo sem a presença proposital
de alguns termos. O objetivo é que os alunos
preencham as lacunas do texto, discutindo
quais possibilidades são pertinentes.
Substantivos ou expressões com essa função.
e) Estabeleça uma hipótese para explicar
por que apenas a classe de palavra escolhida na questão anterior é possível
para o preenchimento da lacuna.
São passíveis de ser definidas por artigos ou por outros determinantes. Observe a pertinência dos comentários dos alunos.
1. Preencha as lacunas do texto:
f) Dentro desse grupo, quais classes são possíveis de acordo com o sentido do texto?
Substantivos, pois, se é um produto de limpeza, costuma ser
Guarde longe das crianças e de animais
ingerir
domésticos. Se (1)........................,
não provoque vômito. Não aplique o produto sobre
utensílios
alimentos nem sobre (2).......................
de
cozinha. Em caso de intoxicação, procure
de saúde levando a embalagem do
um (3) posto
..................,
produto
(4)...........................
.
aplicado em vasilhas, objetos (que ficam junto ao solo) e no
QJTP RVFN FTUÈ JOUPYJDBEP QSPDVSB VN NÏEJDP QPTUP EF
TBÞEFPVIPTQJUBMBFNCBMBHFNTØQPEFTFSEPQSPEVUP
Outra atividade possível é a de preencher lacunas de outro texto prescritivo, do qual foram
retirados apenas os verbos. Para desenvolvê-la,
leia com os alunos, primeiro, o texto a seguir.
Adaptado de: AMARAL, Suely. Na boca do povo. In:
MURRIE, Zuleika de Felice (Coord.). Língua portuguesa, língua estrangeira, educação artística e educação física: livro do estudante: Ensino Fundamental.
2. O texto a seguir servirá como base para as
próximas questões. Responda-as antes de
preencher as lacunas.
Brasília: MEC/Inep, 2002. p. 161.
Bom dia, pessoal!
a) Que classe de palavra pode preencher a
lacuna 1?
Verbos.
Inicialmente, vamos recapitular os passos
para a execução dos trabalhos:
b) Estabeleça uma hipótese para explicar
por que apenas a classe de palavra escolhida na questão anterior é possível no
preenchimento da lacuna.
........................ as planilhas sobre a
mesa;
....................... seus grupos para a ordem
das folhas de cada planilha;
61
........................ as folhas, para que possam organizá-las;
........................ com eles os pontos que
devem ser analisados;
........................ um tempo, para que possam observar as planilhas;
........................ a discussão, para que todos possam colocar suas observações.
f) Lembrando o que já aprenderam sobre
textos prescritivos, que palavras seriam
essas que estão faltando no texto?
Elaborado por Débora de Angelo e Eliane Aguiar
Conforme os alunos forem levantando hipóteses, acolha-as e oriente-os dizendo que as
palavras ausentes sinalizam procedimentos que
cada pessoa presente na reunião e que comanda um grupo de trabalho deve passar para seus
subordinados. As lacunas sinalizam os verbos
que devem orientar as ações das pessoas. Além
disso, pela situação, entende-se que os verbos
em questão estejam no Modo Imperativo.
especialmente para o São Paulo faz escola.
Em seguida, peça aos alunos que reflitam
sobre a situação de comunicação em que o
texto foi produzido. Em um primeiro momento, é importante que eles levantem hipóteses
para a resolução do problema apresentado.
Para isso, faça perguntas como:
a) O que está acontecendo?
Alguém está dando instruções para um grupo de trabalho.
Verbos no Modo Imperativo.
g) O que essas palavras acrescentariam ao
sentido geral do texto?
O que deve ser feito pelos colaboradores.
3. Preencha as lacunas do texto. Opte pela
norma-padrão ou coloquial da língua e
justifique sua escolha.
1. Bom dia, pessoal!
b) Quem está falando com quem?
2. Inicialmente, vamos recapitular os passos para a execução
Provavelmente, um chefe com seus colaboradores.
dos trabalhos.
3. Coloquem as planilhas sobre a mesa.
c) Como você sabe?
4. Orientem seus grupos para a ordem das folhas de cada
Pela natureza do texto percebe-se que uma pessoa está no
planilha.
comando e indica para as demais o que deve ser feito.
5. Distribuam as folhas, para que possam organizá-las.
6. Recapitulem com eles os pontos que devem ser analisados.
d) Do que essa pessoa parece estar falando?
7. Deem um tempo, para que possam observar as planilhas.
Etapas que devem ser cumpridas para a realização de um
8. Iniciem a discussão, para que todos possam colocar suas
trabalho. As pessoas que estão ouvindo vão repassar orienta-
observações.
ções para seus grupos.
É possível, em uma situação de comunicação oral, o falante
e) Por que ela precisa se comunicar dessa
maneira?
"JEFJBÏQBTTBSJOTUSVÎÜFTFOUÍPBQFTTPBRVFGBMBEJ[JUFN
por item, o que deve ser feito.
Oriente os alunos na discussão, analisando
a situação de comunicação prevista pelo texto. Faça-os perceber que há uma fala inicial,
na qual se identifica que alguém dá instruções
de trabalho para um grupo.
62
optar pela variedade não padrão no uso do Imperativo. Observe, no entanto, se o aluno não oscila entre as duas variedades.
Para você, professor!
O objetivo dessas atividades de coesão é
promover uma reflexão sobre os efeitos de
sentido de nossas escolhas linguísticas. Desse modo, oriente os alunos a prestar atenção
na relação que existe entre cada termo e seu
contexto de uso.
Língua Portuguesa – 7ª série/8º ano – Volume 1
As indicações de preenchimento das lacunas são apenas sugestões; há outras possibilidades, que devem ser levadas em conta de
acordo com o contexto em que se inserem.
2. No caderno, responda:
a) Qual é o problema apresentado na situação?
Os colaboradores nem sempre seguem as etapas indicadas
pelo chefe.
Finalizando a Situação, são propostas algumas atividades, com os temas estudados.
1. Leia o texto a seguir. Ele apresenta
outra situação prescritiva para análise.
b) A atitude do chefe parece adequada
para resolver a situação? Por quê?
Não. O chefe fica colérico e aponta o motivo que, segundo sua percepção, causa o problema. Mas nada fica
resolvido.
Situação B
Um chefe trabalha com um grupo de
colaboradores há algum tempo. Dentro da
empresa, eles fazem reuniões periódicas para
encaminhar a execução dos trabalhos.
Em virtude do tempo em que essas pessoas
trabalham juntas, o chefe considera que não é
necessário recapitular os passos para a execução de cada projeto. No entanto, frequentemente, alguns colaboradores não seguem os
passos de acordo com o que ele esperava.
O chefe fica colérico e sempre aponta a
falta de envolvimento dos colaboradores
como a causa desses problemas.
Elaborado por Débora de Angelo e Eliane Aguiar
especialmente para o São Paulo faz escola.
3. Escreva uma proposta que contribua para
que os colaboradores melhorem seu desempenho.
As pessoas são diferentes, em vários sentidos (memória, maOFJSBDPNPSBDJPDJOBNTFOUFNFUD
BMÏNEJTTPBDBEBNPmento, elas estão passando por situações variadas, seja do ponto de vista pessoal, seja profissional etc. Isso significa que não
é possível pressupor que todos estarão pensando da mesma
forma e com o mesmo envolvimento em todas as situações.
Se o chefe quer que sigam sua maneira de ver as coisas, deve
sempre expressar isso para seus colaboradores. Ele espera
RVFBTQFTTPBTTJHBNJOTUSVÎÜFTQPSUBOUPTFSJBNBJTMØHJDP
que ele sempre as recapitulasse, para ter certeza de que todos estão seguindo na mesma direção.
4. Anote os exercícios sobre Modo Imperativo, do livro didático ou de outra fonte, indicados pelo professor. Faça-os no caderno.
SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 7
CRIANDO UMA CAMPANHA PUBLICITÁRIA
Nesta Situação de Aprendizagem, vamos
destacar o gênero “anúncio publicitário”.
Para tanto, retomaremos características vistas anteriormente e apresentaremos algumas
novas. Ao final do processo, espera-se que os
alunos consigam construir uma pequena campanha publicitária, pondo em funcionamento
os traços do gênero estudado.
Conteúdos e temas: retomada de características de anúncios publicitários; leitura de anúncios publicitários; características do gênero “anúncio publicitário”; análise de anúncios publicitários.
63
Competências e habilidades: produzir uma campanha publicitária; inferir características de anúncios publicitários; comparar anúncios publicitários; analisar anúncios publicitários produzidos em diferentes suportes.
Sugestão de estratégias: ampliação do entendimento dos traços característicos de anúncios publicitários por meio da análise de anúncios produzidos em diferentes suportes; elaboração de campanha
publicitária, propiciando aos estudantes elaborar o texto dentro do gênero especificado, a partir de
situação concreta de produção.
Sugestão de recursos: televisão e projeção audiovisual; livro didático; rádio; Caderno do Professor.
Sugestão de avaliação: elaboração de campanha publicitária; análise de anúncios publicitários; comparação de anúncios publicitários produzidos em diferentes suportes.
Roteiro para aplicação da Situação
de Aprendizagem 7
tÏVNHÐOFSPUFYUVBMDPOTUSVÓEPBQBSUJSEFVNQÞCMJDPBMWP
RVFPBOVODJBOUFEFTFKBDPOWFODFS
tBQSFTFOUBTFMFÎÍPEFFMFNFOUPTDPSFTQBMBWSBTEJBHSBNBÎÍPJNBHFOTFUD
WPMUBEPTBFTTFQÞCMJDP
Neste volume, já foram apresentadas algumas características do gênero “anúncio
publicitário”. Nesta nova etapa, iniciaremos
com uma recapitulação dos traços vistos; depois, apresentaremos mais algumas especificidades do gênero para que, ao final desta
Situação de Aprendizagem, os alunos façam
uma pequena campanha de lançamento de
produto, por meio da produção de anúncios
publicitários.
tBQSFTFOUBTFMFÎÍPEFFMFNFOUPTPSJFOUBEBQBSBEFTQFSUBS
PTTFOUJEPTPVEFTFKPTEPQÞCMJDPQPSUBOUPQPEFIBWFSNBJT
TVHFTUÍPEPRVFJOGPSNBÎÍP
tBQSFTFOUBBMHVNBTNBSDBTMJOHVÓTUJDBTUÓQJDBTOPDBTPGPram observadas as formas verbais, especialmente o Modo
Imperativo).
c) Quais características apontadas na questão anterior aparecem no texto analisado? Exemplifique.
Imaginamos que todas elas estejam presentes. Você pode
Para iniciar a retomada, selecione um
anúncio publicitário que consta no livro didático e apresente-o aos alunos. Pergunte se eles
se lembram desse gênero e que características
lhes permitem chegar a essa conclusão.
1. O professor selecionará um texto do livro
didático para estudo. Tendo-o como base,
responda:
observar se o aluno consegue apontar as características
no texto.
Veja que traços serão apresentados espontaneamente pelos estudantes. Caso não
se lembrem, solicite que retomem os cadernos e recapitulem os traços aprendidos. Em
seguida, oriente-os a analisar o anúncio de
acordo com as características vistas anteriormente.
a) Qual é o gênero do texto?
“Anúncio publicitário”.
b) Que características desse gênero você já
estudou? Responda sem consultar o caderno.
64
Faça essa recapitulação com um ou mais
anúncios. Você pode até mesmo pedir aos alunos que pesquisem outros anúncios e os levem
para a sala de aula, a fim de produzir análises
semelhantes.
Língua Portuguesa – 7ª série/8º ano – Volume 1
Dando continuidade ao estudo de traços
característicos do gênero, serão destacados
outros característicos de aspectos ligados a esses textos. São eles:
f diferentes usos dos anúncios publicitários:
venda de produto ou serviço, divulgação
de marca ou campanha;
f outras marcas linguísticas de textos publicitários que não sejam os verbos;
f diferentes tipos de suporte em que um
anúncio publicitário pode ser veiculado:
mídias impressa, televisiva, radiofônica e
digital.
2. Observe o anúncio a seguir:
Texto A
ANGELO, Débora Mallet Pezarim de. Publicidade, entretenimento e outros sistemas. In: MURRIE, Zuleika de Felice
(Coord.). Linguagens, códigos e suas tecnologias: livro do estudante: Ensino Médio. Brasília: MEC/Inep, 2002. p. 12.
a) Qual parece ser o público-alvo?
Pessoas que gostam de doces.
c) Há algum uso conotativo da linguagem? Qual?
4JN %PDFNFM BTTPDJBOEP EPJT UFSNPT B MJHBÎÍP DPN B
b) Há marcas no texto que indicam a quem
o anúncio se dirige?
ideia de pecado, sugerindo que quem não come sobremesa peca.
“Pecado é não comer” sugere a presença dos que realizarão
esse ato.
65
3. Observe este outro anúncio:
Texto B
ABAURRE, Maria Luiza Marques. A vida em uma sociedade letrada. In: MURRIE, Zuleika de Felice (Coord.).
Linguagens, códigos e suas tecnologias: livro do estudante: Ensino Médio. Brasília: MEC/Inep, 2002. p. 117.
a) Qual parece ser o público-alvo?
Qualquer pessoa que possa doar órgãos ou tecidos.
c) Há algum uso conotativo da linguagem?
Qual?
A imagem das mãos duplas como placa de trânsito, re-
b) Há marcas no texto que indicam a quem
o anúncio se dirige? Quais?
.ÍPTNPEPWFSCBMRVFJODMVJPMFJUPSi%PFw
QSPOPNFiWPDÐw
66
forçada pelo trecho “Transplante de órgãos. Essa via tem
duas mãos”.
Língua Portuguesa – 7ª série/8º ano – Volume 1
Inicialmente, você pode, de forma oral,
pedir aos alunos que retomem nos textos as
características estudadas de anúncios publicitários. Nesse sentido, do primeiro anúncio,
destaque:
f o público-alvo: pessoas que gostam de doces;
f a presença de elementos voltados ao público: “pecado é não comer” indica a presença dos que realizarão esse ato;
f o caráter sugestivo: marca associando dois
termos; a ligação com a ideia de pecado,
sugerindo que quem não come é que peca;
f os usos verbais típicos do gênero; criação
de termo novo “Docemel”.
Do segundo anúncio, você pode destacar:
f o público-alvo: qualquer pessoa que possa
doar órgãos ou tecidos;
f a presença de elementos voltados ao público: mãos, modo verbal que inclui o leitor
(forma verbal “doe”, pronome “você”);
f o caráter sugestivo: a imagem das mãos
duplas como placa de trânsito, reforçada
pelo trecho “Transplante de órgãos. Essa
via tem duas mãos.”;
f os usos verbais típicos do gênero: uso do
Modo Imperativo.
Já o segundo quer convencer o leitor da
importância da doação de órgãos. Para estimular esse ato, o texto usa recursos visuais e
verbais, da mesma forma que o anúncio anterior. Nesse caso, no entanto, há mais explicações, o que tem como objetivo deixar clara
para o leitor a abrangência do assunto (pois
ele pode, um dia, estar do lado de quem precisa de uma doação).
4. Aponte duas diferenças entre os dois anúncios.
0UJQPEFQÞCMJDPBMWPBNBOFJSBNBJTEJSFUBEFGBMBSDPNP
interlocutor, no segundo anúncio. Observar a pertinência de
outras respostas.
Feitas as análises, pergunte aos alunos
sobre a função dos dois anúncios. É a mesma? Estimule-os a perceber que não. O primeiro anúncio quer vender uma marca e
seus produtos. Já o segundo deseja convencer o público da importância de uma campanha de interesse social, ligada à doação
de órgãos.
5. Os dois textos são anúncios publicitários.
Podemos dizer, no entanto, que apresentam a mesma função? Justifique sua resposta.
Não. Um busca convencer um público consumidor, desper-
Em seguida, solicite que apontem diferenças entre os dois anúncios. De forma
imediata, devem destacar a quantidade de
palavras muito maior no segundo. Tendo
essa observação como referência, peça que
formulem uma hipótese que explique a razão dessa quantidade maior de palavras no
segundo anúncio.
O primeiro anúncio, de caráter mais sugestivo, estimula o leitor a querer comer as sobremesas. Seu estímulo concentra-se na imagem da
maçã, na tipologia mais arredondada do nome
da marca e do próprio termo “Docemel”, fusão de dois vocábulos associados a doces.
UBOEPPEFTFKPQFMPQSPEVUPPPVUSPCVTDBDPOWFODFSEPBdores, apelando para a solidariedade humana.
6. Qual é a função do Texto A?
Divulgar uma marca e estimular a venda de seus produtos.
7. Qual é a função do Texto B?
Divulgar uma campanha de doação de órgãos.
Como complementação, você pode apresentar mais anúncios ou pedir aos alunos que
pesquisem outros para levar para a sala de
aula. Nesse caso, o critério de seleção será encontrar anúncios que funcionem com um dos
seguintes objetivos:
67
f divulgar uma campanha de interesse público.
É possível concluir que a publicidade pode
estar a serviço de diferentes fins: ser usada
para a venda de um produto ou de um serviço, para a divulgação de uma marca ou como
campanha de interesse público.
É importante que os alunos observem que
os traços característicos típicos dos anúncios
publicitários estão presentes em todos esses
textos, mas eles podem ser organizados para
cumprir diferentes funções sociais.
f vender produto;
f vender serviço;
f divulgar uma marca;
Fragmentos verbais
Novamente, observando os dois anúncios
que serviram de base para a reflexão anterior,
destaque agora apenas a persuasão presente
nas palavras. Primeiro, peça aos alunos que
encontrem os verbos no Modo Imperativo.
Eles os encontrarão apenas no segundo texto,
em “Doe seus órgãos”.
Depois, solicite que, separando os trechos
verbais dos textos, analisem como eles procuram convencer o leitor a fazer alguma coisa.
8. Vamos analisar o poder de persuasão do
primeiro anúncio (Texto A). Qual é o poder sugestivo dos fragmentos verbais indicados no quadro?
Comentários
Sobremesas de frutas
“Sobremesa” é um substantivo associado à ideia de doce. O
termo “fruta” também está ligado ao adocicado.
Docemel
Fusão de duas palavras associadas a doce.
Pecado é não comer
Verbo “comer” associado à ideia de comer doce. “Pecado” sugere que comer não é cometer um erro moral, subvertendo a
interpretação usual.
9. Com base nos exercícios feitos e nas explicações do professor, sintetize os novos traços do gênero “anúncio publicitário” apresentados nesta Situação de Aprendizagem.
Traços
68
Comentários
5ª característica ou traço típico dos anúncios publicitários:
Diferentes usos dos anúncios publicitários: venda de produto
ou serviço, divulgação de marca ou campanha.
6ª característica ou traço típico dos anúncios publicitários:
Outras marcas linguísticas de textos publicitários (que não sejam verbos): imagens, gestos etc.
7ª característica ou traço típico dos anúncios publicitários:
Diferentes tipos de suporte em que um anúncio publicitário
pode ser veiculado: mídias impressa, televisiva, radiofônica e
digital.
Língua Portuguesa – 7ª série/8º ano – Volume 1
Para você, professor!
Após as análises, observe se é necessário
fazer análises semelhantes com os outros
anúncios apresentados pelo livro didático
ou selecionados em outras fontes ou pelos
alunos. Não temos a intenção de esgotar a
quantidade de recursos verbais usados pelos
anúncios.
O objetivo, aqui, é perceber que todas as
escolhas de um anúncio publicitário, sejam
elas verbais ou não, foram intencionais e servem para auxiliar no poder de convencimento do texto.
Para o estudo do terceiro novo aspecto a
ser destacado – Diferentes tipos de suporte em
que um anúncio publicitário pode ser veiculado: mídias impressa, televisiva, radiofônica e
digital –, será necessário selecionar anúncios
publicitários presentes em outros objetos que
não o livro didático. Para tanto, você pode:
f gravar um anúncio de rádio;
f gravar um anúncio veiculado na televisão;
f trazer impresso um anúncio digital extraído da internet.
Esse procedimento é necessário, pois, nesse
momento, estudaremos as implicações que as
diferenças de suporte geram nos anúncios.
estudados no decorrer desta Situação de
Aprendizagem.
f De acordo com o suporte, é natural que
sejam feitas algumas adaptações específicas para ele. Dessa maneira, o rádio
precisa destacar tudo o que for sonoro
(incluindo a parte verbal); a televisão associará imagem, som e texto verbal; e a
internet, em razão da velocidade da informação, apresentará o anúncio subdividido em links.
Oralidade
1. Com base em alguma campanha publicitária indicada pelo professor ou escolhida
pela classe, que apresente anúncios em diferentes mídias (televisão, rádio, internet,
jornais e revistas), discuta com seus colegas
as seguintes questões:
a) Apesar das diferentes mídias, as características típicas do gênero continuam presentes. Faça um comentário
analisando comparativamente dois
anúncios.
O aluno deve apontar uma ou mais características do gênero
“anúncio publicitário” em funcionamento nos dois textos.
b) Que características parecem ser específicas de anúncios veiculados no rádio?
O trabalho exclusivo com sons, palavras, música de fundo,
ritmo, outros sons associados. Todos esses elementos devem
ser observados em funcionamento no texto.
Se possível, selecione uma dada campanha
(de lançamento de um carro, perfume, imóvel
etc.) e escolha dois ou mais anúncios produzidos para ela, veiculados em mídias diferentes.
c) Que características parecem ser específicas de anúncios veiculados na televisão?
A sonoridade associada ao verbal e à imagem, o movimento,
a construção de uma ou mais cenas, a trilha sonora. Todos
Como sugestão de foco de análise, vamos
destacar dois pontos que serão explorados na
seção “Oralidade”.
f Seja qual for o suporte em que um anúncio publicitário é veiculado, ele apresentará traços típicos do gênero, como os
esses elementos devem ser observados em funcionamento
no texto.
d) Que características parecem ser específicas de anúncios veiculados na internet?
Imagens, palavras, percurso de informação, animações, às
vezes sons, quase sempre com um link, uma abertura para
69
mais detalhamentos. Todos esses elementos devem ser observados em funcionamento no texto.
e) Que características parecem ser específicas de anúncios veiculados em mídia
impressa (jornais e revistas)?
Presença de imagens, cores, palavras e, às vezes, amostras do
produto. Todos esses elementos devem ser observados em
funcionamento no texto.
Para finalizar, sugerimos a simulação de
uma pequena campanha publicitária. Para
isso, será necessário dividir a sala em grupos e seguir os passos sugeridos. A ideia é
que, ao final do processo, cada grupo apresente um anúncio para uma mídia impressa,
todos eles associados ao mesmo produto e
público-alvo.
Passo 1
Definir o produto ou serviço, a divulgação
de uma marca ou campanha de interesse público: todos os alunos deverão fazer a mesma
opção. Estabeleça uma discussão para que a
classe escolha a possibilidade que lhe pareça
mais interessante.
Passo 2
Definir um público-alvo do anúncio. Determinando o objeto da campanha, será preciso definir o público-alvo. Proceda nesta etapa
da mesma forma que na anterior.
Produção escrita
Passo 3
1. Em grupo, vocês produzirão um anúncio
Escrever no quadro a seguir o que decidiram.
Elementos não
verbais
Elementos verbais
Tendo em vista o objeto da campanha e seu público-alvo, que imagens
devem ser produzidas? Serão fotos?
Imagens retiradas da internet? Desenhos, ilustrações?
O que virá como texto escrito?
Como será a divisão do texto na
página? Haverá tipos diferentes de
letra? Por quê?
Passo 4
Produzir um esboço do anúncio a partir das
opções feitas: após todas as discussões, cada grupo deverá produzir um esboço de seu anúncio.
Comente com os alunos que não se trata ainda
do resultado final, mas, sim, de uma base para
um comentário do que está adequado ou não.
70
publicitário. Para tanto, sigam os passos
indicados.
Passo 5
Analisar os esboços: tendo em vista as características do gênero “anúncio publicitário”
(as que foram revistas e as novas, apresentadas
nesta Situação de Aprendizagem), solicite a todos os grupos que exponham seus esboços para
que a classe possa comentar os trabalhos.
Língua Portuguesa – 7ª série/8º ano – Volume 1
Passo 6
Com base nas análises feitas, produzir a
versão final do anúncio. Depois que os esboços foram analisados, é provável que algumas
alterações sejam necessárias. Agora, sim, será
produzida uma versão final.
Passo 7
Socializar os trabalhos: compartilhe os resultados. Faça uma mostra na sala de aula,
ou até mesmo na escola, se possível. O ideal é
que a campanha seja mostrada para seu público-alvo preferencial, atingindo seu destino.
Estudo da língua
Consideramos que o estudo de vozes verbais não precisa, necessariamente, estar atrelado a um gênero específico, pois trata-se de
um fenômeno linguístico que pode ocorrer em
qualquer gênero, sem ser presença preferencial. A mesma coisa ocorre com outros temas
da língua, por exemplo, o estudo de verbos.
A seguir, você encontrará algumas sugestões
de atividades sobre esse tema. É importante destacar que elas não têm a intenção de esgotar os
assuntos. Na sala de aula, você pode planejar o
quanto é necessário aprofundar e sistematizar os
conceitos, bem como apresentar as classificações.
Nesse sentido, sua experiência, os materiais que produz, as aulas que prepara e tam-
bém o livro didático servem como base para
orientar seu trabalho. O que vamos sugerir
são atividades produzidas a partir dos textos
vistos na Situação de Aprendizagem, introduzindo esses temas gramaticais de forma
articulada, na medida do possível, ao que já
está sendo estudado.
Consideramos que uma forma de iniciar o
estudo pode ser a leitura da explicação dada
no livro didático ou em uma gramática normativa que você costume usar.
Leia as explicações e peça aos alunos que,
em dupla, estabeleçam uma discussão sobre o
que entenderam. Em seguida, solicite que, no
caderno, façam um resumo dos tópicos que
consideram mais importantes.
1. O professor indicará um tema para estudo
(vozes verbais) e algumas fontes para pesquisa. Faça a leitura dos textos indicados
e discuta com um colega o que cada um
compreendeu.
2. Após a discussão, você e seu colega elaborarão, no caderno, um resumo dos principais tópicos estudados.
O grande objetivo são as habilidades de selecionar e organizar informações. Mesmo que o resumo não esteja completo,
não é esse o foco neste momento.
3. Com base em seu resumo e nas explicações
do professor, responda, com suas palavras,
ao questionário a seguir.
Questionário
1. O que é voz verbal?
Diz respeito à relação do verbo com o sujeito. A voz verbal expressará se o sujeito pratica a ação, se sofre seu efeito ou se pratica a ação e
sofre seu efeito ao mesmo tempo.
2. Quais são os tipos de vozes que um verbo pode apresentar?
O verbo pode apresentar-se na voz ativa, passiva ou reflexiva.
71
3. O que é voz ativa? Dê um exemplo.
Expressa-se quando o sujeito pratica a ação. Exemplo: Ela salvou a vida do colega.
4. O que é voz passiva?
Expressa-se quando quem pratica a ação, efetivamente, não é o sujeito, mas o chamado “agente da passiva”. Neste caso, a ação
é sofrida pelo sujeito. Exemplo: Ela foi salva pelos bombeiros.
5. A voz passiva pode se apresentar de dois jeitos. Diga quais são e dê um exemplo de cada um.
Na forma sintética ou analítica. Exemplo da forma sintética: Alugam-se casas (neste caso, o pronome “se” é partícula apassivadora e o sujeito é “casas”, por isso o verbo está no plural). Exemplo de forma analítica: Casas são alugadas por banhistas (neste
caso, o sujeito está, normalmente, antes do verbo e a concordância não costuma apresentar dúvidas. Temos também, em geral,
a presença do agente da passiva, o que não ocorre na forma sintética).
6. O que é voz reflexiva? Dê um exemplo.
É quando a ação expressa pelo verbo é praticada pelo sujeito e recai nele mesmo. Exemplo: Ela penteava-se sempre com cuidado (ela faz a ação e sofre seu efeito. “Ela” indica o sujeito e “se”, o objeto).
7. Observe um parágrafo que você tenha escrito e retire um exemplo de voz ativa, passiva e reflexiva.
O aluno deverá refletir sobre seus próprios usos de vozes verbais.
Corrija os questionários e explique as dúvidas dos alunos. Nesse processo, você dá sua
explicação de cada tópico, apresentando os
conteúdos de outra forma. Consideramos essa
estratégia muito importante, pois, no processo
de aprendizagem, os alunos não compreendem tudo ao mesmo tempo. Às vezes, uma explicação, dada de certa forma, fica clara para
alguns, mas não para outros.
Nesse caminho, primeiro, eles fazem uma
leitura da explicação de um autor (primeira
tentativa de aprendizagem), depois discutem
com os colegas (segunda tentativa). Em seguida, leem o questionário e tentam responder
às questões (terceira tentativa); por fim, nessa
sequência, ouvem sua explicação (quarta tentativa).
É importante destacar que cada estratégia
mobiliza diferentes habilidades; assim, mes-
72
mo para os que compreenderam na primeira
tentativa, outras habilidades foram postas em
funcionamento nas demais.
Faça, ainda, todos os exercícios do livro e
da gramática que julgar necessários. Dê um
exercício especial para a voz passiva sintética,
pois consideramos que, dos tópicos apresentados, é o que mais pode gerar problemas de uso
(devido à confusão com o índice de indeterminação do sujeito).
Finalizando a Situação, apresentamos
algumas atividades com os principais temas
estudados.
1. Vamos analisar o poder de persuasão no anúncio do Texto B desta
Situação de Aprendizagem. Qual é
o poder sugestivo dos fragmentos verbais
indicados no quadro?
Língua Portuguesa – 7ª série/8º ano – Volume 1
Fragmentos verbais
Comentários
“De um lado, pessoas que necessitam de um transplante para ter a chance de continuar a viver. Do outro,
pessoas que podiam colaborar com o fim desta agonia
deixando clara sua intenção em doar seus órgãos.”
O texto divide as pessoas em dois grupos: as que precisam de ajuda e as que podem ajudar. Essa ideia é reforçada pelos termos “chance”, de um lado, e “agonia”,
de outro.
“Doe seus órgãos. Você
nunca sabe de que lado
pode estar.”
Persuasão direta pelo Imperativo. Procura convencer
também por afirmar que o leitor pode estar em qualquer dos lados. A dúvida é a grande estratégia, reforçada pelo advérbio “nunca”.
“Transplante de órgãos. Essa
via tem duas mãos.”
Novamente o texto reitera que o leitor pode estar do
lado de quem precisa ou de quem ajuda.
“Campanha de Doação de
Órgãos e Tecidos.”
A expressão “campanha de doação” reforça a ideia de
que esse é um movimento por uma boa causa.
2. Conforme orientações do seu professor,
procure em jornais, revistas, na internet
ou no livro didático anúncios publicitários
para levar para a classe:
a) Selecione:
O aluno deve selecionar um anúncio que divulgue uma marca, sem a preocupação de vender um produto ou um anúncio de campanha de interesse público.
b) Indique uma semelhança entre os três
anúncios.
Qualquer característica do gênero “anúncio publicitário” em
f Um anúncio de venda de produto (indique o produto anunciado).
funcionamento nos textos.
O aluno deve selecionar um anúncio de venda de produto.
c) Escolha dois e aponte uma diferença.
3FTQPTUBQFTTPBMQPSUBOUPEFQFOEFEPTBOÞODJPTRVFPBMV-
f Um anúncio de prestação de serviço (indique o serviço anunciado).
no selecionar. Ele organizará palavras ou imagens de acordo
O aluno deve selecionar um anúncio de prestação de
duto, divulgar marca etc.). Se o anúncio for de venda, o léxico
serviço.
será o da área mercadológica. Se for de campanha, as pala-
com o público-alvo e o que o anúncio propõe (vender pro-
vras e imagens apelarão para o senso de ética, solidariedade.
f Um anúncio para divulgar uma marca (indique a marca divulgada) ou um
anúncio para divulgar uma campanha
de interesse público (indique o interesse público divulgado).
d) Escolha um e explique um uso conotativo da linguagem presente no texto.
Observar a pertinência da resposta, a partir do conceito de “linguagem conotativa”. Se necessário, revise-o antes da atividade.
73
SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 8
OS ANÚNCIOS PUBLICITÁRIOS E SUAS INTENÇÕES
Esta Situação de Aprendizagem desenvolverá três objetivos principais: reforçar a compreensão do caráter persuasivo dos anúncios
publicitários; levar os alunos a compreender e
aplicar o conceito de intencionalidade; e, por
fim, fazer que os alunos produzam um anúncio publicitário com base no conceito de intencionalidade.
Conteúdos e temas: análise do caráter persuasivo do texto publicitário; conceito de intencionalidade;
produção de anúncio publicitário com intencionalidade específica; escuta de anúncios publicitários em
diferentes suportes; roda de conversa.
Competências e habilidades: analisar níveis de persuasão do texto publicitário; compreender o conceito de
intencionalidade; produzir anúncio publicitário com intencionalidade específica; escutar anúncios publicitários em diferentes suportes; compreender diferentes níveis de persuasão; ampliar repertório de anúncios publicitários; perceber diferenças entre anúncios publicitários produzidos em diferentes suportes.
Sugestão de estratégias: análise de anúncios publicitários produzidos em diferentes suportes; produção de anúncio publicitário; escuta de anúncios publicitários em diferentes suportes e comparação de
níveis de persuasão em textos organizados com base em diferentes tipologias e gêneros; construção de
roda de conversa, aproximando os conteúdos abordados com a vida do educando, de forma reflexiva.
Sugestão de recursos: livro didático; Caderno do Professor; rádio; multimídia para exibição de anúncios publicitários televisivos e radiofônicos.
Sugestão de avaliação: produção de anúncio publicitário com base em uma intencionalidade predeterminada; análise do caráter persuasivo do texto publicitário; comparação do nível de persuasão em
narrativa e em texto publicitário.
Roteiro para aplicação da Situação
de Aprendizagem 8
Para reforçar a compreensão do caráter
persuasivo do gênero “anúncio publicitário”,
sugerimos a leitura e análise de dois textos,
um publicitário e outro, não.
1. Conforme as orientações do professor, serão
lidos um trecho (Texto A) do livro Capitães
da areia, de Jorge Amado, e um outro (Texto B). Em seguida, responda às questões:
Texto A
No dia em que, vestida como um garoto, ela apareceu na frente de Pedro Bala, o menino começou
a rir. Chegou a rolar no chão de tanto rir. Por fim, conseguiu dizer:
– Tu tá gozada...
Ela ficou triste e Pedro Bala parou de rir.
74
Língua Portuguesa – 7ª série/8º ano – Volume 1
– Não tá direito que vocês me dê de comer todo dia. Agora eu tomo parte no que vocês fizer.
O assombro dele não teve limites.
– Tu quer dizer...
Ela olhava calma, esperando que ele concluísse a frase.
– ... que vai andar com a gente pela rua, batendo coisas...
– Isso mesmo – sua voz estava cheia de resolução.
– Tu endoidou...
– Não sei por quê.
– Tu não tá vendo que tu não pode? Que isso não é coisa pra menina? Isso é coisa pra homem.
– Como se vocês fosse tudo uns homão. É tudo uns menino.
AMADO, Jorge. Capitães da areia. São Paulo: Companhia das Letras, 2008. Grapiúna Produções/Copyrights Consultoria. Rio
de Janeiro.
Texto B
LOUZADA, Maria Silvia Olivi. Defendendo ideias e pontos de vista. In: MURRIE, Zuleika de Felice (Coord.).
Linguagens, códigos e suas tecnologias: livro do estudante: Ensino Médio. Brasília: MEC/Inep, 2002. p. 130.
75
a) Qual dos dois textos pode ser classificado
como anúncio publicitário? Explique.
O Texto B. É preciso indicar ao menos uma característica do
gênero.
Nesse momento, espera-se que eles sejam capazes de recuperar algumas características dos
anúncios e analisá-las dentro do texto. Não acreditamos que seja necessário reconhecer todas as
características nesta atividade.
A atividade a seguir permitirá esse resgate de
características, por meio da análise de textos.
b) Qual deles parece querer convencer o
leitor? Por quê? Do que quer convencer?
f esse texto publicitário conversa diretamente
com o leitor, procurando convencê-lo a participar, da forma mais cooperativa possível, do
cadastramento que será feito pela Prefeitura
de Araraquara e pelo governo federal;
f a cooperação é estimulada, pois, da parte dos
órgãos públicos, que demonstram interesse
pela saúde do cidadão; indicam, ainda, de
forma explícita, que, se o cidadão colaborar
com o cadastramento, seu atendimento pelo
SUS será melhor e mais ágil.
e) A que tipologia o Texto A pertence: Informativa ou narrativa? Explique sua
resposta.
Tipologia narrativa. O aluno deve extrair do texto ao menos uma
O Texto B, pois se dirige diretamente ao leitor. Procura conven-
característica desse agrupamento tipológico (é uma narrativa,
cê-lo a participar, da forma mais cooperativa possível, do ca-
portanto o texto conta uma história de ficção por meio da com-
dastramento que será feito pela Prefeitura de Araraquara e pelo
binação de cinco elementos: foco narrativo, enredo, persona-
governo federal.
gens, tempo e espaço). Nesse sentido, embora as personagens
procurem convencer uma à outra, não dialogam de forma dire-
c) Como podemos observar essa persuasão na parte verbal?
UBDPNPMFJUPSUSBUBTFEFVNBIJTUØSJBmDDJPOBMDPOUBEBQFMP
narrador, uma voz também construída.
Essa persuasão explícita está marcada linguisticamente por
pode precisar”) e pronomes (“sua saúde”, “em sua casa”, “seu
f) Após os comentários sobre a forma de
persuadir do Texto A, explique o que
compreendeu.
cadastramento” e “você”).
O fragmento analisado apresenta um diálogo entre dois seres
meio do uso de verbos no Imperativo (“receba”, “tenha”, “facilite”), advérbios que reforçam as ações (“receba bem”, “também
inventados que procuram convencer um ao outro de seus pon-
d) Como podemos observar essa persuasão nas imagens?
tos de vista. Como a história é inventada, bem como suas perso-
Um sol “sorrindo”, indicando uma ideia positiva associada ao
essa persuasão é dirigida de forma explícita ao leitor.
QSPHSBNB i.PSBEB EB $JEBEBOJBw iNÍPw TFHVSBOEP P DBSUÍP
A maneira de falar das personagens, usando uma variedade linguística coloquial, e seus atos e outras marcas narrativas podem
EP464PSFTVMUBEPRVFBQFTTPBWBJPCUFSTFSFBMJ[BSBTVBQBSUF
nagens e demais elementos envolvidos, não podemos falar que
no cadastramento. O cartão assemelha-se aos cartões de crédito ou de banco, instrumentos associados à ideia de agilidade e
ser compreendidos como uma forma de construir uma história
segurança para o usuário.
que essas escolhas revelam certo nível de persuasão, uma tentativa de apresentar ao leitor um texto que lhe pareça crível. Mas
Eles devem reconhecer essa intenção no Texto B. Esse reconhecimento deverá ser feito por
eles e com a sua ajuda, pela análise de elementos do anúncio que comprovam esse raciocínio.
inventada que pareça coerente. Nesse sentido, pode-se dizer
é um tipo de persuasão bem diferente da apresentada no texto publicitário. No caso da narrativa analisada, as personagens,
como vimos, estão discutindo pontos de vista, uma tentando
fazer a outra mudar de opinião. No entanto, diferentemente da
propaganda, esse texto não procura persuadir o leitor, de forma
Nesse sentido, você pode destacar em relação a esse texto:
76
direta, de nenhum dos pontos de vista apresentados. O leitor, no
decorrer da leitura, pensará no que foi dito, observará a sequên-
Língua Portuguesa – 7ª série/8º ano – Volume 1
cia dos fatos e, se quiser, poderá comparar o que as personagens
vivem com situações que vivemos no mundo real.
se constrói apenas com palavras, mas, sim,
com todo tipo de escolha feita dentro do
texto (palavras, imagens, cores etc.).
g) Após as correções do professor, corrija
suas anotações, se necessário.
O aluno deve rever as anotações e reformular explicações que
considerar erradas ou pouco claras. O objetivo é rever as próprias anotações.
É importante que os alunos percebam
que todos os textos apresentam algum grau
de persuasão. Isso significa dizer que um texto, qualquer que seja ele, defende algum tipo
de posicionamento, de forma mais ou menos
explícita.
Quanto mais explícita for a forma de convencer o leitor de algo, maior será o caráter
persuasivo. No caso dos textos publicitários,
é preciso lembrar que sua maneira de “dialogar” com o leitor é, muitas vezes, mais sugestiva do que informativa.
No entanto, mesmo que um dado texto
publicitário use mais imagens do que palavras, isso não diminui seu poder de persuasão, pois devemos ter em mente que ela não
O caráter persuasivo de um texto terá estreita relação com as intencionalidades de seu autor, o que será apresentado e aprofundado nas
próximas atividades.
2. O professor explicará o conceito de intencionalidade. Anote o que compreendeu.
Com base nos comentários, reveja suas anotações e faça as correções necessárias.
3. O professor indicará alguns alunos para
que comentem o que entenderam sobre o
conceito de intencionalidade.
No texto, o produtor usa uma série de recursos para
atingir sua intenção comunicativa. A isso se denomina
“intencionalidade” de um texto. A intencionalidade está
ligada não só à organização interna do gênero no qual
ele está organizado, mas também à função social que ele
exerce.
4. Observe o anúncio a seguir:
ANGELO, Débora Mallet Pezarim de. Publicidade, entretenimento e outros sistemas. In: MURRIE, Zuleika de Felice (Coord.).
Linguagens, códigos e suas tecnologias: livro do estudante: Ensino Médio. Brasília: MEC/Inep, 2002. p. 12.
77
a) Qual parece ser a intenção do anúncio
Docemel?
fontes, como o livro didático, jornais, revistas,
televisão, rádio etc.
Despertar no consumidor a vontade de comer as sobremesas
produzidas pela marca.
b) Como essa intenção aparece na parte
verbal?
Se considerar pertinente, reforce essa análise
com outras. Recorde outras análises feitas, compare outros anúncios, compare ainda anúncios
e textos produzidos em outros gêneros.
Pelo processo explícito (na sequência de palavras e na
pontuação) de associação entre doce, mel e a marca Docemel. Observar a pertinência de outras análises feitas pelos alunos.
c) Como essa intenção aparece no trabalho visual?
Pela imagem atrativa da maçã e pelo trabalho gráfico com a
letra, também sugerindo uma forma mais “suculenta”. Ob-
Você pode, também, desenvolvendo habilidades de oralidade e escuta, gravar alguns anúncios de rádio ou de televisão e analisar com os
alunos o poder de persuasão de cada um.
Na sequência, a questão da intencionalidade será abordada em anúncios produzidos
para rádio e TV.
servar a pertinência de outras análises feitas pelos alunos.
Para interpretarmos uma possível intencionalidade para o anúncio publicitário,
devemos ter em mente que qualquer texto
produzido dentro do universo publicitário
procurará despertar no leitor vontade de
consumir um produto, adquirir um serviço, ter um sentimento positivo por uma
marca ou campanha.
Oralidade
1. O professor proporcionará a audição de
um anúncio publicitário veiculado no rádio. Com base na escuta, discuta com seus
colegas:
a) Qual parece ser a intencionalidade do
anúncio?
Tendo em vista o conceito apresentado, observar a pertinên-
A intencionalidade de um texto, portanto,
está ligada não apenas à organização interna do gênero no qual ele está inserido, mas
também à função social que ele exerce. No
caso dos textos publicitários, há sempre uma
intenção de levar o consumidor a querer algo
ou a desenvolver um sentimento ou visão positiva de uma dada marca ou campanha.
cia dos comentários.
b) Em sua opinião, quais são as características próprias de um anúncio veiculado
somente em áudio?
Tendo em vista o conceito apresentado, observar a pertinência dos comentários.
c) Qual dessas características mais se destaca?
O anúncio Docemel tem a intenção de despertar no consumidor vontade de comer as sobremesas produzidas pela marca. Para atingir
seu objetivo, usa recursos verbais e visuais.
Você pode, se achar necessário, discutir
a construção da intencionalidade de outros
anúncios publicitários retirados de diferentes
78
b) e c). Para o rádio, destaque:
tPUFYUPWFSCBM
tBUSJMIBTPOPSB
tBFOUPOBÎÍPEPMPDVUPS
2. O professor exibirá um anúncio publicitário televisivo. Tendo-o como base, discuta
com seus colegas:
Língua Portuguesa – 7ª série/8º ano – Volume 1
a) Qual parece ser a intenção do anúncio?
b) Em sua opinião, quais são as características próprias de um anúncio televisivo?
c) Qual dessas características mais se destaca?
b) e c). Para a televisão, destaque:
Nesse sentido, sua experiência, os materiais
que produz, as aulas que prepara e também o
livro didático servem como base para orientar
seu trabalho. O que vamos sugerir são atividades produzidas a partir dos textos vistos nesta
Situação de Aprendizagem, introduzindo esses temas gramaticais de forma articulada ao
que já está sendo estudado.
tBUSJMIBTPOPSB
tBFTDPMIBEBTJNBHFOT
tPUFYUPWFSCBM
1. Tendo como base o anúncio publicitário
Docemel, responda:
tPUSBCBMIPDPNBTDPSFT
tBGVTÍPEFTTFTFMFNFOUPTFNDBEBDFOB
tBQSFTFOÎBPVOÍPEFMPDVUPS
a) Há algum trabalho de sonoridade no
texto? Qual?
A combinação de doce, mel (sonoridades apoiada na vogal
Produção escrita
“e”) e a criação sonora docemel.
Após as discussões e análises dos anúncios
veiculados no rádio e na televisão, escreva, no
caderno, uma síntese das conclusões da sala,
dividindo-a em duas partes (uma para o anúncio radiofônico e outra para o televisivo).
b) Há algum uso conotativo da linguagem? Explique.
O objetivo são as habilidades de selecionar e organizar infor-
O termo “pecado” foi usado no sentido diferente do habitual.
Aliás, seu sentido, na oração, está subvertido, pois a gula é,
PSJHJOBMNFOUFDPOTJEFSBEBVNQFDBEPOPDPOUFYUPTVHFre-se exatamente o oposto.
mações. Mas, nessa etapa do estudo, em que já foram estudados vários anúncios, espera-se que o resumo seja o mais
completo possível. Professor, veja se os alunos destacam a
trilha sonora, a entonação e o ritmo, no rádio, e esses elementos associados à imagem, na televisão.
2. O professor indicará para leitura algumas
explicações sobre figuras de linguagem.
Anote no caderno o que compreendeu.
Esse é um instrumento de observação da aprendizagem. Você
pode observar como o aluno está compreendendo o que
está sendo estudado. Deve usar o exercício como base para
Estudo da língua
O gênero “anúncio publicitário”, como
qualquer outro, pode ser visto sob diferentes aspectos linguísticos. Neste momento, no
entanto, vamos nos centrar no tema “figuras
de linguagem”. Essa escolha deve-se ao fato
de que, nos anúncios, o apelo às figuras de
linguagem, na construção do efeito esperado,
é muito constante.
É importante destacar que esses exercícios
não têm a intenção de esgotar os assuntos. Você
pode planejar a necessidade de aprofundar e
sistematizar os conceitos, bem como apresentar
as classificações.
redefinir rumos, repetir explicações, mudar estratégias etc.
3. Discuta com um colega suas respostas do
exercício anterior. Reformule-as, se achar
necessário.
/FTTF NPNFOUP P BMVOP WBJ SFGPSNVMBS P UFYUP QPSUBOUP
espera-se que sua resposta seja mais completa que a dada
para a Questão 2.
4. O professor dará novas explicações sobre o
que são figuras de linguagem. Em seguida,
volte ao caderno e veja se o que escreveu
está correto. Se houver dúvida, fale com o
professor. Quando considerar que já compreendeu, escreva a versão final da explicação sobre figuras de linguagem.
79
Professor, sugerimos: são recursos linguísticos que tornam as
mensagens mais expressivas, apresentando-se como um tra-
rem. Depois, analise, coletivamente, a pertinência das respostas dadas.
balho mais criativo com a linguagem.
5. Entre as figuras de linguagem, há uma que
se chama metáfora. O professor dará explicações sobre ela. Anote o que compreendeu.
8. O professor indicará alguns textos para
estudo, entre eles anúncios publicitários.
Aponte a presença de metáforas em cada
um. Faça essa atividade no caderno.
Você pode destacar que metáfora é um tipo de uso figurado da linguagem, que consiste em usar um termo ou
expressão em um sentido que não lhe é comum. Além disso, o novo sentido adquirido foi o resultado da relação de
semelhança que se criou entre esse termo e outro, de tal
forma que as características do segundo passam a ser incorporadas, total ou parcialmente, ao primeiro termo.
6. Confira com o professor e veja se é preciso
alterar suas anotações.
A definir, de acordo com a resposta de cada um dos alunos.
7. Você considera que o uso conotativo indicado no Exercício 1, item b, desta seção, é
uma metáfora? Explique.
Depende da análise. Se considerarmos que o termo criado
Se achar pertinente, destaque outras figuras de linguagem encontradas nos anúncios.
Para tanto, você pode solicitar que localizem
todos os usos diferentes de linguagem nos
anúncios analisados. Depois, faça um quadro, como o que será sugerido a seguir. Nele,
indique qual é o termo, a estranheza do uso
e que tipo de figura deve ser essa, de acordo
com as explicações do livro didático ou de
uma gramática.
Para tanto, será necessário que, no momento de realização da atividade, os alunos
estejam com o livro ou a gramática normativa
em mãos.
assumiu as características das duas palavras que lhe dão base,
podemos dizer que sim. Se, por outro lado, pensarmos que
os termos foram usados em seu sentido comum, não.
Selecione outros anúncios ou peça aos
alunos que os pesquisem em casa, em revistas, e os tragam para a aula. Você pode dividi-los, inicialmente, em grupos, e pedir que
encontrem metáforas nos anúncios, se existi-
80
9. Para a ampliação dos estudos de figuras
de linguagem, o professor construirá um
quadro com algumas figuras. Copie-o no
caderno.
10. O professor indicará quatro textos para
análise das figuras de linguagem. Com base
nos textos, preencha o quadro a seguir.
Termo ou expressão
selecionado (uso conotativo
da linguagem)
Por que o termo ou a
expressão foi destacado?
(Que tipo de estranheza ele
causa?)
O aluno deve apenas copiar o termo
O aluno deve propor uma interpretação
Como a gramática classifica
esse tipo de figura?
ou a expressão conotativa nesta coluna.
para o uso conotativo, levando em conta
Você pode ver esta coluna como uma forma
Espera-se que o texto seja de gênero diferente dos outros três. É um bom mo-
o sentido do texto e seu gênero. Você
de observar o momento da aprendizagem do
pode selecionar gêneros já vistos, nesta
aluno e, a partir do que ele devolver, fazer as
mento para a inclusão de textos literários.
série/ano ou nas anteriores.
intervenções necessárias.
Língua Portuguesa – 7ª série/8º ano – Volume 1
É importante que os alunos não fiquem com
a ideia de que as metáforas, como outras figuras,
estão presentes apenas em anúncios publicitários.
Para tanto, selecione outros textos do livro didático, de outros gêneros, que apresentem metáforas.
Antes de analisar, separe os textos por
gêneros para que os alunos já comecem a perceber que as figuras podem estar presentes
em diversos textos. Analise cada uma delas e,
então, sistematize que elas aparecem, priorita-
riamente, nos textos que têm como função comunicativa mexer com o imaginário do leitor.
Finalizando esta Situação de Aprendizagem, propomos mais uma atividade de estudo de intertextualidade e sugerimos que você
selecione os conteúdos de figuras de linguagem que achar relevantes.
1. Observe o anúncio publicitário a
seguir:
ANGELO, Débora Mallet Pezarim de. Publicidade, entretenimento e outros sistemas. In: MURRIE, Zuleika de Felice (Coord.).
Linguagens, códigos e suas tecnologias: livro do estudante: Ensino Médio. Brasília: MEC/Inep, 2002. p. 16.
a) Qual parece ser a intenção do anúncio
da empresa Lane?
A intenção do anúncio é despertar no consumidor a vontade
imperativa associa-se a ideia de “boa viagem”, composta, em
conjunto, com os conceitos de velocidade e amplitude, desenvolvidos pelas imagens.
de viajar de avião, por meio da empresa de aviação.
b) Como essa intenção aparece na parte
verbal?
c) Como essa intenção aparece no trabalho visual?
Para construir esse desejo, o texto mostra a imagem de um
Do ponto de vista verbal, a intenção se expressa no trecho
globo terrestre, sugerindo que o leitor pode conhecer o
“Voe Lane e boa viagem”. Há o Imperativo, explicitando a
mundo por meio da empresa. Há ainda a ideia de velocidade,
intenção de convencer o consumidor a voar. A essa forma
sugerida pela sobreposição das sombras de aviões.
81
SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 9
ANALISANDO A LINGUAGEM VERBAL DE ANÚNCIOS
PUBLICITÁRIOS E DE TEXTOS PRESCRITIVOS E INJUNTIVOS
Nesta Situação de Aprendizagem, o foco
serão alguns conceitos sintáticos estudados,
prioritariamente, em textos prescritivos, injuntivos e anúncios publicitários. O objetivo é fazer
que os alunos entendam este estudo como uma
continuidade natural do que já foi estudado nas
Situações anteriores, sendo apenas uma abordagem mais voltada para os aspectos linguísticos.
Conteúdos e temas: conceitos de frase, oração e período; análise de frases e orações em textos prescritivos e injuntivos, bem como construídos em outras tipologias; períodos simples e composto; conceito
de sujeito; tipos de sujeito e seus efeitos dentro dos textos.
Competências e habilidades: inferir os conceitos de frase, oração e período e sujeito partindo do conhecimento prévio do aluno; analisar construções oracionais e frasais em diferentes anúncios publicitários
e em manchetes jornalísticas; refletir sobre suas produções textuais, a partir de seus usos linguísticos
(especificamente, nessa situação, suas construções frasais, oracionais e de períodos).
Sugestão de estratégias: sondagem inicial a partir do repertório prévio do aluno; comparação entre
anúncios publicitários; análise de conteúdos linguísticos com base nos efeitos que podem gerar nos
textos.
Sugestão de recursos: livro didático; Caderno do Professor; revista.
Sugestão de avaliação: análise de anúncios publicitários sob o ponto de vista dos usos de frases e orações; pesquisa sobre o conceito de período em gramática normativa da língua portuguesa.
Roteiro para aplicação da Situação
de Aprendizagem 9
sim, você observará o que eles já sabem sobre “frase, oração
e período” e poderá definir como deve conduzir a sequência
da aprendizagem.
Se você considerar oportuno, pode explicar os conceitos,
Esta Situação de Aprendizagem se concentrará em alguns conceitos sintáticos. Para
iniciar, você pode solicitar aos alunos que
recordem o que sabem em relação à frase, à
oração e ao período. Em seguida, escreva na
lousa as informações que forem indicadas.
Estudo da língua
1. Defina, por meio de seus conhecimentos
prévios, o que é uma frase, uma oração e
um período.
O objetivo é partir do conhecimento prévio dos alunos. As-
82
solicitar uma pesquisa em uma gramática normativa, fazer
exercícios de revisão etc. Tudo depende desse levantamento prévio.
Em seguida, mostre dois anúncios publicitários. Um deles, o Texto A, deverá ser selecionado por você de revistas ou outros suportes.
Será necessário que você opte por alguma forma que permita que os alunos o visualizem. O
importante, na seleção desse texto, é que ele
não apresente nenhum verbo. Normalmente,
anúncios de perfumes e de grifes famosas
constroem-se com essa característica.
Língua Portuguesa – 7ª série/8º ano – Volume 1
O Texto B foi apresentado na Situação de
Aprendizagem 8 e será reapresentado a seguir
(você também pode selecionar outro que este-
ja no livro didático e apresente características
semelhantes).
Texto B
ANGELO, Débora Mallet Pezarim de. Publicidade, entretenimento e outros sistemas. In: MURRIE, Zuleika de Felice (Coord.).
Linguagens, códigos e suas tecnologias: livro do estudante: Ensino Médio. Brasília: MEC/Inep, 2002. p. 16.
2. O professor indicará um anúncio publicitário para estudo, que será denominado de
“A”. Observe-o e o compare com o anúncio
Voe Lane, apresentado anteriormente, que
denominaremos de “B”:
a) Na escolha de palavras do anúncio publicitário A, existe algum verbo? Qual?
Não há verbos no anúncio.
b) Na escolha de palavras do anúncio publicitário B, existe algum verbo? Qual?
O verbo “voar”.
c) O que a presença do verbo indica no
anúncio publicitário?
cação não verbal. E tudo isso será associado pelo consumidor
a uma marca, sempre presente em anúncios.
Professor, uma sugestão!
Sintetize que o primeiro anúncio, selecionado por você a partir dos critérios dados anteriormente, apresenta uma organização das
palavras sem verbos; já o segundo constrói-se com uma sentença organizada com base
em um verbo e outra, não. Comente que os
enunciados possíveis de se entender, que são
construídos sem verbos, denominam-se frases. Já orações são tipos específicos de frases
que se organizam em torno de um verbo.
Sugere o que o consumidor deve fazer e o que terá como
consequência (“Boa viagem”).
d) É possível compreender a mensagem de
um anúncio publicitário mesmo sem a
presença de verbos. Explique como isso
acontece.
É possível. Isso se dá pela sugestão de sentidos que será cons-
Você pode voltar aos dois anúncios e observar o diferente efeito de frases e orações
nos textos publicitários. No caso das frases
nominais, há um maior poder de sugestão;
no caso das orações, há uma sugestão mais
explícita e direcionada, muitas vezes marcadas pela forma imperativa.
truída por meio de imagens e de outras formas de comuni-
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Peça aos alunos que façam uma análise
semelhante a partir dos ingredientes de uma
receita culinária. Se observarem a lista dos
ingredientes, perceberão que também não há
verbos. Além disso, é possível compreender
perfeitamente quais são os alimentos que devem ser selecionados, bem como em que quantidade. Ou seja, cada uma das linhas da receita
é uma frase, um enunciado com sentido completo para quem lê a receita.
Já no caso do “modo de fazer”, temos orações, organizadas a partir de verbos. Esses
termos dão o sentido principal do “modo de
fazer”, pois cada um deles indica um procedimento que deve ser feito na sequência indicada.
Outra proposta de atividade é solicitar aos
alunos que analisem capas de livros e seus
respectivos títulos. Nesses casos, aparecerão
ocorrências com frases nominais ou orações.
Discuta com eles os títulos encontrados, observando o diferente nível de sugestão em
cada um.
Para reforçar o estudo da oração, você
pode fazer análises de manchetes de jornal,
mostrando como elas são os centros de organização da informação nesse tipo de frase.
Destaque que, nessas sentenças de caráter
informativo ligado a acontecimentos, a presença do verbo é fundamental, constituindo-se como o centro da informação que se quer
transmitir.
3. Analise os títulos de notícias apresentados
a seguir, de acordo com o modelo, e responda ao que se pede. Exemplo:
Prefeitura de SP parcela multas em até 12 vezes
Folha de S.Paulo, 07/11/2007. Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff0711200729.htm>. Acesso em: 24
maio 2013.
f Que termo, se for retirado, faz que não compreendamos o sentido principal da oração?
O verbo “parcelar”.
f Quais outras palavras ou expressões estão ligadas ao verbo “parcelar”?
i1SFGFJUVSBEF41wiNVMUBTwiFNBUÏWF[FTw
1. ONU identifica apoio de radicais a grupos rebeldes
Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/mundo/1138077-onu-identifica-apoio-de-radicais-a-grupos-rebeldes.shtml>.
Acesso em: 24 maio 2013.
f Que termo, se for retirado, faz que não compreendamos o sentido principal da oração?
O verbo “identificar”.
f Quais outras palavras ou expressões estão ligadas a esse termo na oração?
“ONU”, “apoio de radicais” e “a grupos rebeldes”.
2. Chuva causa “apagão” em 26 semáforos de Ribeirão Preto (SP)
Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/ribeiraopreto/1212575-chuva-causa-apagao-em-26-semaforos-deribeirao-preto-sp.shtml>. Acesso em: 24 maio 2013.
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Língua Portuguesa – 7ª série/8º ano – Volume 1
f Que termo, se for retirado, faz que não compreendamos o sentido principal da oração?
O verbo “causar”.
f Quais outras palavras ou expressões estão ligadas a esse termo na oração?
“Chuva”, “apagão” e “em 26 semáforos”.
3. Marquês de Sapucaí tem falhas de segurança, diz especialista
Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1225961-marques-de-sapucai-tem-falhas-de-seguranca-dizengenheiro.shtml>. Acesso em: 24 maio 2013.
f Que termo, se for retirado, faz que não compreendamos o sentido principal da primeira oração?
O verbo “ter”.
f Quais outras palavras ou expressões estão ligadas a esse termo na oração?
“Marquês de Sapucaí” e “falhas de segurança”.
4. EUA prendem suspeito por tiroteio próximo à Casa Branca
Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/mundo/1007421-eua-prendem-suspeito-por-tiroteio-proximo-a-casa-branca.
shtml>. Acesso em: 24 maio 2013.
f Que termo, se for retirado, faz que não compreendamos o sentido principal da oração?
O verbo “prender”.
f Quais outras palavras ou expressões estão ligadas a esse termo na oração?
“EUA” e “suspeito”.
5. Com metrô parado, poluição aumentaria 75% em SP, aponta estudo
Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1113485-com-metro-parado-poluicao-aumentaria-75-em-sp-apontaestudo.shtml>. Acesso em: 24 maio 2013.
f Que termo, se for retirado, faz que não compreendamos o sentido principal da oração
sublinhada?
O verbo “aumentar”.
f Quais outras palavras ou expressões estão ligadas a esse termo na oração?
“Poluição”, “75%” e “em SP”.
6. Porquinhos são declarados animais da boa sorte em zoo de Berlim
Disponível em: <http://f5.folha.uol.com.br/bichos/1208105-porquinhos-sao-declarados-animais-da-boa-sorte-em-zoo-deberlim.shtml>. Acesso em: 24 maio 2013.
f Que termo, se for retirado, faz que não compreendamos o sentido principal da oração?
O verbo “declarar”.
f Quais outras palavras ou expressões estão ligadas a esse termo na oração?
“Porquinhos”, “animais da boa sorte” e “em zoo de Berlim”.
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Reforce a ideia de que, no caso das orações,
construções que utilizamos em grande quantidade, o núcleo de organização é o verbo. Isso
significa dizer que, uma vez dentro de uma
oração, o verbo funciona como uma espécie
de “centro de atração” (mas não o único), trazendo outras palavras para dentro dela.
a) Grife todas as frases nominais do Texto A.
Bem, Xi, Ah, Uma cacetada só.
b) Tendo a situação descrita como pressuposto (um casal de namorados em um
momento de crise), o que você entendeu
do texto?
Dá para entender que um está terminando a relação amo-
Essa discussão será aprofundada nos próximos exercícios.
4. Leia os textos a seguir:
Texto A
Um casal de namorados em um momento
de crise:
– Bem...
– Xi...
– Ah...
– De uma vez, vai... Uma cacetada só...
– Não, não, não é bem assim...
– Sei... E então? Tudo igual? Nada muda?
– Bom... Acabou.
– Eu sabia...
Elaborado por Débora de Angelo e Eliane Aguiar
especialmente para o São Paulo faz escola.
c) Complete as lacunas do Texto B com
os verbos que faltam. Explique por que
eles são importantes para a compreensão do texto.
É, estuda, trabalha, namora, é, sente, conheceu, começaram, se apaixonou, continuaram, desapareceu, sabe, fez,
arrumou, diz, fica.
Nesse texto, os verbos são essenciais para a compreensão das
informações que se pretende transmitir. Sem eles, sabemos algumas coisas sobre “Paula”, mas ficamos com dúvidas imporUBOUFTBMÏNEJTTPBBVTÐODJBEPTWFSCPTTFSJBVNBDPOTUSVÎÍP
estranha para uma história que se pretende contar, o que é
totalmente diferente no Texto A, cheio de verbos implícitos.
5. O professor indicará pelo menos duas fontes de pesquisa para o estudo de período
simples e período composto. Anote a definição que lhe parecer mais clara de cada
um dos conceitos.
Texto B
Você pode ver essa resposta como uma forma de observar o
Paula ........... uma moça como todas
as outras do mundo de hoje: ...................,
...................... e .............................., pois ninguém................ de ferro. Mas ela ..................
falta de alguma coisa diferente, especial.
Um dia Paula ...................................
Joaquim, um rapaz inteligente e bonitão. Eles
................ um namoro e ela .......................
logo. ...................... desse jeito por uns dois
meses, até que um dia, sem mais nem menos,
Joaquim ..................... misteriosamente.
..................... o que Paula ...................?
........................... outro namorado, porque,
como............. o Zé Simão, “quem.................
parado ........... poste!”
momento da aprendizagem do aluno e, a partir do que ele
Elaborado por Débora de Angelo e Eliane Aguiar
especialmente para o São Paulo faz escola.
86
rosa com o outro.
devolver, fazer as intervenções necessárias.
6. O professor explicará os conceitos. Anote
com suas palavras o que compreendeu sobre o assunto.
Esse é outro momento, com outra forma de aprendizagem do
mesmo tema (períodos simples e composto). Observar se o aluno mostrou mais compreensão de um momento para o outro.
No primeiro texto, apesar de ser formado
quase exclusivamente por frases nominais,
conseguimos compreender a mensagem. Além
disso, as frases nominais criam um efeito de
sugestão, deixando o leitor imaginar o que
fica subentendido.
Língua Portuguesa – 7ª série/8º ano – Volume 1
Já no segundo texto, precisamos preencher as lacunas para a compreensão do
sentido. O texto nos conta uma história, o que significa que ele é organizado pela tipologia narrativa, estudada na
5a série/6o ano do Ensino Fundamental. Nesse caso, por se constituir como uma sequência de ações, os verbos fazem muita falta,
pois são eles os elementos linguísticos que as
representam.
Passando para os conceitos de período
simples e composto, vamos iniciar apresentando dois novos textos prescritivos didaticamente construídos.
a) Indique a principal diferença entre os
Textos 1 e 2.
A principal diferença é a pontuação. Observar a pertinência
de outras respostas, pois há diferença também na quantidade
de informações (há orações a mais no Texto 2) e na escolha
lexical.
b) Quantas orações há no Texto 1?
Há seis orações.
c) O Texto 1 é constituído por períodos
simples ou compostos? Justifique.
Períodos simples, pois há apenas um verbo em cada intervalo
de período.
d) Quantas orações há no Texto 2?
7. Leia os dois textos a seguir:
Há oito orações.
e) O Texto 2 é constituído por períodos
simples ou compostos? Justifique.
Texto 1
Períodos compostos, pois há duas orações em cada intervalo
Primeiro, abra a porta do armário, do
lado da pia. Depois, procure uma panela
grande, de aço. Ela é a única panela de aço
ali. Em seguida, pegue a tampa. Coloque
tudo em uma sacola. O moço do conserto
vai passar aí em 20 minutos.
de período.
f) Observando a pontuação dos Textos 1 e
2, podemos afirmar que os sinais típicos
de final de período são:
O principal é o ponto-final. Mas você pode indicar os outros
sinais possíveis nesse momento.
Elaborado por Débora de Angelo e Eliane Aguiar
especialmente para o São Paulo faz escola.
g) Observando a pontuação dos Textos 1
e 2, indique quais sinais de pontuação
aparecem apenas no final do período.
No Texto 1, ponto-final. No Texto 2, ponto-final e ponto de
Texto 2
exclamação.
Primeiro, abra a porta do armário do
lado da pia e procure uma panela grande, de
aço. Ela é a única panela de aço ali, as outras
são de outros materiais. Em seguida, pegue
a tampa e coloque tudo em uma sacola. O
moço do conserto vai passar aí em 20 minutos, não se atrase!
Elaborado por Débora de Angelo e Eliane Aguiar
especialmente para o São Paulo faz escola.
Após a análise dos textos, indique que o
primeiro apresenta uma organização de oração que recebe o nome de período simples,
pois existe apenas um verbo em cada período.
O segundo, por sua vez, recebe o nome de
período composto. Destaque que a mudança
na pontuação e o acréscimo ou retirada de algum conectivo promoveram a transformação.
O resultado é que dois ou mais verbos apresentam-se juntos, agora, no mesmo período.
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Em seguida, sugira que, organizados em
duplas, os alunos pesquisem a definição de
período em uma gramática normativa da língua portuguesa. Peça que anotem e expliquem
a definição, com base no que entenderam pela
explicação oral e pela gramática.
Outro ponto a ser destacado é a relação
entre período e pontuação. É importante que
os alunos saibam que certos sinais de pontuação indicam fim de período. Peça que separem os períodos do Texto 2, indicando qual
sinal de pontuação serve para encerrar cada
um (interrogação, ponto-final, exclamação ou
reticências).
Sistematize, em seguida, que a maioria
dos períodos termina com um desses quatro
sinais. Por isso, depois deles, se iniciarmos
um novo período, empregamos normalmente
letra maiúscula.
Solicite que voltem a algum texto produzido por eles e observem os períodos que
criaram, localizando os seguintes sinais de
pontuação: ponto-final, ponto de interrogação, ponto de exclamação e reticências. Em
seguida, solicite que vejam quantas orações
produziram em cada um dos períodos.
Na sequência, selecione um texto e peça
aos alunos que circulem os verbos. Sugerimos gêneros prescritivos, como manuais de
instrução e regras de jogos. Após terem circulado os verbos, diga-lhes para encontrar uma
palavra ou expressão que indique, dentro do
texto, quem está praticando aquela ação ou
vivendo aquele estado.
Sugerimos algumas atividades nessa perspectiva.
8. O professor indicará textos para análise.
Circule os verbos presentes em cada um
deles.
Professor, selecione os textos prescritivos para análise.
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9. A que gênero esses textos pertencem?
Se forem os que sugerimos, regras de jogos e manuais de
instrução.
10. Em cada texto, quem está praticando a
ação ou vivendo o estado dos verbos neles
presentes?
Você deve selecionar um pequeno texto, com poucos verbos, para facilitar a observação e análise dos alunos.
11. O professor explicará o conceito sintático
denominado sujeito. Anote-o com suas
palavras.
12. Releia o que você escreveu e compare sua
definição com a de outra fonte indicada
pelo professor. Faça correções na sua, se
necessário.
É importante que o aluno elabore o conceito de acordo
com seu entendimento.
Sistematize que “sujeito” é quem pratica
a ação ou vive o estado indicado pelo verbo.
Depois, explique que ele pode aparecer nos
textos de algumas maneiras.
Você pode iniciar apontando os tipos de
sujeito:
f
f
f
f
f
simples;
composto;
desinencial;
indeterminado;
inexistente.
A seguir, sugerimos modos de apresentação de cada um deles.
Professor, uma sugestão!
Para a introdução do conceito de sujeito,
você pode partir do que eles sabem sobre o
assunto. Se apresentarem a ideia de que um
sujeito é “alguém”, você pode aproveitar o
gancho para dizer que, do ponto de vista da
Língua Portuguesa – 7ª série/8º ano – Volume 1
organização da oração, um sujeito é um termo que pratica uma ação ou vive um estado
indicado pelo verbo.
É importante destacar ainda que “praticar uma ação” não deve ser entendido de
forma literal. Todo termo que estiver exercendo a função indicada pelo verbo é o sujeito; portanto, não apenas os seres vivos
praticam ações sintáticas. Os alunos devem
compreender que “praticar” é entendido,
sintaticamente, em sentido amplo.
Para o estudo de sujeito desinencial, volte
aos anúncios publicitários e discuta a questão
do sujeito. Mostre que o efeito sugestivo dos
anúncios fica reforçado com essa escolha.
Para a análise do sujeito simples e composto, você pode utilizar as manchetes de
jornal. Reforce que, nesses casos, como o
objetivo central agora é informar e ser claro,
é muito comum o uso de sujeitos simples e
compostos em textos com essa finalidade.
Já para a análise de sujeito indeterminado,
você pode aproveitar as sugestões do livro didático. Destaque que, no caso do sujeito indeterminado, dependendo do gênero do texto
e de sua função social, a indeterminação do
sujeito pode ser um sinal de que o praticante
da ação, por exemplo, não quer ou não pode
assumir seus atos. Pode ser ainda que a indeterminação diga respeito a um grupo, portanto, não faz sentido nomear alguns. Outra
possibilidade é o caráter sugestivo que essa
escolha dá a alguns textos. Quando ouvimos
construções como “andam dizendo por aí”,
o sujeito está indeterminado porque a ideia é
lançar uma informação sem fonte, sugerindo
coisas que não querem ser afirmadas.
casos. Se achar oportuno e houver tempo,
chame a atenção dos alunos para alguns aspectos da concordância verbal nesse momento, destacando a relação entre sujeito e verbo.
Nesse caso, não deixe de levar em conta as
variedades linguísticas, mostrando que, dependendo do contexto, a concordância revela-se de diferentes maneiras.
Professor, uma sugestão!
Em todos os casos, reforce que as escolhas dos falantes da língua por uma forma
ou outra revelam, de forma consciente ou
não, escolhas mais adequadas aos objetivos
do texto. Nesse sentido, escolhas linguísticas
relacionam-se à intencionalidade, pois contribuem para a formação do sentido que se
quer dar ao texto.
Para sistematizar, sugerimos os exercícios
a seguir. Você pode analisar outros textos do
livro didático, bem como fazer outros exercícios sugeridos pelo livro.
13. Anote os tipos de sujeito indicados pelo
professor.
Se você considerar que é um momento para sintetização,
pode ser mais oportuno escrever as definições, após tê-las
explicado. Você pode, também, construir as definições em
discussão com os alunos.
14. O professor retomará dois anúncios estudados neste Caderno ou indicará outros.
Localize os sujeitos sintáticos presentes
nos anúncios e classifique-os.
Exercício de sistematização de tipos de sujeito, usando os
anúncios como referência.
15. Qual é a intenção de cada anúncio?
O aluno deve discutir uma intencionalidade para o texto,
Para o sujeito inexistente, você também
pode usar exemplos do livro didático, destacando a impessoalidade dos verbos nesses
tendo em vista o gênero, o objetivo do texto (vender produto, serviço etc.), o público-alvo, entre outras possibilidades.
Observar a pertinência da análise feita.
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16. A escolha do tipo de sujeito contribui
para a intenção geral de cada texto. Explique como isso acontece.
Esse é um momento para o aluno elaborar a compreensão
d) É possível compreender a parte da receita que não contém verbos? Como
denominamos, sintaticamente, esse tipo
de construção?
desse fenômeno linguístico na construção dos textos estu-
É possível, pois o falante conhece o gênero e sabe que se
dados.
trata da lista de ingredientes. Esse tipo de construção é a frase
nominal.
Fechando a Situação, apresentamos algumas atividades que relacionam o conceito sintático “sujeito” e o gênero “receita culinária”,
bem como sugerimos que selecione outras atividades para o estudo dos tipos de sujeito, da
distinção de frase, oração, período e período
simples e composto.
O aluno anotará as páginas de exercícios
orientados por você sobre período simples e
composto.
2. Tendo como base as explicações de frase,
oração e período, responda:
a) Uma oração é um tipo de frase?
Sim.
b) Qual é a diferença entre a oração e os
demais tipos de frase?
A oração é um tipo de frase organizada em torno de um verbo. Há frases sem verbo, chamadas frases nominais.
1. Peça a alguém de sua família uma
receita culinária ou busque uma na
internet ou em outra fonte. No caderno, responda:
c) Qual é a relação entre oração e período?
a) Em que parte da receita há presença de
verbos?
d) A construção “Não sei o que fazer. Preciso de sua orientação urgente” pode ser
considerada um período? Por quê?
No “Modo de fazer”.
Os períodos são classificados pelo número de orações que
BQSFTFOUBN /P QFSÓPEP TJNQMFT IÈ VNB ÞOJDB PSBÎÍP OP
composto, duas ou mais.
Há dois períodos no trecho. O primeiro é composto de duas
b) E em que parte eles não estão presentes?
PSBÎÜFTiTFJwFiGB[FSw
PTFHVOEPÏTJNQMFTPSHBOJ[BEPFN
Nos “Ingredientes”.
torno do verbo “precisar”.
c) O que a presença de verbos indica numa
receita culinária?
Indica o que deve ser feito com os ingredientes e em que
ordem.
Anote os exercícios sobre frase, oração e
período, do livro didático ou de outra fonte,
indicados pelo professor. Faça-os no caderno.
SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 10
SISTEMATIZAÇÃO DOS CONTEÚDOS VISTOS
NAS SITUAÇÕES ANTERIORES
A seguir, apresentaremos algumas sugestões de
atividades que visam retomar alguns conteúdos
vistos nas Situações de Aprendizagem anteriores.
90
Nesta nova Situação, os assuntos são os mesmos (e
estão indicados no quadro de apresentação), mas
as habilidades e as competências são outras.
Língua Portuguesa – 7ª série/8º ano – Volume 1
Conteúdos e temas: sistematização de traços de textos prescritivos ou injuntivos; sistematização de características de anúncios publicitários; produção de síntese analítica; revisão de conteúdos linguísticos;
revisão do conceito de intencionalidade.
Competências e habilidades: pesquisar textos publicitários; analisar texto de caráter prescritivo em situação de comunicação; apresentar análises orais de anúncios publicitários; analisar efeitos de conteúdos
sintáticos em diferentes textos; analisar efeitos de conteúdos sintáticos nas produções textuais dos
alunos.
Sugestão de estratégias: compreensão da sistematização como um momento importante da avaliação
da aprendizagem; realização consciente de atividades que recapitulam conteúdos.
Sugestão de recursos: livro didático; Caderno do Professor; revista.
Sugestão de avaliação: pesquisa de anúncios publicitários; apresentação oral; produção de diálogo com
intenção prescritiva.
Roteiro para aplicação da Situação
de Aprendizagem 10
Para retomar as características do gênero “anúncio publicitário”, você
pode selecionar alguns anúncios e
misturá-los a outros textos, de gêneros bastante
diferentes. Divida a classe em grupos e solicite
que separem os anúncios publicitários dos demais textos. Peça ainda que escrevam uma pequena análise apontando uma ou mais características
do gênero presentes nos textos selecionados.
Você pode também pedir que pesquisem anúncios publicitários em revistas e jornais e os levem para a sala de aula. Depois,
solicite que façam uma apresentação oral,
explicando para a classe por que aqueles textos trazidos podem ser classificados como
anúncios publicitários.
Para o estudo da intencionalidade, selecione um fragmento literário narrativo e um
texto publicitário ou prescritivo e peça que,
oralmente, sejam analisadas as intencionalidades de cada texto, como sugerido nas atividades a seguir.
Oralidade
1. Em grupo, discutam que passos vocês percorreriam para produzir uma campanha
publicitária de um produto ou serviço que
escolhessem.
Esse é um grande exercício de retomada de tudo o que foi
visto. É um momento para o aluno refletir sobre o percurso
feito e retomá-lo, se necessário. Daí a importância de percorrê-lo em grupo.
2. O professor selecionará dois textos: uma
narrativa literária e um texto prescritivo ou
injuntivo. Após a leitura, explique a intencionalidade principal de cada texto.
Esse é um exercício de retomada do conceito de intencionalidade, mas agora com textos de diferentes naturezas
(uma narrativa e um texto prescritivo ou injuntivo). Na análise, os traços dessas tipologias provavelmente precisam ser
levados em conta.
Com o objetivo de recapitular os traços
de textos prescritivos e inseri-los em uma situação de comunicação concreta, peça aos
alunos que produzam um diálogo prescritivo
para o contexto a seguir. Depois, discuta com
eles os resultados, analisando quais textos estão adequados à situação proposta.
91
Produção escrita
1. A partir do contexto a seguir, produza no
caderno um diálogo de caráter prescritivo.
Um rapaz está ao telefone e precisa explicar à sua mãe onde estão três papéis guardados em seu quarto. Ele deve orientá-la
dizendo o que precisa fazer para localizar
cada um. Deve orientá-la ainda a recolher
os papéis e colocá-los em um envelope para
enviá-los pelo correio o mais breve possível,
pois o rapaz está prestando vestibular em
outra cidade e necessita dos documentos
com urgência.
Elaborado especialmente para o São Paulo faz escola.
Para sistematizar os conteúdos sintáticos
vistos neste Caderno, você pode selecionar
alguns textos produzidos pelos alunos e pedir que, baseados em um trecho, encontrem
os sujeitos. Então, devem analisar se, tendo
como base o que o exercício exigia, a escolha
dos sujeitos favoreceu ou não o efeito que se
esperava da produção textual.
Você pode fazer uma análise semelhante tendo como referências frases nominais e
orações. Peça a eles que separem, em um fragmento de texto produzido, as frases nominais
e as orações que encontrarem (no caso, reforce as de período simples, para facilitar). Em
seguida, solicite que analisem se, tendo como
pressuposto o que o exercício exigia, a escolha
dos sujeitos favoreceu ou não o efeito que se
esperava da produção textual.
1. Procure algum texto, de qualquer
gênero, que, segundo sua opinião,
possa causar um sentimento de ter-
92
nura em jovens como os de sua classe. Explique por que o texto causaria essa reação
no grupo.
2. Selecione seis títulos nominais de livros e
analise se são compostos por frases nominais ou orações. Para os que forem frases,
transforme em orações e comente o efeito
provocado pela forma original e pela que
você criou.
Analisar frases e orações e discutir as diferenças de sentido
que cada uma das formas de escrever acarreta.
3. Faça o mesmo com os títulos compostos
por orações.
O mesmo objetivo do exercício anterior, mas agora tomando
as orações como centro para seleção dos títulos.
Faça esse tipo de análise com textos de outros autores como manchetes de jornal e títulos de livros, ou outros gêneros. O objetivo é
analisar os diferentes efeitos que as escolhas
sintáticas provocam nos textos.
Expectativas de aprendizagem e
grade de avaliação
Ao final deste Caderno, os alunos precisam
ter ampliado seu repertório e seu conhecimento com base no desenvolvimento das competências e habilidades descritas nos quadros
das Situações de Aprendizagem.
Por isso, é importante que você observe
o percurso feito até aqui, levando em consideração todas as avaliações realizadas
durante as sequências de atividades e de
sistematização.
O texto a seguir servirá como
base para a avaliação dos conteúdos e habilidades desenvolvidos.
São três questões de múltipla escolha e duas
dissertativas.
© Arquivo do Metrô de São Paulo
Língua Portuguesa – 7ª série/8º ano – Volume 1
1. Esse texto pode ser classificado como anúncio publicitário, pois:
a) discute somente aspectos ligados ao papel das pessoas que trabalham com reciclagem.
b) narra os efeitos do lixo orgânico e não
reciclável, prejudiciais à população.
c) argumenta sobre a diminuição da emissão de gases poluentes, auxiliando o
meio ambiente.
2. Observando os elementos não verbais presentes nesse anúncio publicitário, é possível afirmar que:
a) a imagem da casca da banana auxilia o
usuário do Metrô a compreender que
não reciclável é o lixo orgânico, prioritariamente.
b) o símbolo da reciclagem recoberto com
o símbolo de “proibido” tem função decorativa no anúncio.
d) incentiva os usuários a utilizarem as lixeiras adequadas para o lixo não reciclável.
c) a imagem da casca da banana restringe
o uso das lixeiras para materiais não recicláveis apenas a esse alimento.
e) prescreve como manusear o lixo orgânico e estimula a reciclagem apenas de
garrafinhas de alumínio.
d) as imagens das lixeiras mostram que os
usuários tem várias opções para jogar
seu lixo orgânico.
93
e) o símbolo da reciclagem coberto pelo
símbolo de proibido não pode ser compreendido como um sinônimo de lixo
não reciclável.
É preciso ver a pertinência das respostas. Sugerimos, no entanto, a presença de marcas linguísticas do texto que mostram
o direcionamento do texto para o usuário: sua, você, faça sua
parte, seu, colabore.
Há, ainda, o uso de trechos em que o usuário é indiretamente
3. No trecho “Material não reciclável também
tem a sua lixeira”, o sujeito gramatical é:
chamado a participar, já que, agindo dessa forma, fica inserido
em um contexto admirável: “um dos metrôs mais limpos do
mundo agora também transforma atitudes”.
a) composto, pois “material” e “não reciclável” são dois agentes distintos.
b) inexistente, pois “ter” é considerado
verbo impessoal.
5. Indique e analise uma característica do
gênero “anúncio publicitário” presente no
texto.
Espera-se que os alunos analisem uma das características do
gênero desenvolvidas na Situação de Aprendizagem 7.
c) desinencial, pois “tem” refere-se a um
agente (“você”) que está implícito.
d) simples, pois o único núcleo (termo central) do sujeito “material não reciclável”
é a palavra “material”.
94
Exercícios complementares
Para os exercícios complementares, serão
destacados dois pontos:
e) indeterminado, pois não se sabe se as
pessoas seguirão a sugestão dada pelo
Metrô de jogar o lixo no local adequado.
f características do gênero “anúncio publicitário”;
f análise de sujeito desinencial em anúncio
publicitário.
4. Selecione dois trechos desse anúncio publicitário que procuram sensibilizar o usuário
a utilizar de forma adequada as lixeiras
para lixo reciclável e não reciclável.
1. Recapitule as características do gênero
“anúncio publicitário” com um colega.
Depois, escreva as que vocês conseguiram
lembrar.
1a característica
É um gênero textual construído a partir de um público-alvo.
2a característica
Apresenta seleção de elementos (cores, palavras, diagramação,
imagens etc.) voltados a esse público.
3a característica
Apresenta seleção de elementos orientada para despertar os
sentidos ou desejos do público; portanto, há mais sugestão do
que informação.
4a característica
Apresenta algumas marcas linguísticas típicas (no caso, foram
observadas as formas verbais, especialmente o Modo Imperativo).
Língua Portuguesa – 7ª série/8º ano – Volume 1
5a característica
Há textos construídos para diferentes fins: venda de produto ou
serviço, divulgação de marca ou campanha.
6a característica
Há outras marcas linguísticas, não apenas o uso de Modo Imperativo (usos conotativos da linguagem, entre outras possibilidades).
7a característica
Pode ser construído para diferentes tipos de suporte: mídia impressa, televisão, rádio, internet.
2. Após os comentários do professor, complete ou corrija seu quadro, se necessário.
Professor, dê um tempo para que o aluno observe suas ano-
Professor, dê um tempo para que o aluno observe suas anotações e as corrija. Se julgar oportuno, solicite que alguns
alunos leiam suas respostas.
tações e as corrija. Se julgar oportuno, solicite que alguns
alunos leiam suas respostas.
3. Selecione um anúncio publicitário do livro
didático, de um jornal ou de uma revista.
Deve haver nele usos do Modo Imperativo.
Observe as características de anúncio publicitário sistematizadas na atividade anterior.
Escolha duas delas e explique no caderno
como aparecem no anúncio selecionado.
O aluno deve mostrar duas das sete características indicadas
6. Observe o anúncio que você selecionou e
indique quem pratica as ações indicadas
pelos verbos.
Observação do conceito de sujeito dentro da materialidade
textual.
7. Responda no caderno: No caso dos usos
Imperativos, podemos saber quem deve
praticar aquela ação prevista?
Análise do conceito de sujeito com usos verbais imperativos.
em funcionamento no texto.
4. Também com um colega, recapitule o conceito de sujeito e defina-o no caderno, com
suas palavras.
Retomada do conceito de sujeito, mas agora construído na
interação entre pares.
8. Reescreva a parte verbal do anúncio,
explicitando os sujeitos ocultos ou desinenciais. Depois, comente se o efeito persuasivo é maior com ou sem a presença
dos sujeitos.
Comentar se a persuasão é maior com sujeitos evidentes
ou não. Não há uma resposta certa, pois ambas as opções
5. Após os comentários do professor, complete ou corrija sua definição, se necessário.
são defensáveis. É importante observar a coerência da
argumentação.
95
RECURSOS PARA AMPLIAR A PERSPECTIVA DO PROFESSOR
E DO ALUNO PARA A COMPREENSÃO DO TEMA
Se for conveniente, o professor pode usar
os seguintes recursos para aprofundar o assunto da aula:
da persuasão. São Paulo: Ática, 2002.
CITELLI, Adilson. Linguagem e persuasão.
São Paulo: Ática, 2004.
Filmes
Do que as mulheres gostam (What women want)
Direção: Nancy Meyers. EUA, 2000. 120
min. 12 anos.
Mel Gibson é um publicitário que precisa descobrir do que as mulheres gostam, para poder
fazer campanhas publicitárias que atinjam o
público-alvo. Em certo momento do filme, ele
desenvolve o dom de “ler os pensamentos das
mulheres” e passa a compreender um pouco
mais sobre a alma feminina.
Se eu fosse você
Direção: Daniel Filho. Brasil, 2006, 104 min,
10 anos.
Tony Ramos é Cláudio, um publicitário em
crise no casamento. Certa noite, ele e a mulher, Helena, interpretada pela atriz Glória
Pires, trocam de corpos, e cada um poderá entender um pouco mais do universo feminino
e do masculino. A visão feminina de Helena,
no corpo de Cláudio, será fundamental para
a elaboração de uma campanha publicitária.
Livros
CARVALHO, Nelly de. Publicidade: a linguagem
96
DOLZ, J.; SCHNEUWLY B. Gêneros orais e
escritos na escola. Campinas: Mercado de Letras, 2004.
KOCH, Ingedore V.; TRAVAGLIA, Luiz C.
Texto e coerência. São Paulo: Cortez, 2000.
Fonte para o estudo do conceito de intencionalidade.
NASCIMENTO, G. A intertextualidade em
atos de comunicação. São Paulo: Annablume,
2007.
Sites
Cultura Acadêmica
Aqui você encontra diversos livros para download
gratuito, associados à Fundação Editora da
Unesp. Disponível em: <http://culturaacademica.
com.br/>. Acesso em: 14 out. 2013.
Periódicos Capes
Site que reúne o enorme acervo de periódicos
da Capes, para acesso a textos acadêmicos
que poderão aprofundar sua formação. Disponível em: <http://www.periodicos.capes.
gov.br/>. Acesso em: 14 out. 2013.
Língua Portuguesa – 7ª série/8º ano – Volume 1
QUADRO DE CONTEÚDOS DO ENSINO FUNDAMENTAL –
Volume 1
ANOS FINAIS
5a série/6o ano
6a série/7o ano
7a série/8o ano
8a série/9o ano
Conteúdos gerais
Traços característicos de
textos narrativos
Enredo, personagem, foco
narrativo, tempo, espaço
Estudos de gêneros textuais
Gêneros textuais narrativos e
suas situações de comunicação
Gênero textual crônica
narrativa
Gênero textual letra de música
Conteúdos gerais
Traços característicos da
tipologia relatar nos gêneros
“relato oral” e “relato
autobiográfico”
Estudos de gêneros narrativos
Estudos de gêneros do
agrupamento tipológico “relatar”
Narrar e relatar: semelhanças e
diferenças
Traços característicos de textos
jornalísticos
Gênero textual notícia
Gênero “relato de experiência”
Conteúdos gerais
Traços característicos de textos
prescritivos e injuntivos
Gênero textual anúncio
publicitário
Estudos de gêneros prescritivos
e injuntivos
Textos prescritivos e situações de
comunicação
Gênero textual regra de jogos
Conteúdos gerais
Traços característicos de textos
argumentativos
Traços característicos de textos
expositivos
Estudos de gêneros da tipologia
argumentativa
Estudos de gêneros da tipologia
expositiva
Argumentar e expor:
semelhanças e diferenças
Gênero textual artigo de opinião
Gênero textual carta do leitor
Estudos linguísticos
r/PÉÈPEFUFNQPWFSCBM
Modo Subjuntivo na
narrativa, Subjuntivo e os
verbos regulares, articuladores
temporais e espaciais
r4VCTUBOUJWPBEKFUJWP
pronomes pessoais, formas de
tratamento, verbo, advérbio
r4JOÔOJNPTFBOUÔOJNPT
r6TPEPTiQPSRVËTu
r7BSJFEBEFTMJOHVÎTUJDBT
r5FNQPTFNPEPTWFSCBJT
verbos modalizadores, locução
verbal
r$PNQSFFOTÈPEPTFOUJEP
das palavras (em contexto de
dicionário, em contexto de
uso, na noção do radical das
palavras etc.)
r2VFTU×FTPSUPHSÃàDBT
Leitura, escrita e oralidade
Leitura, produção e escuta de
textos narrativos em diferentes
situações de comunicação
r*OUFSQSFUBÉÈPEFUFYUPT
literários e não literários
r'SVJÉÈP
r4JUVBDJPOBMJEBEF
r$PFSËODJB
r$PFTÈP
r"JNQPSUÄODJBEPFOVODJBEP
r1SPEVÉÈPEFTÎOUFTF
r1SPEVÉÈPEFJMVTUSBÉÈP
Leitura, produção e escuta
de crônica narrativa, letra
de música e outros gêneros
em diferentes situações de
comunicação
r'PSNVMBÉÈPEFIJQÓUFTFT
r&UBQBTEFFMBCPSBÉÈPF
revisão da escrita
r1BSBHSBGBÉÈP
Roda de leitura oral
Roda de conversa
Estudos linguísticos
r$POFDUJWPTQSFQPTJÉÈP
conjunção
r'SBTFPSBÉÈPQFSÎPEP
r5FNQPTFNPEPTWFSCBJT
r-PDVÉÈPWFSCBM
r'PSNBTOPNJOBJT
r"EWÊSCJPFMPDVÉÈPBEWFSCJBM
r1POUVBÉÈP
r*OUFSKFJÉÈP
r0SBMJEBEF¤FTDSJUBSFHJTUSPT
diferentes
r-JOHVBHFOTDPOPUBUJWBF
denotativa
r2VFTU×FTPSUPHSÃàDBT
r"DFOUVBÉÈP
r"SUJHP
r/VNFSBM
r"EKFUJWP
r'JHVSBTEFMJOHVBHFN
r1SPOPNFTQFTTPBJT
possessivos, de tratamento
r%JTDVSTPTEJSFUPFJOEJSFUP
r5FNQPTFNPEPTWFSCBJT
r7BSJFEBEFTMJOHVÎTUJDBT
Leitura, escrita e oralidade
Leitura, produção e escuta
de textos organizados nas
tipologias narrar e relatar
em diferentes situações de
comunicação
r*OGFSËODJB
r'PSNVMBÉÈPEFIJQÓUFTF
r*OUFSQSFUBÉÈPEFUFYUPT
literários e não literários
r-FJUVSBFNWP[BMUB
r&UBQBTEFFMBCPSBÉÈPEB
escrita
r1BSBHSBGBÉÈP
Leitura, produção e escuta de
notícia, relato de experiência
e outros gêneros em diferentes
situações de comunicação
r*OUFSQSFUBÉÈPEFUFYUPT
literários e não literários
r*OUFSUFYUVBMJEBEF
r&UBQBTEFFMBCPSBÉÈPEB
escrita
r*NQPSUÄODJBEPFOVODJBEP
r$PFTÈP
r$PFSËODJB
r-FJUVSBPSBMSJUNPFOUPOBÉÈP
respiração, qualidade da voz,
elocução e pausa
Roda de leitura oral
Roda de conversa
Estudos linguísticos
r$PODFJUPEFWFSCP
r.PEP*NQFSBUJWPOBT
variedades padrão e coloquial
r$PNPFQPSRVFVTBSB
gramática normativa
r*NQFSBUJWPOFHBUJWP
r1FTRVJTBOPEJDJPOÃSJP
r.PEP*OEJDBUJWPWFSCPT
regulares)
ri5VuiWÓTuFWBSJFEBEFT
linguísticas
r*SSFHVMBSJEBEFTEP*OEJDBUJWP
r%JTDVSTPDJUBEP
r'SBTFFPSBÉÈP
r1FSÎPEPTJNQMFT
r7FSCPUFSNPFTTFODJBMEB
oração)
r4VKFJUPFQSFEJDBEP
r7P[FTWFSCBJT
r7BSJFEBEFTMJOHVÎTUJDBT
Leitura, escrita e oralidade
Leitura, produção e escuta de
textos prescritivos e injuntivos
em diferentes situações de
comunicação
r'SVJÉÈP
r*OUFSQSFUBÉÈPEFUFYUPT
literários e não literários
r*OUFSUFYUVBMJEBEF
r$PFSËODJB
r$PFTÈP
r&UBQBTEFFMBCPSBÉÈPFSFWJTÈP
da escrita
r1BSBHSBGBÉÈP
Leitura oral: ritmo, entonação,
respiração, qualidade de voz,
elocução e pausa
Leitura dramática
Roda de conversa
Leitura, produção e escuta de
anúncios publicitários, regras de
jogos e outros gêneros em
diferentes situações de
comunicação
r*OGFSËODJB
r*OUFODJPOBMJEBEF
r*OGPSNBUJWJEBEF
Roda de conversa
Estudos linguísticos
r.BSDBTEËJUJDBTQSPOPNFT
pessoais)
r1POUVBÉÈP
r&MFNFOUPTDPFTJWPTQSFQPTJÉÈP
e conectivos)
r$PODPSEÄODJBTOPNJOBMF
verbal
r2VFTU×FTPSUPHSÃàDBT
r1SPOPNFSFMBUJWP
r"EFRVBÉÈPWPDBCVMBS
r1FSÎPEPTJNQMFT
r$SBTF
r'JHVSBTEFMJOHVBHFN
r$PMPDBÉÈPQSPOPNJOBM
r3FHËODJBTWFSCBMFOPNJOBM
r'VOÉ×FTEBMJOHVBHFN
r1FSÎPEPDPNQPTUPQPS
coordenação
r"SUJDVMBEPSFTTJOUÃUJDPT
argumentativos
r7BSJFEBEFTMJOHVÎTUJDBT
Leitura, escrita e oralidade
Leitura, produção e escuta
de textos argumentativos
e expositivos em diferentes
situações de comunicação
Interpretação de textos literários
e não literários
r-FJUVSBFNWP[BMUB
r*OGFSËODJB
r$PFSËODJB
r1BSBHSBGBÉÈP
r&UBQBTEFFMBCPSBÉÈPFSFWJTÈP
da escrita
r&MBCPSBÉÈPEFàDIBT
Leitura, produção e escuta de
artigo de opinião, carta do leitor
e outros gêneros em diferentes
situações de comunicação
r'PSNVMBÉÈPEFIJQÓUFTF
r*OGPSNBUJWJEBEF
r&UBQBTEFFMBCPSBÉÈPFSFWJTÈP
da escrita
Apresentação oral
Roda de conversa
97
5a série/6o ano
6a série/7o ano
7a série/8o ano
Conteúdos gerais
Discurso artístico: diferentes
formas de representação
Estudo de tipologia e gêneros
narrativos articulados por
projetos
Construção de projeto
artístico
Conteúdos gerais
Discurso da esfera do
jornalismo: diferentes formas de
representação
Estudo de tipologia e gêneros do
agrupamento tipológico relatar
articulados por projetos
Construção de projeto
jornalístico
Conteúdos gerais
Discurso da esfera da
publicidade: diferentes formas
de representação
Estudo de tipologia e gêneros
prescritivos articulados por
projetos
Construção de projeto
publicitário
Estudos linguísticos
r7FSCPËOGBTFOPTWFSCPTEP
dizer)
r'VOÉ×FTEBMJOHVBHFN
r1POUVBÉÈP
r%JTDVSTPTEJSFUPFJOEJSFUP
r5FNQPTFNPEPTWFSCBJT
r$POFDUJWPT
r2VFTU×FTPSUPHSÃàDBT
r$PODPSEÄODJBTOPNJOBMFWFSCBM
r4VKFJUPFQSFEJDBEP
r'JHVSBTEFMJOHVBHFN
r1SFQPTJÉÈP
r6TPEPTiQPSRVËTu
r'PSNBFHSBàBEFBMHVNBT
palavras e expressões
r.BSDBEPSFTEFUFNQPFMVHBS
r&MFNFOUPTDPFTJWPT
r1SPOPNFQFTTPBMQPTTFTTJWP
r7FSCPTEPEJ[FS
r7BSJFEBEFTMJOHVÎTUJDBT
Estudos linguísticos
r$PNQMFNFOUPTEBPSBÉÈP
(objetos direto e indireto,
agente da passiva, complemento
nominal)
r'JHVSBTEFMJOHVBHFN
r2VFTU×FTPSUPHSÃàDBT
r%JTDVSTPDJUBEP
r'VOÉ×FTBDFTTÓSJBTBEKVOUP
adnominal, aposto, adjunto
adverbial, vocativo
r1POUVBÉÈP
r$PODPSEÄODJBTWFSCBMF
nominal
r3FHËODJBTWFSCBMFOPNJOBM
r7BSJFEBEFTMJOHVÎTUJDBT
Volume 2
Estudos linguísticos
r4VCTUBOUJWPBEKFUJWPBSUJHP
numeral
r1POUVBÉÈP
r5FNQPTFNPEPTWFSCBJT
r%JTDVSTPTEJSFUPFJOEJSFUP
r2VFTU×FTPSUPHSÃàDBT
r"DFOUVBÉÈP
r1SPOPNFT
r5FNQPTFNPEPTWFSCBJT
r%JTDVSTPTEJSFUPFJOEJSFUP
r'JHVSBTEFMJOHVBHFN
r"EKFUJWPTFMPDVÉ×FT
adjetivas
r"EWÊSCJPFMPDVÉ×FT
adverbiais
r7BSJFEBEFTMJOHVÎTUJDBT
98
Leitura, escrita e oralidade
Leitura, escrita e escuta
intertextual e interdiscursiva
de tipologias e gêneros
narrativos articulados por
projeto artístico
r*OUFSQSFUBÉÈPEFUFYUPT
literários e não literários
r*OGFSËODJB
r'SVJÉÈP
r4JUVBDJPOBMJEBEF
r-FJUVSBESBNÃUJDB
r-FJUVSBFNWP[BMUB
r$PFSËODJB
r$PFTÈP
r*OGPSNBUJWJEBEF
r-FJUVSBPSBMSJUNP
entonação, respiração,
qualidade da voz, elocução
e pausa
r&UBQBTEFFMBCPSBÉÈPF
revisão da escrita
r1BSBHSBGBÉÈP
Leitura, escrita e oralidade
Leitura, escrita e escuta
intertextual e interdiscursiva
de gêneros do agrupamento
tipológico relatar articulados por
projeto jornalístico
r*OUFSQSFUBÉÈPEFUFYUPTMJUFSÃSJPT
e não literários
r*OGFSËODJB
r'SVJÉÈP
r4JUVBDJPOBMJEBEF
r-FJUVSBESBNÃUJDB
r-FJUVSBFNWP[BMUB
r$PFSËODJB
r$PFTÈP
r*OGPSNBUJWJEBEF
r-FJUVSBPSBMSJUNPFOUPOBÉÈP
respiração, qualidade da voz,
elocução e pausa
r&UBQBTEFFMBCPSBÉÈPFSFWJTÈP
da escrita
r1BSBHSBGBÉÈP
Leitura, escrita e oralidade
Leitura, escrita e escuta
intertextual e interdiscursiva de
gêneros prescritivos articulados
por projeto publicitário
r*OUFSQSFUBÉÈPEFUFYUPT
literários e não literários
r*OGFSËODJB
r'SVJÉÈP
r4JUVBDJPOBMJEBEF
r-FJUVSBESBNÃUJDB
r-FJUVSBFNWP[BMUB
r$PFSËODJB
r$PFTÈP
r*OGPSNBUJWJEBEF
r-FJUVSBPSBMSJUNPFOUPOBÉÈP
respiração, qualidade da voz,
elocução e pausa
r&UBQBTEFFMBCPSBÉÈPFSFWJTÈP
da escrita
r1BSBHSBGBÉÈP
8a série/9o ano
Conteúdos gerais
Discurso político: diferentes
formas de representação
Estudo de tipologia e gêneros
argumentativos articulados por
projetos
Construção de projeto político
Estudos linguísticos
r3FHËODJBTWFSCBMFOPNJOBM
r1FSÎPEPDPNQPTUPQPS
subordinação
r$POKVOÉÈP
r1SFQPTJÉÈP
r"OBGÓSJDPT
r1POUVBÉÈP
r1FSÎPEPDPNQPTUP
r$SBTF
r$PODPSEÄODJBTWFSCBMFOPNJOBM
r7BSJFEBEFTMJOHVÎTUJDBT
Leitura, escrita e oralidade
Leitura, escrita e escuta
intertextual e interdiscursiva
de gêneros argumentativos e
expositivos articulados por
projeto político
r*OUFSQSFUBÉÈPEFUFYUPTMJUFSÃSJPT
e não literários
r*OGFSËODJB
r'SVJÉÈP
r4JUVBDJPOBMJEBEF
r-FJUVSBESBNÃUJDB
r-FJUVSBFNWP[BMUB
r$PFSËODJB
r$PFTÈP
r*OGPSNBUJWJEBEF
r-FJUVSBPSBMSJUNPFOUPOBÉÈP
respiração, qualidade da voz,
elocução e pausa
r&UBQBTEFFMBCPSBÉÈPFSFWJTÈP
da escrita
r1BSBHSBGBÉÈP
CONCEPÇÃO E COORDENAÇÃO GERAL
NOVA EDIÇÃO 2014-2017
COORDENADORIA DE GESTÃO DA
EDUCAÇÃO BÁSICA – CGEB
Coordenadora
Maria Elizabete da Costa
Diretor do Departamento de Desenvolvimento
Curricular de Gestão da Educação Básica
João Freitas da Silva
Diretora do Centro de Ensino Fundamental
dos Anos Finais, Ensino Médio e Educação
Profissional – CEFAF
Valéria Tarantello de Georgel
Coordenadora Geral do Programa São Paulo
faz escola
Valéria Tarantello de Georgel
Coordenação Técnica
Roberto Canossa
Roberto Liberato
Suely Cristina de Albuquerque BomÅm
EQUIPES CURRICULARES
Área de Linguagens
Arte: Ana Cristina dos Santos Siqueira, Carlos
Eduardo Povinha, Kátia Lucila Bueno e Roseli
Ventrela.
Educação Física: Marcelo Ortega Amorim, Maria
Elisa Kobs Zacarias, Mirna Leia Violin Brandt,
Rosângela Aparecida de Paiva e Sergio Roberto
Silveira.
Língua Estrangeira Moderna (Inglês e
Espanhol): Ana Paula de Oliveira Lopes, Jucimeire
de Souza Bispo, Marina Tsunokawa Shimabukuro,
Neide Ferreira Gaspar e Sílvia Cristina Gomes
Nogueira.
Língua Portuguesa e Literatura: Angela Maria
Baltieri Souza, Claricia Akemi Eguti, Idê Moraes dos
Santos, João Mário Santana, Kátia Regina Pessoa,
Mara Lúcia David, Marcos Rodrigues Ferreira, Roseli
Cordeiro Cardoso e Rozeli Frasca Bueno Alves.
Área de Matemática
Matemática: Carlos Tadeu da Graça Barros,
Ivan Castilho, João dos Santos, Otavio Yoshio
Yamanaka, Rodrigo Soares de Sá, Rosana Jorge
Monteiro, Sandra Maira Zen Zacarias e Vanderley
Aparecido Cornatione.
Área de Ciências da Natureza
Biologia: Aparecida Kida Sanches, Elizabeth
Reymi Rodrigues, Juliana Pavani de Paula Bueno e
Rodrigo Ponce.
Ciências: Eleuza Vania Maria Lagos Guazzelli,
Gisele Nanini Mathias, Herbert Gomes da Silva e
Maria da Graça de Jesus Mendes.
Física: Carolina dos Santos Batista, Fábio
Bresighello Beig, Renata Cristina de Andrade
Oliveira e Tatiana Souza da Luz Stroeymeyte.
Química: Ana Joaquina Simões S. de Matos
Carvalho, Jeronimo da Silva Barbosa Filho, João
Batista Santos Junior e Natalina de Fátima Mateus.
Rosângela Teodoro Gonçalves, Roseli Soares
Jacomini, Silvia Ignês Peruquetti Bortolatto e Zilda
Meira de Aguiar Gomes.
Área de Ciências Humanas
Filosofia: Emerson Costa, Tânia Gonçalves e
Teônia de Abreu Ferreira.
Área de Ciências da Natureza
Biologia: Aureli Martins Sartori de Toledo, Evandro
Rodrigues Vargas Silvério, Fernanda Rezende
Pedroza, Regiani Braguim Chioderoli e Rosimara
Santana da Silva Alves.
Geografia: Andréia Cristina Barroso Cardoso,
Débora Regina Aversan e Sérgio Luiz Damiati.
História: Cynthia Moreira Marcucci, Maria
Margarete dos Santos e Walter Nicolas Otheguy
Fernandez.
Sociologia: Alan Vitor Corrêa, Carlos Fernando de
Almeida e Tony Shigueki Nakatani.
PROFESSORES COORDENADORES DO NÚCLEO
PEDAGÓGICO
Área de Linguagens
Educação Física: Ana Lucia Steidle, Eliana Cristine
Budisk de Lima, Fabiana Oliveira da Silva, Isabel
Cristina Albergoni, Karina Xavier, Katia Mendes
e Silva, Liliane Renata Tank Gullo, Marcia Magali
Rodrigues dos Santos, Mônica Antonia Cucatto da
Silva, Patrícia Pinto Santiago, Regina Maria Lopes,
Sandra Pereira Mendes, Sebastiana Gonçalves
Ferreira Viscardi, Silvana Alves Muniz.
Língua Estrangeira Moderna (Inglês): Célia
Regina Teixeira da Costa, Cleide Antunes Silva,
Ednéa Boso, Edney Couto de Souza, Elana
Simone Schiavo Caramano, Eliane Graciela
dos Santos Santana, Elisabeth Pacheco Lomba
Kozokoski, Fabiola Maciel Saldão, Isabel Cristina
dos Santos Dias, Juliana Munhoz dos Santos,
Kátia Vitorian Gellers, Lídia Maria Batista
BomÅm, Lindomar Alves de Oliveira, Lúcia
Aparecida Arantes, Mauro Celso de Souza,
Neusa A. Abrunhosa Tápias, Patrícia Helena
Passos, Renata Motta Chicoli Belchior, Renato
José de Souza, Sandra Regina Teixeira Batista de
Campos e Silmara Santade Masiero.
Língua Portuguesa: Andrea Righeto, Edilene
Bachega R. Viveiros, Eliane Cristina Gonçalves
Ramos, Graciana B. Ignacio Cunha, Letícia M.
de Barros L. Viviani, Luciana de Paula Diniz,
Márcia Regina Xavier Gardenal, Maria Cristina
Cunha Riondet Costa, Maria José de Miranda
Nascimento, Maria Márcia Zamprônio Pedroso,
Patrícia Fernanda Morande Roveri, Ronaldo Cesar
Alexandre Formici, Selma Rodrigues e
Sílvia Regina Peres.
Área de Matemática
Matemática: Carlos Alexandre Emídio, Clóvis
Antonio de Lima, Delizabeth Evanir Malavazzi,
Edinei Pereira de Sousa, Eduardo Granado Garcia,
Evaristo Glória, Everaldo José Machado de Lima,
Fabio Augusto Trevisan, Inês Chiarelli Dias, Ivan
Castilho, José Maria Sales Júnior, Luciana Moraes
Funada, Luciana Vanessa de Almeida Buranello,
Mário José Pagotto, Paula Pereira Guanais, Regina
Helena de Oliveira Rodrigues, Robson Rossi,
Rodrigo Soares de Sá, Rosana Jorge Monteiro,
Ciências: Davi Andrade Pacheco, Franklin Julio
de Melo, Liamara P. Rocha da Silva, Marceline
de Lima, Paulo Garcez Fernandes, Paulo Roberto
Orlandi Valdastri, Rosimeire da Cunha e Wilson
Luís Prati.
Física: Ana Claudia Cossini Martins, Ana Paula
Vieira Costa, André Henrique GhelÅ RuÅno,
Cristiane Gislene Bezerra, Fabiana Hernandes
M. Garcia, Leandro dos Reis Marques, Marcio
Bortoletto Fessel, Marta Ferreira Mafra, Rafael
Plana Simões e Rui Buosi.
Química: Armenak Bolean, Cátia Lunardi, Cirila
Tacconi, Daniel B. Nascimento, Elizandra C. S.
Lopes, Gerson N. Silva, Idma A. C. Ferreira, Laura
C. A. Xavier, Marcos Antônio Gimenes, Massuko
S. Warigoda, Roza K. Morikawa, Sílvia H. M.
Fernandes, Valdir P. Berti e Willian G. Jesus.
Área de Ciências Humanas
Filosofia: Álex Roberto Genelhu Soares, Anderson
Gomes de Paiva, Anderson Luiz Pereira, Claudio
Nitsch Medeiros e José Aparecido Vidal.
Geografia: Ana Helena Veneziani Vitor, Célio
Batista da Silva, Edison Luiz Barbosa de Souza,
Edivaldo Bezerra Viana, Elizete Buranello Perez,
Márcio Luiz Verni, Milton Paulo dos Santos,
Mônica Estevan, Regina Célia Batista, Rita de
Cássia Araujo, Rosinei Aparecida Ribeiro Libório,
Sandra Raquel Scassola Dias, Selma Marli Trivellato
e Sonia Maria M. Romano.
História: Aparecida de Fátima dos Santos
Pereira, Carla Flaitt Valentini, Claudia Elisabete
Silva, Cristiane Gonçalves de Campos, Cristina
de Lima Cardoso Leme, Ellen Claudia Cardoso
Doretto, Ester Galesi Gryga, Karin Sant’Ana
Kossling, Marcia Aparecida Ferrari Salgado de
Barros, Mercia Albertina de Lima Camargo,
Priscila Lourenço, Rogerio Sicchieri, Sandra Maria
Fodra e Walter Garcia de Carvalho Vilas Boas.
Sociologia: Anselmo Luis Fernandes Gonçalves,
Celso Francisco do Ó, Lucila Conceição Pereira e
Tânia Fetchir.
Apoio:
Fundação para o Desenvolvimento da Educação
- FDE
CTP, Impressão e acabamento
Log Print GráÅca e Logística S. A.
GESTÃO DO PROCESSO DE PRODUÇÃO
EDITORIAL 2014-2017
FUNDAÇÃO CARLOS ALBERTO VANZOLINI
Presidente da Diretoria Executiva
Antonio Rafael Namur Muscat
Vice-presidente da Diretoria Executiva
Alberto Wunderler Ramos
GESTÃO DE TECNOLOGIAS APLICADAS
À EDUCAÇÃO
Direção da Área
Guilherme Ary Plonski
Coordenação Executiva do Projeto
Angela Sprenger e Beatriz Scavazza
Gestão Editorial
Denise Blanes
Equipe de Produção
Editorial: Amarilis L. Maciel, Angélica dos Santos
Angelo, Bóris Fatigati da Silva, Bruno Reis, Carina
Carvalho, Carla Fernanda Nascimento, Carolina
H. Mestriner, Carolina Pedro Soares, Cíntia Leitão,
Eloiza Lopes, Érika Domingues do Nascimento,
Flávia Medeiros, Gisele Manoel, Jean Xavier,
Karinna Alessandra Carvalho Taddeo, Leandro
Calbente Câmara, Leslie Sandes, Mainã Greeb
Vicente, Marina Murphy, Michelangelo Russo,
Natália S. Moreira, Olivia Frade Zambone, Paula
Felix Palma, Priscila Risso, Regiane Monteiro
Pimentel Barboza, Rodolfo Marinho, Stella
Assumpção Mendes Mesquita, Tatiana F. Souza e
Tiago Jonas de Almeida.
CONCEPÇÃO DO PROGRAMA E ELABORAÇÃO DOS
CONTEÚDOS ORIGINAIS
Filosofia: Paulo Miceli, Luiza Christov, Adilton Luís
Martins e Renê José Trentin Silveira.
COORDENAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO
DOS CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS DOS
CADERNOS DOS PROFESSORES E DOS
CADERNOS DOS ALUNOS
Ghisleine Trigo Silveira
Geografia: Angela Corrêa da Silva, Jaime Tadeu
Oliva, Raul Borges Guimarães, Regina Araujo e
Sérgio Adas.
CONCEPÇÃO
Guiomar Namo de Mello, Lino de Macedo,
Luis Carlos de Menezes, Maria Inês Fini
coordenadora! e Ruy Berger em memória!.
AUTORES
Linguagens
Coordenador de área: Alice Vieira.
Arte: Gisa Picosque, Mirian Celeste Martins,
Geraldo de Oliveira Suzigan, Jéssica Mami
Makino e Sayonara Pereira.
Educação Física: Adalberto dos Santos Souza,
Carla de Meira Leite, Jocimar Daolio, Luciana
Venâncio, Luiz Sanches Neto, Mauro Betti,
Renata Elsa Stark e Sérgio Roberto Silveira.
LEM – Inglês: Adriana Ranelli Weigel Borges,
Alzira da Silva Shimoura, Lívia de Araújo Donnini
Rodrigues, Priscila Mayumi Hayama e Sueli Salles
Fidalgo.
LEM – Espanhol: Ana Maria López Ramírez, Isabel
Gretel María Eres Fernández, Ivan Rodrigues
Martin, Margareth dos Santos e Neide T. Maia
González.
História: Paulo Miceli, Diego López Silva,
Glaydson José da Silva, Mônica Lungov Bugelli e
Raquel dos Santos Funari.
Sociologia: Heloisa Helena Teixeira de Souza
Martins, Marcelo Santos Masset Lacombe,
Melissa de Mattos Pimenta e Stella Christina
Schrijnemaekers.
Ciências da Natureza
Coordenador de área: Luis Carlos de Menezes.
Biologia: Ghisleine Trigo Silveira, Fabíola Bovo
Mendonça, Felipe Bandoni de Oliveira, Lucilene
Aparecida Esperante Limp, Maria Augusta
Querubim Rodrigues Pereira, Olga Aguilar Santana,
Paulo Roberto da Cunha, Rodrigo Venturoso
Mendes da Silveira e Solange Soares de Camargo.
Ciências: Ghisleine Trigo Silveira, Cristina Leite,
João Carlos Miguel Tomaz Micheletti Neto,
Julio Cézar Foschini Lisbôa, Lucilene Aparecida
Esperante Limp, Maíra Batistoni e Silva, Maria
Augusta Querubim Rodrigues Pereira, Paulo
Rogério Miranda Correia, Renata Alves Ribeiro,
Ricardo Rechi Aguiar, Rosana dos Santos Jordão,
Simone Jaconetti Ydi e Yassuko Hosoume.
Língua Portuguesa: Alice Vieira, Débora Mallet
Pezarim de Angelo, Eliane Aparecida de Aguiar,
José Luís Marques López Landeira e João
Henrique Nogueira Mateos.
Física: Luis Carlos de Menezes, Estevam Rouxinol,
Guilherme Brockington, Ivã Gurgel, Luís Paulo
de Carvalho Piassi, Marcelo de Carvalho Bonetti,
Maurício Pietrocola Pinto de Oliveira, Maxwell
Roger da PuriÅcação Siqueira, Sonia Salem e
Yassuko Hosoume.
Direitos autorais e iconografia: Beatriz Fonseca
Micsik, Érica Marques, José Carlos Augusto, Juliana
Prado da Silva, Marcus Ecclissi, Maria Aparecida
Acunzo Forli, Maria Magalhães de Alencastro e
Vanessa Leite Rios.
Matemática
Coordenador de área: Nílson José Machado.
Matemática: Nílson José Machado, Carlos
Eduardo de Souza Campos Granja, José Luiz
Pastore Mello, Roberto Perides Moisés, Rogério
Ferreira da Fonseca, Ruy César Pietropaolo e
Walter Spinelli.
Química: Maria Eunice Ribeiro Marcondes, Denilse
Morais Zambom, Fabio Luiz de Souza, Hebe
Ribeiro da Cruz Peixoto, Isis Valença de Sousa
Santos, Luciane Hiromi Akahoshi, Maria Fernanda
Penteado Lamas e Yvone Mussa Esperidião.
Edição e Produção editorial: Jairo Souza Design
GráÅco e Occy Design projeto gráÅco!.
Ciências Humanas
Coordenador de área: Paulo Miceli.
Caderno do Gestor
Lino de Macedo, Maria Eliza Fini e Zuleika de
Felice Murrie.
Catalogação na Fonte: Centro de Referência em Educação Mario Covas
* Nos Cadernos do Programa São Paulo faz escola são
indicados sites para o aprofundamento de conhecimentos, como fonte de consulta dos conteúdos apresentados
e como referências bibliográficas. Todos esses endereços
eletrônicos foram checados. No entanto, como a internet é
um meio dinâmico e sujeito a mudanças, a Secretaria da
Educação do Estado de São Paulo não garante que os sites
indicados permaneçam acessíveis ou inalterados.
S239m
São Paulo (Estado) Secretaria da Educação.
Material de apoio ao currículo do Estado de São Paulo: caderno do professor; língua portuguesa,
ensino fundamental – anos finais, 7a série/8o ano / Secretaria da Educação; coordenação geral, Maria
Inês Fini; equipe, Débora Mallet Pezarim de Angelo, Eliane Aparecida de Aguiar, João Henrique Nogueira
Mateos, José Luís Marques López Landeira. - São Paulo : SE, 2014. v. 1, 104 p.
Edição atualizada pela equipe curricular do Centro de Ensino Fundamental dos Anos Finais, Ensino
* Os mapas reproduzidos no material são de autoria de
terceiros e mantêm as características dos originais, no que
diz respeito à grafia adotada e à inclusão e composição dos
elementos cartográficos (escala, legenda e rosa dos ventos).
Médio e Educação Profissional – CEFAF, da Coordenadoria de Gestão da Educação Básica - CGEB.
* Os ícones do Caderno do Aluno são reproduzidos no
Caderno do Professor para apoiar na identificação das
atividades.
II. Angelo, Débora Mallet Pezarim de. III. Aguiar, Eliane Aparecida de. IV. Mateos, João Henrique Nogueira.
ISBN 978-85-7849-553-4
1. Ensino fundamental anos finais 2. Língua portuguesa 3. Atividade pedagógica I. Fini, Maria Inês.
V. Landeira, José Luís Marques Lópes. VI. Título.
CDU: 371.3:806.90
Validade: 2014 – 2017
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