01/2010

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ESTAÇÃO DE AVISOS DE ENTRE DOURO E MINHO
Circular nº 1
22 . 01. 2010
VINHA
ESCORIOSE
DOENÇAS DO LENHO
© Reprodução sujeita a autorização
(A luta contra estas doenças não é
possível sem a aplicação de medidas
preventivas)
Impresso na Estação de
Avisos de Entre Douro e
Minho
Realização técnica:
J. F. Guerner Moreira
(Eng.º Agrónomo)
Carlos Coutinho
(Ag. Técnico Agrícola)
Impressão e expedição:
C. Coutinho, Licínio
Monteiro, Maria de
Fátima Santos
ESCA
A Esca é uma doença do lenho
das videiras, causada por um
complexo de fungos, que se
manifesta no início do Verão, às
vezes com a morte repentina das
videiras
(apoplexia).
Algumas
videiras mais gravemente atacadas
pela Esca (e outras doenças do
lenho), devem ser arrancadas e a
lenha retirada da vinha e queimada.
Algumas videiras atacadas, mas
que conservam ainda uma parte sã,
podem ser recuperadas, através de
uma poda adequada, procurandose desta forma reconstituir a
videira, mantendo-a em produção e
atrasando o seu declínio definitivo.
As varas destinadas a enxertia devem ser
colhidas em cepas comprovadamente
isentas
de
escoriose
e
eliminar
sistemáticamente os cinco ou seis primeiros
gomos da base da vara, aproveitando para
enxertia apenas as porções de vara daí para
cima, pois nesta doença, os gomos atacados
são principalmente os da base.
Consulte as fichas técnicas nºs 55 e 70
PODRIDÃO DAS RAÍZES DA
VIDEIRA (ARMILLARIA)
Na preparação de terreno para
plantação de novas vinhas, devem ser
retirados cuidadosamente e queimados todos
os restos de madeira e raízes provenientes de
outras
videiras,
árvores
ou
matos
anteriormente existentes no local.
Durante o Inverno, devem-se arrancar
as videiras atacadas pela podridão das
raízes
(Armillaria
spp.)
e
retirar
cuidadosamente todas as raízes da videira
arrancada. A cova resultante do arranque e
retirada das raízes deve ficar aberta até ao fim
do Verão seguinte, o que pode ajudar à
eliminação de restos do fungo causador da
doença (Armillaria). Não deve plantar novas
videiras no mesmo local. Não existe tratamento
eficaz contra esta doença, pelo que todas as
medidas para a evitar e controlar devem ser
preventivas.
Consulte a ficha técnica nº 102
DIVISÃO DE PROTECÇÃO E CONTROLO FITOSSANITÁRIO ESTAÇÃO DE
AVISOS DE ENTRE DOURO E MINHO Quinta de S. Gens Estrada Exterior da
Circunvalação, 11 846 4460 – 281 SENHORA DA HORA
Telefone: 229 574 010 Fax: 229 574 029 E-mail: [email protected]
MEDIDAS DE PREVENÇÃO DAS
DOENÇAS DO LENHO, NA VINHA,
DURANTE A PODA
 Podar com tempo seco e sem vento.
 Podar as videiras doentes em último lugar.
 Desinfectar os instrumentos de poda com
lixívia.
 Evitar abrir feridas ou fazer cortes de grande
superfície nos ramos mais grossos.
 Não fazer cortes rentes, cuja cicatrização
provoca a formação de “rolhões” para o interior
do tronco, que dificultam a circulação da seiva.
 Proteger as feridas da poda maiores, com
pincelagem de uma pasta fina fungicida, com
unguentos de enxertia ou betume industrial.
 Cortar, tanto quanto possível e queimar as
varas que apresentem sintomas de esca e de
escoriose.
 Não acumular lenha de poda nos arredores
das vinhas, deixando-os aí durante o Inverno,
pois constituem importantes focos de infecção de
doenças do lenho.
COCHONILHAS
Nas vinhas infestadas, deve proceder-se
durante o Inverno a um tratamento localizado,
utilizando um óleo mineral.
Durante a poda, é necessário retirar a
casca de algumas videiras onde se veja que
existem posturas (protegidas sob massas de
“algodão” branco) e cochonilhas abrigadas para
passar o Inverno, deixando-as mais expostas ao
frio e aos tratamentos fitossanitários. Todas as
lenhas e outros resíduos desta operação devem
ser queimados no local.
ARANHIÇO VERMELHO
Eliminar o mais possível, durante a
poda, as varas com ovos de Inverno de
aranhiço.
Consulte a ficha técnica nº 107
NEMÁTODOS DA VINHA
Na preparação de terrenos para plantação
ou re-plantação de vinhas, é importante fazer
colheita de amostras de terra para análise
nematológica, para detecção de nemátodos
transmissores de vírus. As espécies Xiphinema
index e Xiphinema italiae, que são as
transmissoras de vírus, podem causar à Vinha
elevados prejuízos. A sua detecção no solo deve
ser feita sempre antes da plantação das vinhas
e no caso da sua existência, o tratamento
precoce evitará posteriores prejuízos.
Consulte a ficha técnica nº 7 (Nova série)
PREVENÇÃO DO EFEITO DE
GEADAS DE PRIMAVERA NA VINHA
Nos locais mais sujeitos a geadas, a poda
da Vinha deve ser efectuada o mais tarde
possível. Por este processo, atrasa-se o início
da rebentação, protegendo a maior parte da
nascença de cachos de eventuais geadas
tardias.

POMÓIDEAS
CANCRO EUROPEU DA MACIEIRA
Em pomares onde existam focos desta
doença, os cortes maiores da poda de Inverno
devem ser de imediato tratadas com uma pasta
fungicida ou isoladas com outro produto. Depois
da poda, é benéfico efectuar um tratamento à
base de cobre (hidróxido, oxicloreto ou
sulfato), sobretudo nas árvores ou nas áreas do
pomar afectadas.
MONILIOSE
Durante a poda, devem-se eliminar frutos
atacados pela moniliose mumificados, que ficam
suspensos nas árvores. Estes frutos devem ser
retirados do pomar e queimados junto com a
lenha de poda, de modo a diminuir as
possibilidades de disseminação da doença.
COCHONILHA DE S. JOSÉ
Nos pomares onde se verifique a
presença desta praga, deve haver o cuidado de
praticar uma poda que torne a copa das árvores,
menos densa, sobretudo na sua parte superior,
contrariando a formação de “chapéus”. Esta
técnica facilita a penetração das caldas
insecticidas e da luz, um melhor arejamento e
impede
o
desenvolvimento
de
grandes
populações de cochonilha de S. José.
Consulte a ficha técnica nº 10
ARANHIÇO VERMELHO
Estimativa do risco
Em Protecção Integrada, deve fazer-se
agora a estimativa do risco por observação e
contagem dos ovos de Inverno.
(A Estação de Avisos presta apoio à
realização desta estimativa).
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PULGÃO LANÍGERO
Este afídeo passa o Inverno em forma de
larva hibernante nos rebentos ladrões junto do
colo das árvores, nas fendas da casca e nos
tumores produzidos nos ramos e troncos pela
sua acção picadora-sugadora.
Recomenda-se especial atenção a pomares
novos ou recém-plantados, nos quais os ataques
de zeuzera podem causar elevados prejuízos.
Consulte a ficha técnica 106
Aspectos do desenvolvimento da Zêuzera
RATOS NOS POMARES
Na imagem da esquerda, as setas indicam os locais
de hibernação do pulgão lanígero; na da direita,
pormenor de tumor provocado num ramo de macieira
por ataque de pulgão lanígero. (Desenhos de M.
Baggiolini)
Durante o Inverno, podem ser tomadas
diversas medidas para reduzir as populações de
pulgão lanígero: ► corte e queima de rebentos
ladrões infestados e de ramos fortemente
infestados; ► suprimir os tumores, desinfectando
as feridas com uma pasta à base de cobre ►
aplicação de um óleo mineral sobre as árvores
afectadas, procurando atingir bem as colónias de
pulgão.
Na plantação de novos pomares, devem
usar-se porta-enxertos resistentes ( E.M. II, X,
XII, XIII; M.M. 104, 106, 109, 111; M.I. 778, 779,
789, 793). Variedades resistentes são, por
exemplo: Reineta cinzenta do Canadá, Golden
delicious, Jonathan…
Consulte a ficha técnica 51
BROCA DOS RAMOS (ZÊUZERA)
Em pomares de macieiras, pereiras,
nogueiras, oliveiras e outras espécies, incluindo
plantas ornamentais como lilás, tília, etc., devem
procurar-se as entradas das galerias das larvas e
proceder à destruição da zeuzera com um arame
grosso (de ramada), introduzido até ao fundo da
galeria onde a larva se aloja. Na poda, procurar
eliminar os ramos atacados com brocas activas.
Em solos com boa drenagem, localizados
junto de cursos de água ou com abundância de
água de rega, dá bons resultados fazer o
alagamento dos pomares infestados por ratos,
durante o Inverno, como meio de combater esta
praga. O alagamento deve ser feito em períodos
curtos (1 a 2 horas), de modo a não matar as
árvores por asfixia das raízes.
O rato mais vulgar nos pomares é o rato toupeira
(Microtus sp.). (Cauda curta, cabeça pouco distinta do
corpo, olhos pequenos, orelhas curtas e ocultas na
pelagem).
Para ser eficiente, o alagamento deve
ser repetido duas ou três vezes durante o
Inverno. A água invade e destrói as galerias e
ninhos dos ratos e as reservas alimentares aí
acumuladas, obrigando-os a abandonar os
pomares e matando parte deles.
Pode fazer-se em macieiras, pereiras e
laranjeiras. O alagamento também se pode fazer
em pomares de pessegueiros, mas com água
sempre corrente e de forma rápida, procurando
conduzi-la para as entradas das galerias dos
ratos. É preciso ter em conta que os
pessegueiros asfixiam rapidamente quando
alagados (em pouco menos de meia hora).
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A manutenção do pomar com um enrelvamento
apenas na entre-linha e com a linha limpa de
ervas, constitui uma protecção contra os ataques
de ratos nos pomares.
NESPEREIRA DO JAPÃO
PEDRADO
Ao preverem-se condições de tempo
húmido e chuvoso, recomenda-se a realização de
tratamentos com produtos à base de cobre
(hidróxido, oxicloreto ou sulfato), até à fase
inicial de desenvolvimento dos frutos. A seguir a
esta fase e até à mudança de cor dos frutos do
verde para amarelo, podem ser utilizados
produtos à base de dodina (SYLLIT 400 SC,
SYLLIT 65 WP, DODIVAL), folpete (FOLTENE,
PESSEGUEIRO
LEPRA DO PESSEGUEIRO
A lepra do pessegueiro é uma doença
sempre presente nesta região. O seu combate,
para ser eficaz, deve ser feito preventivamente e
iniciado muito cedo.
A data de realização do primeiro tratamento,
é muito importante e deve ser determinada pelo
aparecimento
das
pontas
verdes
ou
avermelhadas no centro das escamas dos gomos
terminais (ver o quadro seguinte).
FOLPAN 80 WDG, FOLPETIS WG, AKOFOL 80
WDG, FOLPAN 50 WP AZUL, FOLPEC 50 AZUL,
ORTHO PHALTAN, BELPRON F-50, FOLPEC 50,
AKOFOL 50 WP, ORTHO PHALTAN, FOLPAN 500
SC) ou zirame (THIONIC WG, ZIDORA AG,
ZICO).

PRUNÓIDEAS
CEREJEIRA
CANCRO BACTERIANO
Recomenda-se a aplicação, logo que os
gomos comecem a inchar - o que já se nota
nesta altura em algumas variedades - de uma
calda contendo um produto à base de cobre
(calda bordalesa). O tratamento deve atingir
muito bem o tronco e os ramos das árvores.
Lembramos que esta calda poderá ainda ter um
efeito de protecção de geadas fracas.
ALGUMAS MEDIDAS PREVENTIVAS
► corrigir a acidez do solo, quando
necessário, aplicando calcário;
► fazer um controlo adequado das ervas
infestantes
► fazer apenas podas em verde, após a
colheita das cerejas, evitando as podas de
Inverno;
► proteger as feridas de poda extensas
ou de quebra ou corte de ramos, com uma pasta
fungicida;
Nessa altura deve ser aplicada uma calda
à base de sulfato de cobre, (calda bordalesa),
hidróxido de cobre ou oxicloreto de cobre.
Com o decorrer do desenvolvimento do
pessegueiro, os novos orgãos que se vão
formando, terão de ser protegidos contra esta
doença, se o tempo decorrer frio e chuvoso. Essa
nova protecção deve ser feita com fungicidas
orgânicos, dado que o cobre é fitotóxico para a
vegetação do pessegueiro.
Em vegetação, devem ser utilizados
produtos à base de: dodina, enxofre, metirame,
tirame ou zirame.
PIOLHO VERDE DO PESSEGUEIRO
O piolho verde do pessegueiro (Myzus
persicae) causa elevados prejuízos nesta cultura.
provocando a esterilização, o dessecamento
precoce e a queda das flores. As picadas destes
piolhos nos ovários das flores e nos pequenos
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frutos, provocam a sua deformação. Nas
variedades cujas flores têm pétalas grandes
(corolas rosáceas), impede a abertura das flores.
Deforma igualmente as folhas que acabam por
enrolar e encarquilhar. O piolho verde é também
um dos vectores do vírus que provoca a grave
doença da Sharka nos pessegueiros.
Deve
ser
aplicado
um
aficida
específico, no estado fenológico B-C, para
destruir as fêmeas fundadoras, apenas se estas
forem detectadas, impedindo a sua reprodução
e os ataques precoces deste piolho. Este
tratamento é também eficaz contra o piolho
preto (Brachycaudus persicae), cujas fêmeas
começam por esta altura a reproduzir-se.
OLIVEIRA
OLHO DE PAVÃO
Recomenda-se o tratamento durante o
Inverno contra esta doença, que pode provocar
uma desfoliação grave das oliveiras, com um
produto à base de cobre (hidróxido, óxido
cuproso, oxicloreto) ou de difenoconazol e
tebuconazol . Na Primavera deve ser aplicado
zirame.
TUBERCULOSE
(Pseudomonas
savastanoi)
Durante o Inverno
► Remover os nódulos, retirando os ramos que
os suportam
► Desinfectar as feridas de poda e de cortes
com uma pasta (250 gr sulfato de cobre + 250 gr
de cal e 3 litros de água)
►Iniciar a poda nas árvores sãs e desinfectar as
ferramentas de poda com lixívia
► Queimar a lenha de poda.
No combate ao piolho verde, podem ser
utilizados, por exemplo, os seguintes produtos:
ACTARA 25 WG, CONDOR, CONFIDOR,
CONFIDOR O-TEQ, CORSARIO, COURAZE,
DECIS, DECIS EXPERT, DELTAPLAN, FASTAC,
GAUCHO, KLARTAN, KOHINOR 20 SL,
MAVRIK, etc…

Nódulos provocados pela tuberculose da oliveira em
raminhos novos
Sensibilidade de variedades de Oliveira a diversas doenças
Doença
gafa
olho-de-pavão
cercosporiose
tuberculose da
oliveira
Sensíveis
Galega, Bico de Corço,
Maçanilha, Cordovil de
Castelo Branco, Conserva
de Elvas, Cornicabra,
Carrasquinha, Redondil
Picual, Cornicabra, Cordovil
de Serpa, Negrinha,
Madural, Redondil,
Carrasquenha de Elvas,
Maçanilha, Conserva de
Elvas
Não existe informação para
variedades portuguesas
Galega vulgar, Cordovil de
Serpa, Carrasquenha, Bical
de Castelo Branco,
Blanqueta, Maçanilha,
Verdeal Transmontana
Medianamente sensíveis
Gordal, Madural, Arbequina
Pouco sensíveis
Cobrançosa, Negrinha,
Picual, Verdeal Alentejana,
Blanqueta, Azeiteira,
Carrasquenha
Gordal, Cobrançosa
Galega vulgar, Cobrançosa
Gordal, Cobrançosa
Galega vulgar, Cobrançosa
Blanqueta, Santullana,
Gordal, Negrinha
Redondil, Cobrançosa,
Galega, Cordovil de
Castelo Branco, Blanqueta
de Badajoz, Picual, Galega
Grada de Serpa
Fonte: Laura Torres (coord.), Manual de Protecção Integrada do Olival, Viseu, 2007
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CITRINOS
MÍLDIO OU AGUADO
Efectuar durante o Inverno, (sobretudo se
ocorrerem períodos chuvosos prolongados),
tratamentos contra o míldio, aplicando uma calda
bordalesa. Nos locais sujeitos a geadas, esta calda
pode ter um efeito protector contra o frio, se for
alcalina, ou seja se contiver uma dose reforçada
de cal (por exemplo, 1,5 kg de sulfato de cobre + 2
kg de cal). Deve haver o cuidado de atingir com a
calda toda a copa da árvore e dar atenção especial
à parte inferior da copa. Pode também ser usada
outra calda à base de cobre, nas formas de
oxicloreto ou hidróxido e ainda especialidades à
base de fosetil-alumínio (ALIETTE Flash, ETYLIT
Premier, FOSBEL 80 PM, ALFIL). O fosetil de
alumínio combate também a gomose.
GOMOSE PARASITÁRIA DOS
CITRINOS
Trata-se de uma doença provocada por
diversas espécies do fungo Phytophthora muito
comuns nos solos da região, sendo as espécies
mais
comuns
Phytophthora
parasitica
e
Phytophthora citrophthora, que provocam o declínio
progressivo das árvores.
Sintomas mais característicos:
► a casca do tronco junto ao colo da árvore
seca e destaca-se em placas;
► são visíveis, por vezes, escorrimentos de
goma acastanhada (seiva);
►
amarelecimento
progressivo
da
folhagem;
► os ramos vão secando aos poucos, por
secções, até à morte da árvore.
Como medidas preventivas, recomenda-se
afastar do colo do tronco das árvores as águas,
quer de rega, no Verão, quer as águas que correm
pelos laranjais durante o Inverno.
Aconselha-se também a limpeza das ervas
junto do colo das árvores e evitar a manutenção de
ramos e folhagem até ao solo (que dificultam o
arejamento do tronco e permitem a permanência da
humidade em seu redor). No fundo, para reduzir a
possibilidade de ataques de Phytophtora, devem
ser tomadas todas as medidas que ajudem a
manter seca a zona do colo e o próprio tronco da
árvore.
Em tratamento de árvores atingidas pela
doença, pode ser utilizado sulfato de cobre ou
fosetil-alumínio.
VÍRUS DA TRISTEZA DOS CITRINOS
O vírus da tristeza dos citrinos é uma doença
responsável por elevada mortalidade nos citrinos.
Tem como vector mais eficaz o afídeo preto dos
citrinos (Toxoptera citricidus). Em face da dispersão
do afídeo por toda a região de Entre Douro e Minho, e
da sua possível contribuição para a dispersão do vírus
da tristeza, recomenda-se:
► a utilização de porta-enxertos tolerantes ao vírus,
em novas plantações (por exemplo, Poncirus
trifoliata);
► não utilizar a laranjeira azeda como porta-enxerto
► vigiar e combater o piolho preto nas árvores em
que apareça.
ELIMINAÇÃO DE LENHAS DE PODA
Toda a lenha resultante das operações de
poda e arranque de árvores e videiras, deve ser
retirada do terreno e queimada o mais breve
possível. Se a lenha se destinar a consumo
doméstico, deve ser armazenada em lugar seco,
abrigado da chuva, para impedir que os esporos
dos fungos (botrytis, esca, escoriose, cancro da
macieira, chumbo, etc.) se libertem na natureza,
infectando árvores e videiras sãs. Em vinhas,
pomares e olivais onde seja usual proceder à
trituração e incorporação da lenha da poda no solo,
esta prática poderá ser realizada, mas na condição
de ser previamente retirada e queimada toda a
lenha proveniente de plantas afectadas pelas
doenças do lenho e das raízes atrás referidas.
CONTROLO DE INFESTANTES
Laranjeira gravemente atingida pela gomose parasitária,
já com parte dos ramos secos
Durante o Inverno, é vantajoso manter o
solo coberto com vegetação. A presença de ervas
nas vinhas e pomares durante o Inverno, em nada
prejudica as videiras e as árvores, quando estas
estão em pleno repouso vegetativo. Uma parte das
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infestantes é destruída pela geada, durante o
Inverno.
A presença de ervas infestantes contribui
para a protecção do solo da erosão e para a
melhoria da sua permeabilidade e da sua estrutura.
Além disso, os nitratos existentes no solo,
libertados em resultado da humidade e das
temperaturas amenas do Outono, são absorvidos
pelas infestantes e assim temporariamente
imobilizados, em vez de serem arrastados para as
águas superficiais e subterrâneas, poluindo-as.
Enfim, a vida microbiana do solo é favorecida pela
actividade das raízes das ervas espontâneas e pela
matéria orgânica que a decomposição destas
plantas proporciona.
Assim, uma vinha ou um pomar "mal
cuidados" durante o Inverno, podem revelar-se
muito mais limpos do ponto de vista ambiental, que
uma parcela muito agradável à vista...
No entanto, nos pomares, deve manter-se a
linha limpa de ervas, para evitar possíveis ataques
de ratos nas raízes e podridões do colo das
árvores.
PLANTAS ORNAMENTAIS
EM VIVEIROS, PARQUES E JARDINS
COCHONILHAS
Inúmeras plantas ornamentais, de ar livre e
de estufa, são atacadas e frequentemente
destruídas por cochonilhas de diversas espécies.
Muitas das cochonilhas que se encontram nas
ornamentais, são também pragas de árvores de
fruto e da Vinha. Como medidas preventivas,
sugere-se a utilização de plantas sãs, Recomendase a realização de tratamentos de fim de Inverno,
aplicando caldas à base de óleos minerais
(GARBOL, TOLFIN, CITROLE, OLEOFIX, VEROL,
POMOROL, SOLEOL, FITANOL, KLIK 80).
ALGUMAS INDICAÇÕES
PARA AGRICULTURA
BIOLÓGICA
BATATEIRA
MÍLDIO
Fungicidas homologados:
 hidróxido de cobre
 óxido cuproso
 oxicloreto de cobre
 sulfato de cobre
Medidas preventivas:
 utilizar “sementes” certificadas e
 variedades resistentes ou
susceptíveis
menos
Práticas culturais:
 evitar o excesso de azoto
 fazer a rotação da cultura
 plantar em compassos mais largos para
melhorar o arejamento
 evitar regas por aspersão, sobretudo ao
final do dia
manter os solos drenados
 eliminar os restos da cultura
 cortar a rama da batateira cerca de duas
semanas antes da colheita, para evitar a
contaminação dos tubérculos
Estas medidas, recomendadas para a
cultura biológica da batata, podem ser adoptadas
também noutros modos de produção, com muitas
vantagens.
PROCESSIONÁRIA DO PINHEIRO
ESCARAVELHO
Em culturas ornamentais, e em espaços
urbanos, com pequeno número de árvores
atacadas, é fácil colher os ninhos à mão, cortando
os ramos ou parte de ramos atacados, queimandoos de seguida.
Os pelos das lagartas têm propriedades
urticantes, capazes de provocar alergias, pelo que
é necessário proteger-se com fato, luvas e
máscara, antes de executar esta operação.
Insecticidas autorizados em agricultura
biológica:
► azadiractina (ALING; FORTUNE AZA)
► spinosade (SPINTOR)
As aplicações devem ser realizadas nas
fases larvares L1 e L2 do escaravelho, logo na
primeira geração, de forma a evitar ataques tardios
e a reduzir o número de adultos hibernantes para o
ano seguinte.
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RESTRIÇÕES DE USO DE
PRODUTOS FITOFARMACÊUTICOS
EM RESULTADO DO
ESTABELECIMENTO DE LIMITES
MÁXIMOS DE RESÍDUOS (LMR)
(EM VIGOR A PARTIR DE 19 DE MARÇO DE 2008)
Estado L1
Estado L2
(imagens ampliadas cerca de 3 X)
Cultura
Substância
activa
Práticas culturais:
 sementeiras temporãs - perturbam e dificultam o
desenvolvimento da praga
Monção
Esposende
Amarante
Baião
Marco de Canaveses
Resende
57
3
63
50
66
46
232
171
259
284
264
300
160
114
158
165
175
177
449
288
480
499
405
523
Informação sobre os produtos fitofarmacêuticos indicados
nesta circular, de acordo com dados disponíveis no sítio
web
www.dgadr.min-agricultura.pt
consultado
em
21/01/2010.
7
28
28
28
28
28
56
4
4
4
28
metirame
batateira
macieira
pereira
vinha
21
28
28
56
5
5
6
propinebe
batateira
macieira
pereira
vinha
AGRADECIMENTO
Os técnicos da Estação de Avisos de Entre
Douro e Minho, agradecem, reconhecidos,
todo o apoio voluntário que ao longo do ano
lhes
foi
prestado,
desinteressada
e
graciosamente, por todos os observadores
biológicos e/ou meteorológicos. Os dados
fornecidos pelos observadores locais têm
especial importância para a elaboração dos
Avisos Agrícolas.
Nº
máximo
de
aplicações
por ano
mancozebe
batateira
ameixeira
cerejeira
macieira
pereira
pessegueiro
uvas para
vinho
uvas de
mesa
Total
Jan
Total (20
Janeiro )
Janeiro
Nov
Dezembro
Horas de frio em
algumas estações
meteorológicas
(acumuladas entre
01/11/09 e
20/01/2010, abaixo
de 7º C)
Local
Novembro
 rotações de quatro anos ou mais
Intervalo
de
segurança
(dias)
14
120
120
63
4
3
3
Após início
da floração
tirame
cerejeira
ameixeira
macieira
pereira
pessegueiro
damasqueiro
14
14
35
35
42
42
3
4
4
3
3
zirame
cerejeira
42
3
ameixeira
21
3
macieira
42
4
pereira
42
4
pessegueiro
42
3
damasqueiro
42
3
nespereia
42
4
A análise de resíduos pode ser feita no laboratório da
DRAPN (Senhora da Hora)
__________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
Técnicos da Divisão de Protecção das Culturas: Técnicos afectados ao serviço de Avisos: Eng.º Agrónomo J. F. Guerner Moreira;
Ag. Técnico Agrícola Carlos Coutinho; Assistente Técnico Licínio Monteiro; Técnicos de outros sectores que colaboram nos Avisos:
Eng.ª Agrónoma Gisela Chicau; Eng.º Tec. Agrário Alcino Castro; Téc. Profissional Paula Pequito; Assistente Técnica Maria de Fátima Santos;
Observadores: Adriano José Matos Carvalho/Celorico de Basto; Albano Gonçalves Pereira e Cunha Machado/Mondim de Basto; Alípio da
Fonseca/Resende; Ana Maria R. Teixeira/Penafiel; António Caldas/Melgaço; António Oliveira da Costa/Braga; Cremilde Fátima M. Pinto/ Escola
Profissional de Agricultura do Marco de Canaveses; Fernando Luis Fonseca Pereira/ Matosinhos; Fernando Simões de Moura/Gondomar;
Henrique da Silva Pinho/ Castelo de Paiva; José Paulo Teixeira Moura/ Ribeira de Pena; José Teixeira dos Santos/ Maia; Manuel Morgado/
Barcelos; Manuel Ribeiro Martins Bouçanova/ Póvoa de Varzim; Márcio Lourenço/Monção; Maria Isabel Araújo Moreira/Trofa; Mário Dias/ Amares;
Nuno Miguel Fraga/ Escola Profissional de Agricultura de Fermil/ Celorico de Basto; Rui Miguel de Viseu Botelho Cardoso/Resende; Severino
Baptista Fernandes/Póvoa de Lanhoso; Vitor Manuel Silva Azevedo/Ponte da Barca.
______________________________________________________________________________
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