Em Foco - Accu-Chek

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Ano 9 • Nº 36 • Jul/Ago/Set • 2008
Cuidados essenciais
para uma vida
saudável
Cuide bem do
seu sorriso
PESQUISAS COM
CÉLULAS-TRONCO
EMBRIONÁRIAS
Editorial
10 anos da Divisão
Diabetes Care
Aproveite e continue sempre contando conosco.
Boa leitura!
Mara Rubia dos Santos
Coordenadora de Eventos
2
DE BEM COM A VIDA
Diana Basei
E
m quase nove anos de empresa, é gratificante e prazeroso ter
constantemente a oportunidade de fazer parte de mudanças,
reestruturações positivas e do crescimento da Divisão Diabetes
Care. Isso significa que a equipe mudou e cresceu pessoalmente e profissionalmente. Afinal, a empresa é composta de pessoas e essas pessoas
fazem tudo acontecer.
No decorrer desses anos temos nos empenhado, pesquisado e planejado para que possamos oferecer a você os melhores produtos e serviços do
mercado para seu conforto e bem-estar.
No dia 1º de julho comemoramos os 10 anos da Divisão Diabetes Care
da Roche Diagnóstica Brasil. São anos de comprometimento, dedicação e
vontade de fazer o melhor por você.
E pensando em contribuir com a sua saúde, tranquilidade e equilíbrio,
nesta edição trouxemos ótimas matérias, com informações importantes
para o seu conhecimento. Entre elas, estão reportagens sobre célulastronco embrionárias, cuidados extras no consultório
odontológico, crianças que utilizam o sistema de infusão
contínua (SIC) e os benefícios dessa terapia no dia-a-dia, e
a importância dos carboidratos na dieta diária.
Índice / Expediente
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Especial
Células embrionárias:
esperança para o
futuro
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EXPEDIENTE - Ano 9 • Nº 36 • Jul/Ago/Set • 2008
Em Foco
Conselho Editorial
Cristina Uzêda de A. P. Xavier
Por uma vida
mais saudável
Apoio
Ana Carolina Gomiero
Fernanda Villalobos
Dr. Explica
Projeto Gráfico e Produção
Sorriso saudável
Grupo Lopso de Comunicação
12
Fone: (11) 2714-5400
Fax: (11) 2714-5420
Diretora Geral - Ana Maria Sodré
Diretora Administrativa - Fernanda Sodré
Jornalista Responsável - Gisleine Gregório - MTb 26986-SP
Redação - Jornalistas: Caio Ramos, Camila Balthazar,
Kamila Barbosa e Mariana Tinêo
Revisora - Isabel Gonzaga
Criação - André Teixeira, Hudson Calasans, Iuri P.
Augusto
Comercial - Cristiana Domingos
14
Convivendo
SIC, crianças e
adolescentes:
história de sucesso
De Bem Com a Vida é uma publicação da Roche
Diagnóstica Brasil Ltda. Caixa Postal: 1513, CEP 05321900, São Paulo-SP. Telefone: 0800 77 20 126 (ligação
gratuita). As correspondências deverão ser enviadas para
Calçada das Palmas, 20, 2º andar – C. C. Alphaville. CEP
06453-000. Barueri - SP. As opiniões expressas em artigos
e entrevistas são de responsabilidade dos entrevistados,
não refletindo necessariamente a opinião desta revista.
As matérias e artigos desta publicação podem ser
reproduzidos desde que citada a fonte. Accu-Chek
Performa e Accu-Chek Multiclix são marcas Roche. Registro
ANVISA 10287410616 e 10287410243
ISSN 1678-3042
Nutrição _____________________________
Receitas _____________________________
Accu-Flash____________________________
Farmácia em Destaque _________________
Passatempo __________________________
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23
A revista De Bem Com a Vida presta sua homenagem póstuma ao Dr. José Procópio
do Valle. Um dos profissionais mais importantes no cenário brasileiro de tratamento
do diabetes, foi um dos fundadores da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD),
criada em 12 de novembro de 1970. Tamanha foi a importância do médico que a
SBD instituiu em 2003 o Prêmio Procópio do Valle, com o objetivo de reconhecer
especialistas jovens que tenham papel de destaque no diagnóstico e tratamento do
diabetes no Brasil. “O Dr. Procópio foi personalidade de suma importância para os
diabetologistas brasileiros. Ele teve grande e benéfica influência sobre a nossa
prática clínica, e é uma imagem na qual se devem espelhar os diabetologistas e
médicos mais jovens ligados no combate ao diabetes”, diz a Dra. Marília de Brito
Gomes, presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes.
DE BEM COM A VIDA
3
Matéria Especial
Células embrionárias:
esperança para o futuro
Mariana Tinêo
J
á faz algum tempo que o tema “células-tronco embrionárias”
ocupa um lugar de destaque nos noticiários. Cientistas e a
sociedade discutiam se os estudos com esse tipo de material
humano deveriam ou não ser feitos. O debate durou até o último dia 29
de maio, quando o Supremo Tribunal Federal aprovou a realização das
pesquisas no Brasil.
4
DE BEM COM A VIDA
As células-tronco (CTs) são importantes porque
possuem uma grande capacidade de reprodução e podem se transformar em outros tipos
de células, o que ajudaria, e muito, na
reconstituição de tecidos danificados por
doenças ou traumas.
Existem dois tipos de células-tronco: as
adultas, que são encontradas principalmente na medula óssea e no cordão
umbilical, e as embrionárias, retiradas de embriões humanos, a princípio congelados e descartados pelas clínicas de fertilização assistida.
Os trabalhos com células adultas não
encontraram obstáculos científicos, nem sociais, porque são células que estão no organismo do próprio paciente. Aliás, diversos grupos de
pesquisadores vêm testando formas diferentes de terapias com humanos – as chamadas terapias celulares, nas
quais as células-tronco adultas são retiradas da medula do
paciente, modificadas pelos cientistas e implantadas onde são
necessárias. Na área da cardiologia esse tipo de terapia está mais avançado. Já no caso das células embrionárias o assunto é polêmico, porque
alguns setores da sociedade consideram os embriões como formas de vida
humana, o que gera problemas éticos e religiosos. No entanto, as célulastronco embrionárias são as que possuem maior potencial de reprodução e
transformação em tecidos diversos, o que leva os cientistas a acreditarem
que elas seriam a grande esperança da humanidade para a cura de doenças até hoje sem perspectiva de tratamento ou cura.
“A idéia é que a terapia celular possa regenerar a
produção de insulina no organismo.”
Após a liberação legal das pesquisas brasileiras com células-tronco embrionárias, as esperanças aumentaram, principalmente em relação ao diabetes. A idéia é que a terapia celular possa regenerar a produção de
insulina no organismo. De acordo com o Dr. Daniel Lerário, endocrinologista do Hospital Israelita Albert Einstein, a expectativa em relação ao uso
de células-tronco embrionárias no tratamento do diabetes é grande, especialmente para o diabetes tipo 1. “Nesse caso, o principal problema é a
inflamação que ocorre nas células β responsáveis pela produção de insulina – que as destroem completamente. Como as células-tronco podem se
transformar em qualquer outra célula, elas poderiam dar origem a células
β novas, que funcionariam de maneira adequada, regenerando a função
do pâncreas no organismo, isto é, recuperando a produção de insulina.”
Embora a recuperação da produção de insulina possa ser vista como
uma cura para o diabetes, o Dr. Lerário informa que o processo não é tão
simples assim. “Não basta regenerar as células β. O diabetes tipo 1 é uma
doença auto-imune, ou seja, o próprio organismo se agride. Por isso é
preciso fazer com que as células β não sejam atacadas por ele. As novas
células β teriam que ser resistentes ao ataque imunológico. Inclusive, outras células-tronco poderiam ser usadas para reduzir a resposta auto-imuDE BEM COM A VIDA
5
Matéria Especial
ne. Esse é um grande desafio que
a medicina tem pela frente”, acrescenta o endocrinologista.
E a ciência não quer perder tempo. Embora as CTs embrionárias ainda sejam uma novidade para a realidade nacional, especialistas de
todo o País se preparam para dar
início aos trabalhos e descobrir o
verdadeiro potencial desse material
de capacidade teoricamente ilimitada. O Dr. Carlos Eduardo Barra
Couri, pesquisador da Equipe de
Transplante de Células-Tronco do
Hospital das Clínicas de Ribeirão
Preto – Universidade de São Paulo
(USP), conta que no caso específico do diabetes os estudos com células-tronco embrionárias podem
seguir dois caminhos:
– Transplante direto das célulastronco, ou seja, injeção das CTs
pela veia do paciente ou mesmo por meio de um cateter até
o pâncreas para que elas se
transformem nas células necessárias dentro do organismo do
paciente;
– Transformação das células-tronco em células β em laboratório
para em seguida implantá-las no
paciente.
Segundo o pesquisador, no Brasil
já existem trabalhos sendo realizados com CTs embrionárias na área
do diabetes, mas ainda em modelos
animais e em pesquisas em laboratório (in vitro). “Vários grupos nacionais estão interessados em realizar
estudos clínicos em humanos, entretanto, isso levará algum tempo. Nos
Estados Unidos, laboratórios multinacionais estão investindo milhares de
dólares para se juntar com centros
universitários de pesquisa no desenvolvimento de projetos em seres humanos e posteriormente patentear o
procedimento”, informa.
Realidade
As discussões sobre o uso das células-tronco embrionárias, sobre a
participação dos cientistas brasileiros neste novo caminho de pesquisas e sobre os resultados positivos
6
DE BEM COM A VIDA
que podemos encontrar são intensas e otimistas. Mas
na verdade, o processo de conhecimento do potencial
das células-tronco está bem no início.
“Como endocrinologista atuante, vejo na prática do
dia-a-dia que as pessoas com diabetes depositam muitas esperanças no desenvolvimento da terapia celular.
Tenho até um certo temor em relação a essa expectativa toda, que pode acabar sendo maior que a realidade.
É preciso lembrar que, embora se fale muito no assunto, de concreto ainda não existe nada. Nem o método
de transplante de ilhotas – em que células β são retiradas de um doador e implantadas na pessoa com diabetes –, que mostra resultados animadores em países
como o Canadá, pode ser indicado como tratamento.
Tudo são experimentos”, comenta o Dr. Lerário.
Na opinião do Dr. Couri,
as células embrionárias têm
um potencial fantástico,
mas é preciso ter consciência de que os resultados demandam um certo tempo
para serem completamente validados e mais tempo
para tornar a terapia celular uma terapia corriqueira
para as pessoas com diabetes. “Além disso, em qualquer procedimento terapêutico há um grupo de
pessoas que responde bem
e outro que responde mal aos seus efeitos. Com as células embrionárias será a mesma coisa”, esclarece.
O pesquisador diz ainda que a palavra “cura” é muito
forte para os resultados positivos da terapia celular.
“Recuperar a secreção de insulina é apenas um dos
pontos do tratamento do diabetes tipo 1 e tipo 2, que
deve sempre ser acompanhado de atividade física regular e alimentação saudável. Não adianta a pessoa
com diabetes tipo 1 se livrar das injeções diárias de
insulina e permanecer sedentária, com alimentação
inadequada. Quanto ao diabetes tipo 2, a restauração
da secreção de insulina deve sempre estar associada a
medidas para redução da resistência insulínica.”
de insulina em algum momento. Hoje, 15 pacientes
estão continuamente sem necessidade de insulina por
períodos que variam de um mês (último paciente que
realizou o tratamento) a quatro anos. Cinco pacientes
conseguiram ficar sem insulina por alguns meses de
maneira transitória e em dois pacientes o método não
funcionou”, revela.
O especialista acredita que não há possibilidade de utilização dessa terapia celular a curto prazo. “As pesquisas
ainda são muito recentes e para que um procedimento
médico seja liberado para uso geral são necessários anos
de estudos em um número grande de pacientes, para
avaliar a real eficácia e segurança dos procedimentos. O
alento é que a cada ano que passa evoluímos no conhecimento em terapia celular e certamente teremos boas
novidades nos próximos
anos. Quem imaginaria que
conseguiríamos suspender
insulina em pacientes com
diabetes tipo 1?”, indaga.
O grupo do Dr. Couri iniciou os estudos clínicos com
as células-tronco adultas no
final de 2003, em pacientes com diabetes tipo 1. Segundo ele, o tratamento
realizado consiste basicamente na reprogramação
do sistema imunológico. É
como se o sistema de defesa do organismo fosse desligado e religado novamente – fenômeno chamado de reset imunológico.
“Na primeira fase do tratamento coletamos as células-tronco do paciente e as congelamos. Na segunda
fase desligamos o sistema imunológico com altas doses de drogas imunossupressoras durante cinco dias e
depois o religamos com a infusão endovenosa das células-tronco que foram coletadas. O real efeito desse
reset imunológico ainda não é completamente conhecido, mas achamos que promove maior tolerância no
sistema imunológico das pessoas”, relata o Dr. Couri.
Ele ressalta que os dados atuais não indicam que as
células-tronco adultas sejam capazes de se diferenciar
em células β. “Com isso, o principal objetivo de nosso
estudo é utilizar as células-tronco para regenerar o sistema imunológico são e preservar a massa de células
β ainda não destruída”, finaliza.
Os resultados das pesquisas realizadas com célulastronco adultas animam os pesquisadores a continuarem
buscando um tratamento definitivo para o diabetes. As
células embrionárias representam uma hipótese significativa nessa caminhada. No entanto, é preciso lembrar
que toda pessoa, com diabetes ou não, deve cuidar da
saúde. Assim, quando as boas notícias sobre a terapia
celular chegarem, estará mais apta para recebê-las.
“Em qualquer procedimento
terapêutico há um grupo de
pessoas que responde bem e
outro que responde mal aos seus
efeitos. Com as células
embrionárias será a mesma coisa.”
CTs hoje
Atualmente, o Dr. Couri participa das pesquisas com
células-tronco adultas realizadas na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (USP). Lá os resultados em
humanos já são promissores. “Felizmente o nosso grupo de pesquisa é pioneiro e tem grande experiência
internacional com o uso de células-tronco adultas em
pessoas com doenças auto-imunes. Sem dúvida alguma, até o momento, nossos resultados são muito animadores. De 22 pacientes submetidos ao tratamento
em nosso centro, 20 conseguiram permanecer livres
DE BEM COM A VIDA
7
Em Foco
Por uma vida
mais saudável
Mariana Tinêo
C
A integração dos cinco pilares: alimentação, exercícios
físicos, consultas médicas, medicação e monitorização,
garante a qualidade de vida
uidar bem do diabetes é essencial, mas não
é uma tarefa muito fácil, até porque as
medidas necessárias exigem mudanças
comportamentais. É preciso transformar o dia-a-dia,
aprender e buscar constantemente informações. Mas é
exatamente aí, na batalha contínua, que está a chave
para uma vida longa e saudável. De maneira geral, o
diabetes é gerenciado por meio de cinco pilares: alimentação, exercícios físicos, consultas médicas, medi-
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DE BEM COM A VIDA
cação e monitorização – as conhecidas pontas de dedo.
De acordo com a Dra. Viviane Carvalho Cabeça,
diabetologista especializada pela Universidade Estadual
de Campinas (Unicamp), integrando adequadamente
esses cinco itens, a pessoa com diabetes pode tudo. “Antigamente a vida da pessoa com diabetes era muito difícil. Hoje não. Aprendendo a controlar bem a glicemia, o
paciente tem muito mais liberdade e uma vida social
normal”, comenta.
Alimentação regrada
O tratamento de quem tem diabetes deve começar pela
boca. Dietas severas não são necessárias, mas cuidados
básicos precisam ser tomados, mesmo após a descoberta
da possibilidade de contagem de carboidratos – fato que
tornou a alimentação mais flexível e variada, melhorando
sensivelmente a qualidade de quem faz insulinoterapia.
“Antigamente havia a idéia de que quem tinha diabetes não podia comer carboidratos. Hoje sabemos que
o carboidrato é necessário para o funcionamento de
todo o metabolismo. Não podemos abrir mão de sua
ingestão. Com o desenvolvimento da contagem de carboidratos as pessoas com diabetes podem comer praticamente tudo, mas sem esquecer que precisam ter moderação. A contagem de carboidratos dá liberdade, mas
a rotina deve ser equilibrada”, diz a médica.
Ela orienta seus pacientes a manter uma dieta regrada
de segunda a sexta-feira, com o consumo de arroz,
feijão, saladas e frutas (sem excessos) para que no
final de semana seja
possível comer algo
diferente sem interferir no bom controle glicêmico. Lembra
que o consumo de
frutas também não
pode ser exagerado,
por causa da frutose. “As frutas devem ser consumidas ao longo do dia. Três porções de frutas variadas já
são suficientes”, orienta.
Embora essas dicas sejam básicas para as pessoas
com diabetes, a Dra. Viviane ressalta que o ideal é
que o acompanhamento da dieta seja feito por uma
nutricionista. “Os médicos têm noções de nutrição, mas
só um profissional da área poderá realmente ajudar a
escolher os alimentos ideais dentro das necessidades e
do estilo de vida de cada um, passando também informações sobre os componentes nutricionais.”
Em relação à contagem de carboidratos, a
diabetologista conta que o processo não é tão simples.
A pessoa com diabetes recebe do seu médico uma
relação de alimentos, com a quantidade de carboidratos que possuem e a quantidade de insulina que precisa ser aplicada antes de sua ingestão. Geralmente os
cálculos são feitos pelo próprio médico, que individualiza o tratamento.
“Para as pessoas com mais tempo de diagnóstico,
que estão ainda amedrontadas com os carboidratos, a
adaptação é mais complicada, pois esses pacientes vêm
de regras mais antigas que hoje já não são mais válidas. No caso dos pacientes recém-diagnosticados é
mais fácil adaptar-se à rotina, mas deve-se tomar
cuidado para evitar exageros que podem ser prejudiciais à saúde. O importante é ter equilíbrio, bom
senso”, orienta a médica.
Exercícios moderados
Fazer exercício é importante para todo mundo. Mas
principalmente para quem tem diabetes. Assim, é
melhor procurar uma atividade agradável, que também ajude a melhorar o humor, o bem-estar, a integração social e a eliminar o estresse.
“Os exercícios são fundamentais. No caso de quem
tem diabetes tipo 2, eles atuam diretamente na melhora dos valores glicêmicos. Nos com tipo 1, embora
não estejam diretamente relacionados à estabilização
dos níveis glicêmicos, os exercícios ajudam na manutenção do peso, evitando um tipo de efeito cascata:
aumento do peso que aumenta as quantidades
insulínicas diárias. Isso aumenta ainda mais o peso,
que ocasiona a síndrome metabólica com risco cardíaco e metabólico muito aumentado, piorando o prognóstico desses pacientes”, informa a especialista.
A pessoa com diabetes pode praticar qualquer modalidade esportiva, até esportes radicais, desde que seu coração esteja bem. Por
isso é importante consultar um cardiologista regularmente.
Crianças e pessoas
que usam sistema de
infusão contínua (SIC)
também podem escolher qualquer forma de exercício. “Na verdade, o ideal
para qualquer ser humano é a prática de exercícios moderados de três a quatro vezes por semana”, sentencia.
“A pessoa com diabetes pode praticar
qualquer modalidade esportiva, até esportes
radicais, desde que seu coração esteja bem.”
Medicação adequada
Graças à evolução científica hoje existem no mercado medicamentos bastante eficazes para o controle
da glicemia. Entre as novidades, a Dra. Viviane cita
um análogo do GLP-1, hormônio do intestino que dá a
sensação de satisfação digestiva, promovendo o retardo do esvaziamento gástrico. “Com esse medicamento, se a pessoa comer o que não é necessário, ou seja,
se exagerar, acaba vomitando. É uma medicação importante para as pessoas com diabetes tipo 2, pela
proposta de perda de peso, que leva à redução da
resistência a insulina e conseqüentemente melhora das
glicemias. É indicada para pacientes obesos.”
Outro medicamento recente é uma droga que melhora o metabolismo dos ácidos graxos livres, diminuindo o depósito de gordura nas vísceras, pois age em um
sistema ainda pouco conhecido que promove benefícios cardiometabólicos reduzindo os triglicerídeos e aumentando o HDL (colesterol bom). “Esse medicamento, inclusive, vem sendo divulgado erroneamente pela
mídia como a pílula da barriga.”
Para quem tem diabetes tipo 1 o SIC de insulina é
considerado uma excelente opção de tratamento. “Ele
já está disseminado entre as pessoas com diabetes e
DE BEM COM A VIDA
9
Em Foco
trata-se de um sistema realmente eficaz que deixa o indivíduo mais livre para realizar
suas atividades diárias e para se alimentar”, comenta a médica.
Para ela, hoje existem ótimas medicações e o correto é que o médico encontre a melhor
medicação para o perfil de cada paciente. “Cada pessoa tem sua história, seu ritmo de vida e
cada organismo reage de forma diferente. E para cada um existe uma medicação adequada.”
Consultas regulares
De acordo com a Dra. Viviane, o item visita ao médico é menosprezado pela
maioria das pessoas com diabetes. “A falta às consultas é o maior problema que
temos, especialmente no caso de quem usa o SIC de insulina. As pessoas
acham que estão bem controladas e simplesmente não voltam às consultas.
Entretanto, para saber se estão mesmo bem, atingindo as metas do seu
tratamento adequadamente, precisam fazer exames regulares, como o de
hemoglobina glicosilada, por exemplo – que deve ser feito de três em três
meses – e a análise dos resultados da monitorização.”
Pacientes com a glicemia bem controlada devem ir ao endocrinologista
ao menos duas vezes por ano. Já os que não estão tão bem controlados
devem visitar o profissional conforme a orientação dele.
Divulgação
Monitorização diária
Dra. Viviane Carvalho
“A ponta de dedo é fundamental. Não há como a pessoa controlar adequadamente sua glicemia se não fizer monitorização diária. A automonitorização permite ao indivíduo conhecer melhor seu organismo e como ele reage a suas atividades diárias e alimentação, possibilitando os ajustes adequados para manter a
glicemia controlada e, assim, levar uma vida normal.
Temos que lembrar que os sintomas clínicos não são
fidedignos e não dá para adivinhar o valor glicêmico,
é preciso medi-lo”, reforça a Dra. Viviane.
Segundo ela, a pessoa com diabetes tipo 1que está bem controlada pode fazer
de quatro a cinco pontas de dedo por dia. Se estiver em período de ajuste de dose
de insulina, de seis a oito pontas de dedo, conforme for necessário e indicado pelo
médico. Se apenas tomar antidiabético oral, medir a glicemia uma vez por dia é
suficiente, mas fazer mais pontas de dedo pode ajudar o paciente a se conhecer
melhor. “A necessidade depende do perfil de cada um”, informa.
Além disso, a diabetologista enfatiza que o indivíduo com diabetes não pode deixar de
fazer monitorização na hora do exercício físico. “É adequado conferir a glicemia antes, e se
for possível, durante e depois da atividade física, para evitar hipoglicemias ou fazer exercícios
com hiperglicemias, que também é contra-indicado”, aconselha.
Seguir corretamente os passos acima é garantia de sucesso terapêutico. Aliás, é
garantia de vida saudável para qualquer pessoa. Mas é bom lembrar que quem tem
diabetes deve ter uma vida plena e feliz, como todo mundo. Portanto, procure seu
médico, confira seu cardápio, invista nos exercícios, tome a medicação ou aplique a
insulina na hora certa e não descuide da monitorização. Transforme a rotina de cuidados em uma aliada e aproveite tudo o que a vida tem de bom!
Não esqueça!
- Procure uma nutricionista. Conhecendo os grupos de alimentos você se cuida melhor.
- Tenha sempre uma fonte de energia rápida (carboidrato) na bolsa ou na mochila para evitar episódios de
hipoglicemia. Passar mal no meio da rua é um perigo.
- Comente com seus amigos, colegas de trabalho e familiares que você tem diabetes. É importante que eles
saibam como agir em uma hora de necessidade. Prevenir é melhor que remediar.
- Tire todas as suas dúvidas na consulta médica. Inclusive sobre as informações que viu no jornal ou na internet.
Só o profissional especializado pode o aconselhar.
- Procure prazer na atividade física, assim o exercício realmente melhora sua qualidade de vida.
Você pode saber muito mais sobre o diabetes no site www.accu-chek.com.br.
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10
DE BEM COM A VIDA
Dr. Explica
Sorriso saudável
Kamila Barbosa
O controle do diabetes favorece
o atendimento e o sucesso do
tratamento odontológico
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DE BEM COM A VIDA
É
comum nos preocuparmos mais com inflamações e infecções no corpo, e deixarmos
a boca em segundo plano. Entretanto, é
importante destacar que a boca necessita de tanta atenção quanto o resto do organismo. O Dr. Luiz Eduardo
Calliari, coordenador do Serviço de Endocrinologia Pediátrica do Hospital São Luiz, explica que quem tem
diabetes possui maior risco de desenvolver a doença
periodontal (gengivite e periodontite), principalmente
pelo aumento da descompensação glicêmica, o que
facilita o aparecimento de alterações bucais. A mais
freqüente é a gengivite, uma inflamação que acomete a região em torno do dente, podendo em alguns
indivíduos levar a processos infecciosos com perda óssea (periodontite) e ocorrer halitose, dor, mobilidade
dental e, em casos graves, perda dental.
A Dra. Dóris Rocha Ruiz, professora do Curso de
Atualização em Odontopediatria da Fundação para
o Desenvolvimento Científico e Tecnológico da Odontologia, da Universidade de São Paulo (FUNDECTO/
USP), destaca que no paciente com diabetes mal
controlado poderá ocorrer alterações na cavidade
oral. Indivíduos mal controlados podem se queixar
de diminuição do fluxo salivar, queimação na boca
ou língua, podendo haver a manifestação de infecções oportunistas como a Candidíase. “Há evidência científica que existe uma relação entre o diabetes mal controlado
e a periodontite. A manifestação e
a progressão da periodontite estão
relacionadas com a idade, tempo do
diabetes, controle glicêmico, suscetibilidade à periodontite e hábitos
deletérios, como o fumo. Estes fatores serão agravados quando associados à má higiene oral”, ressalta.
Entretanto, ao procurar um dentista
é necessário observar algumas regras
importantes: relatar sua condição de
saúde, hábitos e medicamentos utilizados, além de ficar o mais tranqüilo
possível. “O histórico médico é necessário para o correto planejamento e
tratamento odontológico. Na consulta, deve-se avaliar
a glicemia capilar, pressão arterial e freqüência cardíaca do paciente. O controle do diabetes favorece o atendimento e o sucesso do tratamento”, afirma a especialista.
O Dr. Calliari orienta, no entanto, evitar procedimentos cirúrgicos no caso de elevação da glicemia, pelo
risco de sangramentos e infecções, e pela demora na
cicatrização gengival.
A Dra. Dóris destaca a importância do atendimento
odontológico preventivo em bebês e crianças com diabetes para evitar as complicações orais que poderão
ter sua manifestação na fase de adolescente e na
vida adulta.
Gestantes com diabetes também devem receber o
pré-natal odontológico com atenção especial à sua
gengiva. Em pesquisa recente realizada pela Dra.
Dóris no Centro de Diabetes da Unifesp, foi encontrada maior prevalência e severidade da doença periodontal em grávidas com diabetes
gestacional e diabetes tipo 1 quando comparadas com as gestantes
normais.
A nutrição pós-tratamento deve
receber atenção. “Cuidado com hipoglicemias durante a consulta ou
após procedimentos que impeçam
a alimentação. Se for passar muito tempo em jejum após a consulta, considere reduzir a dose de insulina ou de medicação oral para
evitar hipoglicemias”, destaca o
Dr. Calliari, explicando que normalmente não há perigos de interação
medicamentosa, mas alguns tipos
de anestesia odontológica contêm
vasoconstritores, substâncias que podem elevar a
glicemia e também interferir na pressão arterial.
“A anestesia local é indicada, o dentista escolherá criteriosamente o tipo de anestésico de acordo
com o estado de saúde geral e medicamentos em
uso. Por isso, há necessidade de o profissional conhecer o histórico médico do paciente criteriosamente”, diz a Dra. Dóris.
“O fato de ter diabetes
não significa ter a
doença periodontal. Se
forem realizadas as
medidas preventivas
(caseiras e
profissionais), não
haverá a doença.”
Cuidados extras
Logo que o diabetes for diagnosticado, o paciente
deve inserir a odontologia como rotina no tratamento
transdisciplinar. Hábitos saudáveis de alimentação e
higiene oral, com o uso adequado do fio e escova dentais, são as medidas caseiras fundamentais para se
manter a saúde oral. “O fato de ter diabetes não significa ter a doença periodontal. Se forem realizadas as
medidas preventivas (caseiras e profissionais), não haverá a doença”, afirma a Dra. Dóris.
Segundo a especialista, caso haja a doença periodontal, esta poderá ser mais severa nos pacientes com
diabetes mal controlado, devido às alterações das respostas imunológicas frente à infecção. “A resistência
à insulina pode desenvolver-se em resposta à infecção bacteriana crônica observada na periodontite, piorando o quadro metabólico do paciente com diabetes”, ressalta.
Fique atento!
!
r Controle o seu diabetes. Informe ao dentista sobre seus índices glicêmicos e marque uma consulta com seu médico antes do início do tratamento
para avaliação da sua condição de saúde;
r Em caso de cirurgia, poderá haver mudança na
dieta e dosagem de insulina;
r Talvez seja uma opção adiar procedimentos nãoemergenciais, caso sua dosagem de glicemia esteja com valores muito elevados. Mas lembre-se:
discuta com seu dentista sobre as possibilidades
e conseqüências dessa decisão;
r Faça consultas e reavaliações periódicas, preferencialmente a cada três meses, com seu dentista.
DE BEM COM A VIDA
13
Convivendo
SIC, crianças e
adolescentes:
história de sucesso
Caio Ramos
C
rianças e adolescentes estão sempre em
movimento. Além dos compromissos com
a escola, as brincadeiras são uma constante
nessa fase inicial da vida, e é comum que os horários
das refeições sejam trocados por atividades como partidas de queimada, peladas e mesmo longas sessões de
14
DE BEM COM A VIDA
videogame. Muitas pessoas também começam a praticar um esporte nessa idade, uma vez que os pais vêem
nisso um meio de garantir uma boa saúde aos filhos. A
prática esportiva na infância previne doenças na fase
adulta, além de ajudar a aumentar a auto-estima e o
senso de disciplina e organização.
Segundo a médica, com o SIC, muitos chegam a
acreditar que estão tomando insulina a cada dois dias,
por não perceberem que a administração está acontecendo aos poucos. Ela também explica que o aparelho
pode ser usado sem receio durante as brincadeiras, e
até mesmo na prática de esportes. “O sistema não
limita a criança e o adolescente”, defende.
A Dra. Mônica esclarece que não há contra-indicações ao uso do SIC. O único possível empecilho seria a
dificuldade que algumas pessoas têm de fazer contas.
Essas contas são importantes para que a pessoa consiga determinar a quantidade de insulina necessária para
a porção de alimento que pretende comer. O método
é chamado de “cálculo de insulina por carboidrato ingerido”. “Por esse motivo, ensino
os pacientes a fazer essas contas”, afirma ela.
Confira, a seguir, algumas
histórias que demonstram como
o SIC melhorou a qualidade de
vida de um adolescente, um
Dra. Mônica Gabbay
bebê e uma criança.
Fotos: divulgação
Para crianças e adolescentes com diabetes, as
constantes aplicações de insulina injetável podem
ser um incômodo em meio a tantas atividades. Além
disso, os pais também podem passar por apreensões, uma vez que sempre há a preocupação de
que os filhos recebam as doses adequadas nos horários corretos. Nesse sentido, a utilização do sistema de infusão contínua (SIC) representa uma mudança radical. Com o dispositivo, não há mais necessidade das várias injeções diárias. Os próprios
pais podem aprender a programar o aparelho, tendo a certeza de que os filhos não enfrentarão problemas durante o dia. “O grande medo dos pais é
a hipoglicemia. Com o SIC, esse risco cai, porque
a insulina basal é injetada em pequenas doses, de
acordo com o ritmo de vida do paciente. Assim, os
pais não se preocupam mais quando a criança ou
adolescente vai para a escola”, diz a Dra. Mônica
Gabbay, endócrinopediatra do Centro de Diabetes
do Hospital São Paulo, da Universidade Federal de
São Paulo (Unifesp). Na instituição, ela atende 25
crianças e jovens que utilizam o SIC. Em seu consultório, são mais nove.
Nas quadras
André Zaia Manzano, 15
anos, pratica tênis desde
março de 2007. Em poucos
meses, passou de mero
iniciante a membro da Federação Paulista de Tênis,
posição que conquistou em
agosto do mesmo ano. E no
primeiro semestre de 2008,
conquistou o primeiro lugar
no ranking da Federação.
Atualmente, recebe patrocínio da Roche e treina quatro horas por dia no Tênis
Clube São Caetano, na
Grande São Paulo.
O diabetes apareceu na
vida do jovem atleta aos 12
anos de idade. Durante quase três anos, Manzano realizou o tratamento com as injeções de insulina. Há poucos meses, passou a usar o SIC. “Fiquei contente por
não ter mais que tomar várias ‘picadas’ todo dia”, comenta.
Ele também diz que, com o sistema, a administração
da insulina ficou muito mais rápida e a alimentação, mais
simples. “Agora, posso comer muito mais do que antes e não esperar tanto tempo entre as refeições. Antes, tinha que tomar a insulina e agüentar uma espera
maior”, diz o tenista.
Manzano treina com o
SIC. Ele afirma que seu desempenho nas quadras não
é prejudicado, uma vez que
utiliza uma pequena bolsa
para que o aparelho não
caia no chão. O tenista conta que o sistema facilita os
treinos, pois ajuda a manter o nível glicêmico estável durante a atividade.
“Se não utilizasse o SIC, teria que preparar as injeções de insulina previamente, e ficaria em dúvida sobre o estado da minha glicemia enquanto jogo. Isso
iria atrapalhar a parte psicológica, pois não conseguiria manter o foco no treino”, afirma Manzano, que faz
monitorizações antes e após o treino. “No total, faço
de quatro a seis por dia”, finaliza.
DE BEM COM A VIDA
15
Convivendo
Engatinhando
A técnica de hemoterapia Telma Marques, 38 anos,
moradora da capital paulista, teve o pequeno Arthur
em fevereiro deste ano. Ela e o marido descobriram
o diabetes do filho quando esse tinha 44 dias de vida.
“Percebi que ele estava ficando quente, e pensei que
fosse apenas uma febre”, conta Telma. “Os médicos
disseram que o problema era uma inflamação na garganta, e prescreveram medicamentos para isso. No
terceiro dia, o Arthur começou a ficar desidratado”, relata ela.
No hospital, os exames indicaram o diabetes. “O médico perguntou se alguém na
minha família tinha a condição. Disse que não, e ele comentou que a glicemia de
meu filho estava em
1.085mg/dl”, relembra.
Telma afirma que os médicos tiveram dificuldades
em conseguir encontrar a
dose correta de insulina,
pois para o bebê, uma pequena variação na escala da
seringa representava uma
quantidade muito grande da
substância.
Por meio dos médicos que cuidavam de Arthur, Telma
entrou em contato com a Dra. Mônica Gabbay. Na
consulta, a especialista falou sobre o SIC. “Foi com o
aparelho que conseguimos iniciar o controle do diabetes”, diz.
O bebê permaneceu no hospital por 32 dias. Ao chegar em casa, tinha uma glicemia entre 390 e 470mg/
dl. “Hoje, mantemos um parâmetro de 70 a 200mg/
dl. Em alguns dias, caía muito, e em outros, havia
hiperglicemia, devido à compensação. Mas agora, estamos conseguindo um bom resultado”, explica.
Na fase inicial de utilização do SIC, o médico vai fazendo os ajustes necessários de acordo com as variações do organismo do paciente. É possível descobrir
quais os alimentos ou quais situações em que o paciente tem hipo ou hiperglicemia e determinar o ajuste adequado. Até que o SIC seja ajustado corretamente ao
metabolismo do paciente, existe um aprendizado
sobre o comportamento do organismo de cada indivíduo. Com o tempo, o controle metabólico do
usuário de SIC passa a ser mais parecido com aquele
de uma pessoa sem a condição.
Arthur, que está agora com 4 meses, passa por
quatro ou cinco monitorizações por dia. No começo
do uso do SIC, eram oito. O número caiu porque,
por recomendação da
Dra. Mônica, a alimentação do bebê passou a
ser feita em intervalos de
tempo maiores. “No começo, eram muitas monitorizações porque,
além de corrigir normalmente a glicemia, tínhamos que fazer correções
por causa das mamadeiras. Hoje ele não precisa de um volume tão
grande”, comenta.
Além da alteração na
freqüência, não houve
outras mudanças na alimentação do bebê.
Telma continua dando o
mesmo tipo de leite para
recém-nascidos que era servido no hospital. Ela conta que chegou a pensar em mudar o tipo do alimento, pois tinha impressão de que seria muito forte para
o diabetes. “Mas a médica disse que não há necessidade, e que estamos conseguindo controlar a glicemia”, explica ela.
Arthur não parece estar se sentindo incomodado com o aparelho. A mãe diz que ele não mostra
sinais de irritação nem de que o SIC estaria causando algum desconforto. A mesma tranqüilidade
é desfrutada pelos pais. Telma acredita que, se
Arthur estivesse utilizando as seringas de insulina,
ela não teria a possibilidade de voltar ao trabalho,
uma vez que cumpre horário em esquema de plantão. “O Arthur teria que passar pela injeção três
vezes por dia. Acho que o SIC é menos trabalhoso”, conclui.
Essas histórias de sucesso mostram que com o SIC o paciente tem uma excelente alternativa para o
controle da glicemia e do diabetes como um todo, podendo desfrutar de uma qualidade de vida superior
àquela oferecida por outras terapias. No site Accu-Chek (www.accu-chek.com.br) há mais informações
disponíveis sobre o SIC e o controle do diabetes.
16
DE BEM COM A VIDA
Brincando sem medo
Ana Beatriz Pizo, de 10
anos, descobriu que tinha
diabetes aos três. Durante
cerca de seis anos, fez tratamento com injeções de insulina. “As aplicações eram
um grande incômodo”, conta sua mãe, Ana Cláudia
Pizo, 28 anos.
Ela lembra que o SIC entrou na vida de Ana Beatriz
há menos de um ano. Segundo Ana Cláudia, os benefícios para a criança são evidentes. “A alimentação dela
mudou, ficou mais fácil. Agora, ela come e faz a glicemia. Em seguida, faz a contagem de carboidratos e administra a insulina com o
SIC. Quando a glicemia começa a aumentar, trocamos a agulha”, conta a mãe, completando que com
o sistema de infusão contínua, as monitorizações di-
minuíram: antes eram feitas
de hora em hora, hoje são a
cada duas horas.
O SIC não atrapalha as
atividades diárias da garota. Ana Beatriz joga bola
na escola e anda de bicicleta quando não está em
aula, tudo isso sem retirar
o aparelho. “No começo
do uso do SIC, meu marido e eu ficamos com
medo, mas vimos que não
havia nenhum tipo de problema”, explica Ana Cláudia. Ela também conta que
a vida escolar da filha ficou mais prática – e menos dolorosa. Até começar a usar o aparelho, a
menina precisava tomar uma injeção de insulina
antes de chegar à escola. Agora, é necessário apenas um toque no SIC.
DE BEM COM A VIDA
17
Nutrição
Energia extra
Kamila Barbosa
C
uidar da alimentação é importante para todas as pessoas, pois é a partir dos alimentos
que o organismo retira os nutrientes necessários para seu crescimento e desenvolvimento, manutenção de tecidos, resistência às doenças etc. E a contagem de carboidratos deve ser inserida no contexto de
uma alimentação saudável, que nada mais é do que
aquela capaz de oferecer todos os nutrientes de que o
corpo humano precisa para manter o metabolismo, promovendo saúde e bem-estar.
Segundo a nutricionista Renata Rosseto, pós-graduada em Nutrição Clínica e pós-graduanda em Educação
em Diabetes, os carboidratos são compostos orgânicos
feitos de átomos de carbono, hidrogênio e oxigênio, que
constituem o principal fornecedor de energia para o funcionamento do organismo humano. Eles estão presentes no açúcar refinado, no mel, no leite, nas frutas, nos
doces. Além de serem encontrados também nas farinhas, massas, pães, biscoitos e nos vegetais tuberosos
como a batata, mandioca, inhame e mandioquinha.
“No entanto, as pessoas devem ingerir com cautela
essa classe de alimentos, em especial os açúcares, guloseimas em geral, pois além de serem extremamente
calóricos, são alimentos considerados desprovidos de
nutrientes, como vitaminas, minerais e fibras”, diz a
nutricionista Renata, alertando que pacientes com diabetes devem ter cuidado ainda maior, pois como os
carboidratos são convertidos rapidamente em glicose,
o efeito no aumento da glicemia é “imediato”. “Cerca de 90 a 100% do carboidrato ingerido é transformado em glicose logo após sua ingestão”, revela.
Atualmente, a contagem de carboidratos é considerada uma alternativa terapêutica que permite maior flexibilidade na escolha dos alimentos e controle glicêmico mais adequado. Assim o planejamento das refeições
possibilita controlar, de uma maneira simples, a quantidade de carboidratos que o indivíduo ingere a cada dia.
18
DE BEM COM A VIDA
“A contagem de carboidratos é útil para pessoas que
tomam múltiplas doses de insulina e usuários de sistema de infusão contínua de insulina (SIC).”
A Associação Americana de Diabetes (ADA, 2003) recomenda que a quantidade de carboidratos na alimentação seja estabelecida individualmente, ou seja, de acordo com as metas de tratamento. Mas na prática, recomenda-se uma ingestão diária de carboidratos entre 50 e
60% do valor calórico total consumido diariamente.
Importante para quem malha
O carboidrato é o nutriente mais importante na alimentação de quem pratica atividade física regularmente ou
de esportistas iniciantes. Esse nutriente tem papel fundamental antes, durante e depois da atividade física. Antes
para fornecer energia, durante e após para reposição do
glicogênio muscular e hepático. “Nosso organismo estoca carboidratos sob a forma de glicogênio, tanto no fígado como nos músculos. Enquanto o glicogênio muscular
é usado exclusivamente pelo músculo, o hepático é utilizado para a manutenção da glicemia. Portanto, a manutenção das reservas de glicogênio é fundamental para o
rendimento esportivo”, diz a nutricionista.
Diferentes estudos sugerem que a ingestão adequada desse nutriente melhora o desempenho durante a
atividade física. Em contrapartida, uma ingestão inadequada pode acarretar cansaço e fadiga. “Por isso, o
consumo deve ser adequado para não comprometer o
desempenho durante o exercício”, explica.
A Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte (SBME)
recomenda uma ingestão diária entre 5 e 10 gramas de
carboidratos por quilo de peso corporal, dependendo do
tipo e da duração do exercício físico escolhido, e também
variando com a freqüência e intensidade dos treinos. “Mas
é sempre indicado consultar um nutricionista, para uma
melhor avaliação da quantidade de carboidratos que deve
ser ingerida por cada indivíduo”, finaliza Renata.
Receitas
Crepe de espinafre
com cenoura
Modo de preparo:
Massa: coloque no liquidificador a azeite, o ovo, 1 xícara de chá
de farinha de trigo, o espinafre cozido, 1 colher de chá de sal e 1
xícara de chá de água. Bata até formar uma massa homogênea.
Em uma frigideira antiaderente, faça 8 crepes finos e reserve.
Recheio: desmanche a ricota no leite, adicione a cenoura ralada, o
sal e a salsinha. Coloque em uma panela e leve ao fogo baixo até
formar um creme. Retire do fogo e recheie os crepes. Reserve.
Molho: bata no liquidificador o suco de laranja, a cebola picada, 3 colheres sopa de farinha de trigo, o sal e a hortelã, até
formar um creme liso. Transfira para uma panela e leve ao fogo
para cozinhar por 5 minutos, ou até ficar encorpado. Cubra os
crepes e sirva a seguir.
Fotos: Alex Villegas
Ingredientes:
9 1/2 colher de sopa de azeite de oliva
9 1 xícara de chá de farinha de trigo
9 1 xícara de chá de espinafre cozido
9 1 colher de chá de sal
9 1 fatia grossa de ricota
9 1 cenoura crua ralada
9 1 colher de sopa de salsa
9 2 copos pequenos cheios de suco de laranja sem açúcar
9 1 cebola picada
9 3 colheres de sopa rasas de farinha de trigo
9 1 colher de sopa de hortelã
9 1 ovo cru
9 1/3 xícara de chá de leite desnatado
Rendimento:
8 unidades
Tempo de preparo:
20 minutos
Grau de dificuldade:
Fácil
Recorte e colecione
Informações
nutricionais por porção:
Calorias: 146,52kcal
Carboidratos: 22,94g
Proteínas: 5,02g
Gorduras: 3,91g
DE BEM COM A VIDA
19
Receitas
Torta de granola
e iogurte
Ingredientes:
9 1 xícara de chá de cereais matinais
enriquecidos (granola, müsli, goodlight)
9 4 torradas integrais
9 1 colher de sopa de margarina light
9 3 iogurtes desnatados
9 4 colheres de sopa de adoçante
dietético em pó (para cozimento)
9 1 colher de chá de canela em pó
9 2 envelopes de gelatina em pó sem
sabor
9 1 colher de chá de essência de baunilha
9 1 maçã
Modo de preparo:
Bata no liquidificador a granola e a torrada até obter um pó.
Coloque esse pó em uma tigela e acrescente a margarina, misturando
bem até obter uma massa. Forre com essa massa o fundo de uma
forma de aro removível de 20 centímetros de diâmetro. Leve para assar
em forno pré-aquecido por 10 minutos. Reserve.
No liquidificador coloque o iogurte, o adoçante e a gelatina (preparada conforme as instruções da embalagem), acrescente a baunilha,
bata por 2 minutos.
Coloque esse creme sobre o assado e em cima de tudo ponha, delicadamente, as maçãs cortadas em cubos pequenos, banhadas com suco
de limão. Leve para gelar por 2 horas ou até endurecer. Polvilhe canela em pó antes de servir.
Rendimento:
8 fatias
Tempo de preparo:
20 minutos mais tempo de
geladeira de 2 horas
Grau de dificuldade:
Fácil
Agradecimentos:
Renata Rosseto - nutricionista pósgraduada em Nutrição Clínica e pósgraduanda em Educação em
Diabetes; Valéria Garcia – Chef da
Escola de Culinária Beth Soares - email: [email protected] site: www.bspaladarerequinte.com.br
20
DE BEM COM A VIDA
Recorte e colecione
Informações
nutricionais por porção:
Calorias: 94,98kcal
Carboidratos: 14,98g
Proteínas: 3,67g
Gorduras: 2,24g
W/Brasil
COLOCAMOS tanto recheio
que não sobrou
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espaço para o açúcar.
6/23/08 4:03:41 PM
D
Diabetes: leme seguro
esde junho deste ano, o endereço da francesa Maëlle Bocher, de apenas 12 anos, é
o porto de Salvador, na Bahia. A menina viaja
com seus pais, Christian e Christiane, que têm 40 anos de
experiência como velejadores, e atracaram a primeira vez
no Brasil há 20 anos. “Seguimos viagem, mas desde que
deixamos o País ficamos com vontade de voltar. Gostamos muito do povo e do País”, lembra a mãe de Maëlle.
Passados tantos anos, os ventos finalmente o trouxeram de volta ao Brasil. A impressão que os pais tiveram
do País confirmou-se em Maëlle. Ela gostou muito do
que já viu do Brasil. “Estou adorando conhecer esse
país maravilhoso. As pessoas também são sempre muito gentis comigo”. Além de Salvador, a família já visitou Itaparica e uma comunidade que vive próximo ao
rio Paraguaçu. “Nosso objetivo é conhecer e compreender como as pessoas vivem. Não gostamos de ficar
pouco tempo em um lugar. Em Paraguaçu, participamos de festas e do dia-a-dia das pessoas para saber
como elas vivem. Foi uma troca de experiências.”
Ao falar assim, nem se desconfia que ela tenha diabetes tipo 1, que a acompanha desde os cinco anos.
Além de não a desanimar, isso a motiva a continuar
em alto mar. O Accu-Chek participa dessa aventura e
Camila Balthazar
dá todo suporte para os cuidados necessários. A menina revela que no veleiro há
canetas de aplicação, lancetas, tiras para automonitorização e exame de urina, in- Maëlle Bocher
sulina, monitores de glicemia e até mesmo um telefone via satélite que os conecta ao serviço médico de
emergência marítima de Toulouse, na França.
Antes de vir ao Brasil, a família morou um ano na
África e a menina diz, que enquanto estiveram por lá,
fizeram um trabalho voluntário no Senegal com a Associação do Diabético. “Queremos fazer o mesmo no
Brasil com uma associação aqui de Salvador.”
A família vai aproveitar o Nordeste até dezembro,
quando segue viagem rumo ao Rio de Janeiro, São
Paulo e Santos. “Depois vamos para a Argentina. Deixaremos o veleiro no porto de Buenos Aires e vamos
conhecer o país de ônibus.”
O balanço do veleiro não atrapalha Maëlle. Ela diz
que já se acostumou e nem fica mais enjoada. “Sou
capaz até mesmo de caminhar em linha reta com ondas pesadas e vento.” A frase traduz muito bem a
filosofia de vida da pequena francesa.
Farmácia em Destaque
Divulgação
Drogasil inaugura novos Diabetes Centers
P
ara facilitar e melhorar o atendimento a
quem tem diabetes, a rede de farmácias
Drogasil de São Paulo concentrou equipamentos, acessórios e medicamentos que a pessoa com
diabetes não pode esquecer de levar para casa em
uma única seção: Diabetes Center.
Com piloto em funcionamento desde junho do ano
passado na Unidade da Rua Pamplona, a Drogasil ampliou, agora em julho, o número de lojas que contam
com esse serviço. Mais quatro unidades receberam essa
estrutura, que está baseada em organização e atendimento diferenciados. Essa expansão é prova de que o
serviço está dando certo e o cliente está satisfeito.
O diretor comercial da rede, Antônio Carlos de Freitas,
explica algumas das vantagens: “O cliente recebe atendimento mais rápido, pois o atendente não precisa andar
muito para encontrar o que procura, além de ter um conhecimento especial sobre o assunto. A palmilha, a barra
de cereal, o adoçante, os anti-sépticos, as lancetas, os
monitores de glicemia e de pressão, além dos medica-
22
DE BEM COM A VIDA
Divulgação
Farmácia
Receitas em Destaque
Accu-Flash
Camila Balthazar
mentos tarjados e genéricos,
tudo está no mesmo espaço”.
Freitas ainda comenta que toda
a equipe passou por um processo de treinamento e reciclagem que abordou desde assuntos técnicos, como o diabetes e suas novidades, até questões práticas, relacionadas ao atendimento e à utilização da
Accu-Chek Smart Printer, equipamento disponibilizado em
parceria com a Roche Diagnóstica. Esse equipamento é uma
ferramenta de impressão com dispositivo infravermelho que
se conecta com os monitores de glicemia e permite imprimir relatórios de glicemia do cliente. “Basta que o cliente
possua o cartão Drogasil, tenha um monitor de glicemia da
linha Accu-Chek e dirija-se a uma das lojas para fazer sua
impressão, que é totalmente gratuita”, afirma.
Unidades Drogasil com Diabetes Centers em São Paulo
Rua Pamplona, 1792 - Fone: (11) 3887-9508 / 3889-9357
Rua Barão de Itapetininga, 40 - Fone: (11) 3255-1538 / 3255-0206
Av. Angélica, 1.397 - Fone: (11) 3666-7703 / 3824-9683
Av. Prof. Alfonso Bovero, 1185 - Fone: (11) 3865-6803 / 3673-1200
Av. Sumaré, 1152 - Fone: (11) 3672-3885 / 3862-3089
Passatempo
Encontre o caminho para o garoto pegar todas as bandeiras,
escapar do perigo e atingir seu objetivo na saída.
médio
Coloque as letras na ordem
correta para descobrir quais
são as palavras abaixo:
1 - NIINLASU
N
A
2 - LISECOG
E
I
3 - AMILETNAÇOÃ
A
O
N
4 - ODRABOTICRA
C
O
B
5 - ISMABOLTEMO
M
M
O
6 - ÊNIGICOLGO
Ê
O
7 - ERGANEI
E
A
difícil
Tendo o foco em uma vida mais saudável,
complete as letras para que a relação
entre as duas colunas seja verdadeira,
conforme o exemplo:
F R
UT OS E
G L
A
E T A R
M O N
A D A
Ó S S E A
C É L U L A
Z A Ç Ã O
D E V E S
N O
A
N C O
L T A
Ü E N T E
C O N S U L T A S
D E V E M S E R
M E D I
A
C A Ç Ã O
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E S E G U N D A A
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DIFÍCIL
MÉDIO
2- Glicose
1-Insulina
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ção 4-Carbo io 7-Energia
3-Alimenta
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ismo 6-Glic
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DE BEM COM A VIDA
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