PROVA GRÁFICA DE ORGANIZAÇÃO PERCEPTIVA (Adaptação do

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PROVA GRÁFICA DE ORGANIZAÇÃO PERCEPTIVA
Para crianças de 4 a 6 anos (Cópia de formas geométricas)
(Adaptação do Baby Bender por Hilda Santucci)
PROVA GRÁFICA DE ORGANIZAÇÃO PERCEPTIVA
Para crianças de 4 a 6 anos (Cópia de formas geométricas)
Por Hilda Santucci
Nossa adaptação da prova clássica de Lauretta Bender só é aplicável a partir
dos 6 anos. A nova prova que publicamos foi empregada para uma população de
crianças de 4 a 6 anos. Responde às mesmas preocupações do diagnóstico
psicológico:
1 – Investigar entre as crianças que apresentam um retardamento da linguagem ou
dificuldades nas primeiras aprendizagens da leitura e escrita um eventual déficit da
organização grafo-perceptiva, pois sabemos que freqüentemente se relaciona com
esse tipo de problema.
2 – Investigar entre as crianças que se apresentam como retardadas mentais, se
seu retardamento não é determinado ou ampliado por déficit da organização grafoperceptiva.
A prova se compõe de quatro figuras (nº 1, 2, 3 e 8), tomadas das escalas
de Binet-Simon e Gesell, às quais se juntaram outras cinco (nº 4, 5, 6, 7 e 9) que,
como as primeiras, colocam em jogo relações espaciais onde a percepção e a
reprodução gráfica estão submetidas a uma evolução genética.
A) MATERIAL:
Nove cartões brancos numerados de 1 a 9 (de 7,5 cm + 11 cm) que
apresentam o modelo a reproduzir e um cartão designado pela letra “A” que serve
para introduzir a prova, sendo que sua cópia não entra na anotação. Um lápis preto
n° 2. Folhas de papel (formato 21 cm + 13,5 cm), que se terá o cuidado de
numerar de 1 a 9 para a identificação da cópia (às vezes, muito pouco semelhante
ao modelo), portanto, uma folha para cada modelo reproduzido.
OBS: Ela pode ser aplicada ultimamente a crianças maiores de 6 anos que
apresentam um retardamento mental ou que obtém, no teste adaptado de Bender,
um resultado interior a 6 anos.
B) TÉCNICA E INSTRUÇÃO:
Procurar colocar a criança em boas condições de trabalho; tanto do ponto de
vista de sua adesão à tarefa proposta, como de sua instalação na mesa de
trabalho; utilizar, então, o método habitual de iniciação, não hesitando, ao tratar-se
de crianças muito pequenas, em juntar palavras bem encorajam mesmo de iniciar o
exame. Felicitá-las pelo trabalho no decurso do exame e encorajá-las mesmo que a
cópia pareça inferior às suas possibilidades. Neste caso, ou quando a própria
criança desaprova sua produção, pede-se que recomece, mas uma. Entretanto,
nota-se sempre a primeira cópia, reservando a avaliação das outras para uma
análise qualitativa das possibilidades da criança e de sua utilização. Diz-se á
criança: “Vou lhe mostrar uns desenhos. Você vai copiá-los, fazendo um desenho
bem parecido na folha de papel que eu vou lhe dar”.
Dar-lhe, então, o lápis. Colocar diante dela a folha “A”, no sentido da largura
e colocar o modelo “A” sobre a folha (e não ao lado). Dizer então: “Você está
vendo esse desenho? Faça um desenho igual, no seu papel”. (Não dizer: “você está
vendo essa roda ou esse círculo?”; a designação verbal da forma poderia ajudar
indevidamente a criança na sua cópia).
2
Quando a criança, porém, se recusa, declarando-se incapaz, ou apesar de
repetidas as instruções ter-se a impressão de que ela não entende o que é pedido
— o que pode acontecer com crianças de 4 - 5 anos, retardadas ou muito
bloqueadas — pode-se dizer: “Veja, no modelo está desenhada uma roda; você
também vai fazer uma igual à do modelo”. Nunca nomear as formas dos desenhos
durante a prova.
No caso de a criança ser realmente incapaz de reproduzir o modelo, não
indo além de garatujas, pode-se interromper o exame, pois a prova ultrapassa suas
possibilidades. Nos outros casos, passamos aos modelos seguintes, trocando de
folha cada vez e colocando logo os desenhos fora da vista da criança, para evitar a
dispersão de sua atenção e a contaminação pelos modelos precedentes. Dizer a
cada vez. “Muito bem! Agora você vai copiar o outro”. Quando parecer útil uma
nova experiência, deve-se dizer: “Está bom. Mas não ficou bem igual, tenho certeza
de que você ainda pode fazer melhor. Você vai recomeçar e ficará completamente
bom”.
Quer a nova experiência seja melhor, quer não se registre nenhum
progresso, é preciso passar ao modelo seguinte: pode-se, no entanto, recorre a
uma terceira experiência quando se tem a impressão de que a própria criança o
deseja, num esforço de aperfeiçoamento, o que é muito freqüente. Cabe ao
examinador julgar, cuidando para não provocar uma atitude de oposição.
OBS.: Para as crianças, cuja consulta é motivada por uma dominância lateral não
determinada, é bom fazer executar a prova com as duas mãos, começando pela
que livremente escolherem. Procede-se, então, normalmente ao exame,
recomeçando-o após o primeiro modelo, para a mão que a criança
espontaneamente deixou de usar. Cuidar atentamente para que ela não troque de
mão durante a execução.
Embora não demos aqui qualquer indicação sobre a direção “normal” que
seguem os desenhos das crianças, é interessante, principalmente nesses casos,
anotá-la a fim de comparar a direção que segue uma mão em relação à outra.
C) ANOTAÇÃO E CRITÉRIOS DE BOM ÊXITO:
Notas por figuras bem executadas.
NÚMERO
FIGURA
NOTA
1
1
2
2
3
4
4
3
5
4
6
3
7
5
8
6
9
6
Cada cópia receberá o sinal “+” ou “-” conforme os critérios que iremos
definir. A cada sucesso atribui-se uma nota, que levará em conta o grau de
dificuldades que apresenta o modelo. Nossos critérios de sucesso são determinados
não pela exatidão perfeita da cópia, muito rara mesmo aos 6 anos, mas pelas
3
performances melhores das crianças de 6 anos. Igualmente, tentamos eliminar o
mais possível, na avaliação dos resultados, os aspectos ou detalhes difíceis de
serem anotados.
Figura 1 (Quadro 1 das Tabelas de Correção)
Critério de bom êxito: o cruzamento é nítido.
Não se leva em conta:
A orientação: as linhas podem ser oblíquas (exemplo a);
A localização do ponto de cruzamento, isto é, os quatro braços da cruz
podem ser desiguais (exemplo b);
Um ligeiro deslocamento que se produz quando a criança desenha a cruz,
traçando uma das linhas com um só traço, mas a outra dos dois traços chegando
ou partindo da primeira, sem ajustá-las perfeitamente (exemplo c).
O modo de execução: não se considera a deformação devida à maneira de
execução parcelar (exemplo d).
Figura 2 (Quadro 2 das Tabelas de Correção)
Critério de bom êxito: o cruzamento é nítido.
Não se leva em conta:
A orientação: o grau de obliqüidade não deve ser considerado (exemplo a);
A localização do ponto de cruzamento: os quatro braços da cruz podem ser
desiguais (exemplo b);
A descontinuidade eventual do traçado (exemplo c);
O modo de execução: é indiferente que a criança trace as duas linhas com
um só traço ou que ela as fragmente em três ou quatro segmentos, ou que ela una
dois ângulos pelo vértice (exemplo d).
Figura 3 (Quadro 3 das Tabelas de Correção)
Critério de bom êxito: os quatro ângulos são retos, aproximadamente
(exemplo a e d).
Não se leva em conta a eqüilateralidade (exemplos b e c).
Figura 4 (Quadro 4 das Tabelas de Correção)
Critério de bom êxito: a secância dos dois círculos e a orientação do
conjunto são suficientemente respeitadas (os dois círculos não estão desenhados
um em cima do outro).
Não se leva em conta:
A imperfeição do círculo: podem não ser perfeitamente redondos (exemplos
b, c, d) ou não perfeitamente fechados (exemplo a);
A desigualdade dos dois círculos (exemplo d).
Figura 5 (Quadro 5 das Tabelas de Correção)
Critério de bom êxito: a orientação do quadrado aberto é correta (aberto
para o alto); a reta é tangente, mas não pela sua extremidade, no ângulo inferior
direito; uma ligeira secância (exemplo c) ou uma ligeira separação (exemplo d) são
toleradas.
Não se leva em conta:
A imperfeição dos dois ângulos (exemplos a, b);
A proporção da tangente em relação ao quadrado: ela pode ser
proporcionalmente mais curta ou mais longa do que o modelo (exemplo a, b);
O modo de execução: a tangente pode ser obtida partindo do ângulo para
uma direção, depois para outra (exemplo b). Não se leva em conta uma leve
deformação devida ao modo de execução parcelar.
Figura 6 (Quadro 6 das Tabelas de Correção)
Critério de bom êxito: os dois círculos são desenhados um sobre o outro;
uma ligeira secância ou uma ligeira separação são toleradas (exemplo c, d).
4
Não se leva em conta:
A imperfeição dos círculos: podem não ser perfeitamente
(exemplos a, c, d) ou não perfeitamente fechados (exemplo a);
A desigualdade dos dois círculos (exemplo a).
redondos
Figura 7 (Quadro 7 das Tabelas de Correção)
Critério de bom êxito: o quadrado repousa sobre a ponta, os quatro ângulos
são nítidos.
Não se leva em conta:
A eqüilateralidade;
A igualdade dos ângulos.
OBS: Nenhuma das cópias dadas como exemplo (corretos) possui seus ângulos e
seus lados iguais.
Figura 8 (Quadro 8 das Tabelas de Correção)
Critério de bom êxito: o retângulo é correto (seus lados horizontais são
nitidamente maiores que os verticais); as duas cruzes são reproduzidas de maneira
suficientemente correta para que a estrutura seja reconhecível.
Não se leva em conta:
A imperfeição dos ângulos (exemplo d);
A descentração ou a não-coincidência dos cruzamentos (exemplos a, b);
Um ajustamento imperfeito das diagonais aos ângulos;
O modo de execução: é indiferente que a criança trace as medianas e as
diagonais com um só traço ou que ela trace segmentos que se unam ao centro ou
que se irradiam a partir de um ponto central (exemplos b, c, d).
Figura 9 (Quadro 9 das Tabelas de Correção)
Critérios de bom êxito: a figura inferior é um triângulo; a figura superior é
um quadrilátero; os ângulos são nítidos; as duas figuras são figuras nitidamente
superpostas; o ponto da tangência é respeitado. Uma ligeira seqüência ou uma
ligeira separação são toleradas (exemplo d).
Não se leva em conta:
A desigualdade dos ângulos e dos lados do quadrado (exemplo a, b, c, d);
A desigualdade dos dois lados iguais do triângulo (exemplo b);
A descentração relativa das duas figuras: o centro de uma pode ser
deslocado para o centro da outra (exemplo b).
D) TIPOS DE FRACASSO POR FIGURA EM CADA IDADE:
Em nossa prova de organização grafo-perceptiva, a nota é obtida pela
cotação “tudo ou nada” para cada cópia.
Poderíamos evidentemente, como em nosso teste adaptado de Bender,
graduar a anotação em função do grau de sucesso.
Se assim não fizemos, foi porque não era fácil estabelecer para todas as
figuras uma progressão nitidamente genética, a única que nos satisfez plenamente.
Não renunciamos definitivamente a quantificar os graus de sucesso.
Se a ela renunciamos no momento, não queremos perder, todavia, o
benefício de uma análise qualitativa que dá ao diagnóstico individual seu pleno
valor.
Figura 1
- 4 anos: O fracasso é bastante raro (aproximadamente 20% dos indivíduos).
Manifesta-se:
Pelas garatujas: a figura não é reconhecível;
5
Pelas linhas mais ou menos numerosas que não se cruzam completamente
ou cujo cruzamento não é claro.
4 anos
- 5 anos: O fracasso é completamente excepcional. É do mesmo tipo que aos 4
anos.
- 6 anos: Não há mais fracasso.
Figura 2
- 4 anos: Quase metade das crianças que fracassam:
Um terço fracassa por garatujas (tipo a);
Um terço desenha linhas (em número de 2, 3 ou 4) que são totalmente
separadas umas das outras (tipo b).
4 anos, b
Um terço desenha linhas que não se cruzam; contíguas, elas formam outras
figuras que não as do modelo (tipo c).
4 anos, c
- 5 anos: Há apenas um quarto de casos de não êxito:
A maioria dos fracassos é do tipo b de 4 anos;
Os outros pouco numerosos provêm de uma falta de ajustamento dos quatro
braços da cruz.
6
5 anos
- 6 anos: Os fracassos, muito raros, provêm de uma falta de ajustamento dos
quatro braços da cruz.
Figura 3
- 4 anos: A metade das crianças que fracassam desenha um círculo. Para as outras,
tentativa malograda de ultrapassar o círculo: há um só ângulo, dois ou três. Os
demais lados são freqüentemente muito sinuosos.
4 anos
- 5 anos: O tipo de fracasso de 4 anos não se encontra mais, praticamente. Há
sempre tentativas de reprodução correta, mas os ângulos não são todos corretos.
5 anos
- 6 anos: Os fracassos são mais raros, mas subsistem numa proporção de mais ou
menos 25%. São do mesmo tipo que os fracassos das crianças de 5 anos.
Figura 4
- 4 anos: A grande maioria dos fracassos é devida a uma separação muito nítida
dos dois círculos. Às vezes, raramente, os círculos são tangentes (não há secância);
outras vezes, o desenho não vai além de garatujas.
- 5 anos: Não há mais garatujas. Os fracassos são devidos ou à separação dos dois
círculos, como aos 4 anos, ou então, mais freqüentemente, à tangência entre os
dois círculos.
- 6 anos: Não há, praticamente, mais fracassos. Os casos raros provêm da
tangência entre os dois círculos.
7
Figura 5
- 4 anos: A figura apresenta, para esta idade, grandes dificuldades. O bom êxito é
excepcional. Quase a metade dos fracassos provém de garatujas que não permitem
nem mesmo a identificação dos diversos elementos que a compõem. Os outros
fracassos provém:
Em parte (25% dos fracassos) de uma inversão (a 180° quase sempre) do
quadrado aberto, a reta respeitando ou não esta inversão (tipo a);
4 anos, a
Em parte (32%) de um deslocamento da reta que é ou totalmente separada
do quadrado aberto, ou então contígua ao quadrado, mas orientada diferentemente
do que mostra o modelo (tipo b).
4 anos, b
- 5 anos: A figura é bem executada por 43% das crianças. Não há praticamente
mais garatujas (menos de 10% de casos de fracasso). Os fracassos são do tipo A e
B de 4 anos, sem que haja uma predominância de um tipo sobre o outro.
- 6 anos: Não há praticamente mais fracassos (10%). Os casos raros provêm de
um mau ajustamento da reta em relação ao quadrado aberto sendo correta a
orientação. Não há mais inversão do quadrado.
Figura 6
- 4 anos: A figura é bastante difícil para esta idade, mas as garatujas são
completamente excepcionais. A dificuldade aparece sobre tudo na reprodução da
orientação vertical do conjunto. Em 60% dos casos de fracassos, são reproduzidos
um ao lado do outro e, freqüentemente separados (tipo a).
4 anos, a
8
A outra parte dos fracassos (37%) consiste num mau ajustamento dos
círculos um em relação ao outro; elas são, às vezes, muito secantes ou, na maioria
das vezes, nitidamente separados (tipo b).
4 anos, b
- 5 anos: O número dos fracassos diminui consideravelmente (30%).
Encontram-se em partes iguais fracassos do tipo A e B das crianças de 4
anos.
- 6 anos: Os fracassos praticamente desapareceram (8%); os que subsistem
provêm da dificuldade de reproduzir os dois círculos, um sobre o outro.
Figura 7
- 4 anos: A figura é muito difícil para esta idade. O sucesso é completamente
excepcional (5%). Os fracassos são principalmente de três tipos mais ou menos
igualmente representados:
Primeiro terço de fracassos círculos (tipo a);
Segundo terço: figura fechada, ainda muito próxima do círculo por seus
lados curvos, mas compreendendo um esboço de ângulo (tipo b).
4 anos, b
Terceiro terço: figura cuja orientação é muito mais próxima de um quadrado
assentado sobre um lado, sem que se possa, todavia, considerá-la como um bom
quadrado (tipo c).
4 anos, c
- 5 anos: Na grande maioria das crianças há uma tentativa de reprodução dos
ângulos. Os fracassos são, entretanto, ainda em número muito importante.
O tipo mais freqüente corresponde ao tipo e de 4 anos, tende, contudo,
muito freqüentemente um bom êxito na figura reproduzida nesta orientação (a
cópia é um bom quadrado).
9
Existe, nesta idade, uma pequena porcentagem de fracassos que provém da
falta de coordenação entre a percepção correta da orientação e a reprodução dos
ângulos nesta orientação (tipo a).
5 anos, a
OBS: É este tipo de fracasso que se encontra muitas vezes entre crianças maiores
(7, 8 e mesmo 9 anos), que também possuem dificuldades específicas na
aprendizagem da leitura e da escrita.
- 6 anos: Um terço das crianças fracassam ainda nesta figura, mas nota-se entre
todas a percepção correta da orientação.
O fracasso origina-se muitas vezes de uma impossibilidade de reproduzir os
ângulos pela não-coordenação perceptivo-gráfica, mas sobretudo de uma falta de
nitidez de um de dois ângulos.
6 anos
Figura 8
- 4 anos: A figura é raramente bem executada (3%):
Para um terço dos fracassos aproximadamente: rabiscos, mas que,
freqüentemente, reproduzem o modelo (tipo a);
4 anos, a
Para uma metade do fracasso: figuras fechadas (círculos ou esboço de um
retângulo) que compreendem uma série de traços horizontais, verticais ou que se
irradiam de um ponto central, o qual também é representado, às vezes, na forma
de círculo (tipo b);
10
4 anos, b
Enfim, para 15% mais ou menos dos fracassos: retângulos (raramente
correto), com mediana vertical, sendo a mediana horizontal e as diagonais
substituídas por três ou mais traços horizontais (tipo c).
4 anos, c
- 5 anos: Os sucessos são raros, ainda que mais numerosos do que na idade de 4
anos (13%):
Para um quarto dos fracassos: retângulos (freqüentemente bem feitos) que
compreendem traços horizontais, verticais ou oblíquos (tipo a);
5 anos, a
11
Quase a metade dos fracassos são do tipo C de 4 anos havendo, entretanto,
melhor êxito no retângulo (tipo b);
5 anos, b
Para um terço dos fracassos: falta de ajustamento das diagonais em relação
ao ponto central (tipo c).
5 anos, c
Os rabiscos são completamente excepcionais.
4 ou 5 anos
- 6 anos: Quase a metade das crianças (46%) fracassa ainda nesta figura:
A maioria dos fracassos (mais da metade) é do tipo e de 5 anos; Os outros
são do tipo A e B de 5 anos.
12
Não há mais garatujas.
É preciso notar um tipo de fracasso muito raro, mas presente em todas as
idades, o que consiste num desdobramento da figura pelo desdobramento da
vertical mediana.
6 anos
Figura 9
- 4 anos: Nesta idade, jamais a figura é bem executada. Não se pode falar de um
tipo de fracasso, pois todas as formas estão presentes; há numerosos casos de
rabiscos. O esboço do sucesso (possibilidade de reconhecer o triângulo na cópia) é
excepcional (5%). Podemos registrar, todavia aproximadamente 40% de casos em
que o modelo é reproduzido sob forma de duas figuras fechadas desenhadas uma
sobre a outra, mais freqüentemente separadas que contíguas (tipo a).
4 anos, a
- 5 anos: Os fracassos continuam ainda muito numerosos (+ ou – 80%).
As garatujas persistem em 10% mais ou menos dos casos de fracasso.
Para um terço dos fracassos; duas figuras desenhadas uma sobre a outra,
sendo para que a figura inferior adota uma forma alongada no sentido horizontal
(tipo a);
5 anos, a
Para 40% dos fracassos: esboços de sucessos; cada uma das duas figuras (o
triângulo e o quadrado) podendo ser mesmo completamente correta; o erro está na
sua posição relativa (tipo b).
13
5 anos, b
- 6 anos: Mais da metade das crianças tem bom êxito na figura, nessa idade. Os
fracassos são em grande parte do tipo B de 5 anos, com sucesso mais freqüente e
mais nítido para cada uma das duas formas.
6 anos
E) POPULAÇÃO DE PADRONIZAÇÃO:
A população de padronização foi recrutada em duas escolas maternais de
Paris (14º distrito) (1).
As crianças foram examinadas na escola. Apresentamos abaixo a tabela das
idades (tabela I).
TABELA I:
Distribuição das crianças por idade e por sexo
M
Número de indivíduos
39
Idade média
4;
Q3
4;
Me
4;
Q1
4;2
F
34
4;
3;11
4;1
4;2
M
38
5;
4;11
5;
5;1
F
35
5;
4;10
5;
5;2
M
35
6;
5;11
6;
6;1
F
29
6;
5;11
6;
6;1
4 anos
5 anos
6 anos
Padronização:
A tabela II apresenta o número de figuras bem feitas em cada tabela (valor
mediano e valores quantia).
A tabela III dá a padronização do nosso teste.
Constata-se tanto em uma tabela em progressão muito nítida com a idade,
não somente os valores medianos, mas também as curvas de distribuição que
apenas se justapõem de uma idade a outra.
Para a comparação dos sexos, não se constata diferença notável na
tabela II. Em compensação, na tabela III notamos uma superioridade nítida do
sexo masculino, que vai diminuindo com a idade.
14
TABELA II: Números de figuras bem executadas em cada idade
4 anos
5 anos
6 anos
M
Q3
2
Me
2
Q1
4
F
1
2
3
M
3
5
6
F
2
5
6
M
7
8
8
F
7
8
8
TABELA III: Padronização
M
Q3
3
Me
4
Q1
11
F
1
3
7
M
8
13
21
F
7
13
18
M
22
28
30
F
20,5
26
29,5
4 anos
5 anos
6 anos
Limitaremos-nos apenas à confrontação, reservando para um estudo
superior a análise detalhada dessas diferenças e da respectiva interpretação.
No momento, entretanto, podemos efetuar uma análise comparativa dos
resultados dos meninos e das meninas, em cada idade, levando em conta as figuras
bem executadas.
Aos 4 anos, o bom êxito dos meninos se refere às figuras n° 1, 2, 3, 4, 6;
72% dentre eles são bem sucedidos pelo menos em duas e no máximo em quatro
figuras. Somente 52% das meninas triunfam em, pelo menos, duas e no máximo
em quatro figuras. Seus sucessos referem-se às figuras n° 1, 2, 4 e 6, isto é, às
duas figuras mais fáceis (n°1 e 2) e às duas figuras que contêm círculos. O bom
êxito do quadrado é muito excepcional (7%).
Aos 5 anos, continuamos a encontrar entre as meninas esta combinação (n°
1, 2, 4 e 6) em 75% dos casos em que somente quatro ou cinco figuras são bem
feitas, ao passo que ela existe em apenas 50% dos casos em que o sucesso
compreende quatro ou cinco figuras, quando se trata de meninos (encontra-se
muito freqüentemente entre eles o bom êxito nas figuras n° 3 e 5).
Aos 6 anos a diferença entre meninos e meninas diminui consideravelmente:
os fracassos referem-se às três ultimas figuras, as mais difíceis.
Além do estudo dos sucessos diferenciais entre meninos e meninas - número
e formas dos modelos bem executados em cada idade - será preciso procurar se há
um tipo de fracasso mais característico para cada sexo em cada idade. É pelo
confronto desses dados que contamos abordar a interpretação da superioridade dos
meninos sobre as meninas.
É preciso lembrar, contudo, que esta superioridade no domínio da
organização perceptiva do espaço foi freqüentemente verificada e que nós mesmos
a encontramos nos indivíduos de 6 a 14 anos na prova adaptada de Lauretta
Bender.
15
TABELAS DE CORREÇÃO
16
Quadro 1
Correto
Incorreto
17
Quadro 2
Correto
Incorreto
18
Quadro 3
Correto
Incorreto
19
Quadro 4
Correto
Incorreto
20
Quadro 5
Correto
Incorreto
21
Quadro 6
Correto
Incorreto
22
Quadro 7
Correto
Incorreto
23
Quadro 8
Correto
Incorreto
24
Quadro 9
Correto
Incorreto
25
CARTÕES - MODELO
26
Figura A
Figura 1
Figura 2
27
Figura 3
Figura 4
Figura 5
28
Figura 6
Figura 7
Figura 8
29
Figura 9
30
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