Relatório Anual 2002

Propaganda
Relatório Anual 2002
Relatório Anual 2002
A AmBev é a quinta maior cervejaria
do mundo e a líder no mercado brasileiro
de bebidas com 68% de participação
em cervejas e 17% em refrigerantes.
A Companhia também é a quinta maior
engarrafadora Pepsi no mundo, além
de produzir e distribuir marcas líderes
como Gatorade e Lipton Ice Tea.
Ao longo dos últimos anos a AmBev
vem expandindo sua presença em outros
mercados sul-americanos, a saber:
Argentina, Venezuela, Uruguai e Paraguai
e, em 2003, estará marcando presença na
América Central e no Peru.
1
2
4
6
10
14
18
22
23
25
26
28
30
40
75
Destaques financeiros
Conhecendo a AmBev
Mensagem aos acionistas
Crescendo e aperfeiçoando nossos negócios continuamente
Pensando grande e atingindo nossos objetivos
Alavancando nossa escala e ampliando nossa liderança
Estratégia operacional
Cerveja Brasil
Refrigerantes Brasil
Internacional
Cultura AmBev
Gente
Balanço social e ambiental
Governança corporativa
Conselho de administração e diretoria
Análise do desempenho financeiro
Demonstrações financeiras
Informações ao investidor
Destaques Financeiros
R$ milhões
Demonstração do Resultado
Receita líquida
Lucro bruto
Despesas com vendas, gerais e administrativas
EBIT
Lucro líquido
Balanço Patrimonial
Caixa e aplicações financeiras
Ativo total
Financiamentos
Patrimônio líquido
Fluxo de Caixa e Rentabilidade
EBITDA
Margem EBITDA (%)
Investimentos
EVA
Retorno sobre o patrimônio líquido (%)
Informações por Ação (R$/mil ações)
Patrimônio líquido
Lucro líquido
Dividendos (ON)
Dividendos (PN)
Capitalização
Valor de mercado
Dívida líquida
Participação dos minoritários
Ações em circulação
ADRs
2002
2001
Variação %
02/01
7.325
3.984
1.933
2.051
1.510
6.526
3.159
1.784
1.376
785
12,3%
26,1%
8,4%
49,1%
92,5%
3.505
12.381
4.487
4.130
2.563
11.029
4.569
3.363
36,8%
12,3%
-1,8%
22,8%
2.710
37,0%
522
628
36,6%
1.990
30,5%
447
355
23,3%
36,2%
–
16,9%
76,9%
–
107,94
39,48
12,40
13,64
87,54
20,42
8,22
9,04
23,3%
93,3%
50,9%
50,9%
19.876
982
79
38.258
382,6
18.744
2.006
89
38.420
384,2
6,0%
-51,0%
-11,0%
-0,4%
-0,4%
Receita líquida
Participação no total (%)
Cerveja Brasil 76%
Refrigerantes 15%
Cerveja Internacional 5%
Outros 4%
EVA
R$ mm
628
355
284
204
99
Dividendos incluem pagamentos de dividendos e juros sobre o capital próprio.
Os somatórios podem não conferir devido aos arrendondamentos.
AmBev versus Ibovespa
00
01
02
EBITDA
AmBev
Ibovespa
15 de setembro de 2000 = 100
(data da listagem dos ADRs da AmBev)
Margem EBITDA (%)
EBITDA
28% 29%
37%
30%
2.710
150
1.990
100
1.505
903
50
0
Set 00
Brasileiros saboreando uma Skol
Beats durante um “agito”.
1 Relatório Anual AmBev 2002
Dez 01
O Guaraná Antarctica da
AmBev é o patrocinador
oficial da Seleção campeã
mundial de Futebol.
Dez 02
Todos no Brasil conhecem
a Tartaruga da Brahma
que contagiou a torcida
brasileira durante a Copa
do Mundo de 2002.
99
00
01
02
Exposição das marcas é
essencial para uma boa
execução no ponto-de-venda.
A estratégia de crescimento da Companhia está fundamentada
nos seguintes princípios: gerenciamento da receita, crescimento
do consumo per capita, melhoria da eficiência em distribuição e na
exploração das oportunidades rentáveis existentes no negócio de
refrigerantes. Paralelamente, atraímos e motivamos os melhores
talentos, e perseguimos continuamente maior eficiência em custos.
Mapa de nossas operações
Venezuela
Fábricas
Uma cervejaria
Capacidade instalada/ano
2,2 milhões de hectolitros
Volume de vendas 2002
1,3 milhão de hectolitros
Início das operações
1994
Paraguai
Fábricas
Uma cervejaria
Capacidade instalada/ano
0,3 milhão de hectolitros
Volume de vendas 2002
0,4 milhão de hectolitros
Início das operações
2001
Argentina
Fábricas
Uma cervejaria e uma
maltaria
Capacidade instalada/ano
2,5 milhões de hectolitros
Volume de vendas 2002
2,1 milhões de hectolitros
Início das operações
1994
Rede de distribuição
Gente
Pontos de venda
Visitas diárias a pontos de venda
Vendedores*
Distribuidores exclusivos terceirizados
Centros de distribuição direta
Produção
Vendas e distribuição
Administração central
* inclui força de venda direta e terceirizada
2 Relatório Anual AmBev 2002
1.000.000
365.000
13.000
500
44
Fábricas mistas
Cerveja
Cerveja e malte
Refrigerantes
Agua mineral
Maltarias
Materias primas
Fazenda do guaraná
Pesquisa e desenvolvimento de cevada
Brasil
Fábricas
33 unidades de produção de bebidas
Três fábricas de matérias primas
e uma maltaria
Capacidade instalada/ano
84,1 milhões de hectolitros de cerveja
e 38,0 milhões de hectolitros de refrigerantes
Volume de vendas 2002
58,0 milhões de hectolitros de cerveja
e 18,2 milhões de hectolitros de refrigerantes
Início das operações
Brahma e Antarctica foram fundadas
no ínicio de 1900
AmBev foi criada em julho de 1999
Uruguai
Fábricas
Duas cervejarias e duas
maltarias
Capacidade instalada/ano
0,7 milhão de hectolitros
Volume de vendas
0,2 milhão de hectolitros
Início das operações
2000
11.074
7.147
273
Nosso portfólio de marcas
Cerveja Brasil
Refrigerantes
Internacional
Principais Marcas
Principais Marcas
Principais Marcas
Skol, Brahma, Antarctica, Bohemia
Guaraná, Pepsi, Pepsi Twist, Gatorade, Ice Tea
Brahma, Patricia, Norteña, Ouro fino
As cervejas da AmBev – Skol, Brahma
e Antarctica – são líderes em
consumo, qualidade e preferência
junto aos consumidores brasileiros.
Elas ocupam a 3a, a 9a e a 19a
posições, respectivamente, entre as
marcas mais consumidas no mundo.
O Guaraná Antarctica é o líder de um
segmento em crescimento e uma das
maiores marcas de refrigerante do mundo.
A Pepsi tem um significativo potencial
de crescimento no Brasil, enquanto o
Gatorade e o Lipton Ice Tea são líderes
em segmentos de elevadas taxas de
crescimento, além de altas margens.
A marca Brahma é comercializada na
Argentina e na Venezuela. No Paraguai,
ela é vendida em conjunto com a marca
Ouro Fino. Nossas principais marcas no
Uruguai são Patricia e Norteña.
Participação de mercado
Participação de mercado
Participação de mercado
Fonte: Nielsen, média 2002
Fonte: Nielsen
Brahma 21,8%
Antarctica 12,5%
Skol 32,3%
Bohemia 1,8%
Outras 31,6%
Brasil 16,5%
Brasil 68,4%
Paraguai 22,1%
Venezuela 6,6%
Argentina 17,3%
Uruguai 46,6%
Receita líquida
Receita líquida
Receita líquida
R$ 5,5b
58m
R$ 1,1b
18m
R$ 396,3m
4m
EBITDA e margem EBITDA
EBITDA e margem EBITDA
EBITDA e margem EBITDA
R$ 2,4b
44%
R$ 184,4m
17%
R$ 40,7m
10%
de hectolitros
3 Relatório Anual AmBev 2002
de hectolitros
de hectolitros
Mensagem aos
acionistas
Atingimos resultados excepcionais em
pouquíssimo tempo e ainda há muito mais
a conquistar. Esses são apenas os primeiros
anos da AmBev. Em 1999, antes da fusão
que nos originou, Brahma e Antarctica
apresentavam um EBITDA anual combinado
de R$1 bilhão. A fusão gerou sinergias de
R$500 milhões, o que teria resultado em um
EBITDA teórico de R$ 1,5 bilhão.
Entretanto, registramos um EBITDA
de R$ 2,7 bilhões em 2002, apesar do
desaquecimento do mercado brasileiro
nos últimos anos, da baixa, porém
persistente inflação, e de um cenário
macroeconômico bastante volátil refletido
nas elevadas taxas de juros no Brasil e na
significativa depreciação do real frente ao
dólar americano.
justifica tal decisão, sob o ponto de vista
econômico. Paralelamente, nossos
distribuidores exclusivos têm recebido total
atenção e acompanhamento, de modo a
torná-los parceiros ainda mais capacitados
a nos apoiar no desenvolvimento de nossas
marcas. Ao invés de operarmos com três
redes de distribuição distintas, cada uma
com o portfólio de uma única marca, estamos
desenvolvendo uma rede multi-marca de
distribuidores, dedicados a trabalhar com o
portfólio completo de bebidas da AmBev.
Apesar do longo caminho que ainda
temos a percorrer, nossos resultados já
evidenciam os benefícios do gerenciamento
dos três portfólios de marcas sob as
melhores práticas em processos de vendas
e de distribuição. Convêm lembrar que de
forma a evitar a canibalização entre as
nossas marcas, as três forças de venda
estão sendo mantidas independentes,
cada uma delas responsável por uma
marca principal de cerveja.
Esse extraordinário desempenho é,
portanto, resultante da adoção de um
adequado objetivo estratégico, além
do foco na superação dos resultados.
A estratégia de longo prazo da AmBev tem
• Crescimento da rentabilidade do negócio
sido, e continuará sendo, fundamentada
de refrigerantes pela utilização das melhores
nos seguintes princípios:
práticas desenvolvidas para o negócio de
• Crescimento da receita líquida através do
cerveja. Temos um portfólio extremamente
gerenciamento de receitas e do aumento
forte: três marcas de cerveja com escala
do consumo per capita.
mundial, o segundo refrigerante mais
Continuaremos investindo em nossas
vendido no Brasil (Guaraná Antarctica),
marcas para consolidar nossa posição de
a Pepsi Cola e produtos líderes em
liderança e para aumentar, progressivamente, segmentos específicos de mercado.
o volume das marcas premium. Contando
Quanto maior for nossa força em
hoje com a preferência de 82% dos
refrigerantes, melhor será nossa distribuição
consumidores pelas marcas da AmBev,
para os pontos de venda, e maior a sinergia
possuímos uma sólida base que podemos
dos custos de distribuição para todo o
utilizar para expandir o consumo de cerveja portfólio AmBev. A inclusão de novos
em novas ocasiões. Com esse objetivo,
produtos de alto valor agregado, tais como
lançamos novos produtos como Skol Beats o Gatorade e a Pepsi Twist, vem
e revitalizamos marcas tradicionais como
incrementando ainda mais a rentabilidade
Bohemia, de modo também a satisfazer a
do negócio, que apresentou crescimento
demanda que identificamos por produtos
superior a 100% nos últimos dois anos.
premium. Sabemos quando as pessoas
Refrigerantes têm sido, e continuarão
bebem cerveja e quando não o fazem.
sendo, de grande importância estratégica
Mapeamos oportunidades para aumentar
para a AmBev.
o consumo per capita por região,
• Compromisso obsessivo na captura das
vizinhança, nível de renda e padrão de
oportunidades de redução de custos.
consumo. Continuamos a vislumbrar
Um dos pontos fortes da AmBev consiste
oportunidades de melhorias na cadeia de
no rígido controle que temos sobre custos.
valores da indústria, de modo a retermos
Já estamos entre os produtores mundiais
um maior percentual de participação,
de cerveja de menor custo, entretanto,
sem que haja aumento de preços aos
acreditamos que não há limite para a
consumidores acima da inflação. Muito
melhoria da nossa produtividade.
se progrediu em 2002, entretanto,
Por exemplo, criamos o Centro de Serviços
acreditamos que 2003 será ainda melhor.
Compartilhados (CSC) de modo a
• Aumento da eficiência da nossa rede de
centralizar atividades como logística,
distribuição. A característica mais complexa recursos humanos e finanças. Tal iniciativa
de nosso negócio é entregar três marcas de permitiu que as unidades de vendas e
cerveja para mais de um milhão de pontos
produção pudessem atuar com mais foco
de venda espalhados por todo o território
na operação, uma vez que não são mais
brasileiro. Nos últimos anos temos,
responsáveis por tais atividades. O CSC
continuamente,aperfeiçoado nossa rede de emprega tecnologia de ponta de modo
distribuição direta, principalmente nas
a garantir excelência no processo,
grandes cidades,onde a escala da operação podendo rapidamente incorporar novas
áreas de operação.
4 Relatório Anual AmBev 2002
Adicionalmente, ao longo de 2002,
antecipamos e tomamos as medidas
corretas para proteger a Companhia dos
efeitos da volatilidade do câmbio e das
flutuações das taxas de juros.
Esses princípios básicos são suportados
por pessoas talentosas, a gente AmBev,
pelos nossos processos proprietários e
pela maneira única com que fazemos as
coisas acontecerem.
A essência de nossa Companhia é,
e continuará sendo, nossa capacidade
gerencial, nossa cultura e a capacidade
sem paralelos de execução da nossa
gente. Selecionamos, treinamos e
acompanhamos, cuidadosamente,
jovens talentos. Somos todos confiantes
e exigentes. Somos motivados por um
agressivo sistema de remuneração
variável que estimula o desempenho,
a responsabilidade e o espírito
empreendedor. Todos na AmBev
estão focados em atingir resultados
sustentáveis de longo prazo. Rigidez
e disciplina financeira são componentes
da nossa cultura.
Somos uma empresa jovem onde a idade
média é de 29 anos. Entretanto, somos
um time com grande capacidade
gerencial. Os altos executivos participam
ativamente do processo de seleção
dos melhores profissionais no mercado,
cuidadosamente preparando a próxima
geração de líderes.
A nossa estratégia de crescimento tem
sido, e continuará sendo, focada no
Brasil, onde geramos a quase totalidade
do nosso resultado. Mantendo-se em
perspectiva o potencial de desenvolvimento
ainda existente, o Brasil continuará a ser
responsável pela maior parte do nosso
crescimento no curto e no médio prazo.
Nosso momento não depende de
aquisições. Não faremos aquisições
que diluam o valor da Companhia e
pretendemos manter um crescimento
real do nosso EVA (Valor Econômico
Adicionado) em pelo menos 15% ao ano.
Embora o crescimento da AmBev
independa de expansões internacionais,
estamos muito confiantes em nossa
capacidade de internacionalização,
se assim desejarmos, e analisaremos
criteriosamente qualquer oportunidade
de aquisição e/ou expansão na América
Latina. No Cone Sul, por exemplo, a
transação com a Quinsa foi concluída
recentemente, após a aprovação pelos
órgãos reguladores da concorrência na
Argentina. Existe uma lógica muita clara
e atraente para esta Aliança. Ela reforça
nossa posição nos mercados que já
atuamos bem como nos fornece uma
plataforma ainda mais forte para
5 Relatório Anual AmBev 2002
expansão na América do Sul.
Conforme aprendemos no caso da
Brahma com a Antarctica, a combinação
das forças entre estes dois negócios
proporcionará benefícios do ponto de
vista de receita e de custos. Não obstante,
espera-se que a combinação das
operações da AmBev e da Quinsa
no Cone Sul resulte em significativas
sinergias nas áreas de logística,
distribuição, produção e suprimentos.
Sinergias essas estimadas em 15-25%
do EBITDA. E isso é apenas o início.
O potencial dessa operação nos faz
antever o futuro de forma muito otimista.
Olhando à frente, as nossas operações no
Brasil ainda apresentam um significativo
potencial de crescimento: estamos em um
grande mercado, temos grandes marcas
distribuídas por uma fantástica rede de
distribuição e, acima de tudo, contamos
com a gente AmBev para fazer as coisas
acontecerem. Estar no Brasil também
significa estar exposto à volatilidade
econômica no curto prazo. Mas esse
ambiente não é novidade para a AmBev.
Temos gerenciado situações semelhantes
por mais de dez anos e, com certeza, já
passamos por tudo o que é possível e
imaginável. Nossos administradores já
demonstraram, ao longo dos anos, sua
capacidade de continuar criando valor
mesmo sob circunstâncias adversas.
Hoje já somos uma das maiores
Companhias de bebidas do mundo.
Porém, o que realmente buscamos, é ser
a Companhia mais rentável. Crescemos
nossa margem de EBITDA de 29% em
2000 para 37% em 2002, e ainda há
espaço para melhorarmos. Queremos ser
os melhores, e não vemos qualquer razão
para que a AmBev não seja referência
internacional da indústria mundial de
bebidas sob a ótica da rentabilidade.
Magim Rodriguez Junior
Diretor Geral
Enfim, a AmBev tem a cultura, o
posicionamento estratégico e gente
capazes de assegurar uma trajetória
vencedora. Aqui, os desafios são
elevados, propiciando, continuamente,
a busca pela superação e pela excelência.
Quanto mais atingimos mais queremos.
Marcel Herrmann Telles
Co-Presidente do Conselho de Administração
Victorio Carlos De Marchi
Co-Presidente do Conselho de Administração
Crescendo e aperfeiçoando…
Na sede da Companhia uma equipe da AmBev discute
como desenvolver o posicionamento das nossas marcas.
A preferência de 82% dos consumidores pelas marcas
da AmBev proporciona uma forte base, a partir da qual
se pode expandir o consumo, desde a forma tradicional,
a “cervejada”, até novas ocasiões.
6 Relatório Anual AmBev 2002
… nosso negócio continuamente
Consumidores saboreando uma Bohemia durante um
happy hour. A participação de mercado da Bohemia mais
que triplicou em 2002, passando de 0,6% para 2,1%. Seu
posicionamento no segmento superpremium faz com que
seu preço seja 25% superior às outras marcas.
7 Relatório Anual AmBev 2002
Crescendo e aperfeiçoando nosso negócio continuamente
A AmBev é líder em um dos maiores e mais atraentes mercados
de cerveja do mundo. Através de políticas prudentes e disciplinadas
na área operacional e financeira, estamos todos empenhados na
obtenção de resultados sustentáveis de longo prazo. Investimos
nosso tempo e criatividade no desenvolvimento de vantagens
competitivas em áreas que nossos concorrentes não conseguem
nos copiar. Além disso, temos um histórico de realizar o que todo
mundo acredita ser impossível.
Na AmBev, jamais tiramos o “pé do acelerador” e o “olho da bola”.
Desenvolvendo nossas marcas
A Skol é a marca de cerveja número um
do Brasil. É leve, jovem, ousada e inovadora.
É uma marca para jovens adultos que
sabem aproveitar a vida. Acreditamos no
desenvolvimento contínuo das nossas
marcas de modo a mantê-las no topo e em
destaque no longo prazo.
Para manter a Skol jovem e nos aproximarmos
ainda mais dos nossos consumidores,
desenvolvemos grandes eventos musicais
como o Skol Beats – o maior festival de
música eletrônica da América Latina – e o
Skol Spirit – festas na praia que evocam o
espírito de Ibiza.
Desenvolvemos também estratégias
buscando o crescimento do consumo per
capita das nossas marcas, bem como
desenvolvemos novas ocasiões para as
pessoas beberem nossos produtos. A maior
parte da cerveja no Brasil – cerca de 70% do
volume – é comercializada em garrafas de
600 ml. Isso combina com a maneira através
da qual os brasileiros tradicionalmente
bebem cerveja, ou seja, dividindo uma
garrafa entre um grupo de amigos.
em uma ocasião na qual ela não estava
presente, a “balada noturna”. A Skol Beats
é dirigida aos jovens adultos que vão à festas,
danceterias, e outras ocasiões onde as
bebidas destiladas ainda predominam. Essa
cerveja vem numa garrafa inovadora de 330
ml que se adapta perfeitamente à palma da
mão do consumidor. É um produto que diz
algo sobre quem bebe. É uma cerveja que
impõe sua marca.
A Skol Beats é um produto inovador com
teor alcoólico mais elevado, menos amargor
e nenhum “sabor residual”, que foi lançado
objetivando expandir o consumo de cerveja
O design único da garrafa
da Skol Beats combina
perfeitamente com uma
“balada”.
Através do mapeamento de dados sobre o
consumidor, o departamento de marketing da
AmBev está sempre rompendo paradigmas e
inovando com o desenvolvimento de novas
ocasiões para o consumo de cerveja. A Skol
Beats, lançada em novembro de 2002,
exemplifica esse esforço.
8 Relatório Anual AmBev 2002
Consumidores saboreiam a nova
Skol Beats, disponível em casas
noturnas exclusivas.
Excelência na execução
significa garantir que os
produtos da AmBev
estejam disponíveis na
embalagem correta, no
lugar certo e na hora certa,
“estupidamente gelados”.
Oportunidades de mercado
Estima-se que nos próximos cinco anos mais
de um terço do crescimento dos lucros
mundiais da indústria de cerveja virão da
América Latina. Felizmente, temos a
oportunidade de operar num mercado em
crescimento. Não obstante, possuímos uma
posição privilegiada por termos marcas muito
fortes e que foram criteriosamente
posicionadas junto a diversos públicos
através de investimentos dirigidos e
eficientes. Enfim, ficamos entusiasmados
com tantas oportunidades de expansão para
a Companhia. E quanto mais trabalhamos
para fazer o negócio crescer, mais
oportunidades encontramos à nossa frente.
O Brasil é o quarto maior mercado mundial
de cerveja, apesar desta representar apenas
10% de share do estômago do brasileiro.
O consumo per capita no Brasil é baixo, 50
litros de cerveja/ano, equivalente ao 29o lugar
na classificação mundial. Essa é mais uma
das oportunidades para as cervejas
superpremium.
A maior parte do consumo de cerveja no
Brasil ocorre durante os finais de semana,
quando grupos de amigos se encontram
para uma “cervejada”. Isso é bom, e nós
trabalhamos arduamente para assegurar a
proteção desse segmento de vital
importância. Entretanto, também estamos
utilizando nossas técnicas de marketing para
mostrar a esse público que existem outras
ocasiões para se beber cerveja.
Estamos introduzindo novas marcas para
atender novas demandas, e desenvolvendo
marcas antigas em novos formatos. A Skol
Beats e a Bohemia são ambas focadas no
segmento de maior margem - superpremium
- de modo a incrementar a nossa
Share do estômago
Composição do preço ao
consumidor
% do total
% do preço ao consumidor – Cerveja Brasil
Água engarrafada 15%
Suco10%
Cerveja 10%
Água de torneira 34%
Refrigerantes carbonatados 14%
Outros 17%
lucratividade. Revitalizada no início de 2001,
a Bohemia obteve quase 3% de participação
de share de valor. Estamos investindo para
aumentar o segmento superpremium em
20% ao ano.
Existem outras oportunidades para ampliar
a lucratividade do negócio, além de vender
mais cerveja. Estamos otimizando o mix do
portfólio, migrando progressivamente nossos
volumes para marcas com maiores margens.
Demos às nossas equipes de vendas a
tecnologia necessária para maximizar nossa
participação na cadeia de valor da indústria,
bem como ajudar os varejistas a vender mais
os nossos produtos.
Estamos simplificando a distribuição e
melhorando a eficiência, priorizando a
distribuição direta em algumas áreas e
transformando as nossas redes de
distribuicão em multi-marca, de modo a
aprimorar o gerenciamento do nosso portfólio.
Distribuidores 10%
Fabricante 31%
Impostos 27%
Varejo 32%
Lucratividade é o que torna o negócio
sustentável. Nossa meta é aumentar o Valor
Econômico Adicionado (Economic Value
Added - EVA) da AmBev em no mínimo 15%
ao ano em termos reais com um retorno
sobre o patrimônio líquido de 20% ao ano.
Nos últimos cinco anos, a nossa taxa
composta de crescimento de EBITDA foi em
média 22,3% ao ano em termos reais e, em
2002, foi de 25%. O retorno sobre o
patrimônio líquido durante o mesmo período
foi em média de 23,7%.
Nossa política tem sido marcada pela
disciplina e pela prudência financeira, em
vista do nosso foco no crescimento e no
aperfeiçoamento contínuo do nosso negócio.
Para continuarmos nos aperfeiçoando, por
exemplo, nosso Centro de Serviços
Compartilhado foi organizado por processos,
e não mais pelo antiquado modelo
departamentalizado. Isso garante sermos
rápidos e ágeis na entrega de produtos e
serviços a nossos clientes através de um
único ponto de contato para qualquer
assunto operacional.
Centro de serviços
compartilhados – Processo
de cobrança
Pedido do cliente
Emissão
da Nota
Entrega
Contas
a receber
Monitoramento
de performance
Foco no cliente
Monitorar o pedido de um cliente em uma única
unidade de negócio, de modo a garantir que o
pedido seja recebido, a nota emitida, entregue e
processada pelo contas a receber.
Mercado superpremium
% do total de mercado em cada país
Fonte: Euromonitor
Evolução da Bohemia
no mercado
Participação de volume
28
Participação de valor
3,0
17
2,5
2,0
12
1,5
8
6
1,0
0,5
Fonte: Nielsen
9 Relatório Anual AmBev 2002
Dez
02
Equipe de refrigerantes aprova
o novo comercial do Guaraná
Antarctica, o refrigerante
original do Brasil.
Portugal
Jul
02
Espanha
Jan
02
Argentina
Jul
01
EUA
Jan
01
Brasil
0
01-0061966_B_Port
4/12/03
1:56 AM
Page 10
Pensando grande…
…
Metas diárias são revistas por supervisores para aumentar
os desafios da nossa equipe de vendas. Esse desafio
diário fez com que as nossas marcas conquistassem as
três primeiras posições do segmento de cervejas. Nossas
metas de vendas incluem o gerenciamento de receitas e a
conquista de novos canais de distribuição. Pensar grande
é a forma que encontramos para desafiar nossa gente a
alcançar o impossível.
10 Relatório Anual AmBev 2002
11 Re
Arquivo: AMB01_PAGES 01_15_FINAL_B
100%
PANTONE Cool Gray 10 CV
80%
60%
50%
40%
20%
10%
05%
4%
3%
2%
1%
… e atingindo nossos objetivos
Nossa execução nos pontos-de-venda está entre as melhores
considerando o universo das maiores empresas de consumo do
mundo. Utilizando sistemas proprietários, propostas de venda são
feitas sob medida para pontos-de-venda específicos. Alcançamos
essa precisão com uma equipe de 13.000 vendedores, atendendo
um milhão de pontos-de-venda em todo o Brasil, e oferecendo um
portfólio completo de bebidas líderes de mercado.
11 Relatório Anual AmBev 2002
Pensando grande e atingindo nossos objetivos
Faz parte da nossa cultura, do nosso jeito de ser, e do modo como
fazemos as coisas acontecerem por aqui. Pensamos grande,
sonhamos com o impossível, estabelecemos grandes desafios e
metas agressivas. E esperamos que nossa gente sempre atinja seus
objetivos. Quando as metas são cumpridas, elevamos o sarrafo
novamente. É isso que nos motiva.
Nunca estamos satisfeitos. Nossa gente trabalha como dona do
negócio, e nossa agressiva estrutura de remuneração faz com que
benefícios sejam compartilhados quando os objetivos da empresa
são alcançados. Caso isto não ocorra, todos nós sofremos.
Somos disciplinados, e quando nos comprometemos com algo,
entregamos o prometido.
As equipes da AmBev estão
comprometidas com um agressivo
plano de redução de custos.
A “guerra dos 20%” foi lançada após
a turbulência macroeconômica de
meados de 2002.
Alcançando nossas metas
Na AmBev, somos disciplinados e
cumprimos nossos objetivos não importa
quão difíceis possam ser. Todos na
Companhia têm metas individuais
relacionadas às metas corporativas, e todos
sabem o que a empresa espera dos
funcionários. Por exemplo, até 2002, nossa
meta era atingir uma margem EBITDA de
35%. Impossível, até que a batemos. Agora
temos uma meta ainda mais ambiciosa.
Outro exemplo: esse ano estamos cortando
custos nas diversas áreas da AmBev com uma
economia projetada entre R$150-200 milhões.
Todos na Companhia têm contribuições
individuais para alcançar essa meta.
A comparação com outros grandes
produtores de cerveja já nos coloca entre
as cervejarias mais produtivas do mundo.
Porém, ainda há lições que devemos
aprender. E nós as aprenderemos. Temos
trabalhado em conjunto com o governo
federal e os governos estaduais no sentido
de nivelarmos a tributação efetiva para toda
a indústria de bebidas, contribuindo com
soluções para reduzir a evasão fiscal.
Existe um senso de urgência em tudo o que
fazemos. Agimos rapidamente, porém com
responsabilidade. Estritos controles
financeiros estão na base de tudo e têm nos
permitido conquistar margens crescentes
ano após ano, apesar do ambiente
econômico altamente volátil. Enfrentamos
desvalorizações, inflação e incertezas,
pois essa é a realidade em que vivemos.
Nós compreendemos, administramos e
superamos essas situações de modo a
sempre bater nossas metas.
Forte execução no ponto-de-venda
é o resultado do planejamento diário
das metas de vendas.
Lucro e EBITDA por ação
LPA (R$/mil ações)
EBITDA por ação (R$/mil ações)
70,6
26,1
39,5
20,4
6,3
99
12 Relatório Anual AmBev 2002
51,8
39,0
12,2
00
01
02
Utilizando tecnologia
Usamos tecnologia proprietária para melhorar
nosso desempenho no ponto-de-venda.
Cada vendedor utiliza um computador palmtop contendo um novo algoritmo de vendas.
Tal algoritmo permite uma administração mais
eficiente dos preços, maiores vendas e uma
distribuição de um portfólio mais abrangente,
através da sugestão de soluções otimizadas
para cada ponto-de-venda.
O algoritmo sugere qual o melhor mix de
preço, produto e volume para cada
estabelecimento – e para a AmBev – com
base em dados atuais e históricos de
mercado. Isto significa administração de
categorias em um milhão de pontos de venda.
Mantendo toda a complexidade de decisões
de vendas no computador, o vendedor tem
mais tempo para vender e aperfeiçoar nossa
execução nos pontos-de-venda.
Outro projeto em implantação permite ao
vendedor fazer a transmissão remota de
informações comerciais, utilizando seu
palm-top conectado a um telefone celular.
Isso significa que o desempenho das
vendas de um estabelecimento pode ser
monitorado em tempo real, permitindo um
ajuste imediato de parâmetros comerciais.
Também significa que cada vendedor da
AmBev – todos os 13.000 – podem estar
nas ruas vendendo por uma hora a mais,
ao invés de retornar à base para processar
seus pedidos. Em última instância, são
13.000 horas de venda adicionais por dia.
Controle diário de garrafas
retornáveis sendo realizado na
fábrica para assegurar que as
necessidades de entrega dos
pontos-de-venda sejam atendidas.
Como a AmBev vai ao mercado
Fábrica
Brahma
Antarctica
Skol
Distribuidor
Terceirizado
Centro de
Distribuição
Direta
PDV
PDV
Consumidor
Consumidor
Nossas equipes de vendas visitam
365.000 pontos-de-venda
diariamente. Sistemas proprietários
permitem a sugestão do mix e
preços mais adequados para cada
ponto-de-venda.
Embaixadores de Distribuição AmBev
O Programa de Excelência da AmBev é um
manual de operações, atualizado anualmente,
e dirigido à nossa rede de distribuição – direta
e terceirizada exclusiva - estabelecendo
padrões de desempenho de qualidade
mundial. Os distribuidores que atingem um
excelente desempenho são reconhecidos
com títulos honorários. As honras mais
elevadas pertencem aos “Embaixadores”
da AmBev, distribuidores que mantêm por
três anos consecutivos o padrão de
excelência máximo, tornando-os parte do
grupo de parceiros mais admirados e
respeitados pela Companhia.
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
13 Relatório Anual AmBev 2002
Armando Antonio Rizatti – Rizatti, Franca (SP)
Armindo Carreto Pardal – Luzitana, Cuiabá (MT)
William Montefeltro – Pilila, Ribeirão Preto (SP)
Francisco Carlos Pinto – Casa Pinto, Alfenas (MG)
Basílio Fernandes de Barros – Nova Radar, Osasco (SP)
Carlos Alberto da Fonseca – Beer Garden, Caieiras (SP)
Vilmondes José de Souza – Cerbel, Goiânia (GO)
Odair Sala – Paulínia, Campinas (SP)
José da Costa Gomes Jr. – RGE, Montes Claros (MG)
José Eduardo Lang – Aeroporto, São Paulo (SP)
Francisco de Assis Pinto – Cervale, Ceres (GO)
Reinaldo Solera – Nova Era, Goiânia (GO)
Nelson Cagalli – Bradibel,Taguatinga (DF)
Mariela Carneiro Baptista – Cervantes, Montes Claros (MG)
Clair Caetano Carnevali – Serra Negra, Uberlândia (MG)
Mauro Carvalho Jr. – Colorado,Várzea Grande (MT)
José Alves de Souza Filho – Centro, Salvador (BA)
4
6
5
14
15
7 16
8
9
17
10
11
13
3
1
2
12
Alavancando nossa escala…
A eficiente fábrica da AmBev em Campo Grande, no
estado do Rio de Janeiro, é responsável por 20% da
produção da Companhia.
14 Relatório Anual AmBev 2002
… e ampliando nossa líderança
Skol Beats, o maior festival de música eletrônica na América
Latina, realizado em abril de 2002. Com 45.000 participantes
e os melhores DJs locais e internacionais, o evento foi um
enorme sucesso.
15 Relatório Anual AmBev 2002
Alavancando nossa escala e ampliando nossa liderança.
Tamanho conta, e pensar grande está no “DNA” da cultura AmBev.
O mercado brasileiro de cerveja é enorme e liderá-lo requer uma
operação com enorme força e escala. Força vem do rígido controle
sobre custos e do foco no resultado. A escala é necessária, pois esse
é um país continental. Somos tão grandes quanto devemos ser.
Porém, garantimos que somos eficientes.
Nosso tamanho e nossa localização
O Brasil é um dos maiores países do mundo
– tem aproximadamente o tamanho da
Austrália ou dos Estados Unidos continental.
Sua população de 172 milhões de habitantes
é predominantemente jovem e crescente.
É um país que pode se orgulhar tanto das
mega-cidades do século 21 como da Floresta
Tropical Amazônica. É um país tropical.
Quente. Você precisa beber sempre para se
refrescar. É o país da cerveja – o quarto maior
mercado de cerveja do mundo. Ou, mais
precisamente, o Brasil é caracterizado por
diferentes mercados de cervejas, cada um
deles com fortes preferências regionais.
Eficiência de distribuição
Direta canal supermercado
Direta bar e tradicional
Revenda
19
9
29
36
O custo de distribuição para bares e canais tradicionais no
Brasil é ainda elevado. Portanto, nosso objetivo é aumentar
a escala do sistema como um todo através da consolidação.
16 Relatório Anual AmBev 2002
O know-how da AmBev permite-nos atender
mais de 1 milhão de pontos-de-venda, em
média duas vezes por semana, utilizando
soluções logísticas inovadoras que vão de
pesados caminhões até canoas em rios.
Trata-se de uma habilidade única.
Gastamos R$1 bilhão por ano em
transporte e buscamos, continuamente,
formas alternativas para melhorar nosso
desempenho e reduzir nossos custos.
É um elo da cadeia de suprimentos no qual
podemos fazer grandes economias.
Estamos explorando alternativas ao
transporte rodoviário para grandes cargas
como por exemplo o transporte fluvial e o
ferroviário, sempre procurando por
melhores opções.
Custo de distribuição em R$ por hl em 2002
Direta todos os canais
Temos um portfólio de marcas para satisfazer
todas as preferências, onde quer que as
pessoas estejam, graças a uma eficientíssima
rede de distribuição, que é a parte mais
complexa do mercado brasileiro de bebidas.
Volume de revendas
% por distribuidor em 2002
Trimarca 16%
Bimarca 23%
Marca única 61%
Consolidar o sistema de distribuição não é apenas uma
questão de economia de escala. Um portfólio de três
marcas permite um melhor gerenciamento das mesmas.
O mercado brasileiro requer soluções
exclusivas e inovadoras de distribuição
para alcançar muitos e pequenos
pontos-de-venda.
Eficiência mensal nas linhas de
produção
2001
2002
84
82
80
78
76
74
72
Jan
Jun
Dez
Através dos esforços da AmBev para atingir níveis mundiais
de produtividade fabril, eliminamos 21 linhas e encerramos
as atividades em três fábricas de refrigerantes em 2002,
mantendo, no entanto, o mesmo volume de produção
de bebidas. Além disso, foi implantada auto-geração de
energia elétrica em quatro fábricas.
Liderança através de escala
A posição da AmBev no mercado brasileiro
de cerveja implica números fantásticos.
Mais de um milhão de pontos-de-venda.
Cerca de 70% de participação no mercado
em geral, sendo que, em determinadas
regiões e em alguns canais de venda, esse
percentual é ainda mais elevado. Uma força
de vendas mobilizando 13.000 pessoas.
A Skol sozinha detém um terço do mercado
brasileiro de cerveja. Esta participação é
maior que a soma da participação de todos
os outros concorrentes.
É um mercado desafiador e com
importantes barreiras de entrada para
novos competidores. Nós temos uma
das mais eficientes redes de distribuição
de produtos de consumo do país, operando
em um ambiente de elevada complexidade
logística, característica da predominância de
70% do volume em embalagens retornáveis.
Construímos e operamos no Rio de Janeiro
a maior fábrica de bebidas – cerveja e
refrigerantes – da América Latina.
Participação de mercado
Essa fábrica sozinha é responsável pela
produção de 20% dos nossos volumes.
Em refrigerantes, estamos em segundo lugar,
e temos a marca brasileira de refrigerantes
número um: o Guaraná Antarctica. Também
temos o segundo colocado no mundo entre
as marcas de refrigerante sabor cola e líderes
mundiais de bebidas em isotônicos e chás
gelados (ice teas).
Utilizamos nossas fortes marcas de
refrigerantes e outras bebidas para
maximizar nossa eficiência em distribuição,
e para aumentar nossa posição de liderança
nos pontos-de-venda. Quanto mais
produtos temos nos pontos-de-venda,
mais eficientes somos na redução dos
custos de distribuição.
Mapeando as fortes preferências
regionais pelas marcas líderes da
AmBev.
Cerveja Brasil – Média 2002
Fonte: Nielsen
Skol 32,3%
Molson 15,3%
Brahma 21,8%
Schincariol 9,6%
Antarctica 12,5%
Outros 6,7%
AmBev 68,4%
Bohemia 1,8%
Ranking das maiores marcas de cerveja
millhões de hl vendidos
Fonte: Impact Databank
45,8
41,2
30,9
25,5
22,4
22,3
19,8
18,8
16,7
Antarctica Pilsen
Brahma Chopp
Miller Lite
Coors Light
Asahi Super Dry
Heineken
Corona
Skol
Bud Light
Budweiser
9,1
Skol, Brahma e Antarctica,
as três principais marcas da
AmBev, estão posicionadas
entre as 20 marcas de
cerveja mais consumidas no
planeta.
17 Relatório Anual AmBev 2002
A maior cervejaria regional do mundo
A AmBev é uma cervejaria regional, apesar de
operar com escala global, sendo a 5a maior
cervejaria do mundo. Isso é possível pela nossa
liderança no Brasil, nosso principal mercado,
e o quarto maior mercado de cerveja no
mundo. No ano passado, produzimos 62
milhões de hectolitros de cerveja e 18 milhões
de hectolitros de refrigerantes. A soma desses
volumes nos torna a 9a maior companhia de
bebidas do mundo. Existem outras maiores,
entretanto, nós somos eficientes a ponto de
termos um dos menores custos de produção.
Cerveja Brasil
Estamos melhorando nossa execução
e gerenciamento de categoria em canais
como supermercados, através do
aperfeiçoamento da visibilidade e do
impacto de nossas marcas de cerveja,
bem como pela introdução dos nossos
freezers “sub-zero” de alta tecnologia.
O Brasil é o nosso principal mercado:
enorme, diversificado e desafiador. Cerca
de 90% dos nossos lucros vêm do mercado
brasileiro de cerveja, que ainda apresenta
um enorme potencial de crescimento.
O que faz o Brasil ser um mercado tão
atraente?
Tem uma alta taxa de crescimento
demográfico: a população adulta cresce a
0,8% ao ano, enquanto a população alvo
para a indústria de cerveja (18-35 anos),
está crescendo a 2,2%. Existem amplas
oportunidades para desenvolvermos novas
oportunidades de consumo de cerveja, e
além disso, o segmento superpremium
ainda é incipiente.
Esses novos freezers também estão
sendo implementados em canais mais
tradicionais, como bares e restaurantes.
Os brasileiros gostam de tomar cerveja
“estupidamente gelada” (resfriada até -5ºC)
e nosso programa de refrigeração estimula
os consumidores a beberem mais de
nossas marcas. Dos 10.000 refrigeradores,
quando o programa foi lançado em 1999,
chegamos a 118.000, no final de 2002,
Nossa estratégia geral para o segmento de
cerveja tem quatro pilares que são os
seguintes:
• Fortalecer nossa posição de liderança
• Desenvolver o segmento superpremium
1
• Crescer o volume do mercado através do
desenvolvimento do consumo per capita
• Melhorar a execução nos pontos-de-venda
2
5
e esperamos alcançar o dobro de unidades
colocadas nos próximos dois anos.
Desenvolver o segmento superpremium
Nos Estados Unidos, a categoria
superpremium representa cerca de 20%
do mercado de cerveja. Na Argentina,
representa cerca de 10%.
3
1 A cerveja Brahma é o
complemento perfeito
para o aperitivo nos vôos
da TAM.
2 A AmBev obtém uma
sólida execução no
ponto-de-venda através
do fornecimento de um
amplo portfólio de
bebidas.
4
Fortalecer a posição de liderança
Existe uma forte preferência do consumidor
pelas marcas de alta qualidade da AmBev.
Atualmente, essa preferência é de 82% –
bastante superior aos nossos 68% de
participação de mercado – e continua
crescendo. Estamos explorando
oportunidades para aumentar essa
preferência de modo a garantir crescimento
contínuo.
3 Cena de um popular
comercial de TV
mostrando como “com
Antarctica é mais
gostoso”.
4 O mascote da Brahma
posando com a Seleção
Brasileira de Futebol
campeã da Copa do
Mundo de 2002.
5 O nosso programa de
gerenciamento de
categoria no Wal-Mart
disponibiliza cerveja
gelada nos
supermercados para
consumo em casa.
6 Freezers especiais
Bohemia instalados em
muitos restaurantes
premium.
6
18 Relatório Anual AmBev 2002
No entanto, no Brasil, a cerveja premium
ainda representa menos de 6% das vendas
totais de cerveja. Essa é uma grande
oportunidade e estamos obtendo sucesso
nesse segmento altamente lucrativo através
do foco na marca Bohemia.
A Bohemia é uma marca que tem história –
foi a primeira cerveja a ser produzida no
Brasil (em 1853) com malte e lúpulo
importados de alta qualidade. Sua imagem
foi construída através de anúncios
sofisticados em revistas e material
promocional nos pontos-de-venda, o que
fez sua participação no mercado total de
cerveja saltar de 0,6% em janeiro de 2001,
para 2,1% em dezembro de 2002.
A edição especial de Bohemia, uma das
extensões da linha superpremium, vendida
em garrafas de 550 ml e disponível em
escala limitada, teve sua produção de dois
meses comercializada em apenas 15 dias,
com excelentes margens. Os volumes da
Bohemia cresceram aproximadamente
70% durante 2002.
Ao desenvolver esse segmento com a
Bohemia, também desencadeamos
notáveis aumentos em volumes de outras
marcas superpremium. Em 2002, a Brahma
Extra e a Antarctica Original cresceram
praticamente 30% em volume, sem
qualquer apoio promocional, ilustrando as
oportunidades que temos à nossa frente.
Crescer o mercado através de programas
de aumento do consumo per capita
Aumentar o tamanho do mercado é a
política adequada para garantir crescimento
sustentável – e existem muitas
oportunidades. Apesar do Brasil ser o
quarto maior mercado de cerveja do
mundo, está apenas no 29o lugar em
termos de consumo per capita.
Existem muitas ocasiões em que a cerveja
não é tradicionalmente consumida. A sua
participação no “estômago” do brasileiro é
Ocasiões de consumo de cerveja
“Agito”
Skol
jovens adultos
“Cervejada”
“Sabor
a comida”
1
Brahma
consumidores
de bebida
“Eu mereço”
Bohemia
segmento
superpremium
de apenas 10%. Identificamos novas
oportunidades de consumo que oferecem
possibilidade de alto ou médio crescimento
e podemos vincular uma marca da AmBev
a cada uma dessas oportunidades.
Uma dessas ocasiões é beber cerveja
durante as refeições, o que ainda não faz
parte da cultura do brasileiro. Estamos
trabalhando com parceiros do setor de
alimentação, buscando vincular as nossas
marcas de cerveja com a comida através
dos materiais de merchandising em pontosde-venda. A Brahma, por exemplo, está
trabalhando com diversas cadeias de fastfood, enquanto que a Skol está associada à
entrega residencial de sushi e marcas de
petiscos como Doritos.
19 Relatório Anual AmBev 2002
1 A estratégia de marcas
da AmBev é proteger a
“cervejada”, ou seja,
amigos que se reúnem
para tomar cerveja, e
também criar novas
ocasiões apropriadas
para o posicionamento
de cada marca.
O consumo em casa também é baixo.
Introduzimos o Chopp Express, que oferece
um sistema para tirar chopp Brahma super
gelado, utilizando um barril de 12 litros, para
festas ou reuniões familiares.
Ao passo que a maioria das combinações /
ocasiões de consumo utiliza as marcas já
existentes, introduzimos um novo e
empolgante produto que é a ‘Skol Beats’,
dirigida ao público adulto jovem que se
diverte nas baladas. Essa cerveja,
possuindo menos sabor residual e maior
teor alcoólico, foi lançada em uma
inovadora garrafa de 330 ml para melhor
inserção no conceito de “baladas”, atraindo
novos consumidores que freqüentam festas
noturnas e discotecas, onde a cerveja não é
usualmente bebida.
2 O Chopp Express foi
lançado em 2002 para
disponibilizar Chopp
gelado nas casas dos
consumidores para
festas e reuniões
familiares.
3 Serra Malte: a cerveja
especial dos mestres
cervejeiros do estado
do Rio Grande do Sul.
4 Original: outra pilsen
clássica da AmBev,
lançada em 1888.
5 Caracu: a cerveja escura
da AmBev, conhecida
por ser saborosa e
energética.
Maximizar nossa eficiência de distribuição
Atendemos um milhão de pontos de venda
em todo país através dos nossos centros
de distribuição direta e da nossa rede de
distribuidores exclusivos. A complexidade
da distribuição é uma das principais barreiras
de entrada para se atuar nessa indústria.
6 Brahma Extra: um
produto especial para o
conhecedor de cerveja.
7 A Antarctica Malzbier
é adocicada com
caramelo para aqueles
que apreciam uma
cerveja aromática
alternativa.
Estamos fortalecendo nosso desempenho
de vendas e de distribuição, criando equipes
especializadas para alguns canais específicos
de margens altas. Estamos permitindo
também aos distribuidores maximizar seus
lucros – e os nossos – ao adotarem uma
distribuição multi-marcas, mantendo, porêm,
equipes de vendas independentes para Skol,
Brahma e Antarctica.
Essa é uma tendência irreversível, visto que,
em 2002, cerca de metade das vendas totais
ocorreram sob o conceito de multi-marca,
incluindo ambos os sistemas de vendas direta e terceirizada - comparativamente a
2
20% em 2001 e “zero” em 2000.
Temos utilizado nossa experiência e
melhores práticas para ajudar nossas redes
de distribuidores a redimensionarem suas
forças de vendas, de forma a atender às
novas necessidades do mercado.
3
5
Ao mesmo tempo, estamos evoluindo com
a distribuição direta nas grandes cidades
onde a escala torna tal opção a mais lógica.
A distribuição direta, que hoje representa
cerca de 34% do nosso volume, pode nos
trazer consideráveis economias de custo.
4
6
Estamos continuamente aperfeiçoando a
execução em nossos pontos-de-venda,
com treinamento de nossos vendedores e
tornando mais fácil para eles concentrarem-se
no essencial, através de processos
proprietários e investimentos em tecnologia.
Somos fanáticos por excelência em
execução no ponto-de-venda, a saber:
disponibilizando nossos produtos no local
certo, na hora certa, no preço certo e na
temperatura adequada, além de contar com
correta exposição de material publicitário.
Fazendo isso, acreditamos direcionar para
os produtos da AmBev a opção de muitos
consumidores cuja escolha de consumo é
feita no ponto-de-venda.
7
Refrigerantes Brasil
EBITDA
Margem EBITDA (%)
EBITDA (R$ milhões)
16,8%
8,0%
184,4
77.7
01
1
2
1 Campanha publicitária
para Pepsi Twist
proporcionou rápida
aceitação pelo
consumidor.
Participação de
mercado atingiu 1,2% 3
em janeiro de 2003.
2 O Lipton Ice Tea lidera
o mercado com 45%
da preferência.
3 Com a rápida aceitação
no mercado da Pepsi
Twist, a AmBev lançou
a Pepsi Twist Light.
4 Gatorade, o isotônico
líder no Brasil, patrocina
eventos esportivos
radicais como o
mountain biking.
5 Ronaldo, a estrela da
seleção brasileira de
futebol, promove seu
refrigerante favorito
durante a Copa do
Mundo de 2002.
02
O mercado brasileiro de cervejas é enorme,
entretanto o mercado de refrigerantes é 50%
maior que o mercado de cerveja, em volume.
Refrigerantes são uma prioridade para nós,
uma vez que oferecem oportunidades reais
de crescimento com rentabilidade.
apoiado por símbolos brasileiros como a
Floresta Amazônica – único local de cultivo
da planta guaraná – e a seleção brasileira de
futebol, patrocinada pela AmBev desde
junho de 2001.
A AmBev tem sido parceira da Pepsi-Cola
no Brasil desde 1997. Através de um
acordo de produção e distribuição com
a Pepsi-Cola International, o Guaraná
Desde 2000, tratamos o segmento de
refrigerantes como uma unidade de
negócio independente. Com isso,
passamos a ter maior foco no segmento,
aumentamos nossa presença nos pontosde-venda e diluímos custos gerais de
vendas e de distribuição.
Ano passado, nós duplicamos a rentabilidade
do negócio através:
• da redução de descontos e da melhoria no
gerenciamento do portfólio de produtos –
em 2002 mantivemos nossa participação
de mercado estável, ao mesmo tempo que
diminuímos a diferença de preço entre
nossas marcas e a líder de mercado;
• do foco nas vendas diretas;
5
• da sinergia da infraestrutura de
distribuição e da tecnologia de vendas
do negócio de cerveja;
• do maior foco nas marcas premium, e de
maiores margens, como o Guaraná
Antarctica, a Pepsi e o Gatorade.
Antarctica foi lançado na Espanha, em Porto
Rico e em Portugal, aonde conquistou 1%
da participação de mercado de refrigerantes
em apenas 18 meses. Em 2002, foi também
relançado no Japão, aproveitando a onda da
Copa do Mundo de Futebol.
Como resultado desta estratégia, o EBITDA
de refrigerantes atingiu R$184 milhões
em 2002, um crescimento de 137% frente
a 2001.
Em janeiro de 2002, essa nossa parceria
com a PepsiCo trouxe o Gatorade – a bebida
esportiva isotônica líder no mundo – para o
nosso portfólio.
Nós temos a infraestrutura de distribuição
Atendemos mais de um milhão de pontosde-venda. Alavancar nosso complexo
sistema de distribuição é uma das melhores
oportunidades que temos para aumentar a
disponibilidade de produtos e a cobertura
do mercado. Isso nos ajuda a aumentar a
predominância e a exposição de nossas
marcas em cada ponto-de-venda.
4
Nosso crescimento futuro em refrigerantes
será baseado em três fatores: o mercado,
nossas marcas e a distribuição.
Além disso, quanto mais fortes somos no
segmento de refrigerantes, maiores são
as sinergias de custo de distribuição com
nossas marcas de cerveja, e melhor o
serviço que podemos oferecer ao pontode-venda, sendo um fornecedor mais
completo e eficiente.
Nós temos o mercado
Com praticamente um terço da população
com menos de 15 anos, a demografia do
Brasil garante o crescimento do mercado
de refrigerantes no longo prazo.
O mercado cresceu 5% em média por ano
nos últimos 5 anos. Ainda assim, o consumo
per capita é de apenas 66 litros por ano,
o que coloca o país num modesto 25º lugar
na tabela de classificação de consumo global.
Nós temos as marcas
O Guaraná Antarctica é uma mega
marca brasileira e o segundo refrigerante
carbonatado mais consumido do País.
Faz parte da nossa estratégia disseminar
o Guaraná mundialmente,
6 Guaraná Antarctica:
O original do Brasil.
6
20 Relatório Anual AmBev 2002
Internacional
Crescer de forma orgânica no Brasil é nossa
prioridade número um. Entretanto, a AmBev
está continuamente avaliando oportunidades
de expansão internacional na América
Latina, que possam adicionar valor aos
nossos acionistas.
Nossas operações internacionais – Argentina,
Paraguai, Uruguai e Venezuela – representam
5% de nossas vendas totais. Desvalorizações
cambiais, inflação e contrações do mercado
encobrem o progresso que temos feito em
nossos dois principais mercados
internacionais – Argentina e Venezuela.
Em 2002, nossa participação de mercado
na Argentina alcançou seu nível mais
elevado em todos os tempos: 17,3%.
E, apesar da situação econômica,
mantivemos nossas margens graças a um
rigoroso corte de custos. Na Venezuela,
nossa participação é agora de 6,6%.
Esperamos que as sinergias de custos
geradas pela operação sejam de 15%
a 25% do EBITDA combinado na região.
Essas sinergias serão resultado de um maior
poder de compra, menores custos
de transporte, otimização da administração
e compartilhamento das melhores práticas.
Sinergias de receitas também serão muito
relevantes em todos os países onde as duas
companhias estão presentes. A Quinsa
produzirá e comercializará as marcas de
cerveja da AmBev em seus mercados, e a
AmBev poderá comercializar as marcas de
cerveja da Quinsa no Brasil.
As duas companhias estão agora numa
posição financeira mais sólida e seu
posicionamento competitivo na região
é ainda mais forte. As perspectivas de
crescimento orgânico nos mercados em
que já atuamos aumentaram, assim como
nossa capacidade de expansão para novos
mercados na América Latina.
1
2
3
1 Quase 15% do volume
de vendas da Brahma
Chopp derivam dos
mercados sulamericanos, fora do
Brasil.
2 Norteña, cerveja
clássica do Uruguai.
3 Ouro Fino, marca
popular da AmBev
vendida no Paraguai.
4 Patricia, a marca
número um do Uruguai,
comprada pela AmBev
em 2001.
5 Promoção da Brahma
feita nas praias da
Argentina, com esporte,
música e happy hour
num ambiente jovem e
divertido.
21 Relatório Anual AmBev 2002
4
Na Venezuela, os volumes de venda
cresceram 13% apesar do declínio de 12%
do mercado causado pela instabilidade
política. As tendências positivas foram
resultado do lançamento da Brahma Light
no final de 2001, e da expansão da
distribuição direta, hoje responsável por
80% do volume vendido.
No Uruguai, onde operamos desde 2000,
as vendas em 2002 de US$11 milhões nos
deram uma participação no mercado de
cerveja de 46,6%. E, em nosso primeiro ano
completo de operações no Paraguai, vimos
nossa participação alcançar 22,1%.
Nosso sucesso internacional continuará
com mais expansões planejadas, através
de duas transações anunciadas esse ano:
Quinsa e CabCorp.
A aliança estratégica com a Quinsa foi
concluída em janeiro de 2003, logo após a
aprovação pelas autoridades reguladoras
da concorrência na Argentina.
A Quinsa é a cervejaria líder na Argentina, na
Bolívia, no Paraguai e no Uruguai, e possui
uma participação de 10% no mercado
chileno. É também a principal engarrafadora
Pepsi na Argentina e no Uruguai. As
operações da AmBev na Argentina, no
Uruguai e no Paraguai estão sendo
integradas às operações já existentes da
Quinsa. A combinação destes ativos
permitirá o desenvolvimento de uma das
mais eficientes companhias da região e a
oferta de produtos de alta qualidade aos
nossos consumidores.
5
Em outubro de 2002, demos nosso
primeiro passo além da América do Sul,
através de uma aliança com a CabCorp,
a principal engarrafadora Pepsi na América
Central. A CabCorp possui operações na
Guatemala, em Honduras, em El Salvador
e na Nicarágua. Essa transação nos
proporcionará acesso, com risco
minimizado, ao mercado de cerveja daquela
região. O projeto inclui a construção de uma
nova cervejaria na Guatemala, cujas
operações devem se iniciar no segundo
semestre de 2003.
Essa joint-venture combinará o know-how
da AmBev em produção, marketing e
comercialização de cerveja, com a
comprovada eficiência da CabCorp em
distribuição, e seu conhecimento do
mercado de bebidas da América Central.
O resultado é o surgimento de um novo e
forte competidor na região, que beneficiará
as duas companhias e os nossos
consumidores.
Cultura AmBev
A nossa cultura é única. É como fazemos
as coisas por aqui – é o que nos estimula e o
que estimula os negócios. Protegemos essa
cultura cuidadosamente e todos somos
responsáveis pela sua preservação e
disseminação. Baseada num conjunto de
princípios – amplamente conhecidos e aceitos
em toda a Companhia – nossa cultura é a
razão da nossa real competitividade; e é ela
que nos faz manter a liderança de mercado,
aumentar a lucratividade e reduzir custos.
Pensando grande
Pensar grande é a forma de alcançar o
impossível. Todos os dias, nós encorajamos
nossa gente a promover mudanças, buscar
resultados melhores e aperfeiçoar processos,
sempre guiados pela urgência que vem de
metas desafiadoras. Sempre queremos
mais. Acreditamos que as pessoas
desempenham melhor quando se sentem
desafiadas, e por isso desafiamos as
pessoas todo o tempo.
Com um ambiente ágil e
informal, e bônus atrelados
a metas de desempenho, a
gente AmBev é estimulada a
se comportar como dono.
Nossa equipe de vendas
é altamente motivada e
focada em resultados.
Foco nos resultados
Lucro é o driver de crescimento da empresa.
O aumento consistente e sustentável
do lucro é a única forma de gerarmos
oportunidades para a nossa gente.
Cada um de nós tem cinco metas ligadas
aos objetivos corporativos da AmBev,
e é responsabilidade de todos encontrar
o melhor caminho para alcançá-las.
No entanto, nunca sacrificaremos a
qualidade de nossos produtos e marcas
para alcançar melhores resultados. Ética e
transparência suportam tudo o que fazemos.
Uma empresa de donos remunerados
como tal
Nossa gente é motivada a trabalhar como
donos, não como executivos. Recompensar
o talento e as conquistas está no coração da
cultura AmBev. A AmBev é construída sob o
reconhecimento do mérito, e isso é aplicado
diariamente para todos os empregados.
Recrutamento e manutenção das melhores
pessoas
Essa é uma característica inerente à AmBev:
recrutar, educar, motivar e manter os melhores
profissionais. Diretores e gerentes estão
profundamente envolvidos no recrutamento
de nossa gente e todos os executivos,
incluindo o Diretor Geral, participam das
rodadas finais do processo de seleção.
Gostamos de trabalhar com as melhores
pessoas; melhores pessoas atraem grandes
22 Relatório Anual AmBev 2002
profissionais, num círculo virtuoso.
As pessoas de melhor desempenho
e potencial na AmBev participam do
nosso Plano de Compra de Ações, e são
responsáveis pela liderança da empresa.
Trabalhar duro e com entusiasmo
Estabelecemos metas difíceis para nós
mesmos. Isso não apenas coloca pressão
sobre nossos competidores, como resulta
em oportunidades, projetos e sucesso
maiores do que o tempo nos permitiria
realizar. É dever de todos estabelecer
prioridades e desenvolver vantagens
competitivas. Empregamos programas de
excelência em diferentes áreas de modo a
ajudar a nossa gente a fazer o melhor uso
de seu escasso tempo.
Lideramos pelo exemplo pessoal e pela
presença onde as coisas acontecem
Passamos muito tempo em campo
conversando com nossos clientes e com
as pessoas que estão na linha de frente.
Preferimos ver as coisas com nossos
próprios olhos para ter uma idéia melhor
do que realmente está acontecendo.
Não existem paredes internas em nossos
escritórios, o que reflete a maneira simples,
aberta e informal com que fazemos negócios.
“Tolerância zero” na preservação da nossa
cultura
Temos uma perfeita compreensão de que
a nossa cultura é nosso grande diferencial.
Por isso, somos totalmente comprometidos
em mantê-la, respeitando-a e praticando-a
com tolerância zero. Somos diferentes por
escolha e convicção. Essa paixão é o que
nos estimula a conseguir aquilo que outros
consideram impossível.
Atrair e treinar as melhores pessoas faz parte
dos nossos princípios
Gente
Remuneração Variável
A remuneração variável é uma poderosa
ferramenta para motivar e recompensar
o desempenho das pessoas na AmBev.
Nossa cultura baseada no mérito, no talento
e na competência, permite aos funcionários
que se destacam no alcance ou superação
de suas metas, a dobrarem sua
remuneração anual através de um agressivo
programa de remuneração variável. Esse
programa é baseado no desempenho
individual e coletivo e está diretamente
ligado ao crescimento do Valor Econômico
Adicionado (EVA) da Companhia.
Faixa etária da nossa gente
Participacão do total (%)
Menor que 21 4%
21 a 25 27%
26 a 30 30%
31 a 40 18%
Acima 40 20%
Considerando o destacado desempenho
da AmBev em 2002 – quando o EVA cresceu
aproximadamente 80% – 2.129 pessoas
tiveram seu desempenho reconhecido
através do pagamento de bônus pela
superação de desafios. 50% dos funcionários
que melhor desempenharam suas funções
receberam nove salários mensais, enquanto
os 10% melhores receberam 18 salários
mensais. A soma total distribuída, R$112,3
milhões, foi um recorde de todos os tempos
em se tratando de participação nos lucros.
A gente AmBev está continuamente
obcecada por resultados cada vez melhores.
Por isso encorajamos autonomia e
criatividade, de tal forma que nossos
funcionários se comportam como donos,
assumindo riscos calculados. E nesse
contexto, os bem sucedidos são
devidamente recompensados.
A Universidade AmBev
administra todos os
programas de treinamento
da Companhia, cruciais
para se atingir excelência
em performance.
A TV da Universidade AmBev treina
quase 13.000 vendedores com
programas transmitidos via satélite toda
semana. Os programas são reforçados
diariamente pelos supervisores.
23 Relatório Anual AmBev 2002
Plano de Compra de Ações
Profissionais de alto potencial, que
ultrapassam consistentemente suas metas,
são elegíveis ao Plano de Compra de
Ações. É dada a chance aos participantes
de usarem seus bônus para adquirirem
ações do plano a 90% do preço de
mercado, sendo obrigatório a manutenção
das mesmas por um período de no mínimo
cinco anos.
Universidade AmBev
A Universidade AmBev (UA) oferece o
treinamento necessário a nossa gente para
incrementar seu desempenho e agregar
valor ao nosso negócio. Todos os anos,
13.500 funcionários são treinados pela UA.
Em 2002 investimos aproximadamente
R$12 milhões, em cursos e em treinamento
no trabalho, para atualizar nossos
profissionais. A UA tem por objetivo
aperfeiçoar habilidades gerenciais em toda
a Companhia, além de motivar conquistas
individuais. Um exemplo é o MBA
Executivo, que desenvolve profissionais
de nível gerencial para todas as áreas de
negócios. Os estudantes revêem as
operações da AmBev e as comparam com
processos, resultados e culturas das
melhores empresas do Brasil e do mundo.
TV Universidade AmBev
A TV da UA é uma ferramenta de
treinamento à distância que funciona por
meio de um sistema seguro e fechado de
televisão, via satélite, interligando todas as
unidades de negócios da AmBev e a
maioria de nossos distribuidores. Em 2002,
oferecemos treinamento eficiente e
padronizado para cerca de 13.000
vendedores. Os treinamentos realizados
por nosso canal de TV são reforçados por
testes “online” para monitorar de perto o
processo de aprendizagem de cada
vendedor. Esta proximidade nos permite
detectar fraquezas e, portanto, agir para
fornecer programas de treinamento
individuais, assim como obter um feedback
sobre a qualidade dos programas de modo
a aperfeiçoar seu conteúdo.
Programa de Trainees
Desde sua criação em 1990, 460
profissionais foram recrutados por esse
programa. Quatro são atualmente altos
executivos da AmBev. Atualmente cerca de
60% dos participantes detém cargos
gerenciais e 40% têm posições
importantes. O programa foca na educação
e no desenvolvimento de jovens com alto
potencial. Em 2002, 37 foram selecionados
entre mais de 16.000 candidatos.
Seis Sigma
Em 1999, teve início a adoção da
metodologia Seis Sigma visando reduzir
o número de defeitos nos processos
industriais, de vendas e administrativos.
Os profissionais aprendem como resolver
problemas complexos com a ajuda de
ferramentas estatísticas e analíticas.
Em 2002, 82 ‘Green Belts’ foram treinados
para solucionar problemas de curto prazo.
Os ‘Black Belts’ são habilitados para
implementar o Seis Sigma após um programa
de treinamento de dois anos que, em 2002,
foi finalizado por cinco profissionais.
Programas de Excelência
O PEF (Programa de Excelência Fabril),
o PEV (Programa de Excelência de Vendas),
e o PEX (Programa de Excelência de
Distribuição) incentivam a produtividade
em toda a Companhia e na nossa rede
terceirizada de distribuição através do
estabelecimento de padrões, ferramentas
e métodos gerenciais. Unidades de
negócios competem umas com as outras
por prêmios e bônus. Prêmios foram
concedidos em 2002 para funcionários de
cinco fábricas e onze unidades de venda e
distribuição por seus respectivos destaques
em performance. Unidades de negócios
que se mantém em primeiro lugar por três
anos consecutivos recebem o título de
“Embaixador da Qualidade”.
O Programa de Excelência
de Distribuição estabelece
padrões mundiais de
desempenho para nossos
parceiros exclusivos para a
rede de distribuição direta.
Os participantes são
avaliados anualmente.
Nosso programa de
treinamento atrai milhares
de candidatos todos os
anos. Uma elevada
porcentagem desses
selecionados atinge
posições de gerência.
24 Relatório Anual AmBev 2002
Ranking do PEF 2002
Grupo A
Unidades Fabris no Brasil
1º Lugar - Agudos
2º Lugar - Lages
3º Lugar - Jacareí
4º Lugar - Minas / Contagem
5º Lugar - Jaguariúna
6º Lugar - Guarulhos
7º Lugar - Curitiba / Curitibana
8º Lugar - Nova Rio / Jacarepagua
9º Lugar - Sapucaia
10º Lugar - Jundiaí
11º Lugar - Montenegro / Estrela
12º Lugar - Aquiraz
Grupo B
Maltarias
1º Lugar - Maltaria Pampa
2º Lugar - Musa
Grupo C
Unidades Fabris Internacionais
1º Lugar - CCBA
2º Lugar - CCBP
Estrelas PEF
Gente & Gestão
Agudos e Guarulhos
Manutenção
CCBA
Segurança
Aumentamos com sucesso nosso foco no
gerenciamento da segurança no trabalho
durante 2002, de modo a reduzir o número
de acidentes nas fábricas e centros de
distribuição. Práticas de segurança foram
redefinidas, aumentamos o treinamento,
criamos uma rotina de visita e inspeção
além da implementação de auditorias de
segurança. Situações cotidianas de
trabalho foram analisadas e novos
procedimentos foram implementados aos
novos vídeos de treinamento, que também
incluem testemunhos de altos executivos e
de funcionários envolvidos em acidentes.
Centralizamos informações sobre causas
de acidentes e realizamos uma extensa
campanha de conscientização, usando
sinais de grande visibilidade em todas as
unidades de negócios. Essa campanha
visava encorajar o uso de equipamento
individual de proteção e alertar nossos
funcionários para o risco de acidentes
no trabalho, com ênfase na prevenção.
Nas fábricas, o índice de acidentes com
afastamento diminuiu 37% e a taxa de
gravidade 66%, enquanto que nos centros
de distribuição conseguiu-se uma redução
de 15% no segundo semestre de 2002.
Em 2003, serão desenvolvidas novas
campanhas para reforçar ainda mais a
segurança da nossa gente.
Logística
Agudos e Guarulhos
Meio Ambiente
Minas
Lages
Jacareí
CCBA
Maltaria Navegantes
Ranking do PEV 2002
Diretoria Regional:
Diretoria Regional 1 (RJ)
Áreas Comerciais:
1º Lugar - DF/TO
2º Lugar - MG Leste
3º Lugar - RJ
4º Lugar - MG Oeste
Centros de Distribuição Direta (CDD)
1º Lugar - RS
2º Lugar - BH
3º Lugar - Agudos
4º Lugar - Fortaleza
5º Lugar - RJ
6º Lugar - SP
A equipe da AmBev é cuidadosamente
recrutada e treinada. Mais de dois terços
de nossos funcionários recebem
treinamento no trabalho todos os anos.
Ranking do PECAT 2002
PECAT
1º Lugar - CAT São Paulo
Estrelas PECAT
Qualidade em serviços
CAT Rio e CAT Recife
Gestão de Ativos
CAT Goiânia
Balanço Social
e Ambiental
Alcançar resultados sustentáveis
de longo prazo inclui promover
responsabilidade social e ambiental
O Brasil é um país que combina ao mesmo
tempo alguns dos mais ricos recursos
naturais do mundo com amplas
desigualdades sociais. Como uma das
maiores empresas brasileiras, a AmBev tem
a responsabilidade de ajudar a preservar o
meio ambiente e de melhorar a qualidade de
vida de seus cidadãos, enquanto ajuda no
crescimento da economia. Consideramos
bem vinda a oportunidade de fazer a
diferença, e promovemos projetos que
tragam respeito por nossos funcionários,
nossos companheiros cidadãos e a
conservação dos recursos da Terra.
Sustentabilidade
A AmBev investiu mais de R$100 milhões
em programas ambientais e de controle
nos últimos dois anos. Oito de nossas
fábricas receberam os Certificados ISO
14001 da Bureau Veritas Quality, e todas
as nossas fábricas têm um Sistema
Ambiental de Controle (ECS - Environmental
Control System), estabelecido de acordo
com os padrões da ISO 14001 e na mesma
linha da política ambiental da AmBev.
Conduzimos verificações ambientais
corporativas anuais de cada ECS, e cada
fábrica tem um coordenador ambiental
responsável por garantir a conformidade
de nossa política ambiental.
Frutos de guaraná – extraídos
da Floresta Amazônica – são
o ingrediente principal do
refrigerante favorito do Brasil
– o Guaraná Antarctica.
Investimentos em meio ambiente
R$ milhões
60,0
56,2
35,9
25,4
14,8
98
99
00
01
25 Relatório Anual AmBev 2002
02
Todas as nossas fábricas têm Estações
de Tratamento Industrial de Efluentes,
totalizando a capacidade de tratamento de
200.000 m3 de rejeitos por dia – equivalente
ao tratamento básico de água para uma
cidade de 4,5 milhões de habitantes.
Também desenvolvemos algumas parcerias
para tratamento dos resíduos sólidos.
No total, nossa taxa de reciclagem para
resíduos sólidos é de cerca de 95%.
Aproximadamente 70% da nossa cerveja
é vendida em garrafas retornáveis, e a
celulose que resulta dos rótulos das
embalagens é usada na produção de
papelão. As cascas do malte, o extrato
de levedura e outros produtos decorrentes
da fermentação são usados na alimentação
de animais, na criação de peixes e na
indústria de laticínios. A eficiência ecológica
de nossas fábricas foi reconhecida em 2002,
quando três unidades – Paraíba, São Luís
e Santa Catarina – receberam prêmios
municipais ou estaduais relacionados com
a preservação do meio ambiente.
Reciclagem
A AmBev dá suporte a uma série de
programas de apoio à comunidades,
tais como a Recicloteca, em parceria com
a organização não governamental
Ecomarapendi. Em julho de 2002,
a Recicloteca começou um Programa
Solidário de Reciclagem equipando
cooperativas locais com prensas hidráulicas
e treinando pessoas para realizar a coleta
e o processamento de garrafas PET
recicláveis, papelões e latas de alumínio.
Com o uso das prensas, o lixo compactado
pode ser economicamente transportado
aos compradores.
As cooperativas que participaram do
programa venderam 47% mais materiais
recicláveis a um preço médio 74% superior.
O Programa também está ajudando a
desenvolver a indústria de reciclagem e a
reduzir o lixo.
Voluntariado
Nossos funcionários coletaram embalagens
PET e latas de alumínio no dia do Meio
Ambiente, em junho de 2002, em apoio a
entidades que distribuem cestas básicas
aos carentes. Com a ajuda de famílias e da
comunidade, mais de 152.000 latas e
72.000 garrafas PET foram coletadas. No
centro de distribuição de Florianópolis, por
exemplo, cada pessoa coletou em média
324 latas. Esse foi nosso primeiro projeto
voluntário e como resultado, cerca de 1.500
cestas de alimentos foram distribuídas por
38 organizações em todo o Brasil.
Projeto Maués
O município de Maués fica a 250 quilômetros
de Manaus, no coração da Amazônia e,
desde 1972, é a sede do centro de
desenvolvimento técnico e científico da
AmBev. Atualmente, 80% dos frutos usados
na produção do Guaraná Antarctica são
obtidos de produtores rurais do município
de Maués e arredores, sendo que o resto
vem de outras partes da Amazônia.
O Projeto Maués foi lançado em novembro
de 2002 em parceria com a Embrapa, com
o Instituto para o Desenvolvimento da
Amazônia (IDAM) e com a Prefeitura de
Maués. Seu objetivo é desenvolver o plantio
do Guaraná em Maués empregando os
mais avançados métodos agrícolas.
Espera-se um crescimento de 700% da
produção de Guaraná em Maués,
contribuindo para o desenvolvimento
econômico da região.
Governança
Corporativa
A AmBev busca consistentemente aprimorar
suas práticas de governança corporativa e
seu relacionamento com acionistas e
investidores. Além disso, a empresa tem
buscado atender as demandas crescentes
das agências reguladoras, como por
exemplo a CVM no Brasil e a Securities and
Exchange Commission nos EUA, bem como
a Bovespa e a NYSE
A Companhia mantém uma política de total
transparência. Em 2002 realizamos cerca
de 300 reuniões com investidores e
analistas. Adicionalmente, também
participamos de conferências e roadshows
no Brasil, nos Estados Unidos e na Europa.
Mantemos permanentemente atualizado
o site de Relações com Investidores,
disponibilizando as informações para
o mercado em tempo real.
Trimestralmente, quando ocorre a
divulgação dos resultados financeiros,
são promovidas conferências telefônicas,
transmitidas simultaneamente pela Internet,
visando discutir e esclarecer os números do
período e responder quaisquer dúvidas de
analistas e investidores
Conselho de Administração (CA)
O Conselho de Administração é formado
por oito membros, eleitos em 1999 e com
mandato renovado em 2002 até 2005.
Membros do Conselho usam seu profundo
conhecimento do negócio para assegurar
que a visão de longo prazo e a performance
da AmBev sejam mantidas. O Conselho
também garante que a Companhia persiga
metas de curto prazo sem comprometer seu
objetivo de crescimento de longo prazo, ao
mesmo que é o responsável pela garantia de
que a cultura e os valores da AmBev sejam
praticados e disseminados.
26 Relatório Anual AmBev 2002
O CA tem a responsabilidade de eleger
a Diretoria Executiva, cuja função é a de
representar a Companhia e gerenciar as
suas operações.
Nenhum dos conselheiros participa da
Diretoria Executiva. Dessa forma, os cargos
de Presidente do Conselho e de Diretor
Geral são papéis distintos exercidos por
diferentes profissionais, o que é um princípio
de crescente aceitação entre as boas
práticas de governança corporativa.
O Conselho de Administração é apoiado
em suas decisões, estudos e análises por
comitês específicos. Os principais comitês
da AmBev e suas respectivas funções são:
Comitê Executivo (CE)
O Comitê Executivo é o principal elo de
ligação entre o que é definido pelo Conselho
de Administração e a gestão executiva
da AmBev.
São responsabilidades explícitas do CE:
• propor ao CA o planejamento de médio
prazo,
• propor as metas anuais de performance
da Companhia e os respectivos
orçamentos para o alcance dos
resultados projetados,
• monitorar o posicionamento da
Companhia através da análise dos seus
resultados e da evolução do mercado.
Também é responsável por zelar pela gente
AmBev, envolvendo-se nos programas de
recrutamento, de remuneração variável e de
disseminação na nossa cultura.
Comitê de Auditoria
O Comitê de Auditoria atua em nome do
Conselho de Administração e é responsável
pela integridade e exatidão das
demonstrações financeiras da Companhia
e pelo desempenho de auditores internos
e externos. Também exerce vigilância pelo
cumprimento legal das operações da
Companhia, a gerência de controles
internos bem como a contratação de
auditores externos.
Comitê de Finanças
O Comitê de Finanças analisa e monitora o
plano de investimento anual da Companhia e
assegura que ele seja realizado. Esse Comitê
avalia oportunidades de fusões e aquisições
antes de encaminhá-las ao Conselho de
Administração. Também é responsabilidade
do Comitê de Finanças avaliar a melhor
estrutura de capital para a Companhia,
com objetivo de maximizar o EVA (Valor
Econômico Adicionado) e ao mesmo tempo
preservar o forte perfil de crédito.
Nosso conselho de
administração lança mão do
seu profundo conhecimento
do negócio para assegurar a
manutenção de uma visão de
longo prazo e o desempenho
de curto prazo.
27 Relatório Anual AmBev 2002
A AmBev adere aos padrões
de divulgação e transparência
do mercado financeiro dos
Estados Unidos.
Conselho de
Admistração
e Diretoria
Conselho de Administração
Marcel Herrmann Telles
Co-Presidente do Conselho
Victorio Carlos De Marchi
Co-Presidente do Conselho
Carlos Alberto da Veiga Sicupira
Jorge Paulo Lemann
José Heitor Attílio Gracioso
Roberto Herbster Gusmão
Vicente Falconi Campos
Fersen Lamas Lambranho (suplente)
Roberto Moses
Thompson Motta (suplente)
Conselho Fiscal
Ricardo Scalzo
Antonio Carlos Monteiro
Luis Fernando Mussolini
Ary Waddington (suplente)
José Carlos de Brito (suplente)
José Fiorita (suplente)
28 Relatório Anual AmBev 2002
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
Diretoria Executiva
1 Magim Rodriguez Júnior
Diretor Geral
2 Carlos Alves de Brito
Diretor de Operações
3 Claudio Braz Ferro
Diretor Industrial
4 Claudio Garcia
Diretor de Serviços Compartilhados
5 Eduardo Muzzi
Diretor Jurídico
6 João M. Castro Neves
Diretor de TI
7 José Adilson Miguel
Diretor de Revendas
8 Juan Manuel Vergara Galvis
Diretor de Refrigerantes
9 Luis Felipe P. Dutra Leite
Diretor Financeiro e de Relações
com Investidores
10 Luiz Cláudio do Nascimento
Diretor de Logística
11 Luiz Fernando Edmond
Diretor de Vendas e Distribuição
12 Maurício Luchetti
Diretor de Gente e Gestão
13 Miguel Nuno da Mata Patrício
Diretor de Marketing
14 Milton Seligman
Diretor de Relações Corporativas
15 Ricardo Wuekert
Diretor Internacional
Demonstrações Financeiras
30
40
41
43
45
46
48
50
75
Análise do desempenho financeiro de 2002
Parecer dos auditores independentes
Balanço patrimonial
Demonstração do resultado
Demonstração das mutações do
patrimônio líquido
Demonstração das origens e aplicações
de recursos
Demonstração consolidada de fluxo
de caixa
Notas explicativas
Informações ao investidor
Análise do Desempenho Financeiro
Exercício de 31 de dezembro 2002 comparado ao exercício de 31 de dezembro de 2001
As informações financeiras e operacionais a seguir, exceto onde indicado o contrário, são apresentadas em base consolidada
e em Reais, de acordo com a Legislação Societária, assim como as comparações referem-se ao ano de 2001:
Destaques Financeiros Consolidados
R$ milhões, exceto volume físico, percentuais, e valores por ação
2002
2001
Volume de Vendas – 000 hectolitros (1)
Receita líquida por hectolitro – R$/hl
Receita líquida
80.153
91,4
7.325,3
80.853
80,7
6.525,6
(0,9)
13,2
12,3
Lucro bruto
Margem bruta (%)
3.983,6
54,4%
3.159,4
48,4%
26,1
EBIT
Margem EBIT (%)
2.050,9
28,0%
1.375,8
21,1%
49,1
Lucro líquido
LPA – R$/000 ações (2)
1.510,3
39,48
784,6
20,42
92,5
93,3
EBITDA
Margem EBITDA (%)
2.710,4
37,0%
1.989,7
30,5%
36,2
19.875,8
628,1
36,6%
18.744,0
355,0
23,3%
6,0
76,9
Valor de Mercado
EVA
Retorno sobre o Patrimônio Líquido (%)
Os somatórios podem não conferir devido aos arredondamentos.
(1) Inclui volume de vendas de cerveja e refrigerantes.
(2) Calculado com base no número de ações em circulação, excluindo ações em tesouraria, ao final do ano.
30 Relatório Anual AmBev 2002
Variação %
Análise do Desempenho Financeiro
Destaques Financeiros por Segmento de Negócios:
A tabela abaixo apresenta alguns destaques financeiros consolidados por segmentos de negócios, em 31 de Dezembro de 2002
e 2001:
Destaques por segmento de negócios
Em 31 de Dezembro
R$ milhões
Receita líquida
Custo dos produtos vendidos
Lucro bruto
Despesas
EBIT
Depreciação total
EBITDA
Margem EBITDA (%)
2002
Cerveja
5.942,7
(2.451,2)
3.491,5
(1.598,7)
1.892,9
572,9
2.465,7
41,5
Refrigerantes
1.096,2
(698,4)
397,8
(284,1)
113,7
70,7
184,4
16,8
2001
Outros
286,3
(192,1)
94,2
(50,0)
44,3
16,0
60,3
21,1
Cerveja
5.238,9
(2.475,7)
2.763,2
(1.437,2)
1.326,1
506,9
1.832,9
35,0
Refrigerantes
967,0
(662,7)
304,3
(299,1)
5,2
72,5
77,7
8,0
Outros
319,6
(227,8)
91,8
(47,2)
44,5
34,5
79,1
24,7
Os somatórios podem não conferir devido aos arredondamentos.
Receita Líquida
Cerveja Brasil
A receita líquida foi de R$7.325,3 milhões
em 2002, um aumento de 12,3% em
relação ao ano anterior (R$6.525,6
milhões). O resultado foi, em grande
parte, influenciado pelo crescimento das
operações de cerveja e refrigerantes no
Brasil, pelos esforços para um melhor
gerenciamento de receitas, e pela
contínua padronização das melhores
práticas nas redes de distribuição de
Skol, Brahma e Antarctica.
A receita líquida foi de R$5.546,4 milhões
em 2002, um aumento de 15,0% em
relação ao ano anterior (R$4.824,5
milhões), principalmente em função de
iniciativas de gerenciamento de receita
ocorridos ao longo do ano. A receita
líquida por hectolitro cresceu 16,9%, de
R$81,8 em 2001 para R$95,6 em 2002,
enquanto o volume de vendas
apresentou retração de 1,7%.
Entretanto, ao longo do ano, os preços
ao consumidor das nossas três
principais marcas andaram em linha com
a inflação, conforme nosso
compromisso estratégico. Outras razões
que contribuiram para o crescimento da
receita líquida de cerveja no Brasil
incluem: o aumento da distribuição
direta, iniciativas adicionais de
treinamento da força de vendas com o
objetivo de aprimorar e padronizar a
execução nos pontos-de-venda, a
revitalização da Bohemia como marca
superpremium, e o lançamento de
produtos com margens elevadas, como
o Skol Beats e o Chopp Express, para
atender a segmentos específicos do
mercado brasileiro.
Cerveja
A receita líquida de cerveja foi de
R$5.942,7 milhões em 2002, um aumento
de 13,4% em relação ao ano anterior
(R$5.238,9 milhões), principalmente
em função do melhor gerenciamento
de receitas e da melhor execução nos
pontos-de-venda nas operações
brasileiras. As operações no Paraguai
também contribuíram para o aumento
da receita líquida. Os desempenhos na
Argentina, Uruguai e Venezuela foram
impactados pelas crises econômicas,
incertezas políticas e desordem
sócio-econômica naqueles países.
Cerveja Internacional
A receita líquida fora do Brasil caiu 4,4%,
de R$414,4 milhões em 2001 para
31 Relatório Anual AmBev 2002
R$396,3 milhões em 2002. O volume de
vendas cresceu 14,3% para 3,9 milhões
de hectolitros. Apesar da mudança do
mix de embalagens e do aumento da
distribuição direta, a receita líquida por
hectolitro foi negativamente impactada
principalmente por elevadas
depreciações cambiais. As embalagens
one-way no mix de vendas subiram de
15,3% em 2001 para 29,0% em 2002.
A distribuição direta representou 40,2%
e 82,6% nas cidades de Buenos Aires e
Caracas, respectivamente.
O crescimento dos volumes no
segmento de cerveja internacional foi
obtido com ganhos de participação de
mercado na Argentina, no Paraguai, no
Uruguai e na Venezuela, que em
dezembro de 2002 atingiam 17,3%,
22,1%, 46,6% e 6,6%, respectivamente.
Os aumentos nas participações de
mercado foram obtidos através da
expansão da distribuição direta nas
grandes cidades e da utilização das
melhores práticas em execução nos
pontos-de-venda naqueles mercados.
O crescimento em volumes também foi
decorrente do início das operações no
Paraguai, cujas vendas representaram
0,4 milhões de hectolitros em 2002,
comparativamente a apenas dois meses
de produção em 2001.
Análise do Desempenho Financeiro
Refrigerantes
Em 2002, a receita líquida atingiu
R$1.096,2 milhões, um crescimento
de 13,4% em relação ao ano de 2001
(R$967,0 milhões), como reflexo direto
do foco estratégico nas principais
marcas do nosso portfolio – Guaraná
Antarctica e Pepsi – e do
aperfeiçoamento da execução nos
pontos-de-venda, utilizando as melhores
práticas desenvolvidas no negócio
cerveja. O volume de vendas das
principais marcas da AmBev aumentou
6,8%, e representou 78,2% das vendas
totais versus 72,4% em 2001. O volume
total de refrigerantes apresentou
retração de 1,1%. A receita líquida por
hectolitro cresceu 14,6%, como
resultado da estratégia de diminuir a
diferença de preços de nossos produtos
para 5-10% abaixo daqueles praticados
pelo líder de mercado, além do bemsucedido lançamento da Pepsi Twist em
2002, que atingiu 1,2% de participação
de mercado em 31 de dezembro de
2002 com posicionamento de preço
premium. Não obstante, o aumento da
participação das embalagens one-way
para 92,5% do volume de vendas em
2002 contra 90,8% em 2001, além dos
maiores níveis de distribuição direta,
também contribuíram para o crescimento
geral da receita líquida por hectolitro.
Custo dos Produtos Vendidos
(CPV)
O custo dos produtos vendidos atingiu
R$3.341,7 milhões, 0,7% inferior ao
registrado em 2001 (R$3.366,2 milhões).
Em 2002, os custos atrelados ao dólar,
como latas de alumínio, malte e lúpulo,
estavam totalmente hedgeados,
neutralizando a desvalorização média de
19,5% do Real (34,3% se comparamos
31 de dezembro de 2001 com 31 de
dezembro de 2002). O custo dos
produtos vendidos teria sido acrescido
de R$345,7 milhões caso a exposição
cambial não houvesse sido hedgeada.
A taxa de câmbio média para as
transações de hedge foi de R$2,42/US$,
comparada à taxa média do mercado de
R$2,91/US$. O custo dos produtos
vendidos, excluindo-se a depreciação,
subiu para R$3.016,7 milhões em 2002,
0,3% acima do mesmo período de 2001.
Custos variáveis, compostos
principalmente por embalagens (latas de
alumínio e garrafas PET), e custos de
matéria prima (malte, açúcar, e lúpulo)
representaram 70,4% e 68,9% do custo
total dos produtos vendidos em 2002 e
2001, respectivamente. Como
percentual da receita líquida, o custo
total dos produtos vendidos caiu de
51,6% em 2001 para 45,6% em 2002.
Custo dos produtos vendidos
2002
(R$ milhões)
2001
(R$ milhões)
2002
R$/hl (1)
2001
R$/hl (1)
Matéria-prima
Embalagem
Mão-de-obra
Depreciação
Outros
873,5
1.478,6
240,9
324,9
423,6
800,9
1.517,3
223,8
357,3
466,8
10,9
18,4
3,0
4,1
5,3
9,9
18,8
2,8
4,4
5,8
10,1
(2,1)
7,1
(6,8)
(8,6)
Custo dos produtos vendidos
Custo dos produtos vendidos excluindo depreciação
3.341,7
3.016,7
3.366,2
3.008,8
41,7
37,6
41,6
37,2
0,2
1,1
(1) Inclui somente o volume das vendas de cerveja e refrigerantes.
Os somatórios podem não conferir devido aos arredondamentos
32 Relatório Anual AmBev 2002
Variação %
Análise do Desempenho Financeiro
Cerveja
Cerveja Brasil
Apesar do efeito da desvalorização do
real frente ao dólar, com impacto direto
no custo das commodities indexadas à
moeda estrangeira, como as latas de
alumínio e malte, o custo consolidado
das vendas de cerveja (Brasil e
Internacionais) diminuiu 1,0% no ano de
2002, totalizando R$2.451,2 milhões
contra R$2.475,7 milhões em 2001. Esta
queda no custo só foi possível em função
da estratégia de hedge adotada pela
empresa durante 2002. No segmento
cerveja Brasil, o custo dos produtos
vendidos recuou 1,7% para R$2.237,2
milhões em 2002 versus os R$2.274,8
milhões registrados em 2001, enquanto
o CPV por hectolitro permaneceu estável
em R$38,6.
Além do efeito do hedge, a diminuição
nos volumes de venda e a mudança no
mix de embalagem favorecendo
embalagens retornáveis também
contribuíram para a diminuição nos
custos por hectolitro. Como percentual da
receita, o custo das vendas recuou de
47,3% em 2001 para 41,2% em 2002,
uma vez que custos foram compensados
por maiores receitas por hl. Não obstante,
convêm ressaltar que a empresa
conseguiu uma economia adicional de
R$43,2 milhões no CPV em função do
seu programa de corte de custos.
Cerveja Internacional
No segmento cerveja internacional
o CPV registrou R$214,0 milhões em
2002, um aumento de 6,5%
comparativamente aos R$200,9 milhões
de 2001. Entretanto, o custo por
hectolitro caiu 6,8%, de R$58,4 para
R$54,4, durante o mesmo período.
Refrigerantes
O custo de vendas do segmento
refrigerantes foi de R$698,4 milhões em
2002, um crescimento de 5,4% com
relação aos R$662,7 milhões registrados
em 2001, apesar do efeito da
desvalorização do real ter sido
neutralizado pelo hedge. A principal
razão para esse aumento foi a mudança
no mix de embalagem em prol das nãoretornáveis, que representaram 92,5%
do volume de vendas em 2002 frente a
33 Relatório Anual AmBev 2002
90,8% em 2001. Como percentual
das vendas, o custo do segmento
refrigerantes caiu de 68,5% em 2001
para 63,7% em 2002.
Lucro bruto
O lucro bruto totalizou R$3.983,6
milhões em 2002, um significativo
crescimento de 26,1% versus os
R$3.159,4 milhões reportados em 2001.
A margem bruta aumentou de 48,4%
em 2001, para 54,4% em 2002. Essa
melhora deve-se, principalmente, à
evolução nas vendas líquidas por
hectolitro resultantes da estratégia
comercial adotada para as principais
marcas de cerveja e refrigerantes, assim
como de um melhor gerenciamento de
receita e da maior participação das
vendas diretas.
Despesas Operacionais
As despesas operacionais da
Companhia atingiram R$1.932,7 milhões
em 2002 contra R$1.783,6 milhões em
2001. Convêm ressaltar que as
despesas operacionais subiram apenas
8,4% no ano apesar de uma inflação
medida pela IPCA de 12,5% no mesmo
período. Tal performance apenas foi
possível em função de uma série de
iniciativas introduzidas pela empresa no
segundo semestre de 2002 e que
resultaram numa economia de despesas
(excluindo distribuição direta) com efeito
caixa de R$93,6 milhões com relação ao
segundo semestre de 2001.
Despesas com Vendas e
Marketing
Despesas com vendas e marketing
foram de R$687,2 milhões em 2002,
uma diminuição de 2,9% frente aos
R$707,8 milhões de 2001. Enquanto
reduzimos despesas comerciais fixas,
mantivemos nosso investimento
contínuo no valor das nossas marcas,
incluindo a introdução de novos tipos de
cerveja bem como o patrocínio da
Seleção Brasileira de Futebol pelo
Guaraná Antarctica.
Despesas com Distribuição
Direta
Despesas com distribuição direta
incluem os custos da entrega da
mercadoria, bem como os custos dos
vendedores e do pessoal necessário
para a entrega dos nossos produtos.
As despesas com distribuição direta
cresceram para R$537,4 milhões em
2002, 14,9% acima dos R$467,8
milhões registrados em 2001. Esse
crescimento se deve, principalmente,
ao aumento do volume de vendas
diretas, o qual respondeu por 33,9%
do total do volume de vendas em 2002
contra 31,1% durante 2001. Apesar do
aumento da distribuição direta resultar
em vendas líquidas maiores, pois se
vende diretamente ao varejista, a AmBev
também assume o custo da força de
vendas, assim como o custo de
transporte e de estocagem. Como
percentual das vendas líquidas, as
despesas com distribuição direta
mantiveram-se estáveis em 7,3%
em 2002.
Despesas Gerais e
Administrativas
As despesas gerais e administrativas
atingiram R$373,5 milhões em 2002,
um aumento de 6,3% comparativamente
aos R$351,5 milhões reportados em
2001, principalmente em função das
iniciativas de racionalização de
processos e à reestruturação
corporativa, que culminou com o inicio
das operações do Centro de Serviços
Compartilhados (CSC) localizado na
fábrica de Jaguariúna em São Paulo.
Com a racionalização das atividades
operacionais administrativas, esperamos
obter ganhos de escala, processos mais
eficientes e redução de custos no curto
prazo, bem com a implementação
acelerada de novas tecnologias, no
médio prazo.
Análise do Desempenho Financeiro
Depreciação e Amortização
EBITDA
Cerveja Internacional
A depreciação e a amortização
cresceram 30,4% em 2002, passando
de R$256,5 milhões em 2001 para
R$334,6 milhões em 2002. Esse
aumento reflete tanto a intensificação da
colocação dos nossos freezers sub-zero
em pontos-de-venda estrategicamente
localizados, bem como a expansão das
nossas operações de distribuição direta.
Os investimentos em freezers e
distribuição direta estão sendo
amortizados em 5 anos. Durante os
próximos três anos a empresa estará
investindo aproximadamente R$1,0
bilhão nestes dois negócios. o que fará
com que a depreciação cresça
proporcionalmente.
O EBITDA alcançou R$2.710,4 milhões
em 2002, um crescimento de 36,2%
frente aos R$1.989,7 milhões
registrados em 2001. Tal performance é
primordialmente consequência da nossa
estratégia de gerenciamento de receitas
das principais marcas de cerveja, além
da nossa estratégia de hedge, que
neutralizou o efeito da desvalorização do
Real em 2002 sobre os nossos custos
em dólares. Em função disso, o lucro
bruto cresceu 26.1% em 2002 com
relação a 2001, ao passo que as
despesas operacionais (excluindo
distribuição direta) cresceram 8.4%
neste período, portanto abaixo da
inflação de 12.5%.
O EBITDA das operações internacionais
de cerveja caiu 30,2%, passando de
R$58,2 milhões em 2001 para R$40,7
em 2002, fato esse também refletido na
margem EBITDA, a qual foi reduzida de
14,0% em 2001 para 10,3% em 2002.
Cerveja
O EBITDA do segmento de cerveja foi
de R$2.465,7 milhões em 2002, um
significativo aumento de 34,5% em
relação aos R$1.832,9 milhões
divulgados de 2001. A margem de
EBITDA também foi bem superior em
2002, atingindo 41,5%
comparativamente a 35,0% em 2001.
Lucro Operacional (EBIT)
O EBIT atingiu R$2.050,9 milhões em
2002, um crescimento de 49,1% com
relação aos R$1.375,8 milhões de 2001.
Esse crescimento é consequência do
aumento de 26,1% no lucro bruto,
resultante da nossa estratégia de
gerenciamento de receitas das principais
marcas de cerveja, além da nossa
estratégia de hedge, que neutralizou
o efeito da desvalorização do Real
em 2002.
Cerveja Brasil
Grande parte desse resultado foi
proveniente do negócio de cerveja
no Brasil, responsável pelo EBITDA
de R$2.425,0 milhões em 2002, um
incremento de 36,6% sobre o resultado
de 2001 (R$1.774,7 milhões). A margem
de EBITDA para cervejas no Brasil atingiu
43,7% nesse período contra 36,8%
em 2001.
Refrigerantes
O EBITDA do segmento de refrigerantes
cresceu 137,3%, atingindo R$184,4
milhões em 2002, contra os R$77,7
milhões reportados em 2001. A margem
de EBITDA também aumentou, passando
de 8,0% em 2001 para 16,8% em 2002.
Outros
O EBITDA do segmento composto
por outras bebidas diminuiu 23,8%,
passando de R$79,1 milhões em 2001
para R$60,3 milhões em 2002 em
função venda da cerveja Bavaria.
Acompanhando esse movimento, a
margem de EBITDA também recuou
registrando 21,1% em 2002 frente aos
24,7% de 2001.
Provisões para contingências
Provisões para contingências líquidas
alocadas na demonstração de resultado
totalizaram R$123,7 milhões em 2002
versus R$33,9 milhões em igual período
do ano anterior.
EBITDA por segmento de negócios
EBITDA
R$ milhões e variação % (02/01)
Participação no EBITDA de 2002 (%)
2001
2002
Cerveja Brasil 89%
Refrigerantes 7%
Internacional 2%
36,2%
2.710
Outros 2%
36,6%
2.425
1.990
1.775
EBITDA
Cerveja
Brasil
34 Relatório Anual AmBev 2002
137,3%
184
78
-23,8%
79 60
-30,2%.
58 41
Refrigerantes
Outros
Cerveja
Internacional
Análise do Desempenho Financeiro
Provisões para contingências
continuação
O principal componente das provisões
nesse período refere-se a R$120,9
milhões relacionados ao questionamento
legal de uma mudança na base de cálculo
do PIS/COFINS. Tal montante continuará
provisionado enquanto a questão não for
julgada em caráter definitivo. Outras
questões jurídicas que surgiram em 2002
incluem R$30,1 milhões para ações
trabalhistas e outras questões legais,
bem como R$6,5 milhões decorrentes
do pagamento de principal e multas
referentes ao IPI e ICMS.
Essas provisões foram parcialmente
compensadas pela reversão de provisão
para ICMS de períodos anteriores, que
totalizaram R$8,1 milhões, pela reversão
de R$6,0 milhões relacionados a
disputas legais com distribuidores
terceirizados, e R$19,7 milhões de
outros itens, que haviam sido acruados
em períodos anteriores.
Outras Receitas (Despesas)
Operacionais, Líquidas
Outras receitas operacionais líquidas
tiveram crescimento de 31,0% em
2002, passando de R$152,2 milhões
em 2001 para R$199,4 milhões em
2002. Os principais componentes de
outras receitas operacionais nesse
período foram: ganhos cambiais em
subsidiárias no exterior (principalmente
as plantas de malte na Argentina e
Uruguai, cujas moedas são o dólar
americano), que totalizaram R$130,7
milhões; R$151,9 milhões relacionadas
ao perdão de ICMS financiado (incentivo
fiscal); um ganho de R$23,2 milhões
relacionado a impostos sobre vendas
(PIS, COFINS, ICMS e IPI) e; demais
itens totalizando R$33,4 milhões.
35 Relatório Anual AmBev 2002
Esses valores foram parcialmente
compensados pela amortização de ágio
(Antarctica, Cympay e Salus) de R$105,4
milhões e por provisões para perdas de
garrafas e engradados obsoletos, que
somaram R$34,4 milhões para o período
de 2002.
Receitas e Despesas Financeiras
Nossas receitas financeiras consistem
não apenas da receita de juros, mas
também de variações cambiais e de
derivativos, incluindo “swaps” de moeda
estrangeira e contratos de “forward”.
Nossas despesas financeiras consistem
em despesas com juros dos
financiamentos, e também taxas de
transações financeiras e taxas bancárias,
juros sobre contingências e variações
cambiais, especialmente sobre
financiamentos, e perdas com
derivativos, incluindo “swap” de moedas,
de juros e/ou de “commodities” e
contratos de “forward”.
As receitas financeiras tiveram
crescimento de 606,0% no ano de 2002,
atingindo R$2.530,3 milhões. No ano de
2001, as receitas financeiras foram de
R$358,4 milhões. As despesas
financeiras foram 280,4% superiores aos
R$861,5 milhões no ano de 2001,
somando R$3.277,3 milhões em 2002.
Sendo assim, as despesas financeiras
líquidas totalizaram R$747,1 milhões em
2002, 48,5% acima dos R$503,1 milhões
registrados em 2001.
De acordo com a legislação societária,
os passivos são contabilizados por seu
valor histórico ao invés do seu valor de
mercado enquanto os ativos são
contabilizados pelo menor valor entre o
histórico e o de mercado. Como a
Companhia tem a intenção de carregar
seus ativos financeiros até seu
vencimento, qualquer perda gerada
deverá ser revertida ao longo do tempo.
O resultado líquido de “swap” e “hedge”,
incluindo o efeito da marcação a
mercado dos ativos enquanto os
passivos são marcados com base no
custo, foi responsável por um aumento
de R$130,5 milhões nas despesas
financeiras líquidas na comparação entre
os anos de 2001 e 2002.
Despesas financeiras com efeito no caixa
tiveram crescimento de 6,0%, passando
de R$260,5 milhões para R$276,0
milhões, uma vez que a dívida total
cresceu principalmente devido ao
empréstimo sindicalizado em Ienes
equivalente a US$315 milhões, e à
emissão de US$500 milhões em Notas
Subordinadas de 10 anos em 2001.
Esses recursos foram utilizados para
amortizar em 2002, aproximadamente
R$1,5 bilhão em adiantamentos de
contratos de câmbio de curto prazo.
A dívida líquida caiu R$1.024,6 milhões,
passando de R$2.006,4 milhões em 31
de dezembro de 2001 para R$981,8
milhões em 31 de dezembro de 2002. A
AmBev mantêm um forte perfil de crédito
conforme demonstrado por uma relação
EBITDA sobre despesa financeira líquida
de 14.6 vezes em 2002 contra 18.5
vezes em 2001, e através de uma
relação dívida líquida sobre EBITDA de
0,4 vezes em 2002 contra 1,0 em 2001.
Receita (Despesa) Não
Operacional, Líquida
Essa rubrica registrou uma despesa de
R$72,1 milhões no ano de 2002, contra
uma receita de R$2,3 milhões em igual
período de 2001. O principal item dentro
dessa linha foi uma provisão de R$41,6
milhões para perda na venda de ativos.
Outras provisões totalizaram R$30,5
milhões.
Análise do Desempenho Financeiro
Benefício (Despesa) Referente a
Imposto de Renda
Participação dos Acionitas
Minoritárias
Impostos sobre lucro geraram um
crédito de R$280,6 milhões em 2002,
frente a uma despesa de R$52,0
milhões em 2001. Caso fosse aplicada a
alíquota de imposto de renda vigente, a
provisão para imposto de renda e
contribuição social teria totalizado
R$444,5 milhões em 2002. No entanto,
ganhos não tributados em subsidiárias
no exterior, gerados principalmente por
ganhos cambiais em recursos
denominados em dólares americanos,
geraram um benefício de R$735,2
milhões em 2002, frente a R$151,5
milhões em 2001. Os demais itens
totalizaram uma despesa de R$10,1
milhões em 2002.
Os acionistas minoritários de nossas
subsidiárias compartilharam prejuízos
de R$47,4 milhões no ano de 2002,
comparativamente a um prejuízo de
R$0,3 milhão em 2001. O prejuízo maior
é resultante, principalmente, da crise
econômica que afetou negativamente o
lucro líquido de nossas operações
cervejeiras internacionais.
Contribuições Estatutárias e
Distribuição de Lucros
A provisão para participações nos lucros
cresceu 38,1% em 2002, totalizando
R$112,3 milhões, versus R$81,3
milhões no ano anterior. Esse valor está
relacionado ao bônus dos funcionários,
com base no cumprimento das metas
corporativas, das metas das unidades
e/ou departamentos, bem como do
atingimento das metas individuais.
Todas as metas estão alinhadas com as
metas corporativas da AmBev que são
estabelecidas pelo Conselho de
Administração da Companhia. Entre
outras, certas metas de Valor
Econômico Adicionado (“EVA”) foram
atingidas em 2002. De acordo com o
estatuto da AmBev, a distribuição de
lucros está limitada a 10% do lucro
líquido para funcionários e 5% para
executivos. Em 2002, a AmBev
contribuiu com R$12,8 milhões para a
Fundação Zerrenner, de modo a garantir
que a fundação disponha de recursos
suficientes para honrar as obrigações
atuariais futuras. Esse valor foi deduzido
diretamente do lucro.
36 Relatório Anual AmBev 2002
Lucro Líquido
O lucro líquido em 2002 foi 92,5%
superior aos R$784,6 milhões de 2001,
atingindo R$1.510,3 milhões.
operações de hedge relacionadas ao
empréstimo sindicalizado denominado
em ienes, equivalente a US$315 milhões
e aos US$500 milhões referentes as
“Bonds” com prazo de 10 anos, ambos
emitidos em 2001.
Acreditamos que o fluxo de caixa das
atividades operacionais, juntamente
com o acesso a financiamentos,
disponibilidades de caixa e aplicações
financeiras, serão suficientes para
financiar nossos investimentos, os
juros dos financiamentos bem como o
pagamento de dividendos nos
próximos anos.
Fluxos de Caixa
Atividades operacionais
Liquidez e Recursos de
Capital
Nossas fontes primárias de liquidez têm
sido historicamente os fluxos de caixa
relacionados com as atividades
operacionais e os financiamentos.
Dentre as demandas por recursos
destacam-se as seguintes:
• os investimentos em imobilizado;
• o nosso programa de recompra
de ações;
• os pagamentos de dividendos
e juros sobre o capital próprio;
• o serviço de nossas dívidas;
• os aumentos de participação em
subsidiárias ou em empresas nas
quais detêmos uma participação
acionária; e
• investimentos em empresas que
participam das indústrias de
cerveja, refrigerantes e malte.
Nosso caixa e aplicações financeiras
totalizaram R$3.504,9 milhões e
R$2.562,9 milhões em 31 de dezembro
de 2002 e 2001, respectivamente. O
aumento relativo no valor das
disponibilidades ao final de 2002
deveu-se, principalmente ao nosso
fluxo de caixa operacional e a
Os fluxos de caixa das atividades
operacionais totalizaram R$2.743,2
milhões e R$1.332,5 milhões nos
exercícios findos em 31 de dezembro de
2002 e 2001, respectivamente. Nossa
geração de caixa em 2002 dobrou em
relação a 2001, em conseqüência de
um lucro líquido 92,5% maior em 2002.
Investimentos
Em 2002, a aquisição de bens do
imobilizado totalizou R$522,3 milhões.
Esses dispêndios incluíram:
investimentos em manutenção de
equipamentos ligados à produção, no
valor de R$192,7 milhões;
investimentos em distribuição direta no
montante de R$149,9 milhões;
investimentos em “freezers” de R$72,4
milhões; gastos com a reposição de
garrafas e engradados no total de
R$77,7 milhões; e investimentos
contínuos em tecnologia de informação,
somando R$29,6 milhões. A aquisições
de participações em subsidiárias e
coligadas, incluindo a aquisição de
ativos intangíveis líquidos de caixa,
totalizaram R$75,5 milhões e incluíram a
compra de uma participação acionária
adicional na Astra, que agora pertence
96,2% à AmBev.
Análise do Desempenho Financeiro
Fluxos de Caixa continuação
Em 2001, a aquisição de bens do
imobilizado totalizou R$529,4 milhões.
Esses dispêndios incluíram:
investimentos em manutenção e em
equipamentos ligados à produção, no
valor de R$261,0 milhões; investimentos
em distribuição direta de R$83,4
milhões; gastos com a reposição de
garrafas e engradados no total de
R$66,5 milhões; e investimentos
contínuos em tecnologia de informação,
somando R$35,9 milhões. As aquisições
de participações em subsidiárias e
coligadas, incluindo a aquisição de ativos
intangíveis líquidos de caixa, totalizaram
R$220,1 milhões e incluíram a compra
de 95,4% do capital votante da Cympay
e o aumento de nossa participação para
98,1% do capital votante da Polar.
Atividades de investimento
Os fluxos de caixa usados em nossas
atividades de investimento somaram
R$545,1 milhões e R$707,4 milhões nos
exercícios findos em 31 de dezembro de
2002 e 2001, respectivamente. A menor
utilização de caixa em atividades de
investimento em 2002
comparativamente a 2001 reflete a
natureza pontual dos investimentos no
capital da subsidiária Astra em 2001, e
pelo recebimento de recursos financeiros
de R$98,3 milhões com a alienação de
ativos, principalmente das subsidiárias
da Antarctica. Em 2002 R$42,2 milhões
foram gerados com a alienação de ativos.
Atividades de financiamento
Os recursos investidos nas nossas
atividades de financiamento somaram
R$2.912,2 milhões no exercício findo em
31 de dezembro de 2002, contra uma
origem de recursos de R$1.175,7
milhões em 2001. Em função dos
recursos gerados em 2002 e novos
financiamentos, liquidamos R$2.925,3
milhões em dívidas em 2002, incluindo
parcelas significativas referentes a
operações de financiamento de
comércio exterior de curto prazo
denominadas em moeda estrangeira.
Os pagamentos de dívida totalizaram
R$1.343,9 milhões em 2001.
Nós pagamos dividendos e juros sobre
o capital próprio em dinheiro (incluindo
o respectivo imposto de renda retido
na fonte em nome de nossos acionistas)
no valor de R$335,6 milhões e R$313,4
milhões, respectivamente, nos exercícios
findos em 31 de dezembro de 2002
e 2001.
parte circulante da dívida de longo
prazo). A nossa dívida consiste em
R$988,0 milhões em real e R$3.498,6
milhões em moeda estrangeira,. A taxa
de juros média ponderada anual para os
montantes de curto e longo prazos da
dívida denominada em moeda local foi
de 11,6% e 8,1%, e a maturidade de 0,5
e 2,5 anos, respectivamente. A taxa de
juros média ponderada anual para os
montantes de curto e longo prazos da
dívida denominada em moeda
estrangeira foi de aproximadamente
9,9% e 9,7% em dólar, e a maturidade de
0,4 e 4,8 anos, respectivamente.
Endividamento de Curto Prazo
Em 31 de dezembro de 2002, nosso
endividamento de curto prazo totalizava
R$607,4 milhões e consistia
fundamentalmente de financiamento
para capital de giro e da parcela de
longo-prazo da dívida vencendo no curto
prazo. Em 31 de dezembro de 2002,
55,7% do endividamento de curto prazo
estava denominado em moeda
estrangeira, e tinha uma taxa de juros
média ponderada anual de 9,9%.
Financiamentos
Em 31 de dezembro de 2001, nosso
endividamento bruto totalizava
R$4.486,7 milhões (dos quais R$607,4
milhões representavam dívida de curto
prazo, incluindo R$292,5 milhões da
Posição da Dívida Líquida Consolidada
R$ milhões
2002
2001
ML(1)
ME (2)
Total
ML (1)
ME (2)
Total
Dívida de curto prazo (3)
Dívida de longo prazo
269,1
718,9
338,3
3.160,3
607,4
3.879,3
271,0
771,0
1.449,0
2.078,4
1.720,0
2.849,4
Total
988,0
3.498,6
4.486,7
1.042,0
3.527,4
4.569,3
Caixa e aplicações financeiras
Dívida líquida
Os somatórios podem não conferir devido aos arredondamentos..
(1) ML = Moeda Local
(2) ME = Moeda Estrangeira
(3) Inclui a parte circulante da dívida de longo prazo.
37 Relatório Anual AmBev 2002
3.504,9
981,8
2.562,9
2.006,4
Análise do Desempenho Financeiro
Vencimento da Dívida de Longo Prazo
Vencimento (1)
R$ milhões
2004
2005
2006
2007
2008
2009 e posteriormente
1.460,0
239,2
172,1
131,0
61,7
1.815,3
Total
3.879,3
(1) Excluindo parcela de curto prazo .
Somatórios podem não conferir devido a arredondamentos.
Endividamento de Longo Prazo
Em 31 de dezembro de 2002,
nosso endividamento de longo prazo,
excluindo a parcela de vencendo
no curto prazo, totalizou R$3.879,3
milhões, dos quais R$718,9 milhões
estavam denominados em reais.
O restante era denominado em dólares
americanos e ienes. A parcela de curto
prazo de nosso endividamento de longo
prazo totalizou R$292,5 milhões em
31 de dezembro de 2002.
Conforme nossa política de
gerenciamento de risco cambial,
realizamos contratos de forward e swap
cambiais de modo a “hedgear” a
totalidade da nossa exposição a
variação câmbial.
Impostos sobre Vendas Diferidos e
Outros Créditos Fiscais
Participamos atualmente de diversos
programas de incentivos fiscais através
dos quais parte do pagamento do ICMS
gerado na produção de plantas
específicas é diferido por períodos
de 5 anos, geralmente, da data de
pagamento original. Os percentuais
diferidos variam de 40% a 75% durante
a vida do programa. Valores diferidos
geralmente são acrescidos de juros
e parcialmente indexados a inflação,
com ajustes geralmente vinculados
a 60% a 80% de um índice de preço
geral. O montante diferido em 31
de dezembro de 2002 inclui R$185,5
milhões que deverá ser pago ao longo
de 2003 e R$617,5 milhões que deverá
ser pago após 2003. O montante
diferido em 31 de dezembro de 2002
totalizava R$803,0 milhões.
Nós também participamos de
programas de crédito de ICMS
oferecidos por diversos estados
brasileiros, os quais propiciam créditos
que podem ser usados para abate o
imposto. Em contra-partida, nos
comprometemos com o atingimento de
determinados parâmetros operacionais
incluindo, dependendo do estado,
volume de produção e taxas de
emprego, dentre outros. Os créditos
são concedidos durante a validade dos
programas. Nos anos findos em 31
de dezembro de 2002 e 2001, créditos
fiscais totalizando R$151,9 milhões
e R$95,9 milhões, respectivamente,
foram contabilizados como redução
de impostos indiretos sobre as vendas.
Caso alguma meta não seja cumprida,
os benefícios já recebidos não podem
ser retirados, porêm os benefícios
futuros podem ser cancelados.
Compromissos e Contingências
Estamos sujeitos a diversos
compromissos e contingências no que
diz respeito a impostos, mão de obra,
distribuidores, entre outras questões.
A tabela abaixo resume as obrigações e
compromissos contratuais significativos
da AmBev que tem impacto sobre sua
liquidez:
Obrigações contratuais
R$ milhões
Até 1 ano
2-3 anos
Após 3 anos
Total
Dívida de longo prazo (1)
Diferimento de impostos sobre vendas
Compromisso com investimento em ativos
607.4
154.1
94.0
1,699.1
136.1
2,180.2
170.9
4,486.7
461.1
94.0
Total das obrigações contratuais
855.5
1,835.2
2,351.1
5,041.8
(1) Inclui parcela circulante.
38 Relatório Anual AmBev 2002
Análise do Desempenho Financeiro
Relacionamento com auditores
independentes
A política de atuação junto aos nossos
auditores independentes na prestação
de serviços não relacionados à auditoria
externa se substancia nos princípios
que preservam a independência do
auditor. Estes princípios compreendem:
• O auditor não deve auditar seu
próprio trabalho;
• O auditor não deve exercer
funções gerencias e
• O auditor não deve promover os
interesses dos seus clientes.
No exercício em questão contratamos
junto a esses auditores trabalhos de
mapeamento de riscos operacionais e
de apoio na implementação de
procedimentos de auto-auditoria, no
montante aproximado de R$700 mil,
que corresponderam a mais do que 5%
do valor total dos honorários relativos
aos serviços de auditoria externa.
39 Relatório Anual AmBev 2002
A independência dos nossos auditores
externos é assegurada em cada serviço
eventualmente prestado por estes, por
procedimentos específicos como o
envolvimento de pessoal independente
da auditoria, quando os serviços
contratados não requerem os
conhecimentos acumulados dos
auditores ou não se refere à própria
contratação de serviços de auditoria
regidos, nesse caso, por procedimentos
específicos de independência
profissional ou ainda através do
envolvimento de outros profissionais
independentes (denominada "segunda
opinião"), dentre outras ações
executadas.
Adicionalmente, todos os serviços
prestados, que não vinculados à
auditoria externa são supervisionados
pela administração, ficando a autoria
das decisões sempre reservada aos
órgãos da administração, conforme os
níveis de aprovação requeridos pelos
estatutos da Companhia.
Parecer dos auditores independentes
31 de janeiro de 2003
Aos Administradores e Acionistas
Companhia de Bebidas das Américas – AmBev
1. Examinamos as demonstrações financeiras da Companhia de Bebidas das Américas – AmBev (controladora) em
31 de dezembro de 2002 e de 2001 e as correspondentes demonstrações financeiras consolidadas da Companhia
de Bebidas das Américas – AmBev e suas controladas nessas mesmas datas. Essas demonstrações financeiras
foram elaboradas sob a responsabilidade da administração da companhia. Nossa responsabilidade é a de emitir
parecer sobre essas demonstrações financeiras.
2. Nossos exames foram conduzidos de acordo com as normas de auditoria aplicáveis no Brasil, que requerem que
os exames sejam realizados com o objetivo de comprovar a adequada apresentação das demonstrações financeiras
em todos os seus aspectos relevantes. Portanto, nossos exames compreenderam, entre outros procedimentos:
(a) o planejamento dos trabalhos, considerando a relevância dos saldos, o volume de transações e os sistemas
contábil e de controles internos da companhia, (b) a constatação, com base em testes, das evidências e dos registros
que suportam os valores e as informações contábeis divulgados e (c) a avaliação das práticas e estimativas contábeis
mais representativas adotadas pela administração da companhia, bem como da apresentação das demonstrações
financeiras tomadas em conjunto.
3. Somos de parecer que as referidas demonstrações financeiras apresentam adequadamente, em todos os aspectos
relevantes, a posição patrimonial e financeira da Companhia de Bebidas das Américas – AmBev em 31 de dezembro
de 2002 e de 2001, controladora e consolidado, e o resultado das operações, as mutações do patrimônio líquido
e as origens e aplicações de recursos da controladora e consolidado dos exercícios findos nessas mesmas datas,
de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil.
4. Também somos de parecer que a demonstração consolidada do fluxo de caixa da Companhia de Bebidas das
Américas – AmBev dos exercícios findos em 31 de dezembro de 2002 e de 2001, incluída como informação
suplementar para propiciar análises adicionais, está adequadamente apresentada em todos os aspectos relevantes
em relação às demonstrações financeiras básicas mencionadas no parágrafo 1. Essa informação suplementar foi
submetida aos mesmos procedimentos de auditoria aplicados às demonstrações financeiras básicas.
PricewaterhouseCoopers
Auditores Independentes
CRC 2SP000160/O-5
Paulo Cesar Estevão Netto
Sócio
Contador CRC 1RJ026365/T-6 “T” SP 002331
40 Relatório Anual AmBev 2002
Balanço patrimonial em 31 de dezembro
Em milhares de Reais
Ativo
Controladora
2002
Circulante
Caixa e equivalentes
Aplicações financeiras
Contas a receber de clientes
Estoques
Impostos a recuperar
Outros
Realizável a longo prazo
Depósitos compulsórios, judiciais e de incentivos fiscais
Venda financiada de ações
Imposto de renda e contribuição social diferidos
Imóveis destinados à venda
Outros
Permanente
Investimentos
Participação em sociedades controladas diretas
Ágio e deságio
Outros
2001
2002
2001
47.311
6.312
69.398
149.741
2.769.509
735.380
678.991
859.701
410.256
139.767
2.476.476
86.415
802.555
806.679
336.037
176.782
53.725
219.139
5.593.604
4.684.944
41.568
145.469
139.774
37.859
54.577
119.334
77.985
78.146
256.931
324.784
1.558.348
121.549
444.324
258.306
215.248
1.160.274
104.524
496.381
404.796
289.916
2.705.936
2.234.733
4.186.094
403.720
1.303
3.806.607
473.615
1.230
626.894
10.429
617.574
45.026
4.591.117
4.281.452
637.323
662.600
3.289.104
155.439
3.277.745
168.790
102
Imobilizado
Diferido
Total do ativo
As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras.
41 Relatório Anual AmBev 2002
Consolidado
4.591.117
4.281.452
4.081.866
4.109.135
5.049.638
4.790.507
12.381.406
11.028.812
Balanço patrimonial em 31 de dezembro
Em milhares de Reais
Passivo e patrimônio líquido
Controladora
2002
Circulante
Fornecedores
Financiamentos
Salários, participações e encargos sociais a pagar
Imposto de renda e contribuição social a pagar
Demais tributos e contribuições a recolher
Outros
Exigível a longo prazo
Financiamentos
Diferimento de impostos sobre vendas
Passivos associados a questionamentos fiscais e provisão
para contingências
Outros
2001
Total do passivo e patrimônio líquido
As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras.
42 Relatório Anual AmBev 2002
2002
2001
571.169
1.719.989
141.889
72.251
601.160
305.545
174
43
1.171
385
19.667
711
690.189
21.883
947.782
789.089
607.378
59.682
74.380
619.415
683.648
692.288
989.717
2.833.592
3.412.003
3.879.279
306.892
2.849.353
346.965
125.184
131.772
147.570
1.014.948
137.905
815.487
152.641
125.184
279.342
5.339.024
4.164.446
79.143
88.926
Participação dos acionistas minoritários
Patrimônio líquido
Capital social
Reserva de capital
Reservas de lucro
Ações em tesouraria
Consolidado
3.046.244
16.592
1.247.357
(78.027)
2.944.288
4.867
970.181
(397.888)
3.046.244
16.592
1.247.357
(180.546)
2.944.288
4.867
913.723
(499.441)
4.232.166
3.521.448
4.129.647
3.363.437
5.049.638
4.790.507
12.381.406
11.028.812
Demonstração do resultado
Exercícios findos em 31 de dezembro
Em milhares de Reais
Controladora
2002
2001
Consolidado
2002
2001
14.279.868
13.130.961
Impostos sobre vendas, descontos e devoluções
(6.954.566)
(6.605.376)
Receita líquida
7.325.302
6.525.585
Custo dos produtos vendidos
(3.341.679)
(3.366.225)
Lucro bruto
3.983.623
3.159.360
(687.238)
(537.413)
(350.502)
(707.754)
(467.827)
(330.033)
(123.714)
(23.028)
(334.566)
2.530.257
(3.277.343)
(33.907)
(21.464)
(256.492)
358.376
(861.491)
199.431
152.231
Vendas de produtos
(Despesas) receitas operacionais
Com vendas
Com distribuição direta
Administrativas
Provisão para contingências e passivos associados
a questionamentos fiscais
Honorários da diretoria e do conselho de administração
Depreciação e amortização
Receitas financeiras
Despesas financeiras
Equivalência patrimonial
Outras operacionais, líquidas
Lucro operacional (a transportar)
43 Relatório Anual AmBev 2002
(115)
(4.704)
(12.256)
(1.957)
(6.920)
(5.552)
(12.877)
42.663
(68.408)
1.462.338
73.894
13.921
(22.103)
917.124
(108.317)
1.496.791
769.940
(2.604.116)
(2.168.361)
1.496.791
769.940
1.379.507
990.999
Demonstração do resultado
Exercícios findos em 31 de dezembro
Em milhares de Reais
Controladora
Lucro operacional (transporte)
2002
2001
2002
2001
1.496.791
769.940
1.379.507
990.999
28.836
(72.148)
2.326
1.496.791
798.776
1.307.359
993.325
20.441
15.946
280.640
(51.974)
1.517.232
814.722
1.587.999
941.351
(6.919)
(12.877)
(17.277)
(112.264)
(12.775)
(81.298)
(75.777)
1.510.313
784.568
1.462.960
784.276
47.353
292
1.510.313
784.568
Receitas (despesas) não operacionais, líquidas
Lucro antes do imposto de renda e da contribuição
social sobre o lucro líquido
Benefício (despesa) com imposto de renda e
contribuição social sobre o lucro líquido
Lucro antes das participações estatutárias e contribuições
Participações estatutárias e contribuições
Aos empregados e administradores
À Fundação Zerrenner
Lucro antes da participação dos acionistas minoritários
Participação dos acionistas minoritários
Lucro líquido do exercício
1.510.313
784.568
38.620.730
39.741.398
Lucro líquido por lote de mil ações do capital social total
no fim do exercício, em reais – R$
39,11
19,74
Lucro líquido por lote de mil ações do capital social
no fim do exercício, excluídas as ações em tesouraria,
em reais – R$
39,48
20,42
Quantidade total de ações do capital social no fim
do exercício (em milhares)
As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras.
44 Relatório Anual AmBev 2002
Consolidado
Demonstração das mutações do patrimônio líquido
da controladora
Em milhares de Reais
Reservas de Lucro
Capital social
subscrito e
integralizado
Em 31 de dezembro de 2000 2.565.249
Aumento de capital
298.265
Exercício de opções
do plano de ações
80.774
Recompra de ações
Prêmio na colocação
de opções para recompra
de ações próprias
Lucro líquido do exercício
Apropriação e destinação
do lucro líquido
do exercício
Reserva legal
Dividendos
Reservas estatutárias
Em 31 de dezembro de 2001 2.944.288
Exercício de opções
do plano de ações
101.956
Efeito reflexo de
implementação da
NPC 26 em controlada
Recompra de ações
Realização da reserva
de investimentos
Cancelamento de ações
em tesouraria
Ágio na transferência para
terceiros de ações
em tesouraria vinculadas
a financiamentos
Lucro líquido do exercício
Apropriação e destinação
do lucro líquido
do exercício
Reserva legal
Dividendos antecipados
Dividendos complementares
Reservas estatutárias
Em 31 de dezembro de 2002 3.046.244
Reserva
de capital
Futuro
aumento
de capital
Investimentos
Legal
1
485.380
13.333
23.509
Lucros
acumulados
80.774
(397.888)
4.866
784.568
39.228
4.867
369.503
39.228
854.883
52.561
62.737
Total
3.087.472
298.265
(397.888)
4.866
784.568
(39.228)
(336.609) (336.609)
(408.731)
(397.888)
3.521.448
101.956
(56.299)
(354.648)
(52.561)
(56.299)
(354.648)
52.561
(674.509)
674.509
11.725
11.725
1.510.313 1.510.313
75.516
853.214
75.516
16.592 1.033.588
75.516
As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras.
45 Relatório Anual AmBev 2002
Ações em
tesouraria
138.253
(75.516)
(160.883) (160.883)
(341.446) (341.446)
(928.730)
(78.027)
4.232.166
Demonstração das origens e aplicações de recursos
Exercícios findos em 31 de dezembro
Em milhares de Reais
Controladora
Origens dos recursos
Das operações sociais
Lucro líquido do exercício
Despesas (receitas) que não afetam o capital circulante
Equivalência patrimonial
Imposto de renda e contribuição social diferidos
Provisão para perdas referente ao passivo a descoberto
de sociedade controlada
Amortização de ágio e deságio. líquido
Depreciação e amortização do diferido
Provisão para contingências e passivos associados
a questionamentos fiscais
Encargos financeiros sobre provisão para contingências e
passivos associados a questionamentos fiscais
Provisão para perdas em estoques e ativos permanentes
Juros e variações sobre plano de ações
Variação cambial e encargos sobre financiamentos
de longo prazo
Participação dos acionistas minoritários
Variação cambial sobre controladas no exterior
Ganhos por aumento de participação em controladas
Valor residual do imobilizado e investimentos alienados
Restituição de capital pela controlada
Dividendos de controladas
Redução de capital circulante líquido de
controlada incorporada
Dos acionistas
Aumento de capital
Prêmio em opções / ágio em ações em tesouraria
De terceiros
Variações no realizável a longo prazo
Contas a receber de sociedades ligadas
Outros impostos e taxas a recuperar
Variações no exigível a longo prazo
Financiamentos
Total das origens
46 Relatório Anual AmBev 2002
Consolidado
2002
2001
2002
2001
1.510.313
784.568
1.510.313
784.568
(1.462.338)
(20.441)
(917.124)
(22.172)
(403.960)
(146.014)
(147.570)
69.894
28.052
84.737
90.463
659.506
94.151
613.872
1.957
5.552
123.714
33.907
(33.555)
32.908
97.481
(88.095)
13.104
16.100
(33.555)
867.342
(47.353)
(155.817)
159.819
(5.246)
(292)
(46.140)
(16.153)
40.665
(88.095)
212
(18.268)
88.322
1.338.275
44.346
308.582
549.103
1.334.663
769.687
2.846.321
1.348.967
101.956
11.725
80.774
4.866
101.956
80.774
4.866
35.075
160
1.448.504
855.327
162.583
1.900.643
3.145.935
3.335.250
Demonstração das origens e aplicações de recursos
Exercícios findos em 31 de dezembro
Em milhares de Reais
Controladora
Aplicação de recursos
Variações no realizável a longo prazo
Depósitos judiciais
Venda financiada de ações
Contas a receber de sociedades ligadas
Outros impostos e taxas a recuperar
Outros
Variações no exigível a longo prazo
Diferimento de impostos sobre vendas
Demais contas a pagar
Provisão para contingências e passivos associados a
questionamentos fiscais
No ativo permanente
Investimentos. inclusive ágios e deságios
Imobilizado
Diferido
Em transações de capital
Variação no capital de minoritários
Recompra de ações
Dividendos propostos
Capital circulante líquido de controlada incorporada
Total das aplicações
Aumento (redução) no capital circulante
Consolidado
2002
2001
2002
2001
3.709
2.797
210
21.022
51.317
21.441
5.087
5.994
4.250
79.645
16.542
30.635
27.493
41.074
28.312
123.045
13.745
2.993
32.606
112.863
444.464
665.588
107.659
522.348
45.533
220.118
446.829
82.607
354.648
502.329
397.888
336.609
337.075
502.329
2.363
488.914
336.609
27.845
1.316.489
1.429.397
1.658.864
2.050.327
132.015
(574.070)
1.487.071
1.284.923
53.725
219.139
219.139
29.149
5.593.604
4.684.944
4.684.944
2.687.640
(165.414)
189.990
908.660
1.997.304
692.288
989.717
989.717
225.657
2.833.592
3.412.003
3.412.003
2.699.622
(297.429)
764.060
(578.411)
712.381
132.015
(574.070)
1.487.071
1.284.923
8.542
Variações no capital circulante
Ativo circulante
No fim do exercício
No início do exercício
Passivo circulante
No fim do exercício
No início do exercício
Aumento (redução) no capital circulante
As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras.
47 Relatório Anual AmBev 2002
Demonstração consolidada de fluxo de caixa
Exercícios findos em 31 de dezembro
Em milhares de Reais
2002
2001
1.510.313
784.568
659.506
123.714
613.872
33.907
32.908
113.557
(88.095)
(21.405)
63.312
2.120.463
(1.007.183)
(316.597)
(403.960)
(108.714)
90.463
(47.354)
13.104
54.007
(33.555)
(33.077)
(1.497)
281.678
(100.182)
36.252
(146.014)
(13.955)
94.151
(292)
(16.153)
Redução (aumento) nas contas do ativo
Aplicações financeiras. com vencimento acima de 90 dias
Contas a receber de clientes
Impostos a recuperar
Estoques
Depósitos judiciais
Outros
(368.123)
107.887
(35.596)
37.825
(51.317)
25.595
325.959
(91.504)
(81.513)
(187.020)
(79.645)
(88.865)
Aumento (redução) nas contas do passivo
Fornecedores
Salários. participações e encargos sociais
Imposto de renda, contribuição social e demais impostos
Desembolsos vinculados a provisão contingencial
Outros
260.631
50.559
(195.277)
(34.766)
224.831
(7.705)
25.595
45.815
(107.541)
12.105
2.743.177
1.332.495
Atividades operacionais
Lucro líquido do exercício
Despesas (receitas) que não afetam o caixa e equivalentes
Depreciação e amortização do diferido
Provisão para contingências e passivos associados a questionamentos fiscais
Encargos financeiros sobre provisão para contingências e passivos associados
a questionamentos fiscais
Provisão para perdas em estoques e ativos permanentes
Juros e variações sobre plano de ações
Juros e variações sobre impostos e contribuições
(Ganho) perda na alienação de bens do imobilizado
Variação cambial e encargos sobre financiamentos
Variação cambial e ganhos não realizados sobre ativos financeiros
Resultado líquido de atividades de “swap” e “forward” não realizado
Benefício de imposto de renda e contribuição social diferidos
Variação cambial sobre controladas no exterior que não afetam o caixa
Ágio amortizado. líquido de deságio realizado
Participação de acionistas minoritários
Ganho de participação em controladas
Geração de caixa operacional
48 Relatório Anual AmBev 2002
Demonstração consolidada de fluxo de caixa
Exercícios findos em 31 de dezembro
Em milhares de Reais
2002
2001
Atividades de investimento
Aquisição de participações, líquido do caixa adquirido
Alienação de bens do imobilizado
Aquisição de bens do imobilizado
Dispêndios na formação do diferido
(75.525)
98.271
(522.348)
(45.533)
(220.118)
42.162
(446.829)
(82.607)
Utilização de caixa em atividades de investimento
(545.135)
(707.392)
Atividades de financiamento
Financiamentos
Captação
Amortização
Variação no capital de minoritários
Aumento de capital
Venda financiada de ações
Recompra de ações
Pagamento de dividendos
Pagamento do direito de recesso aos minoritários
Prêmio de opções de compra de ações
620.137
(2.925.330)
10.501
28.966
26.184
(337.075)
(335.575)
3.255.167
(1.343.877)
(2.363)
80.774
(16.542)
(246.668)
(313.366)
(242.246)
4.866
(Utilização) geração de caixa em atividades de financiamento
(2.912.192)
1.175.745
Efeito de variação cambial e ganhos não realizados sobre ativos financeiros
1.007.183
100.182
293.033
1.901.030
2.476.476
2.769.509
575.446
2.476.476
293.033
1.901.030
Aumento no caixa e equivalentes
Saldo inicial de caixa e equivalentes
Saldo final de caixa e equivalentes
Aumento no caixa e equivalentes
As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras.
49 Relatório Anual AmBev 2002
Notas explicativas da administração às demonstrações
financeiras em 31 de dezembro de 2002 e de 2001
Em milhares de Reais
1
Contexto operacional
(a) Considerações gerais
A Companhia de Bebidas das Américas – AmBev (referida como “Companhia” ou “AmBev”), com sede em São Paulo,
tem por objetivo, diretamente ou pela participação em outras sociedades, comerciais ou civis, no Brasil e em outros países
da América Latina, a produção e comercialização de cervejas, chope, refrigerantes, outras bebidas não alcoólicas e malte.
A Companhia mantém acordo de franchising com a PepsiCo International, Inc. (“PepsiCo”) para engarrafar, vender e distribuir
produtos Pepsi no Brasil, incluindo o isotônico Gatorade, esse último ainda em fase de análise pelo Conselho Administrativo
de Defesa Econômica – CADE. Há também acordo com a PepsiCo para engarrafamento, venda e distribuição fora do Brasil
do “Guaraná Antarctica” por parte da PepsiCo. O produto já é comercializado em Portugal, Porto Rico e Espanha com base
nesse acordo.
A Companhia possui acordos de licenciamento com a Carlsberg A.S. e Miller Brewing Co. para produção das cervejas
Carlsberg e Miller, assim como “joint venture” com a Unilever Brasil Ltda. para produção e distribuição do chá Lipton Ice Tea.
A AmBev tem suas ações negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo – BOVESPA e na Bolsa de Valores de Nova York –
NYSE, na forma de Recibos de Depósitos Americanos – ADRs.
(b) Principais atividades no Brasil em 2002
Em junho e julho de 2002, a Companhia adquiriu, por intermédio de sua controlada Companhia Brasileira de Bebidas – CBB,
11.808 ações ordinárias e 56.760 ações preferenciais da Cervejaria Astra S.A. – Astra, pelo montante de R$ 128.467,
incluindo ágio de R$ 94.271, com fundamento econômico atribuído a rentabilidade futura a ser amortizado em dez anos,
passando a sua participação de 65,46% para 96,73%.
Em julho de 2002, a Companhia adquiriu, por intermédio da sua controlada CBB, 841.966 ações ordinárias, 15.488 ações
preferenciais classe A e 446.587 ações preferenciais classe B da Cervejaria Miranda Corrêa S.A. – Miranda Corrêa, pelo
montante de R$ 1,00 (um real), incluindo ágio de R$ 5.514, com fundamento econômico atribuído a rentabilidade futura
a ser amortizado em dez anos, passando a sua participação de 60,79% para 99,41%.
Com o aumento da participação acima descrito, a CBB passou a controlar a gestão das atividades da Miranda Corrêa, iniciando
a consolidação integral dos ativos e passivos dessa empresa em julho de 2002, assim como da Astra a partir de janeiro de 2002.
Em agosto de 2002, a controlada CBB restituiu capital a seus acionistas no montante de R$ 1.342.073. A parcela da
Companhia no montante de R$ 1.338.275 foi restituída com a liquidação de mútuos. Adicionalmente, a Companhia
aumentou o capital de sua controlada Eagle Distribuidora de Bebidas S.A. – Eagle, no montante de R$ 442.248, mediante
integralização de saldo de mútuos.
A Indústria de Bebidas Antarctica Polar S.A. – POLAR, resgatou a totalidade das ações de sua própria emissão em circulação
no mercado em agosto de 2002, pelo montante de R$ 6.841, correspondente a 2,65% do total das ações emitidas, com
a subseqüente venda da participação mantida pela AmBev e subsidiárias na POLAR para a CBB, pelo valor contábil de
R$ 88.322, resultando assim na amortização integral do deságio existente sobre esse investimento no montante de R$ 14.843.
(c) Principais atividades no exterior em 2002
Em janeiro de 2003, a AmBev e a Quilmes Industrial S.A. – Quinsa, anunciaram a conclusão de sua aliança estratégica.
Como resultado dessa transação, a Companhia deterá 36,1% do direito de voto e 37,5% do interesse econômico da Quinsa
e consolidará proporcionalmente a sua participação nessa empresa. A transação foi constituída em várias etapas:
• A AmBev contribuiu com seus ativos na Argentina, na Bolívia, no Paraguai e no Uruguai para Quinsa em troca de 26,4 milhões
de ações Classe B a serem emitidas pela Quinsa;
• A AmBev comprou 230,9 milhões de ações Classe A da Quinsa, detidas pelos seus controladores, por US$ 346,4 milhões;
• A AmBev e a Quinsa firmaram acordos de licença e distribuição pelos quais a Quinsa produzirá e comercializará na Argentina,
na Bolívia, no Paraguai e no Uruguai as marcas de cerveja da AmBev e a AmBev importará, produzirá e comercializará no
Brasil as marcas pertencentes à Quinsa.
Os controladores da Quinsa possuem o direito de permutar suas 373,5 milhões de ações Classe A adicionais por ações
da AmBev, em períodos especificados em cada ano a partir de abril de 2003. A AmBev também tem o direito de determinar
a permuta dessas ações por ações da AmBev a partir do final do 7o. ano (a contar de abril de 2003). Em ambos os casos,
o número de ações da AmBev a ser emitido para a Beverage Associates Corp. (“BAC”) será determinado com base no “EBITDA”
futuro das duas companhias.
50 Relatório Anual AmBev 2002
Notas explicativas da administração às demonstrações
financeiras em 31 de dezembro de 2002 e de 2001
Em milhares de Reais
1
Contexto operacional continuação
A conclusão da transação foi autorizada pelas autoridades argentinas, sujeita às seguintes restrições:
Dentro de um prazo de doze meses a partir de 14 de janeiro de 2003, Quinsa e AmBev (as “Partes”) devem vender
os seguintes ativos:
• Para uma cervejaria independente e estrangeira, financeiramente capaz e que não produza cerveja no mercado argentino
(o “Comprador”).
– As marcas Bieckert e Palermo;
– Transferência da licença de produção da marca Heineken. Caso a transferência desta licença seja inviável, ou seja,
considerada prejudicial às Partes, a marca Imperial deve, então, ser vendida em substituição à marca Heineken;
– A marca Norte, a critério do Comprador, desde que seja atingido um acordo quanto ao preço. Havendo impasse,
este preço será determinado pela avaliação a ser feita por um banco de investimentos apontado pelas Partes, e cuja
reputação seja internacionalmente reconhecida;
– A cervejaria localizada em Lujan, Buenos Aires, onde atualmente é produzida a marca Brahma.
• Para um terceiro que não o Comprador, e que não produza cerveja no mercado argentino:
– A unidade de produção de malte, adjacente à unidade de produção de cerveja da marca Bieckert, localizada em Llavallol,
Buenos Aires. Alternativamente, as Partes podem acordar em transferir para esse terceiro, os direitos de exploração
da produção de malte nessa unidade por um período de dez anos.
• Dentro de um prazo de doze meses a partir de 14 de janeiro de 2003, as Partes devem submeter documentação aos órgãos
reguladores da concorrência na Argentina, evidenciando o compromisso de:
– permitir ao Comprador, por um período de sete anos a partir da data da venda dos ativos mencionados acima, acesso
à rede de distribuição da Quinsa na Argentina, para as marcas vendidas ao Comprador;
– não induzir consumidores e clientes a comprar outros produtos em operações casadas com cerveja.
– As Partes devem se comprometer com o Comprador a produzir as marcas Bieckert, Palermo e Heineken ou Imperial
(conforme o caso), por um período de dois anos, a partir da data na qual estes ativos forem vendidos.
A compra pela BAC e AmBev de todas as ações da Quilmes International (Bermuda) Ltd. (“QIB”) detidas anteriormente pela
Heineken por um preço total de US$ 102,7 milhões. Como resultado dessa transação, a AmBev e a BAC deterão,
respectivamente, 8,6% e 6,4% das ações da QIB.
Em 24 outubro de 2002, a Companhia e a Central American Bottling Corporation (“CabCorp”), anunciaram a formação de uma
aliança para explorar o mercado cervejeiro centro americano e caribenho.
2
Principais práticas contábeis
(a) Demonstrações financeiras
As demonstrações financeiras da Companhia foram elaboradas e estão apresentadas em conformidade com as práticas
contábeis adotadas no Brasil, de forma condizente com as normas expedidas pela CVM.
Na elaboração das demonstrações financeiras é necessário utilizar estimativas para contabilizar certos ativos, passivos
e outras transações. Assim, as demonstrações financeiras incluem várias estimativas referentes à seleção de vidas-úteis
do ativo imobilizado, provisões necessárias para passivos contingentes, determinação de provisão para imposto de renda
e outras similares que, refletem a melhor estimativa possível, podendo apresentar variações em relação aos dados e valores reais.
(b) Apuração do resultado
Receitas e despesas são reconhecidas pelo regime de competência de exercícios. As receitas de vendas e os correspondentes
custos são registrados na entrega dos produtos.
(c) Ativos circulante e realizável a longo prazo
Caixa e equivalentes, representados por valores de liquidez imediata e vencimento original de 90 dias ou menos, são
apresentados ao seu valor de mercado. As aplicações financeiras, substancialmente representadas por títulos e valores
mobiliários denominados em moeda estrangeira, títulos governamentais, certificados de depósito bancário e os ativos
financeiros, são apresentados ao valor de custo, incluindo quando aplicável os rendimentos auferidos (“curva” dos papéis);
quando necessário, é constituída provisão para redução aos valores de mercado (vide Nota 2(g)).
51 Relatório Anual AmBev 2002
Notas explicativas da administração às demonstrações
financeiras em 31 de dezembro de 2002 e de 2001
Em milhares de Reais
2
Principais práticas contábeis continuação
A provisão consolidada para créditos de liquidação duvidosa, de R$ 139.427 em 31 de dezembro de 2002 (2001 – R$ 131.568),
é constituída em montante considerado suficiente pela administração para cobrir as perdas prováveis na realização dos créditos.
Os estoques são demonstrados ao custo médio das compras ou produção, ajustado, quando necessário, por provisão para
redução aos valores de realização. Em 31 de dezembro de 2002 a provisão consolidada para redução dos estoques aos seus
valores de realização totaliza a R$ 28.660 (2001 – R$ 30.598), contabilizada na conta de “Almoxarifado e outros, líquidos”.
Demais ativos circulantes e do realizável a longo prazo são apresentados ao valor de custo, incluindo, quando aplicável,
os rendimentos auferidos; quando necessária, é constituída provisão para redução aos valores de realização.
(d) Permanente
Os investimentos em sociedades controladas e em controladas em conjunto são avaliados, na controladora, pelo método
da equivalência patrimonial, incluindo, na sua primeira avaliação, o desdobramento dos custos de aquisição em valor
patrimonial, ágio ou deságio. O ágio em investimentos fundamentado na mais-valia do imobilizado é amortizado com base
na depreciação ou realização do imobilizado da controlada, enquanto o ágio atribuído à expectativa de rentabilidade futura
é amortizado no prazo de cinco até dez anos; a amortização do ágio é registrada na rubrica “Outras despesas operacionais”.
O deságio em investimento, atribuído a razões econômicas diversas, somente será amortizado na eventual alienação
do investimento, segundo as normas estabelecidas pela CVM.
O imobilizado é demonstrado ao custo e inclui ampliação de distribuição direta, garrafas e garrafeiras, bem como os juros
incorridos no financiamento da construção das principais instalações. Os gastos com manutenção e reparos são registrados
em contas de despesas quando incorridos. As perdas com a quebra de garrafas e garrafeiras durante a produção são incluídos
nos custos dos produtos vendidos. A depreciação é calculada pelo método linear, considerando a vida útil-econômica dos ativos,
às taxas anuais mencionadas na Nota 5.
A amortização do diferido é calculada pelo método linear, no prazo máximo de até dez anos, a partir da entrada em operação
das atividades.
(e) Conversão das demonstrações financeiras das controladas e coligadas sediadas no exterior
Com exceção das controladas mencionadas no parágrafo seguinte, as demonstrações financeiras das controladas e coligadas
sediadas no exterior são convertidas em reais, considerando-se a moeda local como moeda funcional. Desta forma, os seus
ativos, passivos e patrimônio líquido foram convertidos em reais à taxa de câmbio vigente nas datas das demonstrações
financeiras. As contas do resultado foram convertidas a cada mês pela respectiva taxa de fechamento do período.
O dólar norte-americano foi considerado a moeda funcional da Malteria Pampa S.A. (“Malteria Pampa”), Malteria Uruguay S.A.
(“Malteria Uruguay”) e da operação de malte da Cerveceria y Malteria Paysandu S.A. (“Cympay”), já que as suas receitas
e os seus fluxos de caixa, estão atrelados substancialmente a essa moeda; dessa forma foram adotados os seguintes
procedimentos de remensuração:
• Estoques, imobilizado e depreciação acumulada, bem como as contas do patrimônio líquido, foram convertidos em dólares
às taxas cambiais históricas e convertidos a reais, assim como os ativos e passivos monetários, às taxas de câmbio do fim
do período.
• A depreciação e outros custos e despesas relativos aos ativos convertidos a taxas cambiais históricas foram calculados
com base nos valores dos ativos em dólares norte-americanos. As demais contas de resultado foram convertidas às taxas
médias de câmbio prevalecentes no período.
• Ganhos e perdas apurados na consolidação, provenientes do processo de remensuração, estão incluídos no resultado
do exercício da Companhia, no grupo de “Receitas operacionais”.
52 Relatório Anual AmBev 2002
Notas explicativas da administração às demonstrações
financeiras em 31 de dezembro de 2002 e de 2001
Em milhares de Reais
2
Principais práticas contábeis continuação
As demonstrações financeiras da CCBA S.A. (“CCBA”) na Argentina e da C.A. Cervecera Nacional S.A. (“CACN”) na Venezuela
incluem correção monetária com base na variação de índices de preços locais (Argentina: medido pelo Instituto Nacional
de Estatística e Censos da Argentina – INDEC, que em 2002 foi de 118%; Venezuela: medido pelo Indices de Precios al
Consumidor – IPC, que em 2002 foi de 30%). O efeito total no exercício dessa correção monetária (considerando os efeitos
ao resultado do exercício e ao patrimônio líquido das subsidiárias), antes dos impostos, foi de R$ 76.477 na Argentina e de
R$ 28.831 na Venezuela e está creditado ao resultado consolidado do período no grupo de “Receitas operacionais”.
Adicionalmente, as demonstrações financeiras das controladas e subsidiárias no exterior incluem as variações cambiais sobre
ativos e passivos denominados em moeda estrangeira. Ganhos e perdas provenientes do processo de conversão também
são reconhecidos no resultado do período, no grupo de “Receitas operacionais”.
(f) Passivos circulante e exigível a longo prazo
São demonstrados por valores conhecidos ou calculáveis, acrescidos, quando aplicável, dos correspondentes encargos
e variações monetárias incorridos. As contingências são registradas quando sua realização for provável, pelo valor de perda
estimado pelos consultores jurídicos externos da Companhia e suas controladas.
(g) Operações de “forward” e “swap” de moedas, juros e “commodities”
Os saldos em aberto das operações de “forward” e “swap” de moedas, juros e “commodities” não são registrados no balanço
patrimonial, porém, as perdas e ganhos líquidos não realizados dessas operações, apurados com base no valor de mercado
(os ganhos são limitados ao valor calculado com base na “curva” dos instrumentos), são reconhecidos, em atendimento
ao regime de competência de exercícios, na conta de “Aplicações financeiras” com contrapartida em conta de “Receitas
(despesas) financeiras”.
Os resultados líquidos de operações de “forward” de moedas com o propósito específico de minimizar a exposição da Companhia
ao fator de risco das principais matérias-primas a serem adquiridas, denominadas em moeda estrangeira, são diferidos
e reconhecidos no custo dos produtos vendidos na sua realização, permitindo a correlação do efeito dessas operações
com o preço pago dessas matérias-primas.
(h) Provisão para contingências e passivos associados a questionamentos fiscais
A provisão para contingências é estabelecida por valores atualizados, para questões trabalhistas, tributárias, cíveis e comerciais
em discussão nas instâncias administrativas e judiciais, com base nas estimativas de perdas estabelecidas pelos consultores
jurídicos externos da Companhia e suas controladas, para os casos em que a perda é considerada provável.
As economias de impostos, obtidas com base em decisões judiciais em ações movidas pela Companhia e suas controladas
contra as autoridades tributárias, são objeto de provisionamento até que sejam asseguradas por decisão em última instância
em favor da Companhia e suas controladas.
(i) Subvenção para investimentos
As controladas da Companhia possuem programas de incentivos fiscais estaduais na forma de diferimento do pagamento
de impostos, com reduções parciais ou totais dos mesmos. Em alguns Estados os prazos de carência e as reduções não
são condicionais. Todavia, quando existentes, as condições referem-se a fatos sob controle da Companhia. O benefício
relativo à redução no pagamento desses impostos é tratado como reserva para subvenção de investimentos e registrado
no patrimônio líquido das controladas, observado o regime de competência de registro desses impostos, ou no momento
em que as controladas cumprem com as principais obrigações fixadas nos programas estaduais, de forma a ter o benefício
concedido. Nas demonstrações financeiras consolidadas da Companhia esse benefício é registrado como “Outras receitas
operacionais” (2002 – R$ 151.932; 2001 – R$ 95.984).
53 Relatório Anual AmBev 2002
Notas explicativas da administração às demonstrações
financeiras em 31 de dezembro de 2002 e de 2001
Em milhares de Reais
2
Principais práticas contábeis continuação
(j) Impostos sobre a renda
O imposto de renda e contribuição social sobre o lucro líquido são calculados às alíquotas estabelecidas na legislação
aplicável. O encargo referente ao imposto de renda e à contribuição social é registrado em regime de competência de exercícios,
incluindo o imposto diferido calculado sobre as diferenças entre as bases contábeis e tributáveis de ativos e passivos.
É também registrado imposto de renda diferido ativo correspondente ao benefício tributário futuro de prejuízos fiscais e bases
negativas de cálculo para as controladas em que haja expectativa de realização provável desses benefícios, no prazo máximo
de dez anos, baseado em projeções de resultados futuros, descontados ao seu valor presente, atendendo às disposições da
Deliberação CVM no. 273/98 e Instrução CVM no. 371/02.
(k) Benefícios a empregados
Conforme estabelecido pelas Normas e Procedimentos de Contabilidade – NPC no. 26 – “Contabilização de Benefícios a Empregados”,
emitidas pelo IBRACON – Instituto dos Auditores Independentes do Brasil e aprovadas pela Deliberação CVM no. 371 de dezembro
de 2000, a Companhia reconhece ativos e passivos atuariais relacionados a benefícios pagos a empregados.
Em decorrência das disposições acima descritas, a Companhia registrou diretamente no patrimônio líquido de sua controlada
CBB, em 31 de dezembro de 2001, provisão líquida para benefícios no valor de R$ 56.458.
(l) Demonstrações financeiras consolidadas
Para as empresas controladas pela Companhia foi consolidada a totalidade de seus ativos, passivos e resultados, sendo
destacadas as participações dos acionistas minoritários no patrimônio líquido e no resultado dos exercícios das controladas.
Na consolidação foram eliminados os investimentos nas controladas e a parcela correspondente dos seus patrimônios
líquidos, assim como os saldos ativos e passivos, bem como as receitas e despesas, decorrentes de transações realizadas
entre as empresas consolidadas.
As demonstrações financeiras consolidadas abrangem as demonstrações financeiras, em datas coincidentes, das sociedades
controladas pela Companhia, direta ou indiretamente.
A AmBev e a Souza Cruz S.A. constituíram a empresa Agrega Inteligência em Compras Ltda. – Agrega, na qual a Companhia
participa com 50%, para administrar o processo de aquisição de materiais indiretos e de serviços por meio de um portal “B2B
– Business to Business” na Internet. Para essa empresa controlada em conjunto, mediante acordo de acionistas, a consolidação
incorpora as contas de ativo, passivo e resultado proporcionalmente à participação total detida pela Companhia no seu capital
social. Os ativos da Agrega consolidados proporcionalmente totalizam R$ 1.401 em 31 de dezembro de 2002 (2001 – R$ 1.385).
(m) Transações com partes relacionadas
As transações com partes relacionadas envolvem, entre outras operações, a compra e a venda de matérias-primas como
malte, rótulo, rolhas e produtos acabados diversos, eliminadas nas demonstrações financeiras consolidadas da Companhia,
com exceção da parcela não consolidada das operações com empresas controladas em conjunto (contabilização com base
no critério de consolidação proporcional) e partes relacionadas.
Os contratos de mútuo firmados entre as empresas do grupo têm prazo de vencimento indeterminado e estão sujeitos
a encargos financeiros equivalentes aos obtidos nas captações de recursos financeiros da Companhia e controladas
no mercado, consolidados com base nos mesmos critérios acima descritos.
(n) Reclassificações
O saldo em aberto de ganho e perdas não realizados sobre operações com instrumentos derivativos em 31 de dezembro
de 2001 foi reclassificado de Caixa e Equivalentes e outros ativos para conta de aplicações financeiras, com o objetivo
de adequação à apresentação de 2002.
54 Relatório Anual AmBev 2002
Notas explicativas da administração às demonstrações
financeiras em 31 de dezembro de 2002 e de 2001
Em milhares de Reais
3
Estoques
Consolidado
Produtos acabados
Produtos em elaboração
Matérias-primas
Materiais de produção
Vasilhames e garrafeiras
Almoxarifado e outros. líquidos
4
2002
2001
157.778
50.786
425.321
118.958
22.271
84.587
158.681
50.085
379.043
109.939
26.506
82.425
859.701
806.679
Outros ativos
Controladora
Ativo circulante
Demais contas a receber
Despesas antecipadas
Adiantamentos a fornecedores e outros
Dividendos a receber
Contas a receber de sociedades ligadas
Realizável a longo prazo
Outros impostos e taxas a recuperar
Despesas antecipadas
Demais contas a receber
Excesso de ativos – Instituto AmBev
Contas a receber de sociedades ligadas
55 Relatório Anual AmBev 2002
Consolidated
2002
2001
2002
2001
287
3.040
89.081
40.070
10.616
109.673
50.577
15.341
1.191
146.701
6.025
6.312
149.741
139.767
176.782
77.985
78.146
340.741
51.146
30.863
21.574
332.984
61.345
46.185
20.792
35.075
77.985
78.146
444.324
496.381
Notas explicativas da administração às demonstrações
financeiras em 31 de dezembro de 2002 e de 2001
Em milhares de Reais
5
Imobilizado
Consolidado
Custo
Terrenos
Prédios e construções
Máquinas e equipamentos
Bens móveis de uso externo
Outros imobilizados e intangíveis
Imobilizado em andamento
Depreciação acumulada
2002
2001
147.129
1.895.040
4.407.065
622.291
507.149
218.218
154.360
1.887.088
3.655.179
601.898
395.593
227.207
7.796.892
6.921.325
(4.507.788)
(3.643.580)
3.289.104
3.277.745
Taxas
percentuais
anuais de
depreciação
4
10 a 20
10 a 20
4 a 20
As sociedades controladas mantêm bens imóveis destinados à venda, em 31 de dezembro de 2002, no valor residual de R$ 121.549
(31 de dezembro de 2001 – R$ 104.524), que estão classificados no realizável a longo prazo, já deduzido da provisão para
perda potencial na realização, no montante de R$ 55.861 (31 de dezembro de 2001 – R$ 43.892).
Durante o ano de 2002, as controladas da Companhia realizaram o processo de desmobilização de máquinas, equipamentos
e outros ativos fora de uso. Em conseqüência desse processo, a Companhia reconheceu nas demonstrações financeiras
consolidadas uma perda no montante de R$ 6.517 em “Receitas (despesas) não operacionais”, com geração de caixa líquido
de R$ 5.384 provenientes da alienação e sucateamento desses itens.
6
Diferido
Consolidado
Custo
Pré-operacionais
Gastos com implantação e ampliação
Outros
Amortização acumulada
56 Relatório Anual AmBev 2002
2002
2001
247.307
214.073
132.865
245.359
189.540
81.410
594.245
516.309
(438.806)
(347.519)
155.439
168.790
Notas explicativas da administração às demonstrações
financeiras em 31 de dezembro de 2002 e de 2001
Em milhares de Reais
7
Participação em sociedades controladas diretas
(a) Movimentação da participação em sociedades controladas diretas, incluindo ágio e deságio
Descrição
Saldo em 31 de dezembro de 2000
Aquisição de investimento
Deságio apurado na
incorporação de ações
Dividendos recebidos e a receber
Incorporação de IBANN pela AmBev
Redução de capital com
cessão de ações e créditos
Aumento de capital
Equivalência patrimonial
Amortização do ágio
CBB (i)
Agrega
Eagle
Hohneck (ii)
Polar
3.364.788
113.235
IBANN (iii)
3.364.788
564.498
677.733
(14.843)
(308.582)
(577.883)
(1.530.783)
532.338
905.420
(84.737)
Saldo em 31 de dezembro de 2001
Aquisição de investimento
Alienação de investimento
Dividendos recebidos e a receber
Efeito reflexo da implementação
da NPC 26
Aumento (redução) de capital
com cessão de créditos
Equivalência patrimonial
Amortização do (ágio) deságio
2.878.444
(1.338.275)
(240.883)
(84.738)
Saldo em 31 de dezembro de 2002
1.158.249 (iv)
2.699
(1.883)
955.368
347.000
(12.438)
12.640
816 1.289.930
111.032
333
(88.322)
(44.346)
(56.299)
Total
13.385
(14.843)
(308.582)
(577.883)
(575.415)
882.037
917.124
(84.737)
4.280.222
333
(88.322)
(44.346)
(56.299)
1.810
442.248
(2.083) 1.483.388
215.456
543 3.215.566
215.456
6.460
14.843
(894.217)
1.462.338
(69.895)
4.589.814
(i) Brahma incorporada na CBB em 31 de março de 2000.
(ii) Sediada no exterior.
(iii) Indústria de Bebidas Antarctica do Norte e Nordeste S.A. – IBANN.
(iv) Saldo composto pelos montantes de ágio líquido de amortização em R$ 553.666, de deságio a amortizar em R$ 149.946 e de investimento avaliado pelo método de equivalência
patrimonial em R$ 754.529.
57 Relatório Anual AmBev 2002
Notas explicativas da administração às demonstrações
financeiras em 31 de dezembro de 2002 e de 2001
Em milhares de Reais
7
Participação em sociedades controladas diretas continuação
(b) Ágio e deságio
Controladora
Ágio
CBB – fundamentado em:
Expectativa de rentabilidade futura
Mais-valia do imobilizado
Consolidado
2002
2001
2002
2001
702.760
144.579
702.760
144.579
702.760
144.579
702.760
144.579
847.339
847.339
847.339
847.339
123.211
34.177
33.891
28.101
19.001
16.922
5.514
28.940
34.177
33.891
28.101
19.001
16.922
Astra
Cympay
Pilcomayo
Malteria Pampa
Salus
Patí do Alferes
Miranda Corrêa
Total de ágio
847.339
847.339
1.108.156
1.008.371
Amortização acumulada
(293.673)
(208.935)
(331.316)
(226.008)
Total de ágio, líquido
553.666
638.404
776.840
782.363
Deságio
CBB
Polar
(149.946)
(149.946)
(14.843)
(149.946)
(149.946)
(14.843)
Total de deságio
(149.946)
(164.789)
(149.946)
(164.789)
Deságio (ágio, líquido)
403.720
473.615
626.894
617.574
58 Relatório Anual AmBev 2002
Notas explicativas da administração às demonstrações
financeiras em 31 de dezembro de 2002 e de 2001
Em milhares de Reais
7
Participação em sociedades controladas diretas continuação
(c) Informações sobre sociedades controladas diretas
Em 31 de dezembro de 2002
Descrição
CBB
Agrega
Eagle
Hohneck
3.442.186
6.073.132
1.375
276
10.000
9.515.318
1.375
276
10.000
99,5
100,0
99,7
50,0
50,0
99,9
99,9
100,0
100,0
Patrimônio líquido ajustado
756.666
1.085
3.217.810
215.456
Lucro líquido (prejuízo) ajustado
(334.370)
(4.169)
1.484.731
363.027
Quantidade de ações/cotas possuídas – em milhares
Ações ordinárias/cotas
Ações preferenciais
Total de ações/cotas
Percentual de participação direta no capital social
Em relação às ações preferenciais
Em relação às ações ordinárias/cotas
Em relação ao total de ações/cotas
Informações sobre as demonstrações financeiras
das controladas diretas:
Em 31 de dezembro de 2001
Descrição
Quantidade de ações/cotas possuídas – em milhares
Ações ordinárias/cotas
Ações preferenciais
Total de ações/cotas
Percentual de participação direta no capital social
Em relação às ações preferenciais
Em relação às ações ordinárias/cotas
Em relação ao total de ações/cotas
Informações sobre as demonstrações
financeiras das controladas diretas:
Patrimônio líquido ajustado
(passivo a descoberto)
Lucro líquido (prejuízo) ajustado
59 Relatório Anual AmBev 2002
CBB
Agrega
Eagle
Hohneck
Polar
3.442.186
6.073.132
1.375
158
10.000
13.117
22.000
9.515.318
1.375
158
10.000
35.117
99,5
100,0
99,7
50,0
50,0
99,9
99,9
100,0
100,0
87,2
19,4
37,8
2.396.755
1.635
1.290.831
(147.570)
333.002
615.868
(3.766)
441.658
(28.052)
45.341
Notas explicativas da administração às demonstrações
financeiras em 31 de dezembro de 2002 e de 2001
Em milhares de Reais
7
Participação em sociedades controladas diretas continuação
(d) Principais participações indiretas relevantes em sociedades controladas
Percentual total de
participação indireta
Denominação da empresa
Brasil
ANEP – Antarctica Empreendimentos e Participações Ltda.
Indústria de Bebidas Antartica do Sudeste S.A.
CRBS S.A.
Cervejaria Astra S.A.
Indústria de Bebidas Antarctica Polar S.A.
2002
2001
100,0
98,8
99,8
96,7
100,0
98,8
99,8
96,9
Exterior
Jalua Spain S.A.
Monthiers S.A.(*)
CCBP S.A.
CCBA S.A.
C.A. Cervecera Nacional S.A.
100,0
100,0
100,0
70,0
50,2
100,0
100,0
100,0
70,0
50,2
(*) Subsidiária integral da Jalua Spain S.A.
8
Empréstimos e financiamentos – consolidado
Circulante
Modalidade/finalidade
Encargos financeiros
ao ano
Moeda local
Incentivos fiscais de ICMS 1,82%
Investimentos
2.93% acima
no permanente
da TJLP
Outros
Moeda estrangeira
Empréstimo sindicalizado 2.4% acima da
LIBOR trimestral
“Bonds”
10.7%
Outros (*)
139.56%
Importação de
matéria-prima
6.12%
Aquisição de equipamentos 8.86%
Vencimento final
2002
2001
2002
2001
31.362
25.034
310.651
235.305
237.721
216.820
29.131
408.294
535.665
269.083
270.985
718.945
770.970
Agosto de 2004
Dezembro de 2011
Abril de 2005
7.062
9.240
63.438
3.016
4.379
223.530
1.150.760
1.766.650
1.251
691.710
1.160.200
71.258
Dezembro de 2010
Janeiro de 2009
207.607
50.948
1.141.943
76.136
81.505
160.168
36.509
118.706
338.295
1.449.004
3.160.334
2.078.383
607.378
1.719.989
3.879.279
2.849.353
Janeiro de 2012
Dezembro de 2008
(*) Incluem nesta rubrica financiamentos (incluindo juros) atrelados às moedas locais da Argentina e da Venezuela.
Abreviaturas utilizadas:
• TJLP – Taxa de Juros a Longo Prazo
• LIBOR – “London Interbank Offered Rate”
• ICMS – Impostos sobre Circulação de Mercadorias e Serviços
60 Relatório Anual AmBev 2002
Longo prazo
Notas explicativas da administração às demonstrações
financeiras em 31 de dezembro de 2002 e de 2001
Em milhares de Reais
8
Empréstimos e financiamentos – consolidado continuação
(a) Garantias
Os empréstimos e financiamentos tomados para ampliação, construção de fábricas e aquisição de equipamentos estão
garantidos por hipoteca dos imóveis das fábricas e alienação fiduciária de equipamentos. Os empréstimos para compra de
matéria-prima, substancialmente malte, empréstimo sindicalizado e emissão de dívida no mercado internacional, estão
garantidos por avais das empresas do grupo AmBev.
(b) Vencimentos
Em 31 de dezembro de 2002, os financiamentos a longo prazo vencem como segue:
2004
2005
2006
2007
2008
Anos subseqüentes. 2009 a 2011
1.459.955
239.223
172.100
131.033
61.714
1.815.254
3.879.279
(c) Incentivos fiscais de ICMS
Descrição
Saldo de curto e longo prazos
Financiamentos
Diferimento de impostos sobre vendas
2002
2001
342.013
460.986
260.339
486.469
802.999
746.808
Os financiamentos referem-se a programas oferecidos por determinados Estados, pelos quais o pagamento de uma porcentagem
do ICMS devido é financiado pelo agente financeiro do Estado, geralmente por cinco anos a partir da data do vencimento.
O montante de R$ 460.986 de “Diferimento de impostos sobre vendas” contém parcela circulante de R$ 154.095 classificada
na rubrica de “Demais tributos e contribuições a recolher”.
Os valores restantes referem-se a diferimento financiado do ICMS devido, por prazos de até dez anos, como parte de programas
de incentivo à indústria. As porcentagens diferidas podem ser fixas ao longo do programa ou variar progressivamente, desde 75%
no primeiro ano a 40% no último ano, sendo os valores diferidos indexados parcialmente por 60% até 80% de um índice geral
de preços.
(d) Empréstimo sindicalizado
O empréstimo sindicalizado em ienes é garantido por avais da AmBev e controladas. Em 31 de dezembro de 2002, pela operação
de “swap” de LIBOR, esse financiamento está indexado a juros prefixados de 5,95% ao ano.
(e) Emissão de dívida no mercado internacional
Em dezembro de 2001, com garantia oferecida pela AmBev, a CBB efetuou emissão de títulos de dívida externa (“Bonds”)
no montante equivalente a US$ 500 milhões. Sobre esses “Bonds” incidem juros de 10,7% ao ano, amortizados semestralmente
a partir de junho de 2002, e com vencimento final em dezembro de 2011.
A Companhia registrou esses “Bonds” em 4 de outubro de 2002 na “Securities and Exchange Commission – SEC”. Tal registro
eliminou o acréscimo de 0,5% ao ano na taxa de juros inicial conforme previsto em contrato.
(f) Cláusulas contratuais
A Companhia encontra-se adimplente quanto aos índices de endividamento e liquidez compromissados em decorrência
da obtenção dos empréstimos em (d) e (e) acima.
61 Relatório Anual AmBev 2002
Notas explicativas da administração às demonstrações
financeiras em 31 de dezembro de 2002 e de 2001
Em milhares de Reais
9
Passivos associados a questionamentos fiscais e provisões para contingências
Consolidado
Programa de Integração Social – PIS e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – COFINS
ICMS e Imposto sobre Produto Industrializado – IPI
Imposto de renda e contribuição social
Processos trabalhistas
Processos de distribuidores
Outros
2002
2001
260.304
458.071
66.693
131.465
18.720
79.695
119.700
472.917
40.769
108.298
30.012
43.791
1.014.948
815.487
A Companhia e suas controladas possuem ainda em andamento outros processos da mesma natureza cuja materialização,
na avaliação dos consultores jurídicos, é possível, mas não provável, no valor aproximado de R$ 976.000.
Natureza dos principais passivos associados a questionamentos ficais e provisões para contingências:
(a) ICMS e IPI
Provisão relacionada principalmente a questionamentos fiscais sobre créditos presumidos do IPI à alíquota zero e à tomada
de créditos extemporâneos de ICMS sobre aquisições de bens para o imobilizado realizadas anteriormente a 1996.
(b) PIS e COFINS
A Companhia possui liminar, obtida no primeiro trimestre de 1999, que lhe garantiu até dezembro de 2002 o direito de recolher
o PIS e a COFINS sobre o faturamento, desonerando-a do recolhimento desses tributos sobre outras receitas. Em 31 de dezembro
de 2002 a provisão refere-se principalmente aos valores que deixaram de ser recolhidos sob a proteção dessa liminar.
No entanto, com o advento da Lei no. 10.637 de 31 de dezembro de 2002, a qual estabeleceu novas regras para a apuração
do PIS, com efeitos a partir de 1o. de dezembro de 2002, a Companhia passou a proceder ao recolhimento dessa contribuição,
inclusive sobre outras receitas.
(c) Imposto de renda e contribuição social sobre o lucro líquido
A provisão decorre substancialmente da tomada de dedutibilidade dos juros sobre capital próprio na base da contribuição
social sobre o lucro líquido no ano de 1996.
(d) Processos trabalhistas
Provisão relacionada a reclamações de ex-empregados. Em 31 de dezembro de 2002, os depósitos judiciais vinculados aos
processos trabalhistas efetuados pela Companhia, atualizados conforme índices oficiais, totalizam R$ 74.733 (2001 – R$ 53.567).
(e) Processos de distribuidores
São decorrentes, principalmente, de rescisões de contratos entre controladas da Companhia e certos distribuidores, em virtude
da reestruturação efetuada em sua rede de distribuição, assim como em alguns casos, do não-cumprimento, por parte
dos distribuidores, das diretrizes da Companhia.
(f) Outras provisões
Decorrem de processos relacionados, substancialmente, a questões ligadas ao Instituto Nacional do Seguro Social – INSS,
a produtos e a fornecedores.
62 Relatório Anual AmBev 2002
Notas explicativas da administração às demonstrações
financeiras em 31 de dezembro de 2002 e de 2001
Em milhares de Reais
10 Outros passivos
Controladora
Passivo circulante
Dividendos a pagar
Participações a empregados e administradores
Demais contas a pagar
Contas a pagar a sociedades ligadas
Exigível a longo prazo
Provisão para benefícios de assistência médica e outros
Imposto de renda e contribuição social diferidos
Demais contas a pagar
Fornecedores
Provisão para perda referente ao passivo a descoberto
de sociedade controlada
Aporte à Fundação Zerrenner
Consolidado
2002
2001
2002
2001
345.003
15.590
41
329.555
177.392
182.593
76.570
46.382
770.390
345.709
134.582
126.595
76.762
690.189
947.782
683.648
305.545
53.428
25.693
29.403
29.381
55.558
31.579
7.884
633
147.570
56.987
147.570
137.905
152.641
11 Programas sociais
(a) Instituto AmBev de Previdência Privada – Instituto AmBev
A CBB e suas controladas possuem dois planos de benefícios previdenciários: um no modelo de contribuição definida
(aberto a nova adesões) e outro no modelo de benefício definido (fechado para novas adesões desde maio de 1998), existindo
a possibilidade de migração do plano de beneficio definido para o plano de contribuição definida. Esses planos são custeados
pelos participantes e patrocinadora e administrados pelo Instituto AmBev, objetivando, principalmente, complementar
os benefícios de aposentadoria de seus empregados e administradores. No exercício findo em 31 de dezembro de 2002,
a Companhia e suas controladas contribuíram com R$ 4.181 (2001 – R$ 805) ao Instituto AmBev.
Com base no relatório do atuário independente, a posição dos planos do Instituto AmBev em 31 de dezembro é a seguinte:
2002
2001
Valor justo dos ativos
Valor presente da obrigação atuarial
458.718
(325.557)
417.545
(272.787)
Excesso de ativos – Instituto AmBev
133.161
144.758
Tal ativo foi reconhecido contabilmente pela Companhia, no limite da realização considerada provável nas circunstâncias
atuais, no montante de R$ 21.574 (2001 – R$ 20.792) na conta “Excesso de ativos – Instituto AmBev”.
63 Relatório Anual AmBev 2002
Notas explicativas da administração às demonstrações
financeiras em 31 de dezembro de 2002 e de 2001
Em milhares de Reais
11 Programas sociais continuação
(b) Benefícios de assistência médica e outros providos diretamente pela CBB
A CBB provê diretamente benefícios de assistência médica, reembolso de gastos com medicamentos e outros para aposentados.
A respectiva provisão em 31 de dezembro de 2002, no montante de R$ 53.428 (2001 – R$ 55.558), conforme apurado
por atuário independente, foi reconhecida integralmente nas demonstrações financeiras da Companhia na conta “Provisão
para benefícios a empregados”.
Movimentação da provisão de benefícios a empregados:
Saldo em 31 de dezembro de 2001
Contribuição da patrocinadora
Atualização do cálculo atuarial
55.558
(5.510)
3.380
Saldo em 31 de dezembro de 2002
53.428
(c) Fundação Antônio e Helena Zerrenner Instituição Nacional de Beneficência – Fundação Zerrenner
A Fundação Zerrenner tem entre as suas principais finalidades proporcionar a funcionários e administradores das patrocinadoras
assistência médico-hospitalar e dentária, auxiliar em cursos profissionalizantes ou superiores, manter estabelecimentos
para auxílio e assistência a idosos, entre outros, por meio de ações diretas ou mediante convênios de auxílios financeiros
a quaisquer entidades.
O passivo atuarial referente aos benefícios providos pela Fundação Zerrenner no montante de R$ 76.762 em 31 de dezembro
de 2002 (2001 – R$ 61.487), conforme cálculo apurado por atuário independente, foi integralmente compensado por mesmo
montante de ativos existentes na Fundação Zerrenner na mesma data, sendo que o excesso de saldo de ativos não foi
reconhecido pela Companhia em suas demonstrações financeiras, conforme previsto pela NPC 26.
A movimentação do passivo atuarial da Fundação Zerrenner foi como segue:
Saldo em 31 de dezembro de 2001
Participação estatutária
Atualização do cálculo atuarial
61.487
12.775
2.500
Saldo em 31 de dezembro de 2002
76.762
(d) Premissas atuariais
As premissas adotadas pelo atuário independente nos cálculos de obrigação atuarial foram as seguintes:
Percentual anual
Taxa de desconto
Taxa de retorno esperado dos ativos
Crescimento do componente de remuneração
Crescimento dos custos dos serviços médicos
64 Relatório Anual AmBev 2002
2002
2001
14,48
18,00
11,24
11,24
8,12
8,12
5,10
7,10
Notas explicativas da administração às demonstrações
financeiras em 31 de dezembro de 2002 e de 2001
Em milhares de Reais
12 Patrimônio líquido
(a) Capital social subscrito e integralizado
Em 31 de dezembro de 2002, o capital social da Companhia, no montante de R$ 3.046.244 (2001 – R$ 2.944.288), é representado
por 38.620.730 mil ações (2001 – 39.741.398 mil), sendo 15.795.903 mil ações ordinárias (2001 – 16.073.049 mil) e 22.824.827 mil
ações preferenciais (2001 – 23.668.349 mil), todas nominativas e sem valor nominal.
Em abril de 2002, a Companhia deliberou pelo cancelamento de 1.504.743 ações de sua emissão sendo 277.146 ordinárias
e 1.227.597 preferenciais sem diminuição do capital social. Adicionalmente, a Companhia deliberou aumentar o capital social
em R$ 101.956, mediante subscrição privada de 384.075 mil ações preferenciais, sem valor nominal, já integralizadas,
exclusivamente para atender ao disposto no Plano de Opção de Compra de Ações.
(b) Bônus de subscrição de ações
A Companhia possui em circulação 404.930 mil bônus de subscrição de ações, sendo 142.039 mil para subscrição de ações
ordinárias e 262.891 mil para ações preferenciais, que darão direito à subscrição de ações da AmBev, na proporção de cinco
ações para cada bônus, respeitada a espécie de ações. O exercício do direito à subscrição ocorrerá em abril de 2003.
Segundo o entendimento da Companhia, o preço de subscrição das ações deverá ser apurado com base no preço original
de subscrição de R$ 200 por lote de mil ações, ajustado na forma estabelecida no edital de emissão, com atualização de
acordo com a variação do IGP-M, acrescido de juros de 12% ao ano, calculado “pro rata temporis”, reduzido pelo montante
de dividendos pagos.
Na hipótese de haverem subscrições públicas ou privadas a preços inferiores ao preço (teórico) de subscrição do bônus,
o mesmo seria ajustado para igualar-se a tal preço de subscrição e todas as correções e ajustes subseqüentes partiriam
desse novo patamar. Essa determinação, teve por objetivo fazer com que eventuais emissões de novas ações, em patamares
de preço inferiores ao preço de subscrição do bônus, beneficiassem também os titulares dos mesmos, como é usual no caso
das emissões de debêntures conversíveis.
Através de ofício recebido ao final do dia 1o. de novembro próximo passado, a AmBev foi informada pela CVM que a Procuradoria
Jurídica da autarquia entendia diversamente a matéria, considerando aplicável, na determinação do preço de emissão dos bônus
de subscrição, o preço das subscrições realizadas, de 1996 a 2003, no âmbito restrito do Plano de Opção de Compra de Ações
da Companhia.
A AmBev entende, respeitosamente, que essa interpretação da Procuradoria Jurídica da CVM é equivocada, e pretende
continuar a questioná-la das formas legalmente admissíveis, com base no entendimento de seus consultores jurídicos,
sempre com vistas – acima de tudo – ao tratamento equilibrado dos interesses antagônicos dos titulares de bônus de
subscrição e dos acionistas em geral, que não cabe à própria Companhia arbitrar de forma vinculativa, mas pelos quais deve
e tem permanentemente zelado.
(c) Destinações do lucro do exercício
O estatuto social da Companhia prevê a seguinte destinação do lucro líquido do exercício, após as deduções previstas em lei:
• 27,5% para pagamento de dividendos obrigatórios a todos os seus acionistas. Consoante determinação legal, as ações
preferenciais fazem jus a um dividendo 10% superior ao das ações ordinárias.
• Importância não inferior a 5% e não superior a 68,8% do lucro líquido, para a constituição de reserva de investimentos, com a
finalidade de financiar a expansão das atividades da Companhia e de suas empresas controladas, inclusive pela subscrição
de aumentos de capital ou criação de novos empreendimentos. Essa reserva está consubstanciada em orçamento de capital
aprovado pelo Conselho de Administração.
• Constituição de reserva para futuro aumento de capital com o saldo remanescente do lucro líquido do exercício.
• Distribuição aos funcionários de até 10% do lucro líquido do exercício, com base em critérios predeterminados. Aos diretores
é atribuída uma participação de 5% do lucro líquido, limitada ao montante equivalente a sua remuneração anual, prevalecendo
sempre o menor desses dois valores. A participação nos lucros está condicionada a que sejam atingidas metas coletivas
e individuais previamente fixadas pelo Conselho de Administração no início do exercício.
65 Relatório Anual AmBev 2002
Notas explicativas da administração às demonstrações
financeiras em 31 de dezembro de 2002 e de 2001
Em milhares de Reais
12 Patrimônio líquido continuação
(d) Dividendos propostos
Cálculo do percentual dos dividendos aprovados pelo Conselho de Administração sobre o lucro líquido do exercícios findos
em 31 de dezembro:
2002
2001
Lucro líquido do exercício
Constituição da reserva legal (5%)
1.510.313
(75.516)
784.568
(39.228)
Base de cálculo dos dividendos
1.434.797
745.340
Dividendos antecipados
Dividendos complementares
IRRF incidente sobre os dividendos sob a forma de juros sobre o capital próprio
160.883 (i)
341.446
284.609
52.000
(42.691)
Total dos dividendos propostos. líquido de IRRF
502.329
293.918
35,01
39,43
Ordinárias
12,40
7,17
Preferenciais
13,64
7,89
Percentual dos dividendos sobre a base de cálculo – %
Dividendos propostos e aprovados por lote de mil ações em circulação
(excluídas as ações em tesouraria) no fim do exercício – R$
(i) Em setembro de 2002, o Conselho de Administração da Companhia aprovou a distribuição antecipada de dividendos, à razão de R$ 3,97 por lote de mil ações ordinárias e R$ 4,36 por
lote de mil ações preferenciais, sem retenção do imposto de renda na fonte, na forma da legislação em vigor, cujo início dos pagamentos ocorreu em 25 de novembro de 2002, com base na
posição acionária de 25 de outubro de 2002.
(e) Conciliação entre o patrimônio líquido da Companhia e o patrimônio líquido consolidado em 31 de dezembro de 2002
Patrimônio líquido da controladora
Ações em tesouraria adquiridas pela controlada CBB
4.232.166
(102.519)
Total do patrimônio líquido consolidado
4.129.647
66 Relatório Anual AmBev 2002
Notas explicativas da administração às demonstrações
financeiras em 31 de dezembro de 2002 e de 2001
Em milhares de Reais
12 Patrimônio líquido continuação
(f) Ações em tesouraria
O Conselho de Administração da Companhia tem sucessivamente aprovado a aplicação de recursos na aquisição de ações
de sua própria emissão, ficando a Companhia autorizada, durante prazos renováveis de até 90 dias, a adquirir ações dentro
de limites estabelecidos.
Em 31 de dezembro de 2002, a Companhia mantém ações em tesouraria no montante total de R$ 78.027
(2001 – R$ 397.888).
Movimentação das ações em tesouraria:
Descrição
Quantidade
Ordinárias
Saldo em 31 de dezembro de 2001
Aquisições/recompras
Cancelamentos
227.961
89.585
(277.146)
Saldo em 31 de dezembro de 2002
40.400
Preferenciais
Saldo em 31 de dezembro de 2001
Aquisições/recompras
Cancelamentos
701.826
701.285
(1.281.323)
Saldo em 31 de dezembro de 2002
121.788
Em janeiro de 2003, a Companhia lançou novo programa de aquisição de ações ordinárias e preferenciais de sua emissão,
no montante de R$ 200.000, em conformidade com a Instrução no. 10/80 da CVM. Durante os próximos 90 dias a Companhia
poderá recomprar até 7,21% das ações ordinárias e 8,71% das ações preferenciais em circulação em cada classe.
Em 31 de dezembro de 2002, a CBB possui 50.005 mil ações ordinárias e 150.791 mil ações preferenciais (2001 – 50.005 mil
ações ordinárias e 150.470 mil ações preferenciais) de emissão da Companhia no montante de R$ 102.519 (2001 – R$ 101.553).
67 Relatório Anual AmBev 2002
Notas explicativas da administração às demonstrações
financeiras em 31 de dezembro de 2002 e de 2001
Em milhares de Reais
13 Plano de opção de compra de ações
(a) Plano de opção de compra de ações – Plano
A AmBev tem um plano de aquisição de ações por parte dos funcionários qualificados, visando alinhar os interesses dos
acionistas e executivos. Conforme definido no estatuto, o Plano é administrado por um comitê composto de membros
não executivos da Companhia. Esse comitê cria, periodicamente, programas de opção de compra de ações, ordinárias
ou preferenciais, definindo os termos e as categorias dos funcionários a serem beneficiados, e estabelece o preço pelo
qual as opções serão exercidas. Esse preço não poderá ser menor do que 90% do preço médio das ações negociadas
na BOVESPA nos três dias úteis anteriores à data da concessão das opções, indexado pela inflação até o exercício destas.
O número de opções concedidas em cada exercício não pode exceder 5% do número total de ações de cada espécie
naquela data (0,03% e 1,30% em 2002 e 2001, respectivamente).
Quando do exercício das opções, a Companhia tem a faculdade de emitir novas ações, ou utilizar eventuais saldos de ações
existentes em tesouraria. As opções de ações concedidas não possuem data final para exercício. Na hipótese de término
da relação de emprego, as opções se extinguem; quanto às ações adquiridas pelo empregado, a Companhia tem o direito
de recomprá-las por preço igual:
• ao preço pago pelo funcionário, corrigido pela inflação, na hipótese da venda das ações, se este vender as ações durante
os primeiros trinta meses após o exercício da opção;
• a 50% do lote ao preço pago, corrigido pela inflação e os demais 50% do lote a preço de mercado, caso o funcionário
venha a vender as ações depois dos primeiros trinta meses, mas antes do sexagésimo mês após o exercício da opção;
• ao preço de mercado, caso a venda venha ocorrer sessenta meses após o exercício da opção.
O beneficiário da opção que não utilizar pelo menos 70% do valor da participação nos lucros – PL anual a ele atribuída, líquido
do imposto de renda e outros encargos incidentes, na subscrição de ações, terá a quantidade de ações, objeto da opção,
reduzida pelo mesmo número de ações que poderia ter subscrito, com o valor correspondente à diferença entre tal percentual
do PL e o valor efetivamente subscrito, salvo se já houver subscrito com recursos próprios anteriormente.
A Companhia pode financiar as compras de ações de acordo com as normas estabelecidas no Plano. Os financiamentos
normalmente não ultrapassam quatro anos e consideram juros anuais de 8% acima de um índice geral de preços designado.
Os financiamentos são garantidos pela ação emitida por ocasião do exercício da opção. Em 31 de dezembro de 2002, o saldo
em aberto desses financiamentos totaliza R$ 324.784 (2001 – R$ 215.248).
O resumo da movimentação das opções de compra de ações para os exercícios findos em 31 de dezembro é o seguinte:
Opções de compra de ações – em milhares
2002
2001
Saldo de opções de compra de ações exercíveis no início do exercício
1.031.221
1.241.355
Movimentação ocorrida durante o exercício
Exercidas
Canceladas
Concedidas
(384.074)
(16.847)
10.500
(569.108)
(140.776)
499.750
Saldo de opções de compra de ações exercíveis ao final do exercício
640.800
1.031.221
(b) Prêmio na colocação de opções para recompra de ações próprias
No inicio de 2002, a Companhia efetuou a recompra das ações emitidas em dezembro de 2001 em decorrência do exercício
das opções para compra de ações de emissão própria, pelo valor total de R$ 89.099, ao preço médio por lote de mil ações
de R$ 472.98. O prêmio líquido recebido em 2001 na colocação dessas opções foi de R$ 4.866, reconhecido como reserva
de capital no patrimônio líquido.
68 Relatório Anual AmBev 2002
Notas explicativas da administração às demonstrações
financeiras em 31 de dezembro de 2002 e de 2001
Em milhares de Reais
14 Tesouraria
(a) Considerações gerais
Parte substancial dos financiamentos da Companhia é denominada em moeda estrangeira, assim como exigíveis com fornecedores.
Adicionalmente, a Companhia mantém ativos no Mercado Comum do Cone Sul – Mercosul, na Venezuela e na América Central,
que representam em 31 de dezembro de 2002 aproximadamente 27% e 5% dos ativos e das vendas consolidadas, respectivamente.
A Companhia e suas controladas mantêm determinados valores de caixa e equivalentes em moedas estrangeira, assim
como realizam operações de “swap” de moedas, juros e “commodities” e operações de “forward” de moeda, com o objetivo
de proteger-se dos efeitos de variações das taxas de câmbio sobre a exposição consolidada em moedas estrangeiras,
de flutuações em taxas de juros e das oscilações dos preços de matérias-primas, principalmente o alumínio.
(b) Instrumentos derivativos
Montante nominal em aberto dos derivativos em 31 de dezembro de 2002:
Descrição
Montante nominal em aberto
“Hedge” de moedas
Yen/R$
US$/R$
1.059.723
2.300.012
“Hedge” de juros
LIBOR flutuante/LIBOR fixa
CDI x Pré
1.277.366
(42.144)
“Hedge” de “commodities” (custo variável e moedas)
Açúcar
Alumínio
Total
181
166.364
4.761.502
• Ganhos e perdas não realizados
Ganhos e perdas não realizados representam o valor atual a receber (pagar) caso todas as operações fossem liquidadas
em 31 de dezembro com base no valor provável de mercado. Em 31 de dezembro de 2002, o saldo de ganhos (perdas)
não realizados em operações de derivativos, reconhecido na conta de “Aplicações financeiras” com contrapartida em conta
de “Receitas (despesas) financeiras” totaliza R$ 240.329 (2001 – perda de R$ 35.795).
• “Hedge” de moedas e taxa de juros
Os valores contábeis desses instrumentos financeiros estão atualizados conforme estabelecido na cotação praticada
nos correspondentes mercados em 31 de dezembro de 2002.
• “Hedge” de “commodities” e moedas
Os valores contábeis desses instrumentos financeiros estão atualizados a valor de mercado, sendo que durante o exercício findo
em 31 de dezembro de 2002 o montante de R$ 4.916, decorrente dos resultados líquidos positivos dessas operações com
o propósito específico de minimizar a exposição da Companhia a flutuação de moeda estrangeira e preços de matérias-primas
a serem adquiridas, foi diferido, sendo que será reconhecido no resultado quando houver a venda do produto acabado
correspondente.
Durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2002, o montante de R$ 345.649, referente ao resultado líquido positivo
dessas operações, foi reconhecido a credito do resultado, na linha de custos dos produtos vendidos. Adicionalmente, foram
reconhecidos a crédito nas despesas administrativas e comerciais os montantes de R$ 11.847 e R$ 14.153, respectivamente,
como contrapartida do impacto cambial sobre as despesas indexadas a moeda estrangeira.
69 Relatório Anual AmBev 2002
Notas explicativas da administração às demonstrações
financeiras em 31 de dezembro de 2002 e de 2001
Em milhares de Reais
14 Tesouraria continuação
(c) Concentração de risco de crédito
Parte substancial das vendas da Companhia é feita a distribuidores dentro de uma ampla rede de distribuição. O risco de crédito
é reduzido em virtude da grande carteira de clientes e dos procedimentos de controle que monitoram esse risco. Historicamente,
as controladas não registram perdas significativas nas contas a receber de clientes.
A fim de minimizar o risco de crédito de seus investimentos, a Companhia adotou políticas de alocação de caixa e investimentos,
levando em consideração limites e avaliações de créditos de instituições financeiras, não permitindo concentração.
(d) Receitas e despesas financeiras
Consolidado
Receitas financeiras
Resultado dos instrumentos financeiros (*)
Variação da taxa de câmbio sobre aplicações
Receitas financeiras sobre equivalentes a caixa
Juros sobre impostos e contribuições e depósitos judiciais
Outras
Despesas financeiras
Variação da taxa de câmbio sobre financiamentos
Resultado dos instrumentos financeiros (*)
Juros sobre dívidas em moeda estrangeira
Juros sobre dívidas em reais
Impostos sobre transações financeiras
Juros sobre contingências e outros
Outras
2002
2001
1.202.400
1.007.183
120.502
34.165
166.007
100.182
156.418
47.282
54.494
2.530.257
358.376
1.738.770
883.569
332.435
109.395
94.994
95.660
22.520
188.508
193.965
151.484
112.258
99.485
69.595
46.196
3.277.343
861.491
(*) Inclui os efeitos da marcação ao valor de mercado dos ativos financeiros da Companhia.
Os valores contábeis das aplicações financeiras, bem como dos instrumentos derivativos mantidos pela Companhia
estão atualizados com base nas cotações praticadas nos respectivos mercados. Em contrapartida, os passivos
financeiros da Companhia, representados principalmente pelas operações de emissão de “Bonds”, Empréstimo
Sindicalizado e financiamentos à importação estão contabilizados a valor de custo, atualizados às taxas iniciais de juros
contratadas, acrescidos de variações monetárias e cambiais, conforme índices de fechamento de cada período.
70 Relatório Anual AmBev 2002
Notas explicativas da administração às demonstrações
financeiras em 31 de dezembro de 2002 e de 2001
Em milhares de Reais
14 Tesouraria continuação
Os ativos financeiros valorizados a mercado foram contratados com finalidade de “hedge” dos passivos financeiros, o que não
impede que seus resgates ocorram a qualquer momento, embora seja real a intenção da Companhia levá-los à resgate quando
de seus respectivos vencimentos. Sendo assim, caso esses instrumentos venham a ser liquidados apenas nas datas de seus
respectivos vencimentos, o efeito negativo entre o valor de mercado e o cálculo pela “curva” dos papéis seria totalmente eliminado.
Caso a Companhia pudesse ter adotado o mesmo critério de reconhecimento de seus passivos financeiros também a valor de
mercado, teria sido apurado um ganho não realizado, antes do imposto de renda e da contribuição social sobre o lucro líquido,
de aproximadamente R$ 461.634 em 31 de dezembro de 2002, conforme tabela abaixo:
Passivos financeiros
“Bonds”
Empréstimo Sindicalizado
Financiamentos à importação
Contábil
Mercado
Ganho não realizado
1.775.890
1.157.823
105.619
1.377.413
1.103.525
96.719
398.477
54.257
8.900
3.039.332
2.577.698
461.634
Os critérios utilizados para apuração destes ganhos foram:
• “Bonds”: valor de mercado secundário das notas com base na última cotação existente na data-base de 31 de dezembro
de 2002 (aproximadamente 77,53% do valor de face).
• Empréstimo Sindicalizado: valor estimado com base na cotação de mercado secundário de papéis com risco semelhante
(em média 6,90% ao ano).
• Financiamentos à importação: valor estimado de contratação de novas operações na data-base de 31 de dezembro
de 2002, junto a instituições financeiras, para prazos semelhantes aos vencimentos das operações em aberto
(em média 11,50% ao ano).
71 Relatório Anual AmBev 2002
Notas explicativas da administração às demonstrações
financeiras em 31 de dezembro de 2002 e de 2001
Em milhares de Reais
15 Imposto de renda e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido – CSLL
(a) Reconciliação do benefício (despesa) consolidado do imposto de renda e da CSLL com seus valores nominais
Lucro líquido consolidado antes do imposto de renda e da CSLL
Participações estatutárias e contribuições
Lucro líquido consolidado, antes do imposto de renda, da CSLL e da participação
dos acionistas minoritários
Despesa com imposto de renda e CSLL a alíquotas nominais
Ajustes para obtenção da alíquota efetiva
Benefício da dedutibilidade dos juros sobre capital próprio
Ganhos de participações decorrentes de reestruturações societárias
Resultado de controladas no exterior não sujeitas a tributação
Ganhos patrimoniais sobre reserva de subvenção para incentivos fiscais
em sociedades controladas
Adições e exclusões permanentes e outros
Benefício (despesa) de imposto de renda e CSLL
2002
2001
1.307.359
993.325
(125.039)
(157.075)
1.182.320
836.250
(401.989)
(284.325)
621.481
96.767
(41.053)
151.472
51.657
9.491
32.634
(7.469)
280.640
(51.974)
(b) Composição da despesa (benefício) com imposto de renda e contribuição social sobre o lucro líquido
Controladora
2002
2001
Consolidado
2002
2001
Corrente
Diferido
20.441
(6.226)
22.172
(123.320)
403.960
(197.988)
146.014
Total
20.441
15.946
280.640
(51.974)
(c) Composição dos impostos diferidos
Controladora
No realizável a longo prazo
Prejuízos fiscais a compensar
Diferenças temporárias
Provisões não dedutíveis
Participações de empregados nos lucros
Outros
No exigível a longo prazo
Diferenças temporárias
Depreciação acelerada
Outros
72 Relatório Anual AmBev 2002
Consolidado
2002
2001
2002
2001
95.054
72.078
1.080.581
765.065
42.563
44.803
2.157
2.453
350.764
31.050
95.953
302.729
16.625
75.855
139.774
119.334
1.558.348
1.160.274
17.861
7.832
28.833
2.746
25.693
31.579
Notas explicativas da administração às demonstrações
financeiras em 31 de dezembro de 2002 e de 2001
Em milhares de Reais
15 Imposto de renda e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido – CSLL continuação
Com base nas projeções de geração de resultados tributáveis futuros da controladora e controladas localizadas no Brasil e
no exterior, a estimativa de recuperação do saldo ativo consolidado de imposto de renda e contribuição social diferidos
sobre prejuízos fiscais, encontra-se demonstrada a seguir:
Em valores nominais (em milhões de Reais)
2003
2004
2005
2006
2007
2008
89
160
203
258
308
62
1.080
O ativo registrado limita-se aos valores cuja compensação é suportada por projeções de lucros tributáveis, descontados
ao seu valor presente, realizados pela Companhia até os próximos dez anos, conforme as disposições das deliberações
CVM no. 273/98 e 271/02, considerando-se, inclusive, que a compensação dos prejuízos fiscais é limitada a 30% do lucro
do exercício antes do imposto de renda, determinado de acordo com a legislação fiscal brasileira.
O imposto de renda diferido ativo inclui o efeito dos prejuízos fiscais de controladas brasileiras, que são imprescritíveis,
compensáveis com lucros tributáveis futuros, restando reconhecer o montante de R$ 143.732; todavia, a Companhia está
estudando a utilização desse crédito. Adicionalmente, o benefício fiscal correspondente aos prejuízos fiscais de sociedades
no exterior, no montante de R$ 132.615, não foi contabilizado como ativo, uma vez que a administração não tem segurança
de que sua realização seja provável.
Estima-se que o saldo referente aos impostos diferidos decorrentes das diferenças temporárias em 31 de dezembro de 2002
será realizado até o exercício de 2008, contudo não é possível estimar com razoável precisão os anos em que estas diferenças
temporárias serão realizadas, pois grande parte dessas diferenças estão sujeitas a decisões judiciais sob as quais a Companhia
não possui qualquer controle ou meios de prever quando haverá a decisão em última instância.
As projeções de geração de resultados tributáveis futuros incluem várias estimativas referentes a performance da economia
brasileira e mundial, seleção de taxas de câmbio, volume de vendas, preços de vendas, alíquotas de impostos e outros que
podem apresentar variações em relação aos dados e valores reais.
Como o resultado do imposto de renda e contribuição social sobre o lucro líquido decorrem não só do lucro tributável,
mas também da estrutura tributária e societária da Companhia, da existência de receitas não tributáveis, despesas não
dedutíveis, isenções e incentivos fiscais e diversas outras variáveis, não existe uma correlação relevante entre o lucro líquido
da Companhia e o resultado de imposto de renda e contribuição social. Portanto, recomendamos que não seja tomada
a evolução da utilização dos prejuízos fiscais como indicativo de lucros futuros da Companhia.
73 Relatório Anual AmBev 2002
Notas explicativas da administração às demonstrações
financeiras em 31 de dezembro de 2002 e de 2001
Em milhares de Reais
16 Receitas (despesas) operacionais, líquidas
Controladora
2002
Receitas operacionais
Ganhos e acréscimos patrimoniais de controladas
Variação cambial de investimentos no exterior
Outras receitas operacionais
Recuperação de impostos e contribuições
Baixa de deságio na alienação de investimento
Estorno de provisão para perdas sobre passivo a descoberto
Despesas operacionais
Provisão para perda sobre passivo a descoberto
Amortização de ágio
Outras despesas operacionais
Receitas (despesas) operacionais, líquidas
2001
3.543
1.073
14.843
190.016
204.859
4.616
(42.466)
(84.738)
(3.761)
(28.196)
(84.737)
(130.965)
73.894
Consolidado
2002
2001
151.932
128.829
45.959
26.644
14.843
95.984
49.596
105.006
368.207
250.586
(105.306)
(63.470)
(94.151)
(4.204)
(112.933)
(168.776)
(98.355)
(108.317)
199.431
152.231
17 Receitas (despesas) não operacionais, líquidas
Controladora
2002
Receitas não operacionais
Ganho de participação em investimentos
Outras receitas não operacionais
2001
2002
2001
18.269
10.567
31.806
4.020
16.153
5.065
28.836
35.826
21.218
(69.877)
(12.432)
(25.665)
(3.568)
(15.324)
(107.974)
(18.892)
(72.148)
2.326
Despesas não operacionais
Provisão para perda sobre outros investimentos
Perda na alienação de bens do imobilizado
Outras despesas não operacionais
Receitas (despesas) não operacionais, líquidas
Consolidado
28.836
18 Seguros
Em 31 de dezembro de 2002, os principais ativos da Companhia e de suas controladas, como bens do imobilizado e do estoque,
estão segurados contra riscos de incêndio e diversos, com base nos respectivos valores de reposição. O valor de cobertura das
apólices é superior aos valores registrados contabilmente.
74 Relatório Anual AmBev 2002
Informações ao Investidor
Administração Central
Ratings
Agencia
Fitch
Moody’s
S&P
Rating
Perspectiva
BBBBaa3
BBB-
estável
estável
negativo
Dr. Renato Paes de Barros, 1017 4o andar
CEP 04530-000 São Paulo-SP, Brasil
Tel 55 11 2122-1200
Fax 55 11 2122-1526
Informações aos acionistas
Para encaminhar mudanças de endereço, cheques de
dividendos, consolidações de contas, depósitos diretos
de dividendos, mudanças de registros, certificados perdidos
de ações, por favor, entre em contato com:
Nilson Casemiro
Tel 55 11 2122-1402
Email: [email protected]
Banco depositário no Brasil
Banco Itaú
Claúdio Ribeiro
Tel 55 11 3247-1908
Email: clá[email protected]
Banco depositário e agente de transferência
nos EUA
Bank of New York
101 Barclay Street, 22 West
New York, NY 10286
Tel 1800 BNY ADRs (1 888) 269 2377
Email: [email protected]
Auditores Independentes
PricewaterhouseCoopers
Av. Francisco Matarazzo, 1700 – Torre Torino
Ivan M. Clark
76 Relatório Anual AmBev 2002
Informações Adicionais
Todas as solicitações de informação devem ser
encaminhadas para:
AmBev
Departamento de Relações com Investidores
Dr. Renato Paes de Barros, 1017 4o andar
CEP 04530-000 São Paulo-SP- Brasil
Tel 55 11 2122-1415/1414/1408
Email: [email protected]
Site para investidores
O nosso site de relações com investidores
(www.ambev.com.br) tem informações adicionais sobre as
operações da Companhia e suas demonstrações
financeiras, bem com como transcrições de conferências
telefônicas. Os investidores podem também se cadastrar
para receber automaticamente por e-mail press releases e
notificações de apresentações e eventos da Companhia.
Publicações
O Relatório Anual da Companhia, e outras publicações estão
disponíveis gratuitamente no Departamento de Relações
com Investidores. Se você está recebendo cópias duplicadas
do nosso Relatório Anual, por favor, entre em contato com o
Departamento de Relações com Investidores.
Envie-nos seus comentários
Consideramos valiosas suas opiniões sobre este Relatório
Anual.
O Relatório Anual ajudou-o a compreender melhor a AmBev?
Por favor, envie seus comentários a [email protected]
Este documento é um design de Williams
e Phoa, Londres.
Este relatório foi impresso com papel
100% reciclado e sem ácido.
77 Relatório Anual AmBev 2002
Download