estudo é o primeiro passo para neutralizar efeitos da microcefalia.

INSTITUTO EVANDRO CHAGAS
Clipping
VEÍCULO: HOJE EM DIA ONLINE
DATA: 30/01/2017
ASSUNTO: ZIKA VÍRUS E MICROCEFALIA
PÁG. A14
TIPO: NOTÍCIA
ENDEREÇO WEB:
http://hojeemdia.com.br/horizontes/sa%C3%BAde/cientistas-mapeiam-v%C3%ADrus-da-zika-estudo-%C3%A9-oprimeiro-passo-para-neutralizar-efeitos-da-microcefalia-1.442431
ACESSADO EM: 30/01/2017
Cientistas mapeiam vírus da zika; estudo é o primeiro passo para neutralizar
efeitos da microcefalia.
André Borges/Agência Brasil
Temido pelas gestantes por causa da possibilidade30/01/2017 da ocorrência de microcefalia nos
fetos, o vírus da zika acaba de ser mapeado por cientistas brasileiros. Mais do que entender sua
composição, o objetivo do trabalho é conhecer os impactos dele sobre as células que dão origem
ao cérebro humano. Saber de que forma o vírus age é um primeiro passo para tentar bloquear
seus efeitos.
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ACESSADO EM: 30/01/2017
Os resultados da pesquisa mostram que o invasor microscópico é capaz de travar a multiplicação
celular e de impedir que neurônios maduros apareçam. Essa característica provavelmente explica
o tamanho reduzido do cérebro dos recém-nascidos afetados pelo vírus quando estavam na
barriga da mãe.
Ao fim do trabalho, a equipe coordenada por Patricia Garcez e Stevens Rehen, da Universidade
Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e do Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino, conseguiu uma
biblioteca de mais de 500 proteínas e genes das células humanas que parecem ser manipulados ou
alterados indiretamente pela presença do vírus.
Algumas dessas moléculas podem se revelar alvos promissores para medicamentos que
bloqueiem a ação do vírus de modo específico - algo que não existe hoje. Os pesquisadores estão
tentando desvendar os aspectos básicos da biologia do vírus da zika desde que ele foi ligado à
epidemia de microcefalia em bebês do Nordeste.
Para obter os resultados, os pesquisadores expuseram células-tronco neurais ao vírus durante
duas horas e compararam o desenvolvimento das amostras infectadas com outras não infectadas,
o que mostrou os efeitos causados pela zika na formação do cérebro.
Os primeiros resultados foram similares aos que a equipe já tinha observado em estudos
anteriores: as células dos neurônios infectadas com o zika eram menores que as não infectadas e,
com o passar do tempo, começaram a sumir.
Outra descoberta sobre o comportamento do vírus chamou a atenção dos pesquisadores. Os
experimentos mostram que a zika não sai matando indiscriminadamente as precursoras dos
neurônios. A presença dela leva a uma interrupção no chamado ciclo celular - o processo
delicadamente programado pelo qual as células fazem novas cópias do seu material genético e
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ACESSADO EM: 30/01/2017
depois se dividem, dando origem a outras células. "A parada no ciclo é uma resposta da célula aos
danos em seu DNA", explica Rehen.
Outro processo complexo, a chamada neurogênese (células-tronco neurais que dão origem a
diferentes formas especializadas de neurônios), também é afetada pelo zika. Os resultados
mostram que esse mecanismo que ficou menos ativos nas células infectadas.
Financiamento
Com laboratórios no Rio, os pesquisadores Rehen e Garcez têm sido afetados pela crise financeira
do Estado e pelos problemas mais gerais de financiamento que têm preocupado a comunidade
científica brasileira. A situação deles é um pouco menos grave por causa da prioridade que tem
sido dada aos estudos sobre o zika.
"Boa parte dos recursos federais para zika tem sido repassada, com cortes. Infelizmente, no caso
da Faperj (órgão estadual de fomento à pesquisa), nem isso. A porcentagem repassada até agora
foi mínima e não permite o andamento das pesquisas", diz Rehen.
Também assinam o estudo pesquisadores da Unicamp, da Fiocruz, do Instituto Evandro Chagas e
da Universidade Federal do Pará. Os dados estão em artigo na revista especializada "Scientific
Reports".