Economia Política - uma introdução crítica

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Escola de Ciências Sociais Aplicadas
Economia Política - uma
introdução crítica
Curso de Serviço Social
Prof° Rosane de Souza Ferreira
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Escola de Ciências Sociais Aplicadas
Biblioteca básica do Serviço Social
José Paulo
Netto.
Elaine
Behring.
Carlos
Montano.
Marcelo
Braz.
Ivonete
Boschetti.
Maria
Lúcia
Duriguetto
Carlos
Simões
Josiane
Soares
Santos.
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Economia Política - uma introdução crítica
Autores :José Paulo Netto
Marcelo Braz
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Economia Política - uma introdução crítica
José Paulo Netto
Biografia:
Professor titular da Escola de Serviço Social da
UFRJ e professor emérito da UFRJ.Doutor em
Serviço Social pela Pontifícia Universidade
Católica de São Paulo (PUC-SP) com a tese
“Autocracia burguesa e Serviço Social – Uma
análise do Serviço Social no Brasil pós 64”,
“Capitalismo monopolista e Serviço Social”,
“Crise o socialismo e Ofensiva Neoliberal” e
“Democracia e transição socialista”.
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Economia Política - uma introdução crítica
Marcelo Braz Moraes dos Reis
Biografia:
Pós doutor em Economia pela Universidade de
Lisboa.Doutor em Serviço Social pela Universidade
Federal do Rio de Janeiro (2006). Tem experiência
na área de Serviço Social, com ênfase em
fundamentos da vida social, atuando principalmente
nos seguintes temas: Crítica da Economia Política;
capitalismo
contemporâneo;
marxismo
e
socialismo, partido e movimentos sociais, questão
social e Serviço Social,Serviço Social e projeto
ético político, samba e questão cultural no Brasil.
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Economia Política - uma introdução crítica
A obra tem como objetivo realizar uma introdução a Economia Política,
apresentando as questões centrais com uma abordagem crítica,baseada na
perspectiva marxista oferecendo elementos fundamentais para formação
universitária de estudantes das ciências sociais e humanas e, especialmente, para
formação profissional dos Assistentes Sociais.
Qual a relação desta obra com o Projeto Ético Político do Serviço Social?
A efetivação do Projeto Ético Político do Serviço Social prescinde que os assistentes
sociais tenham conhecimento das relações sociais que se estabelecem na sociedade
capitalista contemporânea, a partir da relação entre capital e trabalho e dos novos
padrões de produção e reprodução da vida social,para que possam criar estratégias e
implementarem ações visando a efetivação e ampliação dos direitos conquistados
pela classe que vive do trabalho e contribuir com a construção de um novo projeto
societário.
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Sumário:
Introdução:Economia Política: da origem a crítica marxiana.
Capítulo 1: Trabalho,sociedade e valor.
Capítulo 2:Categorias da (crítica) Economia Política.
Capítulo 3: Produção de mercadorias e modo de produção capitalista.
Capítulo 4: O modo de produção capitalista: a exploração do trabalho.
Capítulo 5: A acumulação capitalista e o movimento do capital.
Capítulo 6: Mais-valia, lucro e queda da taxa de lucro.
Capítulo 7: As crises e as contradições do capitalismo
Capítulo 8: O imperialismo
Capítulo 9: O capitalismo contemporâneo.
Conclusão
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Introdução-Economia Política: da origem a
crítica marxiana
Economia Política- Estuda as relações sociais que os homens estabelecem na
produção dos bens que asseguram a manutenção e reprodução da vida social.
Maiores representantes da Economia Política Clássica – Adam Smith e David
Ricardo.
Duas características centrais da Teoria de Economia Política Clássica de
Smith e Ricardo:
1 – Compreediam o conjunto das relações sociais que estavam surgindo na crise do
antigo regime,a partir da generalização das relações mercantis e de sua
extensão ao mundo do trabalho.
2 – Tratavam as principais categorias e instituições econômicas ( dinheiro, capital,
salário, mercado, propriedade privada etc ) como instituições naturais, que em
vez de descobertas pela razão humana e instauradas na vida social,
permaneceriam eternas e invariáveis na sua estrutura fundamental.
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Introdução-Economia Política: da origem a
crítica marxiana
A crise da Economia Política Clássica: altera-se profundamente a relação da
burguesia com a cultura ilustrada.
Incompatibilidade da Economia política clássica centrada no valor como produto do
trabalho, que passa a se confrontar com os interesses da burguesia convertida em
classe dominante e conservadora. Apropriação desta concepção de valor pelos
pensadores da classe trabalhadora, revelando o caráter explorador do capital em
face do trabalho.
Revolução Francesa - 1789 - 1799
O regime burguês emancipou os homens das relações de dependência pessoal,
vigentes na feudalidade, a igualdade jurídica nunca pode se traduzir em igualdade
econômico-social.
Novo cenário de confrontos: Burguesia X segmentos de trabalhadores – jovem
proletariado.
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Economia Política: uma introdução crítica
Karl Heinrich Marx - Junto com a crença na inevitabilidade do socialismo e do
comunismo, Marx lutou ativamente para a implementação do primeiro,
argumentando que os teóricos sociais e pessoas economicamente carentes devem
realizar uma ação revolucionária organizada para derrubar o capitalismo e trazer a
mudança socioeconômica.
Para Marx o êxito do protagonismo revolucionário dependia
Do conhecimento rigoroso da realidade social.
Sociedade Burguesa  não é natural, é uma organização
social, histórica, transitória e que contem no seu interior
contradições
Marx aproximou-se do movimento operário que
germinava em 1841 e de 1844 até sua morte seus
esforços foram dirigidos para contribuir na
organização do proletariado.
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Capítulo 1: Trabalho,sociedade e valor.
Objetivo da Economia Política: estudo das leis sociais que regulam a produção e
distribuição dos meios para a satisfação das necessidades dos homens,
historicamente determinadas.
Trabalho: categoria central para a compreensão do próprio fenômeno humanosocial.
• A sociedade através dos seus membros transforma matérias naturais e produtos
que atendem às suas necessidades. Essa transformação é realizada através do
trabalho.
O trabalho é totalmente diferente das atividades naturais realizadas pelos animais:
1 – o trabalho não se opera com uma atuação imediata sobre a matéria natural –ele
exige instrumentos.
2 – o trabalho não se realiza cumprindo determinações genéticas – exige
habilidades e conhecimento
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Capítulo 1: Trabalho,sociedade e valor
3 – o trabalho não atende a um elenco limitado e praticamente invariável de
necessidades, nem a satisfaz sob formas fixas.
Trabalho, natureza e ser social
•
•
•
O trabalho é uma atividade que é impossível de se desenvolver como
atividade isolada.
O trabalho é sempre uma atividade coletiva.
O trabalho não transforma apenas a matéria natural, ele implica uma
relação/uma interação no marco da sociedade, afetando seus sujeitos e
sua organização. Quando o sujeito transforma a natureza através do
trabalho, também transforma a si mesmo. Foi através do trabalho que os
homens se desenvolveram através da história, os homens produziramse a si mesmos e fizeram surgir um novo tipo de ser, diferente do ser
natural, o ser social.
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Capítulo 2:Categorias da (crítica)
Economia Política.
•
•
•
Lembrando : Economia Política - estuda as relações sociais que os homens
estabelecem na produção dos bens que asseguram a manutenção e reprodução
da vida social
Da análise histórica da Economia Política duas Categorias são extraídas:
ontológicas e reflexivas
Ontológicas – têm existência real, são histórico-concretas, modos de existência
do ser social que funcionam e operam na vida em sociedade.
Reflexivas – produto do pensamento racional, da reflexão, da análise teórica,
quando os homens tomam consciência das categorias ontológicas.
Comunidade primitiva e o excedente econômico
• Há cerca de 40 mil anos, os primeiros grupos humanos surgiram na Terra.
• Neste período tinham como características a alimentação baseada em coleta de
vegetais e caçar,nomadismo, consumo imediato de bens e resultados partilhados
por todos – sem propriedade privada de bens
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•
A principal transformação foi surgimento do excedente econômico – a
comunidade começava a produzir mais do que carecia para cobrir suas
necessidades imediatas.
Forças produtivas, relações de produção e modos de produção
A produção de bens se realiza através do processo de trabalho que envolve os
seguintes elementos:
•
•
•
Meios de trabalho – tudo aquilo que o homem usa para trabalhar.
Objetos de trabalho – tudo aquilo sobre que incide o trabalho humano.
Força de trabalho – energia humana utilizada para produção de bens uteis a
satisfação de necessidades.
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Capítulo 3: Produção de mercadorias e
modo de produção capitalista.
•
A riqueza se constitui como um acúmulo de mercadorias.
•
A existência da sociedade sempre depende da produção de bens, ou seja,
valores de uso.(Relação homem/natureza)
•
A mercadoria é produto do trabalho,mas nem todo valor de uso resultante do
trabalho é mercadoria.Produto x Mercadoria.
•
Somente o modo de produção capitalista caracteriza-se como modo de
produção de mercadorias.
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Capítulo 4: O modo de produção
capitalista: a exploração do trabalho.
•
O lucro do capitalista, não se deve a diferença entre os preços de compra e
preços de venda, ocorrentes na esfera da circulação como na produção
mercantil. O lucro provém de processos ocorrentes na esfera da produção,
provém de um acréscimo de valor, realizado quando o capitalista obtém maisvalia.
Por exemplo: consideremos que em um dia de trabalho de 8 horas, o trabalho de
4 horas baste para compor o valor total do salário a ser pago pelo patrão pelas
8 horas. As demais 4 horas são embolsadas pelo patrão. Mais-valia ou lucro,
é meramente a forma peculiar de existência do trabalho excedente no modo de
produção capitalista.
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•
•
Salário – o preço da força de trabalho ( como o das outras mercadorias) também
flutua, muitos fatores influem nessa flutuação, entre os quais o desemprego.
O regime salarial contribui para difundir a falsa idéia que mediante ao salário, os
trabalhadores obtêm a remuneração integral do seu trabalho.
Mercadoria = trabalho concreto (valor de uso) + trabalho abstrato (valor de
troca).
Exploração do trabalho
•
•
•
Na jornada de trabalho, o tempo de trabalho se desdobra em duas partes.
Tempo de trabalho necessário: parte da jornada de trabalho em que o
trabalhador produz o valor correspondente àquele que cobre sua reprodução
(salário).
Tempo de trabalho excedente: parte da jornada de trabalho em que o
trabalhador produz o valor excedente (mais-valia) que lhe é extraído pelo
capitalista.
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Capítulo 5: A acumulação capitalista e o
movimento do capital.
•
Sem acumulação do capital, o modo de produção capitalista não existiria.Para
existir acumulação de capital, a produção de mercadorias precisa ser contínua.
•
A acumulação de capital depende da exploração da força de trabalho.Quanto
maior a exploração da força de trabalho,maior é a mais-valia extraída pelo
capitalista.E quanto maior a mais-valia extraída,maior é a acumulação de capital
pelo capitalista.
•
A concorrência entre capitalista é característica do modo de produção capitalista
e coloca os capitalistas sempre diante de uma escolha: ou acumula ou
desaparece.
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Capítulo 5: A acumulação capitalista e o
movimento do capital.
•
A principal consequência da acumulação de capital para os trabalhadores é a
formação de um exército industrial de reserva (desempregados);
•
A consequência mais clara da lei geral da acumulação capitalista é o que
chamamos de “questão social”;
•
Questão social pode ser entendida como conjunto dos processos de
desigualdade, pobreza,miséria, exclusão causados pela contradição
capital/trabalho e as diversas formas de resistência e luta que os trabalhadores
opõem ao capitalismo.
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Capítulo 6: Mais-valia, lucro e queda da
taxa de lucro.
•
O movimento do capital entre as três classes que participam desse lucro esta
o industrial, os banqueiros e os comerciantes cada um com sua função e
como todo capitalista com objetivo de tirar o lucro da relação de produção.
•
O capitalista ao calcular o seu lucro ele engloba todos os seus capitais, o que
ele investiu em trabalho morto e trabalho vivo e, levando em consideração o
investimento total, ele calcula sua taxa de lucro.
•
O lucro é a forma metamorfoseada com que a mais valia aparece ao
capitalista, com efeito, a contabilidade de uma empresa é determinada pelo
lucro.
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•
O lucro varia entre as empresas do mesmo ramo e empresas do ramo
diferentes, e como o capitalista visa o aumento dos lucros seus
investimentos serão onde lhe forneçam mais lucro. A diferença nos
lucros de empresas do mesmo ramo esta nos seus investimentos. E nas
empresas de ramos diferente esta na migração para o ramo que der
mais lucro.
PREÇO DE PRODUÇÃO E MERCADO
•
Preço é a expressão monetária do valor e pode variar em relação a ele.
Os preços tendem a se aproximar do valor. A partir do momento em que
o movimento do capital estabelece numa conjuntura econômica a taxa
media de lucro as mercadorias deixam de ser vendidas pelo equivalente
de seu valor e passa a ser vendido pelo equivalente do valor capital
investido mais a taxa media de lucro, o que se denomina preço de
produção.
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A TENDÊNCIA À QUEDA DA TAXA DE LUCRO
•
A tendência à queda da taxa de juros é uma das tendências mais
importante no capitalismo. Um capitalista utiliza métodos inovador para
produzir, que reduz seus custos e conseqüentemente reduz o seu valor.
O capitalista que não utilizou nenhum método renovador mantém seus
preços congelados e mais altos e é dessa relação que se aproveita o
capitalista renovador. Mas a concorrência do mercado obriga o
capitalista a inovar seus métodos de produção e assim que ele
generaliza cai o preço do capitalista inovador.
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Capítulo 7: As crises e as contradições do
capitalismo
•
A história do capitalismo é marcada por sucessivas crises. Até a segunda
guerra mundial foram 14 crises. Em pouco mais de um século o capitalismo
mostrou-se instável com períodos de expansão e crescimento da
produção e isso gerou depressões caracterizadas por falência, e aos
trabalhadores miséria e desemprego.Inicialmente as crises eram
localizadas (em 1825 envolveu apenas a Inglaterra), mas desde de 1848
as crises tornaram-se mundiais.
•
As crises no modo de produção capitalista são ocasionadas pela redução
da produção que acarreta na redução da força de trabalho. A crise
capitalista consiste em não escoamento da mercadoria. Ocorre uma
interrupção na rotação do capital.
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As causas dessas crises são diversas vejamos:
•
Anarquia da produção - a produção não obedece a nenhum planejamento ou
controle global e as mercadorias são lançadas no mercado sem ter certeza
que irão ser vendidas ou não.
• Queda da taxa do lucro - a forma como cada capitalista responde a queda da
taxa de lucro, acaba por contribuir com a eclosão da crise.
•
O subconsumo da massa trabalhadora - a situação que os trabalhadores são
colocados não permitem que os mesmos possam consumir as mercadorias
estocada.
Ao mesmo tempo que as crises descapitalizam os capitalistas ela oferece
as possibilidades de sua recuperação em meio a compra de empresas falidas
e com incremento na produção.
As crises por mais severas que sejam não vem conduzindo o modo de
produção capitalista ao colapso, as crises capitalistas só resultam ao
capitalismo.
As crises atingem ambas as classes mais de forma diferente,os mais atingidos
são os trabalhadores.
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Capítulo 8: O imperialismo
•
•
•
O imperialismo é um novo estágio na história do capitalismo que
começa a se configurar no final do século XIX, que domina ao longo do
século XX e com novas determinações ingressa no século XXI.
A evolução do capitalismo
Capitalismo comercial ou mercantil – Tratra-se do estágio inicial do
capitalismo cobrindo do século XVI a meados do século XVIII,no qual o
papel
do
grupo
social
dos
comerciantes/mercadores
foi
decisivo.Caracteriza-se também pela acumulação primitiva e pela
burguesia como classe revolucionária,cujos interesses se conjugam
com os da massa da população, tendo por tarefa liberar as forças
produtivas dos limites que lhes era colocados pelas relações feudais de
produção e seu especifico regime de propriedade.
Capitalismo concorrencial (chamado de liberal ou clássico) – Início
no século XVIII até o último terço do século XIX, tendo como
característica a ampliação do trabalho, teoria econômica clássica,
urbanização.
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•
•
Acelerada, mundialização da economia, organização do proletariado e
questão social;
Capitalismo monopolista ou financeiro- Inicio no século XIX aos dias de
hoje, tendo como característica concentração e centralização capital
financeiro, oligarquia financeira, exportação de capitais, partilha territorial e
econômica do mundo, divisão internacional do trabalho e industria bélica.
As fases do Imperialismo :
•
•
•
Fase clássica- Compreende o período de 1890-1940 caracterizado por
grandes crises econômicas, ascensão do proletariado e mudança no papel
do estado new deal, keynes e fascismo.
Anos dourados- Compreende o período de 1945-1970 caracterizado por
capitalismo democrático, estado de bem estar social e taylorismo-fordismo.
Capitalismo contemporâneo- Referente aos período de 1970 aos dias de
hoje caracterizado por triunfo do capitalismo, integração da classe operária,
desenvolvimentismo e multilateralismo.
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Capítulo 9: O capitalismo contemporâneo.
•
O capitalismo contemporâneo inicia-se nos anos 70, com a crise dos anos
dourados
o
capitalismo
trouxe
a
cena
várias transformações
econômicas, sociais, políticas que gerou impacto sobre as nações e o Estado.
OS ANOS DOURADOS: A ILUSÃO CHEGA AO FIM
A ascensão dos anos dourados surgiu com a formação do Estado de
Bem Estar Social baseado nas teorias de Keynes e sob a organização
do fordismo –
taylorismo
apontavam um consumo em massa
principalmente nas indústrias automobilística.
A ilusão dos anos dourados ocorre entre 1974 -1975 quando as taxas de juros
voltam a cair, a onda expansiva é substituída por uma longa onda recessiva.
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O CAPITAL: DA DEFENSIVA À OFENSIVA
• Nos anos 1967 a 1973 não foram favoráveis ao imperialismo. As lutas sindicais
estavam no auge; as taxas diminuíram e as despesas com os direitos
sociais se acentuaram devido à luta de classe: o capital esta na defensiva.
A restauração do capital:
• reestruturação produtiva
• financeirização
• ideologia neoliberal
• terceira revolução industrial
Os efeitos da reestruturação produtiva
• expansão das atividades do trabalhador coletivo (maior divisão social do trabalh0,
mão de obra polivalente)
• redução salarial
• sindicalismo de empresa
• terceirização
• radicalização da desigualdade social
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•
Todas essas transformações têm objetivos de aumentar a taxa de lucro e
explorar a força de trabalho. O ônus de todas elas recaem sobre os
trabalhadores como a redução salarial, à precarização do emprego. Nesse
estágio o capitalismo tornou o desemprego maciço em fenômeno permanente.
Neoliberalismo:o capital sem controles sociais mínimos
O que se define como neoliberalismo é uma concepção de homem (passivo,
competitivo e calculista), uma concepção de sociedade (tomado com um
agregado fortuito de indivíduos realizando seus propósitos privados) fundada
na idéia da natural e necessária desigualdade entre os homens e uma noção
rasteira de liberdade (vista como função de liberdade de mercado).
A partir dos anos 80, sob o rótulo de reforma o que vem sendo conduzido pelo
capital é um gigantesco processo de contra reforma destinado a supressão ou
redução de direitos e garantias sociais. A ideologia neoliberal sustenta a
necessidade de diminuir as arrecadações do Estado
e
vem
atacando
diretamente as dimensões democráticas.
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Conclusão
Na entrada do século XXI, a análise da história e das perspectivas do
modo de produção capitalista põe a homens e mulheres talvez aquele
que seja o maior dos desafios já enfrentados pela humanidade: a
escolha entre uma nova barbárie, representada pela continuidade do
capitalismo ou a construção de uma nova ordem social, que seja
capaz de garantir o livre desenvolvimento de cada individuo, como
condição para o livre desenvolvimento de todos os indivíduos. Isto não
é uma utopia nem um sonho de teóricos, suas bases objetivas foram
preparadas pelo próprio desenvolvimento do capitalismo que chegou ao
limiar de uma nova barbárie.
Para Netto e Braz, o socialismo é uma possibilidade, uma alternativa
concreta, cuja conversão em realidade esta em função das escolhas
conscientes que direcionam a ação política, de homens e mulheres, no
marco complexo das lutas de classe.
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Qual a relação da discussão apresentada com
o trabalho do Assistente Social ?
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