Apostila_de_AFO_II_0807 - PARTE 2

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Mês
Janeiro
Fevereiro
Março
Abril
Maio
Junho
Julho
Agosto
Setembro
Outubro
Novembro
Dezembro
Média
Ativos
Totais
Necessidades de Recursos
Permanentes
Sazonais
7
ANÁLISE DA GESTÃO DE CAIXA
7.1
INDICADORES DE ATIVIDADE
Os Principais indicadores de atividade são: o giro de estoques,
o giro de clientes (ou contas a receber) e o giro de fornecedores (ou de
contas a pagar).
O giro de estoque nos fornece o quanto gira ou liquida todo o
estoque. Esse número nos dá a dimensão de quanto eficientemente
nós estamos administrando o estoque.
GE
=
Custo das vendas
Valor médio de estoques
O giro de contas a receber possui um cálculo bastante
semelhante ao do Giro de estoque, medindo a rapidez com que
podemos cobrar as vendas efetuadas.
GCR =
Venda anual
Valor médio anual de contas a receber
O giro de contas a pagar, igualmente, possui um cálculo
bastante semelhante ao do giro de estoque, medindo a rapidez com
que a empresa efetua compras.
GCP =
7.2
Compra anual
Valor médio anual de contas a pagar
CICLOS OPERACIONAL E FINANCEIRO DAS EMPRESAS
Podemos definir ciclo operacional como sendo o período de
tempo, geralmente em dias, que vai da data em que a empresa adquire
37
matérias primas até a data em que recebe o dinheiro pela venda do
produto acabado resultante.
“...é o modo pelo qual um produto passa pelas contas de ativo
circulante começa sua vida como estoque, é convertido em contas a
receber ao ser vendido e é finalmente transformado em caixa quando
recebemos o valor da venda. Note que, a cada etapa o ativo se
desloca para mais perto da forma de caixa.”
O ciclo operacional pode ser compreendido através do seguinte
diagrama abaixo:
ESTOQUE
CAIXA
DUPLICATAS Á RECEBER
Pode ser calculado através da fórmula:
CO = PMRE + PMRV
É importante destacar que cada atividade tem suas
características próprias. O ciclo de operação e o ciclo financeiro de
uma empresa agrícola que produz milho, seguramente, são diferentes
dos ciclos de outra empresa também agrícola que produza café. O
ciclo operacional e o ciclo de caixa de um estaleiro são diferentes dos
ciclos de uma fábrica de caneta.
As atividades normais de uma empresa comercial, por exemplo,
compreendem diversas fases, a saber:
a) compra (a vista ou a prazo);
b) estocagem (curta ou demorada); e,
c) venda (a vista ou a prazo.
Como ilustração, suponhamos um supermercado que trabalhe
com as seguintes condições:
Período médio de rotação dos estoques = 35 dias.
Período médio de recebimento das vendas = a vista = 0 dia.
Período médio de pagamento das compras = 70 dias.
Graficamente:
Onde:
Compra
CO = Ciclo operacional
PMRE = Período (ou prazo) médio de rotação de estoques
PMRV = Período (ou prazo) médio de recebimento das vendas
Compra
Já o ciclo financeiro, também denominado ciclo de caixa é o
“...período de tempo em que os recursos da empresa se encontram
comprometidos entre o pagamento dos insumos e o recebimento pela
venda do produto acabado resultante.”10
10
GITMAN, Lawrence J. Princípios de administração financeira. 7ª Ed. Editora Harbra, 1997.
Vende e recebe
PMRE = 35 dias
Paga
PMPC = 70 dias
Recebe
Paga
Ciclo Financeiro = – 35 dias
Compra
Recebe
Ciclo Operacional = 35 dias
O período médio de rotação dos estoques compreende o tempo
38
que a mercadoria permanece na empresa, após ser adquirida.
O período médio de pagamento das compras compreende o
período que a empresa tem para pagar suas compras após ter
recebido a mercadoria.
O período médio de recebimento das vendas compreende o
período que o cliente tem para pagar à empresa que efetuou a venda,
após o recebimento das mercadorias. Nesse exemplo do
supermercado, as vendas são a vista.
O ciclo financeiro (CF), ou ciclo de caixa (CC) é o período que a
empresa leva para que o dinheiro volte ao caixa, isto é, compreende o
prazo médio de rotação do estoque, mais o prazo médio de
recebimento das vendas, menos o prazo médio de pagamento das
compras. No exemplo, temos:
CF = PMRE + PMRV – PMPC
CF = 35 + 0 – 70
CF = – 35 dias
Para este supermercado, observamos que sua atividade
permite trabalhar, durante 35 dias, com o dinheiro do fornecedor, isto é,
o supermercado recebe 35 dias antes de pagar. Portanto, o
supermercado não precisará de recursos próprios para financiar sua
atividade.
Já o ciclo operacional vai da data em que a empresa adquire
matérias primas até a data em que recebe o dinheiro pela venda do
produto acabado resultante. Portanto,
CO = PMRE + PMRV
CO = 35 + 0
CO = 35 dias.
Enquanto na empresa comercial a ênfase de sua atividade está
na intermediação, ou seja, compra e venda de mercadorias, numa
empresa industrial ocorre à transformação da matéria-prima em
produtos destinados ao uso ou ao consumo, ou mesmo destinados à
produção de outros bens. Em resumo, o processo numa indústria tem a
seguinte seqüência:
Compra de matéria-prima
↓
Estocagem de matéria-prima
↓
Transformação da matéria-prima, agregando:
* Mão-de-obra direta
* Componentes
* Custos indiretos de fabricação
↓
Estocagem do produto acabado
↓
Venda do produto acabado
Nesse esquema relativo a uma empresa industrial, o ciclo da
operação começa na aquisição da matéria-prima e termina na venda
do produto acabado. O tempo envolvido dependerá do tipo de atividade
da empresa e do grau de modernização de seus processos e de sua
administração. Além das etapas esquematicamente representadas, há
as ocorrências de pagamento das compras e de recebimento das
vendas.
Suponhamos uma empresa industrial que trabalhe com as
39
seguintes condições:
em que paga ao fornecedor (T2) e aquele em que recebe do cliente
(T4), que no caso equivale a 210 dias.
Prazo médio de rotação dos estoques = 180 dias
Prazo médio de recebimento das vendas = 120 dias
Prazo médio de pagamento das compras = 90 dias
Compra
CF = PMRE + PMRV – PMPC
CF = 180 + 120 – 90
CF = 210 dias
Tanto nas empresas comerciais quanto nas industriais, as
atividades básicas podem ser sintetizadas em quatro grandes eventos,
ou seja:
Vende
PMRE = 180 dias
Compra
Paga
PMPC = 90 dias
Quando ocorre a compra
Comerciais
Vende
PMRV = 120 dias
Recebe
Quando ocorre o pagamento
Financeiros
Ciclo financeiro = 210 dias
Quando ocorre o recebimento
Ciclo operacional = 300 dias
T1
T2
T3
Quando ocorre a venda
EVENTOS
Para o cálculo de cada um dos prazos, temos:
T4
Observamos que, após a entrada das matérias-primas e
componentes, a empresa os transforma em produtos acabados e
posteriormente os vende. O prazo médio de rotação dos estoques é de
180 dias. Depois de efetuada a venda, os clientes levam
aproximadamente 120 dias para pagar. Assim sendo, o ciclo
operacional é de 300 dias:
CO = PMRE + PMRV
CO = 180 + 120
CO = 300 dias
É importante destacar que o ciclo de caixa é positivo. Dessa
forma, a empresa financia o período compreendido entre o momento
PMRE
=
Estoque médio anual x 360
Custo das vendas
PMRV
=
A receber médio anual
Venda média por dia
PMPC
=
Valor médio a pagar x 360
Valor das compras
O ciclo de caixa também pode ser analisado pelo quociente de
posicionamento relativo (QPR), conforme fórmula a seguir:
QPR
=
PMRE + PMRV
PMPC
40
O quociente de posicionamento relativo visa conhecer a relação
existente entre os prazos de recebimento e de pagamentos.
Um quociente elevado indica que a empresa tem dificuldades
em liquidar suas dívidas.
A medida que diminui o período médio de recebimento de
vendas em relação ao prazo médio de pagamento de compras, estará
sendo criadas condições mais favoráveis para obter melhor índices de
liquidez. Como o excesso de recebíveis diminui o "Giro do Ativo" é
preciso aumentar a margem de lucro sobre as vendas para compensar
o efeito negativo do giro baixo. Isto nem sempre é possível. Da mesma
forma dificilmente é possível modificar de modo significativo o prazo
médio de pagamentos de compras, restando agir sobre o período
médio de rotação do estoque.
O ideal é manter um quociente menor ou igual a um.
7.3
GIRO DE CAIXA
Definido a partir do conceito do ciclo de caixa, o giro de caixa
representa o número de vezes em que o caixa girou no período de
análise.
O giro de caixa é representado pela seguinte relação:
GC
=
360
Ciclo de caixa
Quanto maior for o giro de caixa, menor será a necessidade de
caixa para suportar as operações. Da mesma forma que o giro do
estoque, o giro do caixa deve ser maximizado, sem no entanto, incorrer
no risco da falta de recursos.
7.4
CAIXA MÍNIMO OPERACIONAL
Conforme Assaf Neto e Silva (1995), tomando-se o desembolso
total de caixa em um ano e o giro de caixa é possível calcular o caixa
mínimo operacional, como “a razão entre o desembolso de caixa anual
previsto e o giro de caixa”.
CMO =
Onde:
DTA
GC
CMO = Caixa Mínimo Operacional
DTA = Desembolso Total Anual
O caixa mínimo operacional indica o montante de dinheiro a ser
mantido em caixa.
Gitman (2004), critica o CMO, alegando que o modelo
considera que as operações de compra, produção e vendas (e os
respectivos desembolsos e ingressos) se comportam de maneira
uniforme durante o período de análise e por tanto o volume encontrado
para o caixa corresponde a um mínimo necessário sem nenhuma
reserva para atender as incertezas e os desequilíbrios existentes no
período.
7.5
EXERCÍCIOS DE REVISÃO
A) (PROVÃO 97)
Considere os dados abaixo, referentes ao balanço patrimonial
resumido de uma empresa no final de um determinado ano.
Ativo permanente líquido
Caixa
Contas a pagar
R$ 350,00
R$ 100,00
R$ 150,00
41
Contas a receber
Estoques
Exigível a longo prazo
Salários a pagar
R$ 300,00
R$ 250,00
R$ 300,00
R$ 50,00
GRÁFICOS DE ESTRUTURA PATRIMONIAL
ESTRUTURA I
O valor do Patrimônio Líquido dessa empresa, em reais, é:
(a) 200,00
(b) 350,00
(c) 500,00
(d) 1.000,00
(e) 2.050,00
ATIVO
PASSIVO
Circulante
67%
Circulante
46%
Permanente
33%
100%
PL
54%
100%
ESTRUTURA II
ATIVO
Circulante
33%
Permanente
67%
100%
PASSIVO
Circulante
49%
PL
51%
100%
B) (PROVÃO 98)
ESTRUTURA III
Interprete o Balanço Patrimonial da Companhia ALPHA e os
gráficos de estrutura patrimonial apresentados abaixo e responda às
questões 1, 2 e 3.
ATIVO
BALANÇO PATRIMONIAL
PASSIVO
Circulante
Disponibilidades
Duplicatas a Receber
(-) Provisão Devedores Duv.
Estoques
Permanente
Imobilizado
(-) Depreciação Acumulada
Total do Ativo
1.500
20.000
(300)
8.800
Circulante
Fornecedores
Salários e Encargos
Dividendo a Pagar
Empréstimo Bancário
Provisão para Imp. de Renda
9.380
2.400
1.000
5.000
2.820
20.000 Patrimônio Líquido
(5.000) Capital Social
Reserva Legal
Reservas de Lucros
Lucros (P) Acumulados
11.000
600
5.800
7.000
45.000 Total do Passivo
45.000
ATIVO
PASSIVO
Circulante
35%
Circulante
35%
Permanente
65%
PL
65%
100%
100%
ESTRUTURA IV
ATIVO
PASSIVO
Circulante
65%
Circulante
45%
Permanente
25%
PL
55%
90%
ESTRUTURA V
ATIVO
Circulante
33%
PASSIVO
Circulante
55%
Permanente
67%
PL
45%
100%
100%
100%
42
mudar sua política de recebimento, de quantos dias serão seus ciclos
financeiro e operacional?
1) A estrutura patrimonial da Companhia ALPHA corresponde ao
gráfico da Estrutura:
(a) I
(b) II
(c) III
(d) IV
(e) V
F) Casa Móveis Sucesso indústria e comércio Ltda
2) Das empresas representadas graficamente, a que se encontra mais
próxima da insolvência técnica é a da Estrutura:
(a) I
(b) II
(c) III
(d) IV
(e) V
Em janeiro de 2000, Magda Soares assumiu o cargo de
tesoureira da Casa de Móveis Sucesso. Sua decisão imediata foi
buscar uma visão sistemática das operações financeiras de cada área
da empresa, começando pela análise das atividades financeiras a curto
prazo.
3) Considerando que todas as empresas representadas graficamente
tiveram a mesma receita bruta de venda, a que apresentou o maior giro
do ativo permanente foi a da Estrutura:
(a) I
(b) II
(c) III
(d) IV
(e) V
C) Uma determinada empresa está planejando os seus períodos
médios, tanto de estoque, pagamento e recebimento. De acordo com
os dados, responda:
a) PME = 50 dias , PMP = 35 dias e CF = 55 dias. Qual é o Ciclo
Operacional?
A Casa de Móveis Sucesso especializou-se numa linha de
móveis chamada “Linha Moderna para Escritórios”. De alta qualidade,
esses móveis atraem clientes que desejam peças exclusivas para seus
escritórios. A maioria dos móveis dessa linha é feita sob encomenda,
uma vez que os clientes podem escolher dentro da ampla variedade de
acabamentos e cores. Seus principais insumos são materiais plásticos
e metais.
D) Suponha um período de estoque de 200 dias, período médio de
pagamento de 100 dias e de recebimento de 45 dias. Qual será o Ciclo
Financeiro?
Tendo-se decidido a analisar as práticas correntes de
administração de caixa e seus efeitos, Magda precisava levantar os
atuais ciclos operacional e financeiro da empresa. Suas investigações
levaram-na a saber que as compras de matérias-primas e outros
suprimentos se fazem em pequenos volumes, sob contas em aberto
junto aos fornecedores, o que impede a obtenção de descontos
financeiros. A maioria dos fornecedores não oferece descontos e
geralmente suas condições de crédito são para pagamento em trinta
dias. Adicionalmente, uma análise sobre as duplicatas a pagar revelou
ser esse o período médio de pagamento da empresa. Magda consultou
dados da indústria moveleira, descobrindo que a média geral situavase em trinta e nove dias.
E) Banana Passada Ltda, uma empresa nacional de frutas, mantém um
estoque em média de 65 dias, paga a seus fornecedores, em média,
em 30 dias e recebe de seus clientes em 24 dias. Seu plano é de
receber de seus clientes em até 18 dias. Se a empresa conseguir
Em seguida, Magda dedicou-se à análise do ciclo de produção
e das políticas de estoque. A Casa de Móveis Sucesso não retém
estoques além do necessário, seja em matérias-primas ou em produtos
acabados, e o período médio de estoques é de cento e dez dias.
b) PME = 50 dias, PMR= 40 dias e CF= 59 dias. Qual é o CO?
c) PME = 50 dias, PMR = 40 dias, PMP = 35 dias. Qual é o CF?
d) PME = 50 dias, PMR = 40 dias e CF = 55 dias. Qual é o PMP?
43
Quanto esse aspecto, pode-se constatar pela revista da associação de
produtores que o padrão da indústria era de oitenta e três dias.
Em acordo com o restante das indústrias de móveis especiais, a
empresa oferece período de crédito de sessenta dias. Investigações
junto à associação comercial revelaram ser exatamente esse o período
médio de cobrança, quando se ofereciam sessenta dias de prazo aos
clientes.
A empresa gastava aproximadamente $ 26.500.000 por ano em
investimentos no ciclo operacional, valor este que Magda considerou
como nível mínimo de dispêndio em 2000. Sua preocupação era saber
se a administração de caixa da empresa era tão eficiente quanto
poderia ser. Por outro lado, a empresa pagava 15% ao ano sobre
financiamentos junto a terceiros e, por essa razão, preocupava-se com
os custos decorrentes de possíveis ineficiências na administração do
ciclo de caixa da empresa.
(a) $ 26.500.000,00 (b) $ 11.409.722,00 (c) $ 8.759.722,00
(d) $ 10.305.555,06 (e) $ 2.650.000,00
H) Mini Caso – A BARCOPOLO S/A
Você, como gerente financeiro da empresa BARCOPOLO S/A,
ficou encarregado de apresentar respostas para uma série de questões
formuladas pelos acionistas minoritários. Para tanto, utilize as fórmulas
na lousa, se necessárias, bem como o balanço patrimonial e a
demonstração de resultado com os exercícios findos de 2004 e 2005.
Outrossim, considere o ano comercial (360 dias)
BALANÇO PATRIMONIAL
Exercícios findos em 31 de dezembro de 2005 e 2004 (valores em milhares de reais)
ATIVO
2005
2004
PASSIVO
2005
2004
Circulante
Circulante
Com base nas informações anteriores, responda o que abaixo
segue:
1) Admitindo-se a data em que a empresa adquire matérias-primas até
a data em que recebe o dinheiro pela venda do produto acabado
resultante, o ciclo operacional é de:
Disponibilidades
Duplicatas a
receber
Estoques
Fornecedores
30.000
60.000 Emprés. e financ.
(b) 75 dias
(c) 185 dias
(d) 30 dias
(e) 155 dias
2) Da mesma forma, admitindo-se que as compras, a produção e as
vendas se dão num,a base contínua ao longo do ano, de quanto é o
ciclo financeiro da empresa ?
208.000 Salários a pagar
45.000
35.000
220.000
8.000
15.000
550.000
289.000 Imp. e contrib. a
rec.
557.000
393.000
420.000
Depósitos judiciais
20.000
30.000 Financiamentos
70.000
103.000
Valores a receber
28.000
16.000 Outras contas
20.000
22.000
48.000
46.000
90.000
125.000
(b) 155 dias
(c) 185 dias
(d) 75 dias
(e) 30 dias
340.000
266.000
Imobilizado
Diferido
G) De acordo com o ciclo financeiro , de quanto é a necessidade de
financiamento atual da empresa ? (Nota: considere um ano de 360
dias).
ELP
Permanente
Investimentos
(a) 140 dias
60.000
310.000
300.000
Realizável a LP
(a) 170 dias
130.000
210.000
Patrimônio líquido
49.000
360.900
240.000 Reservas de capital
900
1000
16.000
19.000 Reservas de lucros
200.000
160.000
540.900
427.000
1.023.900
972.000
425.900
ATIVO
110.000 Capital social
1.023.900
369.000
972.000 PASSIVO
44
DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS
Exercícios findos em 31 de dezembro de 2005 e 2004 (valores em milhares de reais)
2005
2004
Receita operacional bruta
1.848.931
1.468.121
Deduções de vendas
Impostos e devoluções
(243.486)
(179.598)
Receita líquida de vendas
1.605.445
1.288.523
Custo dos produtos vendidos e serviços prestados
(1.332.010) (1.038.703)
Lucro bruto
273.435
249.820
(Despesas) outras receitas operacionais
Com vendas
(94.151)
(99.093)
Remuneração dos administradores
(6.434)
(6.706)
Despesas de administração
(61.062)
(59.632)
Despesas financeiras
(112.634)
(87.965)
Receitas financeiras
110.419
114.596
Resultado da equivalência patrimonial
Outras receitas operacionais
5.159
(6.494)
Lucro operacional
114.732
104.526
Resultado não operacional
(7.118)
(488)
Lucro antes do IR, da contrib. social e das part. estatutárias
107.614
104.038
IR e contribuição social
(16.516)
(17.304)
Particip. dos administradores nos lucros
(5.357)
(5.287)
Lucro do exercício antes da participação dos minoritários
85.741
81.447
Participação dos minoritários
(719)
(511)
Lucro líquido do exercício
85.022
80.936
Realize uma análise completa da empresa em questão e emita
o respectivo relatório.
(d) IME (I), PMP (D) e PMC (D)
(e) IME (I), PMP (I) e PMC (D)
J) A Hoje S/A não realiza suas vendas a vista. Mantém os seguintes
prazos médios:
PME = 60dias
PMR = 30dias PMP = 25dias
Determine os Ciclos Operacional e Financeiro.
k) A Cia. Amanhã, apresentou o demonstrativo abaixo, determine seus
Ciclos Econoômico, Operacional e Financeiro e o Giro de Caixa.
Ativo Circulante
Disponível 8.000,00
Dupl. A Receber 40.000,00
Estoques 50.000,00
Total 98.000,00
Demonstrativo
Vendas 500.000,00
(-) Custo das Mercadorias
350.000,00
I) (PROVÃO 97)
Uma das áreas-chave da administração do capital de giro de
uma empresa é a administração de caixa.
O ciclo de caixa, que representa o tempo em que o dinheiro da
empresa está aplicado, mantém relações diretamente (D) e
inversamente (I) proporcionais com as seguintes variáveis: idade média
de estoque (IME), período médio de pagamento (PMP) e período
médio de cobrança (PMC). Indique a opção que apresenta à correta
relação entre as respectivas variáveis e o ciclo de caixa.
(a) IME (D), PMP (D) e PMC (I)
(b) IME (D), PMP (I) e PMC (D)
(c) IME (I), PMP (D) e PMC (I)
Passivo Circulante
Fornecedores 30.000,00
Contas a Pagar 26.000,00
Empréstimos
Bancários
28.000,00
84.000,00
Vendidas
Outros
Estoque Final ano anterior 40.000,00
PME=
PMR=
PMP=
(CMV)
45
8
PLANEJAMENTO FINANCEIRO DE CURTO PRAZO
8.1
ORÇAMENTO DE CAIXA
O orçamento de caixa possibilita ao administrador planejar suas
necessidades de caixa de curto prazo. A preocupação é identificar os
superavits e déficits de caixa. Uma empresa, por exemplo, que espera
um excesso de caixa pode planejar aplicações no curto prazo,
enquanto que outra, com déficit de caixa, deve providenciar
financiamento a curto prazo.
Em suma, o orçamento de caixa dá ao administrador financeiro
uma visão clara da época em que ocorrerão recebimentos e
pagamentos previstos durante um determinado período.
Em geral, o orçamento de caixa abrange o período de um ano,
embora possa ser desenvolvido para qualquer período. O período
coberto, normalmente, é subdividido em intervalos. O número e o tipo
de intervalos vão depender da natureza do negócio. Quanto mais
sazonais e incertos forem os fluxos de caixa da empresa, tanto mais
numerosos devem ser os intervalos. Uma vez que muitas empresas se
defrontam com um padrão sazonal de fluxo de caixa, freqüentemente,
o orçamento de caixa é apresentado mês a mês. As empresas com
padrões estáveis de fluxo de caixa podem usar intervalos trimestrais ou
anuais. Se for feito um orçamento de caixa para um período superior a
um ano, justificam-se intervalos temporais menos freqüentes devido à
dificuldade e incerteza de se prever vendas e itens que envolvem o
caixa.
8.2
TERMINOLOGIA
Ingressos: É à entrada de recursos financeiros no caixa da empresa.
Desembolsos ou pagamentos: É à saída de recursos financeiros do
caixa da empresa.
Nível desejado: Também denominado de saldo mínimo de caixa. Tratase do valor mínimo determinado pela administração a ser mantido em
caixa.
Projeções: É a estimativa futura dos saldos de caixa. Assim sendo,
está sujeito a alterações constantes.
Fluxo operacional: É o fluxo de caixa gerado pelas atividades
operacionais normais da empresa.
Fluxo líquido: Diferença matemática entre recebimentos e pagamentos
de uma empresa em um dado momento. Assim sendo, por exemplo, o
fluxo de líquido de caixa diário de uma empresa poderá ser nulo,
negativo ou positivo. Se nulo, o saldo de caixa da empresa não será
alterado; se negativo, o saldo de caixa será diminuído e, se positivo, o
saldo de caixa será aumentado.
8.3
PREVISÃO DE VENDAS
O insumo básico a qualquer orçamento de caixa é a previsão de
vendas, normalmente fornecida ao administrador financeiro pelo
departamento de marketing. Com base nessa previsão, o administrador
financeiro estimará os fluxos de caixa mensais, resultantes da projeção
dos recebimentos de vendas e gastos relacionados com a produção,
estoques e distribuição. Também é exigida para sustentar o nível
previsto de produção e vendas e a possibilidade de sua obtenção.
A previsão de vendas pode estar baseada numa análise de
dados externos ou internos.
Uma previsão externa é baseada nas relações que podem ser
observadas entre as vendas da empresa e certos indicadores
econômicos, como o PNB, a renda pessoal disponível e novas
construções civis. Geralmente, existem previsões desses indicadores a
partir dos quais a empresa poderá estimar seu nível futuro de vendas.
46
Esta abordagem se justifica pois uma previsão das atividades
econômicas permitiria uma estimativa das futuras vendas da empresa,
já que estas estão intimamente relacionadas a alguns aspectos da
atividade econômica.
Previsões internas são aquelas baseadas na elaboração de
previsões de vendas através dos canais de vendas da empresa. Em
geral, pede-se aos vendedores que estimem o número de unidades de
cada tipo de produto que eles esperam vender no período seguinte.
Essas previsões são coletadas pelo gerente de vendas regional que
pode ajustar os valores usando seu próprio conhecimento de mercados
específicos ou a capacidade de previsão dos vendedores. Finalmente,
pode-se fazer ajustes para outros fatores internos tais como a
capacidade produtiva.
As empresas, em geral, usam dados de previsão externa e
interna para compor a previsão final de vendas. Os dados de previsão
interna propiciam uma visão clara das expectativas de vendas,
enquanto os dados de previsão externa fornecem uma maneira de
ajustar estas expectativas, levando em consideração fatores
econômicos gerais. Muitas empresas que vendem bens de primeira
necessidade não são muito afetadas por fatores econômicos, ao passo
que as vendas de outras empresas variam bastante com mudanças na
atividade econômica. Muitas vezes, a natureza do produto afeta a
escolha dos métodos de previsão usados.
8.4
PLANEJAMENTO DE RESULTADO - DEMONSTRAÇÕES
PROJETADAS
O processo de planejamento do lucro está centrado na
elaboração de demonstrações projetadas: Demonstrações do
Resultado e Balanços Patrimoniais. A elaboração dessas
demonstrações exige cuidadosos procedimentos que levam em conta
as receitas, custos e despesas resultantes do nível de operações
antecipadas. Os passos fundamentais
apresentados no fluxograma da página 38.
neste
processo
foram
As peças necessárias à elaboração de demonstrações
projetadas, utilizando-se a técnica simplificada, são as demonstrações
financeiras do ano anterior e a previsão de vendas para o ano
seguinte. A técnica simplificada baseia-se na crença de que as
relações financeiras verificadas nas demonstrações financeiras
históricas não se modificarão no período seguinte.
8.5
ESTUDO DE CASO – ORÇAMENTO DE CAIXA
Você foi encarregada(o) de elaborar o orçamento de caixa para
os meses de março, abril e maio da empresa “10 de Julho”, sabendose o que segue:
a) vendas já realizadas em janeiro e fevereiro, respectivamente: $
100.000 e $ 200.000;
b) previsão de vendas para março, abril e maio, respectivamente:
$400.000, $ 300.000 e $ 200.000;
c) política de crédito concedida nas vendas resulta da seguinte forma
de recebimentos: 20% à vista, 50% em 30 dias e 30% em 60 dias;
d) em maio, a empresa receberá $ 30.000 de um empréstimo
concedido a uma outra empresa do grupo;
e) as compras representam 70% das vendas do mês, sendo que,
desse montante, 10% é pago à vista, 70% em 30 dias e os restantes
em dois meses após a compra;
f) o aluguel mensal de $ 5.000 será pago sem reajuste no período em
análise;
g) os ordenados e salários podem ser calculados somando 10% de
suas vendas mensais ao montante fixo de $ 8.000;
h) os impostos no valor de $ 25.000 deverão ser pagos em maio;
i) em abril será comprada, à vista, uma nova máquina no valor de $
130.000;
j) um pagamento de juros no valor de $ 30.000 será efetuado em maio;
47
k) foi decidido que o saldo mínimo de caixa deverá ser de $ 25.000
mensais.
l) em março, os sócios realizarão uma retirada em dinheiro no valor de
$ 20.000;
m) o saldo final de caixa, em fevereiro, foi de $ 50.000;
O primeiro passo a ser executado é o levantamento da
programação de Recebimentos Projetados para a empresa, conforme
quadro seguinte:
Tab.: 01 - Programação de Recebimentos Projetados (em $ 1000)
jan.
fev.
mar.
abr.
mai.
Previsão de vendas
impostos, aquisição de equipamentos, pagamentos de juros,
reembolso de empréstimos e recolhimento ao fundo de amortização,
requisições ou resgates de ações.
Tab.: 02 -
Programação de Pagamentos Projetados (em $ 1000)
jan.
Fev.
mar.
abr.
mai.
Compras
Compras à vista
Pagamentos
Após um mês
Após dois meses
Vendas à vista
Dividendos
Cobranças
Aluguéis
Após um mês
Ordenados e salários
Após dois meses
Pagamento de juros
Outros
recebimentos
Aquisição de equipam.
Total
Total
Nota: Normalmente, seria de esperar que as porcentagens de
cobrança totalizassem um pouco menos de 100%, refletindo o fato de
que algumas das duplicatas não são cobráveis. Neste exemplo, a
soma das porcentagens de cobrança é de 100% (isto é,
20%+50%+30%), refletindo o fato de que todas as vendas são
supostamente cobradas, sendo a inadimplência considerada
irrelevante.
Após a realização da projeção de recebimentos, parte-se para a
apuração de todos os pagamentos projetados para o período,
lembrando que os pagamentos mais comuns realizados por uma
empresa são: compras à vista, pagamentos de duplicatas, pagamentos
de dividendo, aluguéis, ordenados e salários, recolhimento de
Recolh/o de impostos
Finalmente, com base nas duas últimas tabelas, será possível
realizar o orçamento de caixa da empresa, conforme tabela da página
seguinte. Com a mesma, será possível realizar a interpretação de
caixa, ou seja, a constatação de déficit ou excesso de caixa em cada
um dos períodos cobertos pela projeção.
Os fundos em excesso poderão ser aplicações financeiras de
curto prazo ou em títulos negociáveis. Os déficits terão que ser
financiados com empréstimos (normalmente de curto prazo). Assim
sendo, o administrador financeiro deve se precaver com a escolha de
investimentos, bem como a abertura de uma linha de crédito ou acordo
48
que assegure a disponibilidade de fundos, se este for o caso.
Normalmente, o administrador financeiro tomará o cuidado de tomar
emprestado mais do que o financiamento máximo indicado no
orçamento de caixa devido à incerteza dos saldos finais de caixa que
se baseiam na previsão de vendas e outras variáveis (conforme visto
anteriormente).
Tab.: 03
-
Orçamento de Caixa da Empresa (em $ 1000)
mar.
abr.
mai.
Total de recebimentos
sofisticado e eficiente de reduzir a incerteza do orçamento de caixa
denominado simulação. A simulação é realizada periodicamente com
base nas variações históricas de todas as variáveis possíveis (vendas,
crescimento econômico, compras, taxas de juros etc.). Assim, com as
técnicas estatísticas, equipamentos adequados (Hardwarwe e
softwares) e expectativas futuras, é possível criar uma distribuição
probabilística do comportamento do fluxo de caixa da empresa. Vale a
pena lembrar que este processo resulta num sistema de informações
complexo e muito desenvolvido.
8.7
ESTUDO DE CASO – PROJEÇÃO DE RESULTADOS
Total de pagamentos
Fluxo de caixa líquido
Saldo inicial de caixa
Saldo final de caixa
Saldo mínimo de caixa
Financiamento necessário
Saldo de caixa excedente
8.6
REDUÇÃO DA INCERTEZA NO ORÇAMENTO DE CAIXA
Além de muita cautela no preparo das previsões de vendas e de
outras estimativas incluídas no orçamento de caixa, há dois modos de
se reduzir à incerteza de um orçamento de caixa. Um deles é a
elaboração de vários orçamentos de caixa: um baseado numa previsão
pessimista, outro com base na previsão provável e, finalmente, um
terceiro com previsão otimista. Esta técnica é denominada análise de
sensibilidade e permite ao administrador financeiro a idéia dos fluxos
finais de caixa que podem ser esperados diante das diversas
expectativas. Uma avaliação criteriosa permitirá a percepção do risco
da alternativa, de modo a tomar decisões financeiras a curto prazo
mais seguras e inteligentes.Existe também um processo mais
A firma “Pequenas Encrencas, Grandes Negócios”, produz dois
modelos de Relê: o modelo X e o modelo Y. Embora cada modelo seja
produzido pelo mesmo processo, exigem quantidades diferentes de
matéria-prima e mão-de-obra.
Têm-se as seguintes informações:
a) Demonstração de resultado do ano findo:
TAB.: 01 – Demonstração do Resultado em 31 de dezembro de 2003.
Vendas
$ 100.000
Menos (CPV)
Fixos
40.000
Variáveis (40% das vendas)
40.000
Lucro Bruto
$ 20.000
Menos: Despesas Operacionais
Fixas
5.000
5.000
Variáveis (5% das vendas)
Lucro Operacional
$ 10.000
1.000
Menos: Despesas de Juros (totalmente fixa)
Lucro antes do Imposto de Renda
$ 9.000
Imposto de Renda
2.250
Lucro Líquido
$ 6.750
49
b) Balanço Patrimonial:
TAB.: 02 – Balanço Patrimonial em 31 de dezembro de 2003.
Ativo
Passivo e Patrimônio Líquido
Caixa
Títulos negociáveis
Duplicatas a receber
Estoques
Total do ativo circulante
Ativo permanente
Total
$ 6.000
4.000
13.000
16.000
$ 39.000
51.000
$ 90.000
Duplicatas a pagar
Imposto a pagar
Títulos a pagar
Outros passivos circulantes
Total do passivo circ.
Exigível a longo prazo
Patrimônio líquido
Capital social
Lucros acumulados
Total
$ 7.000
300
8.300
3.400
$ 19.000
$ 18.000
$ 30.000
$ 23.000
$ 90.000
c) Previsão de Vendas:
Tab.: 03 – Previsão de Vendas para 2004.
Vendas em unidades
Modelo x
1.600
2.000
Modelo Y
Vendas em $
$ 40.000
Modelo X ($ 25/unidade)
70.000
Modelo Y ($ 35/unidade)
$ 110.000
Total
TAB.: 04 – Projeção da Demonstração do Resultado em 31 de
dezembro de 2004
Vendas ........................................................
Menos (CPV)
Fixos ............................................................
Variáveis (40% das vendas) .......................
Lucro Bruto .................................................
Menos: Despesas Operacionais
Fixas ............................................................
Variáveis (5% das vendas) .........................
Lucro Operacional .......................................
Menos: Despesas de Juros (totalmente fixa)
Lucro antes do Imposto de Renda ..............
Provisão para o Imposto de Renda .............
Lucro Líquido ...............................................
Uma técnica simplificada para desenvolver o Balanço
Patrimonial projetado envolve estimar os níveis desejados de certas
contas do Balanço e calcular o valor de outras contas.
Isto posto, faça a projeção de balanço da empresa “Pequenas
Encrencas, Grandes Negócios”, considerando as seguintes
suposições:
Para o desenvolvimento das demonstrações projetadas, o
insumo básico é a previsão de vendas. A Tabela 3 mostra a previsão
de vendas por modelo para o ano de 2004. A mesma baseia-se em
dados externos (ambiente) e internos (empresa).
1. O saldo mínimo de caixa desejado é de $ 6.000.
A primeira demonstração a ser projetada é a demonstração de
resultado do exercício. Assim, com os dados fornecidos até o presente
momento, projete a respectiva demonstração.
3. As duplicatas a receber serão, em média, uma vez e meia às
vendas mensais (isto é, um período de cobrança de 1,5 x 30 dias = 45
dias) já que as vendas anuais da “Pequenas Encrencas, Grandes
Negócios” foram projetadas em $ 110.000; as duplicatas a receber
2. O valor dos títulos negociáveis não deve se modificar, ficando em $
4.000.
50
serão, em média, $ 13.750 (1/8 x $ 110.000) em qualquer mês (um
oitavo representa um mês e meio, expresso como fração de um ano).
4. O estoque final deve ficar a um nível próximo de $ 16.000, dos quais
25% devem ser de matérias-primas, enquanto que os restantes 75%
devem constituir-se em produtos acabados.
TAB.: 05 – Balanço Patrimonial Projetado para 31 de dez. de
2004.11
Ativo
5. Será adquirida uma nova máquina ao custo de $ 20.000 e a
depreciação total anual alcançará $ 8.000.
6. Espera-se que as compras representem cerca de 30% das vendas
anuais e, a empresa pretende estender o período de pagamento de
suas duplicatas para 72 dias. Assim, as duplicatas a pagar devem
igualar-se, em média, a 1/5 das compras ou seja, $ 6.600 (1/5 x $
33.000).
7. Espera-se que o imposto de renda iguale-se a 1/4 do Lucro Antes do
Imposto de Renda (valor esse extraído da Demonstração do Resultado
projetada já desenvolvida).
Passivo e Patrimônio Líquido
Caixa.....................................
Duplicatas a pagar.................
Títulos negociáveis...............
Imposto de renda a pagar......
Duplicatas a receber.............
Títulos a pagar.......................
Estoques
Outros passivos circulantes...
Matérias-primas..................
Total do passivo circulante.
Produtos acabados.............
Exigível a longo prazo............
Total do ativo circulante....
Ativo permanente..................
Patrimônio líquido
Capital social......................
Lucros acumulados............
Total.....................................
8. Os títulos a pagar devem permanecer inalterados de seu nível
corrente histórico de $ 8.300.
Total.......................................
Valor de balanceamento........
Total (ajustado).....................
9. Não se espera qualquer alteração nos outros passivos circulantes.
10. Espera-se que o exigível a longo prazo e o capital social fiquem
inalterados, pois não estão programados lançamentos de debêntures
nem de ações ordinárias.
11. Os lucros acumulados crescerão do nível inicial de $ 10.875 para $
______________. O aumento de $ ___________ representa o
montante de lucros acumulados calculado na demonstração do
resultado projetada.
Durante a execução do Balanço projetado para 2004, com base
nessas suposições, fica evidente a necessidade de um valor de $
______________ (valor de balanceamento) para equilibrar o Balanço.
Caso este valor seja positivo, indicará a soma que a empresa terá de
obter recursos para financiar o aumento de vendas previsto em 2004.
Caso o valor desse financiamento seja negativo, tem-se a indicação de
excesso de recursos e, nesse caso, os recursos poderiam ser
destinados ao pagamento de empréstimos, recompra de ações,
pagamento de dividendos etc.
11
utilizando a técnica simplificada
51
8.8
EXERCÍCIOS
a) (Provão 97 – questão 39) A empresa YYY está preparando uma
projeção trimestral (jan., fev. e mar./19X7) relativa às vendas a serem
realizadas no referido período. Tal empresa sempre realizou e vai
continuar realizando suas vendas da seguinte maneira: 40% à vista,
40% em 30 dias e 20% em 60 dias. As vendas projetadas pela
empresa para o referido trimestre deverão ser as seguintes: R$ 40.000
em jan./19X7, R$ 60.000 em fev./19X7 e R$ 80.000 em mar./19X7. Se
o saldo da conta “contas a receber”, no balanço realizado no final de
dez./19X6 foi de R$ 20.000,00, qual deverá ser o saldo final da citada
conta, em reais, no balanço projetado para o final de mar./19X7?
Caso a empresa apresente superávit de caixa o excedente
deverá ser investido em aplicações financeiras de liquidez mensal junto
ao banco já descrito com rendimento previsto de 10% am.
FLUXO DE CAIXA PROJETADO (VALORES EM $ MIL)
DISCRIMINACÃO
MESES
Julho
agosto
setembro
outubro novembro Dezembro
1- Recebimento de Vendas
2- Recebimento de Juros
3- Outros Recebimentos
4- Pagamentos de Compras
5- Pagamento de Despesas
(A) 40.000,00
(D) 70.000,00
(B) 50.000,00
(E) 80.000,00
(C) 60.000,00
b) G. LADEIRA
A seguir são apresentados alguns dados da empresa G.
Ladeira Ltda, necessários para a elaboração do fluxo de caixa para o
próximo semestre.
DISCRIMINACÃO
MESES
julho agosto setembro outubro novembro dezembro
1- Saldo Inicial
80
2- Recebimento de Vendas 700 750
820
880
700
780
3- Outros Recebimentos
100
200
100
100
100
4- Pagamentos de Compras 280 300
290
310
240
270
5- Pagamentos de Despesas 350 400
360
390
300
340
6- Outros Pagamentos
310
50
0
30
20
30
A empresa deverá manter um saldo mínimo de caixa de R$ 100
Caso a empresa necessite de recursos para o caixa a mesma
mantém uma conta com linha de crédito junto ao Banco Carrefurto S/A
(conta garantida), à taxa de juros 20% a.m.
6- Pagamento de Juros
7- Outros Pagamentos
8- Fluxo Líquido de Caixa
9- Saldo Inicial
10- Saldo Final
11- Saldo Mínimo de Caixa
12- Sobras ou Déficit de Caixa
13- Empréstimo
14- Aplicação financeira
c) LUCRO CERTO
A empresa Lucro Certo pretende realizar um Fluxo de Caixa
diário, a partir do dia 01/01/2003.
A Lucro Certo possui um Saldo Final do dia 31/12/2002 de $
10,00, uma Receita Real nos seguintes dias: 1/1 - $ 1,00, 2/1 - $ 3,50,
3/1 - $ 0,50, 4/1 - $ 0,50, 5/1- $ 0,50, 8/1 - $ 0,50, 9/1 - $ 16,00, 10/1 - $
11,00, 11/1 - $ 10,00 e 12/1 - $ 16,00.
Possui, também, uma Receita Estimada de $ 3,00 para o dia
9/1. O pagamento de seus Fornecedores está programado da seguinte
52
forma: 1/1 - $ 2,50, 3/1 - $ 3,50, 5/1 - $ 3,00, 9/1 - $ 2,00, 10/1 - $
10,00, 11/1 – $ 12,00 e 12/1 - $ 4,50.
Ao final de 19X7, a empresa XYZ apurou os seguintes dados
econômico-financeiros:
Seus impostos possuem data limite de pagamento no dia 10/1,
no valor de $ 4.00.
DEMONSTRATIVO DE RESULTADOS
XYZ - Valores em R$ 19X7
O pagamento de seus funcionários será realizado nos seguintes
dias: 1/1 - $ 7,50, 2/1 - $ 2,50, 3/1 - $ 1,00, 4/1 – 1.00 e 8/1 - $ 3,00. A
empresa também possui despesas de segunda a sexta-feira de $ 0,50
todos os dias, e faz o pagamento de despesas bancárias nas sextasfeiras no valor de $ 1,00.
Receita operacional
Custos e Despesas Operacionais
Despesas Financeiras
Imposto de Renda
LUCRO LÍQUIDO
2.550
(1.810)
(55)
(114)
571
Faça um Fluxo de Caixa Diário, apenas do período de 01/1 a
12/1, que apresente: o saldo inicial, o saldo diário e o saldo final.
FLUXO DE CAIXA
Dia da Data Saldo Receita Receita
Semana
Forne- Pessoal Impostos Outras Despesas Saldo Saldo
Inicial Real Estimada credores
Seg.
01/jan
Ter.
02/jan
Qua.
03/jan
Qui.
04/jan
Sex.
05/jan
Sáb.
06/jan
Dom.
07/jan
Seg.
08/jan
Ter.
09/jan
Qua.
10/jan
Qui.
11/jan
Sex.
12/jan
Total
D) PROVÃO 97
Despesas Bancárias do Dia Final
XYZ - Valores em R$ 19X7
Fluxo de caixa operacional
( - ) Dispêndio de capital
( - ) Acréscimos ao capital de giro
FLUXO DE CAIXA TOTAL
840
595
268
(23)
Obs.: O Fluxo de caixa operacional reflete a diferença entre todas as
entradas e saídas de caixa provenientes das operações da empresa.
Por que ocorrem diferenças entre os valores de lucro líquido e os de
fluxo de caixa?
_______________________________________
_______________________________________
_______________________________________
_______________________________________
_______________________________________
_______________________________________
53
_______________________________________
_______________________________________
_______________________________________
_______________________________________
_______________________________________
_______________________________________
_______________________________________
_______________________________________
_______________________________________
E) PROVÃO 97
Nas demonstrações de resultado das empresas que são
regidas pelo regime de competência, existem itens que são deduzidos
para fins de cálculo do imposto de renda, mas que não exigem
qualquer desembolso. Assinale a opção que indica as despesas mais
comuns que NÃO representam o referido desembolso.
9
MODELOS DE ADMINISTRAÇÃO DE CAIXA
Vários modelos foram desenvolvidos para tentar refletir o
comportamento dos fluxos de fundos. O objetivo principal desses
modelos é servir de ferramenta para gestão, tentando minimizar perdas
de rentabilidade derivadas de deficiente previsão do caixa.
É necessário reconhecer que estes modelos possuem uma
série de restrições que limitam sua utilidade prática.
9.1
MODELO DO CAIXA MÍNIMO OPERACIONAL (CMO)
O CMO já abordado anteriormente exige o cômputo dos prazos
médios de estocagem, de cobrança e de pagamento. A partir deles
obtem-se o ciclo de caixa gerando primeiramente o ciclo de caixa e, em
seguida, o Giro de caixa.
Conforme Assaf Neto e Silva (1995), tomando em conta o
desembolso total de caixa em um ano e o giro de caixa é possível
calcular o caixa mínimo operacional.
(a) indenizações e encargos trabalhistas;
(b) amortizações e depreciação;
(c) Salários e benefícios;
(d) imposto de renda e tributos;
(e) juros e dividendos.
CMO =
Onde:
DTA
GC
CMO = Caixa Mínimo Operacional
DTA = Desembolso Total Anual
Trata-se de uma forma simples de estabelecer o montante de
recursos que a Empresa deverá manter em seu caixa.
54
Onde:
9.2
MODELO BAUMOL
Este modelo tem o nome do pesquisador que propôs utilizar o
conceito de lote econômico de compra para determinar o nível ideal de
caixa. Este modelo é aplicado quando existem entradas periódicas de
dinheiro no caixa e saídas constantes de recursos.
Este modelo pode ser aplicado em empresas que possuem
clientes que concentram o pagamento em determinado dia do mês, e a
empresa tenha que efetuar desembolsos ao longo do mês. São
exemplos as empresas de consultoria, escritórios de contabilidade e
escolas.
Supondo a possibilidade, de um investimento de curto prazo, a
empresa pode transformar um fluxo regular de recebimentos de caixa
em diversos fluxos, desde que aplique parte do recebimento inicial e,
com o tempo, resgate o dinheiro para honrar seus compromissos.
Este modelo parte premissa de que a parcela do dinheiro
investido a curto prazo proporciona um ganho na forma de juros, e que
cada operação de investir/desinvestir implica em um custo (desde
impostos de transações financeira até o custo do tempo que o
funcionário leva para fazer a operação de ligar para o banco e solicitar
a transferência de recursos da conta de investimentos). O modelo de
Baumol confronta os rendimentos obtidos com investimento de curto
prazo e o custo de cada operação de aplicação e resgate,
determinando quantos montantes iguais o recebimento original será
dividido, de modo a maximizar o lucro.
O valor econômico de conversão é obtido por:
VEC =
2×b× R
i
VEC = valor econômico de conversão
i = taxa de juros
R = recebimento periódico
b = custo da operação
Limitações do Modelo de Baumol:
a) supõe entradas e saídas de caixa estáveis e previsíveis
b) não considera tendência sazonal ou cíclica
Exemplo:
O escritório de Advocacia Petição, recebe no dia primeiro de
cada mês R$ 9.600,00 pela prestação de seus serviços aos seus
clientes. A taxa de juros de mercado é de 1 % a.m. e cada vez que é
feita uma operação, seja de investimento/resgate, a empresa despende
R$ 3,00 ao custo vinculado a esta operação. Supondo um mês de 20
dias úteis determine o valor ideal de resgate, o número de operações e
a frequência destas operações.
55
Assim, serão realizadas .............. operações de transferências
de recursos, sendo que cada um dos resgates no valor de R$
............................ . Ou seja, a cada ........... dias haverá uma
transferência de fundos da aplicação financeira para o caixa da
empresa.
9.3
MODELO DE MILLER E ORR
suficiente para que o caixa, após tal operação, retorne a determinado
nível, denominado ponto de retorno.
Ponto de Retorno: o ponto de retorno depende (a) dos custos
de conversão, (b) do custo de oportunidade diário dos recursos e (c) da
variação dos fluxos de caixa líquido diários (entradas menos saídas
diárias de caixa). A equação para determinação do ponto de retorno
(z) é:
Existindo incerteza quanto aos fluxos de caixa futuros, isto é,
quando a empresa não consegue prever com segurança suas entradas
e saídas de caixa, o modelo de Miller-Orr é geralmente considerado
mais realista e apropriado do que o modelo de Baumol.
Como o fluxo de caixa é aleatório, não existe um momento
predeterminado para que as operações de aplicação e resgate sejam
executadas, como ocorre no modelo de Baumol. Por este motivo, o
modelo Miller-Orr busca-se determinar um saldo mínimo e um saldo
máximo de caixa. Quando o saldo de caixa estiver abaixo do limite
inferior (saldo mínimo) faz-se necessário um resgate da aplicação, com
transferência de recursos do investimento para o caixa,
restabelecendo, desta forma, a liquidez da empresa. Por outro lado,
quando o caixa estiver acima do limite superior admitido, deverá
ocorrer uma aplicação de parte dos recursos, evitando-se o excesso de
liquidez.
O modelo assume como premissas que os fluxos de caixa
líquidos da empresa seguem uma distribuição normal de probabilidade
com média zero, que o desvio padrão não varia através do tempo e
que não há correlação entre os fluxos de caixa ao longo do tempo.
Parte da existência de dois ativos, um caixa, e um investimento
caracterizado por ter baixo risco e alta liquidez.
Em ambos os casos, a empresa realiza transferências de
recursos entre os dois ativos (caixa e investimentos), de modo que a
flutuação do caixa no tempo fique dentro de um intervalo. O montante
de recursos a ser transferido (aplicado ou resgatado) deve ser
z = m+3
0,75 × b × δ 2
i
Onde:
z = ponto de retorno (cx ótimo)
b = custo da transação (investimento/resgate)
δ2 = variância diária do caixa
i = taxa de juros diária
m = limite inferior
Limite Superior: o limite superior do saldo de caixa corresponde
a três vezes o ponto de retorno.
Conversão de Caixa em Aplicação Financeira: quando o saldo
de caixa atinge o limite superior, um montante equivalente ao limite
superior menos o ponto de retorno é aplicado.
Caixa convertido em Investimento = limite superior - ponto de retorno
Limite Inferior: o valor do caixa mínimo será determinado pela
empresa e deve levar em consideração a aversão da gerência ao risco.
Quando o saldo de caixa mínimo, o montante de investido em
aplicação de curto prazo resgatado é exatamente o ponto de retorno.
56
O modelo funciona da seguinte forma, a empresa determina um
nível de caixa mínimo de acordo com sua tendência ao risco. Ela
deixará oscilar o nível de caixa num intervalo compreendido entre o
limite máximo determinado e o limite mínimo, intervindo unicamente
quando o caixa alcança o nível máximo permitido realizando uma
operação de investimento devolvendo o caixa ao seu nível ótimo (pelo
valor de H – Z*), ou quando o caixa alcança o nível mínimo permitido
realizando uma operação de desinvestimento devolvendo o caixa a seu
nível ótimo (pelo valor de Z*- L). Graficamente:
9.4
GESTÃO DE DUPLICATAS A RECEBER (GESTÃO DE
RECEBÍVEIS)
Entre os objetivos do gestor financeiro destaca-se como
principal a maximização do lucro da empresa. Quando a margem de
lucro é grande, a possibilidade da empresa optar por uma política de
crédito liberal é plenamente justificável. Todavia, quando a margem de
lucro é relativamente pequena, a flexibilidade do crédito pode, como
conseqüência, aumentar o nível de incobráveis comprometendo assim
a rentabilidade.
Outro fator importante na política de duplicatas a receber é o
montante de recursos que a empresa pode investir em capital de giro.
Este volume, por sua vez, determinará maiores ou menores volumes
de vendas, pois se a empresa possuir recursos limitados, terá
dificuldades em conceder crédito a prazos mais longos
comprometendo a ampliação das vendas. Por outro lado, se a empresa
estiver em condições de investir em duplicatas a receber, ao flexibilizar
o crédito, corre o risco de ter um aumento em seu nível de incobráveis.
Cabe ao gestor financeiro buscar um equilíbrio que minimize o dilema
risco-retorno.
9.4.1 Política de crédito
O limite máximo assumido pela empresa, ou seja, o ponto que o
fluxo de caixa não pode ultrapassar, pode é dado por:
H = M + 3Z
Onde:
H = Limite superior de Caixa
A política de crédito fixa parâmetros da empresa quanto à
seleção, padrões e condições de crédito.
No momento da definição de sua política de crédito, a empresa
deve levar em consideração o fluxo de caixa proveniente desta política
e o investimento para colocá-la em prática
As principais medidas financeiras de uma política de crédito são
o investimento de capital, o investimento em estoques, as despesas de
cobrança e as despesas com devedores duvidosos.
57
9.4.2 Seleção de Crédito
9.4.4 Condições de Crédito
A Seleção de Crédito consiste em determinar se o crédito deve
ser concedido a um cliente e o limite quantitativo a ser concedido.
Os 5 Cs do Crédito são:
As especificação dos requisitos para quitação exigidos dos
clientes
As condições de crédito compreendem:
1)
2)
3)
4)
5)
Caráter
Capacidade de pagamento (liquidez e endividamento)
Capital (solidez financeira indicada pelo patrimônio líquido)
Colateral (ativos disponíveis para garantir o crédito)
Condições (influência da conjuntura que pode afetar as partes)
Obtenção de Informações:
a) Demonstrações contábeis e financeiras
b) Empresas prestadoras de serviços (Dun & Bradstreet, Serasa,
SCI, SPC)
c) Publicações especializadas em indicadores padrões
d) Trocas diretas de informações de crédito
e) Vendedores
f) Visita as instalações da empresa e entrevistas com seus
executivos
9.4.3 Padrões de Crédito
Padrões de Crédito: requisitos mínimos exigidos para a concessão de
crédito a um cliente com segurança:
Mudanças nos padrões acarretam variações:
a)
b)
c)
d)
Volume de vendas
Investimento em duplicatas a receber
Perdas com devedores incobráveis
Despesas gerais de crédito e cobrança
a) Desconto financeiro
b) Período para obtenção do desconto financeiro
c) Período de crédito (sazonalidade das vendas, política de crédito
da concorrência, natureza do produto, conjuntura econômica,
prazo de pagamento dos fornecedores, metas gerenciais da
empresa)
9.5
EXERCÍCIOS
A) CAIXA MÍNIMO OPERACIONAL
A Cia. Amanhã projetou para o exercício, desembolsos totais
líquidos de R$ 2.700.000,00. Temos conhecimento que seu Ciclo
Financeiro chega a 45 dias (intervalo de tempo em que a empresa
somente desembolsa recursos, ocorrendo entradas somente a partir do
46º dia). Determinar o Caixa Mínimo Operacional da empresa.
B) CAIXA MÍNIMO OPERACIONAL
Caso a Amanhã, venha a alterar seu ciclo financeiro para 24
dias, qual será seu Caixa Mínimo Operacional? Sabemos que o custo
de oportunidade é de 12%, determine se a alteração apresentou
alguma economia.
C) CAIXA MÍNIMO OPERACIONAL
Caso a Empresa altere seu ciclo financeiro para 60 dias,
encontrar o Caixa Mínimo Operacional e considerando-se o custo de
oportunidade de 12% determine o custo adicional
58
F) MODELO DE MILLER E ORR
D) MODELO DE BAUMOL
Considera as seguintes informações:
Suponha que a empresa CIA. CASAGRANDE projete saídas de
caixa de R$ 1.800.000,00 para o próximo exercício. Para minimizar o
investimento em caixa, a administração pretende aplicar o modelo de
Baumol. O analista financeiro da empresa estimou o custo de
conversão de títulos negociáveis em caixa com sendo R$ 45,00 por
operação e o custo anual de oportunidade de se manter caixa ao invés
de ter os recursos aplicados em títulos negociáveis de 8%.
a) Calcule o montante ótimo de caixa a ser transferido de títulos
negociáveis.
b) Qual deverá ser o saldo médio de caixa?
c) Quantas operações deverão ser feitas no ano.
d) Calcule o custo total associado ao uso do VEC, obtido em "a".
e) Se a empresa fizer 12 conversões de mesmo montante ao longo do
ano (uma por mês), qual será o custo total da conversão, o custo
total de oportunidade e o custo total
E) MODELO DE BAUMOL
A Cia. Timão, uma pequena distribuidora de produtos
esportivos, prevê que suas saídas de caixa para próximo ano serão de
R$ 1.500.000,00. Seu custo de conversão unitário foi determinado em
estudo recente como sendo R$ 30,00, e suas aplicações em títulos
negociáveis rendem atualmente 8% ao ano.
a) Calcule o montante ótimo de caixa a ser transferido de títulos
negociáveis.
b) Qual deverá ser o saldo médio de caixa?
c) Quantas operações deverão ser feitas no ano.
d) Calcule o custo total associado ao uso do VEC, obtido em "a".
Demanda de Caixa
Custo de Conversão
Taxa para Aplicação em títulos negociáveis
Estimativa da variação dos fluxos de caixa
diários
Limite Inferior
R$3.000.000,00
R$ 50,00
15% ao ano ou
0,04167% ao dia
R$ 35.000,00
Zero
Pede-se: calcular o ponto de retorno, o limite superior e analisar o
comportamento do saldo de caixa nas condições dadas..
G) MILLER E ORR
A Drummond S.A. utiliza-se do modelo Miller-Orr para gerenciar
o nível de seu caixa. Recentemente, alguém perguntou qual seria a
sensibilidade sobre o ponto de retorno e o limite superior para
mudanças nos custos de conversão, na variação diária dos fluxos de
caixa e no custo de oportunidade (expresso em termos de taxa diária).
Os valores atualmente empregados são de R$50,00 por operação de
conversão, variação diária dos fluxos líquidos de caixa de R$ 2 milhões
e um custo de oportunidade anual de 18%. (considerar o limite inferior
igual a 450,00).
Calcule o ponto de retorno e o limite superior, utilizando os
valores atuais.
H) MILLER E ORR
A Cia. Amanhã apresentou custos de conversão de transação
(investimento/resgate) de R$30,00; sendo a taxa de juros de 8% ao
ano ou 0,0222% ao dia (8%÷360) e a estima-se que variação dos
59
fluxos líquidos de caixa diários é de R$27.000,00 sendo que e o valor
mínimo caixa igual a zero.
Pede-se: calcular o ponto de retorno, o limite superior e analisar o
comportamento do saldo de caixa nas condições dadas.
I) POLÍTICA DE CRÉDITO
A Cia. Amanhã vende 60.000 unidades anuais a R$ 10,00,
tendo como custo unitário variável o valor de R$ 6,00 1 atual de
vendas no . A empresa pretende afrouxar os padrões de crédito
esperando aumento de 5% nas vendas, aumento do período médio de
recebimento de 30 para 45 dias e dos devedores incobráveis de 1%
para 2% das vendas. O retorno exigido sobre os investimentos da
empresa é de 15% ao ano.
a) Organização dos Dados para Análise
Situação Proposta
Vendas Anuais a Prazo
Custo Fixo
Custo Variável
Perda com Incobráveis
Prazo Médio de Recebimento
Situação Atual
Contribuição Marginal aos
Lucros
Situação
Proposta
Giro de Duplicatas a Receber
Investimento Médio em Duplicatas a
Receber
Investimento (redução de investimento)
Marginal em Duplicatas a Receber
Custo (ou Ganho) do Investimento
Marginal em Duplicatas a Receber
d) Custo Marginal dos Devedores Incobráveis
e) Análise da Proposta
Contribuição Marginal aos Lucros
b) Cálculo da Margem de Contribuição Adicional
Vendas
( - ) Custo Variável
( - ) Custo Fixo
Situação
Atual
Situação Proposta
Situação Atual
Custo (ou Ganho) Marginal com Incobráveis
A empresa deve afrouxar os padrões de crédito?
Situação Atual
c) Custo do Investimento Marginal em Duplicatas a Receber
Situação Proposta
( - / + ) Custo/Ganho do Investimento Marginal
em Duplicatas a Receber
( - / + ) Custo/Ganho Marginal com Devedores
Incobráveis
Resultado Marginal Líquido com a
Implementação da Proposta
J) CRÉDITO
A Cia. Amanhã pretende introduzir desconto de 2% para pagamento
até 10 dias. Espera-se que com o desconto, 60% das vendas serão
feitas com desconto e as vendas aumentarão 5%. O PMR deve cair
60
para 15 dias e as perdas com incobráveis cairão para 0,5% das
vendas. O desconto deve ser concedido?
Custo do Investimento Marginal em Duplicatas a Receber
Organização dos dados para Análise
Giro de Duplicatas a
Receber
Investimento Médio em
Duplicatas a Receber
Investimento (ou redução
de investimento) Marginal
em Duplicatas a Receber
Custo (ou Ganho) do
Investimento Marginal em
Duplicatas a Receber
Situação Atual
Situação Atual
Situação
Proposta
Vendas Anuais a Prazo
Custo Fixo
Custo Variável
Perda com Incobráveis
Desconto Financeiro
Prazo Médio de Recebimento
Custo Marginal dos Devedores Incobráveis
Margem de Contribuição Adicional
Situação Atual
Vendas
Situação Proposta
Situação Proposta
Situação Atual
Custo (ou Ganho) Marginal com Incobráveis
( - ) Desconto
Análise da Proposta
Vendas Líquidas
( - ) Custo Variável
Contribuição Marginal aos
Lucros
( - ) Custo Fixo
Contribuição
Marginal ao Lucros
( - / + ) Custo/Ganho do
Investimento Marginal em
Duplicatas a Receber
( - / + ) Custo/Ganho
Marginal com Devedores
Incobráveis
Resultado Marginal Líquido
com a Implementação da
Proposta
Situação Atual
61
L) CREDITO
Custo do Investimento Marginal em Duplicatas a Receber
A Cia. Pesqueira está pensando em estender seu período de
crédito de 30 para 60 dias. A empresa vende atualmente 150.000
anzóis ao preço unitário de R$ 3,00. O período médio de cobrança é de
40 dias, os devedores incobráveis são 0,5% das vendas, o custo
variável unitário é de R$ 2,30 e o custo total unitário ao volume atual é
de R$ 2,60.
A alteração no período de crédito deve aumentar as vendas
para 170.000 unidades anuais, aumentar o devedores incobráveis para
2% e estender o período médio de recebimento para 72 dias.
Você recomendaria a alteração supondo que a empresa exija
um retorno mínimo sobre os investimentos que faz de 18% ao ano?
Situação Proposta
Vendas Anuais a Prazo
Custo Fixo
Custo Variável
Perda com Incobráveis
Desconto Financeiro
Prazo Médio de
Recebimento
Situação Atual
Análise da Proposta
Situação Atual
Contribuição Marginal ao
Lucros
Custo Marginal dos Devedores Incobráveis
Custo/Ganho Marginal com
Incobráveis
Cálculo da Margem de Contribuição Adicional
Vendas
( - ) Custo Variável
( - ) Custo Fixo
Situação Proposta
Situação Proposta
Organização dos Dados para Análise
Situação Atual
Situação Atual
Giro de Duplicatas a Receber
Investimento Médio em
Duplicatas a Receber
Investimento (ou redução de
investimento) Marginal em
Duplicatas a Receber
Custo/Ganho do Investimento
Marginal em Duplicatas a
Receber
Situação Proposta
Contribuição Marginal aos Lucros
( - / + ) Custo/Ganho do Investimento Marginal em
Duplicatas a Receber
( - / + ) Custo/Ganho Marginal com Devedores
Incobráveis
Resultado Marginal Líquido com a Implementação
da Proposta
62
M) CRÉDITO
Custo Marginal dos Devedores Incobráveis
Refaça o exercício anterior, supondo que as alterações sejam
em sentido inverso, ou seja, o período de crédito deve ser diminuído de
60 para 30 dias.
Situação Proposta
Situação Atual
Custo Marginal com Incobráveis
Organização dos Dados para Análise
Análise da Proposta
Situação Atual
Situação Proposta
Vendas Anuais a Prazo
Custo Fixo
Custo Variável
Perda com incobráveis
Prazo
Médio
de
Recebimento (PMR)
Cálculo da Margem de Contribuição Adicional
Situação Atual
Situação Proposta
Vendas
( - ) Custo Variável
( - ) Custo Fixo
Contribuição
aos Lucros
Marginal
Custo do Investimento Marginal em Duplicatas a Receber
Situação Atual
Giro de Duplicatas a Receber
Invest. Médio em Dupl. a Receber
Invest. Marginal em Dupl. a
Receber
Custo do Investimento Marginal em
Duplicatas a Receber
Sit. Proposta
Contribuição Marginal aos Lucros
( - / + ) Custo do Investimento Marginal em
Duplicatas a Receber
( - / + ) Custo Marginal com Devedores
Incobráveis
Resultado
Marginal
Líquido
com
a
Implementação da Proposta
63
10
FONTES DE FINANCIAMENTO DE CURTO PRAZO –
CÁLCULOS
comprador e paga à vista ao fornecedor. Conforme Fortuna (2002) e
Mellagi Filho (1998), a operação de vendor apresenta diversas
vantagens tanto para o vendedor como para o comprador como, por
exemplo, a agilidade na concessão de crédito.
a) Vendor.
b) Compror
Di Agustini (1999) destaca que vendor é uma forma de
financiamento de capital de giro que têm como característica principal à
cessão do crédito, permitindo, assim, que uma empresa venda seu
produto a prazo e receba à vista. Para Lemes Júnior et al. (2002),
vendor é um financiamento da venda com cessão de crédito. O
fornecedor vende a prazo e recebe à vista, porém assume o risco do
não pagamento junto à instituição financeira que financia a operação. A
Figura, a seguir, correlaciona os participantes de uma operação de
vendor.
Fornecedor
Cliente
Vende para o cliente e transfere
o crédito para o banco
assumindo o risco
Paga para o
banco
Banco
Paga a vista o Fornecedor e
financia o Cliente
Analisando a Figura, pode-se entender melhor como é realizada
uma operação de vendor. O fornecedor realiza a venda e transfere o
crédito ao banco assumindo o risco da operação, caso o comprador
não pague ao banco na data do vencimento.
Segundo Fortuna (2002), como o risco junto ao banco é
assumido pela empresa vendedora, é imprescindível que a empresa
compradora seja cliente tradicional da mesma. O comprador compra e
recebe financiamento do banco. Por sua vez, o banco financia o
O compror é uma operação semelhante ao vendor, contudo em
vez de ser realizada pelo vendedor é feita pelo comprador que passa a
ser o fiador do contrato com o banco. O banco efetua o pagamento à
vista ao fornecedor não o envolvendo no processo (Fortuna, 2002). Na
definição de Di Augustini (1999), o banco oferece o crédito à empresa
com destinação específica o que pode reduzir o spread em relação a
uma operação de empréstimo para capital de giro garantido por
avalista ou nota promissória. Sobre o valor financiado incide juros e
IOF, além de uma tarifa de contratação.
c) Crédito Rotativo
Segundo Fortuna (2002), o crédito rotativo é uma linha de
crédito aberta com um limite, podendo este ser utilizado pela empresa
à medida de suas necessidades ou mediante a apresentação de
garantias em duplicatas. Os juros e o IOF são cobrados de acordo com
a utilização dos recursos. Para Lemes Júnior et al. (2002), o crédito
rotativo tem um funcionamento semelhante a uma conta-corrente com
limite de crédito e prazo preestabelecido. A empresa pode efetuar
saques a descoberto dentro desse limite sem maiores burocracias. Os
encargos financeiros são, normalmente, altos, mas são pagos somente
pelo período que a conta permanece devedora.
d) Desconto de Títulos
De acordo com Fortuna (2002), desconto de títulos é um
adiantamento de recursos feito pelo banco aos clientes, sobre valores
referenciados em duplicatas de cobrança ou notas promissórias,
antecipando, assim, o fluxo de caixa do cliente. Para Lemes Júnior et
64
al. (2002), o desconto significa a negociação de um título
representativo de crédito, junto a um banco comercial, antes do seu
vencimento. Di Agustini (1999) enfatiza que se o sacado não efetuar o
pagamento na data de vencimento, o banco tem direito de regresso
contra o cedente. Assim, o risco do não recebimento do título não é do
banco e sim da empresa que efetuou o desconto. Lemes Júnior et al.
(2002) destaca as seguintes modalidades de desconto de títulos:
desconto de duplicatas; desconto de notas promissórias; e, empréstimo
por contrato.
g) Empréstimos de Capital de Giro.
Na definição de Fortuna (2002), empréstimos de capital de giro
são operações tradicionais de empréstimos que atendem às
necessidades de capital de giro das empresas. São feitos através de
um contrato que estabelece prazos, taxas, valores e garantias. O plano
de amortização, geralmente, envolve prazo de até 180 dias. Duplicatas
com até 150% do principal emprestado podem ser usadas como
garantias, proporcionando, assim, taxas de juros mais baixas. No caso
de outras garantias serem entregues, como aval e notas promissórias,
os juros são mais altos.
e) Hot-Money
h) Leasing.
Os chamados empréstimos hot-money são outra forma de
empréstimos por contrato. Para Di Agustini (1999), o s empréstimos
hot-money são alternativas de financiamento de capital de giro de
curtíssimo prazo destinadas a suprir necessidades momentâneas de
caixa. Os contratos de hot-money são garantidos, normalmente, por
nota promissória. Lemes Júnior et al. (2002) destacam que os
encargos financeiros desse tipo de operação são cobrados pelo
período do empréstimo, porém, segundo Meurer (2003), tal operação
apresenta elevado custo financeiro.
f) Contas Garantidas.
As contas garantidas são contas vinculadas à conta corrente da
empresa, usadas quando o saldo se torna devedor. Quando isso
acontece são feitos saques automaticamente para que os débitos
sejam supridos. É necessário fazer um aviso prévio para o banco
realizar a transferência da conta garantida para a conta corrente,
incidindo sobre o saque o IOF. Foregon ap. Meurer (2003) acrescenta
que os juros devidos pelos excessos das contas correntes são
cobrados mensalmente e diferem do cheque especial, pois é uma
conta separada, desvinculada da conta corrente, sendo que a garantia,
geralmente, é uma nota promissória em branco.
Arrendamento mercantil ou leasing é uma forma da empresa ter
um bem sem realizar a compra. A operação pressupõe um arrendador,
proprietário do bem, e um arrendatário, que terá direito de utilização do
bem mediante um contrato e por um prazo previamente determinado.
As principais vantagens do leasing são: financiamento total do bem;
liberação de capital de giro; dupla economia de imposto de renda
(dedução de aluguéis e não imobilização de equipamentos);
aceleração da depreciação; e, simplificação contábil (Fortuna, 2002). O
leasing não sofre incidência de IOF mas está sujeito ao pagamento de
ISS sobre o valor total.
i) Factoring.
A definição de factoring implica aquisição, pro soluto, de
créditos de empresas, originados de suas vendas ou de prestação de
serviços a prazo, pela casa de factoring combinado com a contínua
prestação de serviços de alavancagem mercadológica, de seleção de
riscos ou de outros serviços (Leite,1999). Segundo Di Augustini (1999),
por não ser caracterizada como uma operação financeira não ocorre
incidência de IOF sobre a operação de factoring. Porém, a operação é
tributada pelo ISS sobre o serviço prestado. Lemes Júnior et al. (2002)
enfatizam que os custos da operação de factoring tendem a ser
65
maiores do que os custos de empréstimos devido ao fato de a casa de
factoring assumir o risco de inadimplência do devedor e de ela prestar
outros serviços não-financeiros.
j) BNDES.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social BNDES é uma empresa pública federal vinculada ao Ministério do
Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior que tem como objetivo
financiar a longo prazo os empreendimentos que contribuam para o
desenvolvimento do país. Os tipos de investimentos apoiados são:
implantação, expansão e modernização de atividades produtivas e da
infra-estrutura; comercialização de produtos e serviços no Brasil e no
exterior; capacitação tecnológica; e, treinamento de pessoal, formação
e qualificação profissional. Os itens não financiáveis são: terrenos e
benfeitorias existentes; máquinas e equipamentos usados (exceto para
microempresas); animais para revenda, formação de pastos em áreas
de preservação ambiental; veículos; capital de giro para exportação,
agropecuária e serviços, exceto, microempresas prestadoras de
serviço.
11
11.1
APLICAÇÕES DE RECURSOS OCIOSOS
CERTIFICADOS DE DEPÓSITO BANCÁRIO (CDB)
Os certificados de depósito bancário (CDBs), foram criados pela
Lei nº 4.728, de 14/7/1965. São títulos que representam uma promessa
de pagamento futuro firmada pela instituição financeira emissora. São
os mais antigos e utilizados títulos de captação dos bancos múltiplos
com carteira comercial, de investimento e/ou desenvolvimento, os
bancos comerciais, os bancos de investimento e os bancos de
desenvolvimento, sendo oficialmente conhecidos por “depósitos a
prazo”.
Com a edição da Circular nº 2.905, de 30/6/1999, que produziu
efeito a partir de 2/8/1999, os títulos com remuneração contratada com
base em taxas pré-fixadas deixaram de estar sujeitos a prazos
mínimos. As operações referenciadas em TR e TJLP passaram a ter
prazo mínimo de 1 mês, e as referenciadas em TBF, 2 meses.
A Circular estabeleceu, ainda, que estariam livres de prazos
mínimos os títulos com remuneração contratada com base em taxas
flutuantes desde que estas fossem regularmente calculadas, de
conhecimento público e baseadas em operações contratadas a taxas
de Mercado pré-fixadas, com prazo não-inferior ao período de reajuste
estipulado em contrato. São exemplos destas taxas a Taxa SELIC e a
Taxa Média de Depósitos Interfinanceiros de Um Dia, ou Taxa DI.
Admite-se, também, a emissão de Certificados de Depósito
Bancário com reajuste de valor por índice de preço, desde que tenham
prazo e periodicidade de reajuste mínimos de um ano e que o índice de
preços em questão seja regularmente calculado e de conhecimento
público, como o IGP-M divulgado pela FGV, por exemplo.
66
Apesar de alguns tipos de Certificados de Depósitos Bancários
não terem prazos mínimos, a Portaria MF nº 264, de 30/6/1999,
determinou a incidência de IOF sobre os rendimentos das operações
realizadas nos Mercados de renda fixa desincentivando os resgates
nos prazos inferiores a 30 dias.
Ao aplicar seus recursos em um CDB, o investidor deve estar
ciente do risco de que o banco que emitiu o CDB fique inadimplente.
Nesse caso, a aplicação é garantida pelo Fundo Garantidor de Crédito
(FGC), vinculado ao Governo Federal, somente até o valor máximo de
R$ 20.000,00 por cada CPF.
Os Certificados de Depósito Bancário são transferíveis por
endosso nominativo e podem ser resgatados a critério da instituição
emissora antes do prazo de vencimento, desde que respeitados os
prazos mínimos. Além disso, não podem ser prorrogados, mas
renovados a partir de uma nova contratação.
Os Recibos de Depósito Bancário têm as mesmas
características de um CDB, com a diferença de que os recibos não
podem ser negociados no Mercado secundário nem permitem a
retirada antecipada dos recursos depositados. Contudo, os Recibos de
Depósito Bancário podem ser rescindidos em caráter excepcional,
desde que com acordo da instituição depositária. Neste caso, só
poderá ser devolvido ao investidor, o valor do principal depositado, sem
os juros.
Normalmente, as aplicações têm prazos que variam entre 30
dias e 180 dias. Em geral, os bancos concedem taxas melhores de
acordo com o volume investido, isto é, quanto maior o investimento,
melhor deve ser a taxa que você receberá do banco.
Os CDBs não podem ser prorrogados, somente renovados, de
forma que na data de vencimento do seu CDB, os juros que você
recebeu, no período, serão depositados na sua conta corrente,
descontados dos impostos. A grande desvantagem dos CDBs em
confronto com os Fundos de Investimento de renda fixa reside,
exatamente, nesta necessidade de renovar a aplicação. Ao contrário
do que acontece com os Fundos de Investimento, nos quais a CPMF
só é cobrada uma vez, nos CDB, ela é cobrada a cada renovação da
aplicação, o que acaba corroendo parte da rentabilidade da aplicação.
Por este motivo, os certificados com remuneração atrelada às
taxas SELIC ou DI são, geralmente, emitidos sem prazo de
vencimento, sendo acordado, entre a instituição financeira e o
investidor, um prazo a partir do qual será permitido o seu resgate.
Dessa forma, evita-se o custo de novas contratações.
Os ganhos obtidos na aplicação em CDB estão sujeitos ao
IRRF pelo banco que o emitiu.
11.2
LETRAS DE CÂMBIO (LC)
As Letras de Câmbio representam o instrumento de captação
específico das Sociedades de Crédito, Financiamento e Investimento –
as chamadas "Financeiras" – e são emitidos sempre com base em uma
transação comercial. Elas são emitidas pelos financiados dos contratos
de crédito e aceitas pelas instituições financeiras participantes da
operação.
Com o aceite e a coobrigação das Sociedades de Crédito,
Financiamento e Investimento, a Letra de Câmbio é vendida a
investidores do Mercado financeiro, cumprindo seu objetivo de obter
recursos para o financiamento do crédito direto ao consumidor.
Esses títulos estão regulados pelo art. 27 da Lei nº 4.728, de
14/7/1965, e podem ser emitidos com taxas pré-fixadas, flutuantes ou
pós-fixadas em TR, TJLP ou TBF. O prazo mínimo para o vencimento
é de 60 dias e o máximo é de 180 dias.
67
11.3
FUNDO DE RENDA FIXA
Os fundos de investimentos funcionam como um consórcio, eles
não se beneficiam do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). O FGC
protege depósitos de caderneta de poupança, CDB, letras hipotecárias,
letras de câmbio e depósitos em conta corrente. O teto de valor
garantido é de R$ 20.000 por CPF e por instituição financeira, isto, é se
você tem uma caderneta de poupança com R$ 10.000, um CDB de
R$20.000 e uma conta corrente com R$ 5.000, então você deverá
receber R$ 20.000,00 em caso de falência da instituição financeira.
Entretanto, se você tivesse R$ 20.000 aplicados em um fundo de renda
fixa, ao invés de CDB, então você receberá apenas R$ 15.000 em caso
de falência do banco. Vale lembrar que como os fundos de
investimentos são pessoas jurídicas distintas da instituição
administradora, então eles não devem ser afetados pela falência do
banco.
Os fundos de renda fixa são regulados pelo Bacen e
constituindo-se na maior classe de fundos de investimento, sendo
composta por 4 subclasses: renda fixa tradicionais, renda fixa crédito,
renda fixa multi-índices e renda fixa alavancados, detalhadas abaixo:
a) Renda fixa tradicional:
Estes fundos aplicam seus recursos, sobretudo, em títulos de
renda fixa pré-fixados, e por isto são recomendados em cenários em
que se espera uma redução nas taxas de juros. Dentre as subclasses
de fundos de renda fixa esta é a de menor risco, pois investe apenas
em títulos públicos e não utiliza alavancagem ou derivativos. Devem
manter, no mínimo, 80% de sua carteira em títulos públicos federais ou
ativos com baixo risco de crédito.
b) Renda fixa crédito
Na tentativa de obter rendimentos mais atrativos que os renda
fixa tradicionais diversificam suas aplicações em renda fixa, investindo
também em títulos privados, como debêntures de empresas brasileiras.
Desta forma, além de estar exposto aos riscos do mercado de juros, o
investidor também corre risco de crédito caso as empresas que
emitiram os títulos enfrentarem dificuldades financeiras atrasando ou
suspendendo o pagamento dos juros destes títulos, o que acabaria
refletindo no valor das cotas.
c) Renda fixa multi-índices:
Engloba os fundos de renda fixa que buscam alcançar
rentabilidade mais atrativa através do investimento em ativos de renda
fixa de qualquer espectro de risco de crédito, ou seja, títulos públicos
ou privados, assim como adotam estratégias que impliquem em risco
de índices de preço. Desta forma, fazem parte desta categoria os
fundos de renda fixa com risco de indexadores (fundos IGPM, etc.),
sem alavancagem. Estes fundos não podem investir em ativos que
impliquem em risco de oscilações de moeda estrangeira e de renda
variável (ações, etc).
d) Renda fixa alavancados:
A única diferença com relação aos multi-índices é que estes
fundos podem inclusive realizar operações que impliquem em
alavancagem do patrimônio, enquanto nos multi-índices isto não é
permitido.
11.4
FUNDO DE RENDA VARIÁVEL
Os fundos de renda variável devem ter no mínimo 51% de seu
patrimônio em ações, podendo atuar no mercado futuro e são
regulados pela CVM.
Podem sofrer fortes oscilações, tanto positivas quanto
negativas. Costumam investir no mercado de derivativos para travar as
perdas de patrimônio, quando as ações despencam mais que o límite
suportável pelos cotistas.
É uma excelente oportunidade quando os preços das ações
estão baixos e há perspectivas reais de crescimento das empresas e
68
do país. Podem não compensar o risco, quando os juros pagos pelo
governo são maiores que a rentabilidade das empresas.
São referenciados em um índice, como o brasileiro Ibovespa.
Os fundos passivos vão tentar se espelhar o Ibovespa e prometem o
mesmo rendimento do fundo. Outros fundos, os ativos, podem
prometer superar o rendimento do Ibovespa.
Também há os fundos setoriais, que dirigem os investimentos
em papéis de determinados setores como telecomunicações, energia e
bancos.
11.5
ANTECIPAÇÃO DE PAGAMENTO A FORNECEDORES
Caso a empresa possua disponibilidades e deseje antecipar o
pagamento aos seus fornecedores é necessário que o valor a ser pago
valha mais a pena do que aplicar os recursos disponíveis no mercado
financeiro.
Como exemplo, admita que a empresa XXX deva um título com
valor de face de $1.000,00, com vencimento em 4 meses. A empresa
XXX possui recursos suficientes para quitar a dívida ou continuar a
aplicar no mercado financeiro a uma taxa de 1% ao mês.
Cabe ao administrador determinar o valor máximo pelo qual
valeria a pena quitar o referido título.
Compilando os dados temos:
Valor nominal = $ 1.000 (Valor futuro)
i = 1% ao mês.
n = 4 meses
O primeiro passo é determinar o valor atual do título, através da
seguinte fórmula:
PV = FV (1+i )
−n
Assim temos:
PV =$1000(1+ 0,01)
−4
PV =$960,08
Assim, a empresa XXX apenas deverá antecipar o pagamento
ao seu fornecedor caso o mesmo aceite hoje um valor menor que $
960,08.
69
12
ENGENHARIA FINANCEIRA
Engenharia é a aplicação prática de princípios matemáticos ou
científicos na resolução de problemas ou no projeto de produtos ou
serviços.
Já a base de conhecimentos do engenheiro financeiro é a
economia financeira, ou a aplicação de princípios econômicos á
dinâmica dos mercados mobiliários, especialmente com o propósito de
estruturar, determinar o preço e administrar o risco dos contratos
financeiros.
Ao elaborar a estratégia de administração do risco ou dos títulos
mobiliários, o engenheiro financeiro também trabalha dentro de
restrições físicas e orçamentárias.
Os engenheiros financeiros podem projetar diferentes tipos de
estratégias ou instrumentos financeiros para produzir o resultado final.
Ele tem habilidade em projetar rotas alternativas para o mesmo fim,
todas essencialmente semelhantes mas cada uma com suas
vantagens e desvantagens.
Algumas alternativas oferecidas podem ser contratos
derivativos, pois seus resultados finais são função(ou derivam) do valor
de um índice subjacente.
É importante ressaltar, que existem várias maneiras de se
aplicar a engenharia financeira, desde operações de hedge até
operações envolvendo derivativos.
12.1
FUNDAMENTOS DA ENGENHARIA FINANCEIRA
Na concepção e implementação das estratégias da empresa, os
administradores sempre fizeram uso das habilidades específicas dos
mais variados especialistas, desde profissionais de marketing até
especialistas em produção. Agora, um punhado crescente de
administradores veteranos descobriu que os praticantes de uma nova
especialização técnica - a engenharia financeira - podem ajuda – los a
alcançar os objetivos estratégicos de suas companhias.
Descobriram que a engenharia financeira tem o poder não só
de reduzir o custo das atividades existentes, mas também de
possibilitar o desenvolvimento de novos produtos, serviços e
mercados.
As técnicas financeiras avançadas vêm trazer novas soluções,
para amplos problemas estratégicos – nas áreas de marketing,
produção, recursos humanos, relações com investidores e
reestruturação estratégica.
Apresentamos, neste trabalho, cinco estudos de caso que
ilustram como a engenharia financeira pode ser aplicada de forma
inovadora, orientando os administradores na determinação de quando
o uso de tais técnicas seria adequado.
Os casos demonstram que a estreita colaboração entre
administradores e engenheiros financeiros pode ajudar a criar uma
vantagem competitiva que pode se traduzir de formas diversas:
diferenciando os produtos através de um número maior de opções de
preço e entrega, aumentando a capacidade de produção com
alternativas flexíveis ao investimento de capital, modificando as
características do risco de ser acionista, ou mantendo fusões
estratégicas na linha, através da criação de situações do tipo ganhar
ou ganhar. O que se pretende ao mostrar estes casos é seguir o olhar
do engenheiro financeiro que pensa como estrategista(ou do
estrategista que pensa como engenheiro financeiro). Isto quer dizer
“acompanhar o risco”, através do processo de identificar as fontes de
risco, avaliar a vantagem estratégica de correr o risco, criar
instrumentos financeiros para transferir o risco, e usar os mercados
financeiros para avaliar e repelir o risco.
70
12.2
A ENGENHARIA FINANCEIRA NA PRÁTICA
a) a Tennessee Valley Authority - TVA
Com o aumento da procura há necessidade de se avaliar o que
será melhor: expandir ou adquirir mais capacidade de produção para
poder atender a essa procura. Esse problema torna maior quando
aumentar a capacidade requer financiamento de capital em grande
escala, o que pode limitar a flexibilidade essencial no mercado com
muita rapidez.
A TVA, que é uma empresa pública que administra as águas do
rio Tenneessee (EUA) de modo a produzir eletricidade para o sudeste.
A princípio a TVA construiu represas hidrelétricas, usinas a
vapor e nucleares, e atendia sua demanda através da transformação
de tijolos, argamassas e turbinas em energia e reatores em energia.
Em 1994, a empresa precisava expandir sua capacidade
instalada a um nível muito elevado, pois haverá começado a
desregulamentação da indústria de energia elétrica e o mercado de
eletricidade estava em ebulição. O custo do programa nuclear ao longo
de 28 anos era de 25 bilhões. De acordo com as estimativas em 1994
o investimento necessário era de 1,7 bilhões por ano, até 2000. O
endividamento da empresa também estava limitado.
Com a evolução das transações em bolsa de energia esta
opção oferecia a TVA uma maneira clara de atender a demanda
crescente, comprando a energia, ao invés de fabricar com tijolos e
argamassa. Pois contratar a compra de energia a longo prazo a preço
e quantidade fixos fica mais em conta que construir novas usinas.
A melhor opção era comprar opções no mercado futuro o que
lhe daria o direito mas não a obrigação de comprar energia de outras
companhias de serviços de utilidade pública, sendo assim, compra–se
mais energia de acordo com a sua necessidade criando uma usina
virtual.
Para formalizar e garantir que seus parceiros iriam honrar seus
contratos e ao mesmo tempo determinando o preço dos contratos, a
TVA implantou um plano de compras de opções que deu origem a uma
carteira de opções. Esta carteira de opções se apresenta tão
importante para o futuro da companhia de serviços de utilidade pública
como são os engenheiros de projetos de energia elétrica, pois possui
todas as informações necessárias para a tomada de decisão no
investimento.
b) MW Petroleum Corporation
Dentre as fusões e aquisições ocorridas, muitas fracassam
devido à diferenças de percepção entre comprador e vendedor e outros
fracassam mesmo com pouca distância entre as partes, mas porque os
negociadores não possuem recursos técnicos para remover os
obstáculos que impedem seus planos.
A Amoco Corporation, petroquímica, com faturamento superior
à US$28 bilhões, após uma avaliação a longo prazo, concluiu que
deveria se desfazer de suas propriedades marginais de petróleo e gás.
Por isso criou uma nova organização a MW Petroleum
Corporation – Entidade independente de desenvolvimento e
exploração. Teria participação na renda de 9.500 poços em mais de
300 campos. Uma das opções da Amoco seria a possibilidade de
venda da MW como companhia independente de petróleo de tamanho
médio.
Entre possíveis compradores, a Apachi Corporation –
companhia de gás e petróleo, a qual sua estratégia consiste em
adquirir propriedades que as grandes consideravam marginais e,
71
então, usar sua perícia, e baixos custos operacionais para obter lucros
maiores.
Usando a engenharia financeira, ambas as partes reconhecem
que os riscos desta transação poderiam ser compartilhados.
Mas o mercado de gás e petróleo tinha passado por um período
tumultuado, devido à invasão do Kuwait pelo Iraque. Com isso o preço
do petróleo sobe muito e aumenta também a incerteza quanto a sua
direção.
Criou – se assim um collar - combinação de uma opção de
compra e outra de venda. Na qual a engenharia financeira utilizou
dados reais e modelos financeiros para determinar o valor da
combinação.
A Amoco esperava alta e a Apache baixa dos preços do
petróleo, assim, embora ambas as empresas concordassem na maioria
dos pontos técnicos da MW Petroleum, suas diferenças em relação aos
preços do petróleo armaram uma barreira no caminho da negociação.
Após o negocio fechado ambos os lados recebem propostas
para liquidar suas posições, encerrando assim sua exposição ao risco.
Financiadores da aquisição da Apache taxaram suas propostas
de financiamento nas piores simulações, sendo assim não se poderia
chegar a um acordo. A solução dependia de uma obra da engenharia
financeira.
A Amoco forneceria a Apache garantias de suporte de preço até
um determinado teto, ela faria pagamentos de compensação a Apache,
caso os preços do petróleo caíssem abaixo de um determinado nível
de suporte de preço nos dois primeiros anos depois da venda, ou seja,
faria pagamentos de compensação à Apache. Que por sua vez poderia
ter suas receitas e lucros a curto prazo, protegidos de uma possível
queda nos preços de gás e do petróleo. Em troca dessa garantia, a
Apache pagaria à Amoco caso os preços do petróleo e do gás
excedessem um determinado nível de participação nos preços durante
os próximos cinco a oito anos.
Mesmo a Apache pagando mais pela MW se os preços
subissem, o aumento da receita proveria meios para efetuar
pagamentos.
Esta foi uma solução em que ambas as partes saíram
ganhando porque cada parte obteria o preço que havia previsto caso
sua previsão fosse acertada.
Como foi apresentado nos exemplos e situações anteriores, a
engenharia financeira pode apresentar soluções para problemas
empresariais e, até mesmo, pessoais.
O engenheiro financeiro fundamenta-se nos estudos
enigmáticos dos fatores de risco, ao analisar fatores imprescindíveis e
ao mesmo tempo relatando aos administradores fatores
preponderantes a escolha de estratégias para os demais casos futuros
da empresa.
Como os exemplos citados anteriormente, demonstram que a
engenharia financeira abrange os diversos aspectos para cada
aplicação. Pois os líderes e gerentes de empresas não buscam
simplesmente o lucro acima de tudo, nestas novo tempo de economia
globalizada, eles estão buscando assegurar sua instabilidade perante o
mercado, para isso analisam os reflexos de cada uma de suas ações e
atitudes com projeções e previsões para o futuro, vale a pena lembrar
que estas projeções não estão relacionados somente aos fatores
produtivos, mas também com os acionistas, credores e a própria
concorrência como vimos nos exemplos.
Mas para tanto estas buscam repelir ou extinguir o máximo
risco possível, por isso o uso indispensável da engenharia financeira,
para a busca da estratégia que atinjam a esses propósitos.
72
Um ponto interessante apresentado nos exemplos, foram à
maneira que eles usaram a engenharia financeira, sendo que seus
produtos não tinham mercado desenvolvido, mas visto os grandes
riscos que estavam por correr, a engenharia financeira buscou da
mesma forma minimizados, mesmo que fossem custosos porém
eficazes.
O uso da engenharia financeira se mostra cada vez mais usual,
principalmente neste mundo globalizado em que vivemos hoje, onde a
influencia da concorrência exigem que os lucros produtivos antes com
margens significativas estejam cada vez menores, obrigando os
gerentes e lideres de grandes corporações a analisarem e buscar
meios de sobrevivências de seus ativos no mercado financeiro.
A engenharia financeira busca conciliar um preço justo a ser
pago pelo risco buscado (risco mínimo) para tanto os administradores
devem levar em consideração o quanto custa pagar por esse risco, e
por outro lado esta busca uma flexibilidade das ações a serem
tomadas pelas empresas.
A engenharia financeira fundamenta-se na vivencia do mercado
financeiro, conhecendo aspectos, e prevendo variações futuras e
elaborando estratégias que busquem os resultados esperados, mesmo
que estes exijam altos investimentos, ou até ter que assumir outros
riscos em busca da minimização do mesmo.
Mesmo em seus projetos a engenharia financeira com
freqüência aponta que o preço de tal risco a evitar é assumir outro
risco, na maioria dos casos, esse risco provém das variações e custos
adicionais com índices futuros, é o chamado risco implícito, porém
além desses existem outros que são de difíceis quantificação e
previsão pelos administradores como:
Como vimos nos exemplos; A Amaco que possuía dúvidas em
passar uma de suas divisões que gerava apenas receitas marginais,
para concorrência temendo levar prejuízos futuros deste ativo
produtivo; E o da TVA, que não se decidia em investir em construção
de novas instalações, ou comprar de contratos futuros, que poderiam
atender suas necessidades futuras de atendimento da demanda,
eliminando o risco da mesma em investimentos cuja maturidade era
incerta vista a crescente concorrência. Em ambos os casos a
engenharia financeira esteve presente escolhendo na medida certa a
estratégia e os rumos a serem tomados.
a)
A quebra do contrato de empresas infiéis e com graus de risco
que a engenharia financeira busca quantificar.
b)
O risco de desempenho das empresas em sua vida produtiva
ou financeira.
c)
O risco de base; quando no mercado não existe contratos com
medidas que buscam proteção ao risco determinados pela engenharia
financeira , e sim semelhantes tendo que ser aceito como substitutos.
d)
Risco de liquidez, que ocorre quando a empresa sofre variações
inesperadas no seu fluxo de caixa e variação de capital.
e)
E finalizando as mudanças legais a qual está sujeita, variações
na política monetária, tributária, legislativa e principalmente mudanças
de governo.
Por esse motivo, é comum que a engenharia legal trabalhe
junto com a engenharia financeira para aumentar a confiabilidade de
seus projetos.
Porem existem fatores que podem atrapalhar os projetos da
engenharia financeira, dentre eles alem dos riscos implícitos também
constam àqueles imprevistos e de difíceis quantificação e ainda as
mudanças repentinas nas políticas fiscais, econômicas e planos
governamentais.
12.3
OPERAÇÃO OFF-BALANCE (OFF-BUDGET)
Este tipo de risco compreende as transações não identificáveis
num balanço de uma instituição financeira, mas que agem nas formas
futuras do demonstrativo contábil da empresa, criando ativos e
73
passivos contingentes. As operações com derivativos, fundos de
investimento, projet finance, joint-ventures etc.
Pesquisa realizada entre os órgãos de supervisão de entidades
financeiras nos Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha, Japão e outros
países, revelou preocupação pelo aumento dos itens fora do balanço.
A pesquisa revelou:
a) dois terços das linhas de crédito dos bancos são alocados às
contrapartes dos itens fora do balanço;
b) cada um dos 30 maiores bancos do mundo têm em média
uma exposição de 1,1 a 1,4 trilhões de itens fora do balanço;
c) 50% dos itens fora do balanço são realizados entre bancos;
d) os bancos localizados nos grandes centros financeiros
derivam, em média, 75% de suas outras receitas de comissões de
produtos derivativos;
e) as transações diárias realizadas em Nova York a 2,5 trilhões
representam a metade do PIB dos Estados Unidos;
f) alguns bancos estrangeiros têm maior exposição em Nova
York que em seus países de origem. (Australianos são exemplo);
g) existe grande concentração dos itens fora do balanço em
poucos bancos;
Os motivos para o rápido crescimento dessas atividades se
devem a fatores ambientais tais como a volatilidade de preços (taxa de
juros, taxa de câmbio, ações, etc.), globalização da indústria e do
sistema financeiro, assimetria de impostos, avanços tecnológicos,
incremento da competição entre entidades financeiras no mercado de
derivativos. Também concorrem os fatores internos como a
necessidade de liquidez do mercado, aversão ao risco aumento dos
modelos quantitativos etc.
12.4
SPECIAL PURPOSE COMPANY (SPC)
As característica básicas de um project finance residem no fato
de que o empreendimento é visto e avaliado isoladamente, sem
quaisquer influências de seus controladores, ou seja, a rentabilidade e
as garantias são fornecidas pelo próprio empreendimento ou projeto.
Assim, as garantias reais são substituídas pelos recebíveis.
Para o investidor, uma das maiores vantagens de uma SPE
está no fato de permitir um perfeito isolamento das outras atividades
comerciais dos acionistas controladores e um acesso direto e menos
complicado aos ativos e recebíveis do empreendimento pelos agentes
financiadores, nos casos de inadimplência.
Produto de engenharia financeira, o project finance é
considerado um arranjo financeiro que implica em uma mudança na
avaliação do risco do empreendimento. De forma sucinta, um project
finance pode ser definido como uma operação integrada na qual os
financiadores do projeto esperam obter receitas a partir da operação ou
expansão do empreendimento intensivo de capital, com vistas à
amortização do investimento realizado. A estruturação de um project
finance é bastante complexa e exige amplas negociações entre os
sócios (investidores) e os credores, bem como com os clientes,
fornecedores, seguradoras e entidades governamentais.
74
13
GESTÃO DE PROTEÇÃO ÀS OPERAÇÕES DO ATIVOS
E ÀS OPERAÇÕES DO PASSIVO DA EMPRESA
13.1
CÂMBIO
A operação de compra e venda de câmbio é um acordo que
obriga prestações recíprocas das partes envolvidas. O vendedor tem a
obrigação de entregar a moeda estrangeira e o comprador, por sua
vez, a moeda doméstica na proporção da taxa de câmbio negociada.
Juridicamente, esta operação corresponde a um contrato bilateral,
existindo vínculo entre as obrigações dos contratantes, as quais só se
justificam como causa recíproca uma da outra. O art 476 do Novo
Código Civil (Lei 10.406, de 102002) estabelece:
Art. 476 - Nos contratos bilaterais, nenhum dos contratantes,
antes de cumprida a sua obrigação, pode exigir o implemento
da do outro.
Sob os diversos aspectos jurídicos em que podem ser
classificados os contratos bilaterais de compra e venda de moeda
estrangeira, destacam-se duas características. A primeira deve-se ao
fato de o contrato representar uma convenção sinalagmática,
significando que se uma das partes não honrar suas obrigações não
poderá exigir o pagamento de sua contraparte, mesmo entrando em
processo de liquidação ou falência.
A segunda característica é que estes são contratos solenes.
Isto é, dependem dos termos prescritos em lei para se aperfeiçoarem e
estão sujeitos aos regulamentos estabelecidos pelo Banco Central.
Resumindo, um contrato negociado entre as mesas de operações
somente se transformará em instrumento jurídico após o
preenchimento das formas definidas pelo Banco Central.
As operações de compra e moeda estrangeira no Brasil estão
sujeitas à regulamentação específica e são contratadas e liquidadas
por instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central.
O art 4º, inciso V, da Lei º 4.595, de 311964, estabelece a
competência do Conselho Monetário Nacional – CMN para fixar as
diretrizes e normas da política cambial, inclu a compra e venda de ouro
e quaisquer operações em moeda estrangeira. De acordo com o art. 9o
da referida lei, compete, ao Banco Central, a execução destas
diretrizes e normas, inclu as relativas à política cambial.
Excluído: igo
Excluído: n
Excluído: de dezembro de
Excluído: sive
Excluído: igo
Excluído: sive
Ainda, conforme o art 10º desta mesma lei, compete
privativamente ao Banco Central ser o depositário das reservas oficiais
de ouro e moeda estrangeira e conceder autorização às instituições
financeiras, a fim de que possam praticar operações de câmbio. O art.
11, em seguida, determina a competência do Banco Central para atuar
no sentido do funcionamento regular do ercado cambial, da
estabilidade relativa das taxas de câmbio e do equilíbrio no balanço de
pagamentos.
Excluído: igo
No contrato de câmbio não são suscetíveis de alteração o
comprador, o vendedor, o valor em moeda estrangeira, o valor em
moeda nacional, o código da moeda estrangeira e a taxa de câmbio.
Excluído: .
Conforme estabelece a Circular nº 3.083, de 302002, as
operações de compra e de venda de moeda estrangeira pelo Banco
Central, no ercado interbancário, serão realizadas exclusivamente com
instituições credenciadas para esta finalidade, os dealers.
Excluído: de janeiro de
Os dealers são selecionados entre as instituições autorizadas a
operar no ercado de âmbio, mediante a avaliação de desempenho com
base na média ponderada de 5 itens, são eles:
I – o volume de câmbio negociado pela instituição no ercado
interbancário, com peso 0,5;
Excluído:
Excluído: igo
Excluído: no
Excluído: de janeiro de
Excluído: igo
Excluído: o
Excluído: m
Excluído: m
Excluído: m
Excluído: c
Excluído: m
75
II – o volume de operações de cambio vinculadas a importações
e exportações negociado pela instituição, com peso 3,0;
III – o volume de títulos da dívida pública com correção cambial
negociado pela instituição, com peso 1,5;
IV – o volume de câmbio financeiro negociado pela instituição,
com peso 3,0; e
V – informações prestadas ao Banco Central do Brasil, com
peso 2.
O objetivo deste último item é avaliar a qualidade das
informações prestadas e a forma de atuação de cada instituição no
mercado de âmbio.
O período de validade de cada credenciamento de dealers será
de seis meses, abrangendo os meses de junho a novembro e de
dezembro a maio, sendo obrigatório o rodízio de, pelo menos, três
instituições a cada novo período de credenciamento.
O número de dealers é de 25 instituições e, além da classificação
por desempenho, a instituição deve atender a alguns requisitos, como
estar em funcionamento por mais de 6 anos, gozar de boa saúde
econômico-financeira e dispor de linha exclusiva de comunicação com
a mesa de operações do Banco Central.
Os dealers têm, como obrigação, participar dos leilões, dar
cotação da moeda estrangeira quando solicitados, prover liquidez ao
ercado e fornecer, diariamente, informações ao Banco Central sobre
suas atividades. A regulamentação prevê ainda que uma instituição
pode ser descredenciada caso se utilize da condição de dealer para
dominar, manipular ou impor condições que ensejem a formação
artificial de preços.
Um contrato de venda de moeda estrangeira realizado por uma
empresa exportadora para entrega futura subordina-se à prévia
existência de um importador no Exterior, que deve ser comprovada por
documentação específica. Tão logo receba as divisas decorrentes da
venda da mercadoria, o exportador deve entregá-la a um banco
autorizado a operar com câmbio para que se efetue a liquidação do
contrato de câmbio.
O vínculo entre o banco comprador e o exportador é
formalizado por meio do contrato de câmbio. Uma vez celebrado o
contrato, o exportador assume a obrigação de vender a moeda
estrangeira, independentemente do resultado de sua operação
comercial.
A contratação do câmbio poderá ocorrer prévia ou
posteriormente ao embarque da mercadoria, podendo ser efetuada até
360 dias antes do embarque da mercadoria ou até 180 dias após o seu
embarque.
Excluído:
Excluído:
Excluído: c
Os contratos de câmbio de pagamento antecipado de exportação
são celebrados para liquidação pronta, ou seja, imediatamente após a
contratação. Os contratos das demais operações comerciais são
celebrados, normalmente, para liquidação futura.
Os prazos limites para que se realize a liquidação dos contratos
de câmbio são:
Exportações
Liquidação Pronta
D+2
Excluído: a
Liquidação Futura
D +750
Excluído: m
Definir com clareza a forma de pagamento que deverá ser
observada em uma operação de exportação é de fundamental
relevância para ambas as partes. Assim, a escolha da modalidade de
pagamento deve atender simultaneamente aos interesses do
exportador e do importador.
Excluído:
76
São as seguintes às modalidades de pagamento no comércio
exterior:
- Pagamento Antecipado;
- Cobrança Documentária;
- Carta de Crédito.
a) Pagamento Antecipado
Nesta modalidade, o importador paga o exportador antes do
envio da mercadoria, caracterizando um financiamento. Trata-se
da opção mais interessante para o exportador, que recebe
antecipadamente o pagamento. O risco é assumido pelo importador,
que pode não receber a mercadoria ou recebê-la em condições nãoacordadas anteriormente com o exportador. Embora o Pagamento
Antecipado não seja procedimento muito adotado, pode ocorrer
quando houver relação de confiança entre as empresas envolvidas.
Pode, ainda, ser utilizado entre matrizes e filiais, e também pela
empresa importadora que procura garantir-se quanto a possíveis
oscilações futuras de preço.
O prazo para aplicação do câmbio pelo exportador em guia de
exportação é de até 360 dias após a data de entrada das divisas.
Ultrapassado este prazo, a operação é registrada como investimento
ou empréstimo. Tão logo a mercadoria seja embarcada, o exportador
deverá encaminhar, ao importador, os documentos originais de
exportação, para que este possa desembaraçá-la no ponto de destino,
bem como fornecer cópias destes documentos ao banco responsável
pela contratação do câmbio.
b) Cobrança Documentária
Nesta modalidade de cobrança, o exportador envia a mercadoria
ao país de destino e entrega os documentos de embarque e a letra de
câmbio, conhecida igualmente por "cambial" ou "saque", ao banco
negociador do câmbio no Brasil, denominado "banco remetente", que,
por sua vez, os encaminha, por meio de carta-cobrança, ao seu banco
correspondente no Exterior, denominado "banco cobrador".
O banco cobrador entrega os documentos ao importador,
mediante pagamento ou aceite do saque. De posse dos documentos, o
importador pode desembaraçar a mercadoria importada. Em alguns
casos, o exportador envia, diretamente ao importador, os documentos
para a liberação da mercadoria, e cabe, ao banco cobrador, apresentar
a letra de câmbio para recebimento do pagamento ou aceite. Nesta
hipótese, se o importador recusar-se a pôr o seu "aceite" na letra de
câmbio, o exportador não terá base legal para acioná-lo judicialmente.
O risco do exportador dependerá do tipo de cobrança. Se a
cobrança é à vista, o importador efetua o pagamento ao banco
cobrador e recebe a documentação para desembaraço da mercadoria.
O risco do exportador é limitado, pois, caso o investidor não realize o
pagamento, não receberá a mercadoria, que poderá ser revendida a
um terceiro.
Se a cobrança é a prazo, o banco entrega os documentos ao
importador contra aceite. O importador efetuará o pagamento no
vencimento do saque e, caso não o faça, estará sujeito a sanções
legais. A cobrança a prazo é o procedimento mais usual nas
exportações. O prazo de pagamento pode ser contado a partir da data
da emissão da letra de câmbio, do aceite do importador ou do
embarque da mercadoria.
Todos esses procedimentos de cobrança e remessa de
documentos implicam despesas, como comissões dos bancos
intervenientes, gastos com comunicação e impostos. Em geral, estes
custos são assumidos pelo exportador.
c) Carta de Crédito
Trata-se da modalidade que oferece maior respaldo ao
exportador, pois envolve uma operação garantida por um ou mais
77
bancos. Ela pode ser definida como uma ordem de pagamento
condicionada ao atendimento de todas as exigências por parte do
exportador.
A Carta de Crédito é emitida por um banco, denominado "banco
emissor", na praça do importador, a seu pedido, e representa um
compromisso de pagamento do banco ao exportador da mercadoria.
Na Carta de Crédito, são especificados o valor, o beneficiário
(exportador), documentação exigida, prazo, portos de destino e de
embarque, descrição da mercadoria, quantidades e outros dados
referentes à operação de exportação.
Uma vez efetuado o embarque da mercadoria, o exportador
entrega os documentos a um banco de sua praça, denominado "banco
avisador", que, em geral, é o mesmo banco com o qual negociou o
câmbio. Este, após a conferência dos documentos requeridos na carta
de crédito, efetua o pagamento ao exportador e encaminha os
documentos ao banco emissor no Exterior. O banco emissor entrega
os documentos ao importador que, assim, poderá efetivar o
desembaraço da mercadoria. O recebimento do pagamento pelo
exportador depende, apenas, do cumprimento das condições
estabelecidas na carta de crédito.
A Carta de Crédito poderá ser negociada à vista ou a prazo. No
primeiro caso, o exportador evita a defasagem de tempo entre o
embarque da mercadoria e o recebimento do valor correspondente. No
segundo, o exportador só terá direito a receber o valor das mercadorias
na data de vencimento do saque. Alternativamente, ele poderá pleitear
o desconto dessas cambiais ao banco com o qual negociou os
documentos.
tomar no mercado à vista. É uma forma de o investidor se proteger
contra os efeitos das oscilações de preços.
Os mercados futuros surgiram diante da necessidade de
fazendeiros assegurarem um certo preço para as colheitas futuras.
Ao entrar em um acordo com preço no futuro pré-definido, o
fazendeiro podia assegurar determinado lucro ou limitar sua perda. A
isso chamamos hedge. Esse conceito foi posteriormente adaptado a
outros mercados, possibilitando o surgimento de contratos nãoagrícolas. O desenvolvimento desses contratos permitiu que as
mesmas estratégias de hedge usadas em mercados agrícolas
fossem utilizadas em mercados financeiros.
Um contrato futuro corresponde a um acordo entre 2 partes
para comprar ou vender determinado ativo em uma certa data, a
determinado preço. Vale dizer que existe um outro tipo de contrato, o
contrato a termo, cuja definição é a mesma do contrato futuro.
Contudo, há algumas diferenças entre os 2, quais sejam: a) contratos
futuros são normalmente negociados em bolsas, enquanto que os a
termo são negociados em balcão (over-the-counter); b) contratos
futuros são padronizados, enquanto que as especificações dos
contratos a termo dependem da negociação entre as partes; c) em
um contrato a termo uma parte sabe qual é sua contraparte, o que
não ocorre no contrato futuro negociado em bolsa; e d) o risco de
crédito no contrato futuro é o risco-bolsa, enquanto que no contrato a
termo corre-se o risco daquela contraparte com a qual se negocia.
Lembre-se: futuros diferem do termo no tocante ao local de
negociação, à padronização dos contratos e ao risco de contraparte.
Exemplo
13.2
HEDGING
Hedging ou hedge é a operação que consiste na tomada de
uma posição no mercado futuro aproximadamente igual – mas em
sentido contrário – àquela que se detém ou que se pretende vir a
Suponha que você trabalhe em uma corretora associada à
BM&F. Estamos em março e um fazendeiro entra em contato com
você para vender sua colheita de café arábica, a ser realizada 4
meses depois, em julho. Ele se satisfaz se, em julho, conseguir
Excluído: junto a
78
vender a saca de 60 quilos a USD 50. Com esse valor ele garante
um lucro satisfatório. Seu papel como corretor é o de encontrar
alguém que esteja disposto a pagar, em julho, USD 50 a saca de
café. Ao fazer isso, você receberá uma comissão. Neste exemplo, o
fazendeiro é o vendedor do contrato futuro de café com vencimento
em julho (está short). Na outra ponta está o comprador (está long).
As partes envolvidas no contrato futuro dificilmente esperam até
o vencimento, quando uma parte entregaria dinheiro e a outra a
commodity/ativo. Elas normalmente desfazem a posição antes do
vencimento. Por exemplo, a parte que está long no contrato de café
com vencimento em julho pode fechar sua posição vendendo a
mesma quantidade de contrato em uma data antes do vencimento.
Seu ganho ou perda seria dado pela mudança nos preços futuros
entre o dia em que comprou o contrato e o dia em que vendeu
contrato com mesmo vencimento, do mesmo ativo-objeto.
Ainda usando como exemplo o contrato futuro de café arábica
da BM&F, no campo objeto de negociação consta o seguinte: Café
cru, em grão, de produção brasileira, coffe arabica, tipo 6 ou melhor,
bebida dura ou melhor, para entrega no Município de São Paulo, SP,
Brasil. É especialmente importante para o caso de futuro de
commodities especificar detalhadamente o ativo-objeto, uma vez
existirem muitas variações na qualidade do produto. No caso de
ativos financeiros, essa preocupação é menor tendo em vista a
pouca ambigüidade existente em definir os mesmos.
Outra especificação importante do contrato é seu tamanho ou
unidade de negociação. No caso do contrato de café, são 100 sacas
de 60 quilos, cotadas em dólares americanos, com 2 casas decimais.
Essa última informação, a cotação, é outra especificação constante
de qualquer contrato futuro.
A maior parte dos contratos também conta com uma oscilação
máxima diária. Ao se limitar às oscilações diárias dos preços,
previne-se contra fortes movimentos ocasionados por especulação
excessiva. No caso do futuro de dólar comercial, por exemplo, a
oscilação máxima permitida é de 5% (para cima ou para baixo) sobre
o valor do vencimento negociado, calculados sobre o preço de ajuste
do pregão anterior.
Outra especificação importante dos contratos futuros são os
limites de posição, que referem-se ao número máximo de contratos
que um especulador pode deter. O propósito aqui é evitar que a
especulação excessiva influencie o mercado. Hedgers (aqueles que
buscam proteção) não são afetados por tais limites.
Imagine a situação em que 2 pessoas concordam em trocar
determinado ativo no futuro a um preço pré-definido. No meio do
caminho, uma das 2 partes envolvidas pode se arrepender e desistir
do negócio. Ainda, aquele que concordou em comprar o ativo ao
preço pré-estabelecido pode não ter os recursos para honrar o
compromisso. Enfim, existem riscos envolvidos no acordo. Uma das
funções da bolsa de derivativos é fazer com que os riscos sejam
minimizados, e ela faz isso por meio das margens.
Lembre-se: bolsa de derivativos tem como uma de suas mais
importantes funções a minimização de riscos. Isso é feito por meio
das margens.
O fato das bolsas, via câmaras de compensação (clearing
houses), atuarem como contraparte para todos os compradores e
vendedores envolveria, obviamente, níveis inaceitáveis de risco de
crédito, para a própria bolsa e para seus membros. Por conta disso,
todas as câmaras de compensação exigem o pagamento de
margens, tanto de comprados quanto de vendidos. Elas são
calculadas de forma a assegurar que os membros sejam capazes de
cumprir suas obrigações uns com os outros. Existem dois tipos de
margem: a inicial envolve, normalmente, montantes pequenos
quando comparados ao valor nominal do contrato. Na maior parte
dos casos, o depósito inicial de margem pode ser feito em dinheiro,
em títulos ou garantias bancárias. O montante inicial exigido como
79
margem pode variar a qualquer momento, a critério da bolsa/câmara
de compensação. Em mercados muito voláteis como o nosso, essas
mudanças podem ocorrer diversas vezes em um só dia.
Todas as posições são marcadas a mercado diariamente pela
câmara de compensação, ou seja, reavaliadas de acordo com as
condições prevalecentes no mercado. A diferença entre o lucro/perda
em relação à avaliação anterior é chamada de margem de variação,
que vai ser recebida ou paga pela câmara de compensação. Esse
mecanismo dá aos futuros uma característica bastante peculiar:
lucros ou perdas são recebidos ou pagos diariamente.
Admita que um investidor entre em contato com seu corretor em
14 de fevereiro de 2003. Ele quer comprar 4 contratos futuros de
ouro com vencimento em agosto/2003 (supondo que existe tal
vencimento). O preço futuro para o vencimento citado é de $ 20 por
grama. Sabendo que o tamanho do contrato é de 250 gramas, o
investidor se dispõe a comprar 1 quilo de ouro a $ 20 o grama. O
corretor vai pedir que o investidor faça um depósito inicial de
margem, estabelecido em $ 250 por contrato, ou seja, $ 1000 ao
todo. Ao final do dia de negócios, a margem será ajustada de forma a
refletir o ganho ou perda do investidor por conta das flutuações no
preço futuro. É isso que chamamos de marcação a mercado da
margem. Além da margem inicial, existe a chamada margem de
manutenção, que situa-se um pouco abaixo daquela (para o presente
exemplo vamos supor que ela situa-se em $ 800 para os 4
contratos). Em qualquer momento que a conta de margem do
investidor ficar abaixo da margem de manutenção, ocorre o que é
conhecido por chamada de margem, que deve ser de uma magnitude
tal que iguale a margem inicialmente estabelecida ($ 1000 no
exemplo atual).
Suponha, por exemplo, que ao final do dia 14 de fevereiro o
preço do futuro cai de $ 20 para $ 19,50. O investidor, que está
comprado a $ 20, tem uma perda de 1000 x (20-19,50) = $ 500.
Haveria, nesse caso, uma chamada de margem de $ 500 para que
fosse restabelecida a margem inicial de $ 1000. Vale dizer que a
chamada de margem somente ocorre porque foi ultrapassado o limite
da margem de manutenção, $ 800. O corretor do investidor que se
encontra comprado a futuro teria que passar mais $ 500 para a bolsa,
que, então, repassaria para o corretor do investidor que está vendido
a futuro na mesma quantidade. Imaginando a situação inversa,
quando há um aumento no preço futuro, o corretor da parte vendida
passaria a variação da margem à bolsa, que repassaria ao corretor
da parte comprada. Vale dizer que todo e qualquer valor depositado
na conta de margem do investidor é remunerado, fazendo com que
as operações de margem não se traduzam em custo para quem sofre
chamadas de margem.
No passado, contratos futuros eram frequentemente
"entregues", ou seja, o vendedor completava a venda do ativo-objeto
ao preço negociado na transação do futuro. Dependendo da
especificação contratual e das regras da bolsa em questão, isso
poderia envolver a entrega, de fato, da mercadoria, ou, mais
frequentemente, envolveria os arranjos necessários a assegurar que
a mercadoria estaria guardada em armazém independente, escolhido
pela bolsa/câmara de compensação, e sem vínculo com as partes
compradas e vendidas. O problema é que alguns ativos teriam
entrega bastante inconveniente, quando não impossível (veja o
exemplo do futuro de Ibovespa). Assim, para os chamados futuros
financeiros, a liquidação passou a ser cash: qualquer posição ainda
aberta no momento do vencimento do contrato é fechada ao preço do
dia, com o montante a ser pago/recebido calculado da mesma
maneira que a variação de margem.
Imagine a situação de uma empresa que sabe que terá de
vender um ativo em determinada data no futuro. Ela pode esperar por
essa data e ver o que apura na venda do referido ativo. Pode ser um
valor maior do que receberia se vendesse hoje, mas também pode
ser menor. Muitas empresas preferem ficar sabendo, hoje, que valor
vai receber no futuro, isto é, preferem eliminar/minimizar o risco. Se
essa empresa entrar vendida em um contrato futuro do mesmo ativo,
80
com vencimento coincidindo com a data em que terá que vender o
ativo, as perdas de uma eventual queda no preço do ativo seriam
compensadas por ganhos na posição vendida a futuro. O oposto se
aplica ao caso de uma empresa que tenha que compra um ativo no
futuro.
ajustadas apenas no vencimento pela diferença, o que implica em
maior risco.
Na prática, contudo, as empresas enfrentam algumas
dificuldades para realizar o hedge "perfeito". No exemplo anterior, o
ativo a ser vendido pode não ser objeto de algum contrato futuro
negociado em bolsa. Além disso, a empresa pode não saber ao certo
quando terá que vender o ativo. Há ainda problemas relacionados ao
tamanho-padrão do contrato e o valor a ser "hedgeado" pela
empresa, bem como com as coincidências de data para a venda do
ativo e o vencimento do futuro.
13.3
SWAP
Swap é uma operação de troca de uma rentabilidade futura por
outra com o acerto da diferença a pagar ou a receber no vencimento
do contrato, não havendo entrega o recebimento do ativo objeto. Por
exemplo: uma empresa que possui recursos investindo em um LTN, ou
sejam em um título em Reais remunerado por uma taxa de juros
prefixada e possua um passivo, isto é, uma dívida em dólares. Neste
caso, a empresa pode procurar uma instituição financeira a fim de
efetuar um swap, trocando a rentabilidade prefixada do seu ativo pela
variação do dólar mais juros, protegendo-se ao fazer com que o
indexador de seu ativo seja igual ao indexador de seu passivo.
Atualmente, embora as operações de swap sejam feitas em
mercado de balcão, as mesmas devem ser registradas na BM&F ou na
Cetip.
O swap pode servir como uma eficiente ferramenta de hedge,
reduzindo os investimentos do agente econômico num determinado
indexador. As diferenças entre as posições ativas e passivas são
14
ADMINISTRAÇÃO
DO
CICLO
OPERACIONAL
CAIXA
14.1
ADMINISTRAÇÃO DOS VALORES A RECEBER
DE
81
O objetivo da administração de valores a receber consiste em
dispor de recursos com a maior rapidez possível, sem perder vendas,
através da correta seleção de padrões de crédito, condições de crédito
e monitoramento de créditos.
14.2
POLITICA DE CRÉDITO
São as diretrizes e procedimentos de:
a) Seleção de clientes, cobrança, e descontos. Constitui um importante
elemento para execução dos objetivos de venda, como instrumento de
atração de procura para o que a empresa oferece no mercado.
b) O benefício de reduzir os padrões de crédito é o lucro das vendas
adicionais; os custos são os débitos incobráveis adicionais e o custo do
financiamento adicional das novas contas a receber.
c) Os benefícios de se elevarem os padrões de crédito são as
reduções das dívidas incobráveis e do menor custo de financiamento
das contas a receber; o custo é a redução dos lucros sobre as vendas.
Do ponto de vista contábil, quando um crédito é concedido, criase uma conta a receber. As contas a receber e sua gestão constituem
aspectos muito importantes da política financeira a curto prazo de uma
empresa.
Se uma empresa conceder créditos a seus clientes, precisará
criar procedimentos de concessão de crédito e cobrança.
Para Ross (2000), a empresa terá que lidar com os seguintes
componentes da política de crédito: condições de vendas, análise de
crédito e política de cobrança.
As condições de venda estipulam como a empresa propõe-se a
vender seus produtos e serviços. São compostas por três elementos
distintos, são eles, o período pelo qual o crédito é concedido (prazo de
crédito), o desconto por pagamento à vista e prazo de desconto e tipo
de instrumento de crédito.
A análise de crédito refere-se ao processo de decidir se o
crédito será ou não concedido a determinado cliente. Gitman (2002),
afirma que, os analistas de credito freqüentemente utilizam-se dos 5
C’s para orientar suas análises sobre as dimensões-chaves da
capacidade creditícia de um cliente. Cada uma dessas cinco
dimensões será descrita a seguir:
a) Caráter – o histórico do solicitante quanto ao cumprimento de suas
obrigações financeiras, contratuais e morais serão utilizados na
avaliação do seu caráter.
b) Capacidade – o potencial do cliente para quitar o credito solicitado.
c) Capital – a solidez financeira do solicitante, conforme indicado pelo
patrimônio liquido da empresa.
d) Colateral – o montante de ativos colocados à disposição pelo
solicitante para garantir os créditos.
e) Condições – as condições econômicas e empresariais vigentes, bem
como circunstâncias particulares que possam afetar qualquer das
partes envolvidas na negociação.
O analista de crédito geralmente dá maior importância aos dois
primeiros C’s – caráter e capacidade – uma vez que eles representam
os requisitos fundamentais para a concessão de crédito a um
solicitante.
A política de cobrança é o elemento final da política de crédito.
Envolve o acompanhamento das contas a receber para detectar
dificuldades e conseguir o pagamento de contas vencidas.
14.3
MEDIDAS DE CONTROLE
O monitoramento do crédito é uma medida de controle que envolve a
revisão contínua das contas a receber para verificar se os clientes
estão pagando de acordo com os prazos de créditos estabelecidos. Se
não estiverem saldando as contas em dia o sistema de monitoramento
deverá identificar o problema. Afinal, pagamentos lentos acarretam
82
custos financeiros em função da ampliação do prazo médio de
recebimentos.
14.4
ADMINISTRAÇÃO DE ESTOQUES DECISÃO DE COMPRA
Q
t
A decisão de estocar ou não determinado item é básica para o
volume de estoque em qualquer momento. Ao tomar tal decisão, há
dois fatores a considerar:
1.
É econômico estocar o item?
2.
É interessante estocar um item indicado como antieconômico a
fim de satisfazer um cliente e, portanto, melhorar as relações com ele?
T
O custo total anual pode ser expresso da seguinte forma:
CT = custo unitário do item (ano) + custo de pedido (ano) + custo de
armazenagem (ano)
A questão de saber se devemos estocar um item, embora seja
antieconômico fazê-lo, a fim de prestar melhor serviço ao cliente,
representa uma decisão mais difícil, porque freqüentemente é
impossível atribuir um exato valor em dinheiro à satisfação do cliente.
Quanto deve ser comprado? Dois tipos básicos de custo
afetam a decisão sobre o quanto deve ser comprado cada vez. Existem
custos que aumentam à medida que a quantidade do material pedido
aumenta, porque em média, considerando consumo uniforme, metade
da quantidade pedida estará em estoque. Tais custos são aqueles
vinculados à armazenagem dos materiais, incluindo espaço, seguro,
juros etc. Existem, também, os custos que diminuem à medida que a
quantidade de material pedido aumenta, com a distribuição dos custos
fixos por quantidades maiores.
Lote econômico de compra (sem faltas)
O modelo mais simples. Considera as seguintes condições:
a) o consumo mensal é determinístico e com uma taxa constante; e
b) a reposição é instantânea quando os estoques chegam ao nível
zero.
CT = P.C + B.
Onde:
C
Q
+L
Q
2
Qe =
2BC
L
CT = custo total
Q = quantidade do lote
B = custo de pedido
C = consumo do item
L = custo de armazenagem
Qe = lote econômico de compra
Exercício:
O consumo de determinada peça é de 20.000 unidades por
ano. O custo de armazenagem por peça e por ano é de $ 1,90 e o
custo de pedido é de $ 500. O preço unitário de compra é de $ 2.
Com base nos dados acima determine e considerando o ano
comercial, determine:
a) o lote econômico de compra
b) o custo total anual do lote econômico
83
c) o número de pedidos por ano
d) a duração entre os pedidos (em dias)
14.5
CONTROLE DE ESTOQUE CURVA ABC
O princípio da curva ABC ou 80-20 foi observado por Vilfredo
Pareto, na Itália, no final do século passado, num estudo de renda e
riqueza, segundo o qual, uma parcela apreciável da renda
concentrava-se nas mãos de uma parcela reduzida da população,
numa proporção de aproximadamente 80% e 20% respectivamente.
Na gestão de estoques, os itens são classificados em três
grupos: A, B e C.
A – Grupo de itens mais importantes que devem ser tratados
com maior atenção pela administração.
B – Grupo de itens em situação intermediária.
C – Grupo de itens que justificam pouca atenção por parte da
administração.
14.6
O investimento em estoques para reduzir as perdas com
inflação deve ser feito mediante um estudo criterioso dos perigos da
manutenção de altos níveis de estoques.
MODELO DE ANÁLISE E CONTROLE DE ESTOQUES
A administração de estoques deve atentar às políticas de
compras e critérios de controle e à análise desses ativos como reflexo
de uma decisão financeira de investimento.
Quantidades excessivas de estoques, imprimem maior lentidão
ao giro dos ativos e reduzem a rentabilidade da empresa.
Baixos níveis de estoques podem truncar a produção por falta
de matérias-primas e impedir o atendimento de clientes.
O montante de estoques é influenciado pelo comportamento e
volume previstos da atividade da empresa e pelo nível de
investimentos exigidos
A análise e controle de estoques podem ser feitos através de
sistemas de Kanban (JIT), MRP ou MRP II.
14.7
FLOAT
Float refere-se aos fundos enviados pelo pagante, mas ainda
não disponíveis ao que recebe o pagamento. Ele é importante no ciclo
de conversão de caixa porque sua presença estende tanto o prazo
médio de recebimento quanto o de pagamento. Entretanto, o objetivo
deve ser encurtar o prazo de recebimento e ampliar o prazo médio de
pagamento. Ambos podem ser conseguidos com a gestão de float.
O float é constituído por float de correspondência (tempo entre
a postagem do pagamento e seu recebimento); float de processamento
(tempo entre o recebimento do pagamento e seu depósito na conta da
empresa) e, float de compensação (tempo necessário para a
compensação do título).
14.8 IMPACTO DO TED NAS OPERAÇÕES DA EMPRESA
A função de um sistema de pagamentos é transferir recursos,
bem como processar e liquidar pagamentos entre os diversos agentes
atuantes em nossa economia, como pessoas, empresas, governo,
Banco Central e instituições financeiras.
O risco sistêmico é o risco de falha de um participante ou de um
procedimento impossibilitando a liquidação dos demais participantes,
causando um impacto em cadeia no sistema.
O novo Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB) passou a
vigorar em 22 de Abril de 2002 passando as liquidações das operações
a serem feitas em tempo real, havendo monitoramento constante de
saldo da conta de reservas bancárias, não sendo permitido saldo
84
devedor em nenhum momento do dia. As transferências de valores
elevados acima de R$ 5.000,00 são realizadas através de
Transferência Eletrônica Disponível (TED).
-
Harbra, São Paulo, 1997.
Antes da implantação do SPB, as liquidações das operações
ocorriam sempre no dia seguinte (D+1) em horários pré -determinados;
as instituições podem ficar com saldo negativo na conta de Reservas
Bancárias durante o dia positivando-se à noite; a liquidação é realizada
por diversas entidades: COMPE (Câmara de Compensação), CETIP
(Central e Custódia de Títulos),
SELIC (Serviço de Liquidação e
Custódia) e outros. Segundo o
Banco ABN AMRO Real
(2002), anterior ao SPB a
movimentação bancária das
empresas era realizada através
de DOC (Documento de Ordem
de Crédito) e Compensação de cheques e com a implantação do Novo
SPB as empresas possuem outras opções neste para realizar suas
operações bancárias.
-
-
São Paulo, Atlas, 1986.
-
Atlas, 1998.
-
Moderna Administração Financeira. Campus, Rio de Janeiro, 1999.
-
DOWNES, Jonh & GOODMAN, Jordan Eliott- Dicionário de termos
financeiros e de investimento. Nobel, São Paulo, 1998.
SANVICENTE, Antonio Zoratto – Administração Financeira. 3ª ed.
Atlas, São Paulo, 1997.
ALEXANDRE ASSAF NETO – Administração do Capital de Giro Atal
ASSAF, Alexandre Neto - Os Métodos Quantitativos de Análise de
BRIGHAM, Eugene F. & HOUSTON, Joel F. – Fundamentos da
ROSS, Stenphen A.; WESTERFIELD, Randolph W.; JORDAN,
Bradford D. - Princípios de Administração Financeira. São Paulo,
SOLOMON, Ezra & PRINGLE, John J. - Introdução à Administração
Financeira - São Paulo, Ed. Atlas, 1981.
-
data.
-
MARTINS, Eliseu & NETO, Alexandre Assaf - Administração
Financeira: as finanças das empresas sob condições inflacionárias.
BIBLIOGRAFIA
Investimentos - Caderno de estudos, FIPECAPI/FEA-USP, sem
IUDÍCIBUS, Sérgio de & MARION, José Carlos - Curso de
Contabilidade para não contadores. Atlas, São Paulo, 1998.
-
GROPPELLI, A. A. & NIKVAKHT, Ehsan – Administração
Financeira. 3ª ed. Saraiva São Paulo, 1998.
-
15
GITMAN, Lawrence J. – Princípios de Administração Financeira.
TREUHERZ, Rolf M. - Análise Financeira por objetivos. 5ª ed.
Pioneira, São Paulo, 1999.
-
WOILER,
SANSÃO
&
MATHIAS
-
Projetos:
elaboração, análise. São Paulo, Ed. Atlas, 1986.
planejamento,
85
-
ABN – Banco ABN AMRO Real S/A – Reestruturação do Sistema
de
Pagamento
Brasileiro.
Disponível
em:
<http://www.bancoreal.com.br> Acessado em 10 de julho de 2002.
• Cível
• Comercial
• Trabalhista
Av. Cruzeiro do Sul, 3153 – Conj. 51 – Santana
Fone: 011 - 2950-7526
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