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INSTITUTO SUPERIOR DE EDUCAÇÃO E TRABALHO
Curso de Formação Especializada em Supervisão Pedagógica e Formação de Formadores –
2009/2010
SUPERVISÃO PEDAGÓGICA
Trabalho de Grupo:
António Tavares
Marlene Cura
Fátima Rodrigues
Nazaré João
Carlos Cavadas
Teresa França
Docente: Professora Doutora Paula Borges
Disciplina: Supervisão Pedagógica e Observação das Práticas
O que é supervisão pedagógica?
Noção polissémica de supervisão
No âmbito da formação inicial, a Supervisão Pedagógica foi considerada
até aos anos 90 como:
 Função atribuída ao orientador de estágio.
 Um processo interactivo e flexível entre um professor, em princípio mais
experiente e mais informado, e um candidato a professor;
 Orientação a nível humano e profissional;
 Inspecção e controlo.
A partir dos anos 90:
 Actividade que tem como objectivo o desenvolvimento e a aprendizagem dos
professores que supervisionam e gerem o desenvolvimento e a aprendizagem
dos seus alunos – desenvolvimento de capacidades de auto-supervisão.
O que é a supervisão pedagógica?
Noção polissémica de supervisão
Formosinho aponta 3 funções da supervisão:
 Melhoramento da prática;
 Desenvolvimento do potencial individual para a aprendizagem;
 Promoção da capacidade de auto-renovação da organização.
Margarida Soares faz referência à supervisão pedagógica como:
 Formação ao longo da vida;
 Repensar práticas pedagógicas e atitudes organizacionais;
 Reflexividade, autonomia e investigação-acção.;
 Auto-questionamento;
 Auto-avaliação;
 Auto-supervisão.
O que é a supervisão pedagógica?
Noção polissémica de supervisão
Para Alarcão eTavares supervisão é:
 interagir;
 informar;
 questionar
 sugerir;
 encorajar;
 avaliar;
 acção multifacetada, faseada, continuada e cíclica.
Supervisão é a orientação da prática pedagógica como um processo lento
que, iniciado na formação inicial, não deve terminar com a profissionalização,
mas prolongar-se na formação contínua. A dinâmica da supervisão deve
continuar através da auto-supervisão ou da supervisão realizada no grupo dos
colegas.
O que é a supervisão pedagógica?
Noção polissémica de supervisão
Vieira refere a supervisão como sendo:
 monitorização da prática pedagógica;
 reflexão e experimentação.
Moreira refere a supervisão como sendo:
 instrumento de transformação de sujeitos e das suas práticas pedagógicas.
Funções do Supervisor
A função do supervisor deve ser:
 Ajudar o professor a fazer a observação do seu próprio ensino;
 Analisar, interpretar e reflectir sobre os dados recolhidos e a procurar
melhores soluções para as dificuldades e problemas que vão surgindo.
 Acompanhar a caminhada da prática pedagógica e incentivar professores e
estagiários a manterem a vontade de aprender ao longo da vida.
 Fazer a ponte entre as instituições de ensino superior e as escolas.
Perfil do supervisor
O supervisor pedagógico deve possuir capacidades comunicativo-relacionais,
observacionais-analíticas, hermenêutico-interpretativas e avaliativas.
Deve conseguir criar um clima de confiança e de liderança democrática onde o
formando tem voz e liberdade de agir, sabendo igualmente que o supervisor tem
direito a julgar.
Ser dotado de competências técnicas para desenvolver um projecto de observação
e análise adequados e valorizar uma avaliação formativa ao elaborar feedback’s
construtivos.
Modelos de Supervisão
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Modelo Científico
Modelo Clínico
Modelo Artístico ou Naturalista
Modelo Ecológico
Modelo de Objectivos
Modelo de Produtos
Modelo Humanístico-Artístico
Modelo Técnico-Didáctico
Modelo Desenvolvimental - Reflexivo
Modelos de Supervisão
 Modelo Científico – visa verificar a qualidade do ensino.
 Modelo Artístico ou Naturalista – enfoque mais na teoria do que na prática. É o
1º modelo que dá atenção a imprevisibilidade do ensino.
 Modelo de Produtos – Parte do desempenho dos alunos para descrever e avaliar a
eficácia do ensino.
 Modelo Humanístico-Artístico – dá relevância às relações humanas entre
supervisor e professor.
 Modelo Técnico Didáctico – centrado na assistência e não na supervisão.
Modelos de Supervisão
 Modelo Ecológico – baseado na relação tripartida: Supervisor, educadora
cooperante e estagiária.
 Modelo de Objectivos – orientado pela abordagem da administração por
objectivos, abordagem dos objectivos de desempenho e abordagem prática do
estabelecimento de objectivos.
 Modelo não standard – respeita as diferenças dos professores , é um modelo
que apela à auto-regulação, de constante crítica e reflexão e por isso mesmo é
um modelo inacabado uma vez que apela à interacção entre o supervisor e o
formando.
Modelo Clínico
Centra-se na interacção dos professores e as aprendizagens dos
alunos. O enfoque da supervisão clínica são os fenómenos da sala de aula, cuja
análise e interpretação contribuem para o desenvolvimento pessoal e
profissional do professor.
Os intervenientes activos e directos são o supervisor e o formando, e
os intervenientes indirectos são os alunos.
Fases do ciclo da supervisão clínica
 Reunião preparatória da observação (planificação).
 Observação.
 Análise da informação recolhida na observação e definição de estratégias
de intervenção.
 Reunião pós-observação (processo de hetero e auto-reflexão).
 Avaliação formativa (avaliação sintética e reflexiva).
Modelo Desenvolvimental - Reflexivo
A associação do conceito de supervisão ao contexto de uma escola reflexiva promove a
qualidade através:
 do contínuo auto-questionamento;
 a auto-avaliação, e
 a auto-supervisão.
A valorização destas dimensões desloca a atenção da sala de aula para outras questões
prioritárias e deficitárias:
 a actualização das didácticas;
 e dos programas.
Modelo Desenvolvimental - Reflexivo
A formação do professor faz-se ao longo da vida;
A figura do supervisor desvanece-se e a supervisão passa:
 a auto-supervisão;
 prática reflexiva onde a ajuda de um supervisor colega, no âmbito do grupo
disciplinar, da turma, da escola, ou de outras instituições, nomeadamente em acções de
formação, adquire uma nova dimensão.
o professor não deve ficar à espera que alguém do exterior lhe diga o que deve ou como
deve fazer, isso não chega, tem que ser ele a descobrir, por si próprio, a melhor forma
de actuar e a responsabilidade que lhe cabe no processo.
Nova geração de modelos de supervisão
Emerge um novo conceito de supervisão:
Modelo:
 O professor-como-supervisor ou de auto-supervisão.
 Supervisão personalizada e difusa cabendo aos professores assumir
colaborativamente a responsabilidade pela análise e melhoramento do
seu desempenho e do desempenho dos seus alunos.
Nova geração de modelos de supervisão
Características
1. A escola é uma comunidade constituída por elementos que são
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aprendizes ao longo de todo o ciclo de vida.
As pessoas são capazes de assumir responsabilidades pelo seu
desenvolvimento; de se auto-dirigirem; e de se auto-supervisionarem,
quando têm acesso a recursos e mecanismos de acompanhamento
adequados.
Os aprendizes adultos têm as suas necessidades próprias distintas das
necessidades das crianças.
Para melhorar o desempenho de qualquer indivíduo, devemos ter em
consideração o ambiente organizacional global, no qual essas pessoas
trabalham.
As pessoas aprendem melhor e são motivadas pela colaboração com os
outros.
Artigos consultados:
SANTOS, M. Alice; BRANDÃO, M. Isabel Serpa. A supervisão pedagógica numa
articulação entre a preparação do educador, a formação do aluno e a qualidade da
educação das crianças – A função da escala de empenhamento do adulto na
concretização deste processo (adaptado) ;
SOARES, Margarida. A Supervisão pedagógica: uma leitura dos tempos;
ALMEIDA, Bianca, PINTO, Marina. Um sistema de supervisão como processo
integrante do crescimento pessoal e profissional dos docentes ao serviço do
desenvolvimento institucional, (adaptado);
ALVES, Alexandra. A Supervisão Pedagógica: Da Interacção à Construção de
Identidades Profissionais – Estudo de Caso
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