1) células de procariontes e eucariontes - IB-USP

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0410113: DIVERSIDADE BIOLÓGICA E FILOGENIA
AULA PRÁTICA 11
Fungos 1
Objetivos: Observar as características gerais e as estruturas reprodutivas dos fungos (Zygomycota,
Basidiomycota e Ascomycota).
Filo Zigomycota
1) Rhizopus (Rhiza = raiz, bolor negro do pão) - Raven, 2007, pg 285.
Coleta: Podem ser obtidos colocando fatias de pão umedecidas, com um pouco de açúcar e mantidos em
recipientes fechados com plástico transparente. As colônias iniciam-se pelo desenvolvimento de hifas que
crescem concentricamente. Nesse estágio, comumente, são esbranquiçadas, lembrando tufos de algodão.
Quando diferenciam esporângios, apresentam colorações variadas (negro, verde, azulado, etc.). O
processo de amadurecimento dos esporos inicia-se pelas regiões centrais (mais velhas), progredindo em
direção à margem. A partir de então, as hifas degeneram, sendo inadequadas para observação, restando
apenas esporos.
a) Retire uma pequena porção da colônia com uma pinça.
b) Mergulhe em álcool 70% e em seguida coloque sobre uma lâmina contendo uma gota de água.
c) Observe ao microscópio. Faça um desenho indicando com legendas explicativas as estruturas que pôde
identificar (hifas cenocíticas, esporângióforo, esporângios, esporos).
Filo Basidiomycota
2) Coprinus (Copro = esterco) – Raven, 2007, pg 293.
O corpo de frutificação (basidioma) tem a forma de um cogumelo com textura macia, sendo efêmero
(curta duração). O himênio fica exposto na superfície dos basidiomas, localizando-se em lamelas ou
poros.
Coleta: É um pequeno cogumelo macroscópico que se desenvolve no esterco de cavalo. Muitos outros
cogumelos macroscópicos podem ser coletados na natureza e observados vivos ou preservados em álcool
70%. Outros comestíveis também podem ser encontrados no mercado.
a) Observe cuidadosamente a morfologia de um corpo de frutificação (basidioma).
b) Faça cortes transversais ao píleo (chapéu), adicione uma gota de água, cubra com lamínula e observe
ao microscópio.
c) Faça um desenho indicando com legendas explicativas as estruturas que pôde identificar (lamelas,
himênio, basídios e basidiósporos).
2
Filo Ascomycota
3) Saccharomyces (Sacharon = açucar + Mikes = fungo) – Raven, 2007, pg. 299-300.
Leveduras ou fermentos do gênero Saccharomyces são microscópicos, muito simples, unicelulares,
podendo formar micélio rudimentar.
Coleta e cultivo: A espécie Saccharomyces cerevisae pode ser obtida colocando-se uma pequena porção
de fermento de pão em solução de glicose ou sacarose. Liberam bolhas de CO2 após alguns minutos
quando a temperatura é adequada. Aparece, ainda, no resíduo (borra), depositado no fundo da garrafa da
cerveja caracu que não é filtrada. Sendo decompositores de açúcares, leveduras selvagens ocorrem na
superfície de frutas e sucos das mesmas expostas ao ar. Podem ser obtidos em soluções de glicose,
sacarose, mel ou suco de frutas (uva, laranja, maçã, etc.), deixados para fermentar. Neste caso, o tempo
para obtenção das culturas é mais lento, dependente de sua presença no meio ou contaminação pelo ar.
Devem ser observados em estado vivo.
a) Pegue uma gota do material em suspensão, prepare uma lâmina e examine ao microscópio,
empregando pouca luz.
b) Estude a organização dos indivíduos e as etapas do processo de brotamento. Faça um esquema.
Material em demostração
Filo Zigomycota
4) Pilobolus (Pilo = guarda-chuva, Bolus = atirar) – Raven, 2007, pg 282.
Coleta: Deve ser cultivado em esterco fresco de cavalo, mantido em câmaras úmidas
(recipientes amplos, recobertos com plástico transparente e mantidos em local iluminado).
Espécies do gênero estão entre os primeiros decompositores do esterco de diversos herbívoros,
aparecendo cerca de três a oito dias após a defecação de animal. Devem ser observados em
estado vivo.
O gênero apresenta interessantes sistemas fisiológicos de dispersão dos esporos e de coevolução, envolvendo herbívoros, gramíneas e larvas do trato digestivo desses animais. Os
esporangióforos podem atingir até cerca de 5 cm de comprimento. São transparentes e crescem
em direção à luz (fototrópico positivo) e desenvolvem em sua extremidade uma porção dilatada
(vesícula sub-esporangial) sobre a qual situa-se o esporângio. A luz é percebida por carotenóides
presentes na vesícula sub-esporangial. A vesícula também funciona como uma lente
concentrando a luz em determinados pontos. A absorção contínua de água leva ao aumento do
turgor na vesícula e causa sua ruptura explosiva, lançando o esporângio cheio de esporos em
direção à luz refletida pelas folhas brilhantes de gramíneas. O esporângio adere-se às folhas e,
assim, está sujeito à ingestão pelos animais. Os esporos são resistentes ao trato digestivo, sendo
um dos pioneiros na decomposição do esterco. Algumas larvas do trato digestivo desses animais
especializaram-se em "pegar carona" nos esporângios, quando eles são lançados em direção às
folhas das gramíneas, podendo contaminar outros animais.
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