o que são interações medicamentosas

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O QUE SÃO INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS?
Com o progresso da medicina, a cada dia observa-se o surgimento de novas drogas, estas cada vez mais
potentes, tanto em relação a sua eficácia quanto ao seu potencial de efeitos tóxicos. O conhecimento das
propriedades básicas dos fármacos e de sua ação farmacológica é de fundamental importância para a
realização de uma terapêutica adequada, considerando que o corpo humano é um sistema complexo formado
por uma infinidade de substâncias que fatalmente entrarão em reação com os fármacos ingeridos. Além disso,
no caso da introdução de mais de uma substância, para fins terapêuticos ou não, estas poderão interagir entre
si. Se o médico não estiver ciente sobre a farmacodinâmica, as interações e possíveis efeitos colaterais das
drogas poderão incorrer na possibilidade de estar aumentando os riscos de seu paciente a níveis,
possivelmente, maiores do que aqueles inerentes à própria doença tratada.
Interação medicamentosa pode ser definida como a influência recíproca de um medicamento sobre o
outro. Ou seja, quando um medicamento é administrado isoladamente, produz um determinado efeito. Porém,
quando este é associado a outro medicamento, ou a alimentos, ou mesmo a outras substâncias (como o tabaco
, drogas de abuso, ou mesmo outras substâncias que o paciente possa entrar em contato, como inseticidas,
produtos de limpeza, cosméticos, etc.) ocorre um efeito diferente do esperado, caracterizando uma interação.
Estimativas quanto a incidência de interações medicamentosas oscilam de 3 a 5% para pacientes que usam
vários medicamentos e chegam até 20% ou mais para pacientes que usam de 10 a 20 medicamentos.
Quando ocorre uma interação entre duas ou mais drogas, pode acontecer um indiferentismo
farmacológico (quando cada fármaco age independente da outro, levando a uma resposta farmacológica
diversa dos efeitos habituais daqueles fármacos ) ou uma interação farmacológica
( quando uma das
drogas interfere sobre as outras, alterando o efeito esperado, qualitativa ou quantitativamente, podendo
ocorrer sinergismo, antagonismo parcial ou total, e antidotismo destes efeitos. Interações medicamentosas
podem então apresentar efeitos benéficos para o organismo podendo ser utilizadas para aumentar os efeitos
terapêuticos ou reduzir a toxicidade de um determinado fármaco ( por exemplo, o ácido acetilsalicílico e a
dipirona, quando administrados juntos, tem sua ações analgésicas potencializadas), ou podem apresentar
efeitos nocivos, diminuindo ou eliminando a ação dos medicamentos, ou provocando novas doenças( por
exemplo, os IMAO causam hipertensão, podendo ser potencializada pela tiramina, que está presente nos
chocolates e em vários outros alimentos, pois também causa hipertensão). Além disso, os efeitos de uma
interação adversa podem não ser visíveis, e cada paciente reage à sua maneira, sendo que alguns estão mais
propensos a evidenciar interações adversas, como os idosos (devido a grande quantidade de medicamentos
que muitos ingerem ), os insuficientes renais, hepáticos, cardíacos e respiratórios, aqueles com
hipotireoidismo, diabete descompensado e várias outras doenças. Também deve-se considerar vários fatores
que possam interferir ( a farmacocinética dos medicamentos, o estado patológico em que encontra o paciente,
como os acima, as características genéticas deste, e muitos outros), tornando difícil avaliar seu significado
clínico.
Uma das principais causas de interações medicamentosas atualmente é a prescrição simultânea de
vários medicamentos a um mesmo paciente, principalmente quando este se encontra internado. A automedicação, também é um fator importante.
CLASSIFICAÇÃO DOS TIPOS DE INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
As interações medicamentosas são classificadas em dois tipos: interações físico-químicas e interações
terapêuticas.
1) Interações físico-químicas:
As interações físico-químicas ocorrem fora do paciente, pois, entre drogas diferentes podem ocorrer
numerosas incompatibilidades, que podem levar a reações quando estas são misturadas em infusão
intravenosa, frascos ou seringas , podendo assim causar a inativação dos fármacos em questão.
As interações físicas são aquelas que ocorrem com mudança de estado físico (sólido, líquido ou gasoso).
Isso pode ser visualizado, por exemplo, quando um fármaco, ao interagir com outro, precipite dentro de um
recipiente qualquer (como um frasco de soro, por exemplo), como ocorre com a anfotericina B (um
antibiótico utilizado contra muitas espécies de fungos, como Blastomyces dermatitides e Candida sp ) quando
colocada em solução fisiológica.
Já as interações químicas são aquelas em que há uma reação química entre dois medicamentos, formando
uma substância diferente das originais.
Um agravante no caso da ocorrência de uma interação físico-química é que, embora algumas formem
precipitados, sofram alteração na coloração original, formem gás ou gerem calor, a maioria não produz
nenhuma alteração visível que permita a identificação da ocorrência de alguma alteração, sendo por isso
importante a determinação da incompatibilidade entre dois fármacos antes que estes sejam misturados, e que
pode levar a sérias conseqüências para o estado de saúde do paciente.
As interações, neste caso, podem ocorrer de várias formas:
A. DEVIDO A UM SOLVENTE INATIVANTE: um determinado solvente pode solubilizar uma
determinada substância ou inativar uma outra, como no caso das catecolaminas, em que estas são oxidadas
quando introduzidas em determinadas soluções para uso intravenoso;
B. DEVIDO A ALTERAÇÃO DO PH DOS MEDICAMENTOS: um composto ácido pode ser anulado
ou inibido por uma outra droga básica, e vice-versa; além disso, há também medicamentos que, com a
mudança do pH, podem deixar de ser solúveis, como no caso da diminuição da solubilidade do fosfato de
cálcio devido ao aumento do pH da solução, precipitando assim como um sal insolúvel.
C. INATIVAÇÃO PELO AGENTE CONSERVANTE: pode ocorrer de um agente conservante utilizado
em uma solução inativar outro medicamento presente, como no caso do bissulfito de sódio, utilizado em
nutrições parenterais, que inativa a penicilina e a tiamina.
D. FOTO-OXIDAÇÃO: algumas substâncias se oxidam ou se reduzem com mais facilidade na presença
de outras substâncias, quando sofrem ação da luz, como no caso da vitamina C, que, por ser redutora, mantém
o ferro no estado ferroso, sendo muito útil no tratamento da anemia ferropriva.
Além de tudo isto, interações físico-químicas importantes podem ocorrer pela adsorção das drogas às
superfícies plásticas ou de vidro dos equipamentos utilizados na farmácia e das embalagens.
2) Interações terapêuticas:
As interações terapêuticas ocorrem dentro do paciente, após a administração do medicamento. Podem ser
importantes para antagonizar efeitos de altas doses, prevenir efeitos tóxicos ou atuar como antídotos. Porém,
na maioria das vezes, produzem efeitos negativos. Podem ser divididas em dois tipos: interações terapêuticas
farmacocinéticas ou farmacodinâmicas.
2.1) Interações terapêuticas farmacocinéticas:
Este tipo de interação pode ocorrer no trajeto da droga dentro do organismo, ou seja, durante os processos
de absorção, distribuição biotransformação e excreção. A interação em qualquer uma dessas fases pode
modificar os parâmetros das drogas, devendo considerar que a cinética de uma droga pode variar de indivíduo
para indivíduo, em relação ao tempo para seu caminho.
A velocidade de absorção de uma droga está relacionada com a latência da droga: o tempo necessário
para que o medicamento atinja seu nível plasmático. Essa velocidade pode ser alterada, podendo então a
absorção ser aumentada, diminuída, acelerada ou retardada, devido a mecanismos que incluem: alterações do
pH do meio, pois as substâncias irão depender do pH para sua absorção gástrica ou intestinal ; dissolução do
fármaco no meio em questão; espessura e vascularização da membrana absortiva; velocidade de esvaziamento
gástrico, pois o medicamento necessita de tempo para ser absorvido, o que é dificultado se o paciente
apresenta vômitos, diarréia, constipação ou outros quadros que podem ser causados pelo estado patológico em
que se encontra ou devido a outro medicamento administrado concomitantemente; da atividade metabólica da
flora microbiana intestinal, cujas substâncias por ela produzida podem interferir no grau de absorção de um
fármaco; alterações no tônus da musculatura lisa intestinal também podem interferir na absorção; Também
pode haver a formação de complexos insolúveis e não absorvíveis (íons cálcio, alumínio e magnésio, por
exemplo, reagem com diversos medicamentos) e competição pelos mecanismos de transporte intestinal. Um
bom exemplo de absorção retardada de alguns fármacos é causado pelo efeito inespecífico do alimento no
estômago. Entre algumas interações que podem interferir na absorção de medicamentos (por via oral) tem-se:
o hidróxido de magnésio reduz a absorção estomacal do pentobarbital e aumenta a absorção da sulfadiazina e
a morfina, que diminui a absorção dos medicamentos pelo intestino.
A distribuição de um fármaco pode ser afetada por outro que altere o fluxo sangüíneo (exemplo:
propanolol) , a capacidade de ligação a proteínas plasmáticas ,principalmente a albumina (p. ex., o warfarin é
deslocado pelo ácido tricloroacético, um metabólito do hidrato de cloral, podendo ocorrer aumento da
anticoagulação), ou a ligação a proteínas teciduais, pois drogas que venham a se ligar em locais não
relacionados com sua ação terapêutica (p. ex., digoxina ligada ao músculo esquelético), podem resultar em
reserva potencialmente significativa a partir do qual podem ser deslocadas outras drogas. Quando uma droga
é deslocada por outra (estando esta ligada a proteínas séricas ou a teciduais), aumentam os riscos de
toxicidade, pois aumenta a concentração plasmática da primeira. Também pode ocorrer o transporte ativo para
o local de ação, envolvendo alterações complexas na regulação dos neurotransmissores.
A biotransformação das drogas pode ser estimulada ou inibida através da terapia paralela. Pelo processo
de indução enzimática, ocorre uma estimulação das enzimas microssomais hepáticas envolvidas no
metabolismo dos fármacos, podendo ser desencadeada por certas drogas, como barbitúricos, primidona e
rifampicina. Deste modo, a indução enzimática aumenta a velocidade de biotransformação da droga, da
produção de metabólitos e da depuração hepática da droga, e diminui a meia-vida sérica da droga, as
concentrações séricas da droga livre e total e os efeitos farmacológicos se os metabólitos forem inativos . Já
pelo processo de inibição enzimática, ocorre a inibição das enzimas microssomais hepáticas, potencializando
os efeitos dos medicamentos, como no caso da cimetidina (anti-histamínico H2), que inibe a biotransformação
de acetaminofeno, dos beta-bloqueadores, do warfarin, e de muitos outros. Assim, a inibição enzimática
diminui a velocidade de biotransformação da droga, da produção de metabólitos e da depuração total, e
aumenta a meia-vida da droga no soro, das concentrações séricas da droga livre e total, e dos efeitos
farmacológicos se os metabólitos forem inativos . Em geral, a inibição da biotransformação de drogas
constitui o mecanismo clinicamente mais importante das interações farmacocinéticas.
Quanto a excreção, as interações entre drogas podem alterar a velocidade de eliminação das drogas por
qualquer uma das vias excretoras (fezes, bile, suor, lágrimas, pulmões, etc.), isso teoricamente. Porém, o que
se melhor conhece é a alteração, devido a interações, da excreção renal . A excreção renal de certos fármacos
que são ácidos ou bases fracas pode ser influenciada por outros fármacos que afetam o pH urinário,
decorrendo este processo de alterações na ionização da droga, modificando consequentemente a sua
lipossolubilidade e a sua capacidade de ser reabsorvida no sangue a partir dos túbulos renais. Pode ainda
ocorrer que a filtração glomerular de drogas aumente em conseqüência de seu deslocamento da albumina, que
a reabsorção tubular de drogas filtradas seja diminuída (podendo ser por diuréticos, por acidificantes ou
alcalinizantes), e que a secreção tubular de drogas seja diminuída por competição pelos sistemas de transporte
ativo (por exemplo, a probenicida bloqueia a secreção de penicilinas), com conseqüente prolongamento de
sua meia vida no organismo. A droga digoxina, por exemplo, tem sua concentração aumentada em quase duas
vezes quando a droga antiarrítimica quinidina é administrada simultaneamente. Estudos posteriores
demonstraram efeitos semelhantes com o verapramil e amiodarona.
2.2) Interações terapêuticas farmacodinâmicas:
As interações farmacodinâmicas ocorrem nos sítios de ação dos fármacos, envolvendo os mecanismos
pelos quais os efeitos desejados se processam, sendo que elas podem ou não atuar sobre o mesmo receptor
para produzir estes efeitos.
Este processo pode ser de dois tipos: interações farmacodinâmicas sinérgicas ou antagônicas.
O sinergismo ocorre quando a ação das duas drogas que estão interagindo são iguais. Ele pode ocorrer
por adição (quando duas drogas agem por mecanismos semelhantes, obtendo, como efeito final, a soma dos
efeitos de ambas; por exemplo: ácido acetilsalicílico e dipirona: o efeito analgésico será adicionado), somação
(acontece quando duas drogas agem por mecanismos diferentes, obtendo resultados finais semelhantes à soma
dos efeitos individuais; por exemplo, AAS e codeína) e potencialização (o efeito final é maior que a soma dos
efeitos individuais, geralmente por mecanismos diferentes, como ocorre com os inibidores da
monoaminooxidase [IMAO] e a tiramina, ambos causando hipertensão).
O antagonismo acontece quando as ações das duas drogas que estão interagindo são opostas. Pode ser,
então, classificado por antagonismo farmacológico (quando duas drogas agem no mesmo local com ação
diferente, como no caso da associação de um antitussígeno com um xarope expectorante), antagonismo
fisiológico (quando dois agentes exibem efeitos opostos por mecanismos independentes, como os
vasodilatadores e vasoconstritores), antagonismo químico (quando as substâncias reagem entre si, como no
caso da reação varsenato de sódio e chumbo, utilizada no tratamento de intoxicação por este metal) e
antagonismo físico (quando as substâncias interagem sem reagir, como no caso da absorção da estricnina pelo
carvão ativado no trato intestinal, para o tratamento de intoxicação por aquele alcalóide).
2.3) Interações terapêuticas por mecanismos desconhecidos:
Algumas interações não podem ser encaixadas em nenhum dos mecanismos já descritos, permanecendo
um mistério o seu funcionamento no organismo, seja benéfica ou maléfica. Por exemplo, como a influência
do pH urinário pode alterar, para melhor ou pior, a ação de um antimicrobiano?
INTERAÇÕES POR FATORES LIGADOS AO PACIENTE
Os mecanismos pelos quais se dão as interações medicamentosas são muito complexos, muitos deles
ainda desconhecidos ou mal estudados. No caso das interações farmacocinéticas, farmacodinâmicas ou por
fatores desconhecidos, são fatores ligados ao medicamento. Existem ainda, porém, fatores ligados ao
paciente, e fatores devido ao modo como aquele fármaco é administrado.
O estado clínico de um paciente é de extrema importância na antecipação de uma interação adversa séria.
Aqueles com maior risco são os idosos, que são extremamente suscetíveis aos efeitos colaterais de drogas,
particularmente aquelas que afetam os sistemas cardiovascular e nervoso. A compreensão de pacientes idosos
é freqüentemente pobre, e muitos tomam diversas drogas, o que agrava ainda mais o risco de uma interação
medicamentosa adversa. Quando a condição clínica de um paciente muda, particularmente se ele está
gravemente enfermo ou velho, todo tratamento medicamentoso deve ser revisto via de regra. Isto pode ser um
problema em casos de mais de um médico estar receitando para aquele paciente, caso não haja uma
comunicação entre os profissionais.
Certos atos do paciente também podem influir na ocorrência ou não de uma interação, assim como o meio
ambiente onde este vive. Deste modo, dependendo do tipo de alimentação que este esteja ingerindo durante o
tratamento, ou se o lugar onde ele vive for poluído, ou sem saneamento básico adequado, podem estes fatores
constituírem agravantes para a ocorrência de interações adversas.
Assim, vários fatores ligados ao paciente em si podem levar a ocorrência de uma interação adversa:
1. ESTADO PATOLÓGICO DO PACIENTE: pacientes que sofram de algum tipo de desordem
orgânica -- como diabetes, hiper ou hipotireoidismo, alcoólatras e desordens gastrintestinais – podem
responder a determinados medicamentos de maneira diversa dos pacientes que não se encontrem em um
quadro patológico.
2. ALTERAÇÕES DA FUNÇÃO RENAL: na ocorrência de um quadro patológico (ou mesmo com o
avanço da idade) que leve a uma diminuição da velocidade da filtração glomerular, pode ocorrer um aumento
da concentração sérica de um medicamento, aumentando as chances da ocorrência de uma interação
indesejável. Em pacientes com albuminúria (eliminação de albumina pela urina), por exemplo, pode ocorrer a
diminuição da albumina sérica a um nível que leve então a um aumento da concentração de medicamentos na
circulação.
3. ALTERAÇÕES DA FUNÇÃO HEPÁTICA: algumas patologias podem levar a uma diminuição da
atividade normal do fígado, resultando assim numa metabolização insuficiente de um determinado fármaco ou
fármacos, ocorrendo assim um aumento de suas concentrações séricas, levando a um aumento das chances de
ocorrência de uma interação indesejada.
4. ALTERAÇÕES DO NÍVEL SÉRICO DE PROTEÍNAS: a diminuição da concentração de albumina
plasmática (hipoalbuminemia) aumenta a gravidade de interação de drogas cuja eliminação envolve a
conjugação protéica, pois a albumina é a principal proteína que irá carrear os fármacos até seus respectivos
locais de ação, estando eles inativos quando ligados a ela.
5. ALTERAÇÕES DO PH URINÁRIO: pode afetar, pela ionização, a excreção de drogas que se
constituem ácidos ou bases fracas. Essas alterações inclusive podem ocorrer graças a ingestão de fármacos
que tornem esse pH mais ácido ou alcalino, favorecendo assim a eliminação de fármacos, respectivamente,
alcalinos ou ácidos.
6. ALTERAÇÕES DEVIDO A INGESTÃO DE ALIMENTOS: a quantidade ou os tipos de alimentos
ingeridos pode afetar a absorção gastrintestinal de muitos medicamentos, entre outros modos de interagir com
estes, pois, como os próprios medicamentos, os alimentos também são substâncias químicas, interagindo com
o medicamento da mesma forma que em uma interação medicamento/medicamento.
7. ALTERAÇÕES DEVIDO A POLUIÇÃO AMBIENTAL: as substâncias químicas que fazem da
poluição, como o monóxido de carbono (CO), quando aspiradas pelo indivíduo, podem interagir com os
fármacos. Assim, quanto pior a qualidade do ar e quanto maior a quantidade de ar inspirado, maior a chance
de ocorrer uma interação por este motivo.
8. ALTERAÇÕES DEVIDO A CONSTITUIÇÃO GENÉTICA: as características genéticas são
individuais de cada pessoa, podendo então ocorrer alterações dos mecanismos de absorção, transporte,
biotransformação, excreção e nos mecanismos de ligação nos locais de ação, variando de gravidade de
indivíduo para indivíduo, aumentando ou não a incidência de efeitos colaterais e a possibilidade de interações.
9. ALTERAÇÕES DEVIDO A IDADE: os pacientes mais idosos possuem um sistema já desgastado
pelo passar do tempo, enquanto os recém-nascidos ainda não tem a seu amadurecido e pronto para resistir a
certas situações. Desta forma, eles estão mais sujeitos a reações de interação por alguns dos mecanismos já
expostos, como alteração da função renal, da hepática, etc.
Assim, como pôde ser observado, a quantidade de fatores ligados ao paciente é tão variada que chega
a ser tão importante quanto as próprias características do medicamento em si, pois, por mais seguro que os
fármacos que estão ingeridos possam ser, e por mais precauções que sejam tomadas para evitar as reações
adversas ou interações adversas, as condições próprias em que o paciente encontrar-se-á naquele momento
poderão então promover a ocorrência, podendo levar o indivíduo a um quadro clínico mais grave do que
aquele em que ele se encontrava anteriormente. É de importância crucial que o médico e o farmacêutico
levem esses pontos em consideração antes de prescrever e dispensar qualquer medicamento a um paciente
internado.
INTERAÇÕES DEVIDO A FATORES LIGADOS A ADMINISTRAÇÃO DOS MEDICAMENTOS:
Um dos fatores que podem levar a ocorrência de interações medicamentosas é como o medicamento é
administrado. São vários fatores, entre os quais pode-se citar :
1. SEQÜÊNCIA DE ADMINISTRAÇÃO: a ordem em que os medicamentos são dados pode influir na
interação; estas então devem ser administradas de tal modo que não se encontrem (como, por exemplo, em
horários distantes), diminuindo a possibilidade de interação;
2. VIA DE ADMINISTRAÇÃO: algumas interações só são possíveis quando os dois medicamentos são
administrados pela mesma via, como a oral, pois os dois ou mais fármacos ficarão em contato por mais
tempo, aumentando a chance de ocorrência de interações. Assim, se essas drogas forem administradas por
vias diferentes, ocorre uma diminuição da possibilidade da interação (por exemplo, um medicamento
administrado por via parenteral apresenta ação rápida e um comprimido leva mais tempo para agir);
3. TEMPO DE ADMINISTRAÇÃO: o intervalo curto entre a administração de uma droga ou outra pode
aumentar a possibilidade de interação, por isso o conhecimento antecipado de interações entre os fármacos
permite a escolha de horários para administração, de modo a diminuir o máximo possível a ocorrência de
interações adversas;
4. TEMPO TOTAL DE TRATAMENTO: muitas das reações de interação só aparecem após algum
tempo de tratamento, podendo variar de algumas horas a várias semanas para que ocorram;
5. POSOLOGIA: muitas das interações são dose-dependentes, isto é, quanto maior a dose dos fármacos
envolvidos, maior a possibilidade de interação. Porém, isso pode ser diferente para drogas potentes, como
fármacos utilizados no tratamento do câncer, onde mesmo pequenas doses podem levar a ocorrência de
interações;
6. APRESENTAÇÃO: a forma de apresentação do medicamento (líquido, comprimidos, drágeas,
liberação gradual, etc.) pode influir na possibilidade de interação. Por exemplo, medicamentos de liberação
gradual ficam mais tempo presentes no organismo, podendo então interagir com outras drogas que o paciente
vier a ingerir.
INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS COM ALIMENTOS E DROGAS DE USO SOCIAL:
Deve-se sempre lembrar que qualquer substância que venha a ser ingerida pelo indivíduo sem a intenção
de promover um efeito terapêutico (como no caso dos alimentos, do tabaco, etc.) poderá levar a ocorrência de
interações medicamentosas com qualquer medicamento que aquela pessoa estiver utilizando, causando
alterações na eficácia terapêutica e na toxicidade destas substâncias . Assim, quando um médico vai
prescrever um determinado fármaco, ou quando o farmacêutico vai dispensá-lo, eles devem sempre considerar
os hábitos individuais de cada indivíduo, aconselhando-os (no caso do médico) a alterar seus hábitos para
evitar possíveis complicações durante o tratamento devido a interações adversas deste tipo (por exemplo, os
inibidores da monoaminooxidase causam hipertensão e a tiramina [uma substância presente no queijo, vinho
chocolate, abacaxi, presunto, etc.] também causa hipertensão] ).
Entre as substâncias que possam ser ingeridas pelo paciente normalmente, além dos alimentos, estão o
álcool, o tabaco e mesmo as chamadas “drogas de uso social” (aqui exemplificada pela maconha), além de
várias outras substâncias dos mais variados tipos, que possam a vir a ser ingeridas intencional ou
acidentalmente.
1) Interações com alimentos:
As interações alimento-medicamento ocorrem da mesma forma que as de medicamento-medicamento,
podendo ser classificadas de várias formas:
1.1) Efeito dos medicamentos sobre o estado nutricional:
Os medicamentos podem alterar a ingestão (ex.: medicamentos excretados pela saliva [metronidazol]
trazem gosto desagradável), a absorção (os antiácidos alteram o pH intestinal; os antibióticos podem inibir
dissacaridases intestinais, causando diarréia) e o metabolismo (a isoniazida e penicilamida comprometem a
ação da vitamina B) dos alimentos, bem como modificar a excreção de nutrientes.
1.2) Efeitos dos alimentos sobre a absorção e a ação dos medicamentos:
A absorção e a ação dos medicamentos são modificadas pelos seguintes mecanismos:
ABSORÇÃO:
1. Retardo no esvaziamento gástrico: com o estômago muito cheio, ocorre diminuição da absorção de um
medicamento que seja mais absorvido nesta região (a nitrofurantoína [antiinfeccioso] beneficia-se desse
efeito, aumentando sua biodisponibilidade);
2. Alteração da biotransformação: os alimentos alteram a biotransformação de várias drogas (ex.:
propanolol);
3. Dissolução: os alimentos podem interferir na dissolução das drogas, favorecendo ou prejudicando sua
absorção (ex.: alimentos gordurosos favorecem a dissolução da griseofulvina [antifúngico], aumentando sua
absorção);
4. Quelação: ocorre a formação de um sal insolúvel, que precipita e não pode ser absorvido (ex.: interação
entre a tetraciclina e o leite);
5. Inibição digestiva: ocorre competição por sítios de ação entre as substâncias alimentares com o
medicamentos, prejudicando sua absorção (ex.: aminoácidos competindo com a Levodopa).
AÇÃO:
1. Antagonismo dos medicamentos: substâncias presentes nos alimentos podem interferir na resposta dos
medicamentos (ex.: vitamina K inibe a resposta dos anticoagulantes orais);
2. Alteração da excreção urinária: o alimento ingerido pode interferir na função renal (ex.: dietas
hipossódicas podem causar reabsorção de lítio e atingir níveis tóxicos).
2) Interações com o álcool :
O álcool etílico (etanol) é um agente sedativo e hipnótico consumido como droga social, sendo de uso
legal (assim como o tabaco). O alcoolismo é um distúrbio complexo, sendo um problema importante do ponto
de vista clínico e de saúde pública. As interações entre o etanol e outras drogas podem apresentar efeitos
clínicos importantes que resultam de alterações na farmacocinética ou na farmacodinâmica da segunda droga.
As mais freqüentes interações farmacocinéticas entre droga e álcool ocorrem como resultado da
proliferação induzida pelo álcool no retículo endoplasmático liso das células hepáticas. Assim, a ingestão
prolongada de álcool, sem lesão para o fígado, pode aumentar a biotransformação metabólica de outras
drogas. Já o uso agudo de álcool é capaz de inibir o metabolismo de outras drogas, devido à alteração do
metabolismo ou à alteração do fluxo sangüíneo hepático. Este efeito agudo do álcool pode contribuir para o
perigo comum de misturá-lo com outras drogas. As fenotiazinas, os antidepressivos tricíclicos e as drogas
sedativas são as mais importantes capazes de interagirem com o álcool através deste mecanismo.
As interações farmacodinâmicas do álcool também têm grande importância clínica. A interação aditiva com
outros agentes sedativos e hipnóticos é mais significativa. O álcool também potencializa os efeitos
farmacológicos de muitas drogas não sedativas, incluindo os vasodilatadores e os fármacos hipoglicêmicos
orais. O álcool também aumenta a ação antiplaquetária da aspirina.
Uma tabela com diversas interações relacionadas com o álcool pode ser encontrada na listagem de quadros,
no início do trabalho.
3) Interações com o tabaco :
O número de substâncias liberadas pelo tabaco quando utilizado na forma cigarro (monóxido de carbono,
cianureto de hidrógeno, aldeídos, benzopirenos, nicotina, pesticidas, alquitrienos e nitrosaminas (proporciona
um grande potencial para interações medicamentosas, tanto farmacodinâmicas, quanto farmacocinéticas.
Vários fármacos têm seus efeitos diminuídos à custa de indução do metabolismo hepático (como a teofilina, a
imipramina, a amitriptilina, a desipramina, a nortriptilina, a cafeína e a heparina). Os benzopirenos, por
exemplo, estimulam a atividade do citocromo P448 (similar ao citocromo P450) e, portanto, aumenta a
biotransformação de medicamentos que utilizam essa via oxidativa (10).
Se um paciente em tratamento com teofilina pára de fumar, como em uma internação hospitalar, é
necessário reduzir sua dosagem em aproximadamente 50%. É útil dosar os níveis plasmáticos de teofilina
nesses casos.
O cigarro talvez ainda possa diminuir a absorção de insulina a partir dos sítios subcutâneos devido a
vasoconstrição. Também pode ocorrer um aumento do risco de acidente vascular encefálico e de cardiopatia
isquêmica em mulheres que estejam ingerindo contraceptivos orais (principalmente se esta for maior de 35
anos).
Além disso, várias outras interações entre o tabaco e diversos medicamentos podem ocorrer , tornando o
hábito de fumar, extremamente difundido em todas as sociedades, ainda mais prejudicial a saúde da
população.
Uma tabela com diversas interações relacionadas com o tabaco pode ser encontrada na listagem de quadros,
no início do trabalho.
4) Interações com a maconha :
A maconha (Cannabis sativa), ou Marijuana, é a droga ilegal mais comumente usada nos Estados Unidos,
sendo que, no final da década de 70, 11% dos alunos secundários ultimoanistas admitia seu uso diário. Os
efeitos farmacológicos característicos da maconha fumada são produzidos, em sua maioria, pelo agente
denominado Delta-9-tetraidrocanabinol (Delta-9-THC), sendo que estes variam com a dose utilizada.
Vários efeitos medicinais da maconha já foram descritos, incluindo efeitos antinauseantes (podendo ser
utilizados para combater esses efeitos causados pelo tratamento por quimioterapia), efeitos relaxantes
musculares, anticonvulsivantes e redução da pressão intra-ocular (tratamento do glaucoma).
Os efeitos nocivos mais comumente conhecidos são as alterações do humor, da percepção e da
motivação, comprometimento das funções cognitivas, da aprendizagem e da memória.
Interações medicamentosas da maconha com outras drogas são pouco conhecidas: pode interagir com
anestésicos gerais (como o halotano e o ciclopropano), potencializando os efeitos destas drogas, criando assim
uma condição potencialmente perigosa.
Também já foi descrito a interação com o alcalóide fisostigmina (um inibidor das colinesterases), podendo
levar a uma séria depressão do SNC, condição que foi associada a suicídios. O mecanismo desta interação
pode ser devido a um efeito anticolinesterásico da maconha.
Outra interação já descrita foi com bloqueadores ganglionares, causando hipotensão.
LISTA DE INTERAÇÕES GERAIS
DROGA
Antibióticos em
geral
ASSOCIADA COM
Alcalinizantes
EFEITO
Aceleração da absorção digestiva dos antibióticos de caráter
básico; pode aumentar os efeitos antibacterianos dos
antibióticos básicos no trato urinário e diminuir os efeitos
dos ácidos.
Os principais antibióticos (penicilinas orais, estearato de
eritromicina, novobiociona, tetraciclina, e outras) tem sua
absorção afetada.
Alimentos
Absorção retardada ou reduzida dos antibióticos de caráter
ácido; podem aumentar os efeitos antibacterianos dos
antibióticos ácidos no trato urinário de diminuiriam os
efeitos dos básicos.
Acidificantes
Anticolinérgicos, ganglioplégicos, analgésicos
morfínicos, antidepressivos tricíclicos,
antiparkinsonianos e anti-histamínicos de atividade
colinérgica
Diminuem o peristaltismo intestinal e, dessa forma,
impedem uma mistura eficiente, o que reduz o ritmo de
absorção dos antibióticos e aumentam a possibilidade de
uma hidrólise enzimática dos antibióticos.
Fixa os antibióticos aniônicos e reduz sua absorção
digestiva
Colestiramina
INTERAÇÕES RELACIONADAS AS CLASSES DE ANTIBIÓTICOS
DROGA
ASSOCIADA COM
Aminociclitóis
Outros aminociclitóis
ASS e outros salicilatos
Ácido etacrínico
Anfotericina B parenteral
Bacitracina parenteral
Bumetamina parenteral
Capreomicina
Cefalotina
Ciclosserina
Cisplatina
Furosemida parenteral
Manitol
Vancomicina
? QUANDO SE ADMINISTRA
JUNTO COM VANCOMICINA
Anestésicos gerais da classe dos hidrocarbonetos
halogenados, citrato, bloqueadores neuromusculares
ou suxametônio
Antibióticos beta-lactâmicos
EFEITO
Aumento do potencial para ototoxicidade e
nefrotoxicidade e bloqueio neuromuscular
(este último apenas com outros aminociclitóis
e capreomicina)
Podem intensificar o bloqueio neuromuscular
Podem inativá-los em pacientes com
insuficiência renal
Podem mascarar os sintomas de ototoxicidade
Anti-histamínicos, buciclizina, fenotiazínicos,
meclozina ou tioxantênicos
Hipnoanalgésicos
Podem causar efeitos depressores respiratórios
centrais aditivos
Indometacina I.V.
No recém-nascido prematuro pode diminuir
sua depuração renal
Polimixinas parenterais
Aumentam o potencial para nefrotoxicidade
e/ou bloqueio neuromuscular
Cefalosporinas
Agentes nefrotóxicos (ex.: colistina, polimixina B e
vancomicina)
Alimentos
Aminociclitóis
Aumentam a probabilidade de nefrotoxicidade
Retardam a absorção das cefalosporinas via
oral
Pode ocorrer adição ou sinergismo; aumento
do risco de nefrotoxicidade (não descrito para
axetil cefuroxima).
Antagonismo.
Ampicilina
Antagonismo.
Carbenicilina
Pode ocorrer adição ou sinergismo.
Cloranfenicol
Podem aumentar a possibilidade de toxicidade
renal.
Furosemida (e outros diuréticos de alça)
Imipenem
Pode ocorrer antagonismo para muitas cepas
de bactérias.
Podem interferir com sua ação bactericida.
Macrolídeos
Pode ocorrer sinergismo contra algumas
bactérias.
Mecilinama
Pode ocorrer adição ou sinergismo (menos
ampicilina e carbenicilina).
Penicilinas
Geralmente aumenta e prolonga seus níveis
plasmáticos (não afeta a ceftriaxona).
Probenicida
Antagonismo com estafilococos.
Aumento do efeito hipoglicemiante.
Rifampicina
Antagonismos freqüentes.
Sulfaniluréias
Tetraciclinas
Fluorquinolonas
Alcalinizantes urinários (bicarbonato de sódio,
citratos, inibidores de anidrase carbônica)
Aminoglicosídeos
Podem reduzir a solubilidade das
fluorquinolonas nas urina e causar cristalúria e
nefrotoxicidade.
Pode ocorrer adição ou sinergismo parcial
contra algumas bactérias.
Antiácidos contendo Al+3, Ca+2, mMg+2
Reduzem a absorção do norfloxacino.
Antifúngicos
Pode auementar a atividade dos antifúngicos.
Cafeína
Reduz a biotransformação hepática da cafeína.
Ciclosporina
Auemnto do efeito nefrotóxico da
ciclosporina.
Cloranfenicol
Aumento do efeito nefrotóxico desta.
Imipenem
Pode ocorrer sinergismo, sinergismo parcial ou
indiferença.
Nitrofurantoína
Antagonismo.
Probenicida
Diminuição da excreção urinária do
norfloxacino, sem afetar as concentrações
séricas e meia-vida da mesma.
Pode inibir sua atividade bactericida.
Rifampicina
Reduz a biotransformação hepa'tica desta.
Teofilina
Podem inibir sua atividade bactericida.
Tetraciclinas
Lincosaminas
Macrolídeos
Ácido fusídico
Sinergismo para estafilococos.
Alimentos
Interferem na absorção das lincosamidas; os
ciclamatos interferem na absorção da
lincosamida.
Aminoglicosídeos
Pode ocorrer antagonismo.
Antidiarréicos adsorventes
Diminuem absorção das lincosamidas quando
estas são administradas concomitantemente por
via oral.
Antidiarréicos antiperistálticos (como opiáceos,
difenoxilato, loperamida)
Prolongam ou pioram a colite
pseudomembranosa por retardar a eliminação
da toxina.
Bloqueadores neuromusculares
Aumento do bloqueio neuromuscular.
Cloranfenicol
Antagonismo.
Eritromicina
Antagonismo.
Éter
Aumento do bloqueio neuromuscular.
Hipnoanalgésicos
Pode levar a depressão ou paralisia respiratória
aumentada ou prolongada.
Gentamicina
Para tratamento de infecções por estafilococos
multirresistentes.
Metronidazol
Sinergismo para algumas bactérias.
Anticoncepcionais orais e combinações de
estrogênio/progestogênio
Utilização conjunta pode causar o
aparecimento de prurido e icterícia.
Bromocriptina
Aumento das taxas plasmáticas de
bromocriptina com aumento da atividade
antiparkinsoniana e sinais de superdosagem
dopaminérgica.
Cefalosporinas
Inibição da ação bactericida das
cefalosporinas.
Corticosteróides
Aumento dos efeitos dos corticosteróides com
risco de acumulação.
Antagonismo freqüente.
Co-trimoxazol
Diidriergotamina
Ergotismo com possibilidade de necrose das
extremidades.
O mesmo acima.
Ergotamina
Peniclinas (em geral)
Fosfomicina
Sinergismo freqüente.
Lincosaminas
Antagonismo.
Penicilinas
Inibição da ação bactericida das penicilinas.
Álcool
Aumento da excreção das penicilinas.
Aminoglicosídeos
Incompatíveis (mesma seringa, I.V. e in vivo).
Aminoipurato sódico (PAH)
Diminuição mútua da excreção de PAH e de
outra droga.
Antiinfecciosos bacteriostáticos
Antagonizam a atividade das penicilinas
(contudo, em pacientes pediátricos as vezes se
administra ampicilina ou benzilpenicilina
associadas ao cloranfenicol).
Podem deslocar as penicilinas de seus sítios de
ligação e vice-versa.
Antiinflamatórios não-esteroidais
Aumento do risco e gravidade de reações
anafiláticas.
Beta-bloqueadores
Antagonismo.
Cefalosporinas
Diminui o efeito das penicilinas e diminui sua
própria meia-vida.
Cloranfenicol
Antagonismo no tratamento da escarlatina.
Eritromicina
Diminuição da excreção de PSP.
Fenolsulfonftaleína (PSP)
Doses concomitantes I.V. podem causar
defeitos hemostáticos e alterar a coagulação.
Heparina
Inibição da ação bacteriana das penicilinas.
Pode ocorrer sinergismo contra algumas
bactérias.
Macrolídeos
Possível aumento da toxicidade do
metotrexato.
Mecilinama (andinocilina)
Pode ocorrer atividades aditivas, sinérgicas ou
antagonismo.
Metotrexato
Aumento e prolongamento dos níveis séricos
de penicilina.
Outros antibióticos beta-lactamicos
Probenicida
Sulfonamidas
Ácido para-aminobenzóico e anestésicos gerais
derivados do PABA (benzocaína, butocaína,
clorprocaína, piperocaína, procaína, propoxicaína e
tetraclina)
Antagonismo da atividade das sulfas.
Álcool
Aumento dos efeitos indesejáveis do álcool.
Ficam prejudicadas as dosagens de PAH.
Aminoipurato sódico (PAH)
Associação pode ser usada no tratamento de
infecções por Brucella.
Ampicilina
Possível diminuição da absorção gastrintestinal
das sulfas.
Antiácidos orais
Aumento do efeito anticoagulante.
Anticoagulantes orais
Diminuição da eficácia dos anticoncepcionais
orais.
Anticoncepcionais orais
Podem ser deslocados pelas sulfonamidas de
seus sítios de ligação ou vice-versa.
Amtiinflamatórios não-esteroidais
Antagonismo da atividade das sulfas;
resultados falso-positivos.
Bentiromida
Certas sulfas podem reduzir os níveis
sangüíneos de ciclosporina, até o ponto de
fracassar a terapia anti-rejeição.
Ciclosporina
Pode ocorrer sinergismo ou adição.
Aumentam a incidência de hepatoxicidade.
Eritromicina
Aumento das concentrações séricas de
fenitoína com possibilidade de toxicidade.
Fármacos hepatotóxicos
Podem potencializar os efeitos da
fenilbutazona.
Fenitoína
Algumas sulfas provocam diminuição da
excreção de PSP.
Fenilbutazona
Aumento do risco de cristalúria.
Fenolsulfonftaleína (PSP)
Aumento dos efeitos e da toxicidade do
metotrexato.
Metenamina e seus sais
Diminuição da excreção das sulfas nãosolúveis.
Metotrexato
Diminuição da absorção gastrintestinal da
oxacilina.
Óleo mineral
Aumento do risco de cristalúria.
Aumento dos níveis séricos de peniclina G.
Oxacilina
Praldeído
Sinergismo contra alguns microorganismos;
reações de hipersensibilidade, podendo ser
fatal, com pirimetamina e sulfadoxina.
Penicilina G
Pode ocorrer sinergismo.
Pirimetamina e trimetoprima
Aumento das concentrações totais das sulfas,
sem alterar as concentrações de sulfonamidas
livres.
Potencializam os efeitos hipoglicêmicos da
clorpromamida.
Polimixinas
Probenicida
Sulfaniluréias
Sulfimpirazona
Aumento das concentrações séricas das
sulfonamidas.
Tetraciclinas
Alimentos
Prejudicam a absorção das teraciclinas.
Aminoglicosídeos
Antagonismo in vitro.
Anfotericina B
Sinergismo in vitro contra leveduras; aumento
da absorção gastrintestinal das tetraciclinas.
Formação de quelatos não absorvíveis.
Cátions bivalentes ou trivalentes (Fe+2, Mg+2, Zn+2,
Ca+2, Al+3)
Potencializam seus efeitos.
Anticoagulantes orais
Anticoncepcionais orais
Antidiabéticos
Diminuição do efeito anticoncepcional;
hemorragias.
Potencialização dos efeitos dos antidiabéticos;
aumenta o risco de acidose lática característico
dos antidiabéticos biguanídicos.
Diminuição da absorção do antibiótico.
Bicarbonato de sódio e outros alcalinizantes
Diminuição do efeito das tetraciclinas
Bismuto
Diminuição do efeito das tetracilcinas.
Caolim, pectina
Ciclamato sódico, citrato sódico, glucosamina,
hexametafosfato sódico, paraminobenzoato de sódio
Aumento da absorção digestiva das
tetraciclinas.
Cimetidina
Diminuição da absorção do antibiótico.
Clopropamida
Aumento da hepatoxicidade.
Corticosteróides
Aumento da possibilidade de aparecimento de
superinfecção em pacientes recebendo
corticosteróides e também em tratamentos
prolongados com tetraciclinas.
Antagonismos freqüentes
Co-trimaxazol
Dimenidrato
Aumento da velocidade de absorção das
tetraciclinas.
Diuiréticos
Elevação do nitrogênio uréico do sangue
(BUN).
Drogas antituberculose
Podem ser utilizadas como adjuvantes no
tratamento da tuberculose.
Pode ocorrer antagonismo.
Estreptomicina
Aumento da hapatotoxicidade.
Fenilbuitazona e oxifenilbutazona
Aumento da hepatoxicidade.
Fenitoína
Sinergismo freqüente.
Fosfomicina
Diminuição do efeito anticoagulante.
Heparina
Isotretionina
Aumento da possibilidade de desenvolvimento
de pseudo-tumor cerebral.
Aumento da toxicidade do metotrexato.
Metotrexato
Administração pré e pós operatórias de
tetraciclinas em pacientes anestesiados com
metoxifuorano pode produzir nefrotoxicidade
fatal.
Metoxifluorano
Pode ocorrer antagonismo.
Norfloxacino
Aumento da hepatoxicidade.
Oxifenilbutazona
Penicilina G + clortetraciclina
Antagonismo em pacientes com meningite
pneumocócica tratados deste modo.
Pode ocorrer antagonismo.
Diminuição dos efeitos das tetraciclinas.
Penicilinas
Aumento da absorção digestiva das
tetraciclinas.
Preparações com ferro
Quimiotripsina
Diminuição da absorção gastrintestinal das
tetraciclinas.
Sucralfato
Associação no tratamento por Listeria.
Aumento da absorção das tetraciclinas.
Sulfonamidas
Superativos (dioctilsulfossuccinato, dodecilsulfamato
e laurilsulfato sódico)
LISTA DE INTERAÇÕES ESPECÍFICAS DE ANTIBIÓTICOS
DROGA
Aciclovir
ASSOCIADA COM
EFEITO
Anfotericina B
Potencializa o efeito do aciclovir contra
vírus pseudorábico.
Cetoconazol
Sinergismo antiviral dose-dependente
in vitro contra vírus do herpes simples
tipos 1 e 2.
Interferon
Efeito aditivo ou sinérgico in vitro
contra o vírus do herpes simples 1; por
via intratecal, o aciclovir deve ser
usado com cautela em pacientes que
exibiram anteriormente reações ao
interferon.
Metotrexato
Aciclovir intratecal deve ser usado com
cautela em pacientes que exibiram
anteriormente reações ao interferon.
Probenicida
Zivodudina
Aumento dos níveis séricos do
aciclovir.
Outros fármacos nefrotóxicos
Pode levar a aumento da
neurotoxicidade; pode potencializar a
ação antiviral da zivodudina (mínima);
pode produzir letargia extrema.
Podem aumentar o potencial para a
toxicidade, sobretudo na presença de
insuficiência renal.
Amicacina
Amoxacilina
Ver interações dos aminoglicosídeos
Ácido cluvânico ou seus derivados
Sinergia contra algumas bactérias
produtoras de beta-lactamases.
Alopurinol
Aumento do risco de acidentes
cutâneos.
Antiácidos
Diminuição da absorção da amoxicilina
Ampicilina
Alimentos
Ver interações das penicilinas.
Ácido acetoidroxâmico
Prejudicam a absorção da ampicilina e
seus derivados.
Ácido clauvânico
Indiferença, antagonismo e,
ocasionalmente, sinergia contra
algumas bactérias.
Ácido olivânico
Efeito sinérgico contra bactérias
produtoras de beta-lactamases.
Alopurinol
Sinergia contra muitas cepas de
bactérias produtoras de betalactamases.
Ampicilina benzatina
Aumenta a incidência de exantemas.
Antiácidos
Níveis séricos de ampicilina atingidos
mais rápidos.
Anticoncepcionais orais contendo estrogênios
Diminuição da absorção da ampicilina.
Atenolol
Cloranfenicol
Diminuição da eficácia destes;
auemnto da incidência de hemorragias.
Redução da absorção oral de atenolol.
Fosfomicina
Pode ocorrer indiferença, adição,
sinergismo ou antagonismo da
atividade bactericida da ampicilina.
Outros antibióticos beta-lactâmicos
Sinergismo para Salmonella
multirresistente.
Rifampicina
Pode ocorrer sinergismo, antagonismo
ou adição.
Sulfassalazina
Inibiçãp da atividade bactericida da
ampicilina.
Sulfonamidas
Administração oral da ampicilina antes
da administração da sulfassalazina
pode alterar o metabolismo da sulfa.
Associação pode ser usada no
tratamento de infecções por Brucella.
Anfotericina B
Aciclovir
Pode potencializar o efeito antiviral do
aciclovir.
Adrenocorticóides
Hipopotassemia grave induzida pela
anfotericina B.
Agentes antineoplásicos
Aumento da nefrotoxicidade da
anfotericna B.
Bloqueadores neuromusculares nãodespolarizantes
Quando utilizados concomitantemente,
hipopotassemia.
Ciclosporina
Aumento da creatinemia.
Cisplatina
Aumento da nefrotoxicidade.
Corticosteróides
Aumento da depleção de potássio;
também pode diminuir a capacidade da
resposta adrenocortical aos
corticosteróides.
Corticotrofina
Hipopotassemia.
Diuréticos depletores de potássio ou outros
medicamentos nefrotóxicos
Aumento da toxicidade renal.
Flucitosina
Adição ou sinergia.
Glicosídeos digitálicos
Quando tomados concomitantemente,
hipopotassemia
Inibidores da anidrase carbônica
Hipopotassemia e hipocalemia graves.
Laxativos estimulantes
Risco aumentado de hipocalemia.
Medicamentos depressores da medula óssea
Aumento dos efeitos depressores da
medula óssea.
Medicamentos que causam discrasia sangüínea
Igual acima.
Miconazol
Norfloxacino
Diminuição do efeito contra Candida.
Radioterapia
Pode aumentar a atividade antifúngica
da anfotericina B.
Rifampicina
Aumento dos efeitos depressores da
medula óssea.
Tetraciclina
Adição ou sinergia.
Zivodudina
Adição ou sinergia; aumento da
absorção gastrintestinal das
tetraciclinas com o uso de anfotericina
B oral.
Aumento da nefrotoxicidade.
Axetil cefuroxima
Aminoglicosídeos
Ver interações das cefalosporinas
Pode ocorrer adição ou sinergia contra
algumas bactérias.
Cefalexima
Ver interações das cefalosporinas
Cefalotina
Cefotaxima
Ver interações das cefalosporinas
Aminoglicosídeos
Ver interações das cefalosporinas.
Azlocilina
Pode ocorrer adição ou sinergismo
contra alguns microorganismos, ou
antagonismo; pode ocorrer aumento do
risco de nefrotoxicidade.
Piperacilina
Diminuição do clerance da cefotaxina
em 50 a 60%, não importando o grau
de insuficiência renal; pode ocorrer
sinergismo, adição ou antagonismo.
Pode ocorrer sinergismo, adição ou
antagonismo.
Cefoxitina
Ceftazidina
Ver interações das cefalosporinas.
Pode ocorrer antagonismo.
Drogas nefrotóxicas (aminoglicosídeos,
anfotericina B, polimixinas, vancomicina, etc)
Aumenta o risco de nefrotoxicidade.
Probenicida
Concentrações mais altas e
prolongadas de cefoxitina.
Cefepime
Ceftadizima
Ver interações das cefalosporinas
Ácido clavulânico
Ver interações das cefalosporinas.
Aminoglicosídeos
Pode ocorrer sinergismo contra
algumas bactérias resistentes a
ceftadizima isoladamente; também
pode ocorrer ligeira adição.
Ampicilina
Adição ou sinergismo;.pode causar
aumento de nefrotoxicidade
Cefalosporinas
Pode ocorrer antagonismo.
Imipenem
Pode ocorrer sinergismo parcial ou
ligeira adição*.
Metronidazol
Pode ocorrer sinergismo ou ligeira
adição*.
Penicilinas (exceto a ampicilina)
Pode ocorrer sinergismo.
Pode ocorrer sinergismo parcial ou
ligeira adição*.
*este efeito pode ser considerado para
toda a classe dos beta-lactâmicos
Ceftriaxona
Aminoglicosídeos
Ver interações das cefalosporinas
Pode ocorrer adição ou sinergismo
contra algumas bactérias, ou mesmo
antagonismo
Cetoconazol
Aciclovir
Pode ocorrer sinergismo antiviral dosedependente contra vírus do herpes
simples tipos 1 e 2.
Álcool
Aumento da hepatoxicidade.
Alimentos
Aumentam a absorção do cetoconazol.
Antiácidos
Diminuição da absorção gastrintestinal
do cetoconazol.
Antiácidos
Diminuição da absorção gastrintestinal
do cetoconazol.
Anticoagulantes cumarínicos ou indadiônicos
Aumento do efeito anticoagulante.
Anticolinérgicos
Diminuição da absorção gastrintestinal
do cetoconalzol.
Ciclosporina
Aumento das concentrações
plasmáticas de ciclosporina e das
concentrações de crestinina sérica.
Cimetidina
Diminuição da absorção gastrintestinal
do cetoconazol.
Drogas hepatotóxicas
Aumento da hepatoxicidade.
Fenitoína
Alteração do metabolismo de uma ou
ambas as drogas.
Hipoglicemiantes
Pode causar hipoglicemia grave.
Isoniazida
Diminuição dos níveis séricos do
cetoconazol.
Metilprednisolona
Ranitidina
Inibe a disposição e prolonga os efeitos
da supressão renal da
metilprednisolona.
Rifampicina
Diminuição da absorção gastrintestinal
do cetoconazol.
Diminuição das concentrações séricas
do cetoconazol.
Ciprofloxacino
Didanosina
Ver interações das fluorquinolonas.
Fenitoína
Reduz a absorção do ciprofloxacino.
Glibenclamida
Pode elevar a fenitoína à níveis tóxicos
ou reduz o controle de convulsões.
Warfarina
Intesifica a ação da glibenclamida.
Intensifica a ação da warfarina
Claritromicina
Ver interações dos macrolídeos
Clindamicina
Cloranfenicol
ver interações das lincosamidas
Ácido fólico
Diminuição da eficácia da terapêutica
com ácido fólico.
Álcool
Aumento dos efeitos do álcool; reação
tipo dissulfiram menor.
Alimentos
Não alteram a absorção do
cloranfenicol e seus derivados.
Aminoglicosídeos
Pode ocorrer antagonismo.
Ampicilina
Pode ocorrer antagonismo, adição,
sinergismo ou indiferença.
Anticoagulantes orais
Aumento do tempo de protombina.
Bentiromida
Resultados falso-positivos.
Anticoncepcionais orais
Diminuição da eficácia
anticoncepcional.
Cimetidina
Anemia aplásica.
Ciclofosfamida
Potencialização dos efeitos desta.
Clorpropamida
Potencialização dos efeitos desta.
Co-trimoxazol
Antagonismo freqüente.
Depsipeptídeos
Antagonismo para estafilococos.
Dicumarol
Potencialização dos efeitos deste.
Drogas mielossupressoras
Eritromicina
Aumento da depressão da medula
óssea.
Estreptomicina
Sinergismo ou adição.
Etomidato
Pode ocorrer antagonismo.
Fenitoína
Anestesia prolongada.
Fenobarbital
Potencialização dos efeitos desta.
Ferro
Potencilaização dos efeitos deste.
Fosfomicina
Retardo na resposta terapêutica ao
tratamento ao ferro.
Gentamicina
Sinergismo freqüente.
Imipenem
Pode ocorrer antagonismo.
Metotrexato
Pode ocorrer antagonismo.
Norfloxacino
Aumento da toxicidade do
metotrexato.
Quinolonas
Pode inibir a atividade bactericida do
norfloxacino; pode ocorrer
antagonismo.
Paracetamol
Pode ocorrer antagonismo.
Rifampicina
Possível aumento da toxicidade do
cloranfenicol.
Sulfaniluréias
Diminuição dos níveis séricos de
cloranfenicol.
Tolbutamida
Vitamina B12
Intensificam o efeito hipoglicemiante
destas.
Potencialização dos efeitos desta.
Retardo na resposta terap6eutica ao
tratamento com esta.
Doxiciclina
Barbitúricos
Carbamazepina
Fenitoína
Ver intrerações das tetraciclinas.
Os três diminuem a concentração sérica
da doxiciclina.
Eritromicina
Alimentos
Ver interações dos macrolídeos.
Azatioprina
Pode interferir na absorçào do estearato
ou aumentar a absorção do estolato de
eritromicina.
Carbamazepina
Altera a depuração da azatioprina.
Cloranfenicol
Potencializa os efeitos desta.
Ciclosporina
Antagoniza os efeitos deste.
Digoxina
Aumenta o risco de nefrotoxicidade.
Disopiramida
Intensifica os efeitos da digoxina,
podendo causar o aparecimento de
nefrotoxicidade.
Gentamicina
Aumenta a concentração plasmática da
disopiramida.
Lincomicina
Associação pode ser usada no
tratamento de infecções por
estafilococos multirresistentes.
Lincosamidas
Antagonismo.
Penicilinas
Antagoniza os efeitos das
lincosamidas.
Penicilina G
Pode interferir com o efeito bactericida
das penicilinas ou pode causar
antagonismo em alguns casos.
Sulfonamidas
Pode ocorrer adição ou sinergismo.
Teofilina
Pode ocorrer adição ou sinergismo.
Terfenadina
Diminui a depuração hepática da
teofilina, com aumento da
concentração sérica e/ou toxicidade;
também pode levar a diminuiçào dos
níveis séricos de eritromicina.
Triazolam
Inibição do metabolismo desta.
Warfarina
Inibe a biotransformação hepática
deste, aumentando sua concentraçào
plamática.
Outros medicamentos hepatotóxicos
Outros medicamentos ototóxicos
Concomitantemente , aumenta o risco
de hemorragias, especialmente em
idosos.
Aumento do potencial de
hepatotoxicidade.
Doses altas de eritromicina, em
pacientes com insuficiência renal,
aumenta o potencial de ototoxicidade.
Espiramicina
Alimentos
Ver interações dos macrolídeos
Metronidazol
Prejudicam a absorção da espiramicina
Pode ocorrer sinergismo
Fluconazol
Ciclosporina
Aumento da concentração plasmática
da ciclosporina.
Fenitoína
Diminue a biotransformação da
fenitoína, aumentando suas
concentrações plamáticas.
Rifampicina
Aumenta a bitoransformação,
diminuindo suas concentrações
plamáticas.
Sulfaniluréias
Aumenta a concentração plamática
destas.
Warfarina
Diminue a biotransformação da
warfarina, aumentando o tempo de
protombina.
Gentamicina
Cloranfenicol
Ver interações dos aminociclitóis.
Clindamicina
Pode ocorrer antagonismo.
Digoxina
Pode ser utilizada no tratamento de
infecções por estafilococos
multirresistentes.
Eritromicina
Diminuição da absorção
gastrintestinal.
Depsipeptídeos
Diminuição da absorção
gastrintestinal.
Pode ocorrer sinergismo.
Imipenem
Aminociclitóis
Incompatíveis no mesmo frasco.
Ciclastatina
Impede a metabolização do imipenem,
porém protege contra a nefrotoxicidade
desta.
Cloranfenicol
Pode ocorrer antagonismo.
Co-trimoxazol
Pode ocorrer sinergismo.
Norfloxacino
Pode ocorrer sinergismo ou
indiferença.
Outros antibióticos beta-lactâmicos
In vitro, antagonismo para cepas de
várias bactérias.
Probenicida
Níveis altos e prolongados de
imipenem.
Isoniazida
Ácido p-aminossalicílico (PAS)
Diminuiçào da velocidade de
acetilação da isoniazida.
Ácido nicotínico
Pode causar deficiência deste.
Álcool
Mais rapidamente metabolizada por
alcoólatras; pode ocorrer intolerância
ao álcool; aumento da incidência de
hepatite em alcólatras crônicos.
Alimentos
Tiramina e histamina podem provocar
efeitos alérgicos.
Anestésicos inalatórios halogenados
Potencialização do efeito hepatotóxico
da isoniazida.
Antiácidos (principalmente Al+3)
Retardo e diminuição da absorção e de
suas concentrações séricas.
Antidiabéticos orais
Redução ou potencialização da eficácia
destes.
Carbamazepina
Aumento da toxicidade das duas
drogas.
Cetoconazol
Diminuição dos níveis séricos deste.
Coticosteróides
Podem aumentar a biotransformação e
a excreção da isoniazida.
Cicloserina
Aumento da toxicidade para o SNC.
Diazepam
Possível aumento do efeito do
diazepam I.V.
Dissulfiram
Mudanças no comportamento
psicológico dos pacientes, problemas
de coordenação e estados de confusão.
Etionamida
Aumento da toxicidade para o SNC.
Fármacos hepatotóxicos
Aumento do potencial para
hepatotoxicidade.
Fármacos neurotóxicos
Pode ocorrer neurotoxicidade ativa.
Fenitoína
Meperidina
Aumento das concentrações
plasmáticas de fenitoína,
principalmente nos inativadores lentos
da isoniazida e nos que recebem
isoniazida + PAS.
Pirazinamida
Aumento dos efeitos indesejáveis.
Rifampicina
Aumento da hepatoxicidade.
Simpaticomiméticos
Aumento dos níveis séricos da
isoniazida; possível aumento da
hepatotoxicidade.
Teofilina
Aumento dos efeitos secundários da
isoniazida.
Aumento da eliminação de teofilina
com perda do efeito terapêutico.
Itraconazol
Neomicina
Anti-ácidos
Reduzem a absorção do itraconazol.
Anti-histamínicos H2
Reduzem a absorção do itraconazol.
Fenitoína
Reduzem os níveis sangüíneos do
itraconazol.
Rifampicina
Reduz os níveis sangüíneos do
itraconazol.
Terfenadina
Inibição do metabolismo desta.
Anticoagulantes cumarínicos
Ver lista de interações dos
aminociclitóis.
Anticoncepcionais orais
Neomicina oral pode potencializar seus
efeitos.
Digoxina
Neomicina oral pode diminuir seus
efeitos.
Lactulose
Diminuição da absorção gastrintestinal
desta.
Metampicilina
Neomicina oral pode causar possível
resposta inadequada à lactulose.
Vitamina B12
Diminuição da absorção gastrintestinal
desta.
Xilose
Diminuição da abosrção gastrintestinal
desta.
Inibição da absorção gastrintestinal
desta.
Nistatina
Norfloxacino
Pode aumentar a toxicidade da nistatina
Norfloxacino
Sucrafalte
Ver interações das fluorquinolonas
Sulfato ferroso
Reduz a absorção do norfloxacino
Reduz a absorção do norfloxacino
Ofloxacina
Oxacilina
Ver interações das fluorquinolonas
Álcool
Ver interações das peniclinas
Sulfonamidas
Aumento da excreção da oxacilina
Diminuição da abosrção gastrintestinal
da oxacilina
Perfloxacino
Fosfato de alumínio
Ver interações das fluorquinolonas
Hidróxido de alumínio e magnésio
Diminui a absorção gastrintestinal do
perfloxacino
Diminui a absorção do perfloxacino
Rifampicina
Ácido nalidíxico
Sinergismo.
Ácido p-aminossalicílico
Reduz a absorção gastrintestinal da
rifampicina.
Aminoglicosídeos
Associação pode ser utilizada no
tratamento de infecções por
estafilococos multirresistentes.
Ampicilina
Inibição da atividade bactericida da
ampicilina.
Anfotericina B
Pode ocorrer sinergismo.
Anticoagulantes orais
Diminuição do efeito destes.
Anticoncepcionais orais contendo estrogênio
Diminuição dos efeitos destes.
Antidiabéticos orais
Diminuição da eficácia destes.
Barbitúricos
Diminuição da eficácia destes.
Cetoconazol oral
Ciclofosfamida
Aumento do risco de
hepatotoxicidade.
Depressores da medula óssea
Reduz a meia-vida desta e aumenta sua
atividade leucopênica.
Dissulfiram
Aumento dos efeitos leucopênicos e/ou
trombocipênicos.
Etionamida
Inibe a biotransformação da
rifampicina, podendo ocorrer acúmulo.
Isoniazida
Intensifica os efeitos adversos desta.
Levotiroxina
Aumento do risco de hepatoxicidade.
Miconazol parenteral
Aumenta a degradação hepática desta.
Paracetamol
? FÁMACOS QUE ACELERAM SUA
BIOTRANSFORMAÇÀO, COM
CONSEQÜÊNTE REDUÇÀO DA EFICÁCIA
Aumento do risco de
hepatotoxicidade.
Anticoagulantes cumarínicos e indandiônicos,
anticoncepcionais orais contendo estrogênios, Aumento da incidência de
azatioprina, carbamazepina, cetoconazol,
hepatoxicidade.
ciclosporina, cimetidina, clofibrato,
cloranfenicol, corticosteróides, corticotropina,
dacarbazina, dapsona, diazepam, digitoxina,
digoxina, disopiramida, doxiciclina,
estrogênios, fenitoína, glicosídeos digitálicos,
haloperidol, hexobarbital. Metoprolol,
propanolol, quinidina. Sulfoniluréias, tiroxina,
trimetoprima, warfarina, xantinas.
Sulfadiazina
Sulfametoxazol/trimetoprima
Ver interações das sulfonamidas
Ácido acetil-salicílico
Ver interações das sulfonamidas.
Ciclosporina
Pode deslocar o sulfametoxazol de seus
sítios de ligação*.
Dicumarol
Diuréticos
Diminui o efeito terapêutico da
fenitoína e aumenta o risco de
nefrotoxicidade.
Pode deslocar o sulfametoxazol de seus
sítios de ligação*.
Diuréticos tiazídicos
Hiponatremia.
Fenilbutazona
Maior incidência de trombocitopenia.
Fenitoína
Pode deslocar o sulfametoxazol de seus
sítios de ligação.
Metotrexato
Diminui a depuração hepa'tica da
fenitoína, prolongando sua meiavida*.
Sulfaniluréias
Pode potencializar o efeito depressor
da medula óssea.
Warfarina
Aumento da resposta hipoglicêmica
das sulfaniluréias.
Prolonga o tempo de protombina.
*este efeito também pode ocorrer com
outros fármacos ácidos.
Sulfassalazina
Ampicilina
Ver interações das sulfonamidas.
Antibióticos (em geral)
Administração oral de ampicilina antes
da administração de sulfassalazina
pode alterar o metabolismo da sulfa.
Digoxina
Administração de outros antibióticos
pode alterar o metabolismo da
sulfassalazina.
Fenobarbital
Diminuição da absorção gastrintestinal
de digoxina.
Aumento da excreção biliar da
sulfassalazina e diminuição da sua
excreção renal.
Teicoplamina
Aminoglicosídeos
Incompatíveis, não devendo ser
misturados antes da injeção; aumento
da ototoxicidade e nefrotoxicidade e do
bloqueio neuromuscular.
Anestésicos gerais
Paralisia neuromuscular com depressão
respiratória.
Anfotericina B
Aumento da nefrotoxicidade.
Bloqueadores neuromusculares
Aumento da oto e nefrotoxicidade e do
bloqueio neuromuscular.
Procainamida
Aumento do bloqueio neuromuscular.
Prometazina
Idem anterior.
Quinidina
Idem anterior.
Tetraciclina
Vancomicina
Ver interações das tetraciclinas
AAS e outros salicilatos
Ácido etacrínico parenteral
Aminoglicosídeos
Anfotericina B parenteral
Bacitracina parenteral
Bumetamida parenteral
Cefalosporinas
Ciclosporinas
Cisplatina
Furosemida parenteral
Polimixinas
Anti-histamínicos
Buclizina
Fenotiazíniocs
Meclozina
Tioxantênicos
Pode ocorrer aumento do potencial
para nefrotoxicidade e/ou
ototoxicidade.
Pode mascarar os sintomas de
ototoxicidade.
Colestiramina
Antagoniza a vancomicina por via oral.
GUIA DE DILUIÇÃO E ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS I.V. INTERMITENTE
Nome genérico
Soluções I.V.
compatíveis
Aciclovir
S.F.
Volume
para
diluição
(ml)
100
Concentração
final (P/V)
Tempo
recomendado de
perfusão
I.V./minuto
60
Amicacina
Ampicilina
S.F./Glicose 5%
=
100
50 a 100
Aztreonan
=
=
250-500mg /
100ml
500mg / 100ml
500mg a 1g / 50,
100ml
500mg, 1g / 100ml
Carbenicilina
=
=
1g / 50-100ml
20
Cefalotina
Cefazolina
=
=
50
50 a 100
10 a 30
15 a 60
Cefoperazona
Cefotaxima
=
=
=
=
Cefoxitina
=
=
1g / 50ml
500mg, 1g / 50,
100ml
2g / 50 a 100ml
500mg, 1g / 50,
100ml
1-2g / 50-100ml
12h - temp amb
30 a 60
15 a 30
24h - temp amb
Uso imediato
20 a 60
24h - temp amb
3 dias - refriger
72h - temp amb
14 dias - refriger
12h - temp amb
24h - temp amb
10 dias - refriger
24h - temp amb
24h - temp amb
5 dias - referiger
24h - temp amb
7 dias - refriger
18h - temp amb
7 dias - refriger
6 h - temp amb
24h - refriger
24 h -temp amb
14 dias - temp
amb
24 h - temp amb
24h - temp amb
24h - temp amb
24h - refriger
Ceftazidima
=
=
=
30
Ceftriaxona
=
=
15 a 30
Cefuroxima
Ciprofloxacino
=
=
Clindamicina
Cloranfenicol
Ganciclovir
Gentamicina
=
=
=
=
=
já vem
diluído
50
=
100
50 a 200
500mg -1g / 50,
100ml
750mg / 50, 100ml
200mg / 100ml
10 a 40
30 a 60
60
30 a 120
Imipenem
=
100
300mg / 50ml
250mg-1g / 50ml
500mg / 100ml
20-40mg / 50 a
200ml
500mg / 100ml
Lincomicina
Netilmicina
Glicose 5%
S.F./Glicose 5%
=
50 a 200
1g / 100ml
150mg / 50 a
200ml
60
30 a 120
=
20 a 30
15 a 30
30
=
20 a 60
Estabilidade
pós-diluição
SF:10h - temp
amb
SG:5% 4h - temp
amb
24h - temp amb
7 dias - temp
amb
Ofloxacina
Oxacilina
Perfloxacina
Penicilina G
potássica
Pentamidina
Ranitidina
Sulfametoxazol +
trimetropim
Teicoplanin
=
=
Glicose 5%
S.F./Glicose 5%
100
500
250
100
=
=
=
50 a 250
100
=
=
=
Tobramicina
=
Vancomicina
=

400mg / 100ml
500mg-2g / 500ml
400mg / 250ml
5milhões UI /
100ml
300mg /50-250ml
50mg / 100ml
400-800mg/125 a
500ml
100-400mg / 50,
100ml
60
120 a 180
60
30 a 60
72h - temp amb
24h - refriger
Sem dados
24h - temp amb
60
15 a 20
30 a 60
24h - refirger
48h - temp amb
6h
30
=
50mg / 50, 100ml
20 a 60
=
500mg / 100ml
60
SG:5% 24h refriger
SF:21 dias refriger
24h - temp amb
96h - refriger
14 dias - refriger
informações retiradas de folheto de divulgação da Baxter, com o mesmo título
= mesmo valor da célula acima
LISTA DE MEIA-VIDA DE ANTIBIÓTICOS
Aciclovir
Amicacina
Amoxacilina
Ampicilina
Anfotericina B
Axetil cefuroxima
Cefalexima
Cefalotina
Cefotaxima
Cefoxitina
Cefepime
Ceftadizima
Ceftriaxona
Cefuroxima
Cetoconazol
Ciprofloxacino
3,3hs (VO), 2,5hs (VI), em adultos
19,4hs, em anúricos
m.v. de eliminação: 2 a 4 hs (adultos normais), 100hs (insuf. Renal), 1 a
2hs (fibrose cística), 2,5 a 4hs (crianças), 5 a 8hs (recém-nascidos)
1h (pacientes normais), 8 a 16hs (anúricos)
1 a 1,5hs (normais), 8 a 12 hs (anúricos), 1,7 a 4hs (recém-nascidos)
m.v. bifásica, com inicial curta de 24 hs (adultos), 5,54 a 40,3hs (crianças)
e 18,8 a 62,5hs (recém-nascidos), seguida de fase de eliminação mais
lenta, com m.v. de cerca de 15 dias
m.v. de eliminação: 3hs
0,9 a 1,2hs (função renal normal)
5 a 30 hs (função renal prejudicada)
30 a 55min (função renal normal)
3 a 18hs (função renal prejudicada)
1h (função renal normal)
3hs (função renal prejudicada)
40 a 60 min (função renal normal)
2 a 20hs (função renal alterada)
Cerca de 2hs
2hs (função renal normal), 13hs (função renal alterada); no recémnascido, pode ser 3 a 4 vezes mais longa que no adulto
Por I.M., 5,8 a 8,7hs (função renal normal), 11,4 a 15,7hs (função renal
prejudicada); por I.V., 4,3 a 4,6hs (função renal normal)
1,3hs (função renal normal), 17hs (função renal prejudicada)
1,4 a 3,3hs durante as primeiras 10hs; daí em diante, 8hs
m.v. de eliminação: 4hs (função renal normal) e 6 a 8hs (insuf. Renal)
Claritromicina
Clindamicina
Cloranfenicol
Doxiciclina
Eritromicina
Espiramicina
Fluconazol
Gentamicina
Imipenem/ciclastatina
Isoniazida
Itraconazol
Neomicina
Nistatina
Norfloxacino
Ofloxacina
Oxacilina
Perfloxacino
Rifampicina
Sulfadiazina
Sulfametoxazol/trimetoprima
Sulfassalazina
Teicoplamina
Tetraciclina
Vancomicina
m.v. de eliminação: 44hs
?
1,5 a 3,5hs (adultos, funções renal e hepática normais), 3 a 4hs (adultos,
insuf. renal), 24hs (lactentes, 1 a 2 dias de idade), 10hs (10 a 16 dias de
idade)
12 a 22hs
1,4 a 2hs (pacientes normais) e 4,8 a 6hs (anúricos)
m.v de eliminação: 5 a 8hs
m.v. mo soro: 30hs, numa faixa de 25 a 50hs, ou 98 a 125hs (insuf. renal);
no líquor é mais longa com doses altas
m.v. de eliminação 2 a 4hs (adultos normais), 100hs (insuficiência renal),
1 a 2hs (fibrose cística), 2,5 a 4hs (crianças) e 5 a 8hs (recém-nascidos)
m.v. de eliminação em adultos de 1h (para os dois, função renal normal),
2,9 a 4hs para o imipenem e 13,3 a 17,1hs para a ciclastatina (insuf.
renal); em recém nascidos, 1,7 a 2,4hs para o imipenem e 3,8 a 7,6hs para
a ciclastatina
0,5 a 1,6hs (acetiladores rápidos), 2 a 5hs (acetiladores lentos), até 6,7hs
(doença hepática e crônica), 2,3 a 4,9hs (crianças de 1,5 a 15 meses,
podendo ser maior nos recém-nascidos)
m.v. terminal de um dia
?
?
3 a 4hs (função renal normal), 6 a 1 9hs (insuf. renal)
m.v. de elinação de 5 a 7hs (função renal normal), 15 a 60hs (insuf. renal)
30min (função renal normal), 30 a 60 min (função renal prejudicada)
m.v. bifásica, uma curta de 9min, e outra longa, de 11,5hs
m.v. de eliminação inicial de 3 a 6hs e, com administração repetida, 2 a
3hs
?
10 a 12hs (sulfametoxazol) e 9 a 11hs (trimetoprima)
?
30 a 160hs (média de 60hs), porém mais prolongada nos pacientes com
insuficiência renal
8hs (normais) ou 57 a 108hs (anúricos)
4 a 11hs (adultos normais), 6 a 10 dias (adultos com insuficiência renal) e
2 a4hs (crianças)
INTERAÇÕES FARMACOLÓGICAS COM O ÁLCOOL
Fármacos
Bezodiazepínicos
Barbitúricos
Efeito
Depressão aumentada do SNC
Depressão aumentada do SNC
Diminuição dos efeitos
Opióides
Depressão aumentada do SNC
Mecanismo provável
Soma de efeitos
Inibição do metabolismo
Indução do metabolismo
Soma dos efeitos
Antiespasmódicos
Anti-histamínicos
Metronidazol
Cloranfenicol
Sulfaniluréias
Isoniazida
Acetaminofen
Anestésicos gerais
=
=
Efeito dissulfiram leve
=
Diminui o efeito hipoglicemiante
Aumenta o efeito hipoglicemiante
Efeito dissulfiram leve
Diminui o efeito anticonvulsivante
Aumenta o efeito anticonvulsivante
Aumenta a hepatotoxicidade
Diminui o efeito
=
=
Como o dissulfiram
=
Indição do metabolismo
Diminuição da glicogênese
Como o dissulfiram
Indução do metabolismo
Inibição do metabolismo
Aumento da síntese de metabólitos tóxicos
Tolerância farmacodinâmica cuzada
INTERAÇÕES FARMACOLÓGICAS RELACIONADAS COM O FUMO
Medicamentos
Anticoncepicionais
Antidepressivos tricíclicos
Antipirina
Benzodiazepinas
Cafeína
Fenacetina
Fenotiazinas
Clopromazina
Furosemida
Glutetímida
Heparina
Insulina: IM - IV
Insulina subcutânea
Lidocaína
Pentezocaina
Propoxifeno
Propanolol
Efeito
Aumento dos efeitos adversos dos
anticoncepicionais orais
Diminuição da concentração
plasmática
Diminuição do efeito
=
Aumento do clearance
Diminuiçào da concentração
plasmática
Alteração da resposta terapêutica
Diminuição do efeito diurético
Aumento da absorção
Diminuição da vida média e
aumento da eliminação
Diminuição do efeito
Mecanismo provável
O fumo pode alterar o metabolismo de
progestágenos e estrógenos
Aumento do metabolismo hepático
=
=
=
=
Aumento do clearance renal de furosemida
Aumento do clearance de creatinina;
incremento do hormônio ACII para a
elastina
Não estabelecido
=
Antagonismo por liberação de substâncias
endógenas
Vasoconstrição periférica
Tendência a redução do fluxo sanguíneo
hepático
Redução da velocidade de absorção
Diminuição da biodisponibilidade de
lidocaína oral
Aumento do metabolismo hepático
Alteração da resposta de lidocaína
oral e intravenosa
Diminuição do efeito analgésico
Aumento do metabolismo hepático (40%)
Diminuição ou inibição do efeito
Aumento do metabolismo hepático
Diminuição do efeito antianginoso Diminuição dos níveis plsmáticos e da vida
média
Teofilina
Vacinas: gripe
Vitaminas C, B, B12
Warfarina
Diminuição da vida média e
concentrações séricas
Menor proteção
Aumento dos requerimentos
Diminuição dos níveis séricos
Mecanismo desconhecido
Aumento do metabolismo hepático
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