GISELA_BEVILACQUA_R_F_DA_SILVA_ME - FCFAR

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GISELA BEVILACQUA ROLFSEN FERREIRA DA SILVA
TÍTULO:
DESENVOLVIMENTO E ANÁLISE ESTRUTURAL DE MICROEMULSÕES LIPÍDICAS
CONTENDO A SUBSTÂNCIA ANTITUMORAL METILJASMONATO. ESTUDOS DA ATIVIDADE
ANTIPROLIFERATIVA IN VITRO, LIBERAÇÃO IN VITRO E TOXICIDADE AGUDA”
DATA DA DEFESA: 20/12/2010
RESUMO:
As microemulsões (ME) apresentam grande potencial como sistemas de administração de
fármacos, pelas propriedades de solubilizar fármacos hidrofílicos em meio lipofílico ou
fármacos lipofílicos em meio aquoso. O objetivo principal desse projeto foi preparar
sistemas microemulsionados contendo misturas de Fosfatidilcolina de Soja (FS) / Óleo de
Rícino Polioxil-40-Hidrogenado (ORPH) / Oleato de Sódio (OS), Colesterol (CO) e tampão
aquoso Tris-HCl pH 7,2 e incorporar a esses sistemas metiljasmonato (MJ), que é inibidor
da proliferação in vitro e supressor da tumorgenicidade in vivo. A caracterização físicoquímica desses sistemas com e sem MJ foi realizada através das técnicas de espalhamento
dinâmico de luz, reologia, microscopia de luz polarizada e difração de raios-x. De acordo
com o espalhamento dinâmico de luz foi observada diminuição do raio hidrodinâmico com
o aumento da proporção da razão óleo/tensoativos (O/T), tanto na presença como na
ausência de MJ. Foi observado aumento do raio hidrodinâmico com o aumento da
porcentagem de sistema tensoativo na ausência do fármaco, enquanto na presença de
metiljasmonato ocorreu diminuição do raio hidrodinâmico. Independente da variação da
proporção de O/T e de sistema tensoativo, ocorreu diminuição do raio hidrodinâmico com a
incorporação do fármaco. De acordo com as análises do comportamento reológico todas as
amostras apresentaram comportamento de fluído pseudoplástico, porém nas microemulsões
isentas de MJ a maioria apresentou tixotropia enquanto na presença do fármaco a maioria
apresentou anti-tixotropia. Em relação à microscopia de luz polarizada, na maioria das
microemulsões vazias, as fotomicrografias apresentaram “cruzes de malta” indicando
sistemas anisotrópicos. Já na presença de fármaco diversas formulações aparentam sistemas
isotrópicos (2%, 4% e 10% de fase oleosa e 22% de sistema tensoativo). Em relação à
difração de Raios-X todas as amostras apresentaram estruturas amorfas. Foi realizado o
estudo de liberação in vitro, as formulações com maior porcentagem de fase oleosa e
aquelas com maior porcentagem de sistema tensoativo promoveram uma liberação
diminuída MJ quando comparadas com as formulações de menor porcentagem de colesterol
ou sistema tensoativo. Foi estudada a atividade antiproliferativa in vitro do MJ na fase
interna lipossolúvel da ME onde foram utilizadas nove linhagens de células tumorais
humanas. O MJ livre apresentou efeito citostático e citocida para as linhagens de pulmão,
apenas citocida para mama resistente, próstata, melanoma e ovário, e apenas efeito
citostático para leucemia, cólon, mama e rim. Já com MJ incorporado, a ME exerceu efeito
citostático para as linhagens de leucemia e pulmão. A toxicidade aguda (DL50) do MJ e da
MJ-ME foi avaliada em camundongos, nas doses de 70, 140, 280 e 350 mg/kg, não tendo
ocorrido morte de nenhum animal nas doses administradas. Assim, a agregação de
nanotecnologia ao MJ proporcionou um sistema conjugado MJ-ME com dimensões
reduzidas, e características inovadoras para uso como estratégia biotecnológica para
administração como potente medicamento antitumoral por via endovenosa.
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