3º Período para Rio de Janeiro

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IGREJA CRISTÃ MARANATA
SEMINÁRIO DO TERCEIRO PERÍODO
Rio de Janeiro. Dezembro de 1998.
ÍNDICE:
Genealogias de Jesus ............................................................. 02
Jesus no Velho Testamento .................................................. 08
Viva o Rei! ............................................................................. 14
A Revelação ........................................................................... 16
Fé – Firme Fundamento ....................................................... 19
Quereis vós também retirar-vos? ........................................ 24
Daniel ..................................................................................... 26
Culto Profético ...................................................................... 38
Cantares de Salomão ............................................................ 43
Momento Atual ..................................................................... 57
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GENEALOGIAS DE JESUS
MATEUS 1:1 a 17 / Lucas 3:23 a 38
DEUS
Segundo Lucas.
Adão
Sete
Enos
Cainã
Maleleel
Jarede
Enoque
Metusalém
Lameque
Noé
Sem
Arfaxade
Cainã
Salá
Éber
Faleque
Ragaú
Seruque
Naor
Terá
Abraão
Isaque
Jacó
Judá
Farés
Esrom
Arni
Admim
Aminadabe
Naasom
Salá
Booz
Obede
Jessé
DAVI
Segundo Mateus.
Abraão
Isaque
Jacó
Judá
Farés
Esrom
Arão
Aminadabe
Naasom
Salmom
Booz
Obede
Jessé
DAVI
3
DAVI
Segundo Lucas.
Segundo Mateus.
(Maria )
( José )
Natã
Matatá
Mená
Meleá
Eliaquim
Jonã
José
Judá
Simeão
Levi
Matate
Jorim
Eliezer
Josué
Er
Elmodã
Cosão
Adi
Melquí
Nerí
Salatiel
Zorobabel
Resa
Joanã
Jodá
Joseque
Semei
Matatias
Maate
Nagai
Eslí
Naum
Amós
Matatias
José
Janai
Melquí
Leví
Matate
Elí
José (marido de Maria).
Salomão
Roboão
Abias
Asafe
Josafá
Jorão
Ozias
Joatão
Acaz
Ezequias
Manassés
Amom
Josias
Jeconias
Salatiel
Zorobabel
Abiude
Eliaquim
Azor
Sadoque
Aquim
Eliude
Eleazar
Matã
Jacó
José (marido de Maria).
GENEALOGIAS DE JESUS.
Vamos estudar sobre as genealogias do Senhor Jesus. Cada um de nós tem uma genealogia, mas o Senhor Jesus tem
duas e elas estão registradas na Palavra de Deus, nos livros de Mateus e de Lucas.
Algumas diferenças entre essas genealogias:
1) Mateus inicia pela pessoa de Abraão até o Senhor Jesus.
Lucas inicia pela pessoa do Senhor Jesus até Adão.
2) Mateus termina o seu relato na pessoa de Abraão.
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Lucas prossegue até a pessoa de Adão.
3) Mateus diz que o Senhor Jesus era tido como filho de José e que José era filho de Jacó e neto de Matã.
Lucas diz que o Senhor Jesus era tido como filho de José e que José era filho de Eli e neto de Matate.
Daí para trás todos os nomes são diferentes, eles vão coincidir, finalmente, na pessoas de Davi e de seus ancestrais.
Há uma bênção muito grande em conhecer os motivos que levaram o Espírito Santo a fazer estas diferenças, uma vez
que não há contradição entre as duas narrativas, Deus teve suas razões ao fazê-las.
O segredo revelado.
O segredo de tudo isto começa no livro de Apocalipse 4: 6 e 7, que diz: E havia diante do trono um como mar de
vidro, semelhante ao cristal. E no meio do trono, e ao redor do trono, quatro animais cheios de olhos, por diante e por detrás. E o
primeiro animal era semelhante a um leão, e o segundo animal semelhante a um bezerro, e tinha o terceiro animal o rosto como
de homem, e o quarto animal era semelhante a uma águia voando.
Em algumas versões está escrito quatro seres viventes, criaturas viventes. A conotação para a palavra animais em
português, não irá corresponder à idéia do Autor da Palavra. Quando alguém tem uma visão, ele não vai falar que viu um animal
resplendente, o que ele vai dizer é que viu um ser, uma criatura.
Os quatro seres viventes.
Estes quatro seres viventes mostram os quatro evangelhos, que são quatro maneiras de entender, de conceber o Senhor
Jesus.
Mateus - O primeiro animal era semelhante a um leão.
Mateus apresenta o Senhor Jesus como o Leão da tribo de Judá, como rei, especialmente como rei dos judeus porque
esse evangelho foi feito para converter os judeus ao Senhor Jesus.
Marcos - O segundo animal semelhante a um bezerro.
Marcos apresenta o Senhor Jesus como um novilho, como animal de carga, como aquele que veio para servir. Jesus era
rei, estava no mais alto patamar e também era servo, o mais humilde.
Lucas - O terceiro animal tinha o rosto como de homem.
Lucas apresenta o Senhor Jesus como homem, como ser humano, exatamente como nós.
João - O quarto animal era semelhante a uma águia voando.
João apresenta o Senhor Jesus como Deus, Ele é uma das Pessoas da Trindade: Deus, o Pai / Deus, o Filho / Deus, o
Espírito Santo.
Estes quatro aspectos são muito importantes para nós como servos como filhos de Deus porque nós somos nascidos
pelo Espírito Santo e somos conhecedores das revelações da Palavra de Deus.
A genealogia de Jesus segundo Mateus:
Em Mateus 1:1 a 17 nós vamos ler todos os nomes até Abraão.
Mateus revela o Senhor Jesus como rei. Ele é rei porque o seu pai Davi era rei, Ele herdou a sua condição real, a sua
realeza; não é como ser o presidente, que é um cargo eletivo e não um cargo hereditário.
Deus levanta o rei Davi e lhe faz a promessa de que um filho seu sentaria no seu trono e seria rei eternamente, o seu
reinado não teria fim. Havia essa promessa e ela foi cumprida na pessoa do Senhor Jesus, Ele é descendente de Davi, herdeiro
legítimo ao trono de Davi.
Mateus relata a genealogia de Davi até Abraão, o primeiro dos israelitas, o primeiro patriarca de um povo separado para
ser o povo do Senhor. Por quê?
Porque para falar do Senhor Jesus aos judeus, independentemente das suas qualificações para ser rei, ele teria que
responder a uma pergunta que aquele povo faria: Ele é descendente de Davi? E por quê?
Porque a profecia falava sobre um descendente do rei Davi, Deus havia dito que Davi teria um filho e que ele seria o rei
dos judeus e que o seu reino jamais teria fim, por isso Mateus, antes de fazer qualquer relato a respeito do nascimento do Senhor
Jesus, ele entra, corretamente, com a genealogia para provar que Jesus é o herdeiro do trono de Davi, o rei eterno.
No versículo 15 lemos que Eliude gerou a Eleazar. Estes dois estão na linha sucessória, eles são os herdeiros legítimos
ao trono, mas não reinavam porque desde que o povo foi para o cativeiro na Babilônia, os reis foram impedidos de reinar.
Davi, Salomão, Roboão, todos estes haviam sido, efetivamente, reis, mas quando o povo voltou do cativeiro na
Babilônia, não havia mais o exercício do direito sucessório ao trono de Israel. O rei Ciro, da Pérsia, nomeou o governador de
Jerusalém para reconstruí-la. Não havia mais reis judeus em exercício, a Palavra não faz registro de nenhum, entretanto Deus cuidou
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da sucessão real, Deus manteve a casa de Davi porque nós lemos que Eleazar gerou a Matã; e Matã gerou a Jacó; e Jacó gerou a
José, marido de Maria, da qual nasceu Jesus.
Nós sabemos que Maria era virgem até o momento em que deu à luz o seu filho Jesus, portanto José não contribuiu,
biologicamente, para o nascimento de Jesus, a sua participação restringiu-se somente à área cível quando deu o seu nome ao menino e
com ele o direito ao trono de Davi, o direito de ser o rei dos judeus.
Quando o anjo falou à Maria sobre a sua gravidez, ela ainda era noiva de José, eles não tinham tido nenhuma relação
carnal, Maria era virgem, mas quando ela ficou grávida, ele não a difamou, ele era um homem correto, justo, procurou afastar-se dela,
discretamente, para não prejudicá-la. Essa foi uma atitude muito espiritual, isso agradou ao Senhor. Deus, então, lhe falou em sonho:
José, filho de Davi, não temas receber a Maria, tua mulher, porque o que nela está gerado é do Espírito Santo. Então José entendeu
que podia casar-se com Maria porque era uma situação diferente, única, era uma situação toda especial, era proporcionada por Deus,
pelo Espírito Santo e assim ele continuou o seu compromisso com Maria e casaram em Nazaré, onde ele era carpinteiro.
Maria agora era a esposa de José, mas só consumaram o seu casamento depois do nascimento de Jesus. (Mt. 1:25)
O Espírito Santo, que é também de sabedoria levou Mateus a escrever: E Jacó gerou a José, marido de Maria, da qual
nasceu Jesus, que se chama o Cristo. A Palavra diz que Jesus era filho de Maria, ela não diz que José gerou a Jesus
José poderia ter repudiado o filho da esposa e dizer a todos que ele não era seu filho, ele poderia ter ficado com Maria
até o nascimento de Jesus e depois desfazer o casamento, mas ele não protestou e seguiu a orientação do Espírito Santo, confirmando
no âmbito cível, a paternidade.
Mas a Bíblia não mente, o Espírito diz a palavra verdadeira e por isso nós não encontramos em nenhum texto da Palavra
que diga que José gerou a Jesus, a Bíblia diz sim que José era marido de Maria, da qual nasceu Jesus. A Bíblia não qualifica José
como sendo o pai biológico de Jesus, portanto, a qualificação feita na Palavra está cientificamente correta, espiritualmente correta,
socialmente correta em todos os seus detalhes.
O que José deu a Jesus? Qual foi a herança?
Certamente não foi uma herança genética. O que José deu a Jesus como herança foi o direito ao trono de Davi, o direito
de ser rei, aquele rei prometido a Davi, o rei que jamais perderia o seu reinado.
Esse Messias vai voltar para reinar, para ser rei e quando isso acontecer, os judeus terão sido convertidos e estarão
preparados para a sua vinda e irão recebê-lo, e crerão nele, e construirão um trono, e irão fazer uma coroa de ouro, e marcarão o dia da
sua coroação e o aclamarão como Rei, Sua Majestade, o Senhor Jesus, e o colocarão no trono de seu pai Davi. Davi envelheceu e
morreu, mas o Senhor Jesus é eterno, Ele não morrerá, e nem passará o seu trono a outros herdeiros porque Ele é eterno, e nós
estaremos lá para ver isso, já com corpos glorificados, para participarmos do seu reinado. Nós seremos arrebatados sete anos antes
deste acontecimento já estarão com Jesus, e quando Ele voltar para tratar com Israel, voltaremos com Ele.
O seu esposo, com o Senhor Jesus, juntos. Viveremos os mil anos até irmos para Nova Jerusalém. O Senhor Jesus terá
dois povos aqui na Terra, a Igreja e Israel, o Manaim o ajuntamento de dois povos irmanados, entrosados perfeitamente entre si, os
judeus com o seu rei e a Igreja com O Senhor Jesus continuará sendo o rei dos judeus e continuará sendo o cabeça da Igreja, seu
esposo.
A genealogia de Jesus segundo Lucas:
Em Lucas 3:23 a 38 nós vamos ler todos os nomes da genealogia de Jesus até Adão.
Por que até Adão?
Porque Lucas apresenta o Senhor Jesus como homem, descendente de Adão. Para ser o nosso Salvador, o Senhor Jesus
teria que vir como homem, nascido de mulher, Ele teria que possuir todas as condições humanas, exatamente como nós, a nossa
humanidade. Jesus não poderia ser um alienígena, um ser de outro planeta, um marciano, ou um venusiano, porque esses seres são
frutos da ficção, e Jesus é real.
Jesus não poderia ser um cordeiro, enquanto animal irracional, porque tal sangue não tem poder para lavar os pecados
cometidos pelo homem. A Bíblia diz que somente um sacrifício seria perfeito, suficiente e eficaz, somente o sangue do Cordeiro de
Deus seria vertido. Jesus é o Cordeiro de Deus.
Por que, então, deveria ser o sangue do homem Jesus?
Porque o pecado entrou no mundo através de Adão, o primeiro homem e, por isso, somente um homem poderia retirar o
pecado do mundo. Jesus é o segundo homem, o segundo Adão, o que não pecou, somente o seu sangue lavaria a mancha do pecado
da humanidade.
O Senhor Jesus nunca pecou, mesmo como homem, Ele era tão santo, tão puro enquanto esteve aqui como homem, que
poderia entrar na presença de Deus, lá nos céus, e sair da sua presença e vir para a terra, pela sua própria justiça porque o pecado
nunca o tocou, nem chegou perto. Somente Ele poderia ofertar a sua perfeita justiça para salvar o homem, sem isso o homem iria para
o inferno no dia do juízo; mas ao dar a sua justiça para o homem pecador, deu-lhe condição de entrar nos céus.
Aqui há um detalhe importante. O Senhor Jesus é o Criador de todas as coisas, inclusive do homem, Ele é Deus e
como Deus, a sua morte lhe dá poder para salvar a todos que Ele mesmo criou e é por isso que Ele convida a todos: Vinde a Mim.
Jesus pode salvar a todos porque Ele é homem-Deus.
Sendo Ele homem - Para que, como homem, morresse para salvar os homens. E como humano, para salvar a
humanidade, homens de todas as raças, tribos e nações.
Sendo Ele Deus - Sendo perfeitamente humano, da nossa humanidade, o seu sangue tem poder para lavar os pecados de
todo e qualquer ser humano que venha para buscar esta salvação e receber o Senhor Jesus como seu Salvador.
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Lucas, o evangelista grego.
Lucas era médico e sendo assim ele estava à vontade para falar a respeito da humanidade de Jesus, sobre o corpo de
Jesus, sobre o seu nascimento, sobre a sua condição de homem enquanto matéria e, além disso, Lucas era grego e os gregos se
interessavam profundamente pelo corpo humano, eles se esmeravam em estudá-lo, conhecer a anatomia e a psique humanas.
Deus veio para salvar os judeus, entretanto Jesus disse aos seus apóstolos: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a
toda a criatura. E o que eles fizeram?
Eles não fizeram nada. Aqueles doze apóstolos, cheios do Espírito Santo, ficaram pregando somente para os judeus até
que o Senhor providenciou a primeira perseguição.
Veio a perseguição contra os cristãos, contra os seguidores de Jesus e eles foram forçados pelas circunstâncias a se
espalharem para fora da terra santa. Somente aos apóstolos foi permitido ficar em Jerusalém, mas todos os judeus que eram do
“Caminho”, que é Jesus, debandaram de Jerusalém e foram dispersos pelo mundo. Foi assim que o evangelho se espalhou como fogo
pelo mundo todo, cada um ia pregando o evangelho, testificando no poder do Espírito Santo e desse modo Deus espalhou a Verdade,
espalhou a salvação pelo mundo.
Em Atos 10:9 a 16 nós lemos que Pedro teve a visão do grande lençol onde estava toda a sorte de animais, e isso foi
repetido por três vezes. Pedro ainda meditava sobre essa revelação quando o Espírito Santo lhe falou que ele deveria acompanhar
aqueles três homens que o estavam procurando e acompanhá-los até à casa de Cornélio e lá entregar uma mensagem. Cornélio não
era judeu.
Pedro teve a visão, recebeu o convite, foi, pregou o evangelho e Cornélio e todos os que ouviram a Palavra naquela casa
se converteram, foram batizados com o Espírito Santo e logo após foram também batizados nas águas.
Quando os outros apóstolos que estavam em Jerusalém souberam disso, mandaram chamar Pedro para que eles lhes
explicasse porque estava pregando o evangelho aos gentios.
Pedro estava numa situação difícil perante o Presbitério. Ele foi lá e lhes disse que tivera uma visão, tivera uma
orientação de Deus e atendeu, foi ao local determinado, falou de Jesus para os presentes, eles creram e foram batizados com o Espírito
Santo e sendo assim ele não poderia impedir que fossem batizados nas águas. Esta foi a defesa de Pedro. Até este dia os judeus não
aceitavam compartilhar da salvação, do evangelho com os outros povos, com os gentios.
Lucas escreveu a sua Epístola e o livro de Atos dos Apóstolos, que relata a ida do evangelho para o mundo todo. Lucas
não teria nenhum problema para dizer como Cornélio se converteu ou como a igreja de Antioquia foi estabelecida porque ela não foi
fruto do trabalho da igreja de Jerusalém, mas surgiu como um trabalho novo de uma igreja que foi guiada pelo Espírito Santo, pelo
testemunho de alguns de Chipre e de Cirene que levaram o evangelho até a Antioquia.
Tudo isso é para mostrar porque Lucas foi usado.
Ele era grego, um estudioso, ele se importava com a humanidade e por isso ele não aceitava o radicalismo judeu, ele
não acreditava que Deus só queria salvar judeus, ele estava convencido de que Deus queria salvar toda a humanidade, não só judeus,
não só gregos, mas toda a espécie humana.
Para mostrar os detalhes humanos do nascimento de Jesus, Deus usa um médico, foi ele quem contou sobre a visita do
anjo à Maria, foi ele quem usou a expressão E aconteceu que estando eles ali, se cumpriram os dias em que ela havia de dar à luz. E
deu à luz a seu filho primogênito. (Lc. 2:6 e 7)
Por que o médico Lucas enfatizou, dizendo que Jesus era o filho primogênito?
Porque ele sabia que Maria deu à luz a outros filhos. Mateus também fala sobre esses outros filhos dela, quando diz:
Não é este o filho do carpinteiro? E não se chama sua mãe Maria e seus irmãos Tiago, e José, e Simão, e Judas? E não estão entre
nós todas as suas irmãs? (Mt.13:55 e 56)
Jesus teve irmãos e irmãs mais novos do que ele. A Bíblia não diz quantas eram as irmãs de Jesus, mas podemos
eliminar a possibilidade de serem apenas duas porque o termo empregado seria ambas e não todas, portanto, seriam, no mínimo, três
irmãs. Tomando isso por base a família de Jesus seria composta de, no mínimo, onze pessoas: pai, mãe, cinco irmãos e três irmãs e
Ele.
Lucas sabia da virgindade de Maria até à hora de Jesus nascer, ele não poderia dizer que José era o pai biológico de
Jesus, por isso ele escreve, orientado pelo Espírito Santo, que Jesus era (como se cuidava), filho de José, e José de Eli.
Eli era o pai de Maria, portanto Eli era sogro de José. Isso acontece ainda hoje. Quando há muito amor na família é
comum que o genro chame o seu sogro de pai e o sogro chame o genro de filho, é uma demonstração de afeto, até dizem: Eu não
perdi uma filha, mas ganhei um filho. Isso existia entre Eli, pai de Maria, e José, marido de Maria. É por este motivo que Lucas faz
essa referência: Jesus era (como se cuidava) filho de José, neto de Eli, bisneto de Matã e assim por diante até completar toda a
genealogia da família de Maria.
Quando a criança nasce há um interesse geral para saber sobre a sua semelhança, sobre a sua aparência, com quem ela é
parecida porque ela herda os traços fisionômicos dos seus familiares. Pergunta-se: Jesus tinha algum traço fisionômico de José? De
Jacó, pai de José? De Matã, avô de José? É claro que não. Na formação física e mental de Jesus não houve nenhuma contribuição
genética por parte de José. Somente a família de Maria contribuiu, geneticamente, para a formação de Jesus, portanto, Ele era
parecido com a mãe dele, Ele tinha os traços de Eli, ou com a esposa de Eli, cujo nome não sabemos porque a Bíblia não diz. Jesus
herdou todas as características físicas e mentais de sua mãe Maria e de seus ancestrais.
José deu-lhe o direito de ser o rei dos judeus, direito legítimo, verdadeiro, porque isso era profético.
Não era o interesse principal de Lucas provar que Jesus era o descendente legítimo de Davi e nem de Abraão, mas ele
vem relatando até Davi.
Davi teve muitos filhos e um deles foi Salomão, que ele teve com Bate-Seba, que fora mulher de Urias, a este filho Davi
deu o direito de ser rei. Mas Davi tinha um grande amigo, seu conselheiro espiritual, um vidente, um profeta chamado Natã. Quando
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Davi caiu em pecado, Deus levantou a Natã, seu guia espiritual, para lhe apontar o pecado. Era de se esperar que Davi daria este
nome a um filho seu, para homenagear o seu grande amigo. E foi o que aconteceu, nasceu um filho a Davi, ele colocou-lhe o nome de
Natã e é esse descendente de Davi que é o ancestral de Maria, portanto Maria é também descendente de Davi.
José era descendente de Davi, através de Roboão, filho de Salomão, herdeiro do trono, por isso Jesus tinha o direito de
ser rei porque José era descendente direto de Roboão, filho de Salomão, filho de Davi, todos reis legítimos.
Tanto Natã, o ancestral de Maria, como Salomão, ancestral de José, eram filhos de Davi.
Daí para frente a genealogia narrada por Mateus e a narrada por Lucas é uma só. Mateus finda em Abraão, mas Lucas
prossegue até Adão, filho de Deus porque o seu interesse era provar a humanidade de Jesus. Adão foi criado por Deus, não houve
junção carnal, mas era humano como nós.
Logo na primeira geração há uma tentativa de interromper a linha sucessória. Abel tinha morrido e Caim tinha ido
embora, mas Deus levanta Sete, ele substituiu os dois irmãos que haviam saído da linhagem sucessória.
Lucas provou, de forma documental e cabal, que o Senhor Jesus era da raça humana, ele provou que Jesus não veio de
outro planeta, mas que era total e perfeitamente humano, em conformidade, para derramar sangue humano para lavar os pecados de
seres humanos como nós somos.
Amém.
JESUS NO VELHO TESTAMENTO.
João 5:39 - Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de
mim testificam.
Quando o Senhor Jesus falou esta palavra, Ele estava-se dirigindo aos saduceus, aos fariseus e aos escribas, enfim, aos
religiosos daquela época, que eram os responsáveis pela religião judaica, pelo judaísmo, que tinha como base doutrinária a Lei, que é
o Velho Testamento, que era o Pentateuco, que eram todos os livros da Bíblia no Velho Testamento. Estes homens manipulavam e
conheciam muito bem as Escrituras, eles eram os doutores da Lei, eles eram os intérpretes da Lei.
O governo de Israel era um governo político-religioso, onde havia a administração política e a orientação religiosa. A
religião e a política caminhavam juntas porque era um governo teocrático, um governo que era direcionado por Deus. Eles admitiam
que Deus dirigia, mas quando Deus falava, quando Deus orientava, algumas vezes eles atendiam e noutras vezes não e isso sempre
trazia aquelas dificuldades que aparecem em todo o Velho Testamento, todas aquelas lutas, as grandes derrotas, as suas vitórias, é o
homem na sua imperfeição.
O que Jesus estava falando àqueles homens é que eles, apesar de serem doutores da Lei, de conhecerem as Escrituras,
apesar de todo o conhecimento, eles não estavam sabendo que tudo aquilo que estava escrito no Velho Testamento estava relacionado
com Ele.
Hoje, quando nós pegamos a Palavra e a consultamos e vemos o Velho Testamento, podemos dizer que: Mas isso é da
lei, mas acontece que quando nós aceitamos, nós vemos a figura de Jesus ali ( porque Ele nos fala também no Velho Testamento e,
nesse momento em que Ele nos fala no Velho Testamento, não é uma lei com aquele peso que ela tinha no Velho Testamento, mas é
um momento de intimidade com o Senhor, Ele nos fala e nós vemos a sua presença ).
Quando nós abrimos o Velho Testamento e vamos pregar ou falar alguma coisa dele, a figura central é a figura de Jesus.
A descoberta da figura de Jesus é fundamental no Velho Testamento, todos os atributos a Ele relacionados, toda a tipologia bíblica,
toda a simbologia, todo o sentido figurativo, tudo o que se passa no Velho Testamento aponta para Jesus e é isso que nós temos que
ver quando abrimos a Palavra para que o Senhor nos fale ou quando vamos entregar uma palavra, uma mensagem.
Na letra, a figura de Jesus está sempre implícita, por isso é importante que vejamos o Senhor Jesus na revelação, para
que façamos a grande e maravilhosa descoberta.
OS ATRIBUTOS DE JESUS DENTRO DAS FIGURAS DO VELHO TESTAMENTO
1) COMO REI:
O rei era o responsável pelo seu povo.
Quais eram as responsabilidades do rei? Como é que nós vemos a figura do rei no Velho Testamento?
1.1) Como Libertador.
O rei é visto como um libertador. Ele tinha o poder, mas uma das suas funções era a de libertar porque ele era o homem
responsável por todo povo e ele precisava manter o povo liberto dos adversários, liberto dos ataques dos vizinhos, liberto para viver a
sua vida.
Um bom rei era aquele que dava segurança ao seu povo. Nas guerras o povo sentia-se seguro também porque sabia que
o seu rei estava lá na frente, enquanto todo o reino ia atrás.
Hoje é o contrário, os exércitos colocam os comandos na retaguarda e os comandados na vanguarda, quanto mais
elevada for a patente, mais para trás ele está. No passado não era assim, naquele tempo o rei ia na frente e é por isso que hoje um país
declara guerra ao outro com extrema facilidade, já que os responsáveis pelo governo não chegam nem perto da luta, eles sempre
mandam os outros.
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Onde está a figura de Jesus como libertador no Velho Testamento?
Nós vamos ver a figura do libertador em muitas pessoas no Velho Testamento.
Antes mesmo do primeiro rei em Israel, existiram os juizes. Israel teve doze juizes, os quais estão muito bem
relacionados com os doze apóstolos.
Nada no Velho Testamento está desligado do Novo Testamento. Quando você fala em 3 (Trindade), em 7 (perfeição),
em Pai, Filho e Espírito Santo, em rei, profeta, sacerdote e homem, você vai encontrar em cada um deles a figura representada lá na
frente. É um mistério, é um segredo que está sendo revelado à Igreja dos últimos dias.
O juiz no Velho Testamento também tinha a função de libertar o povo. Dentre os doze, dois se destacaram como
libertadores. São eles: Sansão e Gideão.
Sansão.
Ele diz aos seus convidados: Eu vos darei um enigma a adivinhar; e, se nos sete dias das bodas mo declarardes e
descobrirdes, vos darei trinta lençóis e trinta mudas de vestidos... Então lhes disse: Do comedor saiu comida, e doçura saiu do forte.
E em três dias não puderam declarar o enigma. ( Jz. 14:12 a 14 )
O mundo não conhece o grande enigma da morte e ressurreição de Jesus ao terceiro dia.
E a mulher de Sansão chorou diante dele os sete dias em que celebravam as bodas. Sucedeu, pois, que ao sétimo dia
lho declarou, porquanto o importunava. (14:17)
Estes sete dias falam do período da Igreja no mundo. Nós devemos estar preparados para o casamento. Sansão, que é
tipo do Espírito Santo, conta para a sua esposa o segredo porque ela chorou o tempo todo, durante os sete dias. Imagine a situação,
ele, na festa do seu casamento, e a sua mulher chorando sem parar porque ele não queria revelar o enigma para ela.
Assim que soube o segredo, ela foi contar para os homens daquela cidade e antes do pôr-do-sol do sétimo dia eles
vieram declarar o enigma a Sansão: Que coisa há mais doce do que o mel? Que coisa há mais forte do que o leão? (14:18)
Onde está o segredo nesta frase?
O segredo é a doçura da morte de Jesus e a fortaleza da sua ressurreição. Nada é mais doce que a morte de Jesus e
nada é mais forte do que a sua ressurreição. Quem é que iria descobrir esse mistério lá no Velho Testamento? Ninguém, mas Sansão,
símbolo do Espírito Santo ali, entendeu o leão como se fosse um cordeiro. O Espírito Santo entendeu Jesus assim, o Cordeiro de
Deus, o Leão da tribo de Judá, morto na cruz do Calvário. Mas a sua morte trouxe vida para Sansão, era preciso dar o que estava
dentro dele e o que Ele tinha dentro de si era o Espírito Santo que foi dado à Igreja.
Então Sansão lhes disse: Se vós não lavrásseis com a minha novilha, nunca teríeis descoberto o meu enigma. (14:18)
Quem não combina, quem não compõe com a Igreja Fiel (novilha), não descobre segredo nenhum porque é a Igreja que
está aos pés de Jesus, chorando dia e noite para saber o mistério, que é a revelação de Jesus e a revelação está sendo dada nesta última
hora.
Aqueles homens haviam dito à mulher de Sansão: Persuade a teu marido que nos declare o enigma, para que
porventura não queimemos a fogo a ti e à casa de teu pai. (14:15)
Ninguém descobre o enigma do Senhor à força, de qualquer jeito, nem na carne, nem na ameaça, nem na razão, nem no
raciocínio, nem na sabedoria humana, nem na letra da Bíblia porque o enigma só é decifrado por aquele, se eu estiver compondo com
a Igreja porque ela está chorando dia e noite, aos pés do Senhor e pedindo: Revela-te, Senhor, ao teu povo. Quem não fizer isto, não
recebe a bênção. Pensar que a bênção vai cair assim: Hi! Caiu. Pronto, está cheio de bênção. Não é nada disso não, tem que estar
ali, dia e noite, pedindo sempre, com lágrimas e súplicas: Senhor, manda mais poder. É sempre mais porque a carreira cristã é isso
mesmo.
Gideão.
É no pão que a figura de Gideão revela Jesus.
Um soldado do exército dos midianitas, inimigo de Israel, disse ao seu companheiro: Sonhei, e eis que um pão de
cevada torrado rodava pelo arraial dos midianitas e chegava até às tendas e as feriu e caíram, e as transtornou de cima para baixo,
e foram abatidas. E o seu companheiro respondeu: Não é isso outra coisa, senão a espada de Gideão... (Jz.7:13 e 14)
Para nós esse pão não é outro senão Jesus, o pão da vida. É por isso que Jesus nasceu em Belém, que quer dizer, casa
do pão.
Davi também era belemita, era casa do pão, porque ele também é tipo do Senhor Jesus.
1.2) Como Senhor dos Exércitos.
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Onde está a figura notável de Jesus como Senhor dos Exércitos no Velho Testamento?
Está em Josué. Ele chega diante dos muros de Jericó para entrar na cidade.
Qual é o valor da figura de Jesus no momento da luta que Josué trava para entrar em Jericó? O que é que Jesus estava
fazendo ali naquele momento? E se fosse nos nossos dias?
Aí está a grande mensagem
E sucedeu que estando Josué ao pé de Jericó, levantou os seus olhos, e olhou; e eis que se pôs em pé, diante dele, um
homem que tinha na mão uma espada nua. E chegou-se Josué a ele, e disse-lhe: És tu dos nossos, ou dos nossos inimigos? (Js. 5:13)
Josué era um guerreiro, um conquistador, ele viu o anjo e já queria arranjar uma briga. Isso não está correto, o exército
não faz assim, ele espia, mas não arranja logo confusão.
E disse ele: Não, mas venho agora como príncipe do exército do Senhor. Então Josué se prostrou sobre o seu rosto,
na terra, e o adorou, e disse-lhe: Que diz meu Senhor ao seu servo? (5:14)
A palavra príncipe quer dizer principal. Jesus é o Senhor dos Exércitos e essa confirmação nós vamos encontrar em
todo o Velho Testamento.
No Salmo 24:7, o rei Davi diz: Levantai, ó portas, as vossas cabeças; levantai-vos, ó entradas eternas, e entrará o Rei
da Glória. Quem é este Rei da Glória? O Senhor forte e poderoso, o Senhor poderoso na guerra. Levantai. Ó portas, as vossas
cabeças; levantai-vos, ó entradas eternas, e entrará o Rei da Glória. Quem é este Rei da Glória? O Senhor dos Exércitos; ele é o
Rei da Glória.
Quem está sempre na vanguarda? À frente nas lutas?
É o Senhor forte e poderoso na guerra, ele é o Rei da Glória, Jesus é o Rei da Glória.
Hoje a Igreja vive da revelação do Velho Testamento porque ele aponta exatamente para a figura gloriosa de Jesus.
Você conhece, no Novo Testamento, a figura maravilhosa de Jesus como o viandante, o caminhante, o peregrino, o
galileu, o profeta de Nazaré, mas quando você pega o Velho Testamento, você vai ver a figura gloriosa da eternidade, o seu poder na
eternidade revelado na terra, ao homem. No Velho Testamento Ele vive todas as situações dentro da sua glória, Ele não abandona a
sua glória em nenhum momento no Velho Testamento, mas no Novo Testamento nós vemos que Ele desce da sua glória e desce como
homem, frágil, alguém que é entregue aos soldados romanos sem se defender. Quem é que entende isso? Ao príncipe das trevas? Ao
pior homem? Ao homem mais vil? Jesus trocado por Barrabás? Quem entende isso?
A mensagem de Jesus é composta dessas figuras, elas falam de alguém de uma estirpe nobre, da linhagem de Abraão,
de Isaque, de Jacó. Ele é a pedra na qual Jacó apoiou a sua cabeça, não era como um travesseiro que fica moldado à mente do
homem. Jacó deita a sua cabeça sobre a pedra e é ela que vai marcar a mente dele, é aquilo que o Senhor coloca na mente do homem.
Jesus é a pedra, a rocha. Jacó sentiu a sua presença ali e disse: Na verdade o Senhor está neste lugar; e eu não o sabia.
Este não é outro lugar senão a casa de Deus; e esta é a porta dos céus. Então levantou-se Jacó pela manhã, de madrugada, e tomou
a pedra que tinha posto por sua cabeceira, e a pôs por coluna, e derramou azeite em cima dela. E chamou o nome daquele lugar
Betel... ( Gn. 28:16 a 19 )
Jacó derramou óleo (símbolo do Espírito Santo), sobre a pedra (símbolo de Jesus) e chamou aquele lugar de Betel, que
quer dizer casa de Deus (o Pai). Ele viu a Trindade ali. Em todo o Velho Testamento nós vemos a Trindade, é sempre perfeição, é
tudo em cima da figura de Jesus.
Há ocasiões que “dá um branco” na hora de entregar uma palavra. Abre para lá, para cá e não se descobre a figura de
Jesus, aí começa a clamar, a interceder, o culto profético, e quando se vê, sai uma mensagem. Tem irmão que guarda aquela que ele
gosta: A ovelhinha perdida. Não é revelação não, o pastor vai lá sempre porque a palavra nunca volta vazia, mas a palavra profética, a
mensagem revelada, se não tiver um culto profético ao lado, com pessoas no espírito, não acontece nada porque o pastor sozinho, da
cabeça dele, não tira mensagem não, ele deixa todo o mundo com fome, termina o culto, ele falou tudo e não disse nada e por quê?
Porque a revelação é parte de um projeto de Deus para todo instante. O reino é dinâmico, tudo o que é falado na
revelação só tem um responsável, o Espírito Santo, portanto nós só temos que obedecer a Ele, do contrário não teremos as revelações,
e de que adianta um povo cheio de revelações, mas desobediente? Não tem valor algum.
1.3) Como Juiz.
No Velho Testamento nós vemos que Jesus era rei, era responsável, era libertador, era Senhor dos Exércitos, era
comandante e também era juiz.
Onde nós vamos encontrar a figura de Jesus como Juiz?
cidades.
Está na destruição de Sodoma e Gomorra. Três anjos aparecem a Abraão e anunciam-lhe um juízo sobre aquelas
Era a Trindade representando o poder. ( Gn.18 )
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Está também em Salomão, quando ele julga a causa daquelas duas mulheres. Elas disputavam a mesma criança, cada
uma reclamava para si a maternidade daquele menino, mas quando Salomão disse: Tragam uma espada e dividam em duas partes o
menino vivo e dêem metade a uma e metade a outra, a verdadeira mãe renunciou e disse: Senhor, dê a ela o menino vivo, não o mate.
(I Rs.3:16)
A impostora até gostou quando o rei deu esta ordem. Ela disse para a outra: Não seja nem teu, nem meu, é melhor
dividir mesmo o menino.
Salomão fez ali um julgamento e pela reação daquelas mulheres, ele identificou quem era a verdadeira mãe e devolveulhe o filho, porque havia nele a sabedoria de Deus para fazer justiça.
Quando o indivíduo cai, ele quer levar uma porção consigo, ele faz questão que a criança morra, ele quer a morte da
Obra, se não é para ele, não é para mais ninguém, ele não faz nenhuma questão, ele se revela contra a Obra, Olha, eu vou aos jornais,
vou fazer e acontecer. Pode ir aonde quiser, mas sempre estará uma condenação em cima dele, na sua vida. Ele não ama a Obra
porque quem ama a Obra, morre por ela, ele vai viver da fidelidade , ele não vai expor a Obra ao mundo, ele não vai falar mal da Obra
por aí, nem dos servos do Senhor porque o homem de Deus não procede assim, o homem que ama essa Obra não age levianamente.
Quando Salomão levantou a espada, ele quis dizer o seguinte: Se é para criar confusão, se o problema é esse, pode
dividir a criança e levar para casa, vai cuidar dela direitinho, mas atenção, o juízo está sobre você.
Não se brinca com a Obra, não se ameaça os servos de Deus, os servos dessa Obra, porque o juízo está em cima.
2) COMO PROFETA.
Onde está a figura de Jesus como profeta no Velho Testamento?
Está em Davi. O rei Davi profetizava. As grandes profecias a respeito do Messias são de Davi.
Também está em Salomão. O livro de Cantares é toda a profecia a respeito da Igreja e não há nada igual.
3) COMO SACERDOTE.
Onde está a figura de Jesus como sacerdote no Velho Testamento?
Está em Melquisedeque, rei de Salém. Ele é tipo do Senhor Jesus.
4) COMO HOMEM.
Onde está a figura de Jesus como homem no Velho Testamento?
Está em José. Ele foi a figura que tipificou Jesus como homem no Velho Testamento porque era um homem simples,
sofrido, retirado da casa de seu pai Jacó que o amava profundamente, lançado na cova por seus irmãos, vendido para o Egito, preso
injustamente, mas depois levantado como rei. Nós podemos considerar José como rei porque ele tinha toda a responsabilidade de um
rei, ele dominou sobre todo Egito.
Nós também podemos considerar José como profeta porque foi ele que profetizou sobre a volta do povo de Israel
para Canaã, quase 400 anos antes do Êxodo. Ele disse aos seus irmãos: Eu morro, mas Deus certamente vos visitará, e vos fará subir
desta terra, para a terra que jurou a Abraão, a Isaque e a Jacó... e fareis transportar os meus ossos daqui. ( Gn. 50:24 e 25 )
Os ossos de José foram enterrados em Siquém, figura da ressurreição, na sua própria terra, na casa de seu pai. José vai
morar em Nova Jerusalém, na Canaã celestial, que era a sua própria Canaã.
A figura de José, como profeta, na ceia.
Paulo diz o seguinte aos coríntios: Porque eu recebi do Senhor o que também vos ensinei: que o Senhor Jesus, na noite
em que foi traído, tomou o pão, e, tendo dado graças, o partiu e disse: Tomai, comei; isto é o meu corpo que é partido por vós; fazei
isto em memória de mim. Semelhantemente também, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o Novo Testamento no
meu sangue; fazei isto, todas as vezes que beberdes, em memória de mim. Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes
este cálice, anunciais a morte do Senhor, até que venha. ( I Co. 11:23 a 26 )
Todas as vezes que nós ceamos, nós lembramos dessa promessa que o Senhor nos fez, a promessa de que Ele voltará e
nos levará para cear com Ele na eternidade. O Senhor nos fez essa promessa, mesmo que Ele nunca tenha usado nenhum elemento
material para nos deixar como símbolo.
José também fez o povo prometer que levaria os seus ossos para serem enterrados em Canaã, sua terra. Ele disse: Eu
morro, mas a Obra continua no espírito. Eu morro, mas vocês preservarão os meus ossos ( os seus ossos não serão quebrados )
para que no dia em que vocês possuírem a terra, eu também esteja lá em Canaã.
Nós também somos peregrinos e sempre que tomamos a ceia do Senhor, rememoramos, lembramos dessa promessa, de
que o Senhor vai-nos salvar deste mundo e nos levar para Canaã celestial.
Essa é a figura de Jesus na pessoa de José.
Agora vamos ver a figura de José na pessoa de Jesus.
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4.1) Como Homem.
José era um homem incompreendido, desprezado, foi vendido, foi preso, mas chora ao reconhecer seus irmãos que lhe
fizeram tanto mal.
Jesus também sofreu por nós, Ele chorou por nós, Ele morreu por nós.
4.2) Como Rei.
José era responsável por todo Egito, a ele cabia suprir as necessidades daquele povo, ele alimentava a todos que se
achegavam ao reino.
Jesus supre todas as necessidades, Ele é o nosso alimento, Ele é o pão da vida.
4.3) Como Sacerdote.
José intercedia pelos seus irmãos.
Jesus ainda intercede por nós, ao Pai.
4.4) Como Profeta.
José profetizou sobre o êxodo de Israel.
Jesus é a Profecia e por isso nós sabemos que iremos morar na Canaã celestial.
JESUS NO NOVO TESTAMENTO.
No Novo Testamento nós também vamos encontrar a figura de Jesus, especialmente nos evangelhos, que identificam o
Senhor Jesus como rei, como profeta, como sacerdote e como homem.
COMO REI:
O livro de Mateus mostra o Senhor Jesus como rei. Podemos abrir em qualquer texto deste livro e veremos Jesus como
rei.
Exemplo: Então Jesus foi conduzido pelo Espírito ao deserto para ser tentado pelo diabo. (Mt. 4:1)
Este texto que foi lido está relacionado com um rei verdadeiro porque quando o adversário tenta Jesus no deserto, o que
ele queria era o reino de Jesus, mas o reino do Senhor não é o reino que o adversário pregava, o reino de Jesus é um reino diferente,
único, ímpar, singular.
Quais são as características do reino de Jesus?
1) O reino de Jesus não é deste mundo.
Novamente o transportou o diabo a um monte muito alto e mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles. ( Mt.
4:8 )
O que o adversário ofereceu a Jesus no deserto?
Ele ofereceu pão, o mesmo pão que ele oferece ainda hoje, o pão da padaria, o pão que perece.
Quem passa ali no deserto, onde está o monte da tentação, vai ver uma coisa interessante. O tentador disse: Manda que
estas pedras se tornem em pães. ( Mt. 4:3 )
Por que as pedras?
Porque as pedras daquele lugar são achatadas, redondas e grandes, elas não são seixos, não são pedras pequenas, elas
são grandes, semelhantes ao pão árabe, por isso ele mostrou as pedras, exatamente porque elas têm o formato de um pão.
2) O reino de Jesus não é para os vaidosos.
E amam os primeiros lugares nas ceias e as primeiras cadeiras nas sinagogas, e as saudações nas praças, e o serem
chamados pelos homens: Rabi, Rabi ( Mt. 23:6 e 7 )
O adversário tentou a Jesus no deserto para desviar o sentido do reino, ele pensou que iria fazer com Jesus o mesmo que
ele faz com a carne do homem, ele coloca a vaidade e o homem aceita.
3) O reino de Jesus é de ensino.
E aconteceu que, acabando Jesus de dar instruções aos seus doze discípulos, partiu dali a ensinar e a pregar nas
cidades deles. ( Mt. 11:1 )
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O reino de Jesus é um reino de ensino, onde as pessoas que fazem parte dele têm que estar sendo instruídas, ensinadas
pelo Mestre. O trabalho dele era ensinar e continua sendo. Se for um reino que não é de ensino, não é de pregar, então não é o reino
de Jesus.
4) O reino de Jesus é dinâmico.
E aconteceu que, acabando Jesus de dar instruções aos seus doze discípulos, partiu dali a ensinar e a pregar nas
cidades deles. ( Mt. 11:1 )
Vemos que Jesus estava com seus discípulos e depois partiu para outras cidades para ensinar e pregar. Este é o reino
onde a cada dia Deus tem algo para realizar, é a sua obra, um plano aqui, outro ali, não há desperdício de tempo, tudo é dinâmico,
nada pára porque o Senhor Jesus nunca esteve parado, Ele não tinha onde reclinar a sua cabeça, e ainda hoje Ele continua trabalhando,
Ele está sempre realizando alguma coisa.
5) O reino de Jesus é para os humildes.
E disse Jesus: As raposas têm covis, e as aves do céu têm ninhos, mas o Filho do homem não tem onde reclinar a
cabeça. ( Mt. 8:20 )
O reino de Jesus é um reino para os humildes, onde o rei está abaixo de todos, Ele não está procurando um lugar
especial para apresentar-se. Esse reino não tem e nem precisa de aparência, o rei não precisa estar num palácio, Ele pode não ter onde
reclinar a sua cabeça porque este é um reino espiritual, por isso não necessita de aparência. Olha, está chegando o rei! Vai correndo,
onde estão os soldados? E os batedores? Soltem os foguetes.
6) O reino de Jesus é profético.
E quando Jesus ia saindo do templo, aproximaram-se dele os seus discípulos para lhe mostrarem a estrutura do
templo. ( Mt. 24:1 )
É um reino profético, é um reino em que o rei não está preocupado com aquilo que preocupa as pessoas.
De fato, a construção de Salomão era algo notável, era uma das maravilhas da época e por isso os discípulos queriam
mostrá-la a Jesus: Senhor, está vendo que coisa linda? Mas o que foi que o Senhor respondeu?
Ele disse: Não vedes tudo isto? Em verdade vos digo que não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derribada. (
Mt. 24:2 )
Essas estruturas não têm influência no reino, essas coisas não significam nada para o rei, esse prédio aqui como
estrutura não tem importância, mas como o número de pessoas vai aumentando, é preciso ampliar para dar mais segurança e conforto,
apenas isso.
7) O reino de Jesus é único, é ímpar, é singular.
O reino dos céus é semelhante ao fermento que uma mulher toma e introduz em três medidas de farinha, até que tudo
esteja levedado. ( Mt. 13:33 )
Este reino não pode ser misturado com nada, não pode haver misturas neste reino.
Quando a mulher pega o fermento e o coloca nas três medidas de farinha, que é a Trindade, ela levedou toda a massa,
estragou tudo. Essa mulher é tipo da Igreja Infiel, aquela que não tem direito ao reino, ela destruiu tudo porque o alimento não é o
fermento, o alimento é o trigo. O fermento é ilusão, com ele o pão fica estofado, incha, mas não alimenta.
8) O reino de Jesus não é para glorificar o homem.
Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está
nos céus. ( Mt. 5:16 )
Neste reino, se começarem a dizer: Olha lá, que pastor abençoado, o pastor está perdido, porque neste reino, a glória
não é para o homem, ninguém está fazendo nada aqui para satisfazer o homem, para agradar o homem.
A Igreja do Senhor está aqui, o corpo de Cristo está aqui, na alegria do Espírito, está recebendo a mensagem. Mas de
onde veio a mensagem? Ela veio do Senhor, do Espírito Santo, Se não for do Espírito, que alegria os irmãos terão? Nenhuma, o que
pode acontecer é ficarem entusiasmados com o homem, só isso.
Tem gente que consegue ficar falando por meia hora sem dizer rigorosamente nada e todo o mundo fica gostando: Viu
só que cultura? E é Nabucodonosor, é Assurbanipal, é Assaradão, é um negócio para assar mesmo.
Creio que estes textos foram suficientes, todos descobriram Jesus como um corpo. Não tem mensagem hoje? Vai no
evangelho de Mateus, você vai encontrar tudo sobre o reino, todas as parábolas estão lá.
Em Marcos e em Lucas também vamos encontrar algumas referências, mas é no evangelho de Mateus que Jesus é
apresentado como Rei.
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COMO HOMEM;
Quando Deus quis apresentar Jesus no Novo Testamento, qual dessas figuras Ele elegeu como a principal: a de rei, a de
profeta, a de sacerdote ou a de homem? Com qual delas o Senhor Deus escolheu para caracterizar a pessoa de Jesus? Em qual figura
Ele centralizou a pessoa de Jesus?
Foi na figura do homem. Todo o projeto de Deus foi apresentar Jesus, no Novo Testamento, como homem. Por quê?
Porque no Velho Testamento Ele é apresentado como rei, como profeta e como sacerdote. É claro que vamos encontrar
Jesus no Velho Testamento também como homem, mas teremos alguma dificuldade para isso porque este é um projeto antecipado de
Deus para mostrar Jesus à Igreja no Novo Testamento, esse projeto é em cima do homem Jesus.
Jesus, como homem, é a figura que soma, que incorpora todos os objetivos de Deus para o homem perfeito. Todas as
figuras no Velho Testamento, tais como: Abraão, Isaque, Jacó, José, Davi, etc (naquilo em que não pecaram, naquilo em que não
erraram), somadas, totalizam a pessoa de Jesus, o homem perfeito. Ele agrada a Deus e é por isso que a Igreja está firmada nele,
porque a Igreja, como corpo de Cristo, é também perfeita.
Jesus é apresentado como o homem perfeito.
Em I Jo. 4:1 a 3 lemos: Amados, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus.; porque já
muitos falsos profetas se têm levantado no mundo. Nisto conhecereis o Espírito de Deus: todo o espírito que confessa que Jesus
Cristo veio em carne é de Deus; e todo o espírito que não confessa que Jesus Cristo veio em carne, não é de Deus, mas este é o
espírito do anti-cristo, do qual já ouvistes que há de vir, e eis que está já no mundo.
Isto é uma prova. Se a pessoa disser que Jesus veio em espírito, quem está falando ali é o adversário, mas se disser que
Jesus veio em carne, trata-se de um filho de Deus porque a Palavra diz que todo aquele que confessar que Jesus veio em carne, é filho
de Deus. Por quê?
Porque em carne é o homem Jesus, é a figura humana de Jesus. Deus quer que a Igreja veja Jesus como homem.
Se você descobre no Velho Testamento o homem Jesus, então você entendeu toda a revelação, você penetrou no
mistério, porque Jesus homem é um mistério através do qual Deus vai falar diretamente ao seu povo.
No Velho testamento Deus falou através de figuras, mas nos últimos tempos Ele tem falado pelo seu Filho Jesus, Ele
fala pelo Verbo ( No Princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. - Jo. 1:1 ). Jesus é o Verbo encarnado,
nisto consiste o grande mistério que não foi revelado ao mundo, mas foi revelado para nós. É Jesus em nós, é aquilo que Paulo disse
aos colossenses:...Cristo em vós, esperança da glória. (Cl. 1:27). É Jesus vivendo no meio do seu povo, na Igreja e é por isso que a
Igreja, como corpo, tem a grande responsabilidade de fazer aquilo que o cabeça está mandando.
Imagine que a minha cabeça está mandando que eu pegue este vaso, mas eu decido chutá-lo em vez de pegá-lo. Mas
que negócio é esse? O que nós teremos? Teremos dois cérebros funcionando no mesmo corpo?
Parece que sim, mas um deles está com a luz apagada e o outro está com a luz acesa; um está funcionando em
obediência, normalmente, e o outro não, donde se conclui que eu não estou bom da cabeça, não é mesmo?
É por isso que é necessário o aperfeiçoamento da Igreja, a perfeição do corpo de Cristo, Ele se manifesta, há
determinação do Espírito Santo. Toda a nossa preocupação está voltada para isso, não adianta inovar.
O Senhor quis mostrar no Novo Testamento, Deus encarnado, o Verbo, a Palavra como carne. É uma coisa notável, não
dá para entender pela razão, é um mistério, algo maravilhoso, é Jesus, o homem, o homem Jesus.
Irmãos, para nós, a figura de Jesus está explícita no Velho Testamento, ela não está oculta e isso porque nós estamos
aos pés do Senhor, buscando a resposta para o enigma. A Igreja Fiel está chorando para que o segredo seja revelado e o mistério seja
conhecido nesta última hora, ao pôr-do-sol. É a profecia de Sansão.
Amém.
VIVA O REI!
No começo da Obra o Senhor nos mostrou o simbolismo profético que há entre as figuras de Saul e de Davi. O Senhor
comparou a sua Obra com Davi e toda a tradição que estava em volta Ele a comparou como a obra de Saul.
O texto refere-se ao final do reinado de Davi, ele estava encerrando o seu período, outro rei assumiria o seu lugar. Davi
já tinha enfrentado uma grande luta na sua casa, foi quando Absalão, seu filho, quis tomar-lhe o governo, mas agora, já no final de sua
vida, outra grande luta se levanta em sua casa porque Adonias, seu filho, tenta usurpar-lhe a herança.
Quando Davi está prestes a morrer, Adonias prepara uma grande festa.
O motivo: Proclamar-se rei.
Sob o ponto de vista humano, Adonias tinha o direito ao trono porque Amnon (o primeiro na linha de sucessão) estava
morto, Absalão (o segundo) também estava morto, ele era o terceiro, o direito legal era dele. Isso, porém, é segundo a razão, mas
segundo a revelação o trono já era, profeticamente, de Salomão.
Diz a Palavra que Adonias era bonito e que seu pai nunca o tinha contrariado, portanto, ele fez tudo com muita
tranqüilidade, ele se julgava o substituto legítimo de Davi, ele estava numa posição confortável.
O reinado: Humano.
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Este tipo de reinado que Adonias procurou estabelecer é perfeitamente identificado com o reinado que é do homem, ele
não é profético, ele não está comprometido com a revelação. Eu posso dizer, então, que o reino de Adonias pode ser chamado de
Religião.
Os convidados: Abiatar e Joabe.
Abiatar era um sacerdote, da linhagem de Eli.
O ministério da Religião está identificado com a casa de Eli, porque ali Deus não fala mais, Deus não se revela mais.
Um dos grandes pecados de Eli foi ter lançado mão da gordura que fica sobre o rim. A ordem dada por Deus é que esta
gordura deveria ser queimada em sacrifício ao Senhor. Por que isto?
Porque nesta gordura está uma glândula muito importante, é a glândula supra-renal, ela produz hormônios que estão
ligados à emoção.
Profeticamente, Deus está mostrando que a emoção da ovelha não é para o ministério, toda a emoção da ovelha é para o
Senhor. A ovelha fica toda envolvida com o pastor, Ah! Tadinho do pastor..., ela ama mais o pastor do que ao Senhor.
Esta é uma característica do ministério de Eli no reinado de Adonias, é o ministério profissional, é o ministério
comercial.
Joabe havia desobedecido a uma ordem de Davi, ele matou Amasa e Abner, dois chefes do exército de Israel em tempo
de paz, por vingança e por isso foi afastado do palácio. Ele não tinha compromisso em obedecer ao rei Davi.
O local: Junto à fonte de Rogel.
Esta fonte existe até hoje. Ela é chamada também de fonte do Dragão, fica em frente de uma das portas de Jerusalém.
Não é a fonte das águas vivas, é a fonte do dragão. Ela fica fora de Jerusalém, fora do projeto, porque Jerusalém fala
da eternidade e a Religião não tem compromisso com a eternidade.
O banquete: Ovelhas.
Para dar esta festa, Adonias sacrificou muitas ovelhas. A Religião não dá vida, as pessoas estão ali, gostam da festa,
mas estão morrendo a cada dia. Essa festa é mantida com a morte de ovelhas, essa festa de Adonias é morte de ovelhas.
O REINADO DE SALOMÃO:
O reinado de Salomão é o oposto do reinado de Adonias.
Quando Davi soube que Adonias havia-se proclamado rei, ele manda chamar três pessoas:
Natã, que era o profeta. O reino de Davi, a obra de Davi está fundamentada na revelação. Natã não estava na festa de
Adonias, a Religião não tem compromisso com a revelação.
Zadoque, que era o sacerdote, da linhagem de Samuel, da casa de Samuel.
Qual era a característica de Samuel?
A obediência, Fala, Senhor, que o teu servo ouve.
Davi chama Zadoque porque aquele ministério estava disposto a ouvir a voz do Senhor.
Benaia, que era um dos valentes de Davi, era o capitão do exército de Davi.
Este personagem era notável.
Certa ocasião ele matou, sozinho, dois leões de Moabe. Benaia é tipo do servo, ele consegue vencer a carne e o inimigo
espiritual, dois grandes adversários.
Ele matou também um leão que estava numa cova, no tempo da neve. Como servo, ele não se acomoda à frieza
espiritual, ele luta contra ela e vence, ele não aceita que uma igreja não tenha dons, ele não aceita quando o culto profético não está
funcionando, ele não se sente bem com a indiferença, isso tudo faz mal a ele.
Ele matou também um homem egípcio com a lança dele, usando apenas o seu cajado. O servo desta Obra, na direção
do Espírito, ele vence todos os argumentos da Religião, dos mais notáveis, dos teólogos mais importantes.
Hoje há muita coisa escrita a respeito da Bíblia, mas eu quero dizer que a Obra tem 30 anos e hoje ela tem revelações
para todos os assuntos que estão na Bíblia, tudo está revelado e isso não foi mostrado para os teólogos. A Obra tem hoje o
conhecimento profundo de toda a Bíblia valendo-se unicamente da direção do Espírito. O servo desta Obra alcançou tudo isto usando
apenas o cajado.
Benaia recebia as ordens e obedecia, ele não discutia. Quando o rei Davi mandou que ele conduzisse Salomão na mula
que era dele, ele respondeu: Amém; assim o diga o Senhor Deus do rei meu senhor. ( I Rs. 1:36)
Essa é a função do servo.
Salomão é proclamado rei.
I Rs. 1:33 - E o rei lhes disse ( a Natã, a Zadoque e a Benaia ): Fazei subir a Salomão na mula que é minha...
Naquele tempo era muito comum o uso de mulas, de jumentos. Mulas brancas era sinal de nobreza, Débora, em seu
cântico fala sobre isso (Jz. 4:10).
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O texto não diz se a mula de Davi era branca, mas ela era conhecida por todos.
e fazei-o descer a Giom.
A cidade de Jerusalém começou a crescer em volta desta fonte, ela é o início da cidade de Jerusalém, é ela que abastece
o tanque de Betesda, esse tanque foi feito pelo rei Josias por causa do ataque dos inimigos contra Jerusalém.
Esta fonte está dentro de Jerusalém, é a fonte das águas vivas, Jesus é a fonte das águas vivas.
1:34 – E Zadoque, o sacerdote, com Natã, o profeta, ali o ungirão rei sobre Israel. Então tocareis a trombeta...
A trombeta fala do sopro do Espírito, a voz que vai ser ouvida, o som do Espírito
e direis: Viva o rei Salomão!
Nós havíamos começado um trabalho numa cidade que fica a umas três horas de onde moramos. Eu coloquei um
obreiro lá. Seis meses depois a esposa dele me procurou e disse: Amadeu, meu marido está muito cansado
_ Mas por que, minha irmã?
_Ele está há seis meses naquele trabalho e ele não tem carro. O ônibus o deixa no trevo e dali até à cidade são 20 km,
é tudo a pé. Ele é mecânico, trabalha a semana inteira. Todo o sábado de manhã ele faz essa viagem e só volta no domingo à noite.
Ele disse que se eu falasse com o pastor, ele brigaria comigo.
Eram 40 km a pé, mais a viagem de ônibus, depois de uma semana de trabalho árduo, não tinha aniversário de filho,
nem de casamento, não tinha churrasco, nada o impedia de ir até lá e fazer o trabalho do Senhor, seis meses.
Hoje nós temos lá uma igreja com 200 membros. Nestes dias eu chamei os irmãos de lá e perguntei se eles se
lembravam de como aquele trabalho começou, eles disseram que não, nem os mais antigos, somente uns três ou quatro, ninguém
lembra mais daquele irmão, mais eu tenho a certeza que o Senhor se lembra dele.
Isso é Benaia, valente. A Obra é de valente, é aquele que no silêncio da sua vida, do seu testemunho, no seu trabalho,
na sua dedicação ao Senhor, está gritando: Viva o Rei!! Viva a Obra do Espírito!
Ninguém estava olhando para Benaia, nem para Zadoque, nem para Natã, todos estavam olhando para Salomão, e a
aclamação que se ouvia, o grito que se ouvia era um só: Viva o Rei!
Muitos saíram da festa de Adonias para a festa de Salomão e aclamaram o rei: Viva o rei Salomão!
Os Benaias estão gritando Viva o rei! Eles não vão esperar agradecimento, não vão esperar homenagens do pastor, nem
o reconhecimento do Presbitério, porque toda a honra é para aquele que está sendo aclamado, é para o Espírito Santo, Ele é o dono
desta Obra, o grito sempre será para Ele: Viva o Espírito Santo! Viva a sua Obra!
Todas as pessoas podem esquecer de você, Davi podia escolher qualquer oficial, mas Benaia era o chefe do Exército,
ele estava no palácio, junto de Davi, o rei sabia quem era Benaia.
O importante nesta Obra é que o Senhor sabe a sua posição, Ele sabe como você está porque na hora que Ele quiser
realizar a sua Obra, Ele vai chamar Benaia.
Diga: Viva o Rei! Isso é trabalho, isso é testemunho. Diga: Viva o Rei! No atendimento, nas revelações que o Senhor
der, na evangelização, no culto profético, no cuidar da casa do Senhor. Quando você vir a Igreja crescendo, você dirá: O meu grito
está sendo ouvido.
No silêncio, o grito está sendo dado e ele ecoa até ao trono de Deus.
Amém.
A REVELAÇÃO
No sentido restrito, a revelação faz parte de um dom espiritual, o dom de ciência, juntamente com o sonho e a visão.
No sentido amplo, a revelação é o conhecimento do projeto de Deus para o homem.
O Senhor está realizando uma obra, Ele traçou um projeto para esta obra e o conhecimento deste projeto (que é um
mistério para o homem) vem através da revelação.
Nós podemos dizer, então, que a revelação, no sentido global, é o conhecimento do projeto de Deus para o homem.
Deus tem um projeto para a eternidade do homem e o conhecimento deste projeto nós chamamos de A Revelação.
Muitas pessoas têm experiência com a revelação enquanto dom espiritual, mas ainda não conheceram a revelação
enquanto conhecimento de um projeto eterno para o homem, de um mistério que chega até nós através da revelação.
Universo da Obra Criadora e Universo da Obra Redentora.
Nós entendemos que existem dois projetos, dois universos criados por Deus. São eles:
Universo da Obra Criadora.
O nome pode parecer um pouco complexo, mas nada mais é do que o universo que contem toda a criação de Deus. À
toda a criação de Deus nós chamamos de Universo da Obra Criadora.
O tempo.
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A característica deste universo é a temporalidade, aqui tudo é finito, tudo tem um limite, toda a criação é em parte, nada
é completo , nem definitivo, tudo vai passar, a vida não é plena, ela acaba.
Quando Deus criou todas as coisas pela sua palavra, Ele usou o verbo hebraico barah, que significa criar do nada para
existir por um tempo determinado. Esse verbo aparece poucas vezes na Bíblia, mas em todas elas, ele está relacionado com a pessoa
de Deus.
Quando Deus criou tudo, Ele assinalou a sua criação com uma sentença de fim, Ele determinou que tudo é parte e que
vai acabar.
O tempo do homem é contado pelas gerações. Davi disse: Pois tens sido o meu refúgio e uma torre forte contra o
inimigo... Prolongarás os dias do rei; e os seus anos serão como muitas gerações. (Sl.61:3 e 6)
A temporalidade do homem é algo que está patente. Quando o homem nasce, ele começa a contar o seu tempo para a
morte. Podemos dizer que alguns estão contando o seu tempo para a morte há trinta anos, outros há quarenta anos. Moisés disse:
Pois todos os nosso dias vão passando na tua indignação; acabam-se os nossos anos como um conto ligeiro. A duração da nossa
vida é de setenta anos, e se alguns, pela sua robustez, chegam a oitenta anos, o melhor deles é canseira e enfado, pois passa
rapidamente, e nós voamos. (Sl. 90:9 e 10)
É neste universo temporal que o homem exerce a sua história, sabendo que a sua vida é limitada. É aqui neste universo
que o homem tem um sentimento nato da presença de Deus, ele luta com todas as suas forças para trazer uma resposta ao seu interior,
ao que ele chama de ganhar a vida e ele passa toda a sua efêmera existência a ganhar a vida, procurando uma resposta para o vazio do
seu interior.
O Senhor Jesus disse: Quem achar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a sua vida por amor de mim acha-la-á. (Mt.
10:39)
Quanto mais o homem corre para ganhar a vida, mais ele a está perdendo; e aqueles que, segundo o seu conceito de
felicidade, conseguem ganhar tudo aquilo que queriam, acabam-se tornando profundamente infelizes porque eles descobrem que a sua
infelicidade decorre da ansiedade da alma e essa ansiedade só o Senhor pode corresponder.
A vida neste universo está relacionada com o tempo, ela não é uma vida plena, ela é limitada, dia a dia ela avança para
um fim.
A luz.
Neste universo nós também conhecemos a luz, mas não a conhecemos como um todo porque aqui ela também é parte,
porque a luz que conhecemos está relacionada com velocidade. A velocidade é uma evidência do nosso universo criador, tudo o que
nós fazemos está dentro de uma velocidade, por exemplo, quando nós andamos, isso acontece dentro de um tempo consoante a
velocidade que empregamos nisso.
A luz do sol é decorrente de explosões que acontecem naquela estrela, ela não é uma luz plena. A luz artificial, como a
elétrica, por exemplo, também não é uma luz plena. Nós não conhecemos a luz como um todo no nosso universo.
Então, neste universo nós conhecemos: Vida relacionada com o Tempo / Luz relacionada com Velocidade.
Universo da Obra Redentora.
O universo da obra redentora é a eternidade onde Deus está, é uma outra dimensão e nesta dimensão de Deus, a grande
evidência é que o tempo não existe.
Se nós quiséssemos representar o tempo de Deus, teríamos que demonstrá-lo através de uma linha que se prolongaria
infinitamente para a direita e para a esquerda já que o tempo neste universo não existe, é tudo eternidade. Nesta dimensão tudo é
pleno, nada é em parte, a vida é eterna, não é limitada, ela existe por si só, ela não está relacionada com o tempo.
Também neste universo nós conhecemos a luz plena, ela existe por si só, não está relacionada com nada.
No princípio criou Deus os céus e a terra e disse: Haja luz.
A luz é a primícia da criação, é a luz plena, ela é o todo, essa luz aí não é a claridade provocada por nenhum elemento, o
sol foi criado depois, o sol em si mesmo não é luz.
A grande evidência do universo da obra redentora é que tudo existe plenamente, a luz é plena, a vida é plena porque é
eterna, não há limites, tudo é possível.
A velocidade da luz.
O cientista Albert Einstein na sua Teoria da Relatividade descreveu os efeitos do movimento na forma de valores
observados de comprimento, massa e tempo. Uma conseqüência dessa teoria é que a massa (m) é equivalente à energia (E), um
conceito expresso pela equação E=mc2, onde (c) é a velocidade da luz. Einstein demonstrou que existe uma equivalência entre eles:
energia é igual à massa de um corpo, pelo quadrado da velocidade, ou seja, quando a velocidade aumenta muito, a massa diminui e
pode chegar a tal ponto que a massa quase desaparece, virando energia.
Com essa equação, Einstein postulou que o princípio da relatividade sustenta-se nas leis da física, mas também no que
diz respeito à velocidade da luz.
O valor da velocidade da luz é de, aproximadamente, 300.000.000 m/s, é a maior velocidade conhecida, enquanto que a
velocidade do som é de, aproximadamente, 300 m/s.
Einstein evidenciou a existência de uma relação entre velocidade e tempo. Exemplificando: Se daqui a New York
gastamos 1h/100km, se dobramos a velocidade para 200 km/h, gastaremos 30 minutos; 400 km/h, 15 minutos. À medida que a
velocidade for aumentando, o tempo diminui até que finalmente desaparece, a pessoa sai e chega ao outro lugar no mesmo tempo.
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Tem umas pessoas exageradas que dizem que a uma velocidade altíssima, a pessoa sai agora e chega lá antes de ter saído, isso é
ficção.
Então, o que Einstein quis demonstrar é que quanto mais a velocidade aumenta, mais o tempo tende a desaparecer até o
momento em que vira zero, aí então tudo é transformado em energia.
Para se ter uma idéia de como é grande esta velocidade da luz, vamos compará-la com a velocidade do som. Na
velocidade da luz percorremos 300.000 km em 1 segundo. Na velocidade do som percorremos 300.000 km em 11 dias, viajando dia e
noite, sem parar.
No que esta fórmula pode interessar ao nosso estudo?
Na sua primeira epístola o apóstolo João disse: Mas se andarmos na luz, como Ele na luz está, temos comunhão uns
com os outros e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado. ( I Jo. 1:7)
O que João quis dizer é que quando o homem entra na velocidade da luz, que é Jesus, ele sai do tempo do homem e
entra no tempo de Deus, ele sai do tempo da razão e entra no tempo da revelação, mas para que isso aconteça é preciso que ele
diminua, para que a sua massa desapareça, para que a razão do homem desapareça e ele passe a andar na velocidade da luz, não dessa
luz que nós conhecemos, mas da luz verdadeira, que é Jesus.
Quando nós entramos na velocidade do Senhor Jesus, nós estamos entrando na velocidade da revelação e quando isso
acontece, a massa desaparece, o homem desaparece e o tempo desaparece e isso significa que nós saímos do tempo do homem e
entramos no tempo de Deus, e é por isso que quando estamos na presença do Senhor acontece aquilo que o salmista disse: Porque
vale mais um dia nos teus átrios do que em outra parte mil. (Sl. 84:10) O salmista sabia que a melhor coisa para nós é estarmos nos
átrios do Senhor, nada do mundo se eqüivale a isso, o mundo não pode dar isso. Ele aqui fala de uma outra dimensão, que é o tempo
de Deus.
Quando nós saímos do nosso tempo, do tempo da razão, do tempo do homem e entramos no tempo de Deus, nós
entramos numa outra dimensão, que é a dimensão de Deus, que é a eternidade.
No universo da obra redentora todas as coisas são possíveis e é por isso que nós vemos maravilhas acontecerem no
nosso meio quando nós alcançamos essa velocidade plena, que é de Deus. Nesta posição, o mudo fala, o surdo ouve, o paralítico
anda, curas impossíveis são realizadas porque no tempo de Deus tudo é possível.
O homem que quer ter uma experiência com Deus, ele precisa entrar neste tempo da luz, que é o Senhor Jesus e para
isso ele precisa crer, a massa precisa desaparecer, virar zero. Por isso Paulo disse: Porque quando estou fraco (na carne) então sou
forte (no espírito). (II Co. 12:10)
Jesus é o Rei da glória, Ele estava na glória e veio ao mundo para cumprir o projeto de Deus, Ele se fez o mais humilde
de todos os homens, e para conhecê-lo é preciso descer à humildade dele, porque se o homem não diminuir a sua massa, se a carne
dele não desaparecer, ele não poderá conhecer a Jesus, ele não chegará à humildade de Jesus, que foi o mais humilde dos homens.
Para conhecer a revelação é preciso que a massa desapareça, é preciso que o homem desça à humildade de Jesus, saindo da razão e
entrando na revelação, onde o Senhor revela coisas maravilhosas.
Todos os servos usados pelo Senhor desceram ao zero. O profeta Daniel buscava ao Senhor com jejuns, saco e cinzas,
ele sentia dores com a presença do Senhor porque ele se diminuía. João caiu como morto, acabou a carne. Se nós quisermos também
uma experiência com o Senhor, se quisermos alcançar a vida que está nele, precisamos reduzir a zero a nossa massa, que é a carne,
que é a razão.
Paulo era um homem de muito conhecimento, de muita cultura, de muita projeção, cidadão romano, mas quando essas
coisas vinham à tona na sua mente, ele tinha problemas, surras, chicotadas, naufrágio, mas ele dizia: Porque não queremos, irmãos,
que ignoreis a tribulação que nos sobreveio na Ásia, pois que fomos sobremaneira agravados, mais do que podíamos suportar, de tal
modo que até da vida desesperamos (não esperamos mais). (II Co. 1:8) Mas era nessas situações que ele tinha as grandes
experiências com o Senhor e muitos que estão aqui, para os quais o Senhor tem um plano, mas que ainda não têm a capacidade de
alcançar algumas coisas que o Senhor quer mostrar, o Senhor vai permitir algumas lutas, alguns vão ser quebrados porque quando o
vaso é quebrado, o Senhor faz outro, é a única forma que o Senhor usa para dar uma outra mentalidade e vão chegar ao ponto de
dizer: Já estou crucificado com Cristo e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim. (Gl. 2:20)
Quando Paulo foi preso em Filipos (At. 16:22), ele apanhou muito, mas ele não perguntou o porquê, ele não perguntou
se tinha havido alguma revelação errada, nada disso, o que ele dizia era somente: Por cuja causa padeço também isso, mas não me
envergonho; porque eu sei em quem tenho crido e estou certo de que é poderoso para guardar o meu depósito até àquele dia. (II Tm.
1:12) À meia-noite, Paulo e Silas, encarcerados, cadeias nas mãos e nos pés, glorificavam, com louvores, o nome do Senhor. O anjo
do Senhor apresenta-se junto àqueles servos que se fizeram nada para que a luz do Senhor apareça e possa operar as maravilhas em
suas vidas; eles saíram da razão e entraram na velocidade da revelação, na direção de Deus, na luz que é Jesus.
Quando entramos na luz de Jesus, nós tomamos conhecimento do projeto que Ele traçou para o homem. O seu projeto é
de eternidade. O homem é um ser temporal e Deus é um ser eterno, e no seu projeto Ele quer dar a eternidade ao homem que é um ser
mortal.
O que aconteceu com Adão e Eva?
Eles estavam na eternidade. Qual era a idade deles na eternidade?
Impossível dizer por que na eternidade o tempo não existe, mas quando eles ouviram a voz da serpente, eles saíram da
velocidade da luz e entraram na velocidade do som, na velocidade da razão do homem porque ali eles já tinham o conhecimento do
Bem e do Mal, sabiam discernir.
Quando Deus perguntou a Adão o que tinha acontecido a ele, porque ele estava-se escondendo, e se ele havia comido da
árvore do conhecimento do Bem e do Mal, ele foi logo dizendo: Foi à mulher que tu me deste.
Ele tinha razão?
Tinha sim, o que ele não tinha era revelação.
Da mesma maneira quando Deus pergunta à mulher porque ela fez aquilo, ela diz logo: Foi a serpente.
Ela tinha razão?
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Também tinha, só não tinha revelação.
Eles saíram da velocidade da luz, da revelação e entraram na velocidade do som, na velocidade da razão, não
precisaram nem de pára-quedas, caíram direto aqui na terra, que é o lugar onde o homem morre.
Deus não tem prazer na morte do homem e por isso Ele traçou um projeto de resgate e o conhecimento desse projeto é a
revelação.
O projeto de Deus é um só, Ele enviou o seu Filho Unigênito para pagar um preço pelas nossas vidas, vida por vida,
esse preço vem da eternidade, passa pelo tempo do homem e volta para a eternidade.
Quando esse projeto passa na sua vida, você (que tem o conhecimento do Bem e do Mal e tem o livre arbítrio) pode
escolher se quer entrar nele ou não, é um direito seu.
A vida antes de Adão.
O que havia antes de Adão? Houve a era glacial? Quando foi que o macaco virou gente?
Dentro do seu tempo eterno, Deus criou um tempo para o homem, não sabemos se Deus criou um projeto para os
macacos, só sei que Ele criou um projeto para o homem e é isso que nos interessa. Todos ficam procurando o elo perdido, o macacohomem (ou homem-macaco), mas pergunta-se: Quem tirou o rabo do macaco? Quem ensinou o macaco a falar? Por que ainda
existem macacos? Houve acepção de macacos? O certo é que o homem de hoje está virando primata, macaco porque estamos
vivendo a era da imitação, se um aparece com os cabelos compridos, ninguém corta os cabelos, se é cabeça raspado, se é com roupa,
se é sem roupa... depois de todo aquele trabalho para vestir o índio.
Se isso aconteceu lá atrás, não contradiz a Palavra, não é nosso problema porque nós estamos no tempo de Adão, somos
sua descendência. Se há alguém descendente do macaco, preciso saber se Deus fez um projeto para ele. Deus fez um projeto para os
descendentes de Adão e neste projeto nós temos a eternidade.
Quando o homem caiu, Deus providenciou um projeto para o seu resgate. Se o homem não for humilde como Jesus foi
(ao ponto de morrer por nós) e sair do seu orgulho, da sua vaidade, da sua razão, ele não vai conhecer o projeto porque esse projeto só
é conhecido através da revelação, que é Jesus. Não se alcança esse projeto pela razão, nem pela cultura, nem pelo dinheiro, nem pelo
poder, nem pela caridade humana, nem pela fórmula de Einstein, somente pela revelação, que é Jesus.
Muitos, no passado, alcançaram, outros não. Abel alcançou? Sim. Caim alcançou? Não. Jacó alcançou? Sim. Esaú
alcançou? Não. Você alcançou?
Neste ponto não há mais ou menos, ou entra ou não entra.
O projeto vem da eternidade, passa pelo tempo do homem e nesse ponto ele tem a faculdade de decidir o seu futuro, se
vai ser na eternidade com Deus ou não. Quem escolher por entrar neste projeto, tem a vida eterna.
Amém.
FÉ - FIRME FUNDAMENTO
AMÓS 5:21 - Aborreço, desprezo... não me dão nenhum prazer.
É uma preocupação do Espírito Santo, e o Senhor tem mostrado e apontado isso para este ano, o aperfeiçoamento do
culto.
Nós já temos falado sobre o aperfeiçoamento do culto e nós temos que levar isto mais a sério, considerarmos com mais
agudez, com mais profundidade essa exigência do Senhor, que não é uma exigência tácita, mas é um desejo do Senhor quanto ao culto
na Obra.
Nós sabemos que o culto não é, simplesmente, aquilo que nós estamos fazendo aqui, ou seja, um grupo se reuniu,
sentou, ouviu uma palavra e tal. O culto se inicia desde os momentos que nós começamos a depender do Senhor, particularmente,
isoladamente, numa oração pela manhã, pela madrugada, uma necessidade ao meio-dia, seja o que for, um testemunho.
O culto é um conjunto na nossa vida, individualmente.
O culto em Israel.
O texto aqui fala de uma surpresa porque, na verdade, o culto no Velho Testamento era um ritual litúrgico, onde todas
as coisas funcionavam dentro de um padrão técnico onde existiam o cordeiro, o sacerdote, o templo, os levitas, onde o povo vinha e se
reunia. Então, existia todo um sistema ali no culto, o sangue do cordeiro, o imolar, o incenso, as campainhas, as vestes sacerdotais,
tudo aquilo fazia parte daquele culto litúrgico.
A idéia do povo que vinha para o culto era a de que Deus ia ficar profundamente agradecido a eles por estarem lá. É a
idéia que o culto idólatra tem, é a idéia que as igrejas tradicionais têm, é a idéia que muita gente na Obra tem também. Deus está
muito satisfeito conosco porque nós viemos aqui no Maanaim. Ele nem vai almoçar hoje, de tão emocionado que Ele está, porque
nós estamos agradecendo, estamos cantando e temos que trabalhar.
Algumas pessoas, tão desacertadas, Eu tenho que trabalhar para o Senhor, como se o Senhor estivesse precisando de
um mau elemento, um mau caráter trabalhando para Ele, não é isso?
Aquele era um culto estranho, não tinha nada da presença do Senhor.
O comportamento do homem.
Às vezes o homem se comporta como um animal e o animal como o homem. Querem ver?
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Isaías 1:3 - O boi conhece o seu possuidor, e o jumento a manjedoura do seu dono...
O jumento conhece o tempo. A turma lá do nordeste sabe disso. Você diz assim: Vai chover. Mas como você sabe que
vai chover? É que o jumento zurrou e quando ele zurra em certas horas é porque o tempo vai mudar. O pessoal sabe quando chove e
quando não chove, é o jumento, nem é o serviço de meteorologia, eles confiam mais no jumento.
Como foi que o jumento soube que ia chover?
É porque ele tem uma sensibilidade, ele tem um sensor que o torna mais perceptivo que o homem neste aspecto.
Ele sabe o lugar onde ele come direitinho, o dono chegou, ele conhece, chamou pelo nome, ele vem. Tudo isso é
instinto, é um conhecimento natural, faz parte da sobrevivência.
... mas Israel não tem conhecimento, o meu povo não entende.
Meus irmãos, esse culto animal não tem nenhum valor porque, na verdade, é o instinto. O boi é o instinto, o jumento é
o instinto, é a sobrevivência, é o interesse.
Quando o povo do Senhor não conhece o Senhor, aí é que está o problema.
Todo o mundo é igual, aqui e lá fora, todo o mundo tem cabeça, tem orelha, estão ouvindo, tem cérebro, não é mesmo?
Então, se todo o mundo é igual, onde está a diferença desse culto animal, desse culto estranho, para o culto espiritual?
Está na revelação, porque o que importa no culto é você conhecer a quem você está cultuando e isso só acontece se ele
se revelar.
O boi conhece o seu dono. Deus é bom Pai! Vou louvar a Deus! Está tudo muito bem. Agradecer o pão! Senhor,
quero te agradecer por este pão que tu me deste. Alguns agradecem depois de comer, outros agradecem antes de comer, mas isso não
faz diferença, se ele não agradecer vai passar o dia preocupado, afinal, pode faltar.
É o interesse do boi pelo dono porque ele sabe que lá tem o capim para ele. Agradar a Deus para não faltar o pão.
Então vamos agradecer a Deus para que no outro dia não falte o pão, pra você não ser posto fora do serviço, essa coisa toda.
Esse era o culto de Israel, essa era a troca que faziam, uma barganha. Eles diziam: Eu vou ao culto lá, vejo aquilo tudo
que está acontecendo lá dentro para Deus me abençoar.
Ele vai no dia da ceia porque na ceia ele vai ser abençoado, o resto do ano ele não precisa ir, a não ser na vigília, nessa
aí ele também não pode deixar de ir porque é entrada de ano novo e ele precisa disso.
Todo o dia para nós é um ano novo. Existe o calendário que nós obedecemos, que é uma lei natural das coisas.
O culto deixa de ser estranho quando tem a revelação. Quando não tem revelação, ele age como o boi, como o jumento:
Olha, a gente não pode dizer isso na mensagem não, você não pode pregar isso não porque pode ter pessoas que ficam ofendidas. Eu
estou até com medo de ofender alguém aqui.
A idolatria em Israel.
Israel tinha o culto do interesse, que era o culto chamado litúrgico e a liturgia tende para a idolatria porque a idolatria é
o interesse material, é o culto ao material. Eu tenho o ídolo, eu tenho um deus portátil, eu carrego esse deus que eu produzi, que é o
ídolo, para onde eu quiser. Ele é portátil e também descartável, eu posso quebrar, jogar fora, posso fazer o que quiser dele, botar
debaixo da cama, virar de cabeça para baixo (como é o caso de S. Antônio) e outras coisas mais.
Esse culto para Deus é imoral. Essa palavra é um pouco forte, mas é a realidade.
O que nós observamos, na verdade, é que esse culto animal, que é litúrgico, tende para a idolatria, para a feitiçaria e,
conseqüentemente, para o misticismo.
Você chega em certas regiões dos Estados Unidos e encontra todo o mundo envolvido nisso.
A liturgia foi substituindo o verdadeiro desejo de servir a Deus. O importante é que o pastor seja um homem que tenha
boas idéias, uma pessoa criativa, que saiba inventar coisas interessantes: Olha, o churrasco não vai ser mais neste camping, vai ser no
outro. Isso é genial! Olha, você não vai mais pagar na entrada, só na saída. E a esposa dele lá, com a caixa registradora. Olha, os
que não quiserem vir para o culto, podem ficar no salão recreativo para jogar, brincar, se distrair, até dançar, não há problema. Se
quiserem podem usar a piscina, jogar basquete. Estão ali, todo o mundo junto, culto sem revelação.
O culto sem revelação tende para o misticismo, ele tende para a imitação, ele tende para a liturgia, ele tende para a
feitiçaria, ele tende para a superstição, ele tende para o misticismo com a Bíblia.
A palavra é a parte central do culto.
O culto tem normas e o que rege o culto, a parte que determina o valor do culto, a parte central do culto é a palavra.
Tudo emoldura a palavra, a abertura, as glorificações, os louvores, tudo está sendo preparado para inserir a palavra.
Mas e se a palavra não tiver revelação? O que você faz?
Você vai para a razão, mas, às vezes, a sua razão não é suficiente, ela pode não interessar às pessoas, ela é tão tcham
que não dá para entender. O que você faz?
Você vai para o lado da cultura.
Nós tivemos algumas informações a respeito do hebraico. Se nós não vigiarmos, vai ter gente aqui querendo botar essas
letras para todo o mundo, e lâmede pra lá, iode pra cá, bota um grego pra valorizar, um delta daqui, um gama dali e, daqui a pouco a
igreja está toda assim... Hum!!! Mas ele é muito culto!!! Ele é muito sabido. Ele é um “sabão” porque ele vai escorregar e cair com
tanta “curtura”.
A cultura é um recurso típico da Tradição. O grande teólogo Arlíneo (ele era teólogo lá)! Eles levavam uma semana
preparando o sermão. Tinha um livro de ilustrações lá, dali você tirava o sermão: Qual é a ilustração que eu vou falar hoje? Naquele
negócio, um vinha e falava, outro vinha e falava. E eu sempre pensava: Eu vou arranjar um jeito de arranjar outras ilustrações para
editar um livro destes e ganhar muito dinheiro.
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A letra chegou ao seu limite máximo de saturação.
A Religião vai para a letra, mas o que se vê é que a letra cansou, a Religião esgotou toda a letra, tudo o que ela podia de
letra, ela esgotou. Você chega num canto, é a mesma coisa: O cego Bartimeu largou a sua capa empoeirada, a capa do pecado. Sim,
e daí? Não tem nenhuma revelação, não tem nada. A parábola do filho pródigo, e lá vai aquela coisa toda, A ovelhinha perdida,
aquelas coisas que são o trivial, aquilo que todo o mundo está repetindo. Lá um ou outro coloca uma palavra de cultura no meio, fala
uma palavra comprida, bonita, um palavriado rico, um “AssurbaniuPaulo” ou um “AssarAdão”, ele vai falando aquilo e as pessoas
vão ficando empolgadas, um olha para o outro e diz assim: Você entendeu? E o outro responde: Eu não, mas que maravilha! Como
ele fala difícil, né?
É a cultura substituindo a revelação, e o que sai é um monte de tolices, é aquilo que nós temos falado, é o camelonismo.
O camarada chega na esquina, todo o mundo já conhece, bota aquela jibóia dentro daquela mala velha e fica lá: Olha, a Carolina vai
falar. Abre a mala e fala: Olha, Carolina, você fecha essa boca, você fica quieta aí. E fica naquela conversa. Daqui a um pouco
chega um e pára, olha meio desconfiado, mas fica, chega outro: Será que ela fala mesmo? O outro: Eu acho que fala. E vai
juntando gente, vai juntando. Daqui a um pouco ele começa a vender sabonete, R$ 5,00 leva três, R$ 10,00 leva cinco. É um sabonete
que tem 1001 utilidades, ele tira manchas, cura unha encravada, faz nascer cabelo. E ele lá: Seis para o cavaleiro aqui, dez para a
senhora aqui. Daqui a um pouco: Acabou o estoque, mas amanhã estaremos aqui para oferecer um produto de qualidade, de
eficácia comprovada e tal. Aí sai todo o mundo cheio de sabonetes, com a roupa já toda manchada. E a Carolina? O que foi feito
dela? Ela falou?
Não falou, não cantou, não apareceu. O camarada sai dali feliz, carregando a mala velha e o dinheiro do pessoal.
Isso é culto estranho. Você fala em nome de Deus e Deus não falou, nem apareceu, nem está aí, pelo contrário, está
longe.
O culto estranho exclui a fé.
Esse tipo de culto exclue uma coisa fundamental, que é a fé, por isso a preocupação do Senhor em não deixar que nós
venhamos a praticar isso.
_ Olha, rapaz, você está imitando a Tradição.
_ Por quê?
_ Onde você leu esse livro?
_ Ah, eu comprei aqui com o irmão Clarício.
_ O irmão Clarício vendeu por isso mesmo, para mostrar com não se deve fazer.
Nós temos que entender o que o Senhor quer para nós. Não podemos ser boi nem jumento, porque se excluirmos a fé,
estaremos agindo como boi e jumento, estaremos levando um povo a entender um Deus que vai-nos dar comida e vai mostrar os
sinais, nós vivemos disso, sinais do céu: Ah, Jesus vem! ... Breve virá... Sim, e daí? Não tem dom, não crê em batismo com Espírito
Santo, não crê em nada disso, guardando sábado, não comendo carne de porco, sem revelação... Que negócio é esse?
O culto sem revelação tende para a tolice. A Religião está cheia de tolices.
No ano passado, no Recife, fizeram um bloco carnavalesco de sujos, todos os componentes eram crentes, saíram, em
pleno carnaval, esse ano vai sair também. Eu estou com medo de sair algum maranata lá no meio. Já pedi aos irmãos pra não botar
ninguém lá porque é novidade.
Eles não têm mais o que inventar. A Bíblia acabou para eles, a letra chegou ao seu limite máximo, eles não têm mais o
que fazer, estão tão misturados com o mundo que Igreja e mundo são a mesma coisa, eles excluíram a fé, quanto mais eles lêem a
Bíblia, menos aprendem.
O Senhor disse: O meu povo não entende, não tem conhecimento.
Eles estão nessa situação porque não têm a revelação, porque o conhecimento de Deus é só por revelação, não é pela
razão, se fosse assim, só os grandes cientistas, os sábios da humanidade conheceriam a Deus.
Vivendo na dependência do corpo.
Esaú queria servir a Deus, mas ele era auto-suficiente e aquele que quer servir a Deus não pode se auto-suficiente.
O pastor não tem título de auto-suficiência, ele é tão pastor quanto depender do corpo. Quando ele ouve aquilo que
está-se passando no corpo, quando a mensagem que ele traz é para o corpo, quando ela é oriunda do corpo, aí ele consegue atingir o
máximo no culto, é quando ele tem a participação do corpo através das revelações do Senhor.
Aperfeiçoando o culto.
É aquilo que já foi falado sobre dons.
Exemplo: O Senhor revelou que entrou uma pessoa no templo muita aflita.
Se você chegar para uma congregação e dizer isso, você não disse nada de diferente porque o mundo vive em aflições,
você falou o óbvio, mas o Senhor quer falar, indiretamente àquela pessoa porque é o Espírito que vai fazer a obra, Ele não vai
depender que eu diga que tem uma pessoa aflita aqui. Quando eu digo que tem uma pessoa aflita aqui, eu estou atirando naquilo que
vi, para acertar naquilo que não vi.
Há coisas óbvias que não é prudente o pastor contar como revelação. Ela vem para o culto profético, aflita, aí você
procura o louvor que vai tocar naquele coração, por exemplo, Quando a tristeza vem.
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Você diz: O Senhor revelou que vai entrar uma pessoa aqui com falta de paz. Então você pregou sobre a paz do
Senhor.
Alguém veio buscar fé. Você pede Pela fé, no caminho vou.
Deixa o resto por conta do Senhor, você não precisa se expor.
Agora, O Senhor revelou que hoje à tarde uma pessoa falou isto, isto, isto no interior da sua casa, só ela sabe disso
assim, assim e assim. Aí você entregou uma revelação que merece ser transmitida.
O Senhor deu um sinal assim: a pessoa entrou pela primeira vez e ela tinha sonhado e naquele sonho ela via que a
cidade de Vila Velha estava toda apagada, mas havia uma luz acesa no centro da cidade. O sinal foi passado e era aquilo mesmo.
Um outro sinal: Uma pessoa estava na condução, ia para um determinado lugar, mas o Senhor falou com ela, dizendo
que ela saltasse neste ponto de ônibus e viesse aqui e ela entrou e está aqui. Era aquilo mesmo.
Quando Daniel interpretou o sonho de Nabucodonozor, ele foi em cima. O rei pensou: Esse camarada entende mesmo,
eu sonhei e ele soube dizer tudo direitinho, os deuses estão realmente com eles, ele sabe, ele conhece.
É o aperfeiçoamento do culto. O culto é o conhecimento de Deus quando nós temos a revelação dele, e a revelação vem
através do louvor, da palavra, dos dons espirituais. A direção do culto, todos esses fatos que são fundamentais e necessários.
O auto-suficiente é o pastor que tem tudo, ele tem o dom, ele mesmo entrega; ele tem a palavra, ele mesmo entrega; o
louvor, ele mesmo decide qual vai ser. Então, ele não levou a Igreja a ter uma participação no culto, ele perdeu toda a alimentação
que veio para o corpo, ele deixou tudo aquilo passar e ficou só com aquilo que estava com um membro, que é ele mesmo, deixou o
corpo de lado e pensou só no dedo, que é ele.
Quais são os resultados do culto falso?
Quando você leva um povo para cultuar a Deus e esse culto é falso, é um culto que não agrada a Deus, é como se nós
estivéssemos aqui hoje para cultuar ao Senhor e Ele levantasse um profeta dizendo: Essa reunião não me agrada. Eu não aceito as
orações, os louvores. O que os irmãos iriam dizer?
Foi exatamente isso que Ele fez com Israel. Ele rejeitou Israel por causa disso, porque eles não tinham conhecimento,
eles estavam atrás daquilo que era o animal, o interesse pela sobrevivência.
Mas Deus dá tudo que é preciso?
Sim Ele dá, tanto para os bons como para os maus e dá muito mais para os seus servos porque Ele preserva a vida dos
seus servos, Ele nos enriquece de bênçãos porque é o resultado do culto que prestamos a Ele. O servo que está recebendo benção,
qualquer tipo de benção, é porque ele está inteirado no culto, no projeto de Deus, a benção que Deus está derramando está caindo
sobre ele, pela fidelidade dele.
Quando o culto tende para o material, para o irracional, para o animal, que é esse culto imoral, esse culto falso, essa
máscara ( porque a liturgia é uma máscara, é uma forma de enganar, é a melhor forma de excluir Deus, excluir a fé ), os resultados
são: a enfermidade, a semente murcha, o celeiro esvazia... Você prega e não acontece nada, ninguém se decide, não há conversão,
alguns feridos pelo inimigo, pelo adversário, as coisas parecem que estão indo muito bem, daí a um pouco, uma pancada, acabou com
ele. A pessoa não sabe onde se segurar, aprendeu uma coisa, às vezes vem uma revelação, ela aprendeu a revelação, o pastor ensinou
outra coisa fora da revelação. Como é que ela vai se defender?
Quais são as armas que você tem que dar para a Igreja?
É o clamor, é a consulta à Palavra, é a busca, é o jejum, são as armas necessárias. Você tem que levar a Igreja a buscar
isso, nisso aí ela tem que ser auto-suficiente, na busca, na procura na hora certa, no lugar certo.
Qual era o segredo do maná? Deus mandava o maná de madrugada, quando o sol saía não tinha maná. A madrugada
era um segredo. Você tem que ensinar isso ao crente. Ele não precisa estar todo o dia, de madrugada porque nem todo o mundo
pode, você trabalhou até 01:00h, com vai acordar às 05:00h? E o trabalho durante o resto do dia? Você tem um dia que pode... Hoje
eu vou mais cedo para o trabalho, vou passar na casa do Senhor, é uma necessidade minha, é uma benção.
Você tem que orientar a Igreja a viver dessa dependência do Senhor, não é da sua dependência, daquilo que você acha,
daquilo que você pensa, da novidade que você está trazendo, mas é da necessidade e o recurso que ela tem para vencer.
O que é fundamental no culto?
A revelação, a fé e, também, o cordeiro.
Os irmãos já conhecem a mensagem Onde está o cordeiro?
Se o cordeiro não estiver presente, não existe festa, não existe a páscoa.
A páscoa era o projeto de salvação, era o acontecimento de purgação, de purificação dos pecados, é a ação do Cordeiro
na vida do homem, Ele tem que estar presente.
Quando nós falamos do Cordeiro, falamos da revelação, falamos da fé, falamos da mesma figura, que é a de Jesus, é
Jesus vivo no meio do seu povo.
Nós chegamos, hoje, a um entendimento muito mais profundo e nós não podemos deixar de valorizar isso porque aí está
o segredo da Obra.
Quando a pessoa assiste um culto na Obra e assiste um culto em outro lugar, ela sabe fazer a diferença, ela sabe porque
o culto lá é cheio de artifícios e na Obra não pode ser. Às vezes tem porque tem aqueles caracteres recessivos, o sujeito começa a
lembrar da Tradição da qual ele veio e começa a inventar coisas.
É comum, às vezes um irmão, um servo até, vem e me traz um escrito, Oh, pastor, tive aqui um entendimento na
Palavra... a gente...Olha e tal... Tudo arrumadinho até, mas Tradição. Aí eu digo: Olha, companheiro, isso aqui S. Tomás de Aquino
já pregava em 1.256 e não surtiu efeito nenhum.
22
Eu quero lá saber o que Tomás de Aquino falou ou que Agostinho falou? Eu quero saber é o que e Espírito Santo está
falando agora.
Ele traz aquelas coisas velhas do escriba e pensa que achou uma grande coisa.
Nós temos tido esse cuidado, não deixar... Às vezes eles ficam assim, meio desconfiados... É, só ele é que sabe.
Não é isso não, não é “só ele que sabe” não, é que eu não agüento aquilo e a Igreja não vai-se alimentar daquilo que é
Tradição, que não tem nada para dizer.
Aí você pergunta: Mas não são coisas agradáveis?
Sim, porque disse a Palavra, disse um texto, isso agrada quem está no espírito, que vem, que é parte do projeto de Deus,
que é a Palavra, faz bem, pode ser lido até pelo padre, até pelo ateu, não tem problema nenhum, porque a Palavra veio para o seu
coração e ali é o lugar onde a semente vai germinar, é um campo propício para germinar a semente. Se já tem o Espírito Santo, ele
tem a sensibilidade do Espírito.
Quando o culto não alcança o seu objetivo.
Aborreço, desprezo as vossas festas, e as vossas assembléias solenes não me dão nenhum prazer.
O que pode contribuir para que o culto não alcance o seu objetivo?
1) Ausência da fé.
Quando não se vê resultado é porque o culto falhou, não há fé.
2) Ausência da alegria do Espírito.
O lugar que o Espírito Santo opera é na comunidade, é na congregação, é na Igreja, é no corpo e a Igreja tem que estar
preparada para receber esta benção e o sinal desta benção é a alegria do Espírito. Porque o reino de Deus não é comida nem bebida,
mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo. ( Rm. 14:17 )
3) A exclusão do corpo na revelação.
Nós estamos falando aqui para um sétimo período de pastores, diáconos, obreiros. É preciso entender uma coisa, o
grande problema do sacerdote Eli foi que ele excluiu do povo a revelação, ele não deu direito ao povo. A revelação tem um veículo,
ela é conduzida pelo ministério. Se o ministério cassa a revelação, ele exclui do povo o direito de ter a revelação de Deus, é por isso
que o ministério para ser escolhido, ele tem que ser de homens que tenham a sensibilidade do Espírito Santo. Não adianta escolher
letrados, inteligentes, esse não é o problema, o importante é escolher pessoas que estejam sempre à disposição do Senhor, entendendo
que as coisas são do Senhor, que o culto é ao Senhor e não a ele, não há nenhum interesse em valorizar profissionais porque não
somos profissionais, portanto, não há nenhum interesse em sermos valorizados como pessoas extraordinárias.
As revelações que são entregues são fruto do entendimento de que aquilo que vem do corpo é o que nos interessa. O
irmão termina a mensagem: Pastor, aquele texto assim... Escreve, ele trouxe uma coisa maravilhosa e se não escrever corre o risco de
perder-se. É bom que escreva porque quando nós refizermos a mensagem, nós vamos utilizar aquilo que o irmão colocou como
revelação. E tem cada uma... Uma frase exclue uma página, só uma frase. Eu não vejo nenhum mal em transmitir aquilo que é do
corpo, aquilo não é meu, não é dele, aquilo vem do Espírito Santo e todas as vezes que nós entregamos aquilo que vem do Espírito
Santo, Deus faz a obra e é o que nós queremos.
Para onde nós vamos levar o povo com a nossa fluência, com a nossa capacidade? Nós temos uma população que está
dependendo de nós, um povo que sai do Rio Grande do Sul, que sai do nordeste, chegam aqui de ônibus, horas de viagem, para virem
aqui receber uma benção. É pra ouvir minha conversa? Cultura? Sabedoria? E daí? O que sobrou? Mas quando eles levam a
palavra do Senhor, eles são enriquecidos, eles vão criar novos pólos.
Eli ficou lá na porta, caiu, quebrou o pescoço, fora da comunhão, fora da porta, morreu ali. É o culto estranho.
O culto na Obra.
O culto na Obra todo o mundo já conhece, embora alguns prefiram fazer uma misturazinha para dar uma melhorada.
O culto na Obra tem um tempo, tem os cuidados, tem uma planificação dada pelo Senhor, é diferente porque o Senhor
determinou, a começar pelos nossos templos, eles também são diferentes. A nossa maneira de cultuar é diferente.
No dia 31 de Dezembro foi um pastor de uma igreja tradicional, muito conhecido, com cursos na Inglaterra, com a
esposa numa das nossas igrejas. Terminado o culto, ele disse para a esposa: Essa igreja sabe prestar um culto a Deus. Porque ele
chegou a essa conclusão?
Porque o culto de 31 de Dezembro foi um culto com orientações, com revelações, o pastor lutou para colocar aquilo em
ordem, a mesma mensagem que está aqui, é o mesmo eco, a mesma palavra do Espírito para um povo.
Não estamos interessados em regionalismos, dizer que a Obra no Estado do Espírito Santo está melhor que nos outros
lugares, não existe isso, nós temos os mesmos problemas que os irmãos do nordeste têm, os do sul, aqui são até maiores porque estão
aqui, no “pescoço da Obra” e, às vezes, se descuidar aparece cada negócio, cada aberração.
Quem traz o nosso visitante é o Espírito Santo, não é você coisíssima nenhuma, não é o seu testemunho, é o Espírito
Santo que está trazendo e você não pode excluir, nenhum de nós pode excluir, nem escandalizar aqueles que estão vindo para servir
ao Senhor, nós não podemos fazer isso, nós temos uma responsabilidade muito grande.
Metas de 1.997 que não foram totalmente alcançadas.
23
O Senhor fez uma avaliação nossa e mostrou o seguinte:
Revelação - 30%
Você podia viver com R$ 100,00, mas vai viver com R$ 30,00. O que você acha? Está bom ou está ruim?
precisa nem falar.
Não
Culto Profético - 45%
Na exortação, por revelação, o anjo falou o seguinte: Não chegou a 50%..
Isso não quer dizer que em 1998 nós vamos chegar a 50%. Nós vamos chegar a 35% porque o que passou não soma
com o que está acontecendo, agora é outra etapa.
Assistência à família - 50%
O que acontece no culto? No processo de salvação?
As pessoas vêm e precisam de assistência. Nós estamos perdendo 50% do nosso trabalho, plantamos um lavoura de
milho e só colhemos 50% dela. O que os irmãos acham? Trabalho perdido.
Sensibilidade do Espírito Santo - 80%
Ser sensível ao Espírito Santo é muito bom, mas nós precisamos aumentar essa sensibilidade.
Estamos diante de uma avaliação que o Senhor nos deu neste início de ano, mostrando o que aconteceu no ano passado
para todos. Passo às mãos dos ministérios, dos obreiros porque todos os que estão aqui têm a mesma responsabilidade.
Metas de 1998 a serem totalmente alcançadas.
1)
2)
3)
4)
Aperfeiçoamento do ministério e do grupo de intercessão.
Aperfeiçoamento do louvor.
Unificação do ensino de crianças e adolescentes.
Intensificação do trabalho de senhoras.
O Senhor tem abençoado muito o trabalho das senhoras. As igrejas que estão atendendo, que estão obedecendo, elas
estão crescendo. As irmãs estão trazendo um subsídio muito grande para os pastores com mensagem, com tudo. O pastor não pode
ser soberbo para desprezar o que elas estão trazendo como orientação e como palavra para os pastores.
5) Aperfeiçoamento do culto.
O que o Senhor quer, principalmente este ano?
Ele já iniciou dizendo logo o que Ele quer, que é o aperfeiçoamento do culto.
O culto deve ter maior teor profético, o culto deve ser de gratidão. Aquele que prega, ele tem que ter mais gratidão no
coração. O que vem para a igreja, ele tem gratidão pela salvação. Salvação é aquilo que está acontecendo todos os dias na nossa vida,
é o livramento, é a cura, é a libertação...
6) Interceder, individualmente, no sentido de Amar mais a Jesus.
7) Estarmos vigilantes, atentos a tudo o que está acontecendo à nossa volta e que cada acontecimento seja um motivo de
glorificação ao Senhor, que é a expressão da sua vinda.
8) A partir do dia 15 de Janeiro até 15 de Fevereiro, todas as igrejas estarão prestando um culto de gratidão ao Senhor
por tudo aquilo que Ele fez e vai fazer, tanto na Obra, como na nossa vida.
Amém.
QUEREIS VÓS TAMBÉM RETIRAR-VOS?
JOÃO 6: 67 - Então disse Jesus aos doze: Quereis vós também retirar-vos?
O texto fala do momento em que Jesus havia saciado a fome da multidão, dando-lhe alimento, para que pudessem voltar
para as suas casas.
O milagre da multiplicação dos 5 pães e dos 2 peixes era profético. Tudo o que Jesus fez foi profético. Jesus estava
mostrando que as multidões iam-se alimentar dos 5 pães ( ministério) e 2 peixes (comunhão).
Religião / Multidão.
No outro dia a multidão voltou, mas Jesus não estava mais naquele lugar, Ele tinha passado para o outro lado e a
multidão (aqueles que não tinham o que fazer) foi atrás dele.
Quando chegaram lá, perguntaram: O Senhor saiu de lá. O que aconteceu? E o pão? (Jo. 6:25)
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Eles foram atrás do pão, eles foram atrás da benção e não do Abençoador. Na véspera Jesus tinha providenciado o pão
para todos, comeram tanto até que sobejou, era de graça, era de boa qualidade, eles não encontrariam nada em condições tão
favoráveis, eles não tinham nada melhor para comerem e por isso foram atrás de Jesus.
Mas Jesus disse-lhes: Vocês buscam a mim por causa do pão que perece, o pão que se come agora, mas acaba. (Jo.
6:26)
E o Senhor continuou, dizendo-lhes: Eu sou o pão da vida. Vossos pais comeram o maná no deserto e morreram. Este é
o pão que desceu do céu, para que o que dele comer não morra. (Jo.6:48 a 50)
Quando Jesus falou em pão da vida, eles não entenderam mais nada. Eles só entendiam do pão de padaria e de tudo
aquilo que era do interesse deles; é a questão do estômago, é a hora da comida, eles ainda tinham o gostinho na boca e queriam
repetir, mas Jesus falou em pão da vida e esse eles não queriam não, eles queriam do pão de padaria e foram embora.
E Jesus então perguntou aos seus discípulos: Quereis vós também retirar-vos? (Jo. 6:67)
E Pedro lhe respondeu: Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna. (Jo. 6:68)
Aqueles discípulos entenderam o projeto e ficaram com o Senhor, os outros, porém, não entenderam e foram embora.
O mundo faz a mesma coisa, a Religião age da mesma maneira, o interesse é material, é temporal, é benção material,
eles pregam isso, vivem isso. Esta é a grande luta.
Isso não quer dizer que o Senhor não possa acrescentar aos seus servos os bens materiais, Ele conhece as nossas
necessidades e atende à oração do justo, mas a multidão são vidas sem compromisso, são como as ondas do mar, vão e vêm, são como
nuvens sem água, carregadas pelo vento, de uma parte para outra.
Jesus conhecia bem as multidões, Ele já havia tratado com elas de diversas maneiras, em várias ocasiões, conhecia bem
o caminho delas, que é o caminho de quem não tem o que fazer, é o caminho do inconsciente coletivo, o mais sabido diz uma coisa
qualquer e todo o mundo aceita, é um povo sem governo, não tem direção.
Certa vez, Jesus, vendo a multidão, teve grande compaixão deles, porque andavam desgarrados e errantes, como
ovelhas que não têm pastor. (Mt. 9:36)
As multidões são assim mesmo, Jesus as conhecia bem, elas andavam atrás de Jesus, batiam palmas quando Ele operava
uma benção, achavam aquilo o máximo, a maior felicidade era ver o que Jesus estava fazendo e ir contar para o vizinho, era o assunto
do dia: Oh! Ele curou! Ele é maravilhoso! Palmas para Jesus! Entretanto, eles mesmos não recebiam benção nenhuma.
E a respeito desses, o Senhor Jesus disse: Este povo honra-me com os seus lábios, mas o seu coração está longe de
mim. (Mt. 15:8)
A multidão nunca enganou a Jesus porque ela tem duas características próprias, ela anima e também atrapalha, por isso
é que ela e a Religião são os dois grandes obstáculos ao projeto de Deus.
O cego Bartimeu estava lá, mendigando, sentado junto do caminho em Jericó, quando ouviu da multidão que Jesus de
Nazaré estava passando por ali e, logo começou a clamar: Jesus, Filho de Davi, tem misericórdia de mim.
O cego sabia que Jesus era o Filho de Davi, mas a multidão não sabia (na realidade ela não sabia nada a respeito de
Jesus) e quando ele clamava ela o repreendia e mandava que se calasse: Cala a boca., o Mestre está ocupado, Ele não tem tempo para
você, mas ele não se intimidava: Não calo a minha boca não, e gritava cada vez mais alto: Filho de Davi, tem misericórdia de mim.
A multidão estava com pressa, mas para quê? A multidão, tal como a Religião, só serve para atrapalhar, para dificultar,
para retardar.
Mas Jesus ouviu aquele clamor, parou e mandou que chamassem aquele homem. Ele veio e Jesus então perguntou-lhe:
Que queres que te faça? E ele respondeu: Mestre, que eu tenha vista.. (Mc. 10:46 a 52)
Que decepção para a multidão! Mais uma vez o Senhor Jesus não fez alarde.
Jesus usava sempre o mesmo método, mesmo quando estava rodeado pela multidão. Ele chegava e falava com um,
falava com outro, abençoava, mas sempre em particular. Os segredos dele, as coisas dele eram sempre à parte.
A Palavra diz em:
1) Mt. 24:3 - E, estando (Jesus) assentado no monte das Oliveiras, chegaram-se a ele os seus discípulos em
particular...
2) Mc. 4:34 - E sem parábolas nunca lhes falava; porém tudo declarava em particular aos seus discípulos.
3) Mc. 13:3 - E assentando-se ele (Jesus) no monte das Oliveiras, defronte do templo, Pedro, Tiago, João e André lhe
perguntaram em particular.
4) Lc. 9:18 - E aconteceu que, estando ele só, orando, estava, com ele os discípulos e perguntou-lhes, dizendo:
Quem diz a multidão que eu sou?
A multidão podia gritar à vontade, podia acompanhar, bater palmas, podia deitar no chão, rolar, latir, podia fazer o que
quisesse, mas isso tudo não influenciava em nada o Senhor Jesus porque Ele a conhecia bem, Ele conhecia bem a sua filosofia de
vida, o seu modo de pensar e de agir, tanto que Ele lhes disse: Quando vedes a nuvem que vem do ocidente, logo dizeis: Lá vem
chuva, e assim sucede. E, quando assopra o sul, dizeis: Haverá calma (calor), e assim sucede. Hipócritas, sabeis discernir a face da
terra e do céu; como não sabeis então discernir este tempo? (Lc.12:54 a 56)
A multidão sabe de tudo, mas quando se fala do projeto de Deus para a vida do homem, ela não sabe nada. A Religião
não quer saber disso, ela quer saber é de animação, de confusão, é “Jesus é a única esperança” , “Jesus é amor”, “Vamos unir o mundo
para Cristo”, frases feitas, coisas que não vão acontecer, só pioram a cada dia.
Multidão é isso, é novidade, animação, comida, quer ver sinais, curas, ela vive disso. Às vezes é noticiado que alguém
foi curado e essa pessoa é logo chamada pela mídia para dar o seu testemunho. Ela chega e diz: Graças a Nossa (deles) Senhora, eu
fui curado!
O mérito é do ídolo, foi graças ao ídolo que ela diz ter sido curada. A multidão não tem noção de nada, ela está falando
bobagens, coisas da sua cabeça, ela só entende do que é material. Jesus disse: Eu sou o pão da vida e eles não entenderam nada,
foram embora: Não tem mais pão, vamos embora, ele não serve para ser nosso rei não. (Jo. 6:15)
Obra / Povo de Deus.
25
Meus irmãos, a Obra é diferente, nós não temos para onde ir. Para quem iremos nós?
Eu estava visitando o Monumento ao Holocausto, em Israel, e fiquei impressionado com a sua beleza e com o seu
significado. Era um paralelo, em granito escuro, uma figura alta, sustentado por muitas pedras. O que chamou a minha
atenção foi o formato daquelas pedras, elas eram roliças, sem pontas, sem arestas, como grandes seixos tirados dos rios. As
pedras vão batendo e vão perdendo aquelas quinas até ficarem arredondadas e o que sobra é o conteúdo resistente da pedra, o
núcleo.
Na parte inferior daquele granito, no chão, estava um mapa da Europa, com várias lâmpadas acesas e, no meio
dele, uma pira também acesa.
Todos entravam ali em completo silêncio, com reverência, porque aquilo tudo estava falando do passado deles,
do sofrimento daquele povo, dos campos de concentração.
Perguntei o significado daquilo tudo àquela pessoa que nos acompanhava e ele disse o seguinte: “O granito preto
representa o peso do mundo sobre Israel; Os seixos (pedras batidas no rio) representam os homens preparados através do
sofrimento para suportar o peso das nações sobre Israel; A pira acesa representa a nossa própria existência, cada um de nós tem o
compromisso de manter essa chama acesa, ela não poderá apagar enquanto existir um israelita vivo porque nós não temos para
onde ir. Voltar para onde? Voltar para os campos de concentração? Voltar às perseguições feitas pelo mundo? Contar com a
ajuda desses nossos vizinhos? O Mediterrâneo está aí, nós não temos para onde ir, essa é a nossa terra, aqui é o nosso lugar”.
Um prefeito de Jerusalém, quando tomou posse do seu mandato, disse: Aqui nós chegamos e, daqui nós não
sairemos mais.
Eu lembrei do início da Obra, das lutas que foram travadas, das opressões, das acusações infundadas, das
perseguições, da aflição que nós passamos, eram momentos difíceis, jejuns prolongados. E eu pensei que uma Obra como esta
não pode ter, na sua construção, pedras que tenham quinas.
É muito comum encontrarmos pessoas “Não me toque”. As pessoas se ofendem com coisas mínimas, não querem
assumir nada, nenhum compromisso. Essas não podem sustentar a Obra.
A chama da fé não pode se apagar, não podemos deixar que ela se apague, cada um de nós deve mantê-la acesa.
O Senhor perguntou a um irmão o seguinte: O que você daria para ver esta Obra prosperar?
E ele respondeu: Eu daria tudo porque tudo o que eu quero é ver essa Obra crescer.
E é isso mesmo. O Senhor não vai exigir dele mais do que isso, o Senhor não vai tirar-lhe a vida, nem os seus
bens porque Deus não está precisando disso, pelo contrário, o Senhor vai fazer prosperar não só a vida dele, como também a
de todos aqueles que entram debaixo deste granito e que assumem um compromisso com a fé, o de manter acesa a chama.
Enquanto existir um fiel a Obra estará de pé.
A Obra é de um só, ela não é de muitos não, é de um só. A Obra está aonde você estiver, aonde estiver o seu
compromisso de servir, não é ficar questionando Por que eu não fui ungido? Por que eu não posso ser diácono? A Obra não tem
desses homens não, nela eles caminham seguros, eles sabem o momento, o que Deus tem para eles, os seus ombros são como aquelas
pedras trabalhadas pelo rio, pelo Espírito Santo, e que estão debaixo do mesmo granito, das mesmas opressões, das mesmas lutas.
E a pergunta é essa: Para quem iremos nós? Voltar para a Religião? Voltar para o Movimento? Voltar para o mundo?
E muitos têm sofrido no bater do rio das águas vivas, têm perdido as suas arestas, as suas quinas, às vezes é a luta com a
esposa, com um filho, com um familiar, consigo mesmo, mas vão prosseguindo. E a Obra está sustentada nesses ombros porque há
um compromisso com a fé, a chama não se apagará.
E o Senhor pergunta: Quereis vós também retirar-vos?
E a resposta que está em nossos corações é: Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna.
Amém.
DDAANNIIEELL
O nosso estudo é Daniel. É um estudo que vem desde o Primeiro Período e que será encerrado neste Terceiro Período.
É um livro realmente sério, um livro que trata, primeiramente, das profecias concernentes ao povo de Deus, ao povo de Israel, por isso
a preocupação, o interesse em Israel. Desde o Período de Principiantes nós estamos falando, expondo alguma coisa a respeito desta
nação, que é Israel.
Todo o livro é profético e, a partir do capítulo II, nós começamos a ver as profecias se projetando, Deus mostrando,
claramente, a situação profética, quando Ele fala a respeito de um sonho que o rei Nabucodonozor teve, mas que, no entanto, esquecese dele. O Senhor mostra àquele rei alguma coisa, mas ele não pôde entender profundamente aquilo porque não tinha capacidade,
entretanto o profeta Daniel tinha.
E qual era esse sonho?
Cabeça de ouro fino
O rei Nabucodonozor havia sonhado com uma estátua muito grande, que tinha a cabeça de ouro. Essa cabeça de ouro
representava exatamente o reino de Nabucodonozor, homem que governava sobre todo Império Antigo, inclusive Jerusalém, ele era
tido como o governador do mundo conhecido de então.
Quando nós vemos o grande palácio de Nabucodonozor, que foi levantado para a sua própria honra, os jardins
suspensos da Babilônia e tudo mais, nós pensamos que tudo aquilo era passageiro, mas a História se repete, o domínio do mais forte
sobre o mais fraco, do mais rico sobre o mais pobre, massacres, guerras, golpes, é uma repetição. Saddan Hussein, por exemplo, a sua
vaidade é idêntica à de Nabucodonozor. Ele está levantando um grande palácio que é uma réplica daquele levantado por
Nabucodonozor, em sua própria honra, apenas com uma diferença, ele teve o cuidado de cunhar as suas iniciais SH num tijolo em
cada grupo de cinco, para ser conhecido na posteridade, para que todo o mundo conheça a sua história. Esse palácio está sendo
levantado segundo a descrição daquele outro, através de livros e outros tipos de fontes.
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Quando Daniel viu aquela estátua numa visão que o Senhor lhe dera, ele não viu a cabeça de ouro, ele viu um animal
feroz, um leão com asas, mostrando que aquele governo seria dividido, um governo que seria rápido, que passaria, porque todos os
governos humanos passam. Cada governante pensa que o seu posto é perpétuo e começa a fazer o que quer, começando por arrumar a
sua própria casa, a sua família, assegurar o futuro.
Peito e braços de prata
Era o reino medo-persa, mas que terminou nas mãos da Pérsia. Aqui Daniel viu um urso que trazia em sua boca três
costelas, representando o governo da Tríplice Aliança. Foi um governo estável, poderoso.
Ventre e coxas de cobre
Era o governo de Alexandre. Como símbolo deste governo, Daniel viu um leopardo com quatro asas. Alexandre
morreu ainda novo e os seus quatro generais ficaram no poder.
As pernas de ferro e pés de ferro e barro
Ferro e barro, essa mistura não dá liga, mas que tem alguma sustentação por causa do ferro. É exatamente a mistura dos
últimos tempos, representada pelos países fortes e países fracos, domínios fortes e domínios fracos.
Caracterizou-se neste período o governo romano. Neste governo, cada um que sucedia, tomava conta de todo império
existente. O Império Romano fez a sua sede em Roma, na Itália, ali os Césares se sucederam até o momento em que César Augusto
decretou um recenseamento do povo de Israel, inclusive daqueles judeus que moravam em países afastados, todos teriam que voltar às
suas cidades e lá serem recenseados, por causa disto, José e Maria (grávida) tiveram que ir até Belém, para que se cumprissem as
Escrituras sobre o lugar onde o Senhor Jesus deveria nascer.
Foi neste governo de ferro que o Senhor Jesus nasceu, foi neste governo que, também, aconteceram as grandes
perseguições aos cristãos, foi neste governo de ferro que Paulo disse: Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé.
Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor Jesus, o justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim,
mas também a todos os que amarem a sua vinda. ( II Tm. 4:7 e 8 )
Paulo morreu assassinado por este governo, não morreu crucificado porque era cidadão romano, mas certamente morreu
decapitado porque esse era o costume da época. Os judeus e os cristãos eram jogados às feras, nas arenas, para que o seu suplício
servisse de distração para o Imperador e o povo de Roma, eles eram trucidados de diversas maneiras. Foi um governo terrível.
Quando Daniel viu este governo, ele viu uma ponta que saía entre dez chifres. Esses chifres são governos, são
domínios. E há uma relação ao governo de um homem em especial, um homem que foi terrível, um homem chamado Antíoco
Epifânio, que perseguia os judeus até à exaustão para matá-los. Este homem profanou o altar do Senhor, sacrificando um porco sobre
ele, animal imundo, em vez de uma ovelha, animal limpo. Ele fez isso para zombar, para escarnecer do povo judeu e do seu Deus.
Ele estava-se tornando o tipo do anti-cristo que virá e que levantará estas mesmas perseguições e fará as mesmas coisas. Este homem
é o protótipo deste governo cruel.
O CAPÍTULO IX – A ORAÇÃO DE DANIEL
Este capítulo é caracterizado pelas setenta semanas.
Há pessoas que acham difícil entender o significado destas setenta semanas, mas é de fácil compreensão, basta que se
tenha interesse em ler o livro de Daniel e aquilo que já foi estudado.
Vimos que Daniel estava no governo de Dario, o medo. Vimos que já tinha passado o governo de Nabucodonozor,
representado pela cabeça de ouro daquela estátua, ele tinha visto a ferocidade de Nabucodonozor. O rei tinha visto uma estátua de
grande esplendor, ele a viu como uma glória, mas o Senhor estava mostrando a Daniel o governo gentílico deste mundo. É um
governo que também nos interessa, e não somente ao povo judeu, porque hoje nós sabemos o tipo de governo e onde nos situamos
nesta estátua, que simboliza os governos através dos tempos.
O que estamos aguardando?
Nós estamos aguardando aquilo que Nabucodonozor viu no final do seu sonho: Estavas vendo isto, quando uma pedra
foi cortada, sem mão, a qual feriu a estátua nos pés de ferro e de barro, e os esmiuçou. Então foi juntamente esmiuçado o ferro, o
barro, o cobre, a prata e o ouro, os quais se fizeram como a pragana das eiras no esteio, e o vento os levou, e não se achou lugar
algum para eles; mas a pedra que feriu a estátua, se fez um grande monte, e encheu toda a terra. ( Dn. 2:34 e 35 )
A pedra foi cortada sem o auxílio de mãos, ou seja, sem a interferência humana. Essa estátua vem-se deteriorando de
cima, a sua estrutura é fraca, embora pensa-se que a estrutura do mundo é forte, todo aquele peso do ouro, da prata, do cobre e do
ferro apoiados numa mistura de ferro e de barro, é uma estrutura sem sustentação adequada e que vai ser derribada por esta pedra que
se tornará em um grande monte que encherá toda a terra.
Nós vemos os países da Comunidade Européia, eles estão-se juntando para se fortalecerem e estabelecem regras para se
sentirem seguros, alguns já não adotam o passaporte e nem a alfândega e eles acham isso um avanço maravilhoso.
Numa das vezes que estivemos em Portugal, vimos que alguns irmãos de lá não mostravam mais o passaporte. A
Comunidade Européia se responsabiliza pelo carro e tudo mais. É uma forma de desenvolvimento, de uma intelectualidade
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extraordinária, de uma compreensão mútua, eles podem viver perfeitamente unidos, sem barreiras. Era o começo da globalização.
Hoje já se fala em moeda única, mas há alguma resistência por parte de alguns países.
Nós vemos que a situação está caminhando para um desenvolvimento muito grande no mundo e isso é profético porque
a Palavra do Senhor diz que eles estão-se fortalecendo e se tornando numa Comunidade forte, estão-se ajudando mutuamente.
Quem viu Portugal há quinze anos atrás, se surpreende com o progresso que houve lá, tudo porque hoje existe uma
estrutura financeira para alavancar aquele país.
Mas, apesar de toda esta liberdade, desta ajuda mútua, desta amizade, a vigilância de um Presidente do M. C. E. é
grande sobre todos os países filiados, porque cada um tem a sua liberdade, a sua soberania, mas há um controle para que não haja
abuse, para que não haja desfalque de dinheiro em nenhum país, porque se houver a quantia terá que ser reposta pela Comunidade.
Nós estamos esperando esta pedra que vai ser lançada sobre os pés da estátua e esmiuçá-la como palha para ser
espalhada pelo vento.
O mundo está-se juntando, se fortalecendo, se corrompendo, se contaminando pelo pecado, mas a única coisa que
limpa o ser humano é o sangue de Jesus. O dinheiro, a riqueza mal adquirida nada valem. O livro de Provérbios diz que Aquele que
tem um olho mau corre atrás das riquezas, mas não sabe que há de vir sobre ele a pobreza. ( Pv. 28:22) As pessoas amontoam
riquezas, mas muitas vezes elas são dilapidadas por familiares incompetentes, inconseqüentes, perdulárias, pessoas que não sabem
gerir fortunas. Eram ricas e viviam no pecado, ficaram pobres e se revoltam com a situação.
Nas últimas semanas mostradas a Daniel, nós vemos a situação mundial.
Israel
O Senhor chama Abrão e diz: De ti farei uma grande nação. Aquela nação, Israel, estava no coração de Deus.
Passaram-se décadas, Israel teve o seu domínio, o seu reino, a sua glória, o seu esplendor no reinado de Davi, chegando ao apogeu no
reinado de Salomão, que foi o maior rei do mundo. Salomão governava com sabedoria, ele governou com vara de ferro, foi um
governo de paz, calmo, pacífico, todos os governos do mundo de então traziam impostos e presentes para ele porque Salomão vivia
em paz com os demais povos.
O governo de Salomão foi um governo belíssimo porque ele tipificou o governo do Senhor Jesus durante o Milênio aqui
na terra. Se o governo de Salomão foi o melhor em toda a terra, foi o mais maravilhoso, então, por essa tipificação podemos pensar o
quão glorioso será o governo do Senhor Jesus, pois o governo de Salomão é uma sombra, é um modelo, uma cópia, por isso mesmo
ele está aquém da realidade, daquilo que será o governo de Jesus no Milênio.
Quando o governo passou de Salomão para os outros reis, ele foi-se deteriorando de maneira tão acentuada que todo
esplendor de Israel acabou. E quando foi esse momento?
Foi quando Nabucodonozor, a cabeça de ouro da estátua, invadiu Israel, ele tomou todos os vasos do templo e o povo e
os levou para a Babilônia.
Depois disto, Israel passa por um período estéril, seco, sem vida até que veio o Senhor Jesus e começou a levantar a sua
Obra aqui na terra, a sua Igreja.
Igreja
Não vamos pensar na Igreja-instituição, na Igreja histórica, mas sim na Igreja espiritual, a Igreja que foi levantada de tal
maneira que resistiu às perseguições da “perna de ferro”, de Nero. Os irmãos iam para as arenas, cantando, glorificando ao Senhor.
Foi durante este período que Paulo se converteu e sofreu as mesmas perseguições por causa do evangelho, mas empreendeu quatro
viagens missionárias de grande porte e assim o mundo inteiro foi evangelizado.
No final deste império de Roma, a Igreja foi perseguida de uma maneira muito cruel. Era a época das igrejas fundadas
por Paulo durante as suas viagens missionárias, a de Éfeso, a de Esmirna, a de Pérgamo, a de Tiatira, a de Sardes, a de Filadélfia e a
de Laodicéia.
Estas sete igrejas caracterizam etapas, épocas da Igreja do Senhor aqui na terra, como está definido lá em Apocalipse.
Todas estão mencionadas nas cartas do apóstolo Paulo, conforme vinham sendo fundadas eram registradas, a partir de Coríntios, mas
depois elas são todas reunidas e colocadas no livro de Apocalipse. Por quê?
Porque aquelas igrejas não eram apenas igrejas locais, mas eram também igrejas históricas e proféticas, elas mostravam
a época da Igreja desde o seu nascimento até o arrebatamento.
O que nós mostramos em tudo isto é que a Obra e a Bíblia não são ensinos separados, em partes, mas é um ensino
global. A Bíblia toda é um ensino global que começa com a origem, no Gênesis e termina no Apocalipse, ela tem que percorrer o
ciclo. Em que ponto deste ciclo nós estamos?
Nós estamos exatamente nos pés da estátua, já aguardando a volta de Jesus, a Pedra que cairá sobre os pés da estátua e a
esmiuçará, derrubando todo o seu poderio de baixo para cima.
Parece que este poderio já acabou, mas ele ainda não acabou. Nós lemos sobre a besta que já não era, mas que vira, é o
ressurgimento deste poderio para fazer uma obra terrível, no entanto, a Palavra diz que o Senhor Jesus, no seu governo, porá ordem
neste mundo.
******* VER PAINEL *******
Aqui está o Senhor Jesus, que nasceu, e aqui está a Igreja que Ele levantou, a Igreja Fiel, a Igreja que já passou pelas
arenas, que já passou pelas grandes perseguições, a Igreja que se estabeleceu, não estatisticamente, mas espiritualmente, sob o
governo do Espírito Santo de Deus (E nos últimos dias derramarei do meu Espírito), então ela não é governada por conclaves, por
homens, mas ela é governada pelo Espírito Santo.
28
A Igreja Fiel é a Igreja que está dizendo: Vem! Ora vem, Senhor Jesus! e por isto ela tem que estar preparada para a
volta do Senhor Jesus.
A cada dia o Senhor levanta a sua Obra, mas paralelamente o inimigo levanta movimentos para destruir a Obra do
Senhor, ele luta para colocar as coisas destrutivas, nocivas dentro da Igreja, ele quer colocar o mundanismo dentro da Igreja e para
quê?
Para que nesta última hora não haja uma Igreja de poder para dizer: Ora vem, Senhor Jesus! Mas a Igreja Fiel
permanece no poder, ela bloqueia tudo isso porque o Espírito Santo vigia, Ele revela, Ele expurga, Ele purifica e é por isso que a
Igreja continua dizendo: Ora vem, Senhor Jesus! E quando a Igreja e o Espírito Santo, unidos, disserem isto, o Senhor Jesus virá.
Aqui está a Igreja sendo formada nas épocas já passadas: Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e
Laodicéia. Essa última igreja, Laodicéia, é caracterizada pelos direitos humanos, igreja onde existe confusão, igreja sem paz, igreja
que não está preocupada com a vida espiritual do homem, mas está preocupada com o material. Paralelamente, mas no Caminho, está
a Igreja Fiel, a Igreja invisível, a quem a Senhor Jesus conhece e chama de minha noiva e amada minha.
Os bem-aventurados que fazem parte desta Igreja têm os nomes escritos no livro da vida e, na hora em que Jesus voltar,
vai reconhecê-los e eles serão arrebatados e receberão um selo. O selo é o apartamento da iniqüidade, do pecado.
9:1 - No primeiro ano de Dario, filho de Assuero, da nação dos medos, o qual foi constituído rei sobre o reino dos
caldeus,
9:2 - No ano primeiro do seu reinado, eu, Daniel, entendi pelos livros que o número de anos, de que falou o
Senhor ao profeta Jeremias, que haviam de transcorrer sobre as desolações de Jerusalém, era de setenta anos.
Daniel entendeu e quis saber do Senhor por que o povo ainda estava ali, cativo.
9:3 – Dirigi o meu rosto ao Senhor Deus, para o buscar com oração e rogos, com jejum, e pano de saco e cinza.
Daniel orava três vezes ao dia. Ele começou uma oração maravilhosa onde derrama o seu coração. Era uma oração
profunda, muito dele mesmo, de uma comunhão muito grande com o Senhor.
9:4 – Orei ao Senhor meu Deus, confessei, e disse: Ó Senhor! Deus grande e tremendo, que guardas a aliança e a
misericórdia para com os que te amam e guardam os teus mandamentos...
Daniel estava preocupado em confessar a Deus os seus pecados em primeiro lugar para depois confessar o pecado de
todo povo de Israel.
Esta lindíssima oração de Daniel vai sendo narrada até ao versículo 19. Ela deve ser lida com muita atenção e carinho.
Daniel estava com 88 anos de idade e viu os 70 anos se passarem. Ele era adolescente quando foi levado cativo, junto
com seu povo, para a Babilônia, mas já possuía a estrutura de um servo fiel, por isso é que há necessidade do cuidado com as crianças,
com os intermediários, com os adolescentes para que desde cedo eles já tenham uma estrutura própria de servo fiel, sem aquela
ansiedade pelas coisas do mundo.
9:19 – Ó Senhor, ouve! Ó Senhor, perdoa! Ó Senhor, atende-nos e opera sem tardar! Por amor de ti mesmo, ó
Deus meu, porque a tua cidade e o teu povo se chamam pelo teu nome.
Quando nós conhecemos esta oração, nós lembramos da palavra do Senhor ao profeta Ezequiel em que dizia: Filho do
homem, quando uma terra pecar contra mim, gravemente se rebelando, então estenderei a minha mão contra ela... Ainda que
estivessem no meio dela estes três homens, Noé, Daniel e Jó, eles, pela sua justiça, livrariam apenas a sua alma, diz o Senhor Jeová.
( Ez. 14:13 e 14 )
Nem se Daniel pedisse, Deus atenderia, tal era o conceito, o amor que Ele tinha por aquele servo.
9:21 – Estando eu, digo, ainda falando na oração, o varão Gabriel, que eu tinha visto na minha visão ao
princípio, veio voando rapidamente...
Naquela hora em que Daniel estava orando, o Senhor manda o anjo Gabriel, que é o anjo anunciador das boas novas, até
ele. Foi o anjo Gabriel que anunciou à Maria sobre o nascimento de Jesus. O arcanjo Miguel, entretanto, é o que peleja pelo povo de
Deus.
e tocou-me à hora do sacrifício da tarde.
Este foi o primeiro toque.
É interessante esta hora em que o anjo Gabriel veio para tocar em Daniel, não foi na hora do sacrifício da manhã, foi na
hora do sacrifício da tarde, que é tipo do sacrifício que aconteceu muito tempo depois, no Calvário, em uma cruz, o sacrifício único,
perfeito e eficaz e, por isso mesmo, o último que seria feito neste mundo em favor da humanidade, que foi o sacrifício do Senhor
Jesus.
9:22 – E me instruiu, e me disse: Daniel, agora vim para fazer-te entender o sentido.
9:23 – No princípio das tuas súplicas, saiu a ordem, e eu vim para declará-la a ti, porque és mui amado.
Portanto considera a mensagem e entende a visão:
O anjo Gabriel veio e estava aguardando para entregar a resposta daquilo que Daniel havia pedido ao Senhor.
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9:24 – Setenta semanas estão determinadas ...
7 Semanas
49 Anos
Muros reedificados (v. 25)
Artaxerxes, o Longânimo, no ano 20 (445 a.C.)
62 Semanas
x7
434
Até à crucificação (Dn. 9:25)
Tempos difíceis
Ne. 4:8, 16 e 18
ÉPOCA DA IGREJA
1 Semana = 7 anos
Desconhecida por Daniel
Até ao arrebatamento
Aliança judaica com o anti-cristo na metade da
semana (3,5 anos)
Aliança violada
Estas setenta semanas são, na realidade, 490 anos porque cada semana eqüivale a 7 anos.
Elas estão ligadas somente aos judeus, nada têm a ver com a Igreja. Nelas seriam realizadas uma obra intensa.
sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade, ...
O povo e a cidade de Jerusalém veriam muitas coisas neste período.
para fazer cessar a transgressão e dar fim aos pecados...
Dar fim aos pecados insuflados pelo inimigo e depois ser implantado o governo da Pedra que esmiuçará os pés da
estátua, o governo que cresceria e dominaria o mundo inteiro. Era o governo do Senhor Jesus e isso era estranho para Daniel.
e para expiar a iniqüidade, ...
O anjo refere-se à primeira vinda do Senhor Jesus, quando Ele morreu na cruz.
e trazer a justiça eterna, ...
Jesus trouxe a justiça eterna. Ele vai governar com vara de ferro.
Houve justiça eterna desde que o pecado entrou no mundo, lá no Éden, através do primeiro casal?
Claro que não, porque a natureza do homem é corrompida, é injusta e ele a vende por qualquer preço. Mesmo uma
criança visa os seus interesses em primeiro lugar. Se você perguntar a uma criança se ela quer dar o seu anel de ouro, ela diz que não,
mas se você disser que troca o anel dela por uma bala (ou um brinquedo), ela aceita na hora, porque naquele momento ela deseja mais
a bala (ou o brinquedo) do que o anel, embora ele seja mais valioso, mas ali ele passa a ter menos importância do que a bala (ou o
brinquedo).
Foi o mesmo que aconteceu com os irmãos Esaú e Jacó. Jacó queria a bênção, o direito à primogenitura, e a conseguiu,
facilmente, porque Esaú, o filho mais velho, a trocou por um prato de lentilhas.
E qual é a barganha deste mundo?
Ele troca salvação pela perdição, ele troca a eternidade com o Senhor pela morte. É a total inversão dos valores. A
Igreja, no espírito, busca os valores eternos, mas fora do espírito, ela está acumulando apenas valores terrenos.
e selar a visão e a profecia, e para ungir o Santo dos santos.
Tudo será feito segundo I Co. 3:12 e 13 tudo estará completo, nada mais terá para ser realizado, a não ser ungir o Santo
dos santos, que é o Senhor Jesus. Ele vai ser ungido e coroado em Israel, no início do Milênio.
9:25 – Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém até o Ungido, o Príncipe,
sete semanas, ...
Este é o primeiro período, ele começa quando o rei Artaxerxes concedeu a Neemias (em resposta à oração de Daniel) a
permissão para reedificar a cidade de Jerusalém. (Ne. 2)
Foram 49 anos (ou 7 semanas) de muito trabalho, de muita angústia porque o inimigo estava por perto, eles tinham que
trabalhar armados. Esse foi o tempo que levou para que toda a obra fosse feita.
e sessenta e duas semanas. As praças e as tranqueiras se reedificarão, mas em tempos angustiosos.
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Este é o segundo período, são 434 anos (62 semanas). Foi neste período que o Senhor Jesus nasceu.
9:26 – E depois das sessenta e duas semanas será cortado o Ungido, e não será mais; ...
O Senhor Jesus morreu, Ele foi tirado. Israel pediu a crucificação de Jesus, dizendo: O seu sangue caia sobre nós e
sobre os nossos filhos. ( Mt. 27:25 )
Jesus foi crucificado e o seu sangue caiu sobre aquele povo, exatamente como eles haviam pedido.
Houve uma grande dispersão, um período de 400 anos de silêncio até se cumprir a profecia dada a Ezequiel.
Jesus tinha profetizado sobre este período. Certa manhã, quando voltava para a cidade de Jerusalém, Ele teve fome e
viu uma figueira perto do caminho, foi até lá e não encontrou nela nenhum fruto, somente folhas, e então disse-lhe: Nunca mais
nasça fruto de ti. E os discípulos ficaram maravilhados quando viram que ela tinha secado imediatamente. ( Mt. 21:18 e 19 )
Depois o Senhor Jesus disse-lhes: Aprendei pois esta parábola da figueira: Quando já os seus ramos se tornam tenros
e brotam folhas, sabeis que está próximo o verão. Igualmente quando virdes todas estas coisas sabei que ele está próximo, às portas.
Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que todas estas coisas aconteçam. ( Mt. 24:32 a 34 )
Era a confirmação daquilo que havia sido profetizado por Ezequiel, que disse: E vos tomarei dentre as nações, e vos
congregarei de todos os países, e vos trarei para a vossa terra. ( Ez. 36:24)
No dia 13 de Maio de 1948, a figueira brotou. Israel foi levantado como nação e de todas as nações vieram os judeus
para se fixarem na sua terra.
De que geração o Senhor Jesus está falando?
É a geração dos sinais, nós somos esta geração, nós vimos Israel nascer, nós vimos a figueira brotar, nós temos visto o
desenvolvimento daquela nação poderosa, altiva, guerreira, conferenciando com os países fortes de igual para igual, sem abandonar o
seu ponto de vista, sem deixar arranhar a sua soberania.
A Igreja vê tudo isto e fica de sobreaviso, aguardando o momento, aguardando o arrebatamento.
Apesar de todo o progresso, Israel está vivendo sem a profecia. As sinagogas estão abertas, os rituais são feitos, mas
não passa de religião. Deus tem permitido esta situação para que a nação judaica permaneça viva e unida.
O judaísmo é uma religião morta porque é sem sangue, eles negaram o sangue de Jesus, eles o rejeitaram, mas o Senhor
não os rejeitou, apesar de tudo.
Tudo que era para ser realizado, já foi feito, Jesus veio para dar fim aos pecados, para impor o juízo. Isso aponta para o
Milênio, para o governo do Senhor Jesus sobre a terra. O governo do homem é falho porque ele é injusto por natureza, a justiça do
homem é palha.
******* VIDE QUADRO DA FIGUEIRA - MILÊNIO *******
Toda profecia parte do conhecido e vai para o desconhecido e é por isso que a Palavra diz: Quem tem ouvidos para
ouvir, ouça. Aos entendidos o Senhor dará mais e mais luz, que são aqueles que são batizados com o Espírito Santo porque só o
Espírito Santo pode dar entendimento. O entendimento do homem é confuso, mas o entendimento do Espírito Santo é coordenado
pela Palavra, ele é estruturado nela.
Há uma ordem para restaurar, para reedificar Jerusalém no tempo de Artaxerxes, o Longânimo.
Não era somente uma restauração física dos muros caídos, das portas queimadas, mas era também uma restauração
espiritual extraordinária, uma restauração ampla, que mostra a Obra do Espírito Santo, ela não ficaria obscura, não ficaria debaixo da
letra, mas seria alguma coisa dinâmica que iria causar uma explosão para que o evangelho fosse pregado aos quatro cantos da terra,
num poder maior, para que o Senhor Jesus venha e arrebata a sua Igreja, e nós estamos vivendo este momento.
E os judeus?
Eles ainda estão aguardando o Messias, ao passo que a Igreja aguarda a sua volta.
e o povo do príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário. O seu fim será como uma inundação: Até o
fim haverá guerra, e estão determinadas desolações.
Isso já é nos nossos dias.
O que aconteceu no ano 70, depois da morte e ascensão de Jesus aos céus?
Israel foi invadido. Não se trata da invasão feita por Nabucodonozor, aquela aconteceu durante o domínio babilônico,
em 587 aC. Esta aqui foi no ano 70 d.C.
Esta invasão foi mesmo como uma grande inundação, foi uma grande perseguição, Israel foi pisada pelos gentios.
O Senhor Jesus disse: Jerusalém será pisada pelos gentios até que os tempos dos gentios se completem. ( Lc. 21:24 )
Quantos anos já passaram?
Aproximadamente 2000 anos. Durante um período o povo de Israel manteve-se disperso entre as nações (conforme a
profecia de Ezequiel) até 1948, quando voltou a ser nação.
Desde aquele tempo, a cada 100 anos, haviam movimentos chamados sionistas, que quer dizer de volta a Sião, de volta
à pátria, estes movimentos, no entanto, não deram em nada.
Em 1898, na Basiléia, Suíça, houve uma tentativa para proclamar Israel como Estado, mas fracassou. Somente 50 anos
depois é que o Israel político nasceu.
O Israel espiritual só terá vida quando disser: Bendito o que vem em nome do Senhor. (Mt. 23:39) e isso só vai
acontecer quando Jesus vier pela segunda vez, ou seja, quando Ele voltar.
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Para Israel falta apenas uma semana para o Senhor completar toda a sua obra profética, que começou desde o chamado
de Abraão por Deus, para levantar uma grande nação.
Nós vemos Abraão na sua luta, na sua fidelidade e aprendemos que compensa ser fiel, ainda que seja um único, porque
o Senhor, de um só homem, levantou uma poderosa nação.
A maravilha da Palavra de Deus é que as profecias se cumprem.
A Igreja (videira) está sendo levantada, mas Israel ignora tudo isto.
Certa vez nós recebemos uns rapazinhos judeus em nossa casa. Conversamos muito, falei-lhes sobre Israel, sobre Jesus
e eles ficaram bastante impressionados. Foram embora. Dias depois a mãe deles mandou-me um crucifixo, um terço e um missal de
presente. Provavelmente eles disseram à mãe que tinham conhecido uma senhora cristã e ela, querendo agradar, mandou-me aquelas
coisas. Quando recebi aquilo, eu disse: Misericórdia! O que foi que eu fiz?
Isso mostra o quanto eles estão perdidos, não têm discernimento de nada, não conhecem a Igreja Fiel, eles não têm o
Senhor. Os rabinos, os ortodoxos, eles estão fazendo os cultos e se preparando para o momento em que terão o seu templo no lugar
dele, para então sacrificar e adorar a Deus através do sacrifício segundo a Lei. Eles ainda não se aperceberam de que milhares deles
estão morrendo sem que este sacrifício esteja sendo feito.
Eles estão vivendo de atos religiosos, de tradição, mas haverá um momento em que eles desejarão voltar a sacrificar
como no passado, no tempo da Lei, mas o Senhor já veio, a graça já foi derramada e por isso a Palavra está dividida em tempo dos
judeus e tempo dos gentios.
Onde começou esta divisão?
De Adão até Abraão, todos eram iguais. Quando Abraão foi levantado, começou então o tempo dos judeus. Quando o
Senhor Jesus vem, morre, ressuscita e é assunto aos céus, começa então o tempo dos gentios, o tempo da Igreja.
Quando a Igreja for arrebatada, o tempo dos gentios estará completo e então o Senhor voltará a dar atenção a Israel.
Somente neste momento é que Israel será remido, não pelos seus cerimoniais, mas pelo sangue de Jesus, que foi derramado por todos
os homens.
9:27- Ele confirmará uma aliança com muitos por uma semana, ...
Este é o terceiro período, ele tem início com o arrebatamento da Igreja.
Jesus virá nas nuvens e a Igreja Fiel subirá para encontrar-se com Ele, nos ares. O Senhor não descerá aqui na terra. A
Bíblia diz que estaremos sempre com o Senhor, por toda a eternidade.
Durante este período a Igreja estará perante o tribunal do Senhor, onde haverá o julgamento dos galardões. E o que vem
a ser isto?
Em I Co. 3:12 a 14, lemos: E, se alguém sobre este fundamento levantar um edifício de ouro, prata, pedras preciosas,
madeira, feno, palha, a obra de cada um se manifestará, porque o dia a demonstrará. Pelo fogo será revelada, e o fogo provará qual
seja a obra de cada um. Se a obra que alguém edificou sobre ele permanecer, esse receberá galardão.
Se a obra for de ouro (feita no poder do Espírito de Deus), o fogo do olhar do Senhor não a destruirá. Se for de prata
(feita na redenção), também não será destruída. Se for de pedras preciosas (feita na profecia, nos dons espirituais), ela será aprovada.
Mas quem estiver trabalhando para receber elogio do homem, para aparecer, estará fazendo uma obra de madeira, ou de feno ou de
palha, e o fogo do olhar do Senhor quando passar sobre elas, serão queimadas, consumidas e este homem não receberá o galardão.
Todos nós seremos julgados neste tribunal do Senhor.
E o que estará acontecendo aqui na terra?
Enquanto nós estivermos diante deste tribunal do Senhor, aqui na terra estará acontecendo a grande tribulação.
Este é o último período referente aos judeus no panorama mundial. É o tempo do fim.
Este príncipe que há de vir, o anti-cristo, ele fará um concerto com Israel. A Palavra fala de um homem com poderes
malignos para efetuar milagres.
Como será este homem? Qual será o seu caráter?
Na sua segunda carta aos tessalonicenses, Paulo descreve o caráter do anti-cristo: Ele se opõe e se levanta contra tudo
o que se chama Deus ou é objeto de culto, de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus. (II Ts.
2:4)
Em Mt. 24:15, O Senhor Jesus faz um alerta: Portanto quando virdes que a abominação da desolação, de que falou o
profeta Daniel, está no lugar santo (quem lê, entenda)...
Em Lc. 21:36, Jesus também faz um alerta aos judeus: Vigiai em todo o tempo, e orai para que sejais havidos por
dignos de escapar de todas estas coisas que hão de acontecer, e de estar em pé diante do Filho do homem.
mas na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oferta de cereais...
Na metade da semana (3,5 anos depois deste concerto) o anti-cristo vai quebrar o acordo feito com Israel e vai exigir
que os judeus adorem a sua imagem, o 666 da besta que está descrita no Apocalipse.
Os judeus estarão cheios de amor por este príncipe porque acreditarão que ele é o Messias prometido aos seus pais. Esta
crença surge porque este homem vai engrandecer Israel, ele vai fortalecer Israel, dará progresso a Israel, fará com que Israel se torne
na primeira nação do mundo, ele vai ajudar a construir o templo no lugar original, onde está hoje uma mesquita, ele vai se interessar
pelos sacrifícios, enfim, ele inspirará tranqüilidade ao povo de Israel.
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Os judeus, entretanto, não adorarão a imagem da besta, eles recusarão porque adoram somente ao Deus Altíssimo, ao
Deus de Israel.
Por causa desta recusa, o anti-cristo empreenderá uma implacável perseguição ao povo judeu como nunca houve sobre a
face da terra (Mt. 24:15 a 22). Será tão terrível que, se o Senhor não abreviasse aqueles dias, Israel seria totalmente destruído,
segundo a Palavra de Deus.
Nesta altura dos acontecimentos, só poderão comprar e vender, aquelas pessoas que tiverem o sinal da besta. Os judeus
não aceitarão receber este sinal e por isso passarão por um período de 3,5 anos de necessidade, de terror, de perseguição, de aflição e
verão que foram iludidos, eles saberão que aquele homem não é o Messias prometido.
e sobre a asa das abominações virá o assolador, até a destruição determinada, a qual será derramada sobre o
assolador.
Nesta época, o anti-cristo vai profanar o santuário, exatamente como fez Antíoco Epifânio, seu protótipo, espargindo
sangue de porco sobre o altar. Não sabemos como o anti-cristo profanará, mas é certo que ele fará cessar todo o culto, praticando
assolações como nunca.
Nesta ocasião serão levantados os 144.000 homens de Israel, homens virgens (porque não se contaminaram com
mulheres), homens livres, sem responsabilidade com família, prontos para evangelizar todo o restante do povo judeu. Evangelizarão e
morrerão. Evangelizarão e morrerão. E um dos anciões perguntou a João: Estes que estão vestidos de branco, quem são eles e de
onde vieram?
E ele respondeu: Senhor, tu o sabes.
Então ele lhe disse: Estes são os que vieram da grande tribulação, e lavaram as suas vestes e as branquearam no
sangue do Cordeiro. (Ap. 7:13 e 14)
Eles terão o direito de entrarem na Cidade Santa.
O anti-cristo dominará até que tudo seja consumado, então o Senhor Jesus, a Pedra cortada sem mão, rolará do alto e
baterá nos pés da estátua e derrubará todo o império gentílico.
Esta Pedra se tornará em um grande monte, ela crescerá e se imporá como um grande governo milenar, que será o
governo do Senhor Jesus.
O Senhor Jesus virá dos céus com a sua Igreja para governar, para reinar, como Rei dos reis, sobre a terra. Ele virá e
salvará os judeus e implantará o Milênio.
A Igreja vai reinar com os judeus.
A Palavra diz que Ele trará a justiça eterna, selará a visão e a profecia, portanto, não tem mais nada a cumprir nesta
terra, a não ser o governo de mil anos do Senhor Jesus. Será a unção, a coroação do Senhor Jesus como Rei dos reis e Senhor dos
Senhores.
CAPÍTULO X – A VISÃO DE UM HOMEM
Depois da visão desta última semana vai aparecer que é um retorno, mas não é. Agora são as explicações que Daniel vai
dando por causa de uma palavra que lhe foi revelada.
10:1 – No terceiro ano de Ciro, rei da Pérsia, foi revelada uma palavra a Daniel, cujo nome se chama Beltessazar.
A palavra era verdadeira, e tratava de uma guerra prolongada. Ele entendeu a palavra e teve entendimento da visão.
Beltessazar era o nome imposto a ele por Nabucodonozor.
Esta palavra trata de uma guerra prolongada, era uma visão do tempo da grande tribulação.
Ao final dos anos de Daniel, as visões foram tão profundas para ele que o anjo do Senhor lhe diz: Daniel, sela a visão
porque isso é para o tempo do fim. Eram visões para os sete anos, a última semana, 3,5 de prosperidade e 3,5 de perseguição atroz.
Ele pedia explicação e ela era dada pelo Senhor, mas ele não alcançava a profundidade do discernimento.
10:2 – Naqueles dias eu, Daniel, estive triste por três semanas completas.
10:3 – Manjar desejável não comi, nem carne nem vinho entraram na minha boca, nem me ungi com ungüento,
até que se cumpriram as três semanas.
Aqui ele entendeu a palavra.
10:4 – No vigésimo quarto dia do primeiro mês, eu estava às margens do grande rio Tigre:
10:5 – Levantei os olhos, olhei, e vi um homem vestido de linho, e os seus lombos cingidos com ouro fino de Ufaz.
10:6 – O seu corpo era como berilo, o seu rosto parecia um relâmpago, os seus olhos eram como tochas de fogo,
os seus braços e os seus pés como o brilho de bronze polido, e a voz das suas palavras como a voz de uma multidão.
João teve a mesma experiência. Ele e Daniel viram o Senhor Jesus glorificado.
A Daniel, o Senhor diz o seguinte: Fecha estas palavras e sela este livro, até o fim do tempo. ( Dn. 12:4 )
A João, o Senhor diz o seguinte: Não seles as palavras da profecia deste livro, porque próximo está o tempo. ( Ap.
22:10 )
Se há 2.000 anos, época em que João escreveu o livro de Apocalipse, os dias do fim já estavam próximos, muitos mais
próximos eles estão agora.
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Todos os sinais estão cumpridos, a realidade em que nós estamos, tudo confirma.
Daniel teve exatamente a mesma visão que João, eles tiveram a mesma revelação, porque se tratava do mesmo período,
que é o tempo do fim, os nossos dias.
10:7 – Só eu, Daniel, tive aquela visão, os homens que estavam comigo nada viram, mas caiu sobre eles um
grande temor, e fugiram para se esconder.
Aquela era uma corte pagã, ímpia. Daniel estava ali, testemunhando, mas ninguém queria saber disso. Era
Nabucodonozor se idolatrando, era Belsazar profanando os vasos da casa do Senhor, praticando apostasia e ele, Daniel, não estava
vendo mudanças naquela gente, ele não sabia a finalidade das revelações naquele meio ali.
10:8 – Fiquei, pois, eu só, e tive esta grande visão, e não restou força em mim; desfigurou-se a feição do meu
rosto, e não retive força alguma.
10:9 – Contudo, ouvi a voz das suas palavras, eu caí com o rosto em terra, profundamente adormecido.
10:10 – Certa mão me tocou, e fez com que me levantasse, tremendo, sobre os meus joelhos e sobre as palmas das
minhas mãos.
Exatamente como aconteceu com João.
Esse foi o segundo toque.
10:11 – Ele disse: Daniel, homem muito amado, atende às palavras que te vou dizer, e levanta-te sobre os teus
pés, porque te fui enviado. Ao falar ele comigo esta palavra, pus-me em pé, tremendo.
10:12 – Então me disse: Não temas, Daniel, porque desde o primeiro dia em que aplicaste o teu coração a
compreender e a humilhar-te perante o teu Deus, são ouvidas as tuas palavras, e eu vim por causa das tuas palavras.
Ele se reporta ao tempo do início do cativeiro, à adolescência de Daniel, a sua dedicação, o seu propósito em não se
contaminar quando ainda só tinha 17 anos.
10:13 – Mas o príncipe do reino da Pérsia me resistiu por vinte e um dias. Então Miguel, um dos primeiros
príncipes, veio para ajudar-me, e eu fiquei ali com os reis da Pérsia.
Este príncipe foi a tipologia do anti-cristo porque ele peleja com Miguel, que luta pelo povo de Israel.
Ele fala de vários reis. Ele mostra em cada um daqueles reinos, a projeção para os tempos do fim, por exemplo: o
reinado de Alexandre dividido em quatro, mas uma ponta pequena se levanta. Essa ponta era Antíoco Epifânio, que se torna o
protótipo da besta, do anti-cristo. Essa ponta fazia guerra aos santos e falava coisas grandiosíssimas.
João viu as mesmas coisas quando foi arrebatado, na ilha de Patmos. Ele estava, mais ou menos, com a mesma idade de
Daniel. Ele também estava cativo, prisioneiro, sendo castigado, apesar de velho, mas o poder de Deus também estava sobre ele. O
homem pode infligir castigos corporais, físicos, mas não pode entrar no espírito, só o Espírito Santo pode entrar e dar sustentação a
quem quer ser fiel até o fim.
10:14 – Agora vim, para fazer-te entender o que há de acontecer ao teu povo nos derradeiros dias, porque a visão
é ainda para muitos dias.
Não se tratava apenas da guerra do rei da Pérsia, quando entrou aquela assolação, tratava-se de profecias posteriores, as
quais nós temos o privilégio de conhecer e entender.
Daniel viu a invasão de Nabucodonozor, ele viu a invasão da Média, depois viu o reino passar para as mãos dos persas;
a seguir ele viu a conquista pela Grécia, portanto o que ele via era para os dias futuros.
10:15 – Falando ele comigo estas palavras, abaixei o rosto para a terra, e emudeci.
10:16 – Então uma como semelhança dos filhos dos homens me tocou os lábios, e abri a boca, e disse àquele que
estava diante de mim: Senhor meu, por causa da visão sobrevieram-me dores, e não restou força alguma.
10:17 – Como pode o servo deste meu Senhor falar com aquele meu Senhor? Já não resta força em mim, e não
ficou em mim fôlego.
10:18 – Então um semelhante a um homem me tocou outra vez, e me fortaleceu.
Este foi o terceiro toque. Eram momentos derradeiros na vida de Daniel e aquilo era forte demais para ele entender,
mas veio aquele toque para confortá-lo, para fortalecê-lo.
10:19 – Disse ele: Não temas, homem muito amado, paz seja contigo; sê forte, e tem bom ânimo. Falando ele
comigo, fiquei fortalecido, e disse: Fala, meu Senhor, porque me fortaleceste.
Nas horas das grandes tribulações, o toque divino é o único que pode confortar, é o consolo do Senhor. Daniel estava
velho, alquebrado, mas Deus estava presente, com ele e de uma maneira tão profunda, muito real, revelando a ele, para o povo, as
coisas que haviam de acontecer.
10:20 – E disse ele: Sabes por que eu vim a ti? Eu tornarei a pelejar contra o príncipe dos persas e, saindo eu,
virá o príncipe da Grécia.
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10:21 – Mas eu te declararei o que está escrito na escritura da verdade; ninguém há que se esforce comigo contra
aqueles, a não ser Miguel, vosso príncipe.
Era a anunciação de Miguel, o pelejador pelo povo de Israel.
Quando nós olhamos para o último capítulo, nós vemos que nesse tempo se levantará Miguel, o grande príncipe que
protege os filhos do teu povo, e haverá um tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo. Mas
nesse tempo livrar-se-á teu povo, todo aquele que se achar escrito no livro. ( Dn. 12:1 )
A Igreja Fiel também tem o seu nome escrito no livro da vida. O Senhor Jesus disse aos seus discípulos: Mas não vos
alegreis porque os espíritos se vos submetem, alegrai-vos antes por estarem os vossos nomes escritos nos céus. ( Lc. 10:20 )
Esta é uma alegria que tem que ser muito grande em nós, muito profunda, por muitos motivos, e podemos citar dois
deles, extremamente importantes:
1) Porque foi escrito pelo sangue do Senhor Jesus.
2) Porque é garantia de que nós passaremos para a eternidade com o Senhor Jesus. Nós não seremos reprovados se os
nossos nomes estiverem escritos no livro da vida.
Quando nós comparecermos diante do Senhor, o livro será folheado e o nome de cada um de nós será procurado nele.
Se o seu nome não estiver ali, você será lançado no fogo do inferno, junto com o inimigo e os seus anjos caídos.
Estive conversando com um jovem e disse a ele: Eu fui à sua igreja e tive a curiosidade de perguntar às pessoas sobre
você e me disseram que você vai à igreja esporadicamente. Olha, rapaz, presta atenção numa coisa. Você é um servo do Senhor.
Há dois tipos de servos, o fiel e o infiel. Você é o infiel. O fiel tem o seu nome escrito no livro da vida e quando Jesus o chamar, ele
vai ser bem-vindo às bodas do Senhor, ele vai subir assim como você, porque o servo infiel também subirá, mas por ser infiel, será
atado nos pés e nas mãos e jogado no lago de fogo e de enxofre com o inimigo e os seus anjos caídos e ali arderá para todo o sempre
e passará a eternidade com o adversário e seus anjos caídos.
Então ele disse: Irmã, por misericórdia.
E eu respondi: A misericórdia é de Deus, só Ele tem misericórdia. Se você se voltar para Deus e reconhecer que está
num caminho de mentira, que tem sido ingrato perante o Senhor, que tem agido como servo infiel, o Senhor terá misericórdia.
E ele me disse: Tem algum lugar onde eu possa chorar à vontade?
E por que não chorar? Chore sim, chore na perda, chore na alegria, no arrependimento, foi para isso que Deus nos deu
as lágrimas e um coração quebrantado, precisamos chorar na presença do Senhor, Ele é o único que nos conforta, que nos consola,
que nos alegra.
Vimos que este capítulo não é uma repetição dos outros capítulos, mas é o Senhor firmando, muito bem, a parte
profética dos últimos tempos e isso nos interessa bastante porque nós não veremos isto acontecer porque não estaremos mais aqui na
terra, já estaremos no regaço do Senhor Jesus. Para os que vão ficar, será uma boa lembrança porque vão dizer: É mesmo, nós tivemos
uma aula sobre isso lá no Maanaim, isso foi ensinado, eu fui avisado, mas fiquei, não subi com a Igreja.
Lembro-me de uma menina que estava evangelizando uma coleguinha da escola. Um dia a coleguinha chegou para a
servinha e disse: Eu tive um sonho e estou assustada. Eu vi Deus vindo nas nuvens e muitas pessoas iam subindo para as nuvens. Eu
queria subir, mas estava presa, grudada no chão.
Então a servinha disse: Olha, vamos hoje à igreja e o pastor vai dar o discernimento desse sonho. Eu acho que você
precisa aceitar a Jesus porque senão você vai ficar mesmo.
Elas foram à igreja, tomou conhecimento da interpretação daquele sonho e aceitou o Senhor Jesus.
Criança também se perde, criança também vai para o inferno. A Palavra diz: E vi os mortos, grandes e pequenos,
que estavam diante do trono, e abriram-se livros. Abriu-se outro livro, que é o da vida. Os mortos foram julgados pelas coisas que
estavam escritas nos livros, segundo as suas obras. (Ap.20:12)
Estes pequenos a quem a Palavra se refere são as crianças que não foram salvas, não foram evangelizadas
condignamente, se perderam neste mundo e assim ficarão para sempre.
O Senhor está preocupadíssimo com as crianças. Elas não são o futuro da Igreja, elas já são o presente, nós
conhecemos uma igreja bem estruturada pelo entrar e sair das crianças.
É interessante observar que um anjo estava falando com Daniel, mas agora era o próprio Senhor Jesus e Ele dizia ao
servo que neste tempo de angústia há um anjo especial para cuidar do povo de Israel, para anunciar as boas novas e há aquele que
peleja por eles, o arcanjo Miguel.
Vimos que a grande tribulação será um sofrimento tão grande, que se o Senhor Jesus não vier para implantar o seu reino
messiânico, nenhuma carne se salvará.
O Senhor Jesus reinará com dois exércitos e duas bandeiras, maanaim, a Igreja e Israel. Ele se assentará no seu trono e
será coroado por mil anos.
A terra continuará vivendo os seus dias, cada um no seu lugar, será um período de completa paz, os ímpios estarão
sendo governados pelo Rei Jesus, mas não poderão fazer mal algum contra o Senhor e seus exércitos porque o Senhor reinará com
vara de ferro, destruindo, com um sopro da sua boca, todo e qualquer ímpio.
Será um reino de paz, de prosperidade, maravilhoso.
Entretanto, melhor do que este período de mil anos será quando este mundo for totalmente queimado a fogo e aqueles
que reinaram com o Senhor Jesus, a Igreja Fiel e Israel, subirão e estarão no novo céu e na nova terra.
O diabo, o anti-cristo, o falso profeta, a besta e todos aqueles que não aceitaram a salvação misericordiosa do Senhor
Jesus, irão para o inferno.
CAPÍTULO XI – AS GUERRAS ENTRE OS REIS
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É interessante o que este capítulo tem a nos mostrar porque ele se deu quando o governo da Pérsia estava vigendo.
Parece que as visões são contadas numa outra posição, e nós poderíamos colocar numa ordem cronológica melhor
porque a ordem vinda desta forma, é uma ordem muito didática porque o livro expõe uma situação ampla, do geral e depois vai
chegando ao particular de uma maneira mais intensa.
Nós vemos, por exemplo, esta grande visão que é mostrada no capítulo II. Quando Daniel teve a mesma visão, em vez
dele ver um ídolo, ele viu animais. Ele foi entendendo devagar, e quando chega neste último império, que lhe era totalmente
desconhecido, ele teve muita dificuldade para compreender.
Depois ele teve uma outra visão, a do carneiro e do bode, que era exatamente a passagem do governo da Pérsia para a
Grécia. O bode (Grécia) vinha, se impunha e nem tocava no chão, significando que eram conquistas muito rápidas, assim como as de
Alexandre, eram conquistas de pouca durabilidade em seu favor porque ele morreu com 33 anos.
Daniel fala a este respeito no capítulo X e depois torna a falar disto neste capítulo XI.
11:1 – No primeiro ano de Dario, o medo, levantei-me para o animar e fortalecer.
11:2 – Agora eu te declararei a verdade: Ainda três reis se levantarão na Pérsia, e o quarto rei será cumulado de
grandes riquezas, mais do que todos. E, tendo-se fortalecido por meio das suas riquezas, agitará a todos contra o reino da
Grécia.
Estes três reis foram: Cambises-Pseudo, Smerdis e Dario. O quarto rei é Xerxes I.
11:3 – Depois se levantará um rei valente, que reinará com grande domínio, e fará o que lhe aprouver.
Este rei é Alexandre.
11:4 – Mas, estando ele em pé, o seu reino será quebrado, e será repartido para os quatro ventos do céu. Não
passará à sua posteridade, nem terá o mesmo poder com que reinou, porque o seu reino será arrancado, e passará a outros.
São os quatro generais de Alexandre, são as quatro pontas do bode: Egito, Síria, Caldéia e Grécia. Isto faz parte da
História. Em havendo alguma dúvida, é bom verificar na Palavra porque ela é que está correta. Decorar os nomes históricos não é o
mais importante, o que nos interessa é a luz profética que nós queremos alcançar pela misericórdia de Deus, na Palavra. A repetição
deste capítulo tem certo sentido porque ele entra em detalhes.
11:5 – O rei do Sul se fortalecerá, como também um de seus príncipes; este se fortalecerá mais do que ele, e
reinará, e grande será o seu domínio.
Este reino do sul é uma referência ao Egito.
11:6 – Mas ao cabo de alguns anos, eles se aliarão; a filha do rei do Sul virá ao rei do Norte para fazer um
tratado. Ela, porém, não conservará a força de seu braço, nem ele persistirá, nem o seu braço, porque ela será entregue, e os
que a tiverem trazido, e seu pai, e o que a fortalecia naqueles tempos.
Esta descrição histórica vai até o versículo 15.
O rei do Sul, o Egito, se une ao rei do Norte, a Síria, por força de um casamento. Este casamento terá pouca duração.
O reino do norte imperou. O reino do sul passa, apesar de ter havido o casamento.
11:16 – O que, pois, há de vir contra ele fará segundo a sua vontade, e ninguém poderá resistir diante dele.
Estará na terra gloriosa, e terá o poder de destruí-la.
Há uma derrota aqui.
11:17 – Firmará o propósito de vir com a força de todo o seu reino, e fará uma aliança com o rei do Sul. E lhe
dará uma jovem em casamento afim de destruir o reino, mas seus planos não vingarão, nem serão para sua vantagem.
11:18 – Depois virará o seu rosto para as ilhas, e tomará muitas, mas um príncipe fará cessar o seu opróbrio
contra ele, e ainda fará recair sobre ele o seu opróbrio.
11:19 – Virará então o seu rosto para as fortalezas da sua própria terra, mas tropeçará, e cairá, e não será
achado.
Eram muitas as guerras entre eles.
O Senhor mostrava a Daniel para que ele entendesse que tudo era profético e para que ele entendesse também daquilo
que era visível, daquilo que existia naquela ocasião. O que era profético era para o fim dos tempos e ele foi avisado disto por muitas
vezes.
11:20 – Em seu lugar se levantará quem fará passar um exator de tributo pela glória do reino, mas em poucos
dias será destruído, e isto sem ira e sem batalha.
A partir deste versículo, começa uma descrição de um ser, que é o Antíoco Epifânio, que faz atrocidades ao povo judeu.
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Depois ele começa a dar descrições maiores que Antíoco não fez, mas que este rei fará. É uma referência do anti-cristo
que viria para destruir o povo do Senhor, e esta parte já aponta para o período da grande tribulação. Não é mais Antíoco, agora já se
trata do próprio anti-cristo.
11:31 – Dele sairão uns braços, que profanarão o santuário, isto é, a fortaleza, e tirarão o sacrifício contínuo,
estabelecendo a abominação desoladora.
Esta abominação foi o sacrifício de um animal imundo no altar do Senhor, no altar santo do Senhor, maculando a figura
do cordeiro, que é tipo do Senhor Jesus, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, a oferta perfeita, imolado na cruz.
11:32 – Aos violadores da aliança ele com lisonjas perverterá, mas o povo que conhece ao seu Deus se tornará
forte, e fará proezas.
11:33 – Os entendidos entre o povo ensinarão a muitos, mas cairão pela espada e pelo fogo, pelo exílio e pelo
roubo, por muitos dias.
11:34 – Mas, caindo eles, serão ajudados com pequeno socorro, e muitos se ajuntarão a eles com lisonjas.
11:35 – Alguns dos entendidos cairão para serem provados, e purificados, e embranquecidos, até o fim do tempo,
porque isso será para o tempo determinado.
Aqui já é uma referência àqueles que descobriram que o anti-cristo não é o Messias que eles estavam esperando. Eles
pensavam que este homem tinha dado paz, notoriedade, poder, portanto só poderia ser ele o Messias, mas quando ele quebra o
concerto, eles verão que foram enganados e se levantarão e resistirão ao anti-cristo e por causa disto sofrerão terríveis perseguições.
11:36 – Este rei fará conforme a sua vontade. E se levantará, e se engrandecerá sobre todo deus, e falará coisas
espantosas contra o Deus dos deuses, e será próspero, até que a ira se complete, porque aquilo que está determinado será feito.
11:37 – Não terá respeito aos deuses de seus pais, nem terá respeito pelo desejado das mulheres, nem a qualquer
deus, porque sobre tudo se engrandecerá.
11:38 – Mas ao deus das fortalezas honrará em seu lugar, e a um deus a quem seus pais não conheceram honrará
com ouro, com prata, com pedras preciosas e com coisas agradáveis.
Aqui a descrição é idêntica àquela do Apocalipse. É a figura do anti-cristo revelada a Daniel e a João.
No livro de Apocalipse está escrito que ele tem uma boca que se abre para falar blasfêmias contra o Senhor, para falar
coisas terríveis contra Deus, e mesmo assim continua prosperando. Por quê?
Porque o tempo determinado está chegando, a hora exata é um segredo de Deus, mas vai acontecer e, naquele momento
em que o anti-cristo estiver cometendo todas estas atrocidades, é o momento exato que a ira do Senhor será completada e a Pedra, que
é o Senhor Jesus, virá e se imporá sobre todas as nações.
11:39 – Agirá contra os castelos fortes com o auxílio de um deus estranho, e aos que o reconhecerem multiplicará
a honra, e os fará reinar sobre muitos, e repartirá a terra por preço.
Aqui o anti-cristo vai mostrar o seu domínio e vai esfacelar Israel, vai dividir aquela terra e vendê-la para quem quiser
comprar, porque ele agora é dono de tudo.
Israel vai lutar contra todas estas medidas, eles estarão desesperados, morrendo, defendendo até o fim a sua terra, a sua
herança para que ela não seja entregue aos outros.
11:40 – No fim do tempo, o rei do Sul lutará com ele...
11:45 – Então virá ao seu fim, e não haverá quem o socorra.
Esta parte já é uma referência a Antíoco Epifânio (186. a.C.).
A Palavra nos diz que ele entraria no poder sem herança real. Segundo a História, ele não pertencia à realeza, ele era
apenas um guerreiro que entrou pela força e instituiu uma dinastia que dominou por muito tempo. Ele aproveitou-se do
enfraquecimento das instituições da época e ficou.
Depois ele foi perdendo as forças, até que entrou um império mais poderoso que o derrotou totalmente. A única
lembrança que deixou foram a sua maldade e a sua profanação.
CAPÍTULO XII - OS TEMPOS DO FIM
Este capítulo trata da grande tribulação e do livramento de Israel, exatamente como o capítulo XII de Apocalipse.
Começa exatamente no período da grande tribulação, os 3,5 últimos anos.
12:1 – Nesse tempo se levantará Miguel, o grande príncipe que protege os filhos do teu povo, e haverá um tempo
de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo. Mas nesse tempo livrar-se-á teu povo, todo aquele
que se achar escrito no livro.
Quando nós estamos vendo Israel florescendo, soberano, em igualdade de condições com as demais nações fortes e
sendo respeitados, nós sabemos que nada deterá aquela nação, nós sabemos porque o propósito do Senhor está em andamento, já está
tudo cronometrado por Deus e vemos então quão perto estamos do arrebatamento da Igreja, da vinda do Senhor Jesus.
Israel não é mais uma nação imatura, agora ela sabe se impor sabe ser atrevida, ousada, destemida, não abandona seus
princípios, não cede, é soberana.
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Isso tudo acontece porque a mão do Senhor está sobre eles, o Senhor é Fiel e a sua palavra é uma só.
A nossa expectativa é ver a figueira transformar-se em oliveira, é ver Israel existindo também espiritualmente, aquele
Israel que será batizado com o Espírito Santo e estará pronto para coroar o seu Rei, o Rei Jesus, a Raiz de Davi.
12:2 – Muitos dos que dormem no pó da terra ressurgirão, uns para a vida eterna, e outros para a vergonha e o
desprezo eterno.
Essa ressurreição é referente aos que irão comparecer ao juízo das nações.
Este julgamento está bem esclarecido em Mt. 25:31 a 46 e mencionado em Jo. 5:28 e 29.
É um julgamento no Milênio, aqui na terra. A Igreja já estará julgada, uma vez que o Milênio ocorrerá depois da grande
tribulação, depois das bodas do Senhor Jesus e a Igreja.
Neste tribunal serão julgadas as nações naquilo em que cada uma delas tratou de Israel, se libertando ou se oprimindo o
povo de Deus.
12:3 – Os que forem sábios resplandecerão como o fulgor do firmamento, e os que a muitos ensinam a justiça,
refulgirão como as estrelas, sempre e eternamente.
São os servos que pregarão a Palavra durante aquele tempo de aflição e angústia.
12:4 – Mas tu, Daniel, fecha estas palavras e sela este livro, até o fim do tempo. Muitos correrão de uma parte
para outra, e o conhecimento se multiplicará.
Aqui o Senhor mostra uma característica deste tempo do fim. Estes dois sinais antecedem a vinda do Senhor Jesus: a
velocidade e o desenvolvimento da ciência, contra ou a favor do homem.
Daniel não podia ver isto. Ele não entenderia, por exemplo, a bomba atômica, mas Pedro viu, por revelação do Senhor,
e escreveu sobre ela.
12:5 – Então eu, Daniel, olhei e vi dois outros, um deste lado, à beira do rio, e o outro do outro lado, à beira do
rio.
Miguel estava ali também.
12:6 – Um deles disse ao homem vestido de linho que estava sobre as águas do rio: Quanto tempo haverá até o
fim destas maravilhas?
12:7 – Ouvi o homem vestido de linho que estava sobre as águas do rio, quando levantou a mão direita e a mão
esquerda ao céu, e jurou por aquele que vive eternamente que depois de um tempo, de tempos e metade de um tempo. E
quando tiverem acabado de destruir o poder do povo santo, todas estas coisas serão cumpridas,
É um voto do Senhor. Lembra-nos aquele voto que Deus fez a Abraão.
O que significa: Um tempo, de tempos e metade de um tempo?
São 3,5 anos, é a metade do período da grande tribulação.
A Igreja vai ver isto?
Não, porque ela já terá sido arrebatada, já estará como Senhor, ela estará sendo julgada, conforme lemos em I Co., para
que depois ela desça e possa receber, do Senhor, a distribuição do governo mundial que será feita por Ele.
12:8 – Eu ouvi, mas não entendi. Por isso perguntei: Senhor meu, qual será o fim destas coisas?
12:9 – Ele respondeu: Vai, Daniel, porque estas palavras estão fechadas e seladas até o fim do tempo.
Quando João viu tudo isto, o Senhor Jesus disse a ele: Não seles as palavras porque os dias estão próximos. Por quê?
Porque Jesus já tinha vindo, já tinha morrido e a Igreja já tinha sido levantada após a sua ressurreição. Mas para Daniel
o Senhor diz para que ele sele as palavras porque eram para o tempo do fim.
12:10 – Muitos serão purificados, e embranquecidos, e provados, mas os ímpios procederão impiamente.
Nenhum dos ímpios entenderá, mas os sábios entenderão.
Nenhum ímpio entenderá. A Palavra diz em Apocalipse, que eles passarão por tormentos terríveis, mas não deixarão de
cometer as abominações, não deixarão de adorar os ídolos.
Os sábios entenderão e isso será possível porque eles estudarão a Palavra de Deus e encontrarão respostas e as
transmitirão àqueles que estarão necessitados em ouvi-la.
12:11 – Desde o tempo em que o sacrifício contínuo for tirado, e posta a abominação desoladora, haverá mil
duzentos e noventa dias.
1.260 dias = 42 meses (3,5 anos, que é a metade do período da grande tribulação) + 1 mês ( 30 dias, que é o tempo que
durará o julgamento das nações ).
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Todo Israel se preparará para este julgamento, porque após a grande tribulação, o Senhor Jesus virá (Mt. 24:29 a 31),
intervirá e salvará Jacó, à semelhança do passado.
Então depois da vitória do Cordeiro sobre a besta. Será executado o juízo de Deus sobre estes povos, já no período do
Milênio.
12:12 – Bem-aventurado o que espera e chega até mil trezentos e trinta e cinco dias.
1.335 dias – 1.290 dias = 45 dias
Este período de 45 dias contem uma bem-aventurança para aqueles que esperarem a coroação do Senhor Jesus,
esperarem pelo início do seu glorioso reino messiânico, que durará mil anos.
Satanás será preso e não mais terá domínio neste mundo e o ímpio não poderá mais dar vazão à sua maldade, sob pena
de ser destruído pelo sopro da boca do Senhor Jesus.
ÚLTIMA SEMANA OU SETE ANOS
1.260 dias (3,5 anos) de
prosperidade – Concerto
com o anti-cristo.
1
MILÊNIO
1.260 dias (3,5 anos) de
perseguição – Quebra do
Concerto
2
3
4
5
1) Começa o sacrifício contínuo.
Início do concerto de Israel com o anti-cristo.
2) Tirado o sacrifício contínuo e posta a abominação desoladora.
Quebra do concerto por parte do anti-cristo.
3) Início da perseguição contra Israel.
Segunda metade da última semana = um tempo, dois tempos e metade de um tempo.
4) Julgamento das Nações. Mais 30 dias. (v.11) = 1.290 dias
5) Bem-aventurança. Mais 45 dias. (v. 12 ) ............ 1.290 + 45 = 1.335 dias
12:13 – Tu, porém, vai-te até que chegue o fim. Tu repousarás, e então no fim dos dias levantarás para receber a
tua herança.
Daniel vai receber a sua herança.
Jó disse o seguinte: Eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra. E depois de consumida a
minha pele, ainda em minha carne verei a Deus. Vê-lo-ei por mim mesmo, com meus próprios olhos, eu, e não outros. ( Jó 19:25 a
27)
Esta era a grande bênção para aquele homem que sofreu tanto. Ele viu o Senhor governando no Milênio, ele cria nas
escrituras, cria que no fim dos tempos ele viria o Senhor Jesus face a face. Assim acontecerá com todos os que forem fiéis servos do
Senhor Jesus.
Amém.
C
CU
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Romanos 12:1 - Rogo-vos pois, irmãos... vosso culto racional.
Nosso assunto é culto profético. Nós vamos fazer uma avaliação do culto profético acrescentando alguma coisa, como
sempre fazemos. Acho que podemos começar por aqueles quadrinhos que mostram aquelas fases que nos orientam no culto profético.
1) A BUSCA
A Igreja busca ao Senhor em favor do culto.
Para nós aqui, pastores, ungidos, diáconos e obreiros, nós temos que atentar para que consigamos, através dos grupos,
levar o maior número possível de pessoas a buscar e entender a necessidade de buscar a face do Senhor para a realização do culto.
Por quê?
Porque o culto é alimentado pelos dons espirituais e são os dons espirituais que trazem os recursos para a nossa vida, já
tem uma grande parte que entendeu isso e essa parte busca mesmo ao Senhor porque sabe que aquilo vai trazer benefício para o culto,
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para que ele não fique dependendo de uma pessoa, mas que o corpo traga as informações para que haja um culto na presença do
Senhor.
Nós devemos envolver nesta busca o maior número possível de pessoas até que toda a igreja esteja participando do
culto profético, buscando, para trazer os dons.
2) A REUNIÃO
Esta reunião que nós fazemos antes do culto é muito importante para nós. A grande benção é quando nós entramos para
esta reunião apoiados por este período de busca, é quando nós chegamos aqui e tem dons, tem revelações maduras em relação ao
culto. E vou dizer até para aqueles irmãos que não têm vivido isto, muitas igrejas estão vivendo mesmo o culto profético. Você entra
numa reunião, tem um sonho completo dizendo a mensagem, mostrando os detalhes, o louvor que deve ser cantado, uma maravilha.
Nós precisamos entrar nesta festa que o Senhor está-nos proporcionando.
É aqui que se decide quem vai dirigir o louvor, é aqui que se decide quais os louvores que vão ser cantados.
Como é que nós escolhemos os louvores?
É em função das revelações. Vem uma revelação que vai entrar uma pessoa altamente necessitada, precisando de uma
benção do Senhor. Você pede um louvor de acordo com aquela revelação porque, no momento em que a igreja cantar o louvor que
fala daquela necessidade, o Senhor já vai começar a operar em favor daquela pessoa.
Para cada dom corresponde um louvor.
Vamos dizer que você extraiu quatro louvores dos dons espirituais. Faltaram dois. Você vai escolher esse dois dentro
do mesmo contexto, certo?
Buscando a profundidade nos dons.
Quando a pessoa traz um dom assim: O Senhor revelou para cantar o louvor número 5. Essa é uma revelação que
deixou a desejar.
Os irmãos, os componentes do grupo precisam ser orientados para buscarem ao Senhor com mais profundidade para
terem informação mais completa, por exemplo: O Senhor revelou para que fosse cantado o louvor número 5 porque vai entrar uma
pessoa nessa condição assim e assim e o Senhor vai falar ao seu coração quando esse louvor for cantado.
Tem acontecido isso nas nossas igrejas com bastante freqüência, os louvores vêm acompanhados da revelação sobre
aquilo que o Senhor vai operar através daquele louvor especificamente. Não fica apenas a revelação que é para cantar determinado
louvor, mas vem também o porquê cantar aquele determinado louvor, não fica assim, no ar, é preciso que seja uma revelação
completa.
Quando o Senhor dá uma revelação em relação ao louvor, o próprio dirigente do louvor pode anunciar a revelação: O
Senhor revelou que ia entrar uma pessoa assim, assim e que quando nós cantássemos o louvor tal, haveria uma benção.
Como é que nós escolhemos a mensagem?
Precisamos observar o seguinte:
I) Está havendo uma pequena dificuldade. Às vezes o Senhor dá cinco dons para o culto profético e tem acontecido
muito do pregador escolher um dom e pregar sobre ele, mas não é isso que o Senhor tem-nos orientado.
Qual é a orientação do Senhor?
O Senhor concedeu um dom. Você tem uma informação.
O Senhor concedeu outro dom. Você agora tem duas informações.
O Senhor concedeu outro dom. Você agora tem três informações.
Qual o procedimento?
Você tem que juntar estas três informações (todas que houver) e conhecer o que o Senhor quer falar realmente. Por que
isso?
Porque cada dom concedido aproxima mais a Igreja da vontade do Senhor.
Vamos dar um exemplo simples: O Senhor revelou para falar sobre a mulher samaritana. É uma informação, já temos
uma informação para o culto, pode ser que o Senhor queira alguma coisa ali dentro que nós não entendemos ainda.
Vem outra revelação: O Senhor revelou para falar sobre adoração.
Juntando essas duas informações, onde vamos chegar?
Nós vamos chegar naquele texto de João 4:20, quando a mulher samaritana pergunta ao Senhor Jesus onde ela deveria
adorar, qual era o local de adoração. Você foi em cima daquilo que era a vontade do Senhor para aquele culto.
II) Não é necessário que você pregue no texto que foi trazido por revelação porque o texto é uma informação que
levará você ao lugar que o Senhor quer levar. Você teve uma revelação, você teve um entendimento. Teve duas revelações; essa
segunda revelação já jogou você para um ângulo que você não tinha pensado. Se vier a terceira, ela vai aproximar você ainda mais do
objetivo de Deus para aquele momento. Quanto mais revelações, mais próximos nós vamos ficar da vontade do Senhor para aquele
dia.
É preciso compreendermos bem isso porque tem muitos companheiros que estão tomando um dom do culto profético e
baseando a mensagem sobre esse dom, sem discernir os demais. É preciso discernir tudo.
3) O CULTO
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Os irmãos aqui já sabem que o culto profético não visa somente abençoar o visitante, ele visa abençoar a Igreja e o
visitante. O visitante é uma conseqüência do culto. Por quê?
Porque no culto está sempre a vontade de salvação da parte do Senhor.
O Senhor usa os dons, primeiramente, para abençoar a Igreja e depois usa a Igreja para a salvação do visitante.
4) A ASSISTÊNCIA
Os irmãos vejam que essa assistência deve ter uma qualidade muito boa porque todo o nosso trabalho, ou seja, a busca (
que às vezes leva vinte e quatro horas), a reunião e o culto, tudo isso vem numa direção para culminar num objetivo final, que é a
salvação de vidas.
Essa assistência aqui tem que ser muito bem cuidada, tem que haver uma dedicação muito grande sobre a assistência.
E, levando em conta que você assistiu hoje, vieram as revelações, tudo caminhando para o final.
Você deu assistência a uma pessoa que entrou na igreja e ela recebeu uma benção maravilhosa.
E agora? Como vai ser isso nos dias seguintes? O que vai acontecer com essa pessoa nos próximos dias, já que no dia
seguinte começa, novamente, a busca, o culto? Isso já vai alcançar uma outra pessoa. E a de ontem? O que está acontecendo com a
que veio ontem? Porque, se você não cuidar da que veio ontem, você interrompe o processo de salvação, ela não vai ter continuidade
e o Senhor Jesus disse: Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso
fruto permaneça. ( Jo.15:16 )
Se o fruto não permanecer, você vai ficar com um rodízio dentro da igreja, gente que entra e sai, não fica. Você fica
cumprindo aquela norma do culto profético sem ter o fruto na mão.
É preciso ter um cuidado muito grande quanto à assistência.
Como a Igreja deve comportar-se no culto profético com relação à assistência?
É aquela coisa mais simples que todo o mundo sabe e que só é difícil de fazer.
Entrou um visitante na casa do Senhor. O que deve ser feito?
I) Um irmão assenta-se do lado do visitante (se já não estiver do lado). De preferência, sempre que possível (não é
uma regra), se for uma senhora visitante, é melhor que seja uma senhora a sentar-se ao lado dela. Se for um jovem, um outro jovem
que dê assistência a ele.
II) Quando for pedido o primeiro louvor, o irmão vai oferecer a sua coletânea ao visitante para acompanhar (com ele) o
louvor. Lembramos que não tem coletânea para visitante. Cada irmão deve levar a sua, assim como faz com a Bíblia. Quem estiver
usando essa prática ainda, recolha e venda para os irmãos, recomendando que cada um traga a sua coletânea.
Além da evangelização, isso serve também para nos preservar. A coletânea é algo pessoal. Não há interesse em que a
coletânea vá parar em outras mãos. Tivemos casos de pessoas de outras denominações que vinham às nossas igrejas, aos cultos, e
levavam a nossa coletânea para casa. Daqui a um pouco, aquele hino estava sendo cantado em lugar impróprio, criando até uma
dificuldade para nós. Cada um deve ter a sua coletânea.
Ofereceu a coletânea, na sua mão, assim como se oferece a Bíblia, cantou junto.
Vem o segundo hino. O mesmo procedimento, você abriu, ofereceu; você já está evangelizando.
Vem a palavra. A mesma coisa. Abriu a Bíblia, leram juntos.
III) No final, você aborda.
O que pode acontecer nesta fase do atendimento?
1 - O irmão é capaz de concluir a assistência.
Neste momento da abordagem pode acontecer que o irmão que está ao lado do visitante tenha condição de assistir.
Neste caso ele assiste logo. Isso é bom porque o culto profético visa aperfeiçoar a vida de todos. Os irmãos precisam já serem
adestrados para saberem assistir.
Então, assentou-se do lado, acompanhou, ofereceu a coletânea, ofereceu a Bíblia, acabou o culto, abordou, tem
condição para assistir, ele mesmo assiste. O obreiro não vai lá.
O obreiro viu que o irmão está cuidando, deixa ele cuidar porque o nosso objetivo é esse, ou seja, aperfeiçoar a vida de
todos. O obreiro, então, vai dar assistência onde é necessário.
Quando ele acabar de assistir, ele levanta a mão só para o obreiro ir lá orar.
2 - O irmão não é capaz de concluir a assistência.
Sentou o irmão, ofereceu a coletânea, ofereceu a Bíblia, abordou, mas não se achou em condição de concluir, de assistir.
O que ele faz?
Ele levanta a mão e o obreiro vai lá.
3 - Ninguém levantou a mão.
Se ninguém levantou a mão, o obreiro vai lá.
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Qual é a vantagem do irmão da igreja assistir?
A vantagem é que quando a pessoa voltar a segunda vez, ele mesmo vai dar continuidade à assistência, aquele visitante
vai continuar sendo tratado porque o irmão que deu essa primeira assistência, ele não vai mais se preocupar em dar assistência a outro
visitante nenhum, ele só vai cuidar daquele que o Senhor entregou nas mãos dele e vai com ele até ao fim. Por quê?
Porque se não fizer assim, nós vamos perder este trabalho todo que o Senhor mandou fazer, ou seja, nós buscamos,
clamamos, fomos para a reunião, discernimos, houve governo dos dons, aplicação no culto, uma benção, o Senhor falou, então, aquilo
tudo.
A pessoa veio. O Senhor converteu a pessoa. Você recebeu uma benção.
No dia seguinte ela volta. Você abandonou? Perdeu tudo.
É muito importante a continuidade porque a pessoa que o Senhor nos colocou nas mãos, ela vai ter uma continuidade no
processo de salvação, a salvação é um processo, ela precisa de um acompanhamento.
O irmão que assistiu na primeira vez, ele vai deixar tudo e continuar a dar assistência àquela pessoa.
Até quando?
Quando ele entender, pode ser até com uma semana.
Ele entendeu que a pessoa se converteu, recebeu a Deus, quer a Obra. O que ele faz?
Ele leva para o grupo dele. Pronto, passou a pertencer ao grupo dele. Ali a assistência é natural e contínua.
Cobrindo as falhas da rede.
Vamos ver aquela hipótese que acontece em 90% dos casos. Ninguém fez isso que eu disse, ou seja, ninguém sentou do
lado, ninguém ofereceu a coletânea, ninguém ofereceu a Bíblia, ninguém levantou a mão.
(Estamos dando esta palavra para que nós coloquemos em prática este trabalho por parte da
Igreja).
Vamos dizer que falhou tudo. O que fazer?
Os obreiros que estão à frente, que conhecem os visitantes, eles não vão ficar aqui esperando que levantem a mão, eles
já saem direto, não esperam nada, já vão direto no visitante, vão atender logo de uma vez porque nós não podemos perder a
oportunidade que o Senhor deu em nossas mãos.
O s irmãos sabem como é o visitante; necessitado, necessitado, mas cheio de problemas. Ele quer ficar, mas sai. Ele
quer ficar no templo, você convidou para que ele ficasse, ele quer ficar, mas aquela inquietação, aquela dificuldade, o adversário... vai
embora. Perdemos a pessoa. Às vezes é uma pessoa para quem o Senhor falou... Por isso não pode perder tempo.
Nós até tomamos a precaução de deixar sempre uns dois lá atrás para cobrir essa falha.
Vamos ressalvar bem isto. Nós não devemos forçar ninguém a nada. Nossa evangelização é uma evangelização
natural, sem agressão, sem insistência, é para aquele que quer. Às vezes a pessoa quer, mas vai saindo, ela não sentiu-se bem, não se
ambientou, então ela vai saindo, por isso existe a necessidade de ter um obreiro ali.
Ele vai dizer: Boa noite. É a primeira vez que você está vindo aqui? Entendeu a palavra? Quer uma oração? Aquela
pessoa que ia saindo, fica. Ela foi à casa do Senhor porque teve uma necessidade.
O correto é que a Igreja tome a providência e comece a assistir. Se isso não acontecer, os obreiros vão assistir.
Cabe ao obreiro dar continuidade a uma assistência personalizada?
O obreiro vai assistir duas, três, quatro pessoas num dia. Qual é o procedimento com relação a dar continuidade à
assistência a estas pessoas?
Ele foi lá, deu assistência, orou. Em seguida ele vai chamar um irmão do grupo dele e dizer: Fulano, este aqui é o
senhor Fulano de Tal, é a primeira vez que ele vem e daqui por diante, sempre que ele vier aqui, você vai acompanhá-lo.
Pronto, você garantiu a assistência àquele visitante. Sempre tomando o cuidado de chamar uma senhora para
acompanhar outra senhora, um jovem para acompanhar outro jovem e assim por diante.
Um pastor teve um sonho onde o Senhor mostrava uma grande necessidade nesta continuidade da assistência, a
assistência que é dada nos dias subseqüentes. O Senhor disse que nós devíamo-nos preparar para assistirmos melhor, inclusive para
tratarmos determinados grupos que são difíceis de assistir. Tem pessoas que estão em certos movimentos tradicionais, movimentos
que até usam dons na carne e que pensam que têm dons. Ou então é uma pessoa ligada com coisas do adversário e o Senhor disse que
nós temos que estar preparados para assistirmos essas pessoas também, vamos ter uma palavra para eles também.
OS GRUPOS
Vamos supor que hoje é o último dia que a casa do Senhor está sob a responsabilidade do grupo A. Foi a igreja toda,
mas o grupo A estava à frente no culto profético. Acabou o culto, foram tomadas todas aquelas providências quanto à assistência.
Qual o procedimento?
O irmão responsável pelo grupo B, o grupo que vai assumir no dia seguinte, ele vai reunir, ao término desse culto, o seu
grupo, para definir a linha de atuação dos seus componentes, para fazer aquela lembrança aos irmãos mais esquecidos, aqueles que se
esquecem do grupo a que pertencem, esquecem da reunião do dia seguinte, esquecem das orientações do Senhor.
Ele reúne o pessoal, faz uma reunião rápida de cinco minutos: Irmãos, amanhã é o nosso grupo. Nós vamos ter a
benção de estarmos à frente da casa do Senhor. Quero saber quais são os irmãos que estarão na madrugada, quem vai dirigir o
culto ao meio-dia (já deixa escalado)e, à noite, nós vamos chegar mais cedo porque nós estamos aqui por conta da casa do Senhor.
Então, você deu uma arrumada, você deu uma orientação para o seu grupo. É importante essa orientação.
Basicamente, este é o nosso roteiro do culto profético, botando mais atenção, agora, na assistência.
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ASSUNTO : O CULTO
Nós tivemos uma reunião em Jaburuna onde foi abordado, por revelação, o assunto CULTO.
É necessário que o culto tenha o maior teor profético possível e para isso é preciso que toda a igreja esteja integrada.
Por quê?
No fim do ano, um pastor bem conhecido da Tradição, formado em Teologia, foi a um culto numa das nossas igrejas e
ele gostou demais da mensagem. Chamou uma pessoa da igreja e disse: Essa igreja sabe dirigir um culto ao Senhor. Ele conhece
muita coisa e falou isso.
Como dirigir um culto a Deus de maneira que Ele se agrade?
O culto precisa ter um conteúdo profético, ter um teor profético, profundo. E de onde vem isso?
Isso vem através dos dons, de um povo, na comunhão, de um povo que sabe buscar ao Senhor e para isso nós temos que
envolver os responsáveis dos grupos e a igreja.
O que é necessário para que o culto seja maravilhoso?
1) Santidade.
Sem santidade não tem culto.
A pessoa brigou com o filho, brigou em casa. Chega de noite, profetiza. Esse culto não vai agradar ao Senhor. Isso
não pode acontecer na igreja.
Durante o dia você assistiu a umas certas coisas inconvenientes. Chega de noite, vai pregar. Isso não vai agradar ao
Senhor.
A santidade é um fator importante, imprescindível.
2) Gratidão.
Quem chega ao Senhor, chega com gratidão, como aquele samaritano que foi curado da lepra com mais nove leprosos,
ele foi o único que voltou para agradecer ao Senhor, o seu coração estava cheio de gratidão ao Senhor.
Quando existem estes dois elementos, o culto é maravilhoso, ele vai agradar a Deus, o Senhor vai aceitá-lo. Quando
você está nesta condição, santificado e agradecido, e vai pregar, a sua mensagem toma um outro rumo, um rumo mais profundo, no
espírito.
O SONHO
Era o aniversário de uma das igrejas da área. Uma irmã teve um sonho muito profundo a respeito do culto.
No sonho ela via muitos detalhes que mostravam o quanto o culto é importante para nós, porque é no culto que o
Senhor opera a sua obra de salvação. É um aperfeiçoamento para a Igreja, a exemplo de como iremos cultuar ao Senhor na
eternidade. O Senhor dá uma importância muito grande ao culto. Isso foi uma benção para ela porque viu o quanto Deus opera no
culto em favor do homem.
O que ela viu no sonho?
1) No sonho ela viu que entrava na reunião do culto profético e lá estavam muitos anjos, eram em maior número do
que as pessoas que estavam lá.
2) O pastor da igreja perguntava se tinha alguma revelação para o culto e ela respondia: O pastor é quem vai dirigir
o louvor.
3) Ela viu um papel que trazia escrito em letras douradas: Quando buscamos a Ti, Senhor. E o pastor dizia: A
mensagem está no hino porque ele tem princípio, meio e fim..
4) Ela viu que chegava o pastor convidado muito bem vestido, mas de roupa esporte. Então descia um anjo trazendo
uma roupa de gala para ele e dizendo que o culto ia ser solene.
Que coisa maravilhosa saber que o Senhor está lutando por nós e como é importante o culto para nós. O culto não é
uma coisa feita de qualquer maneira, o Senhor está presente, está operando ali. Nós vamos cultuar ao Senhor na eternidade, isso aqui
é um aprendizado, todos os dias nós estamos aprendendo. No culto o Senhor envia os seus anjos para assistirem a Igreja, tantos os
membros quantos aqueles que vão se achegar.
No dia referente a esse dom, o pastor da igreja teve uma reunião de trabalho e chegou atrasado no culto. Ele não dirigiu
o culto profético e nem dirigiu o louvor conforme a revelação. Quando ele tomou conhecimento deste sonho, depois do culto, ele
disse: Meu Deus! Que pena! O Senhor mostrou tanta coisa aqui. Senhor, dá-nos outra oportunidade.
O Senhor deu outra oportunidade e usou a mesma pessoa para entregar um segundo sonho.
Como foi esse segundo sonho?
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1) Neste segundo sonho o Senhor dizia que era passado o assunto do primeiro sonho, e o assunto era O culto.
2) Aquele primeiro sonho, aparentemente, havia-se perdido, mas aquele papel era rasgado em pedacinhos, colocado
num pratinho e servido à igreja.
3) Ela viu um anjo que acompanhava uma pessoa à igreja há dez anos. A função dele era esta: Levar aquela pessoa
à igreja, ao culto. Era um trabalho que já durava dez anos.
Às vezes você vê uma pessoa que está lá há três anos e não quer nada, não é? Entretanto, o anjo levava uma
determinada pessoa à igreja durante dez anos, a função dele era essa, pegar a pessoa e levá-la à igreja.
Mas que coisa maravilhosa é a ministração dos anjos do Senhor em favor das nossas vidas!
4) Ela via que muitos anjos se dirigiam para a igreja.
5) Quando ela chegou próximo da igreja, ela ouviu que era cantado o louvor “Quando buscamos a Ti, Senhor”.”
6) Ela viu que no portão estavam três anjos, cada um com uma incumbência.
* O primeiro anjo tinha que medir a altura das pessoas que entravam. Havia três delas que estavam mais altas que as
demais.
* O segundo anjo tinha que olhar o coração de cada pessoa que entrava. Uma delas tinha o seu coração endurecido e
uma outra havia sofrido um enfarte.
* O terceiro anjo tinha que observar o andar das pessoas que entravam. Uma delas estava cambaleando.
7) Ela viu que um irmão ia entrando com muita pressa, mas desceu um quarto anjo e parou esse irmão o tempo
suficiente para que aquela pessoa que vinha cambaleando pudesse colocar a mão no ombro dele. Ela viu que os dois entravam
juntos.
O irmão estava com tanta pressa que nem percebeu a dificuldade do outro.
8) Ela viu que uma mulher estava com os seus pés feridos.
O culto é uma festa.
O mais importante disso é que nós sabemos que Deus está operando, está enviando os seus anjos para ministrarem em
nosso favor e estamos vendo isso acontecendo no nosso meio.
Vamos colocar mais o nosso coração no culto e buscar mais ao Senhor para que o culto seja uma festa diária na casa do
Senhor, tudo revelado, que é o que o Senhor quer e o que Ele quer é que o culto tenha o maior teor profético possível, tudo revelado.
Nós chegamos na reunião, temos a mensagem, o Senhor deu uma visão, você escolheu um louvor; outra revelação, você
escolheu outro louvor, tudo em cima da revelação.
O culto está todo por revelação, aí o Senhor vai operar porque não tiramos nada pela nossa cabeça, o Senhor vai operar
maravilhas.
Alguns não estão atentos, não estão percebendo, exatamente como no sonho, aquele irmão ia entrando sem perceber que
o outro estava precisando dele, mas aí o Senhor deu a providência, mandou um anjo: Espera aí um pouquinho. Você, põe a mão no
ombro dele, apoie-se nele. Pronto podem entrar.
O Senhor quer usar você, mas às vezes você está pensando que Ele vai usar outra pessoa, mas Ele quer é você.
No culto o Senhor realiza os seus atos de poder.
Quando o culto é profético, o Senhor realiza os seus atos de poder, os seus atos de salvação.
Você entrou com uma dificuldade. É ali que o Senhor resolve.
Você precisa de uma palavra. É ali que o Senhor fala.
Os atos do Senhor ocorrem durante o culto.
Amém.
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