Independência económica de Moçambique

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Independência económica de Moçambique
IESE abre com projecções de cenários
para 2025
- Progresso em muletas
- Tragédias dos comuns
- Progresso efectivo e exclusivo
- Progresso efectivo, diversificado e inclusivo
Foi lançado ontem em Maputo, o Instituto de Estudos Sociais e Económicos, IESE. Para celebrar, abriu
por um dia, uma conferência bastante concorrida sobre os desafios para a investigação social e
económica em Moçambique. Um dos assuntos em debate foi a projecção de cenários possíveis do
crescimento e desenvolvimento económico em Moçambique até 2025, apresentado por António
Francisco, académico e membro fundador do IESE.
A dissertação de António Francisco coloca a seguinte questão, poderá Moçambique, dentro de uma
década e meia, quando celebrar o seu 50º aniversário da independência política, ser um país
minimamente independente em termos económicos?
As premissas de António Francisco indicam que no final do 1º quarto do século XXI, o sucesso ou
insucesso do desenvolvimento de Moçambique, deverá girar em torno de dois factores: a direcção e o
ritmo do crescimento e a estrutura de acumulação da economia nacional.
Para o académico, Moçambique confronta-se com o desafio de procurar ser um país economicamente
viável e sustentável, o que pressupõe que deve converter-se num país razoavelmente bem administrado.
A partir disso, António Francisco explica os seguintes cenários como prováveis em 2025: Primeiro
cenário, Moçambique não consegue ser um país economicamente independente, porque a actual
estrutura da acumulação nacional será mantida inalterável, não aproveitando as muitas oportunidades
produtivas do País, a favor de uma economia consumista e uma estabilidade fortemente dependente da
ajuda externa, no quadro do PARPA. Este cenário corresponde ao progresso em muletas, dependência
externa conveniente para o consumo improdutivo. Na agenda 2025 corresponde ao cenário Cabrito onde
se destaca a corrupção, intolerância, exclusão social que, se continuar a aumentar poderá eventualmente
conduzir a conflitos.
Segundo cenário, Moçambique não será em 2025, um país economicamente independente porque a
tendência na próxima década será regressiva e para piorar, devido à conjugação de pontos fracos críticos
e grandes ameaças, internas e externas. É o cenário tragédia dos comuns que na Agenda 2025
corresponde ao Caranguejo, onde cada actor anda aos “zig zags”, tão depressa como vai à frente como
retrocede, provocando crises cíclicas seguidas de momentos de recuperação lenta e ténue devido à
desestruturação causada pela crise.
Terceiro cenário, Moçambique será em 2025 economicamente independente, pelo menos em parte,
porque a estratégia focalizada e de intensificação em alguns sectores de elevado valor acrescentado,
introduzirá mudanças positivas na estrutura de acumulação da economia nacional. Aqui é o progresso
efectivo e exclusivo, na agenda 2025 corresponde ao cenário Cágado. Alguns dos factores crescem mais
que outros, desequilibrando o crescimento, é um cenário melhor que o actual, no qual ainda prevalecem
algumas assimetrias e desigualdades.
Quarto cenário, Moçambique será em 2025 economicamente independente, porque a estratégia pró
activa de diversificação e expansão do sector produtivo estabelecerá as bases duma economia viável
sustentada na substituição gradual da dependência externa por fontes de investimento produtivo. Este
cenário corresponde ao crescimento efectivo no sentido de eficácia e eficiência, tanto na economia como
noutras instituições da sociedade em geral.
Na Agenda 2025 corresponde ao cenário Abelha, inclusão, unidade, tolerância, máximo uso das
capacidades de cada actor, harmonia do crescimento consistente.
O debate sobre esta comunicação de António Francisco não foi conclusivo.
(Benedito Ngomane) – MEDIA FAX – 20.09.2007
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