Slide 1 - professor odair

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ABSOLUTISMO
FRANÇA E INGLATERRA
ABSOLUTISMO
CONTEXTO: com o renascimento comercial, também renasceram
as cidades e, com elas, surgiu uma nova classe social: a burguesia.
Para por um fim a descentralização do poder real, resquício da
Idade Média, reis se aliaram a burguesia e tentaram fortalecer seu
poder desde a formação das monarquias nacionais entre os séculos
XII e XVI.
Nos séculos seguintes, os reis trataram de consolidar seu poder:
criaram impostos, moedas nacionais, corpo de funcionários
públicos, exército permanente e bem treinado sob o poder real.
Poder esse que atingiu o seu ápice no século 17 com o regime
absolutista. Absolutismo significou a concentração total do
poder político nas mãos dos reis, numa época de expansão das
atividades comerciais e de enriquecimento da burguesia. O
absolutismo faz parte das mudanças que marcaram a transição
do feudalismo para o capitalismo.
ABSOLUTISMO
FATORES QUE AJUDARAM A FORMAÇÃO DO
ABSOLUTISMO:
• O povo queria ordem, segurança e paz e acreditou que
a monarquia proporcionaria isso,
• Os burgueses necessitavam de menos impostos e
segurança para seu comércio (apoio aos reis),
• O rei precisava do dinheiro burguês para a formação de
um forte exército (formação de aliança entre reis e
burgueses),
• A Igreja, que havia lutado contra o fortalecimento dos
reis, foi enfraquecida pela Reforma Religiosa e, por isso,
obrigada a se aliar aos reis novamente, apoiando-os.
ABSOLUTISMO
Pensadores que, através de suas teorias, tentaram justificar o poder absolutista dos reis:
* Maquiavel (1469-1527) – Fundamentava a necessidade de um Estado Nacional forte e
independente da Igreja e encarnado na pessoa do chefe do governo (“O Príncipe”) que
governaria baseado na razão, em benefício coletivo; considerava válido todos os meios
utilizados para o alcance desses objetivos - Virtú.
O governante não pode delegar poder, apenas incumbências, principalmente
as impopulares; o governante deve se fazer temer; o público deveria ser mantido na
ignorância, principalmente de fatos ruins; o governante deveria mentir, trair, prejudicar se
fosse necessário para o bem do país.
A política para ele é amoral, os fins justificam os meios.
ABSOLUTISMO
• Jean Bodin (1530-1596) – Rei só deve ser submisso a Deus.
Direito Divino dos Reis.
• Jacques Bossuet (1627-1704) – Em sua obra "A Política
tirada das Sagradas Escrituras" reforçou a doutrina do direito
divino, que legitimava qualquer governo, justo ou injusto; todo
governo é sagrado e revoltar-se contra ele é, portanto, um
sacrilégio.
• Thomas Hobbes (1588-1679) – Em sua obra "Leviatã"
justificava o Absolutismo, advogando que os homens
acostumados com guerras e lutas, deveriam transferir para o
Estado a responsabilidade de zelar pela proteção dos mais
fracos diante da tirania dos mais fortes. Segundo ele, o Rei
era a garantia da paz entre os súditos.
ABSOLUTISMO
O ABSOLUTISMO INGLÊS
Auge - século 16 – com rei Henrique
VIII – da família Tudor, criador do
anglicanismo. Foi sucedido por
sua filha, Elizabeth I, a rainha
virgem. Ela trouxe prosperidade
econômica com o mercantilismo
e apoiava a pirataria, desde que
houvesse ganho para a Inglaterra.
Com sua morte e sem um
herdeiro direto ao trono, foi o fim
da dinastia Tudor.
ABSOLUTISMO
• Sobiu ao trono o rei Jaime I, primo de Elizabeth e rei da Escócia,
unindo os dois reinos, criou o Reino Unido. Escoceses não gostaram
da união com a Inglaterra = conflitos, que pioraram com a decisão
real de perseguir católicos e calvinistas. Para pagar os gastos
gerados pelos conflitos, o rei aumentou os impostos, gerando mais
insatisfação. O Parlamento discordou do rei e acabou sendo
dissolvido.
• O sucessor de Jaime I, rei Carlos I, governou entre 1625 e 1649.
Enfrentou os mesmos problemas que Carlos I. Ele tentou negociar
com o Parlamento os aumentos de impostos que faz uma contra
oferta: aprovaria os novos impostos se o rei assinasse um
documento limitando seus direitos, a “petição de direitos”. O rei
aceitou, mas logo em seguida dissolveu o Parlamento.
ABSOLUTISMO
• Nobres lutaram ao lado do rei contra os puritanos
(calvinistas ingleses que eram comerciantes e
manufatureiros) – esse conflito durou 7 anos, até que o
exército puritano liderado por Oliver Cromwell, prendeu,
julgou e executou o rei Carlos I.
• Foi instalada uma República Puritana. Ele eliminou os altos
impostos e favoreceu os comerciantes. Em 1651, criou leis
conhecidas como Atos de Navegação.
• Em 1653, Cromwell foi aclamado como Lorde Protetor da
Inglaterra e seu poder se tornou hereditário. Após sua
morte em 1660, seu filho, Ricardinho, cai não cai, assumiu,
mas devolveu o poder as mãos da família Stuart na figura
do rei Carlos II.
ABSOLUTISMO
• Rei Carlos II – 1660 a 1685 – estreita relações com a França =
problemas com os comerciantes ingleses (os franceses eram seus
maiores concorrentes).
• O rei também era ligado a Igreja Católica e seu irmão, Jaime II havia
se convertido ao catolicismo (próximo na sucessão).
• Com a morte do rei, seu irmão, Jaime II, católico, assumiu o trono
do Reino Unido. Ingleses ficaram mais tranqüilos ao saber que as 3
filhas de Jaime eram casadas com nobres anglicanos. Mas o rei
conseguiu um filho com sua segunda esposa. Com isso, nobres,
parlamento e população decidiram derrubar o rei. Foi a Revolução
Gloriosa.
• A coroa inglesa foi oferecida ao nobre holandês, Guilherme de
Orange, casado com uma das filhas do rei, mas em troca da
assinatura da Carta de Direitos onde o novo rei, aceitava diminuir
seus poderes.
ABSOLUTISMO
ABSOLUTISMO NA FRANÇA
Conflitos religiosos retardaram a centralização do
poder real.
• Rei Francisco II (1559-1560) – ordena o 1º
massacre contra os protestantes.
• Rei Carlos IX – 1572 – influenciado por Catarina
de Médicis e Henrique de Guise, ordenou um
grande massacre contra os protestantes
conhecida como a Noite de São Bartolomeu,
onde mais de 3 mil pessoas morreram.
• Rei Henrique III (irmão de Carlos IX) subiu ao
trono – Início da Guerra dos Três Henriques
Todos eram filhos de Catarina de Médici
ABSOLUTISMO
GUERRA DOS TRÊS HENRIQUES
Rei Henrique III
Manda matar
Henrique de
Guise, fracassa, e
é deposto pela
liga católica.
Henrique de
Guise
Junto com
Catarina de
Médicis, forma
uma liga católica
para pressionar o
rei.
Henrique de
Navarra Bourbon
Alia-se ao rei
para devolver o
poder a ele.
• Durante o cerco a Paris, o rei Henrique III é morto. Henrique de
Navarra Bourbon foi considerado seu sucessor legítimo. Ele invadiu
Paris, matou Henrique de Guise e assumiu o poder com o título de
Rei Henrique IV, fundando a Dinastia Bourbon.
ABSOLUTISMO
• O rei Henrique IV era protestante, mas se converteu ao catolicismo
ao assumir o trono. A conversão foi apenas uma jogada política,
prova disso foi que ele assinou o Édito de Nantes – que dava
liberdade de culto aos protestantes.
• O rei acabou assassinado por católicos fervorosos.
• Seu filho, Luís XIII ainda era criança. Então foi nomeado um
primeiro ministro – Cardeal Richelieu – Conduziu a França a uma
grande guerra, a Guerra dos Trinta Anos, resultando na vitória da
França contra os Habsburgo (Espanha, Países Baixos, alguns reinos
da Itália e Alemanha).
• Luís XIII assumiu e morre também, antes de seu filho ter idade para
assumir o trono. Assim outro cardeal foi nomeado 1º ministro, o
Cardeal Mazarino e governou com mão de ferro como o cardeal
Richelieu.
ABSOLUTISMO
• Rei Luís XIV, o Rei Sol, “O Estado sou eu!” Controlou a nobreza,
dando-lhes salários, construiu uma cidade, um palácio, Versalhes,
onde as festas pagas pelo Estado eram freqüentes e suntuosas.
• O começo do seu governo foi bom, com uma balança comercial
favorável sob a administração do ministro das finanças, Colbert.
Houve expansão comercial e crescimento das manufaturas.
• Mas os gastos com Versalhes aumentavam cada vez mais, a
desorganização fiscal diminuía a arrecadação. A pressão dos
católicos fez o rei expulsar da França todos os comerciantes
calvinistas (huguenotes), indo embora com eles, parte da riqueza da
França.
• Seus sucessores, os reis Luís XV e Luís XVI eram incompetentes, e
levaram a França a uma grave crise política e econômica que
resultou, durante o reinado de Luís XVI, na Revolução Francesa.
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