Como implementar o IPv6
Marco Antônio Chaves Câmara
LOGIC Engenharia Ltda
[email protected]
Quem é o Palestrante ?
Marco Antônio Chaves Câmara
– Engenheiro Eletricista (UFBA);
– Professor
• Universidade Católica do Salvador;
• Universidade do Estado da Bahia.
– Trabalha com redes desde 1987;
– Certificações
?
• CNE e CNI (Novell);
• MCP (Microsoft);
• Projetista e Instalador (Lucent Technologies)
– Diretor técnico da LOGIC Engenharia
Salvador - BA.
?
?
?
?
?
Agenda
• O que é o IPv6 ?
• As mudanças principais
• Implementação
– Estratégias de Migração
– O 6bone
– Exemplos
• Fontes de referência
O que é IPv6 ?
• Porque surgiu ?
• O que oferece ?
• Como surgiu ?
O IPv6 vai decolar ?
• Diferentes estratégias têm provocado uma
sobrevida longa ao IPv4
– Subnets
– proxies
– CIDR (Classless InterDomain Routing)
O IPv6 vai decolar ?
• Diferentes estratégias têm provocado uma
sobrevida longa ao IPv4
– Subnets
– proxies
– CIDR (Classless InterDomain Routing)
• Esta não é a primeira tecnologia de que
ouvimos falar, mas não vemos ...
O IPv6 vai decolar ?
• Diferentes estratégias têm provocado uma
sobrevida longa ao IPv4
– Subnets
– proxies
– CIDR (Classless InterDomain Routing)
• Esta não é a primeira tecnologia de que
ouvimos falar, mas não vemos ...
• No entanto, alguns problemas sérios
acabarão provocando a implementação do
IPv6 !
O IPv6 vai decolar ?
• Problemas técnicos
– Limites de endereçamento
– Tamanho das tabelas de roteamento
• Mudança de “paradigma”
– Aplicações Internet no próximo milênio
• Comunicação portátil, genérica e SEGURA para todos;
• Multimídia interativa
– A Internet será a nova TV ?
• Além do tráfego multicast para milhões, temos o problema da
capilaridade (principalmente levando-se em conta a
interatividade).
Objetivos
• Mais endereços do que o necessário,
mesmo em estimativas pessimistas;
• Maior desempenho;
• Suporte integrado a segurança e
autenticação;
• Redução dos requisitos de
processamento na rede (roteadores);
• Suporte a QoS;
• Garantir expansão futura.
Objetivos
• Mais endereços do que o necessário,
mesmo em estimativas pessimistas;
Em estimativas conservadoras, o
IPv6 suporta milhares de endereços por metro quadrado de superfície da terra !
Objetivos
• Maior desempenho
– Cabeçalho simplificado e de tamanho
fixo;
– Fragmentação apenas na origem;
– Eliminação da checagem contra
erros.
Objetivos
• Suporte integrado a segurança e
autenticação
– Extensão de cabeçalho específica
para autenticação;
– Idem para criptografia dos dados.
Objetivos
• Redução dos requisitos de processamento na rede (roteadores)
– Valem os pontos já citados quanto ao desempenho
• Simplificação do cabeçalho
• Fragmentação apenas na origem
• Eliminação da checagem de erros
– Endereços hierárquicos globais reduzem a necessidade de armazenamento
nas tabelas dos roteadores
• Estratégia já utilizada no IPv4 através do CIDR (Classless InterDomain
Routing) e ampliada no IPv6;
– Com as extensões de roteamento, consegue-se ainda mais
• Mobilidade
• Auto re-endereçamento.
Objetivos
• Suporte a QoS
– Separam-se pacotes sensíveis a
atrasos dos outros;
– Em cada classificação, é possível
determinar níveis de prioridade;
– Controle de fluxo permite tratar
fluxos de dados como “pseudoconexões”, permitindo inclusive
multiplicidade de fluxos entre um par
emissor/receptor.
Objetivos
• Garantir expansão futura
– Apenas 28% do espaço disponível
para endereços foi alocado ...
– Número de cabeçalhos de extensão
pode crescer ...
• Hoje são seis
– Até mesmo o conceito de “escopo”
para os endereços multicast não
considera o planeta como nível mais
alto (escopo 14 de 15) ...
Como surgiu o IPv6 ?
• IETF iniciou os trabalhos em 1990
– RFC1550 pedia propostas de solução
• Após uma seleção inicial, uma versão modificada
de duas das soluções (SIPP - Simple Internet
Protocol Plus) foi selecionada em junho de 1994;
• Foi dada a designação IPv6 (ou IPng), que é
adotada hoje pela comunidade Internet.
As mudanças principais
• O novo cabeçalho
– Formato básico
– Extensões
• Notação de endereços
– Identificação básica
– Regras de simplificação
– Divisão do espaço de endereçamento
IPv6 : evoluindo o IPv4 ...
32 bits
Versão
IHL
Tipo de Serviço
D M
F F
Identificação
Time to live
Comprimento Total
Protocolo
Fragment Offset
Header Checksum
Endereço de Origem
Endereço de Destino
~
~
Opções (0 ou mais palavras - comprimento variável)
~
~
IPv6 : evoluindo o IPv4 ...
32 bits
Versão
de Serviço
IHL
Total
Desaparece
oTipo
campo
de “opções”, Comprimento
que foi substituído
com
D M
Fragment
Offset
vantagensIdentificação
pelos “cabeçalhos de Fextensão”,
que veremos
melhor
F
posteriormente.
Basicamente,
são seisHeader
diferentes
tipos de extenTime to live
Protocolo
Checksum
são admissíveis,
cada qual com sua função.
Endereço de Origem
Endereço de Destino
IPv6 : evoluindo o IPv4 ...
32 bits
Ganhamos :
1)IHL
Redução
do
Tipo de
Serviço
Comprimento Total
tamanho;
D M
Identificação
Fragment Offset
F F
2) CompriTime to live
Protocolo
Header Checksum
mento fixo, ou
Endereço de Origem
melhor ... para
que o campo Endereço de Destino
IHL?
Versão
IPv6 : evoluindo o IPv4 ...
32 bits
Versão
IHL
Tipo de Serviço
D M
F F
Identificação
Time to live
Comprimento Total
Protocolo
Fragment Offset
Header Checksum
Endereço de Origem
Endereço de Destino
IPv6 : evoluindo o IPv4 ...
32 bits
Versão
Tipo de Serviço
D M
F F
Identificação
Time to live
Comprimento Total
Protocolo
Fragment Offset
Header Checksum
Endereço de Origem
Endereço de Destino
IPv6 : evoluindo o IPv4 ...
32 bits
Os campos de endereço de origem e destino foram ampliados
quatro vezes. Agora o espaço de endereçamento é muito maior !
No entanto, obviamente, isto aumentou o cabeçalho ...
Versão
Tipo de Serviço
D M
F F
Identificação
Time to live
Comprimento Total
Protocolo
Fragment Offset
Header Checksum
Endereço de Origem
Endereço de Destino
IPv6 : evoluindo o IPv4 ...
32 bits
Versão
Tipo de Serviço
D M
F F
Identificação
Time to live
Comprimento Total
Protocolo
Fragment Offset
Header Checksum
Endereço de Origem
Endereço de Destino
IPv6 : evoluindo o IPv4 ...
32 bits
Ganhamos :
Versão 1)
Aumento
doServiço
Tipo de
espaço
de
Identificação
endereçamento;
Time to live
Protocolo
Comprimento Total
D M
F F
Fragment Offset
Header Checksum
Endereço de Origem
Endereço de Destino
IPv6 : evoluindo o IPv4 ...
32 bits
Versão
Tipo de Serviço
D M
F F
Identificação
Time to live
Comprimento Total
Protocolo
Fragment Offset
Header Checksum
Endereço de Origem
Com o fim da fragmentação, deixam de ser necessários todos os
campos relacionados a esta característica, ou seja, toda a segunda
linha
do de
cabeçalho
!!!
Endereço
Destino
IPv6 : evoluindo o IPv4 ...
32 bits
Versão
Tipo de Serviço
D M
F F
Identificação
Time to live
Comprimento Total
Protocolo
Fragment Offset
Header Checksum
Endereço de Origem
Endereço de Destino
IPv6 : evoluindo o IPv4 ...
32 bits
Versão
Time to live
Tipo de Serviço
Comprimento Total
Protocolo
Header Checksum
Endereço de Origem
Endereço de Destino
IPv6 : evoluindo o IPv4 ...
32 bits
Versão
Time to live
Tipo de Serviço
Comprimento Total
Protocolo
Header Checksum
Endereço de Origem
Endereço de Destino
IPv6 : evoluindo o IPv4 ...
32 bits
Ganhamos :
1) Redução
do
Tipo de
Serviço
Comprimento Total
tamanho; Protocolo
Time to live
Header Checksum
2) Aumento
de performance no Endereço de Origem
roteamento !
Versão
Endereço de Destino
IPv6 : evoluindo o IPv4 ...
32 bits
Versão
Time to live
Tipo de Serviço
Comprimento Total
Protocolo
Header Checksum
Endereço de Origem
O IPv6 não checa mais a integridade do cabeçalho. Confia-se
na melhoria de qualidade
das redes
e na capacidade de checagem
Endereço
de Destino
de erros das camadas de enlace e transporte.
IPv6 : evoluindo o IPv4 ...
32 bits
Versão
Time to live
Tipo de Serviço
Comprimento Total
Protocolo
Header Checksum
Endereço de Origem
Endereço de Destino
IPv6 : evoluindo o IPv4 ...
32 bits
Versão
Time to live
Tipo de Serviço
Protocolo
Endereço de Origem
Endereço de Destino
Comprimento Total
IPv6 : evoluindo o IPv4 ...
32 bits
Ganhamos :
1) Aumento
Tipo dede
Serviço
performance
Time to live
Protocolo
nos routers !
Versão
Endereço de Origem
Endereço de Destino
Comprimento Total
IPv6 : evoluindo o IPv4 ...
32 bits
Versão
Time to live
Tipo de Serviço
Comprimento Total
Protocolo
Endereço de Origem
O campo TTL, que surgiu para medir tempo, sempre mediu HOP’s.
Endereço de Destino
No IPv6, ele mudou de nome e posição ...
IPv6 : evoluindo o IPv4 ...
32 bits
Versão
Time to live
Tipo de Serviço
Protocolo
Endereço de Origem
Endereço de Destino
Comprimento Total
IPv6 : evoluindo o IPv4 ...
32 bits
Versão
Tipo de Serviço
Protocolo
Endereço de Origem
Endereço de Destino
Comprimento Total
HOP limit
IPv6 : evoluindo o IPv4 ...
32 bits
Versão
Tipo de Serviço
Protocolo
Comprimento Total
HOP limit
Endereço de Origem
O campo protocolo trocou de posição e de nome, servindo no IPv6
Endereço de Destino
também para indicar a presença de extensões de cabeçalho.
IPv6 : evoluindo o IPv4 ...
32 bits
Versão
Tipo de Serviço
Protocolo
Endereço de Origem
Endereço de Destino
Comprimento Total
HOP limit
IPv6 : evoluindo o IPv4 ...
32 bits
Versão
Tipo de Serviço
Comprimento Total
Próximo Cabeçalho
Endereço de Origem
Endereço de Destino
HOP limit
IPv6 : evoluindo o IPv4 ...
32 bits
Versão
Tipo de Serviço
Comprimento Total
Próximo Cabeçalho
HOP limit
Endereço de Origem
Com o cabeçalho de tamanho fixo, o “Comprimento Total”
mudou de nome e conteúdo,
passando
Endereço
de Destino a indicar o tamanho apenas
dos dados, excluindo os 40 bytes fixos do cabeçalho.
IPv6 : evoluindo o IPv4 ...
32 bits
Versão
Tipo de Serviço
Comprimento Total
Próximo Cabeçalho
Endereço de Origem
Endereço de Destino
HOP limit
IPv6 : evoluindo o IPv4 ...
32 bits
Versão
Tipo de Serviço
Payload length
Próximo Cabeçalho
Endereço de Origem
Endereço de Destino
HOP limit
IPv6 : evoluindo o IPv4 ...
32 bits
Versão
Tipo de Serviço
Payload length
Próximo Cabeçalho
HOP limit
Endereço de Origem
O campo “Tipo de Serviço”, teoricamente criado para
permitir o tratamento de QoS, na prática não é utilizado. No IPv6,
este trabalho é realizado Endereço
pelo campo
“Prioridade”, com metade do tade Destino
manho. Ele permite inclusive o descarte de pacotes, condição
essencial para tráfego multimídia.
IPv6 : evoluindo o IPv4 ...
32 bits
Versão
Tipo de Serviço
Payload length
Próximo Cabeçalho
Endereço de Origem
Endereço de Destino
HOP limit
IPv6 : evoluindo o IPv4 ...
32 bits
Versão Prioridade
Payload length
Valores de 0 a 15 :
0 a 7 - Tráfego convencional (melhor atrasar do
que descartar)
Próximo Cabeçalho
HOP limit
8 a 15 - Tráfego
em tempo
real (melhor desEndereço de Origem
cartar do que atrasar)
*Obs. Os valores mais altos
são mais importantes.
Endereço de Destino
IPv6 : evoluindo o IPv4 ...
32 bits
Ganhamos :
1) Prioridade
Mais eficiência;
Versão
2) Tratamento
de
Payload length
tráfego multimídia.
Próximo Cabeçalho
Endereço de Origem
Endereço de Destino
HOP limit
IPv6 : evoluindo o IPv4 ...
32 bits
Versão Prioridade
Payload length
Próximo Cabeçalho
HOP limit
Endereço de Origem
O espaço livre é utilizado para um novo campo, “Identificação de Fluxo”, que permite o gerenciamento de fluxo de dados
entre determinado emissor
e receptor,
criando condições semelhantes
Endereço
de Destino
a uma conexão, embora com a flexibilidade do IP.
O campo ainda é experimental, para QoS.
IPv6 : evoluindo o IPv4 ...
32 bits
Versão Prioridade
Payload length
Próximo Cabeçalho
Endereço de Origem
Endereço de Destino
HOP limit
IPv6 : evoluindo o IPv4 ...
32 bits
Versão Prioridade
Payload length
Identificação de Fluxo
Próximo Cabeçalho
Endereço de Origem
Endereço de Destino
HOP limit
IPv6 : Formato definitivo
32 bits
Versão Prioridade
Payload length
Identificação de Fluxo
Próximo Cabeçalho
Endereço de Origem
Endereço de Destino
HOP limit
Extensões de Cabeçalho
• Algumas características do IPv4 (nem sempre utilizadas), e
também novas características (segurança e autenticação, por
exemplo) foram implementadas em cabeçalhos de extensão;
• Inicialmente foram definidos seis tipos (se mais de um, seguir
seqüência) :
–
–
–
–
–
–
–
Hop-by-hop;
Informações adicionais para os destinatários (opção 1);
Routing;
Fragmentação;
Autenticação;
Dados encriptados;
Informações adicionais para o destinatário (opção 2).
Cabeçalho Hop-by-hop
• Carrega informações que todos os roteadores do
caminho devem examinar;
• Assim como todos os outros cabeçalhos de
extensão, ele começa com o campo que identifica
o próximo cabeçalho (se existir);
• Alguns exemplos :
– Definição de jumbograms, ou melhor, datagramas com
mais do que 64 KBytes;
– Router Alert - exige que todos os roteadores interpretem
todo o pacote antes de re-encaminhá-lo. É utilizado por
exemplo nas mensagens RSVP.
Informações adicionais p/ destinatário
• Primeiro tipo
– Seqüencialmente, é apresentado logo após o
cabeçalho hop-by-hop.
• Segundo tipo
– Incluirá campos que serão interpretados apenas
pelo destinatário;
– Inicialmente não foi utilizado;
– Aparece como último cabeçalho de extensão na
seqüência.
Cabeçalho Routing
• Permite identificar a rota a ser seguida
• A RFC 1883 define o “Tipo 0” de
cabeçalho, que permite até 24 hops.
– No strict routing, os hops indicados devem ser
consecutivos;
– No loose routing, os hops indicados podem não
ser consecutivos;
– O endereço de destino indica sempre o próximo
hop.
Cabeçalho de Fragmentação
• Garante o suporte à fragmentação que
existia no IPv4;
• Lembrar, no entanto, que a fragmentação do
IPv6 só acontece na origem
– Origem deve determinar o MTU fim-a-fim;
– Desempenho aumenta com a redução do
processamento nos pontos intermediários.
Cabeçalho de Autenticação
• Garante ao receptor certeza de quem é o
emissor daquele pacote específico;
• Não garante segurança quanto à leitura dos
dados transmitidos, mas garante que os
dados recebidos foram realmente enviados
por determinado emissor, e que estes não
foram alterados no caminho.
Cabeçalho de Dados encriptados
• Garante segurança contra a leitura não
autorizada de dados transmitidos;
• Permite a troca do algoritmo de criptografia
– Algoritmo default é o DES-CBC
As mudanças principais
• O novo cabeçalho
– Formato básico
– Extensões
• Notação de endereços
–
–
–
–
Identificação básica
Regras de simplificação
Divisão do espaço de endereçamento
Endereçamento automático
Endereços : problemas no IPv4
• O esquema de classes do IPv4
permitia a divisão do endereço
na identificação de redes, subredes e hosts;
• O IPv4 no entanto não oferecia
um esquema hierárquico em que
um único endereço representasse
diversos outros;
• Esta característica provoca o
aumento significativo das tabelas
de roteamento.
Endereços : novidades no IPv6
• São 16 bytes, escritos em oito grupos de 4
dígitos hexadecimais
– Regras de simplificação tornam as coisas mais
simples ...
• No IPv6, além de aumentar significativamente
o número de endereços disponíveis, foi
disponibilizado :
– Endereçamento hierárquico global
• Divisão geográfica ou ...
• Divisão por provedor.
– Endereços unicast, multicast e ... Anycast(*1)
– Grupos multicast especiais, como “todos os
roteadores”, “todos os hosts”, “todos os
servidores DHCP”, por exemplo.
*1 Entrega ao primeiro endereço multicast disponível.
Endereços : formato básico
8000:0000:0000:0000:0123:4567:89AB:CDEF
• O exemplo acima é um endereço completo. Existem três
regras para simplificação :
– Zeros no início de um grupo não precisam ser representados;
– Um ou mais grupos de 16 zeros podem ser trocados por uma
seqüência de dois símbolos “:“;
– Endereços IPv4 podem ser representados com a mesma
seqüência acima seguida pelo formato convencional IPv4.
• Com base nestas regras, o endereço ficaria assim :
8000::123:4567:89AB:CDEF
Endereços : prefixos
0000 0000
- Endereços IPv4
0000 001
- Endereços OSI NSAP
0000 010
- Endereços Novell IPX
010x xxxx
- Baseados em provedor (x=registro)
100
- Baseados em localização geográfica
1111 1111
- Endereços multicast
1111 1110 10 - Uso em links locais (uso interno !)
1111 1110 11 - Uso em site local (uso interno !)
Outros
- Não atribuídos (ainda !)
Endereçamento Automático
• O processo se inicia através do protocolo ND
(Neighbor Discover)
– O ND é um aperfeiçoamento do ARP e ICMP;
– Estações se conectam temporariamente com endereços
válidos localmente;
– Após seleção do endereço local, a estação envia uma
“ND router solicitation request”, baseado em multicast;
• Apenas um roteador responde, oferecendo uma
faixa de endereços utilizáveis de duas formas :
– Diretamente estabelecidos pelos hosts (stateless)
– Estabelecido por um servidor DHCP (stateful)
Estratégias de Migração
•
•
•
•
•
Servidores DNS
Pilhas duais
Túneis
Sistemas Operacionais suportados
Roteadores suportados
Servidores DNS
• A RFC 1886 (DNS Extensions to Support IP
Version 6) permite a criação do novo DNS;
• O suporte ao IPv6 permite a localização dos
novos hosts baseados na nova versão;
• É o primeiro passo recomendado na
migração de redes IPv4.
Pilhas duais
IPv6
IPv4
• Mantém o IPv6 como “mais
um protocolo”;
• As configurações de endereço
podem (devem) usar métodos
diferentes;
• Podemos nos comunicar com
hosts que utilizem ambas as
versões;
• Ao solicitar um endereço ao
DNS IPv6, respostas em
ambos os protocolos serão
úteis !
Túneis
Rede IPv6
Roteador
IPV4 & IPv6
Rede IPv6
Rede
IPv4
Roteador
IPV4 & IPv6
• Se chama “túnel” pois o encapsulamento é gerado no
meio do caminho (quando é fim-a-fim, é envelope);
• O tipo de túnel depende do tipo de endereço IPv6
– Endereços IPv4 compatíveis geram túneis automáticos;
– Outros endereços exigem configuração.
• Todo o pacote IPv6 viaja como “dados” IPv4.
Sistemas Operacionais Suportados
Na sua maior parte, tratam-se de versões beta ou kits de desenvolvimento:
– Sun Solaris
– Microsoft Windows NT
– Alpha DIGITAL UNIX and Alpha DIGITAL OpenVMS
– HP-UX 11.0
– IBM RS6000 AIX 4.3 e S/390 MVS
– Linux 2.1.8 ou superiores
Obs. Maiores detalhes podem ser obtidos nas referências ao final.
Roteadores Suportados
Na sua maior parte, suportam grande parte das funções :
– CISCO Systems IOS;
– Nortel Networks versão 12.0 ou superiores;
– IBM
Obs. Maiores detalhes podem ser obtidos nas referências ao final.
O 6bone
• O que é 6bone ?
• Desenho atual
• Participantes no Brasil
O 6bone
• O que é 6bone ?
– Coordenado pelo NGTrans, grupo de trabalho
do IETF;
– Iniciativa informal de criação de um backbone
baseado no protocolo IPv6 para testes de
implementação e estudos;
– Possui sites em diversos locais do mundo,
inclusive no Brasil.
• Desenho atual
• Participantes no Brasil
O 6bone
• O que é 6bone ?
• Desenho atual
– No site do 6bone (http://6bone.net), é possível
conhecer o status atual do 6bone;
– Pode-se também obter informações sobre sites
participantes no mundo.
• Participantes no Brasil
O 6bone
• O que é 6bone ?
• Desenho atual
• Participantes no Brasil
– CEFET-BA (Centro Federal de Educação
Tecnológica da Bahia)
– POP-MG: POP Minas Gerais
– RNP - Rede Nacional de Pesquisa
6bone no Brasil - CEFET
• Início dos trabalhos em 1998;
• A base para os trabalhos foram as RFCs e alguns sites
específicos;
• Possuem apenas duas estações, uma LINUX e outra
Windows NT
– A estação LINUX atua como roteador e implementa todos os
serviços básicos
• Sendmail, DNS, FTP, HTTP, Finger etc
– A estação NT tem pilha dual, embora pudesse trabalhar apenas
com a pilha IPv6. Possui também um HTTP Server em operação.
• Próximos passos :
– Implementar o freeBSD com dual boot na estação LINUX;
– Desenvolver aplicações de sockets para testes IPv4 X IPv6.
Fontes de Referência
• Computer Networks - Third Edition
Andrew S. Tanenbaum
ISBN 0-13-349945-6
• Arquiteturas de Redes de Computadores OSI e TCP/IP - 2a. Edição
BRISA
ISBN 85-346-0694-3
• The Case for IPv6
Bay Networks - White Paper
(disponível na Internet)
• Administrando e Operando Redes TCP/IP em Ambientes
Dinâmicos
Wagner Zucchi - Seminário 9 / EXPONET’97
Fontes de Referência - Internet
Gerais :
•
•
•
•
•
•
•
http://6bone.net/
http://www.imasy.org/~ichiro/v6/index.html
http://www.v6.sfc.wide.ad.jp/6bone/link.html
http://www.cefetba.br/
http://www.rnp.br/newsgen/ascii/n2.txt
http://playground.sun.com/pub/ipng/html/INET-IPng-Paper.html
http://www.hill.com/library/ipv6_exp.html
Implementações
• http://playground.sun.com/pub/ipng/html/ipng-implementations.html
Fontes de Referência (+profundidade)
• IPv6 The New Internet Protocol
Christian Huitema
Prentice Hall, 2. Edição
• IPv6 Clearly Explained
Pete Loshin
Morgan Kaufman Publishers
Fontes de Referência - Algumas RFCs
RFC
RFC 2460
RFC 2373
RFC 2463
RFC 1886
RFC 1933
RFC 2462
RFC 1981
RFC 2461
RFC 2464
RFC 2019
RFC 2080
RFC 2553
RFC 2292*
RFC 2465
RFC 2466
RFC 2452
RFC 2454
RFC 2428**
Description
IPv6 Specification
IPv6 Addressing Architecture
Internet Control Message Protocol for IPv6 (ICMPv6)
DNS Extensions to support IPv6
Transistion Mechanisms for IPv6 Hosts and Routers
IPv6 Stateless Address Autoconfiguration
Path MTU Discovery for IPv6
Neighbor Discovery for IPv6
A Method for the Transmission of IPv6 Packets over Ethernet Networks
Transmission of IPv6 Packets Over FDDI
RIPng for IPv6
Basic Socket Interface Extensions for IPv6
Advanced Sockets API for IPv6
Management Information Base for IP Version 6: Textual Conventions and General Group
Management Information Base for IP Version 6: ICMPv6 Group
IPv6 Management Information Base for the Transmission Control Protocol
IPv6 Management Information Base for the User Datagram Protocol
FTP Extensions for IPv6 and NATs
Dúvidas ?
Marco Antônio C. Câmara
Tel. (071) 351-2127
FAX (071) 351-1460
email [email protected]